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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736X

Pesq. Vet. Bras. vol.33 no.6 Rio de Janeiro June 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2013000600015 

PEQUENOS ANIMAIS

 

Frequência dos antígenos eritrocitários do sistema AB em felinos domésticos no estado da Paraíba

 

Frequency of AB blood System in domestic cats of Paraíba, Brazil

 

 

Rodrigo de S. MendesI; Thyago A. GurjãoII; Almir P. SouzaI,*; Luciana de A. LacerdaIII; Rosangela M.N. SilvaIV

IPrograma de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, Unidade Acadêmica de Medicina Veterinária (UAMV), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Av. Universitária s/n, Bairro Sta Cecília, Patos, PB 58708-110, Brasil
IIBolsista PIBIC, UAMV/UFCG, Av. Universitária s/n, Bairro Sta Cecília, Patos, PB
IIILaboratório de Análises Clínicas Veterinárias, Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Lacvet/UFRGS), Av. Bento Gonçalves 9090, Bairro Agronomia, Porto Alegre, RS 91540-000, Brasil
IVUAMV/UFCG, Av. Universitária s/n, Bairro Sta Cecília, Patos, PB

 

 


RESUMO

Objetivou-se com este estudo determinar a frequência de antígenos eritrocitários do sistema AB em felinos domésticos da Paraíba, Brasil. Foram selecionados aleatoriamente 178 gatos, clinicamente saudáveis, sem pré-requisitos quanto a sexo ou raça, com peso corporal acima de 1,5 kg e faixa etária acima de um ano de idade, abordados no ato da consulta ambulatorial em clínicas médicas de pequenos animais distribuídas entre três cidades da Paraíba (João Pessoa, Campina Grande e Patos). A determinação dos tipos sanguíneos foi realizada através do teste de hemaglutinação em tubo de ensaio e, a tipagem reversa foi realizada para as amostras tipos B e AB para confirmação e evidenciação de aloanticorpos naturais. Neste estudo a frequência relativa de antígenos eritrocitários A, B e AB em sua totalidade para felinos sem raça foram 98,1%, 1,21% e 0,69%, respectivamente. Todos os felinos com definição racial foram do tipo sanguíneo A. Diante destes, a probabilidade de ocorrência de reações transfusionais aleatórias obtidas foi de 2,78%, sendo cerca 40% (1,11%) potencialmente fatais. Desta forma, dado o conhecimento da frequência dos diferentes tipos sanguíneos em felinos, de uma determinada região, conclui-se que a tipagem sanguínea e o teste de compatibilidade, são importantes ferramentas que permitem ao médico veterinário tomar medidas preventivas que minimizem riscos de ocorrência de reações transfusionais e isoeletrólise neonatal e, estabelece pré-requisitos a respeito dos riscos de procedimentos hemoterápicos em felinos que circunstancialmente necessitem serem conduzidos de forma aleatória.

Termos de indexação: Imunohematologia, tipagem sanguínea, antígenos eritrocitários, felinos.


ABSTRACT

The objective of this study was to determine the frequency of the AB blood group antigens system in domestic cats of Paraíba, Brazil. We randomly selected 178 cats which were clinically healthy, with no prerequisites in terms of gender or race, weighing above 1.5 kg, and were over one year of age. These cats were randomly selected when they entered the small animal clinic facilities in the cities of João Pessoa, Campina Grande and Patos. The determination of blood types was made using the hemagglutination test tube, and the reverse typing was performed for samples B and AB types and for confirmation of alloantibodies natural disclosure. In this study the relative frequency of A, B and AB blood group antigens in cats without a determined breed was 98.1%, 1.21% and 0.69% respectively. All cats with breed definition were blood type A. The likelihood of random transfusion reactions was 2.78%, approximately 40% (1.11%) potentially fatal. Thus, given knowledge of the frequency of different blood types in cats, from a given region, it is concluded that blood typing and compatibility test are important tools that enable the veterinarian to take preventative measures to minimize risks of isoelectrolisys reactions and neonatal transfusion, and establishes prerequisites about the risks of hemotherapic procedures in cats that require circumstantially to be conducted randomly.

Index terms: Immunohematology, blood types, erythrocyte antigens, cats.


 

 

INTRODUÇÃO

Os grupos sanguíneos são definidos por marcadores bioquímicos específicos de cada espécie, com potencial antigênico, determinados por diferentes formas de ácido neuramínico presentes nos glicolipídeos e glicoproteínas de membrana dos eritrócitos (Andrews et al. 1992, Lanevschi & Wardrop 2001, Giger 2005), que conferem variação em imunogenicidade e significado clínico (Hohennhaus 2004). Por sua vez, um sistema de grupos sanguíneos, é um conjunto de grupos sanguíneos codificados por dois ou mais alelos do mesmo locus (Malik et al. 2005). O sistema AB dos felídeos é constituído pelos grupos sanguíneos A, B e AB, sendo o único reconhecido em felídeos. No entanto a publicação de alguns relatos da ocorrência de incompatibilidade sorológica na prova de compatibilidade eritrocitária entre animais compatíveis quanto ao sistema AB (Weingart et al. 2004), e a descoberta do grupo sanguíneo Mik (Weinstein et al. 2007) constituem fortes indícios da existência de sistemas de grupos sanguíneos adicionais.

Os grupos sanguíneos do sistema AB foram definidos pela presença de anticorpos naturais contra os antígenos eritrocitários que o felídeo não possuía (Andrews 2000). Existindo três antígenos eritrocitários possíveis (A, B e AB), um gato que possuísse anticorpos anti-A pertenceria ao grupo sanguíneo B, um que possuísse anticorpos anti-B pertenceria ao grupo sanguíneo A e um gato que não possuísse quaisquer anticorpos seria do grupo sanguíneo AB. A existência de um fenótipo nulo, isto é, sem qualquer antígeno, nunca foi demonstrada (Lanevschi & Wardrop 2001).

Atualmente em diversos países são realizados estudos para determinação da prevalência dos diferentes tipos sanguíneos em felinos. O conhecimento destes permite a aplicação clínica segura da hemoterapia, onde seu sucesso encontra-se na compatibilidade sanguínea completa. Por outro lado, se não há compatibilidade, as células podem durar apenas poucas horas, até alguns dias, e sujeito a ocorrência de reação transfusional hemolítica imuno-mediada aguda severa, principalmente quando sangue de tipo A é transfundido em um gato tipo B, pois estes possuem altos níveis de aloanticorpos naturais (Knottenbelt 2002).

Diante do desconhecimento da frequência dos diferentes tipos sanguíneos em felinos domésticos no estado da Paraíba e, pela série de atividades envolvendo hemocomponentes realizadas na região, a determinação dos tipos sanguíneos possui caráter primordial antes de qualquer procedimento hemoterápico, uma vez que, situações de incompatibilidade implicarão sérios agravos orgânicos, de caráter fatal, como reações transfusionais hemolíticas imunomediadas ou isoeritrólise neonatal. Desta forma, objetivou-se com este estudo determinar a frequência de antígenos eritrocitários do sistema AB felino no estado da Paraíba, Brasil.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 178 gatos domésticos, sem pré-requisitos quanto a sexo ou raça, com peso corporal acima de 1,5 kg e faixa etária acima de um ano de idade, abordados no ato da consulta ambulatorial, sob autorização prévia dos proprietários. Foram enquadrados apenas felinos isento de histórico recente de doença grave, recebido transfusão sanguínea prévia e sem parentesco entre si.

As coletas de amostras de sangue foram realizadas em quatro clínicas médicas de pequenos animais, distribuídas entre três cidades da Paraíba (João Pessoa, Campina Grande e Patos). A operacionalização laboratorial foi conduzida no Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande (LPA/HV/UFCG) em convênio com o setor de Imunohematologia do Laboratório de Análises Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/Lacvet).

Foram colhidos de cada animal, um total de 2ml de sangue, por venopunção da jugular, com uso de dispositivos de coleta a vácuo e tubos específicos (BD Vacutainer) para tal funcionalidade, contendo 3,2mg de etilenodiaminotetracético dipotássico (EDTA K2) para determinação da tipagem. Para determinação da tipagem reversa, apenas para amostras de tipo B e AB, foram utilizados plasmas das mesmas amostras sanguíneas colhidas. As amostras de sangue foram devidamente acondicionadas sob refrigeração a 4ºC, por no máximo 48 horas até a realização das análises para determinação dos tipos sanguíneos.

Para determinação dos tipos sanguíneos foi adotado o método de tipagem por hemaglutinação em tubo de ensaio como descritos por Knottenbelt (1999a, 2002) e Stieger et al. (2005).

As amostras de sangue foram previamente centrifugadas a 2500 rpm durante 5 minutos para separação do plasma. O plasma juntamente com a capa leucocitária foram retirados e o concentrado de eritrócitos foi submetido a três lavagens consecutivas com PBS (tampão fosfato, pH 7,2) e centrifugação a 3000 rpm (rotações por minuto), durante três minutos. Logo após a última lavagem, uma solução de eritrócitos foi preparada com 1ml de PBS mais 50µl de concentrado de eritrócitos. Em seguida, foram colocados em três tubos diferentes devidamente identificados em tubo C (Controle com 50µl de PBS), tubo αA (50µl do soro anti-A formado por solução PBS + soro de gato tipo B proporção de 2:1) e tubo αB (50µl da solução anti-B preparada com Triticum vulgaris). Após a distribuição dos tubos de ensaio, 25µl da suspensão de eritrócitos foram adicionados a cada tubo, homogeneizados suavemente e deixados sob incubação por 15 minutos em temperatura ambiente. Após o período de incubação, os tubos foram centrifugados por 15 segundos a 3000 rpm. Enfim, a leitura do resultado foi realizada ressuspendendo as células com leves movimentos e observando-se a presença de aglutinação. A tipagem reversa foi realizada nas amostras tipos B e AB, que consiste em um procedimento similar ao da tipagem, porém o plasma do animal tipo B e AB são incubados com o concentrado de eritrócitos de gato tipo A e, tipo A e tipo B, respectivamente, para confirmação da presença de aloanticorpos naturais.

Para o cálculo da probabilidade de ocorrência de reações adversas secundária a uma transfusão sanguínea aleatória, foi adotado o método descrito por Marques (2010), determinado a partir da multiplicação da percentagem de receptores pela percentagem de doadores incompatíveis. Para a probabilidade de ocorrência de reações adversas potencialmente mortais foram considerados receptores do tipo B e doadores do tipo A ou AB, e, para reações adversas leves a moderadas, receptores do tipo A e os doadores eram do tipo B ou AB.

Os dados obtidos nesta pesquisa foram submetidos à análise de frequência absoluta e relativa dos diferentes antígenos eritrocitários sobre a população estudada.

 

RESULTADOS

Neste estudo a frequência de antígenos eritrocitários A, B e AB em sua totalidade foi de 98,3% (n=175), 1,13% (n=2) e 0,57% (n=1), respectivamente. A frequência do sistema AB em gatos com e sem raça determinada estão descritos no Quadro 1. Foram enquadrados no grupo de raça indeterminada gatos domésticos cujo seu histórico indicava serem resultantes de cruzamentos entre felinos sem definição racial e entre felinos de raça com felinos sem definição racial. Aqueles que apresentaram características estruturais de algum padrão racial foram categorizados em raças e enquadrados no grupo de raça determinada.

 

 

Diante da frequência antigênica eritrocitária encontrada na amostra estudada, a probabilidade total de ocorrência de reações transfusionais aleatórias, secundárias a incompatibilidade do sistema AB numa transfusão aleatória obtidas neste estudo foi de 2,78%, sendo 1,11% potencialmente fatais e 1,67% capaz de desenvolver reações adversas leves a moderadas.

 

DISCUSSÃO

No que se refere a frequência de antígenos eritrocitários do sistema AB nos felinos com raça indeterminada, grupo sanguíneo A foi predominante dentre a população estudada. Resultados semelhantes foram obtidos em estudos conduzidos no Brasil (Souza 1998, Lacerda et al. 2008, Medeiros et al. 2008) (Quadro 2). Considerando populações de felinos sem definição racial estudadas mundialmente (Quadro 2), a frequência do antígeno eritrocitário A, apesar de predominar, mostrou-se variar geograficamente entre os 60,90% (n=56) na cidade de Istanbul na Turquia (Arikan 2006) e os 100% (n=61) na Finlândia (Andrews 2000, Knottenbelt 2002). Desta forma, a maior prevalência deste tipo sanguíneo principalmente na população de gatos mestiços pode estar relacionada com a maior predominância de gatos homozigotos para o alelo A neste estudo e nas demais regiões (Lacerda et al. 2008).

 

 

Os exemplares de felinos de raça pura incluídos neste estudo apresentaram antígeno eritrocitário tipo A (Quadro 1). Para tanto, a ausência dos tipos sanguíneos B e AB em felinos com definição racial nesta amostra dever-se-á provavelmente a sua pequena dimensão. Segundo Marques (2010), discrepâncias quanto a frequência relativa de cada antígeno eritrocitário observado numa mesma raça geograficamente distintas, podem ser em decorrência da dimensão da amostra ou efeito da seleção de progenitores em cada região que contribuirá para a maior ou menor frequência do fenótipo homozigoto recessivo (B/B) em felinos com definição racial. Tais hipóteses que podem ser aplicadas os felinos persas e abisssínio utilizados neste estudo (Quadro 3). Quanto aos siameses, estes vêm sendo consensualmente considerados 100% do tipo A (Knottenbelt 2002, Silvestre-Ferreira et al. 2004), frequência compatível com a deste estudo, no entanto, um estudo de prevalência em Lisboa foram encontrados dois siameses do tipo B (Marques 2010). Entretanto, segundo Giger et al. (2005) o estudo genético dos gatos siameses do tipo B encontrados em vários estudos revelou não serem Siameses puros, sendo necessário averiguar veracidade da raça dos siameses do tipo B encontradas nos estudos de prevalência. Mais estudos de frequência de tipos sanguíneos em felinos com raças definidas precisam ser realizados no Brasil, com o intuito de se estabelecer uma relação das raças com a expressão dos antígenos eritrocitários.

 

 

A frequência do tipo sanguíneo B em felinos sem definição racial, se comportou em comum com grande parte dos estudos de prevalência conduzidos no Brasil e em outros países (Quadro 2), situação que reforça a predominância de felinos homozigotos para o alelo A na maioria dos estudos de prevalência. No entanto, variações de frequência em felinos sem raça definida com tipo B também foram observadas em localizações geograficamente distintas. Os índices variaram entre 0,0% na Finlândia (Andrews 2000, Knottenbelt 2002) e os 36% na Austrália (Sidney) (Malik et al. 2005). Essas variações podem ser explicados por uma maior ou menor incidência de felinos fenótipos homozigotos recessivos nas populações estudadas (Auer & Bell 1981, Gurkan et al. 2005, Forcada et al. 2007).

Quanto ao tipo sanguíneo AB, apenas um felino sem raça definida foi encontrado neste estudo. Essa baixa incidência pode estar relacionada ao cruzamento de raças presentes no Brasil com baixa prevalência do alelo AB, uma vez que, o antígeno AB parece estar presente apenas em populações e raças onde existe o grupo sanguíneo B (Giger et al. 1991). Entretanto, continua por se definir claramente o seu modo de transmissão, sabendo-se, portanto, que não se trata de queremismo sanguíneo nem de co-dominância dos antígenos eritrocitários A e B (Auer & Bell 1981). Outros têm sugerido que o tipo sanguíneo AB pode ser causado por um terceiro alelo que permite a expressão codominante dos antígenos A e B (Giger et al. 1991, Malik et al. 2005, Arikan et al. 2006). Essas considerações relacionadas a expressão do alelo AB que podem ser aplicadas as variações de frequência observadas em diferentes países (Quadro2).

Frente aos dados de frequência obtidos neste estudo, a probabilidade de ocorrência de reações transfusionais secundárias a uma primeira transfusão aleatória, foram relativamente baixas, entretanto, considerando que os gatos tipo B possuam elevados e fortes anticorpos anti A (αa), cerca de 40% (1,11%) das reações aleatórias seriam potencialmente fatais (Auer & Bell 1981, Ejima et al. 1986, Giger et al. 1989, Knottenbelt et al. 1999b). Pressupondo a probabilidade das reações adversas transfusionais obtidas anteriormente, a probabilidade da ocorrência de ninhadas de fêmeas tipos B a isoeletrólise neonatal será semelhante a ocorrência de reações transfusionais aleatórias em receptores tipo B.

Desta forma, dado o conhecimento da frequência dos diferentes tipos sanguíneos em felinos, de uma determinada região, conclui-se que a tipagem sanguínea e o teste de compatibilidade, são importantes ferramentas que permitem ao médico veterinário tomar medidas preventivas que minimizem riscos de ocorrência de reações transfusionais e isoeletrólise neonatal e, estabelece pré-requisitos a respeito dos riscos de procedimentos hemoterápicos em felinos que circunstancialmente necessitem serem conduzidos de forma aleatória.

Agradecimentos.- Ao Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad) pelo financiamento desta pesquisa, ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão da bolsa de mestrado e ao Laboratório de Análises Clínicas Veterinárias Lacvet/UFRGS por todo o suporte científico e operacional fundamentais para desenvolvimento desta pesquisa.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 7 de dezembro de 2012.
Aceito para publicação em 5 de fevereiro de 2013.

 

 

* Autor para correspondência: almir@cstr.ufcg.edu.br

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