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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.34 no.10 Rio de Janeiro Oct. 2012 Epub May 15, 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032012005000001 

Linfonodo sentinela intramamário comprometido e axila livre. Esvaziamento axilar ou conduta conservadora?

 

Intramammary lymph node sentinel metastasis without metastasis in axilla. Axillary lymph node dissection or conservative surgery?

 

 

René Aloisio da Costa VieiraI; Dionísio Nepomuceno VivianiII; Suellen Strada FerreiraII; Antônio Bailão JrI; Ligia Maria KerrIII; Angelo Gustavo Zucca MatthesI; Sonia Marta MoriguchiIV

I Departamento de Mastologia e Reconstrução Mamária do Núcleo de Mastologia do Hospital de Câncer de Barretos/Fundação Pio XII – Barretos (SP), Brasil
IIPrograma de  Residência do Departamento de Medicina Nuclear do Núcleo de Mastologia do Hospital de Câncer de Barretos/Fundação Pio XII – Barretos (SP), Brasil
III Departamento de Anatomia Patológica do Núcleo de Mastologia do Hospital de Câncer de Barretos/Fundação Pio XII – Barretos (SP), Brasil
IV Departamento de Medicina Nuclear do Núcleo de Mastologia do Hospital de Câncer de Barretos/Fundação Pio XII – Barretos (SP), Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

A pesquisa do linfonodo sentinela constitui tratamento padrão para pacientes portadoras de câncer de mama e axila clinicamente negativa. A presença do linfonodo sentinela (LS) extra-axilar e intramamário (IM) ocorre em até 2,6% dos casos, e na presença do LS IM metastático, a positividade axilar pode alcançar até 81%. Na associação do LS IM metastático ao LS axilar não metastático, não há conduta padronizada, visto um limitado número de casos descritos. Adicionamos dois casos à literatura, observando, em um deles, a presença de doença metastática axilar na linfadenectomia complementar. A utilização de nomograma demonstrou que o risco de doença metastática axilar era inferior a 10%, e a adição destes casos à literatura mostrou que, nesta situação, a taxa de doença metastática axilar é de 6,25%. Discutimos os prós e contras da linfadenectomia axilar complementar nesta situação.

Palavras-chave: Neoplasias da mama/cirurgia; Biopsia de linfonodo sentinela; Excisão de linfonodos/métodos; Metástase linfática; Nomogramas; Relatos de casos


ABSTRACT 

The sentinel lymph node biopsy is a standard treatment for patients with breast cancer and clinically negative axilla lymph node. The presence of an extra-axillary and intra-axillary (IM) sentinel lymph node (SLN) occurs in up to 2.6% of cases. In the presence of a metastatic IM SLN, axillary positivity may occur in up to 81% of cases. Due to the limited number of cases reported, there is no standard treatment for the association of metastatic SLN IM and non-metastatic axillary SLN . We add here two cases to the literature, one of them with metastatic disease in the axilla. The use of a nomogram demonstrated that the risk of axillary metastasis was less than 10% and the addition of these cases to the literature showed that in this situation the rate of axillary metastasis is 6.25%. We discuss the pros and cons of further axillary dissection in this situation.

Keywords: Breast neoplasms/surgery; Sentinel lymph node biopsy; Lymph nodes excision/methods; Lymphatic metastasis; Nomograms; Case reports


 

 

Introdução

No passado, a linfadenectomia axilar constituía o tratamento padrão da doença linfonodal em pacientes portadoras do câncer de mama. Na década de 1990, após os trabalhos de Giuliano et al.1 a técnica utilizada na pesquisa sobre o linfonodo sentinela (LS) foi introduzida na prática clínica do câncer de mama. Atualmente, é o método padrão na avaliação linfonodal em pacientes com axila clinicamente negativa2-6. Em condições especiais, como na ocorrência do LS intramamário (IM), o número limitado de casos dificulta a padronização de conduta.

O linfonodo IM é definido como “linfonodo em qualquer localização da mama e envolto em tecido mamário”7, podendo ser detectado por exames de imagem no pré-operatório, no intraoperatório ou no pós-operatório junto à peça cirúrgica8. Este linfonodo pode ocorrer em concomitância ou não com o LS axilar intraoperatório8-11. Devido à baixa frequência do linfonodo IM, das variações de métodos de detecção e da concomitância ou não com o LS axilar, há dificuldade na padronização terapêutica desses pacientes.

O objetivo deste relato visa apresentar dois casos de LS-IM, discutindo os achados e possíveis opções terapêuticas. 

 

Descrição dos Casos

Caso 1

Paciente com 29 anos, com história de nódulos mamários em mama direita há 3 meses, sendo um destes biopsiado em outro serviço tendo como resultado do anatomopatológico carcinoma ductal invasivo (CDI), 1,7 cm, com margens comprometidas. A avaliação pela técnica de imuno-histoquímica demonstrou expressão do receptor de estrogênio (RE) +/3+, receptor de progesterona (RP) +/4+ e expressão do Her-2 3/3+. Ao exame físico havia incisão no quadrante superointerno de mama direita e axila clinicamente livre de doença. A mamografia mostrou microcalcificações nos quadrantes superiores à direita. A ultrassonografia revelou dois nódulos, sendo um de 0,5 cm medialmente à cicatriz superior e outro de 1,1 cm às 11 horas, contendo microcalcificações e regiões axilares livres. A ressonância nuclear magnética mamária mostrou realce irregular nodular heterogêneo no quadrante superomedial à direita. Devido a estes achados, foi programada quadrantectomia e pesquisa de LS. O protocolo do serviço para pesquisa do LS utiliza a associação da cirurgia radioguiada e do azul patente. A PLS radioguidada foi realizada com a injeção de 1,0 mCi de fitato-99mTc injetado em dois pontos intradérmicos nas regiões periareolares dos quadrantes superiores da mama direita, no dia anterior à cirurgia e realização de linfocintilografia que identificou migração do radiofármaco para somente um linfonodo intramamário, sem migração para a cadeia axilar (Figura 1 (a)). O azul patente foi injetado 15 minutos antes do início da cirurgia, em volume de 1,0 mL, administrado na região retroareolar. Durante a quadrantectomia foi identificado um LS-IM (Figura 2) pelo gama probe, também corado com azul patente. Na região axilar foram identificados três linfonodos corados com azul patente, sem migração de material radioativo e a avaliação intraoperatória anatomopatológica não revelou doença metastática. O resultado definitivo evidenciou CDI, multifocal com dois tumores, sendo CDI de 0,5 cm associado a carcinoma ductal in situ, localizado abaixo da incisão, e outro CDI de 1,0 cm, ambos com grau nuclear 3, grau histológico Scarff-Bloom-Richardson 3, invasão vascular sanguínea e vascular linfática não detectada. No exame de parafina foi observado um linfonodo IM sem extravasamento capsular, comprometido por neoplasia (1/1), e os demais linfonodos axilares encontravam-se sem evidência de doença. Optou-se por linfadenectomia axilar complementar (níveis I, II e III), com retirada de mais 16 linfonodos, todos sem comprometimento neoplásico, totalizando 1/20 linfonodos avaliados. A paciente foi submetida à quimioterapia e radioterapia adjuvante, encontrando-se em hormonioterapia, aos 31 meses, sem evidência de doença.

 

 

 

Caso 2

Paciente de 53 anos, assintomática, cuja mamografia de rotina evidenciou nódulo espiculado no quadrante superoexterno da mama esquerda com contornos parcialmente obscurecidos. O exame clínico era normal e a ultrassonografia mamária revelou nódulo hipoecogênico de contornos microlobulados de 1,1 cm, com ausência de adenomegalia axilar. A biópsia por agulha grossa mostrou CDI e avaliação pela técnica de imuno-histoquímica demonstrou expressão do receptor de estrogênio (RE) +/3m+, do receptor de progesterona (RP) +/4+ e a expressão do Her-2 +/3+. Foi proposta quadrantectomia e marcação do nódulo com fio metálico, associado à pesquisa do LS. Realizado protocolo para pesquisa do LS, sendo que a cintilografia identificou um LS-IM e dois LS em axila esquerda (Figura 1(b)). Foi realizada quadrantectomia do quadrante superoexterno à esquerda, sendo observados três LS axilares, com apenas um corado pelo azul e o LS-IM identificado pela gama probe. A avaliação intraoperatória anatomopatológica não revelou doença metastática axilar. O resultado definitivo revelou tumor de 1,2 cm unifocal, grau nuclear 2 e histológico Scarff-Bloom-Richardson 2, presença de infiltração perineural e angiolinfática, 0 de 8 linfonodos sentinela axilares, e 1 LS-IM comprometido com metástase com perfuração da cápsula ganglionar. Devido ao LS-IM, optou-se por esvaziamento axilar ipsilateral (níveis I e II). O anatomopatológico revelou a presença de carcinoma metastático em três de 18 linfonodos identificados com infiltração capsular, totalizando 4/27 linfonodos avaliados. A paciente foi submetida a quimioterapia e radioterapia adjuvante, encontrando-se em hormonioterapia, aos 25 meses, sem evidência de doença.

Trabalho nº 477/2011, aprovado em 23/05/2010 no Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos.

 

Discussão

Atualmente, a pesquisa do LS é o procedimento padrão para determinar o estado axilar em pacientes com câncer de mama em estádio precoce e com axila clinicamente negativa2-6. Esta técnica permite identificar, com poucos efeitos colaterais e poucas complicações, o comprometimento linfonodal axilar pela neoplasia, evitando-se, assim, a linfadenectomia axilar desnecessária, fato comprovado por vários estudos prospectivos2-6.

A pesquisa do LS pode ser realizada utilizando-se o azul patente ou o fitato-99mTc, sendo que a associação desses métodos diminui a taxa de não identificação do LS, proporcionando melhor acurácia do método6,12. Esta técnica é baseada no princípio do envolvimento progressivo dos linfonodos axilares pelas células tumorais, sendo a axila o principal local de acometimento linfonodal metastático. O LS fora da axila pode ocorrer em até 16,8% dos casos, porém o impacto clínico é limitado, modificando a conduta em apenas 3% dos casos13.

Em publicações baseadas em bancos de dados, a ocorrência do linfonodo IM varia de 0,614 a 2%8,11 e a ocorrência do LS-IM na ordem de 0,210 a 2,6%13. Por outro lado, a prevalência desse achado na anatomia patológica é de 1 a 28%7,15. As poucas séries de casos relatando o linfonodo IM são provenientes de bancos de dados de serviços com casuística superior a 3.600 pacientes, alcançadas num período superior a cinco anos8-11,14,16. A identificação do linfonodo IM pode ocorrer no pré-operatório ou na peça cirúrgica e, quando identificado, deve ser sempre biopsiado17 ou removido8,17,18.

Na presença do linfonodo IM comprometido a taxa de metástase no linfonodo axilar é da ordem de 60 a 81%8,11,16. Os fatores descritos como relacionados à metástase linfonodal do linfonodo IM são o grau histológico Scarff-Bloom-Richardson 2 ou 3, a invasão linfovascular, as metástases axilares8,9,19, os tumores T2 a T416 e a multifocalidade9. Quanto ao tamanho do tumor há controvérsia, sendo descrito que tumores maiores de 10 mm têm uma taxa maior de comprometimento axilar (30x10%)16; a média tumoral para LS-IM negativo é de 18 mm e para o positivo, 26 mm8, ou o estádio T-TNM não se correlacionaram com a positividade no LS axilar19. Os fatores não relacionados ao comprometimento axilar no LIM são a idade8,9, o estado dos receptores hormonais RE/ RP/ Her-28,9, a forma de achado do LS-IM8 e o tipo de tratamento cirúrgico9. No Caso 1, apesar de o esvaziamento axilar não mostrar linfonodos metastáticos, foram observados como principais fatores relacionados à presença de metástase axilar o tamanho 2,2 cm, a multicentricidade e o grau histológico 3. No Caso 2, no qual havia comprometimento axilar, observou-se, além do grau histológico 2, a presença de infiltração perineural e angiolinfática.

O linfonodo IM comprometido é considerado como fator prognóstico desfavorável de sobrevida16,19,20, devendo-se considerar a quimioterapia adjuvante nessas pacientes17,21,22.

Na presença de um LS-IM único não metastático e LS axilar comprometido, as pacientes devem ser submetidas à ressecção do LS-IM e linfadenectomia axilar. A avaliação do linfonodo IM é mandatória, visto que Wong et al.23 descreveram uma paciente LS axilar comprometido e LS-IM não foi abordado, evoluindo com a formação tumoral no local do LS-IM.

Quando o LS-IM encontra-se comprometido e o LS axilar livre, há controvérsias na literatura frente a qual tratamento deva ser realizado. Nessa situação há descrição de conduta expectante e sem surgimento de recorrência8,10,11; porém, o número de casos é limitado, e o seguimento mediano variou de 2410 a 75 meses11. Embora habitualmente se realize a linfadenectomia axilar, resultados preliminares do estudo Z0011, com seguimento de 6,3 anos, não observou alteração da recorrência locorregional em pacientes com LS comprometido na presença ou ausência de linfadenectomia axilar e tratamento sistêmico24. Tal fato, se provado, possivelmente dará suporte à conduta expectante da abordagem axilar; porém, outros estudos estão sendo conduzidos nesse sentido, e os resultados ainda não foram apresentados25.

Diaz et al.26, em estudo de revisão da literatura relacionada a LS-IM comprometido, e LS axilar sem metástase, submetidas ao esvaziamento axilar, observaram apenas 14 mulheres, não se encontrando doença metastática no produto do esvaziamento, sugerindo a conduta expectante nesses casos, conduta também proposta por outros autores10,11,14,17,21. Porém, no segundo caso, observou-se a presença de metástase axilar no produto da linfadenectomia, fato que vem em desacordo com essa revisão, tornando, nessas circunstâncias, a positividade na ordem de 6,2% (1/16).

Van Zee et al.27 criaram um nomograma para pacientes submetidas à pesquisa do LS axilar (http://nomograms.mskcc.org/Breast/BreastAdditionalNonSLNMetastasesPage.aspx), visando avaliar a probabilidade de linfonodos adicionais metastáticos, favorecendo o julgamento frente à necessidade ou não da linfadenectomia axilar, evitando-se, desta forma, a realização de linfadenectomias desnecessárias. Em seu modelo foi considerado o achado anatomopatológico transoperatório, o tamanho do tumor, o tipo histológico e grau nuclear, o número de linfonodos positivos e negativos, o método de diagnóstico da metástase linfonodal, a presença de embolização vascular ou linfática, a multifocalidade e a positividade para o receptor de estrogênio. Observou-se um índice de predição elevado (0,77)27, servindo de base para comparação com outros nomogramas28,29. Embora haja controvérsias30 do uso do nomograma27, o qual não foi criado para avaliar a presença de LS-IM, nos dois casos de LS-IM apresentados a probabilidade de doença metastática na linfadenectomia é de 33 e 25%, e se adicionamos o LS axilar ao cálculo, esta taxa seria de 10 e 7%, respectivamente. Tal resultado confere com a alta taxa de metástase axilar na presença do linfonodo IM comprometido, e da baixa taxa quando o LS axilar se mostra sem neoplasia, fato que nos faz pensar na validade deste nomograna no linfonodo IM.

Devido à raridade desta condição, tais pacientes não podem ser incluídas em protocolos de pesquisa e estudos observacionais, e o tratamento padrão constitui a linfadenectomia axilar. Porém, o papel da linfadenectomia axilar começa a ser questionada, devido à baixa probabilidade do comprometimento metastático axilar26 e dos resultados apresentados no estudo Z001124. Neste sentido, com o auxílio de nomogramas, em casos selecionados, baseados em fatores prognósticos favoráveis como a histologia do tumor, o uso de terapêutica adjuvante, a possibilidade de seguimento, a conduta expectante pode ser compartilhada com a paciente, desde que esta compreenda os riscos e benefícios da conduta conservadora.

 

Referências

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Correspondência
René Aloísio da Costa Vieira
Departamento de Mastologia e Reconstrução Mamária
Hospital de Câncer de Barretos/ Fundação Pio XII
Rua Antenor Duarte Villela 1331 – Bairro Dr. Paulo Prata
CEP 14784-400
Barretos (SP), Brasil

Conflito de interesses: não há.

Recebido: 31/05/2011
Aceito com modificações: 23/01/2012

 

 

Trabalho realizado no Núcleo de Mastologia do Hospital de Câncer de Barretos/Fundação Pio XII – Barretos (SP), Brasil.