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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

versão impressa ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.32 no.3 Rio de Janeiro mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032010000300007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência de disfunção sexual em dois grupos de mulheres de diferentes níveis socioeconômicos

 

Prevalence of sexual dysfunction in two women groups of different socioeconomic status

 

 

Daniela Siqueira PradoI; Vanessa Paula Lins Porto MotaII; Tatiana Isabel Azevedo LimaIII

IProfessora-assistente da Universidade Federal de Sergipe – UFS – Aracaju (SE), Brasil
IIAcadêmica do sexto ano de Medicina da Universidade Federal de Sergipe – UFS – Aracaju (SE), Brasil
IIIAcadêmica do sexto ano de Medicina da Universidade Federal de Sergipe – UFS – Aracaju (SE), Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: verificar se há diferença na prevalência de disfunção sexual e nos escores dos domínios da função sexual entre um grupo de mulheres atendido no serviço público e outro atendido no privado, e apurar se há associação entre disfunção sexual e renda familiar e escolaridade.
MÉTODOS: estudo transversal no qual foram incluídas 201 mulheres sexualmente ativas, com idade de 18 a 45 anos, das quais 90 foram atendidas no serviço público e 111, no setor privado. Avaliaram-se idade, estado civil, uso de anticoncepção hormonal, renda e escolaridade, e todas as mulheres foram submetidas ao Índice da Função Sexual Feminina (IFSF), instrumento utilizado para avaliação da sexualidade. Para análise estatística, foi utilizado o programa SPSS (Statistical Package for Social Sciences) versão 15.0, aplicando-se o teste do
χ2 para variáveis categóricas e o t de Student para amostras independentes.
RESULTADOS: a comparação entre os grupos (setor público versus setor privado) não mostrou diferença significativa na prevalência de disfunção sexual (20 e 23,4%, p=0,5) nem nos escores dos domínios sexuais: desejo (3,9±1,3 e 3,8±1,0, p=0,6), excitação (4,5±0,8 e 4,4±0,9, p=0,5), lubrificação (5,2±1,2 e 5,0±0,9, p=0,1), orgasmo (5,0±1,2 e 4,9±1,1, p=0,5), satisfação (5,2±1,2 e 5,1±1,0, p=0,9), e dor (5,3±1,1 e 5,2±1,0, p=0,8). A disfunção sexual ocorreu em 28% das mulheres com renda entre dois e quatro salários mínimos, 17,5% daquelas com renda maior ou igual a cinco salários e em 14,3% daquelas com renda menor ou igual a um salário (p=0,1). Em relação à escolaridade, a disfunção ocorreu em 30,2% das mulheres com ensino fundamental, 24,2% daquelas com ensino médio e 13,4% e das mulheres com ensino superior (p=0,09).
CONCLUSÕES: não se observou diferença significativa na prevalência de disfunção sexual e nos escores dos domínios sexuais entre os grupos, nem associação de disfunção sexual com renda ou escolaridade.

Palavras-chave: Disfunção sexual fisiológica; Coito; Comportamento sexual; Fatores socioeconômicos; Prevalência


ABSTRACT

PURPOSE: to identify if there is a difference in the prevalence of sexual dysfunction and in the sexual domain scores between a group of women attended at a public service and a group attended at a private service, and to investigate if there is an association between sexual dysfunction, family income and educational status.
METHODS: transversal study including 201 sexually active women aged from 18 to 45 years, 90 of them from a public service and 111 from private services. We evaluated age, marital status, use of hormonal contraception, income and educational status, and all women were submitted to the Female Sexual Function Index (FSFI), an instrument for the evaluation of their sexuality. The Statistical Package for Social Sciences, version 15.0, was used for statistical analysis. The
χ2 test was applied for categorical variables and the Student's t-test to independent samples.
RESULTS: there was no significant difference regarding the prevalence of sexual dysfunction between groups (public versus private) (20 and 23.4%, p=0.5), or concerning the domain scores, desire (3.9±1.3 and 3.8±1.0, p=0.6), sexual arousal (4.5±0.8 and 4.4±0.9, p=0.5), lubrication (5.2±1.2 and 5.0±0.9, p=0.1), orgasm (5.0±1.2 and 4.9±1.1, p=0.5), satisfaction (5.2±1.2 and 5.1±1.0, p=0.9), and pain (5.3±1.1 and 5.2±1.0, p=0.8). Sexual dysfunction was detected in 28% of the women with income between two and four minimum wages, in 17.5% of those with an income of five wages or more, and in 14.3% among those with an income of one wage or less (p=0,1). The dysfunction occurred in 30.2% of women with elementary education, in 24.2% of those with high school education and in 13.4% of those with higher education (p=0.09).
CONCLUSIONS: There was no significant difference in the prevalence of sexual dysfunction or in the sexual domain scores between groups, nor was there an association with income or education status.

Key words: Sexual dysfunction, physiological; Coitus; Sexual behavior; Socioeconomic factors; Prevalence


 

 

Introdução

A disfunção sexual é um problema multidimensional, caracterizada segundo a Associação Americana de Psiquiatria como distúrbios do desejo e das alterações psicofisiológicas que caracterizam a resposta sexual e causam angústia e dificuldades interpessoais1.

Em que pese a importância da função sexual para satisfação e qualidade de vida, a disfunção sexual feminina continua altamente prevalente2, incidindo em 20 a 50% da população feminina3. O estudo epidemiológico americano National Health and Social Life Survey demonstrou que 43% das mulheres americanas têm algum tipo de disfunção sexual4. Em estudo recente realizado na Índia, das 149 mulheres participantes, 72,3% apresentaram disfunção sexual%5. No Brasil, foi detectada uma prevalência de 30% através do estudo do comportamento sexual do brasileiro (ECOS)6. As principais queixas femininas neste estudo foram falta de desejo (34,65%) e dificuldades para obter o orgasmo (29,3%)6.

No entanto, embora frequente, a disfunção sexual feminina continua a ser pouco diagnosticada e tratada7, além de dificilmente reportada pelas mulheres acometidas8.

Vários fatores influenciam a resposta sexual feminina. As causas de disfunção sexual na mulher podem ser psicogênicas, vasculogênicas, neurogênicas, hormonais e musculogênicas9. Também interferem na função sexual a idade, o estado civil, o grau de instrução, a religião e a etnia4. A fotopletismografia, a avaliação da temperatura labial, a doplervelocimetria e a ressonância magnética nuclear podem fornecer medidas objetivas da resposta sexual10. No entanto, os métodos diretos de medida da resposta sexual humana são invasivos, caros e não avaliam questões subjetivas10. Sendo assim, questionários breves e auto aplicado, bem como diários e registros de eventos, vêm sendo usados em larga escala em estudos clínicos11. Dentre os questionários específicos para avaliar a função sexual feminina, destaca-se o Índice da Função Sexual Feminina (IFSF)12, desenvolvido exclusivamente para mulheres e que vem sendo utilizado em vários estudos13.

Tendo em vista a inexistência de um consenso sobre a associação entre disfunção sexual e condições socioeconômicas4,14,15, interessou-nos verificar se há diferença na prevalência de disfunção sexual e nos escores dos domínios sexuais entre uma população de mulheres atendida no serviço público e outra atendida no setor privado, e apurar se há associação entre disfunção sexual e renda familiar e escolaridade.

 

Métodos

Realizou-se um estudo descritivo, do tipo transversal, no qual foram incluídas 201 mulheres divididas em dois grupos. O primeiro foi composto por 90 mulheres atendidas nos ambulatórios do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (setor público) e o segundo foi composto por 111 mulheres atendidas nos consultórios médicos da Clínica Santa Helena e do Centro de Medicina Integrada de Sergipe (CEMISE) (setor privado), no período de janeiro a maio de 2009.

Foram critérios de inclusão a idade entre 18 e 45 anos e a existência de vida sexual ativa. Foram excluídas mulheres em uso de medicamentos que pudessem interferir diretamente na resposta sexual.

Realizou-se entrevista inicial com coleta de dados referentes à idade, estado civil, escolaridade, renda familiar, uso de medicações e de anticoncepção hormonal. Estratificou-se escolaridade em ensino fundamental, médio e superior. As mulheres puderam classificar sua renda familiar como menor ou igual a um salário mínimo, entre dois e quatro salários mínimos e acima ou igual a cinco salários mínimos.

Em seguida, aplicou-se o Índice de Função Sexual Feminina (IFSF), uma escala breve, específica e multidimensional, para avaliar a função sexual de mulheres12.

O questionário, construído e validado na língua inglesa, já traduzido e validado para utilização em pacientes de língua portuguesa fluente no Brasil16, é composto por 19 questões que avaliam a função sexual nas últimas quatro semanas e apresentam escores em seis domínios: desejo sexual, excitação sexual, lubrificação vaginal, orgasmo, satisfação sexual e dor ou desconforto. Para cada questão existe um padrão de resposta. As opções de resposta recebem pontuação entre 0 a 5 de forma crescente em relação à presença da função questionada, sendo que apenas nas questões sobre dor a pontuação é definida de forma invertida. Se o escore de algum domínio for igual a zero, significa que não foi referida pela entrevistada relação sexual nas últimas quatro semanas. Ao final, é apresentado um escore total, resultado da soma dos escores de cada domínio multiplicada por um fator que homogeneíza a influência de cada domínio no escore total. Para se chegar ao escore total, deve-se proceder à soma dos valores das questões, multiplicar essa soma pelo fator de correção e, então, somar os valores de cada domínio. Os escores finais podem variar de 2 a 36, sendo que escores mais altos indicam um grau melhor de função sexual17. Mulheres que apresentam escores menores ou iguais a 26 devem ser consideradas portadoras de disfunção sexual18.

As variáveis numéricas foram expressas em média e desvio padrão. Quanto às variáveis categóricas, foram utilizadas, para sumarizá-las, frequências simples e relativas e intervalo de confiança para 95% quando mais adequado. Utilizou-se o teste de Shapiro-Wilk para avaliar o pressuposto de normalidade. Para o teste de hipóteses relativas às variáveis categóricas, utilizou-se o teste do χ2 de Pearson. A comparação entre os grupos foi realizada mediante teste t de Student para amostras independentes. O nível de confiança foi 0,05 para erro α e poder de 0,80. Para realizar os cálculos estatísticos, foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 15.0.

Este estudo foi apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (CAAE 0100.0.107.000-8) e das clínicas privadas, Santa Helena e CEMISE. Todas as mulheres recrutadas para o estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

 

Resultados

Não se observou diferença significativa (p=0,3) entre as médias de idade das mulheres do setor público (33,6±6,9 anos) e do setor privado (32,7±7,4 anos) (Tabela 1). Também houve homogeneidade em relação ao estado civil. Não houve diferença significativa (p=0,8) entre os dois grupos. A maioria das mulheres eram casadas (75,6% do setor público e 76,6% do setor privado). Todas as mulheres solteiras referiam parceiro estável. A frequência de uso de contracepção hormonal foi semelhante entre os grupos (24,4% do setor público e 27,9% do setor privado; p=0,5) (Tabela 1).

 

 

Verificou-se diferença significativa (p<0,0001) entre os dois grupos no tocante à renda. A renda familiar foi maior ou igual a cinco salários mínimos em 67,6% das mulheres do setor privado, enquanto no grupo do setor público 63,3% referiam renda superior a um e inferior a cinco salários mínimos e 31,1% recebiam valor igual ou menor que um salário mínimo (Tabela 1).

Em relação ao grau de escolaridade, também se observou diferença significativa (p<0,0001). No grupo de mulheres atendidas no setor público, 52,2% frequentaram a escola até o ensino médio, 42,2% até o ensino fundamental, e apenas 5,6% haviam frequentado até o ensino superior. No grupo do setor privado, a maioria das mulheres cursou o ensino superior (55,9%), sendo que 39,6% frequentaram até o ensino médio e apenas 4,5% só chegaram a frequentar o fundamental (Tabela 1).

A prevalência global de disfunção sexual foi de 21,9% (IC95%=16,4-28,3). No grupo do setor público, a prevalência foi de 20%, ao passo que no grupo do setor privado 23,4% apresentaram disfunção sexual, não havendo, portanto, diferença significativa entre os dois grupos (p=0,5).

Em relação à comparação entre os escores dos domínios da função sexual também não houve diferença significativa entre o setor público e o setor privado: desejo (3,9±1,3 e 3,8±1,0, p=0,6), excitação (4,5±0,8 e 4,4±0,9, p=0,5), lubrificação (5,2±1,2 e 5,0±0,9, p=0,1), orgasmo (5,0±1,2 e 4,9±1,1, p=0,5), satisfação (5,2±1,2 e 5,1±1,0, p=0,9), e dor (5,3±1,1 e 5,2±1,0, p=0,8) (Tabela 2).

 

 

Ao analisar a presença de disfunção sexual entre as diferentes categorias de renda, não se observou diferença significativa (p=0,1). Assim, a prevalência foi de 14,3% para mulheres com renda familiar menor ou igual a um salário mínimo, 28% para mulheres com renda entre dois e quatro salários e 17,5% para mulheres com renda familiar maior ou igual a cinco salários mínimos.

Em relação à escolaridade, ao avaliar a presença de disfunção sexual entre as suas diferentes categorias, também não foi observada diferença significativa (p=0,09). Entre as mulheres apenas com o ensino fundamental, a prevalência foi de 30,2%. Entre as mulheres que freqüentaram a escola até o ensino médio e até o ensino superior, as prevalências de disfunção sexual foram de 24,2% e 13,4%, respectivamente.

 

Discussão

A disfunção sexual tem etiologia multifatorial e fisiopatologia complexa19. Sua relação com a ansiedade e exposição aumentada a fatores de estresse físico e emocional20 torna plausível a hipótese de que fatores socioeconômicos influenciem a sua prevalência. A proposta deste estudo foi determinar se fatores sociais e educacionais poderiam influenciar a função sexual feminina.

A prevalência de disfunções sexuais neste estudo foi de 21,9%, coincidente com o detectado em alguns estudos da literatura (20 a 50%)2,21, embora essa taxa seja um pouco mais baixa que estatísticas em mulheres brasileiras, que apontam uma prevalência de disfunção sexual em 30% dessa população6. Cumpre frisar, no entanto, que os dados relativos à prevalência das disfunções sexuais em geral apresentam uma grande diversidade entre si, talvez por serem tão diversificados os sistemas classificatórios, os métodos de avaliação e os grupos populacionais em que incidem estes estudos22. Assim, apesar do aumento no interesse pelo tema, ainda há uma escassez de dados confiáveis e muitas pesquisas são realizadas inadequadamente23.

Os grupos não apresentaram diferenças significativas no tocante à idade, ao estado civil e ao uso de anticoncepção hormonal. No entanto, os dois grupos apresentaram diferenças significativas em relação à renda e à escolaridade. Mesmo com tais disparidades, os dois grupos não apresentaram diferenças significativas quando comparados em relação à prevalência de disfunção sexual e em relação ao escores dos domínios da função sexual (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor). Também não forma obtidas diferenças significativas quando a prevalência de disfunção sexual foi comparada às diferentes categorias de renda e escolaridade.

A literatura não é unânime quanto à associação entre nível socioeconômico e disfunção sexual. Em estudo realizado com mulheres americanas, a deterioração da posição econômica foi associada a um aumento modesto do risco em todas as categorias de disfunção sexual feminina4. Outros estudos evidenciaram uma associação inversa entre a atividade remunerada e a ocorrência de disfunção sexual23,24.

A relação do nível de escolaridade com disfunção sexual também já foi discutida na literatura, sendo apontada tanto uma associação positiva entre disfunção sexual e baixo nível de escolaridade14,25,26 quanto uma relação direta entre nível educacional elevado e maior prevalência de disfunção sexual27,28. Em estudo realizado em clínica de planejamento familiar de um hospital escola no Recife, não foi observada associação entre escolaridade ou renda e disfunção sexual15, resultado similar ao encontrado no presente trabalho.

Uma possibilidade a ser discutida é a relativa equidade de fatores de estresse físico e emocional aos quais mulheres de diferentes níveis socioeconômicos são submetidas. Mulheres de baixa renda têm piores condições de saúde, trabalho e lazer. No entanto, aquelas de maior poder aquisitivo, muitas vezes inseridas em mercados de trabalho altamente competitivos e que demandam cada vez mais qualificação, lidam com a estressante incumbência de ascender profissional e economicamente sem deixar de lado as suas obrigações familiares. Assim, temos dois grupos de mulheres submetidas a diferentes fatores desencadeantes de estresse, porém com a mesma capacidade de comprometer a qualidade de vida, em especial no que diz respeito à sua função sexual.

Cumpre também lembrar que o nosso estudo, realizado em Sergipe, na região Nordeste do país, assim como o de Ferreira et al.15, elaborado em Recife, avaliou mulheres que acompanham de forma mais lenta as novas tendências de liberação sexual e, por isso, mais propensas a um maior constrangimento em relação ao tema. Assim, independentemente do nível socioeconômico, mitos e tabus são muito prevalentes nesta região do país, o que talvez também justifique a similar prevalência de disfunções sexuais entre os dois grupos.

É importante ainda atentar para o fato de que, neste estudo, embora sem alcançar a significância estatística pretendida, a prevalência de disfunção sexual em mulheres que frequentaram apenas o ensino fundamental foi superior à verificada no grupo de mulheres que alcançaram o ensino superior, sugerindo uma possível relação entre disfunção sexual e baixa escolaridade já descrita em outros trabalhos14,25,26,29. Talvez uma casuística maior pudesse demonstrar tal associação de forma significativa.

Estimulamos, portanto, a criação de mais pesquisas sobre o tema, abrangendo um número maior de mulheres, de diferentes regiões do país, para que se possa incrementar o conhecimento sobre a influência de fatores sociais e econômicos na função sexual feminina, objetivando uma melhor abordagem, pelos profissionais da Saúde, desse problema tão relevante para a qualidade de vida da mulher.

 

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Correspondência:
Daniela Siqueira Prado
Avenida Franklin de Campos Sobral, 1.580, apto. 1.502, bloco B – Grageru
CEP 49027-000 – Aracaju (SE), Brasil
Fone: (79) 3231-0031
E-mail: danisprado@ig.com.br

Recebido 5/1/10
Aceito com modificações 22/3/10

 

 

Universidade Federal de Sergipe – UFS – Aracaju (SE), Brasil.
Conflito de interesses: os autores declaram não haver conflitos de interesse

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