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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736XOn-line version ISSN 1678-5150

Pesq. Vet. Bras. vol.38 no.2 Rio de Janeiro Feb. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1678-5150-pvb-4729 

ANIMAIS DE PRODUÇÃO

Parâmetros hematológicos e bioquímicos de bezerros neonatos da raça Holandesa tratados com ferro suplementar

Hematological and biochemical parameters of neonatal Holstein calves supplemented with iron

Camila Franciosi2 

Thaís G. Rocha2  * 

José J. Fagliari2 

2 Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Campus de Jaboticabal, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brasil.

RESUMO:

A deficiência de ferro em bezerros neonatos está associada ao desenvolvimento de anemia, que favorece o aparecimento de outras enfermidades como pneumonia e diarreia. Avaliou-se o efeito da suplementação de ferro sobre o eritrograma, teores séricos de ferro, ceruloplasmina e transferrina, bem como o potencial para toxicidade do protocolo utilizado por meio da avaliação dos teores de ureia, creatinina e enzimas hepáticas. Para tal avaliação foram utilizados 40 bezerros neonatos da raça Holandesa, alocados em cinco grupos experimentais com oito animais em cada grupo, que foram submetidos aos seguintes protocolos: administração intramuscular de 5mL de solução fisiológica estéril no 5º dia de idade (grupo controle G1), e administração intramuscular de 5mL de ferro dextrano 10% nos seguintes momentos: no 5º dia de idade (G2); no 5o e no 20º dias de idade (G3); no 5o e no 30º dias de idade (G4) e no 5o, 20o e 45º dias de idade (G5). Foram coletadas amostras de sangue até 8 horas após o nascimento e aos 5, 10, 20, 30, 60 e 90 dias de idade para realização do eritrograma, avaliação dos teores séricos de ferro, ceruloplasmina, transferrina, ureia, creatinina, bilirrubina total e direta, e das atividades das enzimas aspartato aminotransferase (AST), fosfatase alcalina (ALP) e gamaglutamiltransferase (GGT). Os animais que receberam ferro suplementar apresentaram menor oscilação nos parâmetros eritrocitários, embora os animais do grupo controle não tenham desenvolvido anemia. Notou-se também aumento, embora não significativo, nos teores séricos de ferro e das proteínas de fase aguda ceruloplasmina e transferrina, cuja atividade está relacionada ao metabolismo desse mineral. Os teores séricos de ureia, creatinina, bilirrubina total e direta e as atividades das enzimas GGT, AST e ALP não foram influenciados pelos protocolos de administração de ferro suplementar. Os protocolos de tratamento empregados não ocasionaram hepatoxidade ou nefrotoxidade aos animais. Concluiu-se que a suplementação com ferro dextrano por via parenteral em bezerros que recebem outras dietas que não apenas leite não traz benefícios que justifiquem sua indicação, embora sejam necessários mais estudos que avaliem a influência da suplementação com ferro sobre o tempo necessário para a recuperação, custos com o tratamento e impacto sobre a vida produtiva dos animais na idade adulta.

TERMOS DE INDEXAÇÃO: Anemia; bezerros neonatos; ceruloplasmina; suplementação com ferro; clínica

ABSTRACT:

Iron deficiency in newborn calves is associated with the development of anemia, which favors the development of other infirmities such as pneumonia and diarrhea. The present study evaluated the effect of iron supplementation on erythrogram, serum levels of iron, ceruloplasmin and tranferrin, as well as potential toxicity of the protocol used by means of evaluation of urea, creatinine and hepatic enzyme activities. 40 newborn Holstein calves were allocated into 5 experimental groups comprising 8 calves each, which were subjected to the following treatment protocols: intramuscular administration of 5mL of sterile saline on the 5th day of age (control group G1), intramuscular administration of 5mL of 10% dextran iron in the following moments: on the 5th day of age (G2); on the 5th and in the 20th day of age (G3); on the 5th and 30th day of age (G4); on the 5th, 20th and 45th days of age (G5). Blood samples were taken until 8 hours after birth and with 5, 10, 20, 30, 60, and 90 days of age, and subjected to hemogram, evaluation of serum levels of iron, ceruloplasmin, transferrin, urea, creatinine, total and direct bilirrubin, and serum activities of aspartate aminotransferase (AST), alcaline phosphatase (ALP), and gamma-glutamyltransferase (GGT). Calves that received iron supplementation at any time presented less variation in the erythrocyte parameters, although calves in the control group did not develop anemia. Serum concentration of iron and acute phase protein ceruloplasmin and transferrin, which activities are related to iron metabolism, also increased, although not significantly. Serum levels of urea, creatinine, bilirubins and activities of AST, ALP, and GGT were not influenced by the administration protocols used in this experiment. The results of the experiment led to the conclusion that the supplementation with parenteral dextran iron in calves that receive diets other than exclusive milk does not bring sufficient advantages to be indicated, although more studies are necessary to evaluate the influence of iron supplementation on the outcome of infections in newborn calves, especially its influence on cost of treatment, time necessary for discharge and impact on its productive life.

INDEX TERMS: Anemia; newborn calves; ceruloplasmin; iron supplementation; clinics

Introdução

A ocorrência de anemia interfere na taxa de crescimento dos animais, bem como influencia a ocorrência de enfermidades como pneumonia e diarreia neonatal (Ramin et al. 2012). A principal reserva de ferro no organismo de bezerros encontra-se no tecido hepático, e, em geral, essa reserva é suficiente para evitar a ocorrência de anemia grave se os bezerros receberem volumoso nas primeiras semanas de vida. Dessa forma, a ocorrência de anemia, em especial por deficiência de ferro, acomete com maior frequência bezerros que recebem dietas exclusivas a base de leite por várias semanas, podendo afetar as taxas de crescimento e a conversão alimentar desses animais (NRC 2001). Tal deficiência decorre da baixa concentração desse mineral no leite, crescimento pós-natal rápido dos animais e reserva escassa desse mineral no organismo (Moosavian et al. 2010).

Algumas pesquisas mostraram decréscimo abrupto no teor de ferro do colostro logo nas primeiras horas após o parto, bem como diminuição significativa na concentração sérica de ferro, contagem de hemácias e teor de hemoglobina em bezerros neonatos no decorrer das primeiras semanas de vida, que pode resultar em anemia (Fagliari et al. 1998, Rizzoli et al. 2006), no entanto, a ocorrência de anemia também pode estar relacionada a outros fatores nutricionais, tais como a falta de acesso dos bezerros a forragem nas primeiras semanas de vida, ou a deficiência de minerais como cobre, selênio, zinco e cobalto (Ramin et al. 2012).

Gygax et al. (1993) avaliaram a suplementação oral de ferro por meio do fornecimento de substituto do leite que continha 10 ou 50 mg/kg de ferro a bezerros, e relataram que a suplementação com 10 mg/kg foi ineficiente, ocasionando anemia, menor teor sérico de ferro, menor ganho de peso e maior incidência de infecções, em especial pneumonia. Também foi constatado que o número de neutrófilos com capacidade fagocítica, teor sérico de IgG e produção de linfócitos B pelos linfonodos foram reduzidos nos bezerros suplementados com essa dose.

Heidarpour Bami et al. (2008) relataram que a administração parenteral de ferro e/ou cobre influenciou parâmetros hematológicos tais como volume globular, bem como o ganho de peso e a incidência de enfermidades em bezerros neonatos com aptidão leiteira, sendo que a suplementação apenas com ferro aumentou o ganho de peso desses animais no decorrer do primeiro mês de vida.

Mohri et al. (2004), suplementaram 20 bezerros com 150mg/dia de sulfato ferroso por 28 dias a partir do nascimento, obtendo valores significativamente maiores no volume globular e teor sérico de hemoglobina. Moosavian et al. (2010) conduziram um estudo com suplementação de ferro injetável e vitamina A em 40 bezerros da raça Holandesa e verificaram aumento significativo nos parâmetros eritrocitários, tanto nos animais que receberam apenas ferro suplementar, como também nos que receberam suplementação concomitante de ferro e vitamina A.

O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do tratamento com ferro suplementar sobre o eritrograma, teores séricos de ferro, transferrina e ceruloplasmina, bem como ureia, creatinina e enzimas hepáticas, com o intuito de avaliar protocolos de tratamento livres de nefrotoxicidade e hepatotoxicidade para incremento dos parâmetros eritrocitários de bezerros neonatos da raça Holandesa.

Material e Métodos

O delineamento experimental empregado foi aprovado pelo Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (Unesp), campus de Jaboticabal sob protocolo número 009795-08.

Foram utilizados 40 bezerros recém-nascidos da raça Holandesa, filhos de vacas pluríparas com duas a quatro gestações, provenientes de uma propriedade de produção leiteira situada no município de Monte Alto - SP, na qual havia 200 vacas em lactação, com produção média de 18 kg de leite/vaca/dia. O peso vivo médio dos bezerros ao nascimento era 32,1±1,82 kg.

Após o nascimento, os bezerros permaneceram com as mães por aproximadamente 12 horas, e depois de receberem um volume mínimo de 4 litros de colostro por mamadeira foram transferidos para baias individuais, onde foram alimentados com um pool de leite de vaca integral proveniente das vacas em lactação, recebendo 2 litros de leite pela manhã e ao final da tarde. A partir dos 30 dias de idade foi adicionada à alimentação, ração especial para bezerros, feno e sal mineral. Aos 90 dias de idade os animais foram transferidos para o pasto, deixando de receber leite.

Os bezerros foram alocados aleatoriamente em cinco grupos experimentais, com oito animais em cada grupo, segundo o seguinte protocolo: administração intramuscular de 5mL de solução fisiológica estéril no 5º dia de idade (controle G1), administração intramuscular de 5mL de ferro dextrano 10% no 5º dia de idade (G2), administração intramuscular de 5mL de ferro dextrano 10% no 5o e no 20º dias de idade (G3), administração intramuscular de 5mL de ferro dextrano 10% no 5o e no 30º dias de idade (G4), administração intramuscular de 5mL de ferro dextrano 10% no 5o, 20o e 45º dias de idade (G5). A dose de ferro dextrano administrada em cada ocasião correspondeu a, aproximadamente, 15mg/kg, sendo essa a dose recomendada pelo fabricante.

Amostras de sangue foram coletadas mediante venopunção jugular, utilizando-se frascos de 5mL contendo EDTA, para a realização do hemograma e 10mL em frascos sem anticoagulante, para análises bioquímicas em sete momentos: até 8 horas e aos 5, 10, 20, 30, 60 e 90 dias após o nascimento. As amostras de sangue sem anticoagulante foram centrifugadas a 1.000xg e o soro sanguíneo obtido foi armazenado à temperatura de -18oC, até o momento das análises.

De cada amostra de sangue venoso com EDTA foram aferidos os dados relativos às contagens de hemácias, ao teor de hemoglobina e a contagem de leucócitos totais em contador semiautomático (CELM CC-510, São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil), padronizado para a espécie em estudo. O volume globular (VG) foi obtido através da técnica de microhematócrito e os índices hematimétricos (VCM, CHCM e HCM) foram calculados por meio de fórmulas matemáticas (Birgel 1982). A contagem diferencial de leucócitos foi realizada em esfregaço sanguíneo, após coloração de Rosenfeld modificada (Thrall 2007). Foram determinados os teores séricos de ferro (Goodwin et al. 1966), ureia (Bergmeyer 1985), creatinina (Burtis et al. 2007) bilirrubinas total e direta (Sims & Horn 1958), bem como as atividades das enzimas aspartato aminotransferase (Henry et al. 1960), fosfatase alcalina (Bowers Junior & McComb 1975) e gamaglutamiltransferase (Schumann et al. 2002), utilizando-se conjuntos de reagentes de uso comercial (Labtest Diagnóstica, Lagoa Santa, Minas Gerais). As leituras das amostras foram realizadas em espectrofotômetro semiautomático (Labquest, Labtest Diagnóstica, Lagoa Santa, Minas Gerais), com luz de comprimento de onda apropriado para cada teste (560nm, 340nm, 510nm, 525nm, 340nm, 405nm, 405nm, respectivamente). Os teores séricos de ceruloplasmina e transferrina foram obtidos por meio da técnica de eletroforese em gel de poliacrilamida contendo dodecil sulfato de sódio (SDS-PAGE), segundo recomendações de Laemmli (1970). Como referência foi utilizada uma solução marcadora com diferentes pesos moleculares, bem como a proteína transferrina purificada (Sigma Chemical Co., St Louis, MO, USA).

Os dados foram submetidos à análise estatística utilizando-se o programa AgroEstat 1.0 (Barbosa & Maldonado Júnior 2008). Os valores obtidos, expressos na forma de média e desvio padrão, foram analisados pelo teste de Tukey, após a verificação da homogeneidade das amostras, sendo considerados significativos quando P≤0,05.

Resultados

Notou-se diminuição da contagem de hemácias nos animais do G1 a partir do nascimento, com valores menores verificados aos 60 dias de vida (Quadro 1). O teor de hemoglobina e o volume globular (VG) aos 30 e 60 dias de idade foram significativamente menores no G1, e maiores no G3. Notou-se também diminuição no VG a partir dos cinco dias de idade apenas no grupo controle (G1). Não foi constatada variação significativa no VCM entre grupos, porém, no G4, foi notada discreta variação entre momentos. Nos demais grupos os valores mantiveram-se estáveis com o avançar da idade. Não foi verificada diferença significativa quanto à CHCM entre grupos, porém, houve discreta oscilação dos valores entre momentos, no G2 e G3. Os valores de HCM variaram entre momentos apenas no G1 e não se constatou diferença significativa entre grupos. Não foi verificada diferença significativa entre grupos ou entre momentos quanto à contagem de leucócitos (Quadro 1).

Quadro 1. Parâmetros eritrocitários de bezerros da raça Holandesa que receberam, por via IM, solução fisiológica estéril no 5º dia de idade (grupo 1), 5 mL de ferro dextrano 10% no 5º dia de idade (grupo 2), no 5º e no 20º dias de idade (grupo 3), no 5º e no 30º dias de idade (grupo 4), no 5º, no 20º e no 45º dias de idade (grupo 5), logo após o nascimento (0) e com 5, 10, 20, 30, 60 e 90 dias de idade 

Momentos
(dias)
Grupos
1 2 3 4 5
Contagem de hemácias (x106/μL)
0 7,70±1,10Aa 7,30±1,10Aa 7,70±1,70Aa 6,70±0,80Aa 8,40±2,30Aa
5 7,40±2,30Aa 7,20±2,00Aa 7,20±1,70Aa 6,30±1,10Aa 8,30±2,20Aa
10 7,00±1,60Aab 7,50±1,40Aa 7,40±2,10Aa 6,10±1,50Aa 8,40±1,50Aa
20 6,90±1,80Aab 7,40±2,10Aa 8,00±1,80Aa 6,30±1,70Aa 8,80±1,90Aa
30 5,90±1,70Aab 7,00±2,20Aa 8,00±1,90Aa 6,10±1,60Aa 8,40±2,20Aa
60 5,60±2,10Ab 6,90±2,30Aa 7,20±2,00Aa 5,90±1,70Aa 7,70±2,10Aa
90 7,30±2,40Aab 8,00±2,50Aa 7,50±1,80Aa 7,10±1,20Aa 8,70±1,60Aa
Teor de hemoglobina (g/dL)
0 11,3±1,90Aa 12,0±1,30Aa 12,4±1,70Aa 10,8±1,20Aa 12,2±2,70Aa
5 11,0±2,30Aa 11,7±1,30Aa 11,8±2,20Aa 10,5±1,00Aa 11,7±2,70Aa
10 11,1±2,00Aa 12,2±1,50Aa 12,3±2,30Aa 10,4±0,80Aa 12,1±1,90Aa
20 10,4±2,20Aa 12,2±1,10Aa 12,4±2,00Aa 10,5±1,00Aa 12,5±1,70Aa
30 9,70±2,00Ba 11,8±1,30ABa 12,6±1,90Aa 11,0±1,60ABa 11,7±2,00ABa
60 9,40±1,80Ba 10,9±1,00ABa 12,0±2,60Aa 9,60±1,70ABa 10,9±2,00ABa
90 11,2±2,50Aa 12,5±1,60Aa 12,5±1,90Aa 11,0±2,40Aa 12,3±1,50Aa
VG (%)
0 36±5,1Aa 38±3,9Aa 39±4,2Aa 35±4,4Aa 39±8,4Aa
5 34±7,3Aab 37±3,9Aa 38±6,0Aa 33±3,4Aa 36±9,9Aa
10 34±5,2Aab 39±4,6Aa 39±4,5Aa 32±4,3Aa 37±5,2Aa
20 33±6,8Aab 39±4,6Aa 39±5,5Aa 33±3,7Aa 39±5,2Aa
30 30±6,3Bab 37±3,5ABa 39±6,0Aa 34±3,0ABa 35±6,3ABa
60 28±5,2Bb 33±3,3ABa 37±7,3Aa 29±4,9ABa 35±6,5ABa
90 33±6,6Aab 36±3,5Aa 36±6,2Aa 33±7,1Aa 37±4,5Aa
VCM (fL)
0 47±3,4Aa 53±8,1Aa 53±9,6Aa 53±6,6Aab 48±7,8Aa
5 48±13Aa 55±13Aa 54±6,2Aa 55±13Aab 43±4,4Aa
10 51±12Aa 54±7,3Aa 56±13Aa 55±15Aab 45±3,8Aa
20 49±13Aa 57±17Aa 49±8,9Aa 56±16Aab 45±9,0Aa
30 55±21Aa 56±20Aa 50±11Aa 61±20,4Aa 43±8,5Aa
60 54±19Aa 53±22Aa 53±11Aa 52±12Aab 47±9,8Aa
90 47±9,6Aa 50±18Aa 50±13Aa 49±15Ab 44±7,5Aa
CHCM (g/dL)
0 32±1,3Aa 32±2,1Aab 32±1,3Ab 31±1,7Aa 31±1,7Aa
5 33±0,8Aa 32±1,4Ab 31±1,5Ab 32±1,3Aa 33±2,9Aa
10 33±1,2Aa 31±1,7Ab 31±3,5Ab 33±2,3Aa 32±1,4Aa
20 32±1,1Aa 31±1,4Ab 32±1,1Aab 32±1,1Aa 32±1,2Aa
30 32±2,7Aa 32±1,5Ab 32±1,8Aab 32±4,8Aa 33±2,4Aa
60 34±1,4Aa 33±1,2Aab 33±1,5Aab 33±1,4Aa 32±2,3Aa
90 34±1,2Aa 35±2,3Aa 35±2,6Aa 33±1,9Aa 33±1,1Aa
HCM (pg)
0 15±1,1Ab 17±3,0Aa 17±2,6Aa 16±1,7Aa 15±2,5Aa
5 16±3,8Aab 17±4,2Aa 17±1,7Aa 17±3,7Aa 14±1,0Aa
10 17±3,9Aab 17±2,8Aa 17±3,3Aa 18±4,6Aa 14±1,2Aa
20 16±4,0Aab 18±5,3Aa 16±2,7Aa 18±4,9Aa 15±2,8Aa
30 18±6,0Aab 18±6,8Aa 16±3,3Aa 19±4,6Aa 14±2,4Aa
60 18±5,7Aa 18±6,9Aa 17±3,7Aa 17±4,0Aa 15±2,6Aa
90 16±3,2Aab 18±7,1Aa 17±4,3Aa 16±4,7Aa 15±2,5Aa
Leucócitos totais (x103/μL)
0 11,3±2,7 Aa 7,0±2,7 Aa 10,6±3,8 Aa 9,1±3,1 Aa 9,7±4,8 Aa
5 9,4±3,3 Aa 8,4±3,9 Aa 8,8±3,9 Aa 7,9±4,4 Aa 9,5±3,3 Aa
10 11,1±3,0 Aa 9,0±2,2 Aa 9,4±5,2 Aa 7,6±1,8 Aa 10,1±3,2 Aa
20 8,8±2,2 Aa 8,7±4,0 Aa 10,2±4,9 Aa 8,3±2,6 Aa 10,2±3,2 Aa
30 10,0±2,8 Aa 8,3±2,1 Aa 9,5±2,3 Aa 9,9±3,2 Aa 11,2±3,1 Aa
60 10,3±2,9 Aa 8,0±1,9 Aa 10,3±3,0 Aa 8,7±2,1 Aa 11,4±3,2 Aa
90 11,7±3,9 Aa 10,0±4,7 Aa 9,9±3,1 Aa 10,6±3,0 Aa 11,0±1,9 Aa
Neutrófilos segmentados (x103/μL)
0 7,0±2,8 Aa 5,0±3,7 Aa 7,2±2,5 Aa 6,2±2,7 Aa 6,8±4,7 Aa
5 4,0±2,6 Aab 4,0±2,2 Aa 4,9±3,8 Aab 3,2±1,9 Aab 5,3±3,5 Aab
10 5,6±2,1 Aab 3,9±1,7 Aa 5,2±4,4 Aab 2,4±0,92 Ab 5,5±2,4 Aab
20 2,8±1,4 Ab 3,9±4,2 Aa 5,1±3,8 Aab 2,7±1,3 Aab 3,8±2,5 Aab
30 4,3±2,4 Aab 2,7±1,1 Aa 4,8±2,3 Aab 3,3±2,0 Aab 4,1±2,9 Aab
60 3,2±2,0 Ab 3,4±2,2 Aa 3,2±1,8 Ab 2,4±1,8 Ab 3,4±1,7 Aab
90 4,0±4,8 Aab 3,7±3,3 Aa 3,5±3,3 Ab 3,0±1,5 Aab 2,6±1,1 Ab
Linfócitos (x103/μL)
0 4,2±3,5 Aa 3,4±2,6 Aa 3,3±2,5 Ac 2,7±1,8 Ac 2,7±1,3 Ac
5 5,2±2,3 Aa 3,6±1,6 Aa 3,7±2,3 Abc 4,5±2,8 Abc 4,2±1,4 Abc
10 5,5±2,8 Aa 4,9±2,2 Aa 3,9±2,1 Abc 5,1±1,3 Aabc 4,5±1,8 Abc
20 5,9±1,5 Aa 5,9±3,7 Aa 5,0±3,2 Aabc 5,5±1,4 Aab 6,2±1,1 Aab
30 5,5±2,0 Aa 5,4±1,2 Aa 4,5±1,9 Aabc 6,4±2,4 Aab 6,9±2,6 Aab
60 6,7±1,9 Aa 5,9±3,3 Aa 6,8±2,7 Aa 6,3±1,6 Aab 7,9±1,8 Aa
90 5,7±3,6 Aa 5,8±2,5 Aa 6,1±1,4 Aab 7,5±2,4 Aa 8,2±1,7 Aa

Letras maiúsculas diferentes indicam diferenças entre grupos e letras minúsculas diferentes indicam diferenças entre momentos (P≤0,05).

Nos bezerros do G1 e do G2, o teor sérico de ferro não apresentou variação significativa com o avançar da idade. No G3 ocorreu diminuição significativa do teor de ferro aos 5 dias de idade, seguida de aumento no 10º dia, mantendo-se estável até o 60º dia. No G4, o teor sérico de ferro diminuiu aos 5 dias de idade, aumentando aos 10 dias, diminuindo novamente aos 30 dias de idade. Nos grupos 1 a 4, a maior concentração de ferro foi verificada aos 90 dias de idade. No grupo 5 o maior valor foi verificado aos 60 dias de idade. Entre grupos, verificou-se que aos 60 dias de vida, o G5 apresentou teor sérico de ferro significativamente maior que os demais grupos.

Não se constatou diferença significativa nos teores séricos de ureia, bilirrubina total e bilirrubina direta entre grupos e com o avançar da idade. Em todos os grupos, os teores séricos de creatinina foram maiores logo após o nascimento, diminuindo e mantendo-se estáveis nos demais momentos. Quanto à atividade sérica da enzima AST, o maior valor foi constatado logo após o nascimento nos animais do G2. Não foi constatada variação significativa nos demais grupos e momentos (Quadro 2). Com um dia de vida, a atividade sérica da ALP foi maior nos animais do G2, já aos 60 dias de idade a atividade sérica desta enzima foi maior nos animais do G5. Também, notou-se diferença significativa entre os momentos nos grupos 1, 2 e 4, com valor máximo logo após o nascimento. Em todos os grupos, a atividade sérica de gamaglutamiltransferase (GGT) foi significativamente maior logo após a ingestão do colostro, diminuindo gradativamente com o avançar da idade.

Quadro 2. Teores séricos de ferro, ureia, creatinina, bilirrubina total e direta, atividades de aspartato aminotransferase, fosfatase alcalina e gamaglutamiltransferase de bezerros da raça Holandesa que receberam, por via IM, solução fisiológica estéril no 5º dia de idade (grupo 1), 5 mL de ferro dextrano 10% no 5º dia de idade (grupo 2), no 5º e no 20º dias de idade (grupo 3), no 5º e no 30º dias de idade (grupo 4), no 5º, no 20º e no 45º dias de idade (grupo 5), logo após o nascimento (0) e com 5, 10, 20, 30, 60 e 90 dias de idade 

Momentos
(dias)
Grupos
1 2 3 4 5
Ferro (μg/dL)
0 114±38Aa 144±60Aa 163±76Aab 128±77Aab 118±71Abc
5 101±37Aa 151±135Aa 87±35Ab 92±41Ab 73,8±30 Ac
10 119±35Aa 113±54Aa 130±45Aab 174±68Aab 143±75Abc
20 127±51Aa 155±59Aa 117±55Aab 185±59Aa 162±77Aab
30 147±52Aa 167±53Aa 144±46Aab 142±40Aab 139±106Abc Abc
60 96±58Ba 124±43Ba 148±80Bab 150±46Bab 245±90Aa
90 159±50Aa 182±65Aa 190±48Aa 207±57Aa 155±45Abc
Ureia (mg/dL)
0 23 ±7,1Aa 18±8,9Aa 18±6,2Aa 21±8,72Aa 20±13Aa
5 25±8,1Aa 19±7,5Aa 24±10Aa 22±6,7Aa 22±5,2Aa
10 25±8,5Aa 24±8,8Aa 28±2,3Aa 25±6,2Aa 25±18Aa
20 23±5,0Aa 26±10Aa 25±8,3Aa 20±6,0Aa 22±6,4Aa
30 30±15Aa 23±5,1Aa 20±5,8Aa 20±5,1Aa 16±3,1Aa
60 28±14Aa 24±13Aa 20±5,3Aa 25±7,7Aa 23±4,9Aa
90 30±25Aa 25±24Aa 24±8,6Aa 31±17Aa 20±4,3Aa
Creatinina (mg/dL)
0 1,90±0,49Aa 1,74±0,80Aa 1,82±0,97Aa 1,52±0,41Aa 1,67±0,49Aa
5 1,28±0,25Ab 1,09±0,36Ab 1,05±0,57Ab 1,10±0,12Ab 1,11±0,17Ab
10 1,29±0,22Ab 0,99±0,43Ab 0,96±0,57Ab 1,2±0,11Aab 1,09±0,16Ab
20 1,23±0,22Ab 1,03±0,45Ab 0,87±0,47Ab 1,07±0,11Ab 1,07±0,15Ab
30 1,22±0,37Ab 0,99±0,44Ab 0,78±0,42Ab 1,12±0,13Ab 1,02±0,15Ab
60 1,09±0,26Ab 0,90±0,40Ab 0,80±0,39Ab 1,01±0,07Ab 1,03±0,16Ab
90 0,94±0,10Ab 0,81±0,48Ab 0,74±0,34Ab 0,97±0,10Ab 1,11±0,15Ab
Bilirrubina total (mg/dL)
0 0,69±0,23Aa 0,78±0,32Aa 0,59±0,27Aa 0,80±0,42Aa 0,65±0,39Aa
5 0,48±0,15Aa 0,42±0,16Aa 0,38±0,07Aa 0,41±0,19Aa 0,38±0,20Aa
10 0,44±0,13Aa 0,42±0,12Aa 0,31±0,10Aa 0,33±0,14Aa 0,43±0,09Aa
20 0,36±0,09Aa 0,40±0,14Aa 0,28±0,10Aa 0,34±0,09Aa 0,38±0,13Aa
30 0,50±0,17Aa 0,38±0,17Aa 0,30±0,04Aa 0,33±0,14Aa 0,33±0,11Aa
60 0,48±0,09Aa 0,31±0,09Aa 0,40±0,30Aa 0,37±0,16Aa 0,48±0,13Aa
90 0,36±0,15Aa 0,28±0,11Aa 0,29±0,10Aa 0,29±0,11Aa 0,31±0,11Aa
Bilirrubina direta (mg/dL)
0 0,25±0,13Aa 0,28±0,13Aa 0,23±0,11Aa 0,19±0,11Aa 0,19±0,16Aa
5 0,13±0,07Aab 0,17±0,10Aab 0,15±0,06Aab 0,11±0,11Aab 0,11±0,11Aab
10 0,15±0,08Aab 0,14±0,07Ab 0,13±0,07Aab 0,07±0,05Ab 0,09±0,07Aab
20 0,10±0,05Ab 0,15±0,06Ab 0,10±0,07Ab 0,07±0,07Ab 0,08±0,06Ab
30 0,14±0,11Aab 0,11±0,11Ab 0,11±0,04Ab 0,07±0,04Ab 0,08±0,05Ab
60 0,20±0,12Aab 0,09±0,05Ab 0,14±0,11Aab 0,08±0,05Aab 0,10±0,06Aab
90 0,16±0,12Aab 0,09±0,05Ab 0,09±0,05Ab 0,07±0,04Ab 0,14±0,14Aa
Aspartato aminotransferase (U/L)
0 62,3±25,2Ba 240±487Aa 57,0±21,8Ba 51,1±32,6Ba 55,7±24,7Ba
5 33,4±6,82Aa 38,0±12,8Ab 41,2±16,2Aa 30,1±6,72Aa 32,1±5,90Aa
10 34,7±7,86Aa 45,8±17,7Ab 34,0±5,60Aa 31,4±5,60Aa 39,9±11,5Aa
20 37,3±5,90Aa 39,9±12,2Ab 44,5±12,5Aa 38,0±11,8Aa 43,9±11,2Aa
30 39,9±11,2Aa 45,2±10,5Ab 49,1±21,5Aa 43,9±11,2Aa 42,6±9,87Aa
60 49,1±10,5Aa 68,1±67,1Ab 77,7±58,0Aa 45,8±15,0Aa 48,5±12,6Aa
90 53,0±15,2Aa 49,1±13,4Ab 62,9±16,3Aa 47,8±13,3Aa 47,3±18,8Aa
Fosfatase alcalina (U/L)
0 334±135Ba 530±226Aa 184±92,3Ca 277±143BCa 245±99,3BCa
5 243±91,4Aab 291±81,2Ab 182±84,3Aa 211±108Aab 189±68,9Aa
10 227±101Aab 215±45,7Ab 121±59,0Aa 170±56,6Aab 184±52,8Aa
20 176±74,4Ab 244±71,2Ab 137±74,3Aa 209±104Ab 230±93,6Aa
30 163±75,1Ab 253±73,0Ab 138±72,6Aa 150±84,1Aab 195±107Aa
60 182±93,2ABb 242±97,9ABb 122±54,2Ba 184±68,0ABab 265±113Aa
90 152±70,9Ab 202±73,8Ab 178±64,8Aa 174±63,7Aab 197±109Aa
Gamaglutamiltransferase (U/L)
0 857±797BCa 1.399±686Aa 544±555CDa 375±316Da 1.008±1.258ABa
5 151±102Ab 247±207Ab 137±99,3Aab 174±79,8Aa 321±392Ab
10 89,5±63,3Ab 154±84,5Ab 63,1±29,7Ab 92,8±52,6Aa 123±131Ab
20 40,3±22,9Ab 126±164Ab 36,3±12,1Ab 42,1±19,2Aa 53,6±42,1Ab
30 57,8±75,1Ab 57,4±58,1Ab 32,5±16,2Ab 31,6±14,4Aa 30,6±28,3Ab
60 24,8±10,4Ab 28,7±14,0Ab 24,6±8,02Ab 22,0±4,90Aa 23,0±7,08Ab
90 18,2±3,96Ab 21,0±5,41Ab 23,9±13,2Ab 19,1±4,09Aa 20,1±3,96Ab

Letras maiúsculas diferentes indicam diferenças entre grupos e letras minúsculas diferentes indicam diferenças entre momentos (P≤0,05).

Aos 10 e 20 dias de idade, respectivamente foram verificadas diferenças significativas quanto ao teor sérico de ceruloplasmina entre grupos, sendo que os animais do G1 apresentaram menores teores dessa proteína de fase aguda, enquanto os maiores teores foram verificados nos animais do G3 (Quadro 3). Entre momentos, nos grupos 1, 2, 3 e 5, os menores teores de ceruloplasmina foram verificados ao nascimento, e os maiores aos 90 dias (G1 e G2), 20 dias (G3) e 30 dias (G5). No G4 não foi verificada diferença entre momentos quanto aos teores de ceruloplasmina. Com relação aos teores de transferrina, logo após o nascimento, o menor valor foi verificado no G2 e o maior no G5, enquanto aos 10 dias de vida, o menor valor também foi verificado no G2 e o maior no G4. (Quadro 3). Nos grupos 1 e 4, verificaram-se oscilações entre momentos, com maior concentração sérica notada aos 5 dias de idade e menor aos 60 dias e aos 90 dias no G1 e no G4, respectivamente. Nos demais grupos (2, 3 e 5) não foi verificada diferença significativa entre momentos no decorrer do período experimental (Quadro 3).

Quadro 3. Teores séricos de ceruloplasmina e transferrina de bezerros da raça Holandesa que receberam, por via IM, solução fisiológica estéril no 5º dia de idade (grupo 1), 5 mL de ferro dextrano 10% no 5º dia de idade (grupo 2), no 5º e no 20º dias de idade (grupo 3), no 5º e no 30º dias de idade (grupo 4), no 5º, no 20º e no 45º dias de idade (grupo 5), logo após o nascimento (0) e com 5, 10, 20, 30, 60 e 90 dias de idade 

Momentos
(dias)
Grupos
1 2 3 4 5
Ceruloplasmina (mg/dL)
0 29,2±11,7Ab 20,7±19,6Ab 28,5±19,2Ab 42,0±16,3Aa 44,7±33,0Ab
5 42,4±12,9Aab 47,7±24,1Aab 70,1±44,2Aa 45,9±14,2Aa 49,2±18,6Aab
10 41,4±11,9Bab 52,6±24,8ABab 90,3±48,5Aa 61,0±30,1ABa 65,0±21,1ABab
20 48,2±15,3Bab 59,7±22,5ABab 97,5±76,0Aa 62,7±20,4ABa 77,0±26,9ABab
30 53,8±21,1Aab 52,7±42,3Aab 91,3±44,8Aa 65,7±17,0Aa 87,5±22,2Aa
60 47,0±28,8Aab 50,2±35,6Aab 88,9±45,2Aa 66,7±15,7Aa 63,3±10,8Aab
90 80,8±52,5Aa 62,6±48,8Aa 65,5±31,6Aab 57,0±39,4Aa 63,7±25,4Aab
Transferrina (mg/dL)
0 220±94,4ABab 130±21,5Ba 143±41,0ABa 234±82,8Aab 238±67,5Aa
5 259±96,5Aa 185±53,8Aa 206±61,0Aa 287±94,2Aa 236±83,6Aa
10 222±64,9ABab 167±39,8Ba 194±73,5ABa 274±110Aa 218±63,6ABa
20 179±32,9Aab 203±80,0Aa 170±40,2Aa 248±70,3Aab 223±56,3Aa
30 173±42,6Aab 200±116Aa 194±47,1Aa 219±60,5Aab 251±127Aa
60 170±68,8Ab 193±74,0Aa 200±78,8Aa 263±67,7Aab 215±53,9Aa
90 195±60,7Aab 177±101Aa 153±75,2Aa 176±104Ab 163±53,6Aa

Letras maiúsculas diferentes indicam diferenças entre grupos e letras minúsculas diferentes indicam diferenças entre momentos (P≤0,05).

O efeito dos diferentes protocolos de suplementação com ferro dextrano administrado por via intramuscular foi variável, ou seja, não foi verificado aumento significativo das variáveis eritrocitárias, bem como do teor sérico de ferro, de maneira uniforme nos momentos subsequentes à administração da suplementação (Quadro 1 e Quadro 2). Com relação aos teores séricos de ferro, o único protocolo no qual verificou-se aumento desse parâmetro nos momentos subsequentes à administração foi o de aplicação de ferro dextrano no 5º e no 20º dias de vida (G3).

Discussão

Em todos os grupos foi verificada diminuição na contagem de hemácias a partir do nascimento, que, entre o nascimento e os cinco dias de vida, pode ser explicada pela expansão do volume plasmático induzido pela ingestão de colostro e pela destruição de eritrócitos fetais (Rizzoli et al. 2006). No G1, a falta de suprimento adequado de ferro para a síntese de hemácias pode ser implicada como causa da diminuição na contagem desse tipo celular verificada entre o nascimento e os 60 dias de vida (Rizzoli et al. 2006). Segundo Jain (1993), a contagem de hemácias, o teor de hemoglobina e volume globular de bovinos, em geral, são mais elevados ao nascimento, com tendência à diminuição gradativa no decorrer de alguns meses até se estabilizarem. Apesar de não ter sido verificada diferença significativa entre grupos, a diminuição do número de hemácias constatada no G1 foi mais pronunciada do que nos demais grupos, fato considerado biologicamente importante. Isso indica que o ferro suplementar foi utilizado para produção destas células (Bunger et al. 1982). Todavia, as contagens de hemácias verificadas em todos os grupos encontraram-se dentro do intervalo de referência descrito para bezerros nesta faixa etária (Fagliari et al. 1998, Rocha et al. 2010, Benesi et al. 2012), não sendo verificada a ocorrência de anemia em nenhum grupo.

Fagliari et al. (1998), Atyabi et al. (2006), Rizzoli et al. (2006) e Benesi et al. (2012) relataram diminuição significativa dos teores de hemoglobina em bezerros neonatos, o que não foi constatado no presente estudo, entretanto, existe a possibilidade de que a diminuição verificada nesse parâmetro possa apresentar importância biológica. Ježek et al. (2009) relataram os menores teores séricos de hemoglobina e de ferro na quinta semana de idade, o que corrobora os achados do presente estudo, no qual os menores teores de hemoglobina foram verificados aos 30 e 60 dias de idade, e os menores teores de ferro aos 60 dias de idade no grupo controle (G1) e aos 5 dias de idade no G3, G4 e G5, uma vez que no G2 não foi verificada diferença significativa entre momentos. Assim, a suplementação com ferro dextrano injetável mostrou-se importante, uma vez que possivelmente evitou uma diminuição significativa dos teores de ferro séricos a partir do 5º dia de vida. Entretanto, no G2 foi verificada diminuição dos teores séricos de ferro após a administração da suplementação com esse elemento aos 5 dias de vida; nesse caso, outros fatores não controlados no experimento, como manejo das vacas e reservas desse mineral no organismo dos bezerros podem ter interferido na resposta à suplementação. Notou-se que os grupos que receberam suplementação com ferro dextrano mantiveram teores maiores de hemoglobina, volume globular e teor sérico de ferro, embora em algumas ocasiões essa diferença não tenha sido significativa entre grupos. Considera-se que a ação biológica da suplementação realizada seja importante, uma vez que, no grupo controle, embora sem o desenvolvimento de anemia, a contagem de hemácias, teor de hemoglobina e volume globular foram menores que nos grupos suplementados. Diante da ocorrência de enfermidades comuns em bezerros jovens, tais como a tristeza parasitária bovina, diarreia e pneumonia, os animais do grupo controle apresentariam anemia mais precocemente que os animais suplementados, o que poderia ter influência significativa no desfecho dessas enfermidades nesses animais.

Os índices hematimétricos mantiveram-se no intervalo de referência para a espécie (Radostits et al. 2010, Jones & Allison 2007) e não foi notada tendência ao decréscimo do VCM com o avançar da idade, como descrito por Mohri et al. (2007), Benesi et al. (2012) e Rocha et al. (2013). Segundo Reece et al. (1984) o tratamento com ferro suplementar induz aumento do VCM e CHCM, apesar de não ter sido notada diferença significativa entre grupos nestes dois parâmetros, verificou-se aumento discreto nos grupos que receberam suplementação com ferro.

Ademais, é importante ressaltar também que, apesar da introdução de ração e sal mineral na alimentação dos bezerros a partir dos 30 dias de idade, houve ainda um período de decréscimo, ainda que não significativo, nos parâmetros eritrocitários mesmo nos grupos que receberam a suplementação. Posteriormente, aos 90 dias de vida, tendo os bezerros sido desmamados, verificou-se então aumento nesses parâmetros, possivelmente decorrente da introdução de novas fontes de ferro na alimentação, uma vez que o leite não apresenta teores de ferro suficientes para suprir as necessidades dos bezerros na fase de crescimento (Atyabi et al. 2006).

A administração intramuscular de ferro dextrano não ocasionou aumento significativo nos teores séricos de ferro em nenhum dos grupos estudados, no entanto, as alterações verificadas podem apresentar importância biológica, uma vez que a avaliação do teor sérico de ferro reflete apenas o compartimento de transporte desse elemento, podendo os valores obtidos não apresentarem, necessariamente, o reflexo dos demais compartimentos de ferro no organismo (Kaneko et al. 2008). Ademais, constatou-se que a dose de ferro dextrano utilizada não ocasionou sobrecarga por esse elemento. Segundo Knowles et al. (2000), a concentração sérica de ferro em bezerros recém-nascidos diminui com a idade e só aumentam após 83 dias de vida. Tal afirmação foi semelhante ao descrito por Atyabi et al. (2006), que relataram que o teor sanguíneo de ferro diminui a partir de dois dias após o nascimento até, aproximadamente, dois meses de idade, influenciando a contagem de hemácias. Em estudo realizado por Fagliari et al. (1998), a diminuição do teor sérico de ferro, com o avanço da idade foi semelhante ao verificado para o teor de hemoglobina e para o volume globular. No presente estudo verificou-se diminuição mais acentuada da contagem de hemácias, teor de hemoglobina e volume globular aos 30 e 60 dias de idade e do teor sérico de ferro aos 60 dias de idade nos animais não suplementados com ferro (G1). Outros estudos com suplementação de ferro injetável mostraram aumento significativo nos parâmetros eritrocitários e no teor sérico de ferro (El-Sangary et al. 2004, Moosavian et al. 2010).

Os teores séricos de ureia, creatinina, bilirrubina total e direta encontram-se dentro dos valores de referência relatados para a espécie (Fagliari et al. 1998, Knowles et al. 2000). Já o fato da atividade sérica da enzima GGT mostrar-se maior ao nascimento do que nos demais momentos em todos os grupos é explicado pela alta atividade dessa enzima no colostro de vacas, sendo essa enzima absorvida pelos bezerros por ocasião da ingestão do colostro para garantia da transferência de imunidade passiva, e a diferença verificada entre os grupos neste momento deve-se às diferentes quantidade e qualidade do colostro ingerido por cada animal. Segundo Zanker et al. (2001), a atividade sérica alta de GGT em ruminantes neonatos é indicativa de ingestão adequada de colostro. Knowles et al. (2000) relatam que a atividade sérica desta enzima só chega ao valor normal de adultos por volta de 40 dias de idade.

Segundo Fagliari et al. (1998), a atividade de AST é maior ao nascimento e decresce com a idade; no presente estudo não foi constatada diferença entre grupos. Variações relativamente amplas foram notadas nos teores séricos da enzima ALP, com maiores valores logo após o nascimento, corroborando com os achados de Fagliari et al. (1998). Segundo Radostits et al. (2010), tais variações são comuns em bovinos normais, o que dificulta a interpretação de resultados da avaliação da atividade dessa enzima. Tais achados permitem afirmar que a aplicação intramuscular de ferro dextrano a 10% em bezerros neonatos não ocasionou nefrotoxicidade nem hepatotoxidade.

Verificou-se que os teores séricos de ceruloplasmina foram significativamente menores ao nascimento, quando comparados aos demais momentos em todos os grupos, exceto o G4, sendo significativamente inferiores nos animais do G1 aos 10 e 20 dias de vida quando comparados aos demais grupos, corroborando o relato de Rocha et al. (2013). A ceruloplasmina é uma proteína de fase aguda envolvida no metabolismo de ferro, em especial na oxidação de Fe2+ a Fe3+, o que permite a incorporação do ferro à transferrina (Eckersall 2008, Tothova et al. 2014).

Segundo Tothova et al. (2014), o teor sérico de transferrina aumenta em bezerros com deficiência de ferro, resultando numa correlação negativa com os teores de hemolglobina, o que difere dos achados do presente estudo, no qual os teores séricos desta proteína de fase aguda tiveram comportamento semelhante aos encontrados para os teores séricos de ferro e para os parâmetros eritrocitários. Rocha et al. (2013), em estudo com animais da raça Canchim-Nelore, verificou teores menores dessa proteína ao nascimento, aumentando com o avançar da idade. A transferrina é uma proteína de fase aguda negativa envolvida no transporte de ferro, cujo valor diagnóstico está na avaliação de enfermidades que interferem no metabolismo deste elemento (Eckersall 2008, Tothova et al. 2014). Os valores obtidos no presente estudo foram semelhantes aos notados por Fagliari et al. (2007), em bezerros da raça Holandesa saudáveis, o que mostra que os animais do presente estudo não desenvolveram anemia no período avaliado.

Os teores séricos de creatinina, ureia e bilirrubinas total e direta e as atividades das enzimas AST, ALP e GGT foram normais para bezerros nesta faixa etária, sugerindo que os protocolos de administração de ferro suplementar não ocasionaram nefrotoxicidade ou hepatoxidade aos animais.

Uma vez que nenhum dos protocolos de suplementação com ferro dextrano injetável instituídos ocasionou aumento significativo dos parâmetros eritrocitários avaliados, bem como do teor sérico de ferro, não é possível recomendá-los como forma de suplementação visando evitar o desenvolvimento e anemia ferropriva em bezerros, já que em nenhum dos grupos avaliados, incluindo o grupo controle, foi constatado o desenvolvimento de anemia. Entretanto, foi possível estabelecer que, realizando até três aplicações utilizando a dose recomendada pelo fabricante, não foram constatados sinais de nefrotoxicidade nem de hepatotoxicidade.

Conclusão

A suplementação com ferro dextrano em bezerros que têm acesso a outras fontes de alimento que não apenas o leite não traz benefícios aos parâmetros eritrocitários e que justifiquem sua utilização, embora seja necessário realizar mais estudos para avaliar a influência da suplementação com ferro dextrano por via parenteral sobre a ocorrência e o desfecho de infecções em bezerros jovens, em especial quanto aos custos com o tratamento, tempo necessário para recuperação e impacto sobre a vida produtiva na idade adulta.

Agradecimentos

Os autores agradecem à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) pelo suporte financeiro e pelas bolsas de pesquisa concedidas.

Referências

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Received: April 19, 2016; Accepted: November 24, 2016

*Autor para correspondência: thaisgrocha@yahoo.com.br

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