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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.33 no.12 Rio de Janeiro Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032011001200001 

EDITORIAL

 

Impacto dos disruptores endócrinos na função reprodutiva e sexual de homens e mulheres

 

Impact of endocrine disruptors on the reproductive function and sexual response of men and women

 

 

Lucia Alves da Silva LaraI; Alejandro Antonio Fonseca DuarteII; Rosana Maria ReisIII

IMédica Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
IIProfessor da Universidade Federal do Acre - UFAC - Rio Branco (AC), Brasil
IIIProfessora do Setor de Reprodução Humana do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil

Correspondência

 

 

Os disruptores endócrinos são substâncias químicas naturais ou sintéticas, também contidas em compostos fungicidas, pesticidas e inseticidas, que apresentam ação antiandrogênica e estrogênica. Alguns desses compostos podem manter suas propriedades químicas na natureza por longos anos contaminando o ar, as águas e o solo, sendo acumuladas nas plantas, nos animais e no homem1. Muitos são, potencialmente, danosos para a saúde por serem de difícil excreção, podendo acumular no organismo2-3 e causar alterações em todos os sistemas, em especial no sistema endócrino.

Esses compostos têm como características mimetizar a estrutura e função dos esteroides sexuais naturais levando a alterações endócrinas, que podem resultar em anormalidades da função sexual4 e reprodutiva5 em animais6 e nos seres humanos2. Coincidentemente, ao longo dos anos, tem sido documentada uma diminuição na taxa de fecundidade em vários países7 e uma diminuição progressiva na produção de gametas masculinos8 associada a diferentes fatores ambientais. Paralelamente, alguns estudos têm registrado alterações anatômicas na genitália masculina, modificações na morfologia dos espermatozoides e pior qualidade do sêmen em homens expostos a agentes tóxicos9-10. Também tem sido registrado um incremento nas taxas de abortamento nas mulheres expostas a disruptores endócrinos11, os quais, em experimentos in vitro12 e em animais13, promovem alterações oocitárias que podem estar associadas à evolução desfavorável da gravidez.

Alguns estudos têm também registrado os efeitos negativos dos disruptores endócrinos no comportamento sexual dos homens14, os quais apresentam um incremento nas taxas de desejo sexual hipoativo15-16 e de disfunção erétil17. Já na mulher, esse efeito ainda não foi documentado. Entretanto, um indício de comprometimento na resposta sexual feminina está nos achados de distúrbios nos ciclos menstruais e na função reprodutiva em mulheres que trabalham no processamento de petróleo18, provavelmente, devido a alterações nos mecanismos de síntese e ação dos esteroides sexuais. Adicionalmente, a exposição a agentes tóxicos pode afetar o sistema dopaminérgico, o qual está envolvido nos mecanismos da função sexual19.

Os mecanismos pelos quais os agentes tóxicos levam à disfunção hormonal ainda não são bem conhecidos, mas, parece que estão relacionados com importantes alterações enzimáticas4, as quais participam do mecanismo de síntese dos hormônios. Outras alterações possíveis são aquelas relativas à diminuição das concentrações tissulares de determinados elementos como o fósforo e o magnésio, entre outros, os quais estão relacionados com a ação de enzimas envolvidas nos mecanismos de síntese e ação hormonal20. Além disso, os disruptores endócrinos podem ocupar o sítio de ligação dos receptores dos hormônios sexuais, comprometendo assim a ação desses, e levando à diminuição das concentrações séricas e teciduais da testosterona5 e dos estrogênios21, comprometendo também a função do eixo hipotálamo-hipofisário22.

As alterações hormonais devidas aos disruptores endócrinos podem ser duradouras. Isso ficou demonstrado em mulheres expostas às dioxinas durante a infância e puberdade, as quais apresentaram redução nas concentrações séricas de estradiol e aumento do hormônio folículo estimulante (FSH)23, o que resultou em diminuição do potencial reprodutivo dessas mulheres24. Outros estudos reforçam que ocorre o acúmulo dessas substâncias no tecido adiposo e nos órgãos do corpo humano25, o que está associado à má função do eixo hipotalamo-hipofisário-gonadal levando à puberdade precoce26 e menarca precoce27, mesmo na exposição transitória a esses compostos28. Adicionalmente, o amadurecimento sexual mais lento também foi registrado em adolescentes expostos a diferentes poluentes atmosféricos29, os quais apresentaram redução nas concentrações séricas da testosterona livre, estradiol, hormônio luteinizante (LH) e hormônios tireoidianos30. Em outro estudo, essas alterações foram também associadas ao retardo da puberdade e ao incremento nas taxas de criptorquidia31. Já na idade adulta, a exposição de homens aos organofosforados resulta em maiores índices de aneuploidia/poliploidia nos espermatozoides32, o que pode estar associado ao aumento na incidência de síndromes genéticas. Alguns compostos podem apresentar efeito estrogênico levando à ginecomastia e rarefação dos pelos da barba nos homens33.

Em experimentos animais, a exposição de ratos ao diclorodifenil-tricloroetano (DDT), dioxinas, entre outros, leva à infertilidade, a alterações nas células de Sertoli, à criptorquidia e à hipospádia5. A exposição ao carbamato e aos organofosforados altera a composição do sêmen e a espermatogênese e diminui o número de copulações desses animais34. Resultados semelhantes foram observados em ratos tratados com doses subletais de organofosforados e piretroides, os quais também exibiram alterações no volume e na concentração do ejaculado com incremento nas taxas de morte dos espermatozoides35. A modificação no comportamento sexual foi bem observada também nos peixes, os quais tiveram suas características ornamentais alteradas pela exposição a pesticidas. Nesses animais, a aparência dos machos foi modificada pelo efeito estrogênico de agentes tóxicos36. Essas características ornamentais do corpo de machos e fêmeas são responsáveis pelos fenômenos de atração para a cópula37.

As consequências da exposição materna durante o período gestacional e aleitamento também foram registradas nos conceptos. A intoxicação fetal ocorre pela amamentação e pela passagem do agente tóxico através da barreira placentária38, levando ao baixo peso e menor estatura, e a alterações do desenvolvimento da genitália39 como criptorquidia, hipospádia, e pênis pequeno40. Esse efeito também foi demonstrado nos filhos de homens adultos expostos ao pesticida Endosulfan31. Em animais sujeitos a exposição a pesticidas, foram registrados nascimento preferencial de machos41 ou fêmeas42.

Em resumo, existem fartas evidências sobre o potencial maléfico dos agentes tóxicos para o sistema endócrino e reprodutivo e para a função sexual dos animais, e alguns poucos estudos mencionam alterações na função sexual masculina; entretanto, nas mulheres, os efeitos dessas substâncias na saúde reprodutiva foram pouco explorados. Já, os riscos potenciais desses agentes tóxicos para a função sexual das mulheres ainda não foram documentados43. Dessa forma, faz-se urgente aprofundar-se nessa temática, através de estudos controlados para que sejam definidas as reais implicações dos disruptores endócrinos na saúde sexual e reprodutivas das pessoas e os riscos potencias desses compostos para o equilíbrio das espécies.

 

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Correspondência:
Lucia Alves da Silva Lara
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
Av. Bandeirantes 3900 - Monte Alegre
CEP: 14049-900 Ribeirão Preto (SP), Brasil

Recebido: 15/11/2011
Aceito com modificações: 25/11/2011
Conflito de interesses: não há.

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