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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736X

Pesq. Vet. Bras. vol.34 no.1 Rio de Janeiro Jan. 2014

https://doi.org/10.1590/S0100-736X2014000100007 

ANIMAIS DE PRODUÇÃO

 

Eficácia de Chenopodium ambrosioides (erva-de-santa-maria) no controle de endoparasitos de Gallus gallus (galinha caipira)

 

Effectiveness of Chenopodium ambrosioides (santa maria herb) for controlling Gallus gallus (free range chicken) endoparasites

 

 

Gilmar F. VitaI, *; Ildemar FerreiraI; Maria A.V. Costa PereiraII; José R. AzevedoIII; Argemiro SanavriaIV; Celso G. BarbosaV; Samira S.M. GalloII; Henrique V.G. VasconcellosII

IPrograma de Pós-Graduação em Biologia Animal, Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), BR-465 Km 7, Seropédica, RJ 23890-000, Brasil
IISetor de Parasitologia, Hospital Veterinário, Laboratório de Sanidade Animal, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Av. Alberto Lamego 2000, Campos dos Goytacazes, RJ 28013-602, Brasil
IIIMédico Veterinário, Rua Pedro Firmino Barbosa 4, Boa Esperança, Seropédica, RJ 23890-000
IVDepartamento de Epidemiologia e Saúde Pública, Instituto de Veterinária, UFRRJ, BR-465 Km 7, Seropédica, RJ
VDepartamento de Matemática, Instituto de Ciências Exatas, UFRRJ, BR-465 Km 7, Seropédica, RJ

 

 


ABSTRACT

The present survey was carried out at Zoology Laboratory, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, and Animal Parasitology Sector, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Rio de Janeiro state, from 2011 to 2012. The aim was to test in vitro and in vivo the effectiveness of the medicinal plant Chenopodium ambrosioides Linnaeus, 1786 (santa maria herb) regarding phytotherapeutic and homeopathic alternative methods to control endoparasites of Gallus gallus Linnaeus, 1758 (free range chicken), a serious problem affecting domestic poultry performance causing losses, retarded development, decreased food conversion rate and increase of susceptibility to infectious diseases. In vitro essay demonstrated high reduction rate on eggs eclosion inhibition (97.18%), and in vivo essay showed high fecal eggs counting reduction rate (91.67%). Presence of the genera Ascaridia (35.00%), Capillaria (30.00%), Heterakis (25.00%) and Strongyloides (10.00%) was displayed by this survey. The plant C. ambrosioides showed upper rates front traditional products (Thiabendalol/Mebendazol) as well as to those ones advocated by the Brazilian Ministry of Agriculture and the World Health Organization as effective.

Index terms: Chenopodium ambrosioides, santa maria herb, Gallus gallus, endoparasitosis.


RESUMO

A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Zoologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Setor de Parasitologia Animal da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, estado do Rio de Janeiro, no período de 2011 a 2012. O objetivo foi testar in vitro e in vivo a eficácia da planta medicinal Chenopodium ambrosioides Linnaeus, 1786 (erva-de-santa-maria), nas formas fitoterápica e homeopática, como meios alternativos para o controle de endoparasitos de Gallus gallus Linnaeus, 1758 (galinha caipira), um sério problema que afeta a criação e desempenho de aves domésticas, ocasionando morte quando muito intenso, retardo de crescimento, redução do índice de conversão alimentar e aumento na suscetibilidade às doenças infecciosas. As metodologias utilizadas foram preconizadas por Coles et al. (1992), creditada pela World Association for the Advancement of Veterinary Parasitology (WAAVP). O ensaio in vitro demonstrou alta taxa de redução na inibição de eclosão de ovos (97,18%), e o ensaio in vivo, elevada taxa na redução da contagem de ovos nas fezes (91,67%). A pesquisa evidenciou a presença dos gêneros Ascaridia (35,00%), Capillaria (30,00%), Heterakis (25,00%) e Strongyloides (10,00%). C. ambrosioides mostrou em certos momentos superioridade frente ao produto tradicional (Thiabendazole/Mebendazole) e índices superiores aos preconizados pelo Ministério da Agricultura do Brasil e Organização Mundial da Saúde como indicativos de eficácia.

Termos de indexação: Chenopodium ambrosioides, erva-de-santa-maria, Gallus gallus, endoparasitoses.


 

 

INTRODUÇÃO

A avicultura brasileira nessas últimas décadas passa por um crescimento constante, possibilitando ao Brasil alcançar destaque mundial como um dos maiores produtores (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 2009, Sobral et al. 2010, Winck & Machado 2011). O efetivo nacional de galináceos abrange cerca de 1.3 bilhões de animais (IBGE 2011), e nesse cenário, a avicultura alternativa de frangos e galinhas caipiras, se apresenta com forte contribuição. Albino et al. (2001) relatou que a criação de aves caipiras no Brasil, atinge em torno de 80% das propriedades rurais.

Um sério problema que afeta a criação e desempenho dessas aves é a infecção parasitária intestinal, que ocasiona morte quando muito intensa, retardo de crescimento, redução do índice de conversão alimentar e aumento na suscetibilidade às doenças infecciosas (Cardozo & Yamamura 2004, Rennó et al. 2008).

No Brasil pouca é a concepção da importância dos endoparasitos na avicultura, visto sua produção estar diretamente relacionada ao setor de corte, o qual pelo tempo de vida das aves, ao redor de 47 dias, não oferece condições para o desenvolvimento completo de uma verminose, cujo período de infestação e aparecimento das formas do parasita se completa entre cinco a oito semanas (Vasconcelos 2000). Sua grande importância está na criação nacional de aves poedeiras e entre os criadores rurais que praticam a agricultura familiar, fazendo do mercado de ovos um meio de subsistência, e que mantêm por grande período as aves em suas criações.

Dentre as inúmeras formas sugeridas para o tratamento das endoparasitoses aviárias, destacamos a utilização de plantas da "medicina popular". A fitoterapia e a homeopatia surgem como alternativas para promover esse controle, ofertando aos criadores, uma metodologia limpa, sem maiores agravantes, para a redução dos malefícios ocasionados às suas aves (Brito et al. 2009, Fernandes et al. 2009, Sobral et al. 2010).

A fitoterapia e homeopatia passam por um estágio em que é necessário avaliar cientificamente sua eficácia no tratamento de várias enfermidades. Contribuir, contrapondo-as frente às formas tradicionais e testando sua eficiência sobre as espécies que causam danos à saúde do animal, acarretando em parasitoses, viroses, bacterioses, é um dever para profissionais da área, e também conscientização da busca de novas alternativas para os problemas que atualmente afligem a saúde de toda uma classe.

Esta pesquisa irá estender o uso dos princípios ativos das plantas medicinais até as aves domésticas, provando cientificamente aquilo que já é conhecido empiricamente: o poder das plantas, agindo na cura e manutenção do equilíbrio orgânico. Nosso trabalho se insere exatamente nesse contexto, na procura de alternativas que contribuam para minimizar o sofrimento do animal, e pelo almejo de desenvolver agentes antiparasitários naturais, capazes de promover o mesmo resultado de outros produtos sintéticos.

O objetivo do estudo foi testar in vitro e in vivo a eficácia da planta medicinal Chenopodium ambrosioides Linnaeus, 1786 (erva-de-santa-maria), nas formas fitoterápica e homeopática, como meios alternativos para o controle de endoparasitos de Gallus gallus Linnaeus, 1758 (galinha caipira).

 

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRuralRJ), localizado no município de Seropédica, estado do Rio de Janeiro, e Setor de Parasitologia Animal, Laboratório de Sanidade Animal, Hospital Veterinário, Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), localizado no município de Campos dos Goytacazes, estado do Rio de Janeiro, no período de 2011 a 2012.

Foram realizados dois experimentos, um fitoterápico e outro homeopático, onde se avaliou a eficácia da planta com ensaio inicial in vitro, teste de inibição de eclosão de ovos, e a posteriori in vivo, teste de redução da contagem de ovos nas fezes.

Os extratos da planta medicinal Chenopodium ambrosioides foram obtidos comercialmente no Laboratório Dr. Faria E.M. Mello Ltda, sendo na forma fitoterápica como tintura mãe e na forma homeopática em baixa dinamização hahnemanniana (CH6), ambas diluídas em solução alcoólica a 70%.

Nos experimentos fitoterápico e homeopático, tanto no ensaio in vitro ou in vivo, foram empregadas 24 galinhas caipiras, com 24 semanas de vida e peso vivo médio de 2 kg, criadas em sistema extensivo, com infecção parasitária natural, sem administração prévia de anti-helmínticos em período de três meses (Coles et al. 1992).

As galinhas foram provenientes de criações particulares do município de Seropédica, estado do Rio de Janeiro. Foram instaladas em quatro boxes padronizados (1,20 m2), seis animais cada, cobertos com telha e área de exposição à luz natural, temperatura ambiente, separados por arame galvanizado, com poleiros adequados sem arestas cortantes e piso coberto por maravalha. A alimentação das aves constou de milho, ração e verduras, disponibilizada três vezes ao dia, num total médio de aproximadamente 120 g/dia. As aves receberam água ad libitum (Brasil 2003, Santos et al. 2009).

Para a coleta do material biológico, no dia da realização do teste, o piso sob a área dos boxes foi previamente forrado com lona plástica às 5:00 horas da manhã, com recolhimento do material fecal às 6:00 horas. Este foi acondicionado em potes plásticos, devidamente identificados, mantidos sob refrigeração (2 a 8°C) e encaminhados ao laboratório para realização das análises em no máximo três horas, a contar do momento em que se fez a forragem (Coles et al. 1992, OPAS 2010).

As metodologias utilizadas na pesquisa foram preconizadas por Coles et al. (1992), e embasadas pela World Association for the Advancement of Veterinary Parasitology (WAAVP), no próprio trabalho deste autor.

Para o ensaio in vitro foram realizados oito tratamentos, sendo três na forma fitoterápica, três na forma homeopática, um controle negativo e um controle positivo, com três repetições, em um delineamento inteiramente casualizado, totalizando 24 parcelas.

Inicialmente, foi preparada uma suspensão de ovos

1) 25 gramas de fezes com 200 ml de água foram homogeneizadas com um agitador de laboratório. As amostras foram manuseadas em menos de três horas após a coleta.

2) A solução obtida foi passada para tigela através de tamis de malha 100 com 20 cm de diâmetro (abertura de 0,15 mm). O filtrado foi colocado em oito tubos de Clayton Lane.

3) Centrifugou por dois minutos a 1500 rpm, descartando após o sobrenadante.

4) Os tubos foram agitados para soltar o sedimento e, em seguida, solução saturada de cloreto de sódio foi adicionada até a formação de um menisco acima do tubo. Lamínulas foram colocadas sobre os tubos e a amostra foi centrifugada por dois minutos a 1000 rpm.

5) Cuidadosamente as lamínulas foram retiradas dos tubos e lavadas, sendo os ovos deslizados para um tubo de centrífuga de vidro cônico, preenchido com água e centrifugado por dois minutos a 1500 rpm.

6) Novamente o sobrenadante foi removido e os ovos ressuspendidos na água.

No procedimento do teste

1) 2 ml da suspensão de ovos (menos de três horas anterior à coleta) foram colocados em poços de placa de cultivo com 24 cavidades.

2) 1 ml do extrato da planta foi misturado com as seguintes diluições: 0,060ml:0,940ml H2O, 0,120ml:0,880ml H2O e 200ml:0,800ml H2O.

3) No poço controle positivo foram adicionados 0,010ml de solução de Thiabendazole/Mebendazole (Neovermin® - Neo Química Brasil), conforme estabelecido pelo laboratório, aos 2ml da suspensão de ovos. O produto foi dissolvido em 0,990ml de metanol.

4) No poço controle negativo foram adicionados 1 ml de água aos 2ml da suspensão de ovos.

5) Após permanência em BOD a 27°C por 48 horas, duas gotas de solução de Lugol's iodine foram adicionadas para parar a incubação dos ovos.

6) Todos os ovos (mortos e embrionados) e larvas recém-eclodidas em cada poço foram contados. Foram realizadas três repetições para cada tratamento com extrato da planta e controle positivo e negativo.

O ensaio in vivo foi assim elaborado

1) Os animais foram distribuídos aleatoriamente em grupos controles negativo (água), positivo (Thiabendazole/Mebendazole) e tratados (fitoterápico e homeopático), em quatro boxes, com seis animais cada, conforme recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (1997) e Vercruysse et al. (2001).

2) Um mínimo de 30 gramas de fezes foi coletada de cada grupo.

3) As amostras foram conduzidas ao laboratório dentro do prazo estabelecido de três horas, para a contagem dos ovos.

No procedimento tratamento

1) Os animais foram tratados por três dias alternados, duas vezes ao dia. Quando do controle positivo (Thiabendazole/Mebendazole), por via oral, em mililitro por quilograma de peso, na dosagem de 3 ml para cada galinha, conforme estabelecido pelo fabricante, utilizando seringas descartáveis, e quando dos tratamentos homeopático e fitoterápico, por deposição em dois litros de água, na dosagem de 12ml para cada galinha, adequação proveniente da dose que apresentou maior eficácia no teste in vitro de inibição de eclosão de ovos (0,200 ml produto/0,800ml H2O), e calculada com base no peso diário de alimento fornecido ao animal e consequentemente em trânsito gastrintestinal, assim sendo:

* 2ml (ou g) da suspensão de ovos controlada pela dose mais eficaz no teste in vitro.

2) 12 dias após o tratamento, as amostras fecais foram coletadas e o número de ovos novamente contados.

No procedimento da contagem de ovos nas fezes (técnica de McMaster modificada)

1) Três gramas de fezes foram pesadas e colocadas em um recipiente de vidro de 250ml.

2) 42ml de água foram adicionados, deixando de molho por 30 minutos, até que as fezes ficassem moles.

3) Homogeneizou com agitador magnético.

4) A solução foi passada para uma tigela através de tamis com malha de 100 e diâmetro de 20cm (abertura de 0,15mm).

5) O líquido foi agitado e 13ml foi despejado em um tubo de centrífuga de 15ml.

6) Centrifugou por dois minutos a 1500rpm e descartou o sobrenadante.

7) O tubo foi agitado para soltar o sedimento e foi adicionada solução saturada de cloreto de sódio para obter o mesmo volume de antes (13ml).

8) Inverteu o tubo seis vezes e imediatamente foi retirada uma amostra com uma pipeta Pasteur, preenchendo o primeiro compartimento da câmara de McMaster.

9) O processo de inversão foi repetido e o segundo compartimento foi preenchido.

10) Os ovos foram visualizados em aumento de 40x, à luz da microscopia óptica, contando todos sob as duas grades (total volume de 2ml).

11) Multiplicou o número de ovos por 50 para obter o opg da amostra fecal.

Os ovos e larvas dos endoparasitos encontrados foram identificados segundo chaves de identificação e características morfológicas estabelecidas por Vicente et al. (1995) e McDougald (1997), e observados à luz da microscopia óptica, com aumento de 10x, 40x e 100x.

A análise estatística dos dados obtidos das contagens parasitológicas foi realizada através da análise de variância (ANOVA) e complementada pelo teste de Tukey (p<0,05). O teste aglomerativo Scott-Knott (p<0,05) foi utilizado como indicativo de maior similaridade entre significâncias de tratamentos (Scott & Knott 1974, Vieira 2008).

Esta pesquisa foi submetida à Comissão de Ética na Pesquisa da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, sob o número de processo 23083.008735/2012-56, ficando estabelecido que a mesma atende aos princípios básicos para pesquisa envolvendo o uso de animais e está de acordo com os princípios éticos e do bem estar animal, estabelecido pela Resolução 714 de 20/06/2002 do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

 

RESULTADOS

Durante o processamento do experimento foram encontrados endoparasitos pertencentes aos gêneros Ascaridia (35,00%), Capillaria (30,00%), Heterakis (25,00%) e Strongyloides (10,00%), de acordo com chaves de identificação e características morfológicas dispostas por Vicente et al. (1995) e McDougald (1997).

Os valores encontrados após a aplicação do ensaio in vitro evidenciaram um alto percentual na inibição de eclosão de ovos na dosagem homeopática de 0,200ml:0,800ml H2O (97,18%) e no controle positivo (97,75%). Todos os tratamentos apresentaram uma eficácia superior a 90,00%. A análise estatística demonstrou que as médias de todos os tratamentos foram significativamente inferiores à do controle negativo, o que representa uma alta eficácia dos produtos frente à inibição de eclosão de ovos (p < 0,05) (Quadro 1).

 

 

Os valores encontrados após a aplicação do ensaio in vivo demonstraram após 12 dias de aplicação dos produtos, um maior percentual de redução da contagem de ovos nas fezes no produto fitoterápico (91,67%), ficando os produtos homeopático (79,00%) e controle positivo (77,36%), com percentuais bastante similares. A análise estatística comprovou que houve uma redução significativa entre as médias da contagem de ovos por grama de fezes antes e após a administração dos tratamentos (p<0,05), mas não existiu uma diferença significativa entre as médias intertratamentos, inclusive com o controle negativo (Quadro 2).

 

 

DISCUSSÃO

Os gêneros Ascaridia, Capillaria, Heterakis e Strongyloides, encontrados na presente pesquisa, também foram observados por Carneiro (2001), Giovannoni & Kubiak (2001), Fernandes et al. (2004), Gomes et al. (2009), Sobral (2010) e Lima et al. (2011), em aves domésticas, e por Freitas et al. (2002), Barton et al. (2003), Kajerova e Barus (2005), Santos e Oliveira (2007), Marietto-Gonçalves et al. (2009) e Carneiro et al. (2011), em aves silvestres, sempre em quantidades superiores a outros, levando a considerá-los como os de maior ocorrência nas doenças parasitárias intestinais de aves.

A ocorrência de endoparasitos em Gallus gallus provavelmente está ligada à criação das aves em regime extensivo ou semi-extensivo, em contato direto com o solo, que é o habitat mais frequente de nematóides, e também à utilização de fontes hídricas não tratáveis (Permin et al. 2002, Cardozo & Yamamura 2004, Brandão et al. 2008, Sobral 2010). Ruff (1999) relata que infecções por endoparasitos são quase que inevitáveis em sistema extensivo, devido à sobrevivência prolongada dos ovos no meio ambiente. Nesta pesquisa observou-se que diversas aves que participaram do experimento eram criadas juntamente com outras aves silvestres e domésticas, animais domésticos e em locais com pouca higiene, a maioria em cercados com chão enlameado, ambiente ideal para proliferação de doenças endoparasitárias.

O estudo demonstrou uma grande eficácia da planta Chenopodium ambrosioides, seja na forma homeopática ou fitoterápica, na inibição in vitro da eclosão de ovos, com valores variando entre 90,00% a 100,00%. O produto natural teve valores bem próximos do produto tradicional comercializado, às vezes igualando-se, e foi altamente eficiente.

Raros são os trabalhos que utilizam C. ambrosioides no controle de endoparasitos de aves, sejam domésticas ou silvestres, como fitoterapia ou homeopatia, mas existem outros que confirmam seu poder anti-helmíntico, tais como, Ketzis et al. (2002) que trabalhando in vitro com a planta, obtiveram eficácia igual ao produto químico testado, numa inviabilização de todas as larvas eclodidas de Haemonchus contortus parasitas de caprinos, Almeida et al. (2007) que testando a eficácia in vitro sobre larvas de nematóides gastrintestinais de caprinos, relataram uma mortalidade de 95,00%, e Silva et al. (2008) que avaliando o poder da planta in vitro sobre o desenvolvimento de ovos de nematóides gastrintestinais de ovinos, evidenciaram uma atividade anti-helmíntica de 100%.

Ao avaliar os dados referentes ao teste in vivo de redução da contagem de ovos nas fezes, observamos uma eficácia de redução após 12 dias de tratamento, de 91,67% no fitoterápico, 79,00% no homeopático, 77,36% no controle positivo e 68,75% no controle negativo. A análise estatística demonstrou a ausência de significância entre os tratamentos, mas uma redução altamente significativa quando comparada a redução inicial e final do opg de cada tratamento (p<0,05). Os dados demonstram que neste tipo de ensaio a fitoterapia funcionou melhor para a espécie. Se analisarmos bem os resultados, notamos uma grande tendência na redução dos ovos do controle negativo, bem próxima à dos tratamentos. Sem dúvida alguma podemos afirmar que esse acontecimento se deve ao fato das galinhas estarem em cativeiro, sendo bem cuidadas, com um espaço amplo por ave, alimentadas com ração, sem estresse, longe da presença de aves de vida livre e de outros animais, e seguindo todos os preceitos de higiene, o que são fatores essenciais para redução natural da infecção, acarretando em aumento na habilidade para enfrentar as consequências adversas do parasitismo, ou limitando o estabelecimento de larvas infectantes, o desenvolvimento e a fecundidade dos nematóides, causando até mesmo a eliminação dos parasitas já estabelecidos no aparelho digestivo (Fraser et al. 1996, Coop & Kyriazakis 2001, Permin et al. 2002, Bricarello et al. 2005, Veríssimo 2008, Lima et al. 2011). Também podemos observar o valor do controle positivo abaixo dos tratamentos naturais, o que demonstra uma maior eficácia da planta frente ao produto comercial (Oliveira 2003).

De acordo com a classificação do índice de eficácia proposto pela World Association for the Advancement of Veterinary Parasitology (WAAVP), organização de onde provieram os ensaios in vitro de inibição de eclosão de ovos e in vivo de redução da contagem de ovos nas fezes, um produto seria altamente efetivo se apresentasse mais de 90,00% de ação contra o parasita tratado, moderadamente efetivo quando atuasse entre 80,00 a 90,00%, pouco efetivo quando a ação fosse entre 60,00 e 80,00% e não efetivo em níveis abaixo de 60,00% (Powers et al. 1982, Brito et al. 2009). Dessa forma, podemos confirmar que pelos resultados alcançados, a planta C. ambrosioides é altamente eficaz no combate a nematóides de galinhas em ensaio in vitro da inibição de eclosão de ovos e em ensaio in vivo da redução de ovos nas fezes, afirmação que também pode ser creditada pela Organização Mundial da Saúde, que classifica um produto como eficiente acima de 80,00% e Ministério da Agricultura do Brasil, acima de 75,00% (Brasil 1990, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 2007, WHO 2007).

As técnicas utilizadas mostraram-se excelentes como métodos de diagnóstico para detecção e análise de eficácia ou resistência de produtos para endoparasitos intestinais de galinhas (Gomes et al. 2009).

Deve-se ainda relacionar o resultado dos tratamentos com o estado físico do animal. As aves que foram tratadas com C. ambrosioides, seja na forma fitoterápica ou homeopática, na deposição em água, apresentaram aumento no ganho de peso, melhor aparência e maior postura, com cerca de 12,00 e 23,00% a mais na produção de ovos, frente ao produto controle positivo e controle negativo, respectivamente, sendo uma eficiente alternativa para profissionais e criadores que buscam uma melhor qualidade de vida para seus animais, produtos sem resíduos químicos, ambiente mais limpo e maiores ganhos financeiros (Rostagno et al. 2001, Alçiçek et al. 2003, Lippens et al. 2006, Traesel et al. 2011a,b).

A dosagem de 0,060 ml do produto natural/0,940 ml de água utilizada na investigação in vitro de inibição de eclosão de ovos, foi retirada da investigação in vitro de inibição de motilidade e desenvolvimento larvar, onde utilizou-se uma dosagem mais alta de 0,280 ml do produto natural/0,220 ml de água, apenas pela procura de uma eficácia extrema e forma mais fácil de manipulação, o que verdadeiramente não era necessário. Já a transposição da dose de 0,200 ml do produto natural/0,800 ml de água, considerado de maior eficácia no controle dos endoparasitos no âmbito geral, para o ensaio in vivo da redução de contagem de ovos nas fezes, seu cálculo foi realizado encima do peso do alimento fornecido ao animal diariamente, isto é, quantidade do bolo fecal diário circulante. Essa medida foi necessária, visto a inviabilidade financeira da qual se tornaria o produto, caso sua dosagem fosse realizada pelo peso do animal, acompanhando o que estabelecia o fabricante do produto tradicional. Apenas seguimos a forma de administração recomendada pelo fabricante, que era duas vezes ao dia, durante três dias alternados. Não encontramos na literatura citada trabalhos que embasassem nosso planejamento, mas o mesmo surtiu efeito, pois nos resultados obtidos, observamos índices moderado e altamente efetivos de acordo com a WAAVP (Powers et al. 1982), como os demonstrados para nematóides de galinhas na forma homeopática (79,00%) e fitoterápica (91,67%), respectivamente. Dessa forma, acreditamos que doses mais elevadas que 0,200 ml do produto natural, ajustadas para o ensaio in vivo, irão revelar maiores eficácias, e que o produto sendo produzido em grandes escalas e pelo próprio laboratório, terá seu valor barateado, chegando até mesmo àquele do produto tradicional.

 

CONCLUSÕES

Os principais gêneros de endoparasitos identificados na pesquisa foram Ascaridia, Heterakis, Capillaria e Strongyloides.

Considerando os ensaios in vitro e in vivo, observou-se uma eficácia anti-helmíntica da planta Chenopodium ambrosioides, tanto na forma homeopática, quando na fitoterápica, altamente satisfatória contra nematóides de G. gallus, com índices variando entre 90,00% a 100,00%, acordando com padrões de eficácia da World Association for the Advancement of Veterinary Parasitology, World Health Organization e Ministério da Agricultura do Brasil.

Os ensaios in vitro e in vivo realizados permitem confirmar a atividade anti-helmíntica de C. ambrosioides, o que possibilita a criação de novas alternativas para o controle das endoparasitoses animais.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 5 de outubro de 2013
Aceito para publicação em 23 de novembro de 2013

 

 

* Autor para correspondência: gilmarferreiravita@yahoo.com.br

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