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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736XOn-line version ISSN 1678-5150

Pesq. Vet. Bras. vol.24 no.3 Rio de Janeiro July/Sept. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2004000300007 

A toxidez de diversas lantanas para bovinos e ovinos no Brasil

 

The toxicity of diverse lantanas for cattle and sheep in Brazil

 

 

Marilene de Farias BritoI; Carlos Hubinger TokarniaII*; Jürgen DöbereinerIII

IDepto Epidemiologia e Saúde Pública, Setor de Anatomia Patológica, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Km 47, Seropédica, RJ 23890-000
IIDepto Nutrição Animal e Pastagem, Inst. Zootecnia, UFRRJ, Km 47, Seropédica, RJ 23835-000
IIIProjeto Sanidade Animal Embrapa/UFRRJ, Km 47, Seropédica, RJ 23890-000. Bolsista do CNPq (Proc.305294/1988-1).

 

 


RESUMO

Neste estudo sobre a toxidez das lantanas para bovinos e ovinos, verificou-se situação semelhante à que ocorre na Austrália, que nem todas as espécies de Lantana e nem todos os taxa de Lantana camara que ocorrem no Brasil, são tóxicos. Verificou-se, que foram tóxicas as amostras de lantanas procedentes de Boa Vista (RO), Castanhal (PA), Cáceres (MT), Serra Talhada (PE), Cabo Frio e Quatis (RJ) e Canoinhas (SC). Outras amostras procedentes de Cruzeiro do Sul (Acre), Castanhal (PA), Chapada dos Guimarães e Lambari d´Oeste (MT), Jaguaribe (CE), Vitória da Conquista e Wanderley (BA), Vitória (ES), Vassouras, Parati e Itaguaí (RJ) não revelaram toxidez nas doses administradas (40 g/kg). A dose letal das amostras submetidas à experimentação no Brasil foi bastante constante (40 g/kg), com duas exceções: as folhas frescas da lantana procedente de Canoinha (SC) foram muito mais tóxicas (10 g/kg) e as folhas frescas e as dessecadas da lantana de Serra Talhada (PE) foram muito menos tóxicas, pois somente causaram intoxicação não-letal com a dose de 40g/kg/dia administradas durante 30 dias. Históricos sobre a observação de fotossensibilização em bovinos, ligados à ingestão de lantanas foram obtidos em Serra Talhada (PE), Cáceres (MT), Cabo Frio (RJ), Quatis (RJ) e Canoinhas (SC). Verificou-se que não é possível estabelecer uma correlação entre a cor das inflorescências das lantanas e sua toxidez, confirmando a constatação feita na Austrália, que o potencial de intoxicar não está necessariamente relacionada com a cor das flores.

Termos de Indexação: Plantas tóxicas, intoxicação por planta, Lantana spp, Verbenaceae, ovinos, bovinos, patologia.


ABSTRACT

Experiments on the toxicity of Lantana spp for cattle and sheep revealed a similar situation as is reported from Australia. Neither all Lantana species nor all varieties which occur in Brazil are poisonous. Lantana samples collected at Boa Vista (Roraima), Castanhal (Pará), Cáceres (Mato Grosso), Serra Talhada (Pernambuco), Cabo Frio and Quatis (Rio de Janeiro), and Canoinhas (Santa Catarina) were toxic. All the other Lantana samples, collected at Cruzeiro do Sul (Acre), Castanhal (Pará), Chapada dos Guimarães and Lambari d'Oeste (Mato Grosso), Jaguaribe (Ceará), Vitória da Conquista and Wanderley (Bahia), Vitória (Espírito Santo), Vassouras, Parati and Itaguaí (Rio de Janeiro) revealed experimentally as non-toxic at a dose of 40g/kg. In all cases the lethal dose was 40 g/kg, with two exceptions: the sample collected at Canoinha (Santa Catarina) was much more toxic (10g/kg) and the one from Serra Talhada (Pernambuco) was much less toxic, as this last sample caused lethal poisoning only at a dosage of 40g/kg/day given during 30 days. Histories about the observation of photosensitization in cattle due to the ingestion of Lantana spp were obtained at Serra Talhada (Pernambuco), Cáceres (Mato Grosso), Cabo Frio and Quatis (Rio de Janeiro), and Canoinhas (Santa Catarina). No correlation could be established between the colour of the flowers of Lantana spp and the toxicity of the plants. This confirms reports from Australia that the toxic potential of the Lantana species is not necessarily related to the colour of their flowers.

Index Terms: Poisonous plants, plant poisoning, Lantana spp, Verbenaceae, sheep, cattle, pathology.


 

 

INTRODUÇÃO

São conhecidas mais que 50 espécies do gênero Lantana, pertencente à família Verbenaceae. Lantana spp são plantas arbustivas conhecidas pelos nomes populares de "chumbinho", "camará", "cambará", "bem-me-quer" e "mal-me-quer".

A literatura sobre a toxidez das plantas desse gênero se refere, sobretudo, a Lantana camara L. e suas variedades, mas são citadas também algumas outras espécies como tóxicas. Existem muitos taxa (variedades) de L. camara; eles variam na cor das flores, no habitat e numa série de características morfológicas (Harley 1973). É importante considerar que nem todas as espécies de Lantana e nem todos os taxa de L. camara são tóxicos. A capacidade de intoxicar não está necessariamente relacionada à cor das flores (Seawright 1963).

Trata-se de plantas cosmopolitas. Acredita-se que L. camara e a maioria das outras espécies desse gênero são originárias das partes tropical e subtropical do Continente Americano; elas teriam sido levadas, como plantas ornamentais, para outros países com climas semelhantes, onde se difundiram (Seawright 1963, 1965b, Aluja 1971).

Na Austrália, além de ser considerada uma das plantas tóxicas mais importantes, especialmente na costa de Queensland, onde causa a morte de 1000 a 1500 bovinos por ano, L. camara é importante também como planta invasora; nesse continente a planta encontrou ambiente tão favorável que cobriu extensas áreas, tornando-as não-utilizáveis pelo homem (Seawright 1965b, Harley 1973).

No Brasil Lantana spp são encontradas desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul, em agrupamentos maiores ou menores, invadindo áreas de pastagens nativas ou cultivadas, mas não dominando a vegetação como no caso da Austrália.

Sob condições naturais, a intoxicação por Lantana spp tem sido descrita em bovinos, tanto no Brasil (Tokarnia et al. 1984, Riet-Correa et al. 1984), como em outros países (Turbet l928, 1931, Sanders 1946, Brooks 1961, Seawright 1963, Hall 1964, Aluja 1970, Seawright & Allen l972, Yadava & Verma 1978, Furie et al. 1987).

Pass (1986) informa que, na Austrália, os bovinos são mais afetados por Lantana spp. do que outras espécies animais, mas que a doença ocorreria também em ovinos e caprinos.

Com base em observações obtidas no Brasil (Tokarnia et al. 1984, Riet-Correa et al. 1984) e nos dados fornecidos pela literatura de outros países (Turbet 1928, 1931, Sanders 1946, Brooks 1961, Seawright 1963, Hall 1964, Aluja 1970, Yadava & Verma 1978), pode-se deduzir que, em geral, são necessários vários fatores para que ocorra a intoxicação natural por Lantana spp; que os animais estejam com fome, que sejam transferidos de pasto ou região, que haja espécie ou variedade tóxica de Lantana e que a planta exista em quantidade suficiente no local. Desta maneira a intoxicação por Lantana não é comum, mas quando ocorre, tem alto índice de morbidade e letalidade.

A intoxicação experimental por Lantana spp tem sido reproduzida, no Brasil, em bovinos (Silva & Couto 1971, Tokarnia et al. 1984, 1999, Riet-Correa et al. 1984), ovinos (Brito & Tokarnia 1995), búfalos (Láu 1990) e coelhos (Brito 1995). Em outros países a intoxicação experimental foi realizada, em bovinos (Turbet 1928, Aluja 1970, Seawright & Allen 1972, Aguilera et al. 1986, Furie et al. 1987), búfalos (Kalra et al. 1984), ovinos (Steyn & van der Walt 1941, Seawright 1963, 1964, 1965c, Gopinath & Ford 1969, Aluja 1971, Pass et al. 1978), caprinos (Obwolo et al. 1990, 1991) e coelhos (Youssef et al. 1984, Sharma et al. 1988); em cobaias, a reprodução foi feita com extrato de L. camara por via oral (Seawright 1965d).

São tóxicas tanto as folhas frescas quanto as dessecadas. A planta não perde em toxidez durante o processo de dessecagem e a mantém durante pelo menos um ano (Brito & Tokarnia 1995).

No Brasil, as quantidades necessárias para causar intoxicação com Lantana spp em bovinos e ovinos foram verificadas em alguns estudos experimentais. Assim, Silva & Couto (1971) administraram Lantana camara (coletada em Pernambuco) em estado fresco ou dessecado, por via oral, a oito bovinos, nas dosagens de 10 a 40 g/kg/dia durante l5 a 30 dias, tendo observado leves sintomas de fotossensibilização nos bovinos que ingeriram a planta fresca ou dessecada nas doses diárias de 40 e 20 g/kg durante 30 dias.

Tokarnia et al. (1984) administraram Lantana tiliaefolia Cham. (coletada em Mato Grosso, mun. Cáceres) e Lantana camara var. nivea (Vent.) L.H.Bailey (coletada no Estado do Rio de Janeiro, mun. Cabo Frio), em estado fresco, por via oral, a vários bovinos. Doses únicas de 30 e 40 g/kg ou doses repetidas de 10 g/kg, durante 4 a 5 dias, causaram sintomas graves com morte de parte dos animais em l5 dias; dose única de 20 g/kg provocou sintomas moderados; doses de 5 g/kg durante 22 dias produziram leves sintomas da intoxicação. As duas lantanas mostraram leve efeito acumulativo e toxicidade semelhante. Experimentos com L. camara var. aculeata (L.) Moldenke (coletada no Estado do Rio de Janeiro, mun. Vassouras e Itaguaí), nas mesmas dosagens, resultaram negativos.

Em outro estudo experimental, Riet-Correa et al. (l984) administraram Lantana glutinosa Poepp. (coletada em Santa Catarina), em estado fresco, por via oral, a bovinos, tendo provocado grave quadro de fotossensibilização e morte dos animais com doses únicas de 10, 20 e 40 g/kg.

Tokarnia et al. (1999) provocaram, em bovinos, pela administração de Lantana camara var. aculeata (L.) Moldenke (coletada no Estado do Rio de Janeiro, mun. Quatis), em estado fresco, por via oral, intoxicação grave com êxito letal, na dose única de 40 g/kg, intoxicação grave sem êxito letal na dose de 20 g/kg, leve intoxicação ou ausência de sintomas na dose de 10 g/kg e ausência de sintomas na dose de 5 g/kg. Experimentos com doses repetidas permitiram concluir, que essa planta apresenta marcado efeito acumulativo quando ingerida em doses diárias de 1/4 (10 g/kg) da dose letal; a administração de quatro doses diárias de 5 g/kg (1/8 da dose letal) ou de oito doses de 2,5 g/kg (1/16 da dose letal) reproduziram o quadro grave de intoxicação em parte dos animais, caracterizando ainda, o marcado efeito acumulativo da planta. Subdoses menores, de 1,25 g/kg (1/32 da dose letal), administradas durante 34 dias, não reproduziram quaisquer sinais clínicos.

Brito & Tokarnia (1995) demonstraram, através de experimentos, que os ovinos têm a mesma sensibilidade que os bovinos, à intoxicação por Lantana camara var. aculeata (procedente do município de Quatis, Estado do Rio de Janeiro). Tanto a planta fresca, quanto a planta dessecada causaram doença grave com fotossensibilização e morte de todos os ovinos, na dosagem única de 40 g/kg (planta fresca ou quantidade correspondente da planta dessecada); a dosagem de 10 g/kg durante 4 dias seguidos também causou doença grave em quatro dos cinco animais; mas dois dos quatro animais severamente afetados se recuperaram.

Com o fim de esclarecer a diversidade de toxidez das lantanas na Austrália, Seawright (1965a) testou diversas amostras de L. camara (flores vermelhas, róseas, brancas e purpúreas) e uma amostra de L. montevidensis em 21 carneiros, nas doses únicas de 2 a 6 g/kg. Concluiu que a toxidez varia sobretudo de acordo com os taxa (fator genético) e, em menor grau, com a procedência da planta.

Este estudo teve como objetivo verificar, com maior abrangência, quais são as nossas lantanas tóxicas e qual o grau de toxidez destas últimas, através da experimentação em que amostras de lantanas, coletadas nas diversas regiões e áreas do Brasil, eram administradas sob forma dessecada a ovinos, com simultâneo rastreamento de históricos da ocorrência de fotossensibilização em bovinos e ovinos nos locais de coleta.

O uso de ovinos, como modelo experimental, e da planta dessecada é válido depois da conclusão de Brito & Tokarnia (1995) demonstrando que bovinos e ovinos têm a mesma sensibilidade à toxidez das lantanas, e que a planta dessecada conserva a sua toxidez durante pelo menos um ano.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Durante as nossas viagens de pesquisa, sempre que verificamos a ocorrência de lantanas em maiores quantidades em certa região, coletamos a planta fresca em quantidade suficiente para administrá-la a ovinos. Ao mesmo tempo fazíamos indagações sobre a ocorrência de surtos de fotossensibilização em bovinos e ovinos, e se esses animais foram trazidos de outros locais.

As amostras coletadas eram dessecadas à sombra e acondicionadas e transportadas e em sacos de pano. Sempre dentro de alguns meses após a coleta, estas amostras eram administradas por via oral a ovinos. As folhas eram levemente umedecidas e manualmente colocadas na boca dos animais, que então as mastigavam e deglutiam. Sempre eram administradas na dose única correspondente a 40 g/kg da planta fresca (relação planta fresca: planta dessecada = 4:1). Cada amostra era dada a um ovino diferente, e cada animal era usado somente uma vez.

Os ovinos experimentais eram mantidos em compartimentos (boxes) individuais, com água à vontade e recebiam capim-guatemala (Tripsacum laxum Nash.) picado no cocho, duas vezes por dia. Antes das administrações das amostras das lantanas, os animais ficavam em jejum durante 24 horas. Durante o dia ficavam das 8 às 11 e das 14 às 17 horas num piquete ensolarado. Os animais antes e durante os experimentos eram examinados clinicamente com verificação da temperatura retal, determinação das frequências cardíaca e respiratória, verificação do funcionamento do rúmen, observação das mucosas visíveis, do comportamento, do consumo de água e de capim, do aspecto das fezes e da urina e, sobretudo, do aparecimento de sinais de fotossensibilização. Nos casos de morte, procedia-se imediatamente a necropsia, complementada por exames histopatológicos.

 

RESULTADOS

No Quadro 1 constam os principais dados sobre os experimentos realizados.

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

Para o estudo comparativo da toxidez das lantanas para bovinos e ovinos podemos aproveitar com a mesma equivalência todos os experimentos realizados no Brasil nessas duas espécies animais e com a planta fresca ou dessecada, pois conforme ficou demonstrado (Brito & Tokarnia 1995), a toxidez dessas plantas é igual para bovinos e ovinos e a planta não perde em toxidez pela dessecagem, além de mantê-la pelo menos durante um ano. Para facilitar este estudo comparativo colocamos em seguida os dados publicados anteriormente também em Quadros dispostos da mesma maneira que os apresentados nos experimentos em ovinos com as lantanas dessecadas.

Pela leitura dos Quadros 1 a 8, confirma-se o que foi visto na Austrália, que nem todas as espécies de Lantana e nem todos os taxa de Lantana camara são tóxicos.Verifica-se, que foram tóxicas as amostras de lantanas coletadas em Boa Vista (RO), Castanhal (PA), Cáceres (MT), Serra Talhada (PE), Cabo Frio e Quatis (RJ) e Canoinhas (SC). No entanto, outras amostras, procedentes de Cruzeiro do Sul (Acre), Castanhal (PA), Chapada dos Guimarães e Lambari d´Oeste (MT), Jaguaribe (CE), Vitória da Conquista e Wanderley (BA), Vitória (ES), Vassouras, Parati e Itaguaí (RJ), não revelaram toxidez nas doses administradas, de 40 g/kg.

A dose letal das amostras submetidas à experimentação no Brasil foi bastante constante (40 g/kg), com duas exceções: as folhas frescas da lantana procedente de Canoinha (SC) foram muito mais tóxicas (10 g/kg) e as folhas frescas e as dessecadas da lantana de Serra Talhada (PE) foram muito menos tóxicas, pois somente causaram intoxicação não-letal com a dose de 40g/kg/dia administradas durante 30 dias. Históricos sobre a observação de fotossensibilização em bovinos, ligados à ingestão de lantanas foram obtidos em Serra Talhada (PE), Cáceres (MT), Cabo Frio (RJ), Quatis (RJ) e Canoinhas (SC).

Através da leitura dos Quadros verifica-se que não é possível estabelecer uma correlação entre a cor das inflorescências das lantanas e sua toxidez, confirmando a constatação de Seawright (1963), que a capacidade de intoxicar não está necessariamente relacionada com a cor das flores.

Agradecimentos

A determinação botânica da maior parte das lantanas foi realizada pelo Prof. Pedro Germano Filho, do Departamento de Botânica, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 19 de abril de 2004.
Aceito para publicação em 15 de junho de 2004.

 

* Autor para correspondência. E-mail: tokarnia@ufrrj.br

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