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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.24 no.7 Rio de Janeiro Aug. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032002000700014 

Resumo de Tese

Repercussões Maternas e Perinatais do Exercício Aquático Terapêutico (Hidroterapia) na Gestação

 

Autora: Tânia Terezinha Scudeller Prevedel
Orientadora: Profa. Dra. Iracema de Mattos Paranhos Calderon

 

Dissertação de Mestrado apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Ginecologia e Obstetrícia; Área de concentração: Obstetrícia, da Faculdade de Medicina de Botucatu/SP ¾ Unesp, em 28 de fevereiro de 2002.

 

 

Objetivo: Estudar os efeitos maternos (composição corporal e capacidade cardiovascular) e perinatais (peso e prematuridade) da prática da hidroterapia na gestação.
Sujeitos e método: Estudo prospectivo, tipo coorte, aleatorizado, com 41 gestantes de baixo risco e gestação única. Aplicou-se programa de hidroterapia da 16a -20a até a 38a semana de gestação com freqüência de três vezes por semana e duração de uma hora (grupo Estudo, n=22). O Controle foi constituído por 19 gestantes não-praticantes de hidroterapia. Avaliações antropométricas no início e final do programa, definiram os índices de peso corporal, massa magra e gordura absoluta e relativa, pré e pós-hidroterapia. Por teste ergométrico, definiram-se os índices iniciais e finais de consumo máximo de oxigênio (VO2 máx), volume sistólico (VS) e débito cardíaco (DC). Como resultado perinatal observou-se ocorrência de prematuridade e baixo peso.
Resultados: A comparação entre os grupos não evidenciou diferença significativa nas variáveis maternas no início e no final do programa de hidroterapia. A comparação dentro de cada grupo confirmou efeito benéfico da hidroterapia: ¾ no Estudo os índices de gordura relativa foram mantidos (29.0%) e no Controle aumentaram de 28.8 para 30.7%. O grupo Estudo manteve os índices de VO2máx (35.0%) e aumentou VS (106.6 para 121.5) e DC (13.5 para 15.1); no Controle observou-se queda nos índices de VO2máx e manutenção de VS e de DC. A hidroterapia não se relacionou aos resultados perinatais.
Conclusões: A hidroterapia favoreceu adequada adaptação metabólica e cardiovascular maternas à gestação e não determinou prematuridade e baixo peso nos recém-nascidos.

Palavras-chave: Gravidez normal. Hidroterapia. Composição corporal. Capacidade cardiovascular.