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Pesquisa Veterinária Brasileira

versão impressa ISSN 0100-736Xversão On-line ISSN 1678-5150

Pesq. Vet. Bras. v.21 n.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2001

https://doi.org/10.1590/S0100-736X2001000200004 

Intoxicação experimental pelas favas de Stryphnodendron obovatum (Leg. Mimosoideae) em bovinos. 2. Achados anátomo e histopatológicos1

 

Marilene F. Brito2, Carlos H. Tokarnia3 e Paulo V. Peixoto4

 

 

ABSTRACT.- Brito M.F., Tokarnia C.H. & Peixoto P.V. 2001. [Pathology of experimental poisoning by the pods of Stryphnodendron obovatum (Leg. Mimosoideae) in cattle] Intoxicação experimental pelas favas de Stryphnodendron obovatum (Leg. Mimosoideae) em bovinos. 2. Achados anátomo e histopatólogicos. Pesquisa Veterinária Brasileira 21(2):61-71. Projeto Sanidade Animal Embrapa/UFRRJ, Km 47, Seropédica, RJ 23851-970, Brazil. e-mail: marilene@ufrrj.br

With the objective to characterize the gross and histopathological changes of poisoning by the tree Stryphnodendron obovatum Benth., of the Leguminosae Mimosoideae family, its pods were given orally to 17 young bovines. Five of the animals died from the poisoning. One of them received one dose of 60g/kg, and four animals repeated doses(10g/kg for 8 days, 20g/kg for 3 days, 30g/kg for 2 days, and 40g/kg also during 2 days). At post-mortem examination there was reddening and adherence of the mucosal papillae, breaking up of the epithelium and congestion of the propria, mainly in the rumen and with less intensity in the reticulum and omasum. In the abomasum, focal and diffuse congestion of the mucosa, large areas of erosion and ulceration were observed. In the small intestine there was congestion of the mucosa, and the Peyer's plaques were red and well defined. In the large intestine slight to moderate congestion was seen. The mesenteric lymph nodes were reddend on the cut surface. Histological examination showed in the epithelium, from the oral cavity on up to the omasum, areas of acanthosis, spongiosis, parakeratosis, hyperkeratosis, necrosis and hydropic-vacuolar degeneration, with formation of intraepithelial vesicles or pustules, sometimes containing acantholytic keratocytes, and splitting of the epithelial layer in these areas. In the entire digestive tract, focal congestion and hemorrhages were observed, more severely in the abomasum and small intestine.
INDEX TERMS: Poisonous plants, experimental plant poisoning, Stryphnodendron obovatum, cattle, pathology.

 

RESUMO.- Com o objetivo de caracterizar as alterações anátomo e histopatológicas da intoxicação experimental por Stryph-nodendron obovatum Benth. (fam. Leg. Mimosoideae), as favas desta árvore foram administradas, por via oral, a 17 bovinos jovens. Destes, cinco morreram, sendo que apenas um deles recebeu 60g/kg das favas, em dose única, e quatro as receberam em doses repetidas (10g/kg durante 8 dias, 20g/kg durante 3 dias, 30g/kg durante 2 dias e 40g/kg durante 2 dias). Macroscopicamente, as lesões se caracterizaram por avermelhamento e aderência das papilas, desprendimento do epitélio e congestão da própria, sobretudo no rúmen e com menor intensidade no retículo e no omaso. No abomaso havia congestão difusa ou focal e grandes áreas com erosões/ulcerações. No intestino delgado observaram-se congestão da mucosa e placas de Peyer muito vermelhas e bem delimitadas e no intestino grosso leve a moderada congestão. Os linfonodos mesentéricos apresentavam-se avermelhados, ao corte. Histologicamente verificaram-se, desde a cavidade oral até o omaso, áreas de acantose, espongiose, paraqueratose, hiperqueratose, necrose e degeneração hidrópico-vacuolar, com formação de vesículas ou pústulas intra-epiteliais, por vezes contendo queratinócitos acantolíticos, e desprendimento epitelial nestas áreas. Congestão e hemorragias focais foram observadas em todo trato digestivo, porém eram mais acentuadas no abomaso e no intestino delgado.
TERMOS DE INDEXAÇÃO: Plantas tóxicas, intoxicação experimental por plantas, Stryphnodendron obovatum, bovinos, patologia.

 

 

INTRODUÇÃO

O presente trabalho constitui a complementação do estudo clínico efetuado em bovinos intoxicados pelas favas de Stryphnodendron obovatum Benth. (Brito et al. 2001). Neste trabalho são abordados os aspectos macro e microscópicos desta intoxicação.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado nas instalações do Projeto Sanidade Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Convênio Embrapa/Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica, RJ. O delineamento experimental completo consta no trabalho anteriormente publicado (Brito et al. 2001).

Os animais que morreram foram necropsiados imediatamente após a morte. Os fragmentos destinados ao estudo histopatológico foram fixados em formalina-PBS (fosfato salino tamponado) a 10% e o sistema nervoso central foi fixado em formalina-PBS a 20%. Foram coletados fragmentos de pele, mucosa oral, linfonodos superficiais e mesentéricos, traquéia, tireóide, pulmão, coração, fígado, baço, adrenal, rim, bexiga, esôfago, rúmen, retículo, omaso, abomaso, pâncreas, duodeno, jejuno, íleo, ceco, cólon, reto, cérebro e cerebelo. Essas amostras foram processadas pelos métodos usuais, incluídas em parafina, cortadas na espessura de 5mm e coradas pela técnica de hematoxilina-eosina (HE).

 

RESULTADOS

Dos 17 bovinos que receberam as favas, cinco morreram. Dos animais que receberam dose única, apenas o Bovino 840 (60g/kg) morreu. As demais mortes ocorreram nos bovinos que receberam doses repetidas (10g/kg por 8 dias, Bov. 5210; 20g/kg por 3 dias, Bov. 4919; 30g/kg por 2 dias, Bov. 802, e 40g/kg por 2 dias, Bov. 182).

Achados de necropsia (Quadro 1)

 

 

À necropsia observaram-se algumas úlceras bem demarcadas no terço médio do esôfago (Fig. 1). Foi possível identificar fragmentos das favas no conteúdo desde o rúmen até o intestino. O conteúdo do rúmen, retículo, omaso e abomaso estava levemente ressecado ou pastoso, ou com parte pastosa e parte líquida ou ainda totalmente líquido; o odor geralmente era ácido-penetrante. A parte líquida tinha cor leitoso-acinzentada e a parte pastosa castanho-esverdeada. No omaso também se observou conteúdo moderadamente ressecado, escurecido e bem aderido à mucosa. O conteúdo do intestino delgado se apresentava pastoso a líquido, por vezes espumoso, e com muco, de cor amarelo-gema, amarelo-acinzentado, marrom-amarelado ou verde-acinzentado, fétido ou havia apenas muco amarelado. O ceco se apresentava dilatado e repleto de conteúdo líquido de coloração levemente marrom ou com conteúdo pastoso a semilíquido ou líquido-espumoso, marrom-amarelado e fétido. O cólon apresentava conteúdo semilíquido a líquido, amarelo-esverdeado, marrom-amarelado, com muco tingido de sangue e fétido. Em um caso o conteúdo do cólon ascendente estava ressecado e aderido à mucosa.

 

 

O rúmen se apresentava distendido, com muitas petéquias na serosa e com os vasos da subserosa intensamente congestos. As papilas ruminais apresentavam-se vermelhas e agrupadas, em áreas irregulares do rúmen. O epitélio se desprendia facilmente e em algumas áreas se destacava sob forma de placas (Fig. 2 e 3), deixando a própria avermelhada, mais evidenciada no átrio, em algumas áreas dos sacos dorsal e ventral e nos pilares. Também se observou leve edema difuso da parede do rúmen. As lesões do retículo e do omaso tinham o mesmo padrão daquelas encontradas no rúmen, muito embora tenham sido observadas com menor intensidade. Ainda se observou discreto edema das folhas do omaso. No abomaso, os vasos subserosos estavam congestos; havia leve edema da parede. A distribuição das lesões era irregular entre os animais e as lesões da mucosa consistiram, principalmente, de intensa congestão difusa ou irregular da mucosa, com diferentes nuances, desde vermelho claro até vermelho escuro, e de extensas áreas de necrose erosiva ou ulcerativa (Fig. 4), de coloração vermelho-escura até cinza-enegrecida; a superfície enegrecida saía com facilidade. Na mucosa, também havia áreas irregulares, elevadas e de cor amarelo-acinzentada de tamanhos variados e de contornos irregulares, envolvendo também as dobras, com deposição de material amarelado com aspecto ressecado, marrom-acinzentado ou enegrecido sobre as áreas necrosadas (Fig. 5).

 

 

 

 

 

A mucosa do intestino delgado se apresentava irregularmente vermelha com intensidades variadas nos diferentes segmentos; por vezes as placas de Peyer estavam intensamente vermelhas, bem delimitadas, levemente salientes (Fig. 6), sobre uma mucosa levemente avermelhada e espessada ou havia moderada congestão do duodeno, bem como discreta congestão em áreas irregulares do jejuno e do íleo. Na mucosa do ceco havia leve a intensa congestão difusa ou em áreas irregulares e, em um dos bovinos, havia uma grande área intensamente vermelha, de limites irregulares; a válvula íleo-cecal se apresentava edemaciada e com alguns pontos vermelhos sobre um fundo enegrecido. A mucosa do cólon apresentava áreas irregulares de congestão, com algumas equimoses. Em um dos bovinos notou-se ainda a presença de duas áreas elevadas e escuras, que ao serem tracionadas, se destacavam sob forma de pseudomembranas; em outro, o cólon tinha a mucosa intensamente congesta onde o conteúdo estava aderido. No reto as áreas vermelhas da mucosa eram raras. Os linfonodos mesentéricos apresentavam-se avermelhados ao corte. Havia congestão dos vasos mesentéricos e dos vasos da subserosa do intestino delgado.

 

 

O fígado estava levemente mais claro e friável, ou com áreas mais claras e de contornos irregulares, ou ainda discretamente congesto. No baço de um dos bovinos havia áreas de infarto, em outro estava levemente aumentado de volume. Nos dois bovinos que apresentaram pneumonia por aspiração havia moderada quantidade de muco na traquéia e áreas compactas, irregulares, vermelhas e levemente salientes nos lobos pulmonares. Os demais órgãos não apresentaram lesões significativas.

Achados histopatológicos (Quadros 2 a 7)

No epitélio, o exame histológico revelou discreta a moderada paraqueratose da mucosa oral e língua (Fig. 7) e leve a acentuada paraqueratose do esôfago até o omaso, além de hiperqueratose leve a moderada nos pré-estômagos. Erosões e úlceras ocorreram variavelmente entre os animais, nos diversos segmentos do trato gastrintestinal. Acantose foi verificada desde a mucosa oral e língua até o omaso, em graus que variaram de leve a moderado, na maioria das vezes em focos. Espongiose epitelial focal foi verificada desde a língua até o omaso, variando em intensidade, de discreta a moderada. Da mucosa oral até o abomaso notou-se que muitas vezes algumas células epiteliais, isoladamente, apresentavam-se vacuolizadas, porém a lesão epitelial era predominantemente degenerativa, do tipo hidrópico/vacuolar (Fig. 8), verificada mais acentuadamente do rúmen ao omaso, com formação de vesículas e/ou vesículo-pústulas intra-epiteliais, dentro das quais, às vezes, havia derrame sero-fibrinoso (Fig. 9) e/ou a presença de polimorfonucleares e de queratinócitos acantolíticos (Fig. 10). Estes também estavam presentes fora das vesículas e em áreas de necrose epitelial, que muitas vezes afetava todos os estratos do epitélio; outras vezes os queratinócitos se apresentavam em grupos, ou dispersos em meio aos detritos celulares da necrose epitelial e dos restos de células inflamatórias. O desprendimento epitelial com formação de fendas supra ou infrabasilares, também ocorreu mais freqüentemente do rúmen ao omaso. A resposta inflamatória epitelial tinha predominância de células polimorfonucleares, algumas vezes se observavam numerosos eosinófilos, inclusive no abomaso. Invasão bacteriana intra-epitelial ocorreu nas áreas de erosão ou ulceração da mucosa oral, língua, pré-estômagos e abomaso, especialmente naquelas áreas cuja degeneração e necrose epitelial eram mais acentuadas. Observaram-se congestão e hemorragia epitelial do abomaso (Fig. 11) ao reto, porém eram mais intensas do abomaso ao intestino delgado. A presença de pigmento castanho-amarelado na superfície epitelial, invadindo o epitélio e dentro de macrófagos foi observada em todo trato gastrintestinal; em algumas áreas este pigmento penetrou o interior de vasos da submucosa. Nas Placas de Peyer se observou congestão e a presença de macrófagos contendo pigmento castanho-amarelado e, por vezes, necrose com presença de carriorrexia e detritos celulares.

 

 

 

 

 

 

Na camada basal do epitélio, além das fendas, observou-se hiperplasia focal, desde a língua até o omaso, muito embora esta lesão tenha sido mais acentuada nos pré-estômagos, apresentando também proliferações digitiformes focais (rete ridges).

A lâmina própria, desde a mucosa oral até o reto apresentou congestão leve a severa, e em algumas áreas, hemorragias. Edema, derrame sero-fibrinoso e reação inflamatória, às vezes predominando células polimorfonucleares, outras vezes mononucleares, ocorreram predominantemente em pontos de ulceração, desde a mucosa oral até o intestino delgado. No intestino grosso, edema e fibrina raramente foram observados na lâmina própria, e a infiltração inflamatória era mais discreta do que nos outros segmentos.

Nos linfonodos mesentéricos havia congestão, hemorragia e hemossiderose e os macrófagos continham pigmento castanho-amarelado, algumas vezes no centro folicular, outras na região medular. Em alguns havia derrame sero-fibrinoso e a presença de macrófagos espumosos. Em alguns folículos em necrose notavam-se picnose, cariorrexia e detritos celulares.

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

Apesar de as favas das três espécies de Stryphnodendron afetarem principalmente o tubo digestivo, há particularidades em relação às lesões provocadas por cada uma dessas espécies, muito embora as lesões macro e microscópicas do trato gastrintestinal dos bovinos intoxicados por S. obovatum tenham sido mais graves.

Na intoxicação por S. coriaceum em bovinos os principais achados de necropsia foram edema do mesentério e da parede intestinal, ressecamento do conteúdo dos pré-estômagos, fígado amarelado e rins pálidos. À histopatologia as principais alterações foram tumefação e necrose incipiente de hepatócitos e alterações na filtração glomerular (Döbereiner & Canella 1956, Tokarnia et al. 1991, 2000). Nos caprinos, a necropsia revelou que, além das alterações erosivas e ulcerativas, desde a boca até o rúmen, houve desprendimento da superfície mucosa do rúmen e retículo. Na histopatologia dos pré-estômagos verificaram desprendimento de parte do epitélio necrótico, com infiltrado polimorfonuclear e numerosas colônias bacterianas (Brito et al. 1995).

Na intoxicação experimental por Stryphnodendron barbatimao em bovinos, Pereira et al. (1989c) enfatiza as lesões regressivas no fígado e rim, mas não cita lesões nos pré-estômagos e atribui o quadro observado ao teor de tanino (12%) contido nas favas. Relatam a presença de erosões nos lábios superiores e gengivas, mucosas pálidas ou hiperêmicas, petéquias e sufusões na mucosa do abomaso, enterite catarral e hemorrágica, tiflite hemorrágica, cólon com paredes espessadas e conteúdo achocolatado e edema do mesentério. Ao exame microscópico não observaram alterações no rúmen; no abomaso e intestino observaram severo edema da submucosa. Ainda no intestino, encontraram dilatação dos linfáticos, atrofia das vilosidades intestinais e enterite catarral subaguda. Macrófagos carregados de pigmento amarelado foram encontrados no baço e linfonodos.

Camargo (1965) porém, necropsiou quatro bovinos dos casos de intoxicação espontânea por S. obovatum e observou principalmente icterícia, hiperemia do rúmen e presença de sementes de S. obovatum no conteúdo; não faz referências às lesões do abomaso. Não realizou estudo histopatológico do trato gastrintestinal.

Kingsbury (1964) afirma que as saponinas contidas em algumas espécies de plantas podem causar desde irritação até uma severa gastrenterite na parede do trato digestivo. Tursch et al. (1963) isolaram saponinas das favas de S. coriaceum. O princípio tóxico das favas de S. obovatum ainda não foi identificado, porém Brito et al. (2001) sugerem que talvez as saponinas sejam responsáveis ou pelo menos participem do quadro digestivo verificado nas intoxicações por S. obovatum em bovinos, S. coriaceum em bovinos e caprinos e S. barbatimao em bovinos.

As lesões macro e microscópicas dos pré-estômagos são compatíveis com o quadro de acidose ruminal grave, como o observado na intoxicação por S. obovatum em bovinos (Brito et al. 2001); as lesões do abomaso e dos intestinos, entretanto, sugerem que S. obovatum tem ação irritativa sobre o trato digestivo, corroborando com as observações clínicas destes autores.

Outras plantas de interesse pecuário são citadas na literatura como causa de alterações digestivas. A intoxicação por Baccharis coridifolia em bovinos (Tokarnia & Döbereiner 1975, 1976, Varaschin et al. 1998), B. megapotamica var. megapotamica e var. weirii em bovinos (Tokarnia et al. 1992) e a intoxicação por B. megapotamica var. weirii em caprinos (Barbosa et al. 1994) e em ovinos (Armién et al. 1993) apresentam congruência de sinais clínico-patológicos com a intoxicação por S. obovatum. Em geral, na intoxicação por Baccharis spp em bovinos, além das perturbações digestivas, a necrose do sistema linfo-hematopoético e a necrose de hepatócitos, especialmente no que se refere a B. megapotamica var. megapotamica e var. weirii, são mais acentuadas do que na intoxicação por S. obovatum. Em função da necrose do sistema linfo-hematopoético, B. megapotamica var. weirii foi relatada como planta de ação radiomimética (Barbosa et al. 1994).

Ricinus comunnis provoca nos bovinos e em várias outras espécies animais, uma severa gastrenterite hemorrágica (Tokarnia & Döbereiner 1997). As lesões encontradas por esses autores em bovinos e por Armién et al. (1996) em ovinos foram mais acentuadas no abomaso e intestino do que nos pré-estômagos, como a que se apresenta na intoxicação por S. obovatum em bovinos.

 

REFERÊNCIAS

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1Aceito para publicação em 20 de março de 2001.
Parte da Dissertação de Doutorado do primeiro autor, apresentada ao Curso de Doutorado em Sanidade Animal da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

2Depto Epidemiologia e Saúde Pública, Setor de Anatomia Patológica, UFRRJ, Km 47, Seropédica, RJ 23851-970; e-mail: marilene@ufrrj.br

3Depto Nutrição e Pastagem, UFRRJ; e-mail: tokarnia@ufrrj.br

4Depto Nutrição e Pastagem, UFRRJ; e-mail: peixoto@ufrrj.br

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