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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736X

Pesq. Vet. Bras. vol.29 no.1 Rio de Janeiro Jan. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2009000100010 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Abordagem sobre o controle do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus no sul do Rio Grande do Sul

 

Studies of the management of the tick Rhipicephalus (Boophilus) microplus in southern Rio Grande do Sul, Brazil

 

 

Tânia Regina B. SantosI,*; Nara Amélia R. FariasII; Nilton A. Cunha FilhoII; Felipe G. PappenIII; Itabajara S. Vaz JuniorIV

IFaculdade de Veterinária, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Campus Universitário s/n, Cx. Postal 354, Pelotas, RS 96010-900, Brasil
IIDepartamento de Microbiologia e Parasitologia (DEMP), Instituto de Biologia, UFPel, Pelotas, RS
IIIMestrando da Faculdade de Veterinária, UFPel, Pelotas, RS
IVCentro de Biotecnologia, UFRGS, Cx. Postal 15005, Av. Bento Gonçalves 9500, Prédio 43421, Campus do Vale, Porto Alegre, RS 91501-970, Brasil. E-mail: ita@cbiot.ufrgs.br

 

 


RESUMO

Na região sul do Rio Grande do Sul a infestação dos bovinos por Rhipicephalus (Boophilus) microplus ocorre, principalmente, entre os meses de outubro e abril, devido às condições climáticas. Além do conhecimento do ciclo biológico desse parasito, também é fundamental conhecer a epidemiologia, para estabelecer estratégias de controle. No Rio Grande do Sul, e também no Brasil, existem poucos estudos epidemiológicos a respeito da resistência aos acaricidas. Além disso, a grande área geográfica e a deficiência estrutural quanto ao uso e acesso a bancos de dados dificultam a obtenção de dados confiáveis. O presente estudo teve como objetivo realizar um inquérito abordando a percepção dos produtores da região sul do Rio Grande do Sul, quanto à identificação de populações de R. (B.) microplus difíceis de controlar com acaricidas e os fatores de risco para a seleção de populações de carrapatos resistentes. Para execução do trabalho foram coletados dados sobre o controle do carrapato de bovinos de corte, em 85 propriedades de sete municípios, localizados na região sul do Estado. Os resultados revelaram a existência de associação positiva entre a dificuldade de controlar o carrapato com os acaricidas e o grau de instrução do proprietário (até o ensino fundamental com OR=3,67 e p=0,01) e o número de aplicação de carrapaticida por ano (superior a 4 com OR=4,05 e p=0,006). Esses resultados indicam também que propriedades com mais de 100 bovinos de corte em criação extensiva, na região sul do rio Grande do Sul apresentam características que podem contribuir para uma maior vida útil dos carrapaticidas do que as verificadas em outras regiões do País.

Termos de indexação: Rhipicephalus (B.) microplus, fatores de risco, resistência, acaricidas, Rio Grande do Sul, Brasil.


ABSTRACT

In the southern region of Rio Grande do Sul, cattle become infested with Rhipicephalus (B.) microplus mainly between October and April due to the climatic conditions. In addition to knowing its life cycle, knowledge of parasite's epidemiology is essential to establish management strategies. Epidemiological studies on resistance to acaricides in Rio Grande do Sul as well as in the rest of Brazil are scarce. Moreover, the large geographical area and the structural deficiency with respect to the use and access to databases make reliable data difficult to obtain. The present study surveyed the perception by cattle breeders in the southern region of Rio Grande do Sul in regards of identification of R. (B.) microplus populations that are difficult to manage using acaricides, as well as the risk factors for the selection of resistant tick populations. Tick management data on beef cattle in 85 properties of seven municipalities were collected. The results revealed that the difficulty in tick management correlated positively with levels of education of the farm owners (up to elementary school, OR = 3.67 and p = 0.01) and with the yearly number of acaricide applications (over four, with OR = 4.05 and p= 0.006). These results also suggest that properties with more than 100 beef cattle under extensive farming conditions in the southern region of Rio Grande do Sul show characteristics that may contribute to longer acaricide lifetimes as compared to other regions in the Country.

Index terms: Rhipicephalus (Boophilus) microplus, risk factors, resistance, acaricides, South Brazil.


 

 

INTRODUÇÃO

A zona geográfica situada próxima ao paralelo 32ºS é considerada uma área marginal de ocorrência da espécie R. (B.) microplus, pois as baixas temperaturas verificadas no período de junho a setembro dificultam a fase de vida livre do parasito (Brum et al. 1985). A infestação do gado é reiniciada a partir de outubro, por larvas da progênie de fêmeas ingurgitadas desprendidas no final do período favorável, que tiveram seus períodos de pré-postura, postura e eclosão prolongados (Gonzales 2003).

A região sul do Rio Grande do Sul encontra-se nessa área marginal e engloba zonas com semelhança de clima e relevo, que possuem várzeas utilizadas para o cultivo do arroz, região de campos e presença de matas nativas. Caracteriza-se pela policultura e criação de bovinos de corte e leite além da criação de ovinos, segundo Fortes (1962) e Gianotti (1994).

No Brasil, o uso dos acaricidas constitui o principal instrumento de controle do carrapato bovino R. (B.) micro-plus (Farias 1999, Vargas et al 2003). Apesar de ser usado amplamente e há muito tempo, o seu emprego é, sistematicamente, feito de maneira incorreta, sem considerar os conhecimentos básicos do ciclo do parasito, o que permitiria um controle estratégico. O controle estratégico aumentaria a eficiência e prolongaria a vida útil dos produtos (Furlong 1993, Rocha et al. 2006).

Além do conhecimento do ciclo biológico desse parasito, também é fundamental conhecer, os fatores de manejo que podem influenciar na vida útil dos produtos carrapaticidas. Os principais fatores desencadeantes na seleção de indivíduos resistentes envolvem falhas na conservação, diluição e aplicação dos produtos, intervalos e método de aplicação que levam ao uso dos produtos em concentrações não letais aos carrapatos (Sutherst & Comins 1997). Portanto, são fatores importantes e relacionados ao manejo das drogas que devem ser detectados e corrigidos, a fim de proporcionar uma vida útil mais longa para os produtos ainda eficazes no controle desse ectoparasito.

No Rio Grande do Sul, e mesmo no Brasil os dados epidemiológicos são raros, pois a grande área geográfica proporciona uma grande diversidade de parâmetros a serem analisados, tais como biodiversidade, clima, cultura e nível sócio econômico. Além disso, existe uma deficiência estrutural quanto ao uso e acesso a bancos de dados precisos. A soma desses fatores dificulta análises e pesquisas que poderiam nortear estratégias de controle do parasito. Na maioria das vezes, as pesquisas são realizadas com amostras de conveniência, que são importantes para alguns usos, porém muitas vezes este tipo de amostra não permite a descrição de prevalências e fatores de riscos, impossibilitando desta forma, um conhecimento epidemiológico mais completo da região estudada. Como exemplo, são os dados descritos por Farias (1999) no Rio Grande do Sul, Silva et al. (2000) em Goiás, Souza et al. (2003) no Paraná e por Pereira (2006) no Vale do Paraíba, estado de São Paulo.

Desta forma, o presente estudo teve como objetivo realizar um inquérito abordando a percepção dos produtores quanto a identificação de populações de R. (B.) microplus difíceis de controlar com acaricidas em suas propriedades e os fatores de risco para a seleção de populações de carrapatos resistentes na região sul do Rio Grande do Sul.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Para execução do trabalho foram coletados dados, com questionário próprio, sobre o controle do carrapato R. (B.) microplus de bovinos de corte, em sete municípios, localizado na região sul do Rio Grande do Sul (Pedro Osório, Cerrito, Morro Redondo, Capão do Leão, Pelotas, Piratini e Canguçu).

Para o cálculo do tamanho da amostra, foram utilizados dados de propriedades com mais de 100 bovinos de corte, fornecidos pelas Inspetorias Veterinárias, dos municípios estudados, com autorização da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Departamento de Produção Animal, Divisão de Fiscalização e Defesa Sanitária Animal.

Os sete municípios estudados possuem um total de 764 propriedades de bovino de corte com mais de 100 bovinos. Pela análise realizada com o programa Epi info 6.0, o tamanho amostral adequado foi de 85 propriedades com uma prevalência estimada de 50% de dificuldade no controle do carrapato e nível de confiança de 95%.

As coletas de dados sobre o controle do carrapato (com questionários próprios) foram realizadas em 85 propriedades distribuídas proporcionalmente de acordo com o número absoluto de propriedades de cada município. Entre de janeiro de 2005 e maio de 2007 foram aplicados os questionários para os proprietários ou administradores das propriedades que foram selecionadas de forma aleatória sistemática, onde foram abordadas as variáveis apresentadas no Quadro 1.

Os dados foram organizados em formato de planilhas eletrônicas (Microsoft Excel 2003). Cada um dos potenciais fatores de risco do questionário epidemiológico (variáveis de exposição) foi comparado com a variável categórica (observação dos proprietários, de possuírem em suas propriedades, populações de R. (B.) microplus difíceis de controlar com o uso de acaricidas) em tabelas de contingência 2 x 2 (Qui-quadrado e Teste Exato de Fisher). A partir desse passo foram eliminadas as variáveis que não mostraram importância estatística (p>0,25).

Todas as variáveis com p d" 0,25 foram analisadas por um modelo de Regressão Logística (análise multivariada), usando intervalos de confiança de 95% com o programa Statistix (versão 1.0, software analítico, 1996), que fornece estimativas exatas e relações das probabilidades (associação que quantifica o relacionamento entre as variáveis de exposição e os resultados). Esse modelo permite investigar como as proporções ou as taxas observadas dependem dos possíveis fatores de risco dentro de um delineamento inteiramente casualizado. Os Odds ratio (OR) foram calculados com intervalo de confiança de 95%, também se obtendo, neste modelo, o valor de p para cada variável.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao analisar a freqüência das respostas obtidas dos proprietários ou administradores das propriedades com mais de 100 bovinos de corte, no Quadro 2, observa-se algumas características regionais que podem contribuir ou minimizar a seleção de populações de R. (B.) microplus resistente aos acaricidas.

Entre elas é importante ressaltar, o grau de instrução dos proprietários, onde 61 % dos entrevistados possuem escolaridade igual ou superior ao Ensino Médio. Desta forma, possuem potencialmente um maior acesso à informação e maior senso crítico sobre problemas sanitários do rebanho.

Em 79% das propriedades estudadas, a área destinada à agricultura é inferior a 30% do total da propriedade, o que potencialmente é desfavorável, já que o consórcio pecuária/agricultura promove um excelente controle da fase de vida livre desse parasito, o que já foi descrito e recomendado por Furlong (1993) e Gonzales (2003).

A região caracteriza-se pela a criação extensiva, sendo que em 86% das propriedades a lotação das pastagens não excede a um bovino por hectare, sendo esse sistema de criação (extensiva) desfavorável ao desenvolvimento do carrapato, pois diminui a chance de as larvas localizarem os bovinos para iniciar o parasitismo.

Observa-se que a criação de bovinos cruza zebu (Bos indicus x Bos taurus), ocorre em 72% das propriedades abordadas, o que já havia sido descrito por Martins et al. (2002), sendo um parâmetro que diminui os índices de infestação, pois, os bovinos de raças zebuínas ou cruzas são menos sensíveis ao parasitismo pelo R.(B.) microplus, de acordo com Gonzales (2003).

Em 49% das propriedades analisadas, há compra de lotes de bovinos mais de uma vez por ano. A comercialização de gado pode contribuir para a disseminação de populações resistentes aos carrapaticidas, pois os lotes comprados podem ser parasitados por R.(B.) microplus, com resistência aos carrapaticidas diferente da existente na população de carrapatos da propriedade. Por outro lado, em 93% das propriedades é realizado controle de entrada, ou seja, quando os lotes de bovinos chegam à propriedade, são medicados com endectocidas ou carrapaticidas, o que minimiza a disseminação de populações resistentes.

A assistência veterinária, apesar de presente em 71% das propriedades, é freqüente somente em 29%, pois, na maioria das propriedades essa a assistência é apenas para procedimentos clínicos e/ou cirúrgicos, quando necessários. Portanto, nesses casos não há um trabalho preventivo de estratégias para o controle sanitário dos rebanhos, o que é bastante desfavorável para o desenvolvimento de qualquer ciclo produtivo.

A maioria dos proprietários (62%) não observa dificuldades de controlar o carrapato com os carrapaticidas utilizados, sendo que 62% realizam no máximo quatro aplicações de acaricidas ao ano, padrões favoráveis para região, já que quanto mais freqüente o uso de acaricidas (denominado de pressão carrapaticida), maior a seleção de populações resistentes (Nolan 1990, Kemp et al. 1999, Bianchi et al. 2003 e Vivas et al. 2006).

O modo de aplicação mais utilizado na região é o de imersão, com uso em 60% das propriedades. Em outras regiões do País, o método de imersão não é utilizado (Rocha et al. 2006). Segundo Bianchi et al. (2003) um dos fatores que está associado com a resistência de populações de R. microplus em Nova Caledônia é o modo de aplicação do acaricida, sendo o método de imersão, o que menos induz à seleção de populações resistentes.

Em 72% das propriedades o critério para a aplicação foi a presença de carrapatos visíveis (fêmeas adultas semi-ingurgitadas e ingurgitadas), o que não se constitui na melhor estratégia, já que recomenda-se o tratamento preventivo, quando as fases parasitárias presentes são larvas e ninfas, pois a espoliação dos bovinos causada por esses estágios é pequena, em relação ao volume sangüíneo ingerido pelas fêmeas ingurgitadas (Gonzales 2003). Além disso, Martins et al. (2002) ressaltam a importância do tratamento sincronizado de todos os animais de uma propriedade. Por outro lado, se o acaricida for aplicado em concentração não letal (subdosagem), pode permitir que as fêmeas ingurgitadas realizem postura fértil, o que permitirá a seleção de indivíduos resistentes (Sutherst & Comins 1997).

Os endectocidas são utilizados em 100% das propriedades, um fator negativo, pois Vivas et al. (2006), verificaram que as propriedades que utilizam lactonas macrociclicas (endectocidas) possuem um risco 5,92 vezes maior de selecionar populações de carrapatos resistentes, em relação a propriedades que não utilizam esse princípio ativo. Além disso, 77% das propriedades não utiliza nenhuma outro método de controle para o R. (B.) microplus, dependendo exclusivamente das drogas (Farias 1999, Vargas et al. 2003), e dessa forma, com a dependência dos produtos químicos as aplicações tornam-se mais freqüentes, e por conseqüência ocorre uma maior pressão de seleção para resistência aos acaricidas (Nolan 1990, Kemp et al. 1999, Bianchi et al. 2003, Vivas et al. 2006).

Das propriedades estudadas, 54% realizam tratamento para mosca-dos-chifres (Haematobia iritans), Vivas et al. (2006) analisaram esse fato através de regressão logística, entretanto, concluíram que não apresentou significância (p = 0,45) para a seleção de populações de carrapatos resistentes.

Além das freqüências citadas anteriormente (Quadro 2), verificou-se também que o princípio ativo mais utilizado na região é o amitraz sendo usado em 54% das propriedades, o que também foi verificado por Farias (1999) e Vargas et al. (2003) em estudos realizados no Rio Grande do Sul. Seguidos dos endectocidas (29%), as associações de piretróides sintéticos com organofosforados (14%), e, baixas freqüências as associação de amitraz com organofosforados, fipronil e fluazuron.

No Quadro 3, pode ser observado, que entre os itens analisados, usando tabelas da contingência 2 x 2, há cinco fatores com p d" 0.05: grau de instrução do proprietário, área utilizada para a agricultura, controle de entrada dos lotes de bovinos comprados antes de soltar no campo, número de aplicações de carrapaticida por ano e tratamento para a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Esses fatores são representativos dentro da população estudada, conforme já discutido.

 

 

As variáveis independentes já citadas e as outras com p d" 0,25 (época de aplicação de acaricida e modo de aplicação) foram utilizadas para a análise multivariada (regressão logística).

O modelo final da regressão logística revelou a existência de associação positiva entre a variável dependente (dificuldade de controlar o carrapato com os acaricidas) com duas variáveis independentes (grau de instrução do proprietário e número de aplicação de carrapaticida por ano), que pode ser observado na Quadro 4.

 

 

Os proprietários analfabetos ou com Ensino Fundamental têm 3,67 mais chances de ter dificuldade de controlar o carrapato bovino com os acaricidas, do que os proprietários que possuem grau de instrução superior ao Ensino Médio, com uma diferença estatística de p = 0,01.

As propriedades que realizam mais de quatro aplicações de acaricidas por ano têm 4,05 vezes mais chances de selecionar populações de carrapatos difíceis de controlar, do que as que aplicam acaricidas no máximo quatro vezes ao ano, sendo o p = 0,006. Dados similares foram identificados por Vivas et al (2006) segundo os quais, um número de tratamentos igual ou superior a seis ao ano representa um risco maior de selecionar populações de carrapatos resistentes aos acaricidas (p = 0,05).

 

CONCLUSÕES

No estudo, restrito a propriedades com mais de 100 bovinos de corte, conclui-se que os fatores de risco para a seleção de populações de carrapato difíceis de controlar com acaricidas são: o nível de escolaridade até o ensino fundamental e o número de aplicações de carrapaticidas igual ou maior que quatro ao ano.

Foi também observado que, na população estudada na região sul do Rio Grande do Sul, 61% dos proprietários possuem escolaridade superior ao ensino médio e 62% deles realizam um número inferior a quatro aplicações por ano de acaricidas.

Esta analise permite concluir que os métodos de controle utilizados nas propriedades estudadas na região sul do Rio Grande do Sul, possuem características, que podem contribuir para que os acaricidas tenham uma vida útil maior do que em outras regiões do País.

 

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Recebido em 10 de dezembro de 2007.
Aceito para publicação em 22 de agosto de 2008.

 

 

* Autor para correspondência: tsantos@ufpel.edu.br

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