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Pesquisa Veterinária Brasileira

versão impressa ISSN 0100-736Xversão On-line ISSN 1678-5150

Pesq. Vet. Bras. v.28 n.10 Rio de Janeiro out. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2008001000006 

Sensibilidade antimicrobiana de bactérias isoladas de Jundiá (Rhamdia quelen)

 

Antimicrobial sensibility of bacterial isolates from Jundiá (Rhamdia quelen)

 

 

Mateus Matiuzzi da CostaI,*; Rodolfo de Moraes PeixotoI; Cheila de Lima BoijinkII; Lucélia CastagnaIII; Fabio MeurerI; Agueda Castagna de VargasIII

IUniversidade Federal do Vale do São Francisco, Rua da Simpatia 179, Centro, Petrolina, PE 56304-440, Brasil
IIDepartamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Cidade Universitária, Santa Maria, RS 97105-900, Brasil
IIIDepartamento de Medicina Veterinária Preventiva, UFSM, Cidade Universitária, Santa Maria, RS

 

 


RESUMO

Objetivando o delineamento do perfil de sensibilidade dos agentes bacterianos causadores de enfermidades em peixes, 51 isolados bacterianos provenientes de Jundiá e pertencentes aos gêneros Acinetobacter spp. (8), Aeromonas spp. (15), Edwardsiella spp. (2), Enterobacter spp. (2), Klebsiella spp. (1), Plesiomonas spp. (5), Pseudomonas spp. (1), Staphylococcus spp.(11) e Vibrio spp. (6) foram testados frente aos antimicrobianos utilizados no tratamento de enfermidades em peixes. Dos 51 isolados bacterianos obtidos de exemplares de Jundiá (Rhamdia quelen) 51 (100%) foram sensíveis a gentamicina, 49 (96,08%) ao sulfazotrim, 47 (92,16%) ao cloranfenicol, 43 (84,31%), a tetraciclina, 43 (84,31%) ao ácido nalidíxico, 31 (60,78%) à nitrofurantoina, 22 (43,14%) à eritromicina, 22 (43,14%) à ampicilina, 15 (29,41%) à espiramicina, 13 (25,50%) à colistina e 5 (3%) foram sensíveis a penicilina G. Com exceção de um isolado do gênero Staphylococcus spp., as bactérias analisadas no presente estudo foram resistentes a um ou mais agentes antimicrobianos testados. O conhecimento do perfil de sensibilidade das bactérias envolvidas em processos infecciosos nos peixes permitirá aos técnicos à adoção de uma antimicrobianoterapia racional, que contribuirá para o controle das enfermidades em Rhamdia quelen, sem causar grandes riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Termos de Indexação: Patógenos bacterianos, antimicrobianos, Rhamdia quelen.


ABSTRACT

Aiming the evaluation of sensitivity profiles of pathogen bacteria responsible for fish diseases, 51 bacterial isolates from Jundiá (Rhamdia quelen) belonging to the genus Acinetobacter spp. (8), Aeromonas spp. (15), Edwardsiella spp. (2), Enterobacter spp. (2), Klebsiella spp. (1), Plesiomonas spp. (5), Pseudomonas spp. (1), Staphylococcus spp. (11), and Vibrio spp. (6), were tested against antimicrobial agents used for treatment of bacterial fish diseases. All samples were processed at the Laboratory of Bacteriology, Department of Preventive Veterinary Medicine, UFSM. From 51 bacteria isolated from jundiá fishes (Rhamdia quelen) 51 (100%) were sensitive to gentamycin, 49 (96,08%) to sulphazotrin, 47(92,16%) to chloramphenicol, 43 (84,31%) to tetracylin, 43 (84,31%) to naldixic acid, 31 (60,78%) to nitrofurantoin, 22 (43,14%) to erytromycin, 22 (43,14%) to ampicillin, 15 (29,41%) spiramycin, 13 (25,50%) to cholystin, and 5 (3%) to penicillin G. With exception of an isolate of Staphylococcus spp., the bacteria analyzed in the present study were resistant to one or more antimicrobial agents tested. Knowledge of the sensitivity profile of bacteria involved in infectious processes in fish will allow rational antimicrobial treatment that will contribute to the control of fish diseases in Rhamdia quelen without causing great risks to public health and the environment.

Index Terms: Pathogen bacterial, antimicrobial drugs, Rhamdia quelen.


 

 

INTRODUÇÃO

As infecções bacterianas são responsáveis por grandes perdas em criações intensivas as quais podem apresentar índice elevado de mortalidade, que pode em certos casos chegar a 100% de mortalidade (Post 1987). Segundo Linhares & Gewandsznajder (1983), as bactérias são encontradas nos mais variados ambientes e algumas podem causar doenças infecto-contagiosas no homem, animais e vegetais. No meio aquático, as bactérias fazem parte da flora normal da água e são consideradas como patogênicas oportunas, visto que provocam infecções, quando os peixes estão em condições ambientais desfavoráveis ou durante o período reprodutivo (Barja & Estevez 1988; Kirkan et al. 2003). A resistência natural às enfermidades é reduzida nos peixes jovens e são uma conseqüência do sistema imunológico imaturo (Kirkan et al. 2003).

Nos últimos anos, há um grande interesse na criação de peixes nativos em tanques, devido ao aumento do consumo, com isto, estes peixes estão sujeitos aos agentes estressores, sendo estes ligados a qualidade da água, regime alimentar, densidade populacional, fatores ambientais e manejo. A medida que se intensifica o cultivo de peixes, começam a surgir problemas relacionados ao estresse, que pela redução na imunidade dos animais, possibilita um aumento na ocorrência de doenças infecciosas, tornando necessário o uso de terapia antimicrobiana (Plumn 1994, Pathak & Gopal 2005).

Os antibióticos têm sido utilizados como promotores do crescimento, para profilaxia de infecções em criatórios de peixe. Todavia, tem seu emprego limitado, pois se utilizados de uma forma indiscriminada e abusiva podem acarretar no desenvolvimento de uma microbiota resistente, através da troca de plasmídeos de resistência em infecções cruzadas e inativação dos agentes antimicrobianos pelo pH da água (Akinbowale et al. 2006, Cabello 2006). A contaminação de fontes de água com resíduos de antibióticos, pode ser responsável por infecções de difícil tratamento e constituir um risco a saúde pública (Dixow & Issvoran 1993, Schmidt et al. 2000, Saavedra et al. 2004). Outro efeito adverso esta associado à bioacumulação destes fármacos, quando administrado durante períodos longos (Welcomme 1985).

O presente trabalho tem como objetivos: avaliar o perfil de sensibilidade de bactérias isoladas de peixes nativos Jundiá (Rhamdia quelen) aos agentes antimicrobianos, criados em tanques; e produzir subsídios para a aplicação da antibioticoterapia, que diminuirá o risco de resistência bacteriana e contaminação ambiental.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi desenvolvido no Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Setor de Bacteriologia, da Universidade Federal de Santa Maria. Foram utilizados 51 isolados bacterianos obtidos das lesões externas e conteúdo renal de Jundiá (Rhamdia quelen), sendo estas pertencentes aos seguintes gêneros: Aeromonas spp. (15 isolados), Acinetobacter spp. (8 isolados), Edwardsiella spp. (2 isolados), Enterobacter spp. (2 isolados), Klebsiella spp. (1 isolado), Plesiomonas spp. (5 isolados), Pseudomonas spp. (1 isolado), Staphylococcus spp. (11 isolados) e Vibrio spp. (6 isolados). Os isolados bacterianos foram mantidos liofilizados até a realização dos testes. Para verificar a viabilidade e pureza, estes foram semeados em Trypticase Soy Ágar (TSA), sendo posteriormente incubados a 27ˆC por 48 horas. Todos isolados considerados viáveis e puros foram submetidos ao teste de Kirby Bauer modificado, conforme Bauer citado por Vandepitte et al. (1993), onde as colônias foram retiradas de cultivo primário e em seguidas repicadas em meio líquido de caldo Mueller Hinton com incubação a 27ˆC até uma turvação adequada. Com o auxílio de um "Swab" estéril a cultura bacteriana foi uniformemente distribuída numa placa de Mueller Hinton Ágar com posterior aplicação de discos para antibiograma estéreis. Após a confecção das placas, estas foram incubadas por 24 horas a 27ˆC, quando se procedeu a leitura da sensibilidade. Os antibióticos utilizados neste estudo foram: ácido nalidíxico, ampicilina, colistina, cloranfenicol, espiramicina, eritromicina, gentamicina, nitrofurantoína, tetraciclina, penicilina G e sulfazotrin.

 

RESULTADOS

Dos 51 isolados de Jundiá (Rhamdia quelen), todos (100%) foram sensíveis a gentamicina, 49 (96,08%) ao sulfazotrim, 47 (92,16%) foram sensíveis ao cloranfenicol, 43 (84,31%) ao ácido nalídixico, 31 (60,78%) à nitrofurantoina, 22 (43,14%) foram sensíveis à eritromicina, 22 (43,14%) à ampicilina, 15 (29,41%) apresentaram sensibilidade à espiramicina, 13 (25,50%) à colistina e 5 isolados(3%) foi sensível a penicilina G. Os perfis de sensibilidade aos agentes antimicrobianos, conforme os diferentes gêneros bacterianos estão apresentados no Quadro 1.

Com exceção de um isolado do gênero Staphylococcus spp., as bactérias analisadas no presente estudo foram resistentes a um ou mais agentes antimicrobianos testados (Fig.1). A resistência simultânea a colistina, penicilina e ampicilina apresentou maior freqüência, ocorrendo em 10 isolados de diferentes gêneros bacterianos.

 

 

 

DISCUSSÃO

Os antimicrobianos testados no presente trabalho representam os principais princípios ativos dos fármacos mais utilizados na profilaxia e terapêutica de infecções na aqüicultura. Barja & Esteves (1988) indicam o uso de clorafenicol, oxitetraciclina, kanamicina, sulfonamidas, nitrofuranos e ácido oxolínico para controle de infecções como vibrioses, septicemias e furunculoses causadas por Aeromonas spp., bem como em infecções ocasionadas por Plesiomonas shigelloides. Quinolomas e nitrofuranos são recomendados para tratamento e profilaxia de infecções ocasionadas por Edwardsiella spp. e Pseudomonas spp. A Ampicilina e a bacitracina são indicadas no controle de infecções ocasionadas por Staphylococcus spp.

O perfil de sensibilidade apresentado pelos gêneros bacterianos obtidos de jundiá (Rhamdia quelen) podem auxiliar técnicos na escolha do tratamento. As bactérias pertecentes ao gênero Aeromonas spp. são consideradas patogênicas para diversas espécies terrestres e aquáticas (Saavedra et al., 2004). Estas bactérias são amplamente disseminadas no ambiente aquático e trazem grandes perdas a aqüicultura mundial (Hatha et al. 2005, Maniati et al. 2005). Os isolados de Aeromonas spp. analisados no presente estudo foram sensíveis ao cloranfenicol, ácido nalídixico, gentamicina e sulfazotrim (Quadro 1). Estes achados estão de acordo com experimentos realizados em outras espécies de peixes, como pintados, carpas e trutas, onde a maior sensibilidade encontrada foi para a gentamicina e o ácido nalidíxico (Rall et al.1998, Kozinska et al. 2002, Kirkan et al. 2003). A resistência aos antimicrobianos é um evento bastante estudado em peixes e seu ambiente (Saavedra et al. 2004, Hatha et al. 2005). Em muitos casos, esta resistência pode ser disseminada por plasmídeos (Akinbowale et al. 2006). Segundo Hatha et al. (2005), isolados de Aeromonas spp. possuem uma resistência inerente a ampicilina e oxitetraciclina. Na aqüicultura, a resistência de Aeromonas spp. aos beta-lactâmicos é crescente (Saavedra et al. 2004). Em nosso experimento a maior resistência dos isolados foi observada para colistina, espiramicina, penicilina G e ampicilina.

Vibrio spp. e Plesiomonas shigelloides, junto a Aeromonas spp. são os principais grupos de patógenos na aqüicultura, sendo que também demonstram um potencial emergente em ocasionar infecções alimentares nos seres humanos (Austin & Austin 1993). Neste sentido, a determinação da sensibilidade destas bactérias aos antimicrobianos torna-se importante. No presente estudo, estes isolados foram particularmente sensíveis ao cloranfenicol, ácido nalidíxico, gentamicina, nitrofurantoina, tetraciclina e sulfazotrim. Enquanto que a maior resistência foi observada a penicilina G e a ampicilina (Quadro 1), o que também foi observado em estudo realizado por Maniati et al. (2005). O cloranfenicol e a nitrofurantoina embora sejam eficazes contra os isolados estudados tem seu uso proibido no Brasil para produção animal (MAPA 2002).

A resistência múltipla aos antimicrobianos tem sido uma preocupação crescente por parte da comunidade científica. Os antimicrobianos são amplamente utilizados para prevenir ou tratar infecções microbianas nos animais e no homem e são utilizados para acelerar o crescimento e desempenho dos animais, inclusive na aqüicultura (Kummerer 2004). O uso abusivo destas drogas está associado a diversos problemas, como a presença de resíduos ilegais na carne e transmissão de bactérias resistentes para o meio ambiente, animais e o próprio homem, num risco potencial à saúde pública (Schmidt et al. 2000). Cabello (2006) afirma que a grande utilização de antimicrobianos na profilaxia de infecções em aqüicultura está aumentando a possibilidade da contaminação do meio ambiente, dos animais e do próprio homem com bactérias resistentes. Em nosso trabalho, a resistência a mais de um antimicrobiano foi observada, em bactérias dos gêneros Aeromonas spp. e Pseudomonas spp. (Fig.1). Estes achados corroboram aos descritos para Aeromonas hydrophila (Belém-Costa & Cyrino 2006).

Com a intensificação da aqüicultura, os cuidados na adoção de terapia com drogas antimicrobianas devem ser aumentados, pois pesquisas como a de McPhearsom et al. (1991), que mostraram um aumento significativo na resistência aos antibióticos de bactérias isoladas de rios, tanques não tratados e tanques tratados com estes fármacos. A presença de bactérias resistentes no ambiente aquático, em particular no sedimento. Isto reflete em alterações significativas sobre a população de outros organismos aquáticos, como as algas, alterando desta forma o equilíbrio ecológico (Hernandez et al. 2005). Logo, alternativas buscando a antibioticoterapia planejada, a adoção de medidas de manejo sanitário e o uso de probióticos são muito importantes para reduzir os riscos aos seres humanos e ao meio ambiente sem prejudicar, financeiramente a produção em aqüicultura (Cabello et al. 2006).

 

CONCLUSÕES

A gentamicina foi o antimicrobiano com maior percentual de sensibilidade nos isolados bacterianos obtidos de Jundiá (Rhamdia quelen), enquanto que a penicilina G apresentou o menor.

A maior parte dos isolados testados foi resistente a mais de um dos grupos de antimicrobianos analisados.

 

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Recebido em 4 de abril de 2007.
Aceito em 16 de maio de 2008.

 

 

* Autor para correspondência: mateus.costa@univasf.edu.br
Este projeto foi financiado pela CAPES.

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