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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.26 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2004

https://doi.org/10.1590/S0100-72032004000100012 

RESUMO DE TESE

 

Farmacocinética e análise da distribuição transplacentária da lidocaína e metabólito na assistência anestésica de gestantes

 

Pharmacokinetics and analysis of transplacental distribution od lidocaine and its metabolite in anesthetic assistance to pregnant wome

 

 

Aluno: Ricardo de Carvalho Cavalli
Orientador: Prof. Dr. Geraldo Duarte

Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em 23 de setembro de 2003

 

 

Apesar de amplamente investigada tanto a anestesiaquanto a analgesia obstétricas, persistem como desafios à ciência na busca de métodos seguros e eficazesque permitam utilizar estes procedimentos aliados àmelhora dos resultados obstétricos e perinatais. Noparto por via vaginal, o bloqueio perineal com lidocaínarepresenta o procedimento analgésico mais freqüenteem obstetrícia, fato que justifica o estudo farmacoci-nético desse fármaco nessas condições. O objetivodeste trabalho foi investigar a farmacocinética e a aná-lise da transferência placentária da lidocaína e mono-etilglicinaxilidida em parturientes cujas gestações foram resolvidas por via vaginal, com anestesia perineal.Foram avaliadas 14 gestantes no grupo com analgesiaperidural durante o trabalho de parto (grupo 1) e 9 gestantes no grupo sem analgesia (grupo 2), com gestaçãoa termo, consideradas normais clinicamente elaboratorialmente. Todas as gestantes receberam 20 mlde cloridrato de lidocaína a 2% sem vasoconstrictor (400mg) por via loco-regional perineal no período expulsivodo trabalho de parto. Na seqüência foram coletadasamostras sanguíneas maternas nos tempos 0, 5, 10,15, 20, 30, 40, 60, 90, 120, 240, 360 min e amostras desangue do cordão umbilical para determinação das con-centrações de lidocaína e monoetilglicinaxilidida (MEGX)por cromatografia. Determinadas as concentrações, foram traçadas as curvas de concentração em função dotempo e análise farmacocinética bicompartimental paralidocaína (Cmax, tmax, t½ a, t½ de b, AUC0-¥, Cl/f, Vd/f) e monocompartimental para o MEGX (Cmax, tmax, t½, AUC0-¥). Com base nas concentrações maternas e fetais no momento do nascimento foram determinadas as relações feto/materna destes fármacos. As concentrações máximas de lidocaína nos grupos 1 e 2 foram de 3,1 e 3,6 µg/mL nos tempos de mediana 20,0 e 15 min respectivamente. A análise dos parâmetros farmacocinéticos: t½ a de 22,0 e 30,0 min, a AUC0-¥ 469 e 454µg.min/mL, e a t½ de b 180 e 185 min nos grupos 1 e 2, respectivamente, o Cl/f de 13,8 mL/min/kg e o Vd/f de 3,0 l/kg no Grupo 1. A relação feto materna nos Grupo 1 e 2 no momento do parto para lidocaína foi de 0,47 e 0,43 respectivamente, sendo que o tempo de latência entre a administração da droga e o parto no grupo 1 foi de 12,5 min e no Grupo 2 de 8,0 min. Os parâmetros farmacocinéticos dos grupos 1 e 2 não apresentaram diferença estatística, demonstrando que a analgesia durante o trabalho de parto não altera a disposição da lidocaína por via perineal. O estudo evidenciou transferência placentária da lidocaína e seu metabólito em razões de aproximadamente 50% para lidocaína. A administração da lidocaína por via loco-regional perineal apresentou tmax de 15 a 20 min, significativamente inferior a administração deste fármaco por via epidural, revelando menor tempo entre a administração e a obtenção do efeito anestésico.

Palavras-chave: Anestesia obstétrica. Lidocaína. Farmacocinética. Parto.

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