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Pesquisa Veterinária Brasileira

versão impressa ISSN 0100-736X

Pesq. Vet. Bras. vol.33 no.12 Rio de Janeiro dez. 2013

https://doi.org/10.1590/S0100-736X2013001200005 

ANIMAIS DE PRODUÇÃO

 

Detecção de anticorpos IgG anti-Trypanosoma vivax em bovinos através do teste de Imunofluorescência indireta

 

Detection of IgG antibodies against Trypanosoma vivax in cattle by indirect immunofluorescence test

 

 

Neurisvan R. GuerraI; Maria F.M. MonteiroI; Hévila M.M. SandesI; Nadine Louise Nicolau da CruzI; Carlos A.N. RamosI; Vania Lúcia de Assis SantanaII; Marcilia Maria Alves de SouzaII; Leucio Câmara AlvesI,*

ILaboratório de Doenças Parasitárias dos Animais Domésticos, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Rua Dom Manuel de Medeiros s/n, Dois Irmãos, Recife, PE 52171-900, Brasil
IILaboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), Rua D. Manoel de Medeiros s/n, Dois Irmãos, Recife, PE52171-120

 

 


RESUMO

Trypanosoma vivax infecta uma grande variedade de animais ungulados selvagens e domésticos, podendo causar grande impacto na produção de ruminantes. Este trabalho teve como objetivo avaliar a detecção de anticorpos IgG anti-Trypanosoma vivax em bovinos provenientes do estado de Pernambuco, Brasil. Para tanto, foram analisadas 2,053 amostras de soro sanguíneo de bovinos provenientes de rebanhos de municípios do estado de Pernambuco, os quais foram analisados através da Reação de Imunofluorescência Indireta. Das amostras testadas 13,93% (286/2.053) foram reagentes para anticorpos IgG anti-Trypanosoma vivax. As freqüências, por mesorregião, variaram de 11,90% a 15,99%. Assim, os dados obtidos permitiram a caracterização do estado de Pernambuco como uma área de instabilidade enzoótica e sugere que o estado Pernambuco é área endêmica para Trypanosoma vivax e este parasito está distribuído por todo o estado.

Termos de indexação: Trypanosoma vivax, protozoário, tripanossomíase, bovinos, sorologia, frequência, instabilidade enzoótica.


ABSTRACT

Trypanosoma vivax infects a wide range of wild and domestic ungulates, causing important losses for the livestock industry. The aim of the present study was to assess the detection of IgG antibodies against T. vivax in cattle from the state of Pernambuco, Brazil. Therefore, we analyzed 2.053 blood serum samples from cattle herds of municipalities in Pernambuco, what was made by Immunofluorescence Assay. The overall seroprevalence of IgG antibodies against T. vivax in cattle was 13.93% (286/2053). The frequencies, by region, varied from 11.90% to 15.99%. Thus, the data obtained allowed to characterize the state of Pernambuco as an area of enzootic instability for T. vivax. The frequency herein reported (i.e., 13.93%) indicates that Pernambuco is an endemic area for T. vivax, this parasite being spread throughout the state.

Index terms: Trypanosoma vivax, protozoan, trypanosomiasis, cattle, serology, frequency, enzootic instability.


 

 

INTRODUÇÃO

O hematozoário Trypanosoma vivax infecta uma grande variedade de animais ungulados selvagens e domésticos, podendo causar grande impacto na produção de ruminantes na África, Américas Central e do Sul e Caribe (Osório et al. 2008).

Animais infectados podem apresentar-se assintomáticos, ou exibir sinais clínicos como anemia, perda de peso, sinais neurológicos, abortos (Batista et al. 2007), agalaxia, quedas naprodução de leite e carne, e, eventualmente, morte (Delafosse 2006).

No Brasil, T. vivax foi diagnosticado no Estado do Pará em 1972, infectando búfalo (Madruga et al. 1999). Em seguida, o protozoário foi detectado nos estados do Amapá (Serra-Freire 1981), Mato Grosso ( Osório et al. 2008), Tocantins (Linhares et al. 2006), Minas Gerais (Carvalho et al. 2008), Paraíba (Batista et al. 2007), Maranhão (Guerra et al. 2008) e recentemente no estado de Pernambuco (Pimentel et al. 2012).

Estudos sobre T. vivax no Brasil foram pontuais (Silva et al. 1996, Ventura et al. 2001, Cortez et al. 2006, Madruga et al. 2006, Baptista-Filho et al. 2011) em função da descrição da ocorrência ou prevalência da doença em um determinado local.

Tendo em vista a escassez de informações sobre a frequência de T. vivax em bovinos no Estado de Pernambuco, este trabalho tem como objetivo avaliar a detecção de anticorpos IgG anti-Trypanosoma vivax em bovinos provenientes do estado de Pernambuco, Brasil.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O Estado de Pernambuco (8° 4' 14" S, 37° 15' 57" O) está localizado na região Nordeste do Brasil. Possuindo uma área total de 98.938 km² e uma população de 8.541.250 habitantes (IBGE 2010).

Foram analisadas 2.053 amostras de soro sanguíneo de bovinos a partir do banco de soros gentilmente cedido pelo Laboratório Nacional Agropecuário em Pernambuco (Lanagro/MAPA). Tais amostras eram provenientes de rebanhos de quatro mesorregiões do estado de Pernambuco a saber: Sertão, Agreste, Zona da Mata e Litoral. Os testes foram realizados através da Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) segundo Silva et al. (2002).

 

RESULTADOS

Das 2.053 amostras testadas 13,93% (286/2.053) foram reagentes para anticorpos IgG anti-Trypanosoma vivax.Este é o primeiro inquérito sorológico para detecção de anticorpos contra T. vivax em bovinos no estado de Pernambuco, os quais tiveram presentes em todas as mesorregiões estudadas (Quadro 1).

 

 

Esses dados indicam que as freqüências, por mesorregião, variaram de 11,90% a 15,99%. No entanto, a análise estatística não revelou diferenças significativas entre frequências nas mesorregiões (Quadro 1) (p>0.05) (χ2=3,7; p=0,2962).

 

DISCUSSÃO

Os resultados aqui foram superiores às taxas de prevalência encontradas em Uganda, Zambia, Guyana, Etiópia e Perú que variaram de 0,05% a 4,8% (Craig 1975, Magona et al. 1999, Quispe et al. 2003, Sinyangwe 2004, Mulaw 2011) e inferiores àquelas registradas por Toro (1976), Omotainse (1993) Abebe & Jobre (1996), Abenga et al. (2004), Guedes Jr (2006), Ezebuiro (2009) e Suárez (2009) que relataram a presença de Trypanosoma vivax em 20,7% a 100% dos bovinos procedentes da Venezuela, Etiópia, Nigéria e Brasil.

A variação nas prevalências podem ser reflexo de diferentes formas de manejo, uso de anti-parasitários em algumas regiões além de fatores ligados aos vetores como sua distribuição e competência vetorial (Swai & Kaaya 2012). Além disso, esses estudos foram realizados em diferentes estações do ano o que implica em taxas de infecção por T. vivax variadas pois sabe-se que a densidade dos vetores aumenta na dependência das estações climáticas (Onditi et al. 2007).

Outro ponto importante a ser considerado é a variação nas raças utilizadas nos diversos estudos devido ao fenômeno da tripanotolerância. Esse termo é utilizado para caracterizar algumas raças como N'Dama, Baoulé, Muturu, Dahoumey e Lagune (Osório et al. 2008) que são relativamente resistentes a infecção de T. vivax apresentando resistência natural e permanecem na condição de portadores assintomáticos (Mattioli & Wilson 1996). Nesses animais, os títulos de anticorpos contra antígenos não variantes diferem entre animais resistentes e susceptíveis, observando-se altos títulos de IgG1 (Naessens et al. 2002).

Por outro lado, os resultados aqui obtidos estão próximos daqueles observados em regiões com clima e manejos semelhantes àqueles encontrados nas mesorregiões do presente estudo como relatado por Corten(1988), que obteve 10,22% de positividade em inquérito realizado na Zambia, e por Connor & Halliwell (1987) que encontraram 17% de prevalência de T. vivax, na Tanzânia.

Neste trabalho, os dados obtidos permitiram a caracterização do estado de Pernambuco como uma área de instabilidade enzoótica para T. vivax, de acordo com o conceito citado por Smith et al. (2000). Situação contrária ocorre na região do Pantanal, no Brasil, onde a presença de T. vivax raramente está associada com doença clínica em bovinos, búfalos e veados (Dávila et al. 2003).

Essa instabilidade enzoótica ocorre provavelmente em consequência do ambiente desfavorável para o desenvolvimento de vetores tais como tabanídeos (Paiva et al. 2000), Haematobia irritans e Stomoxys calcitrans (Cadiolli et al. 2012) durante a maior parte do ano em virtude da existência de períodos prolongados de secas e altas temperaturas (Batista et al. 2008).

É provável que a introdução desse parasito em Pernambuco tenha ocorrido devido ao trânsito de animais cronicamente infectados de regiões de ocorrência para regiões livres do protozoário (Pimentel et al. 2012).

Nos últimos anos, a fim de melhorar os rebanhos geneticamente, tem havido uma grande introdução de animais a partir de diferentes regiões do país no Nordeste. Este trânsito de animais pode ter contribuído para a entrada desse protozoário na região estudada (Batista et al. 2008). Razões semelhantes foram propostas por Carvalho et al. (2008), em Minas Gerais, onde um surto de T. vivax foi relatado. Este movimento de animais tem sido importante para a dispersão deste protozoário no Brasil (Linhares et al. 2006).

Assim, considerando o aumento da área endêmica de T. vivax no Brasil e a presença desse hemoprotozoário em vários países da América Latina (Dávila et al. 2003), provocando perdas econômicas importantes para a bovinocultura (Seidl et al. 1999), o diagnóstico epidemiológico e etiológico tornam-se imprescindíveis (Madruga et al. 2006).

É importante destacar que em nosso estudo boa parte dos animais testados são criados juntos com outras espécies, como cabras, ovelhas e búfalos, que são considerados potenciais reservatórios assintomáticos do parasita (Rodrigues et al. 2008).

Agradecimentos.- Ao Laboratório Nacional Agropecuário de Pernambuco (Lanagro), pelas amostras de soros sanguíneos de bovinos. À Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), pela concessão de bolsa de mestrado.

 

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Recebido em 18 de junho de 2013.
Aceito para publicação em 11 de outubro de 2013.

 

 

* Autor para correspondência: leucioalves@gmail.com

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