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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

versão impressa ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. v.24 n.3 Rio de Janeiro  2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032002000300007 

Trabalhos Originais

Implante Autólogo Ovariano no Omento Maior – Estudo Experimental

 

Ovarian Autotransplantation to the Greater Omentum – Experimental Model

 

Luiz Ronaldo Alberti, Leonardo de Souza Vasconcellos, Juliano Ferreira Barbosa, Andy Petroianu

 

 

RESUMO

Objetivos: avaliar os aspectos morfofuncionais de ovários implantados no omento maior, bem como a melhor técnica para implantação do ovário: se íntegro ou fatiado.
Métodos: foram divididas aleatoriamente 40 ratas Wistar com ciclos estrais normais em quatro grupos: Grupo I (n = 5), controle – laparotomia; Grupo II (n = 5), ooforectomia total bilateral; Grupo III (n = 15), implante autólogo íntegro no omento maior e Grupo IV (n = 15), implante autólogo fatiado no omento maior. Realizaram-se esfregaços vaginais nos 3º e 6º mes pós-operatório e estudos histológicos dos implantes ovarianos, avaliando-se: degeneração, fibrose, reação inflamatória, angiogênese, cistos foliculares, desenvolvimento folicular e corpos lúteos.
Resultados: os animais do Grupo I ciclaram normalmente. As ratas do Grupo II não apresentaram ciclo, permanecendo em diestro. No Grupo III, 11 ratas permaneceram em diestro, três apresentaram ciclos incompletos e apenas uma ciclou normalmente. No Grupo IV, três animais não ciclaram, oito tiveram esfregaços vaginais incompletos e quatro ciclaram normalmente. Os achados histológicos dos animais pertencentes ao Grupo III evidenciaram histoarquitetura normal em dez ratas, porém nas outras cinco, houve degeneração ovariana. No Grupo IV, 14 ratas tiveram ovários com histoarquitetura preservada e em apenas uma houve sinais de degeneração.
Conclusões: o implante autólogo ovariano no omento maior foi viável, obtendo-se melhor preservação morfofuncional com a implantação de fatias.

PALAVRAS-CHAVE: Ciclo ovariano. Implante autólogo de ovário. Colpocitologia, Ooforectomia. Estudo experimental.

 

 

Introdução

Muitas pacientes com câncer sofrem perda iatrogênica da função ovariana, mesmo sem o ovário estar envolvido na doença, em decorrência de tratamento radioterápico e quimioterápico1. Essa conduta resulta em menopausa precoce e distúrbios funcionais, tais como disfunção sexual, níveis alterados de lipoproteínas, maior risco de osteoporose e de doenças cardíacas, dentre outros2,3.

Em muitos outros casos, a ooforectomia é realizada por princípio ou necessidade4, em um procedimento sobre a pelve, mesmo sem haver inconveniência de se manter o ovário. Com o objetivo de se manterem os níveis hormonais, fisiologicamente, tem sido proposto o implante autólogo ovariano heterotópico5-7.

Diversas técnicas de implante autólogo ovariano vêm sendo pesquisadas continuamente em animais8-13. O estudo da preservação da função ovariana em várias espécies animais resulta em informações conflitantes na literatura quanto à eficácia da manutenção dos níveis hormonais14,15. Estudos iniciais publicados por Cooper et al.16, em cobaias, e por Long e Evans17, em ratos, mostraram que o ciclo ovariano pode ser monitorado por meio de mudanças na citologia vaginal.

Objetivando analisar a preservação da função ovariana em casos de ooforectomia, o presente trabalho estudou o implante autólogo ovariano no omento maior e pesquisou a melhor forma de implantação do ovário: íntegro ou fatiado. Avaliou-se ainda a capacidade de secreção hormonal dos ovários auto-implantados por meio da manutenção do ciclo estral, com base em esfregaços vaginais.

 

Material e Métodos

Este estudo experimental foi realizado de acordo com as recomendações das Normas Internacionais de Proteção aos Animais18,19, e aprovado pela Comissão de Ética da Universidade Federal de Minas Gerais.

O presente trabalho foi conduzido em 40 ratas Wistar, pesando entre 200 e 250 gramas, com aproximadamente 60 dias de idade. Para verificar se os animais apresentavam ciclos ovulatórios regulares, esfregaços vaginais foram colhidos diariamente durante um período de sete dias. As ratas com ciclos atípicos foram previamente excluídas.

Os procedimentos foram realizados sob anestesia com éter. As ratas foram divididas aleatoriamente em quatro grupos: Grupo I (n = 5) - controle, submetido apenas a laparotomia e identificação dos ovários; Grupo II (n = 5) - submetido a ooforectomia total bilateral; Grupo III (n = 15) - submetido a ooforectomia total bilateral e reimplante ovariano na forma íntegra no omento maior, sendo fixado com um ponto, utilizando fio de Prolene 5-0, e Grupo IV (n = 15) - submetido a ooforectomia total bilateral. Neste grupo, os ovários retirados foram cortados em três fatias transversais de aproximadamente três milímetros de espessura e fixados ao omento maior com fio de Prolene 5-0.

O útero permaneceu in situ em todos os grupos. Após as cirurgias, os animais receberam água e ração à vontade. Eles foram observados diariamente e não apresentaram anormalidade local ou sistêmica.

Com base nos estudos de Peromtyscus que mostraram interferências no ciclo ovariano por pequenos feixes de luz, precauções foram tomadas na tentativa de minimizá-los, durante os períodos noturnos17.

No terceiro e no sexto mes após os procedimentos, avaliou-se a função ovariana com base no ciclo estral, por meio de esfregaços vaginais diários durante um período de 14 dias, com base em estudos de Cooper et al.16 e Long e Evans17.

Para a realização do esfregaço vaginal, os animais foram imobilizados e 0,25 mL de solução salina a 0,5% foi introduzido na cavidade vaginal da rata, usando-se uma ponteira de pipeta7,16. Após lavar a cavidade vaginal duas vezes, o fluido foi retirado. Cuidados foram tomados ao inserir a ponteira na cavidade vaginal, evitando contato com o colo uterino. Cada ponteira foi usada uma única vez para cada exame20,21 .

Os esfregaços foram fixados com álcool-éter 1:1 sobre uma lâmina de vidro e corados pelo método de Shorr22. O exame foi conduzido sob aumento de 40 e 100X para observação das características celulares, de acordo com o ciclo ovariano descrito anteriormente.

Após a determinação dos ciclos estrais do sexto mês pós-operatório, os animais foram mortos com superdose de éter. Os ovários auto-implantados foram removidos e preparados para exame histológico: foram fixados em formol a 10%, processados e incluídos em blocos de parafina; após serem cortados em fatias de 5 mm, com o auxílio de um micrótomo, foram fixados sobre lâminas e corados com hematoxilina e eosina.

Para comparação entre as formas íntegras e fatiadas dos ovários auto-implantados, avaliaram-se o padrão do ciclo vaginal, os aspectos macroscópicos e os histológicos dos implantes ovarianos, de acordo com os seguintes parâmetros: degeneração, fibrose, reação inflamatória, angiogênese, cistos foliculares, presença de desenvolvimento folicular e corpos lúteos7,23.

Os resultados foram comparados por meio do teste t de Student e c2 com correção de Yates para pequenas amostras. As diferenças foram consideradas significativas para valores correspondentes a p<0,05.

 

Resultados

Todos os animais sobreviveram até o sexto mês pós-operatório, sem complicações cirúrgicas. A Tabela 1 apresenta os achados citológicos vaginais de todos os grupos em ambos os períodos avaliados, (3º e 6º mes pós-operatório).

 

 

Com relação aos resultados obtidos no esfregaço vaginal, no Grupo I (controle) as ratas exibiram ciclos vaginais com seqüência regular das fases (diestro, proestro, estro e metaestro), tanto no terceiro quanto no sexto mes pós-operatório, com produção normal de hormônios ovarianos.

No Grupo II (ooforectomia bilateral), todos os animais permaneceram em diestro durante 14 dias consecutivos, no terceiro e sexto mes pós-operatório. As ratas deste grupo foram consideradas como não produtoras de hormônio ovariano.

No Grupo III (implante autólogo de ovário íntegro), os exames citológicos dos esfregaços vaginais de onze ratas mostraram os mesmos resultados observados no Grupo II. A produção hormonal ovariana dessas ratas também foi considerada inexistente. Entretanto, outras três ratas apresentaram ciclos estrais incompletos, sugerindo produção ovariana deficiente. Apenas uma rata voltou a ciclar normalmente após o 6º mês pós-operatório.

No Grupo IV (implante autólogo de ovário fatiado), apenas três ratas não ciclaram; oito animais tiveram padrão citológico compatível com estro, embora a seqüência das fases não tenha sido típica, e quatro ratas tiveram ciclos estrais normais. Este grupo caracterizou-se por produção hormonal deficiente em metade dos animais, porém, cerca de 27% das ratas mostraram padrão citológico vaginal compatível com função ovariana normal.

Ao exame macroscópico dos ovários implantados, observou-se que no Grupo III houve preservação da parte externa do ovário e ausência de fibrose em 10 ratas (Figura 1a). Nas outras cinco, havia sinais de fibrose no local de implantação ovariana no omento maior.

 

 

No Grupo IV, 14 implantes apresentavam arquitetura aparentemente normal e sem fibrose ou reações aos fios cirúrgicos, bem como omento maior de aspecto habitual (Figura 1b). Apenas em uma rata houve sinais macroscópicos de fibrose nos ovários implantados. O restante da cavidade abdominal, em todos os grupos, apresentou-se normal.

O estudo histológico realizado no sexto mês pós-operatório mostrou que, no Grupo III, dez animais mantiveram arquitetura histológica dos implantes ovarianos na forma íntegra semelhante ao grupo controle, com ausência de infiltrados inflamatórios, degenerações e necroses (Figura 2a). Angiogênese e diferenciação dos folículos em vários estádios de maturação também foram observadas. Entretanto, as outras cinco ratas apresentaram sinais de degeneração e fibrose em seus ovários. No Grupo IV, 14 ratas mantiveram os ovários auto-implantados fatiados com histoarquitetura preservada, além de numerosos folículos em diferentes fases de maturação e angiogênese mais exuberante em relação ao Grupo III (Figura 2b). A degeneração ovariana ocorreu em apenas um animal do Grupo IV.

 

 

Com base nos achados dos ciclos estrais, da macroscopia e da histologia dos implantes ovarianos, as ratas que tiveram os ovários auto-implantados na forma fatiada apresentaram melhor preservação morfofuncional em relação àquelas que tiveram o implante realizado na forma íntegra (p<0,05).

 

Discussão

O objetivo principal do implante autólogo ovariano é preservar a função ovariana e minimizar os efeitos indesejáveis do climatério precoce em mulheres ooforectomizadas1-3. No presente trabalho, a avaliação da função ovariana teve como base o estudo da citologia do epitélio vaginal16, cuja interpretação seguiu a orientação de Long e Evans17. Estes autores também descreveram os tipos celulares e a duração de cada uma das quatro fases do ciclo estral em ratas.

Segundo a literatura, os enxertos ovarianos avasculares apresentam uma pequena taxa de viabilidade, acompanhada de quase ausência funcional24. Tal situação faz com que diversos autores optem pela anastomose microvascular para manter a viabilidade dos enxertos, porém, mesmo assim a produção hormonal mantém-se reduzida14,25. Por outro lado, no presente trabalho, apesar de um terço dos ovários íntegros terem mostrado sinais histológicos de degeneração, em todos os outros casos sua vitalidade foi mantida.

Portanto, a técnica de implante autólogo avascular no omento maior preserva a vitalidade dos ovários, principalmente se forem fatiados. Todavia, a função dos ovários íntegros não foi satisfatória. Já no caso dos ovários fatiados, obteve-se uma boa resposta endócrina em cerca de 27% das ratas.

Por meio de uma avaliação simples, investigou-se a melhor maneira de implantar os ovários: íntegra ou fatiada. Sabe-se que, para se obter uma avaliação mais rigorosa sobre a viabilidade dos implantes ovarianos, vários outros parâmetros deveriam ser analisados7,15,23. Porém, os padrões morfofuncionais observados foram suficientes para a comparação entre os grupos.

Concluindo, o implante autólogo ovariano no omento maior de ratas é tecnicamente simples e mantém os ovários viáveis. Entretanto, sob aspecto funcional, apenas os ovários fatiados tiveram atividade hormonal satisfatória. Os resultados preliminares desta investigação precisam ser complementados com estudos adicionais de dosagem hormonal e em outras espécies de animais antes de uma melhor afirmação sobre a eficácia dos implantes autólogos ovarianos.

 

 

ABSTRACT

Purpose: in order to maintain the gonadal function after oophorectomy, morphofunctional aspects of ovarian autotransplantation to the greater omentum and the best kind of implantation, intact or sliced, were investigated.
Methods: forty cycling female Wistar rats were randomly divided into four groups: Group I (n = 5), control – laparotomy; Group II (n = 5), bilateral oophorectomy; Group III (n = 10), intact ovarian autotransplantation to the greater omentum; and Group IV (n = 10), sliced ovarian autotransplantation, both to the greater omentum. The estrous cycle was investigated in the third and sixth postoperative months and histological studies of the ovarian implants were carried out considering: degeneration, fibrosis, inflammatory reaction, angiogenesis, follicular cysts, follicular development and corpora lutea.
Results: the animals of Group I preserved the cycling sequence. The rats of Group II remained in diestrus. In Group
III, 11 rats remained in diestrus, three presented incomplete cycles and one showed normal cycle. In Group IV, three animals remained in diestrus, eight showed incomplete cycles and four showed normal cycles. The histology of the ovaries of Group III was normal in ten female rats; however, the ovaries of the other five animals presented degeneration. In Group IV, 14 female rats had ovaries with preserved morphological aspect, and signs of degeneration occurred in one.

Conclusions: the ovarian autotransplantation to the greater omentum is viable and the sliced form presented better morphofunctional aspects than the intact implants.

KEY WORDS: Ovary. Ovarian cycle. Autotransplantation, ovary. Colpocytology. Oophorectomy.

 

 

Agradecimentos

Ao Dr. Wagner Gomes Dias e Dra. Vivian Resende, por auxílios na coleta dos dados. Agradecemos também ao CNPq e FAPEMIG pelos auxílios financeiros que permitiram a realização deste trabalho.

 

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Recebido em: 02/08/01
Aceito com modificações em: 20/03/02

 

 

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