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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736X

Pesq. Vet. Bras. vol.31 no.1 Rio de Janeiro Jan. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2011000100013 

MORFOFISIOLOGIA

 

Perfil hematológico de equinos submetidos à prova de Team Penning

 

Hematologic profile of horses subjected to Team Penning

 

 

Renata Lima de MirandaI, *; Antonio Vicente MundimII; Ana Carolina Silveira SaquyII; Álisson Souza CostaII; Ednaldo Carvalho GuimarãesII; Felipe César GonçalvesII; Frederico Ozanam Carneiro e SilvaII

IDoutoranda em Imunologia e Parasitologia Aplicadas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia, MG, Brasil
IILaboratório Clínico e de Anatomia Animal, Faculdade de Medicina Veterinária, UFU, Av. Pará 1720, Bloco 2T, Campus Umuarama, Uberlândia, MG 38400-902

 

 


ABSTRACT

Variations in hematologic parameters are used to assess the degree of training or clinical state of the animal. The hematologic evaluation of horses at rest has been an object of study in order to establish a correlation with training or athletic capacity. The purpose of this study was to evaluate the hematologic profile of horses subjected to Team Penning competitions, correlating sex and frequency of physical activity. Two milliliters of blood were drawn through a puncture made in the external jugular vein from 29 horses, 18 males and 11 females, at rest (Moment I) and after exercising (Moment II). The blood samples were processed in an ABC VET automated veterinary hematology analyzer (Horiba ABX Diagnostics). The animals were divided into Group A, B, C and D according to the number of times they participated in the competition. The values of globular volume, hemoglobin, erythrocytes, rod-shaped segmented neutrophils and monocytes increased after the physical exercise, unlike the number of lymphocytes and eosinophils, which decreased. A comparison of the before/after exercise correlations showed no significant differences (p<0.05) between males and females. In addition, it was found that the value of the MI/MII ratio for the globular volume, hemoglobin and number of erythrocytes varied according to the frequency of the exercise. It was concluded that the Team Penning competition produces hematologic alterations in horses, which are affected by the frequency of exercising, regardless of sex.

Index terms: Equus caballus, exercise, hematology.


RESUMO

As variações nos parâmetros hematológicos são utilizadas com intuito de avaliar o grau de treinamento ou estado clínico do animal. A avaliação hematológica de eqüinos em repouso tem sido objeto de estudo, a fim de estabelecer uma relação com treinamento ou capacidade atlética. Objetivou-se avaliar o perfil hematológico de eqüinos submetidos à prova de Team Penning, correlacionando o sexo e freqüência da atividade física. Mediante punção da veia jugular externa coletaram-se dois mL de sangue de 29 eqüinos, 18 machos e 11 fêmeas, em repouso (Momento I) e após o exercício (Momento II). As amostras de sangue foram processadas em analisador hematológico automático veterinário (ABC VET - Horiba ABX Diagnostics). Os animais foram divididos em Grupos A, B, C e D, de acordo com o número de participações na prova. Observou-se que os valores de volume globular, hemoglobina, hemácias, leucócitos, neutrófilos em bastonetes e segmentados, e monócitos aumentaram após o exercício físico, ao contrário do número de linfócitos e eosinófilos, que reduziram. Não existiram diferenças significativas (p<0,05) entre machos e fêmeas ao confrontar as relações antes/depois. Além disso, evidenciou-se que o valor da relação MI/MII para volume globular, hemoglobina e número de hemácias variou de acordo com a freqüência do exercício. Conclui-se que a prova de Team Peninng ocasiona alterações hematológicas em eqüinos, com interferência da freqüência do exercício, independente do sexo.

Termos de indexação: Equus caballus, exercício, hematologia.


 

 

INTRODUÇÃO

As variações no perfil hematológico são utilizadas para avaliação de treinamento ou estado clínico. A avaliação hematológica de eqüinos em repouso tem sido objeto de estudo visando estabelecer uma relação com treinamento ou capacidade atlética (Rose et al.1983).

De acordo com Hanzawa et al. (1999), o exercício aeróbico afeta os eritrócitos sanguíneos mediante alterações na composição lipídica e na estrutura protéica da membrana celular, que acabam reduzindo a fragilidade osmótica dos eritrócitos. Enquanto que o exercício anaeróbico torna os eritrócitos suscetíveis às variações osmóticas, ou seja, aumenta a fragilidade osmótica em eqüinos atletas.

Resposta à excitação é uma alteração imediata associada à liberação de epinefrina. Isso resulta em eventos cardiovasculares que, por sua vez aumentam o fluxo sanguíneo da microcirculação, principalmente nos músculos. O exercício extenuante antes da crise hemorrágica pode ter o mesmo efeito. Isso resulta na migração de leucócitos do compartimento marginal para o circulante. No leucograma, nota-se, aproximadamente, o dobro da quantidade de leucócitos, devido ao aumento de neutrófilos e/ou linfócitos. Não ocorre desvio a esquerda, porque a neutrofilia é decorrente do aumento da população de células maduras na microcirculação, que alcançam o compartimento circulante (Thrall et al. 2007).

Já o estresse fisiológico, em resposta, principalmente, à distúrbios metabólicos (desidratação) e dor, ocorre devido à liberação de hormônio adrenocorticotrópico pela glândula hipófise e conseqüente liberação de cortisol pela glândula adrenal. A principal alteração é linfopenia. Os esteróides podem induzir apoptose de linfócitos e alterar seu padrão de recirculação. A segunda alteração mais consistente é a duplicação da população de neutrófilos circulantes. Não há desvio a esquerda, a menos que haja uma doença inflamatória simultânea. Eosinopenia é a terceira alteração mais comum e ocorrência de monocitose é variável (Thrall et al. 2007).

A resposta hematológica frente ao exercício físico é considerada conseqüência dos níveis plasmáticos aumentados de cortisol, decorrente do estresse e está correlacionada com a concentração de adrenalina, velocidade e freqüência cardíaca do animal. O exercício provoca aumento transitório da concentração plasmática de catecolaminas, ACTH e cortisol em reposta ao eixo hipotálamo-hipófise-suprarenal. As catecolaminas promovem mobilização de eritrócitos e linfócitos provenientes do baço. Enquanto o ACTH e cortisol estimulam a produção de neutrófilos e migração de granulócitos para os tecidos. A contagem de leucócitos pode aumentar entre 10 e 30% dependendo da intensidade e duração do exercício (Santos 2006). Os parâmetros hematológicos podem ser influenciados pela raça, idade, sexo e alimentação, além do exercício físico (Piccione et al. 2001).

Análises laboratoriais tornaram-se fundamentais na avaliação do eqüino em competição, transformando-se em ferramentas decisivas para o acompanhamento do animal atleta (Balarin et al. 2005). Portanto, as alterações hematológicas que ocorrem em conseqüência do exercício e a sua importância na avaliação da intensidade do esforço físico, nortearam a realização desta pesquisa. Cujo objetivo foi avaliar o perfil hematológico, correlacionando o sexo e freqüência da atividade física, em eqüinos submetidos à prova de Team Penning.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado no Parque de Exposições (CAMARU) na cidade de Uberlândia, MG, durante a etapa final da modalidade Team Penning. Participaram 29 equinos, mestiços Quarto de Milha, de 4-9 anos de idade, sendo 18 machos e 11 fêmeas.

Realizaram-se duas coletas de sangue em cada animal. A primeira pela manhã antes da competição com o animal em repouso (Momento I) e a segunda 20 minutos após a última entrada do animal na pista para competição (Momento II). Em cada momento foram coletados dois mL de sangue em tubo a vácuo com ácido etilenodiaminotetraacético (EDTA) (BD Vacutainer®), por venipunção da jugular externa, os quais foram utilizados no processamento do hemograma.

Após coletadas, as amostras foram imediatamente encaminhadas ao Laboratório Clínico Veterinário do Hospital Veterinário da UFU, onde foram processadas em analisador hematológico automático veterinário (ABC VET, Horiba ABX Diagnostics). Em que foi possível determinar os valores de volume globular, hemoglobina, número total de leucócitos, hemácias, plaquetas, volume globular médio (VGM), concentração da hemoglobina globular média (CHGM) e amplitude da distribuição da série vermelha (RDW). A contagem diferencial complementar de leucócitos foi feita a partir de extensões sanguíneas coradas com May-Grünwald-Giemsa (MGG), segundo Ferreira Neto et al. (1982), em que se estabeleceu a percentagem (valor relativo) de monócitos, linfócitos, eosinófilos e neutrófilos em bastonetes e segmentados, com a contagem de 100 células. Conseqüentemente, ao multiplicá-las pela contagem total de leucócitos, obtiveram-se os valores absolutos de cada tipo celular.

Os animais foram agrupados de acordo com o número de participações na prova (Quadro 1).

 

 

A análise estatística de cada variável analisada se baseou em três testes, com nível de significância de 5%, de acordo com Ayres et al. (2005). Aplicou-se o teste paramétrico t de Student de comparação de médias para amostras dependentes, ou seja, foi verificado se as variáveis analisadas apresentaram resultados estatisticamente iguais antes (Momento I) e após (Momento II) o exercício. Utilizou-se do mesmo teste, porém para amostras independentes, a fim de averiguar se a relação antes/depois dos atributos estudados apresentou resultados equivalentes quanto a machos e fêmeas. A análise de variância em delineamento inteiramente ao acaso com aplicação do teste de Tukey foi utilizada com intuito de verificar a existência de diferença significativa entre as relações antes/depois dos Grupos A, B, C e D para cada atributo analisado. Trabalho submetido e aprovado pelo Comitê de Ética na utilização de Animais da Universidade Federal de Uberlândia (CEUA/UFU) sob o parecer número 019/09.

 

RESULTADOS

Os valores de volume globular, hemoglobina, hemácias, leucócitos, neutrófilos em bastonetes e segmentados, e monócitos aumentaram (p<0,05) após o exercício físico. Entretanto o número de linfócitos e eosinófilos reduziram em conseqüência da atividade física (Quadro 2).

 

 

Confrontados os valores dos parâmetros hematológicos dos animais em repouso e após o exercício com os valores de referência citados Jain (1993), observou-se que a maioria deles permaneceu dentro dos limites citados pe-lo autor, exceto, os neutrófilos em bastonetes, os quais apresentaram seus valores ligeiramente acima do fisiológico.

Evidenciou-se redução do valor da relação MI/MII para volume globular, hemoglobina e número de hemácias nos equinos com mais de seis participações na prova, comparados aqueles com até cinco participações (Quadro 3). Não existiram diferenças significativas ao confrontar as relações antes/depois de machos e fêmeas (Quadro 4).

 

DISCUSSÃO

Neste estudo, observou-se aumento do volume globular após a prática de atividade física, fato também relatado por Snow et al. (1983a), Harris & Snow (1988, 1992), McKeever et al. (1993), Andrews et al. (1995), Gómez et al. (2004), Orozco et al. (2006) e Ferraz et al. (2009). Segundo Snow et al. ( 1983a), o aumento do volume globular é resultado da contração esplênica e redução do volume plasmático por redistribuição do volume vascular, perda de fluido por meio do suor e respiração. Santos (2006) salientou que a elevação do volume globular pode se dar por perda de água do compartimento extravascular ou por troca transitória de fluidos entre o compartimento extra e intravascular. A perda de líquidos é atribuída à sudorese, principalmente em condições ambientais de calor e umidade alta. A contração esplênica também é responsável pelo aumento, sendo que o volume globular pode elevar-se em 40% devido à combinação deste fator com a redistribuição do volume de fluido circulante, mediante aumento da pressão sanguínea arterial. O aumento do volume globular previne a queda da concentração de oxigênio sanguíneo durante o exercício intenso.

Aumento da concentração de hemoglobina após o exercício foi relatado por Aguilera-Tejero et al. (2000), Gómez et al. (2004), Orozco (2007) e Ferraz et al. (2009). No presente estudo, isto também ocorreu, possivelmente, com o intuito de aumentar a capacidade de oxigenação do sangue como resposta fisiológica ao exercício. Gómez et al. (2004) justificaram que este aumento responde aos mesmos fatores que levam ao aumento do volume globular, ou seja, em que o estímulo simpático do exercício mediante mecanismo adrenérgico produz contração na musculatura esplênica, lançando na circulação maior número de células vermelhas e, conseqüentemente, hemoglobina. Pode-se verificar maior elevação na concentração de hemoglobina no Grupo D, quando comparado aos demais grupos. De acordo com Rose et al. (1983) e Voss et al. (2002), as concentrações de hemoglobina são influenciadas tanto pela intensidade do exercício quanto pela excitação individual ocasionada pelo ambiente da prova.

Boucher et al. (1981) relataram redução do VGM, porém aumento da CHGM após prova de enduro. Já Smith et al. (1989), depois de exercício de alta velocidade, e Pellegrini-Masini et al. (2000), após intensa atividade física, observaram elevação do VGM e redução da CHGM. Neste estudo, o exercício não interferiu nos valores de VGM e CHGM, os quais permaneceram constantes nos Grupos A, B, C e D. Segundo Muñoz et al. (2008), a diferença entre pesquisadores pode ser explicada por exercícios de diferentes intensidades, tempo de coleta das amostras sanguíneas, alimentação, procedimentos analíticos, magnitude e direção de água e íons induzidos pelo exercício.

Balarin et al. (2006) estudando equinos submetidos a exercícios de diferentes intensidades observaram aumento significante dos valores de RDW, revelando ter ocorrido alteração nos tamanho das hemácias. Smith et al. (1989) e MaClay et al. (1992) também relataram este aumento após exercício. Estes resultados sugerem, segundo Balarin et al. (2006) e Smith et al. (1989), que o aumento do tamanho dos eritrócitos após exercícios de alta intensidade seja atribuído à eritrócitos de maior tamanho liberado pelo baço. Porém, neste estudo, observou-se que o valor de RDW permaneceu inalterado depois da atividade física exercida pelos animais e sem diferenças entre os Grupos A, B, C e D. Provavelmente, a liberação de células pelo baço foi mínima e insuficiente para provocar grande heterogeneidade entre as hemácias.

Leucocitose com neutrofilia foi detectada em eqüinos após exercício por Robson et al. (2003). Para Krumrych (2006), a atividade física é considerada um fator estressante que induz leucocitose. Numerosos estudos demonstram aumento transitório dos leucócitos após o exercício (Rose 1982, Snow et al. 1983b, Iversen et al. 1994, Orozco et al. 2006, Orozco 2007, Ferraz et al. 2009). Acredita-se que este aumento pode ser chamado de pseudoleucocitose, porque esta reação não está relacionada com a produção de novas células (resultante do aumento da secreção de adrenalina) e se deve, principalmente, pelo aumento de linfócitos em conseqüência da sua introdução em sangue periférico pelo baço e em menor escala pela medula óssea e gânglios linfáticos (Iversen et al. 1994, Horohov et al. 1996).

Entretanto, observações realizadas em eqüinos submetidos a exercício mostraram que a leucocitose é caracterizada por duas fases (Rose 1982, Snow et al. 1983b, Iversen et al. 1994, Korhonen et al. 2000). Depois do aumento transitório do número de linfócitos existe outro aumento de leucócito relacionado com uma pequena linfopenia e uma forte neutrofilia, resultante da liberação de um pool de granulócitos e aumento da liberação destas células pela medula óssea (Persson 1983). Acredita-se que a mudança na cinética leucocitária, manifestada pelo aumento da relação neutrófilo/linfócito, está relacionada com o aumento da concentração de hormônio adrenocortical, principalmente, cortisol no sangue (Jensen-Waern et al. 1999, Robson et al. 2003). Este hormônio não estimula somente a produção de neutrófilo pela medula óssea e sua liberação para o sangue periférico, mas também inibe a migração destas células para o espaço intravascular (Pyne 1994) e interfere no número de linfócitos circulantes (Shinkai et al. 1996).

Neste estudo, os animais apresentaram aumento do número de leucócitos e neutrófilos e redução do número de linfócitos após o exercício, caracterizando o estresse fisiológico adquirido pelos mesmos durante o exercício físico. Contudo, os valores destes parâmetros permaneceram dentro dos limites fisiológicos antes e após o exercício. Segundo Thrall et al. (2007), o estresse também pode gerar eosinopenia e monocitose. Os animais estudados apresentaram redução do número de eosinófilos e aumento do número de monócitos após o exercício, entretanto, com permanência dos valores dentro dos limites de normalidade.

Para alguns pesquisadores a intensidade do exercício influencia diretamente no aumento do número de leucócitos totais e linfócitos no sangue (Rossdale et al. 1982, Snow et al. 1983b). Porém, no presente estudo não houve variação no leucograma entre os Grupos A, B, C e D. Além disso, não ocorreu influência do sexo nos índices hematológicos após o exercício, corroborando com os achados de Lacerda et al. (2006) e Krumrych (2006). Este, entretanto, relatou valores da série vermelha maiores em garanhões em comparação às éguas antes de se iniciar o treinamento, e atribuiu às maiores concentrações de testosterona e cortisol nos garanhões.

 

CONCLUSÃO

Com base nos resultados obtidos conclui-se que a prova de Team Penning ocasiona alterações hematológicas com interferência da frequência do exercício, independente do sexo, e com os valores da maioria dos parâmetros hematológicos permanecendo nos limites fisiológicos para a espécie.

 

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Recebido em 9 de setembro de 2009.
Aceito para publicação em 25 de novembro de 2010.

 

 

* Autor para correspondência: renatavetufu@yahoo.com.br
Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia, Av. Pará 1720, Bloco 2T, Campus Umuarama, Uberlândia, MG 38400-902, Brazil. E-mail: renatavetufu@yahoo.com.br