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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
versão impressa ISSN 0100-7203
Rev. Bras. Ginecol. Obstet. v.23 n.9 Rio de Janeiro out. 2001
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032001000900012
Resumo de Tese
Aplicação Transvaginal de n-Butil-2-cianoacrilato e o Estudo da Perviedade das Tubas Uterinas de Coelhas
Autor: Henri Chaplin Rivoire
Orientador: Prof. Dr. Djalma José Fagundes
Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graudação em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina em 15 de agosto de 2001.
Com o objetivo de estudar a perviedade da tuba uterina de coelhas submetidas a aplicação transvaginal de n-butil-2-cianoacrilato, foram utilizados 20 animais (Orictolagus cuniculus) da linhagem Nova Zelândia, distribuídos em dois grupos, I (controle) e II (experimento). O grupo controle foi submetido a técnica operatória para esterilização pelo método proposto por Pomeroy e o grupo experimento teve a aplicação de 0,25mL do adesivo cirúrgico n-butil-2-cianoacrilato no lúmen tubário através da via transvaginal, por meio de videovaginoscopia para cateterização das tubas uterinas e controle fluoroscópico. Após quatro semanas e quatro acasalamentos e o diagnóstico clínico da presença de gestação, foram submetidos a 3 testes de perviedade: histerossalpingografia (in vivo), teste de perviedade com corante azul de metileno (in vitro) e teste de pressão de rompimento (in vitro). Foi realizada a morfometria computadorizada digitalizada para medir o diâmetro tubário, a mucosa e o miossalpinge. A análise estatística foi feita pelo teste de análise de variância para os pesos dos animais, teste "t" para análise comparativa dos pesos entre os grupos, teste exato de Fischer para presença ou não de gestação, presença ou não de perviedade na histerossalpingografia, no teste do azul de metileno e no teste de pressão de rompimento, e a morfometria foi avaliada pelo teste "t" para grupos emparelhados e para grupos independentes, fixando-se em 5% o nível para rejeição da hipótese de nulidade. Os resultados mostraram vazamento em somente 1 tuba uterina do grupo II, embora o adesivo estivesse presente no lúmen tubário, o que foi não significante estatisticamente. Apresentou significância estatística a morfometria que mostrou aumento nas medidas do diâmetro tubário, da mucosa e do miossalpinge, que consideramos ser pela presença do polímero formado pelo adesivo, não havendo danos celulares. Concluímos que a aplicação transvaginal de n-butil-2-cianoacrilato no lúmen tubário de coelhas é tão eficaz para esterilização quanto o método de Pomeroy, no tempo estudado.
Palavras-chave: Tuba uterina. Esterilização. Adesivo cirúrgico.











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