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Planta Daninha

Print version ISSN 0100-8358

Planta daninha vol.21 no.2 Viçosa May/Aug. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-83582003000200010 

ARTIGO ARTICLE

 

Composição florística de plantas daninhas em agrossistemas de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) e pupunheira (Bactris gasipaes)

 

Floristic composition of weeds in agrosystems of cupuaçu (Theobroma grandiflorum) and peach palm (Bactris gasipaes)

 

 

Souza, L.S.A.I; Silva, J.F.II; Souza, M.D.B.III

IProfessora Substituta, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Av. General Rodrigo Octávio Jordão Ramos, 3000, Campus Universitário, 69077-000 Manaus-AM, <saslu@aol.com>
IIProfessor Adjunto, Dr., UFAM
IIIEng.-Agr., M.S., UFAM

 

 


RESUMO

A interferência das plantas daninhas nos sistemas agroflorestais varia com a espécie e a densidade de infestação da planta daninha. Este trabalho foi realizado na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas, em monocultivo de cupuaçuzeiro e pupunheira e em sistema agroflorestal (SAF) com estas duas espécies. Havia seis espécies de monocotiledôneas e 15 de dicotiledôneas, e as cinco famílias com maior número de espécies, em ordem decrescente, foram Poaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Cyperaceae e Verbenaceae. As espécies Desmodium incanun, Cyperus rotundus, Clidemia sp. e Spermacoce verticillata ocorreram nos três cultivos. O maior coeficiente de similaridade de plantas daninhas ocorreu entre os cultivos de cupuaçuzeiro e pupunheira (54,5%) e o menor entre o sistema agroflorestal e a pupunha (32,0%). Quanto à freqüência, Stachytarpheta cayennensis apresentou 33% de freqüência na área de SAF; Eclipta alba, 44% de freqüência na área de cultivo de cupuaçuzeiro e na área de cultivo de pupunheira; e D. incanun, C. rotundus e Clidemia sp. apresentaram 44% de freqüência.

Palavras-chave: freqüência, abundância, similaridade, agrofloresta, invasoras.


ABSTRACT

The interference of weeds in agro-forestry systems production factors varies according to species and infestation density. This assay was conducted at the Federal University of Amazonas Experimental Farm, using separate cupuaçu and peach palm plantations and an agro-forestry system (AFS) of both species. Six monocotyledonous and fifteen dicotyledonous species were identified. The major five families with the most number of species were Poaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Cyperaceae and Verbenaceae, in decreasing order. Desmodium incanun, Cyperus rotundus, Clidemia sp. and Spermacoce verticillata were found in the tree cropping systems. The highest weed similarity coefficient was found between the cupuaçu and peach palm plantations (54.50%) and the lowest between the AFS and peach palm plantation (32.00%). Starchytapheta cayennensis frequency was 33% in the AFS area; 44% for Eclipta alba in the cupuaçu plantation; and 44% in the peach palm area for D. incanun, C. rotundus and Clidemia sp.

Key words: frequency, abundance, similarity, agroforestry, weeds.


 

 

INTRODUÇÃO

Os sistemas agroflorestais ou monocultivos desenvolvidos nos trópicos, freqüentemente, têm apresentado sérios problemas de estabelecimento na fase inicial do plantio e de baixa produtividade, causados pela interferência das plantas daninhas. Nesta região, a grande diversidade, a freqüência e a abundância de plantas, além de pouco estudadas, são fatores que dificultam o cultivo vegetal. Nos monocultivos, até o estabelecimento da cultura, ficam espaços e recursos a serem explorados, facilitando a ocupação pelas plantas daninhas, o que não ocorre nos sistemas agroflorestais, onde a área é intensamente ocupada por arranjos de espécies cultivadas que exercem maior pressão de controle sobre as plantas daninhas (Sousa, 1995).

Nos sistemas agroflorestais, os componentes produtivos são alocados para serem eficazes e sustentáveis, de modo a usarem com máxima eficácia os fatores de produção com menor competição entre si. Entretanto, o aparecimento de plantas daninhas pode comprometer o equilíbrio dos fatores de produção, por competir com estes para o seu crescimento. Portanto, o estudo de parâmetros populacionais como freqüências absoluta e relativa, abundância e coeficiente de similaridade são importantes para o manejo das plantas daninhas.

Este trabalho teve por objetivo estudar a composição florística das espécies de plantas daninhas que ocorrem nos cultivos de cupuaçuzeiro e pupunheira em monocultura e como componentes de sistema agroflorestal.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O levantamento das plantas daninhas foi realizado na Fazenda Experimental da Universidade do Amazonas, localizada no km 39 da BR-174, durante o mês de agosto de 2000, em três áreas de cultivo: uma com cupuaçuzeiro de 14 anos de idade, com plantas espaçadas 6 m entre si; outra de pupunheira da mesma idade e espaçamento; e uma terceira área, plantada em sistema agroflorestal (SAF) com estas duas espécies e cinco anos de idade, cujo espaçamento da pupunheira foi de 3 x 3 m, e o do cupuaçuzeiro, de 6 x 6 m.

A precipitação anual média foi de 2.497 mm, com umidade relativa do ar de 85,00%, temperatura média do ar de 26 ºC e 50 m de altitude.

A amostragem das plantas daninhas foi feita em cada área de estudo, com um retângulo de madeira de 0,50 m2 de área atirado ao acaso, nove vezes em cada área. As plantas daninhas foram cortadas rente ao solo, sendo em seguida identificadas as famílias, os gêneros e as espécies, por comparação na literatura (Lorenzi, 1994; Kissmann & Groth, 1997) ou no herbário da Universidade Federal do Amazonas ou do INPA.

A freqüência absoluta (FA) das espécies de plantas daninhas expressa a porcentagem de parcelas em que cada espécie ocorre, e a freqüência relativa (FR) é a porcentagem de ocorrência de uma espécie em relação à soma das freqüências absolutas de todas as espécies. Para o cálculo destas freqüências utilizaram-se as seguintes fórmulas:

F.A.= (p ÷ n) x 100

em que F. A. = freqüência absoluta; p = parcelas ocupadas; e n = número de parcelas por sistema de cultivo.

F. R.= (F.A./ Spi=1 F.A.) x 100

em que F. R. = freqüência relativa da espécie em porcentagem; F.A. = freqüência absoluta da espécie em porcentagem; p = número total de espécies amostrais (Greig-Smith, 1983; Brocki, 2001).

A abundância foi avaliada com base na escala de Maltzew, através da qual se fez uma avaliação geral da comunidade em relação à ocorrência das espécies, da seguinte forma: Sol – espécie encontrada em forma de indivíduos solitários, aparecendo eventualmente no meio da cultura (de 11 a 20%); Sp – espécie em relativa abundância, havendo, porém, dominância da cultura (de 21 a 30%); Cop – espécie distribuída e, em alguns lugares, prevalecendo sobre a cultura (de 31 a 40%); e Dom - distribuição maior que 41% (Carvalho & Pitelli, 1992).

O cálculo do coeficiente de similaridade seguiu a equação CS = [2 C ÷(A + B)] x 100, sendo: A = número de espécies do habitat A; B = número de espécies do habitat B; e C = número de espécies comuns aos dois habitats (Sorensen, 1980).

 

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Quanto às classes, sete espécies pertencem às monocotiledôneas e 15 às dicotiledôneas. As famílias e as espécies encontradas foram: Poaceae (quatro espécies), Euphorbiaceae (três espécies), Fabaceae (três espécies), Cyperaceae (duas espécies), Verbenaceae (duas espécies) e uma espécie nas demais famílias, totalizando 21 espécies de plantas daninhas, pertencentes a 12 famílias (Tabela 1). O maior número de espécies da família Poaceae confirma os resultados encontrados por Souza et al. (1998) em áreas com e sem cultivos, em Manaus-AM, e por Modesto Júnior & Mascarenhas (2001) em pastagens no nordeste paraense.

 

 

Quanto ao hábito de crescimento, Lantana camara, Astrocaryum aculeatum, S. verticillata e Vismia guianensis são lenhosas; Eclipta alba e Clidemia sp., semilenhosas; Mimosa pudica, semi-herbácea; e todas as demais espécies são de hábito de crescimento herbáceo (Tabela 2).

 

 

Em relação ao ciclo de vida, C. rotundus, D. incanun, M. pudica, V. guianensis, L. camara, A. aculeatum, Rynchospora nervosa, Stachytarpheta cayennensis, Brachiaria mutica, Turnera ulmifolia, Pueraria phaseoloides e Homolepis aturensis são perenes; Euphorbia heterophylla, Phyllantus niruri, Panicum laxum e Croton miquelensis são anuais; e S. verticillata, E. alba e Ipomoea sp. podem ser perenes ou anuais, dependendo da espécie e das condições do ambiente (Tabela 2).

As espécies amostradas apresentam reprodução sexuada e assexuada, nas seguintes formas: sementes exclusivamente; sementes e rizomas; sementes, brotações de raízes e tubérculos; e sementes, frutos e estolões (Tabela 2).

Na área de SAF, as espécies B. mutica, P. laxum, E. heterophylla, P. phaseoloides, R. ciliata, E. alba, V. guianensis e A. aculeatum não ocorreram nas amostras; as espécies menos freqüentes foram P. multicaule, C. miquelensis, M. pudica, C. rotundus, L. camara, S. verticillata, T. ulmifolia, com 11,00% de freqüência cada e classificadas como solitárias; P. niruri, Ipomoea sp. e Clidemia sp. apresentaram 22,00% de freqüência, sendo classificadas como espécies relativamente abundantes; e a espécie S. cayennensis apresentou 33,00% de freqüência, sendo classificada como distribuída em alguns lugares, prevalecendo sobre a cultura (Tabela 1).

Na área de cultivo de cupuaçuzeiro, as espécies H. aturensis, C. miquelensis, E. heterophylla, P. niruri, M. pudica, P. phaseoloides, L. camara, S. cayennensis, Ipomoea sp., V. guianensis e T. ulmifolia não ocorreram nas amostras; B. mutica, P. multicaule e A. aculeatum apresentaram 11,00% de freqüência e foram classificadas como solitárias; C. rotundus e Clidemia sp. apresentaram 22,00% de freqüência, sendo classificadas como relativamente abundantes; e E. alba apre sentou 44,00% de freqüência, sendo classificada como espécie dominante (Tabela 1).

Na área de cultivo com pupunheira, as espécies B. mutica, H. aturensis, P. multicaule, C. miquelensis, P. niruri, M. pudica, S. cayennensis, E. alba, Ipomoea sp., A. aculeatum e T. ulmifolia não ocorreram nas amostras; P. phaseoloides, L. camara e V. guianensis apresentaram 11,00% de freqüência e foram classificadas como solitárias; E. heterophylla apresentou 22,00% de freqüência, sendo classificada como relativamente abundante; e D. incanun, C. rotundus e Clidemia sp. apresentaram 44,00% de freqüência, sendo classificadas como espécies dominantes (Tabela 1).

Ao contrário de H. aturensis, P. laxum foi a espécie dominante, com 78,00% e 67,00% de freqüência nos cultivos de cupuaçuzeiro e pupunheira e ausente no SAF (Tabela 1). A alta freqüência desta espécie nos monocultivos pode ser devido ao fato de a incidência solar ser alta, apesar de estes monocultivos terem 14 anos de idade e as plantas do SAF, 5 anos. Ainda na família Poaceae, P. multicaule ocorre como indivíduo solitário, tanto no SAF quanto no cupuaçuzeiro, e ausente na cultura da pupunheira.

As espécies de Euphorbiaceae ocorrem com relativa abundância, exceto C. miquelensis, que aparece em forma de indivíduo solitário.

A dominância de D. incanun nos três ambientes de cultivo, com 78,67% e 44,00% de freqüência no SAF - cupuaçuzeiro e pupunheira, respectivamente - mostra a plasticidade desta espécie de crescer em ambientes com diferentes níveis de luz solar (Tabela 1). Já M. pudica e P. phaseoloides ocorrem em ambientes com menor e maior incidência de luz, respectivamente, e como indivíduos solitários.

A abundância e a freqüência de C. rotundus aumentaram com a luz incidente nos três sistemas de cultivo (Tabela 1). O fato de ser uma planta C4, pode explicar a sua dominância no plantio de pupunheira; neste monocultivo há maior incidência solar, por causa do espaçamento usado no plantio e da arquitetura da planta (Carvalho & Torres, 1994).

Quanto à abundância das espécies dentro dos sistemas de cultivo, verificou-se que no SAF ocorreu dominância de apenas duas espécies de plantas daninhas - H. aturensis e D. incanun, com 67,00% e 78,00%, respectivamente, de freqüência.

Quanto à associação entre classes e cultivos, a área de cupuaçuzeiro apresentou o maior número de espécies da classe das monocotiledôneas, com seis espécies, seguida das áreas de SAF e pupunheira, com três espécies cada; quanto às dicotiledôneas, a área de consórcio apresentou 10 espécies, seguida da área de pupunheira, com sete, e da área com cupuaçuzeiro, com quatro (Tabela 3).

 

 

O coeficiente de similaridade expressa as espécies comuns nas áreas avaliadas. A partir deste coeficiente (Tabela 4), as similaridades das espécies de plantas daninhas entre as áreas foram: cupuaçuzeiro x pupunheira > SAF x cupuaçuzeiro > SAF x pupunheira. O número de espécies de plantas daninhas foi maior entre a área de monocultivo de pupunheira e a de cupuaçuzeiro; a menor quantidade de espécies de plantas daninhas comuns ocorreu entre o SAF e o cultivo de pupunheira.

 

 

O maior coeficiente de similaridade entre os monocultivos de cupuaçuzeiro e pupunheira (54,50%) e os menores entre os monocultivos e o SAF (34,80% e 32,00%) podem, em parte, ser explicados pelo maior espaçamento entre plantas dos monocultivos e menor no SAF. Além do espaçamento, o cupuaçuzeiro geralmente apresenta maior crescimento, para todas as características, quando cultivado em SAF que em monocultivo, o que contribui ainda mais para diminuir o nível de luz no SAF, enquanto no monocultivo deixa mais expostas as plantas e o solo à incidência direta dos raios solares (Gasparotto et al., 1997). Resultados semelhantes de índices de similaridade de plantas daninhas, variando de 26,00% a 38,00%, em quatro diferentes sistemas agroflorestais, em uma pastagem abandonada, também foram encontrados em trabalho realizado no município de Manaus (Sousa, 1995).

As espécies de plantas daninhas da classe monocotiledônea adaptam-se melhor ao cupuaçuzeiro, enquanto as espécies da classe dicotiledônea estiveram presentes em maior número na área de SAF, o que demonstra que as plantas monocotiledôneas, predominantemente C4, mais agressivas, beneficiaram-se do maior espaçamento existente entre as plantas de cupuaçu; já as espécies dicotiledôneas, na maioria C3, predominaram na área de SAF que apresentou menor incidência de radiação solar e, conseqüentemente, menor competição com outras espécies que necessitam deste recurso em maiores proporções.

O maior número de indivíduos ocorrentes na área de cultivo de cupuaçuzeiro se deve à prevalência de espécies monocotiledôneas e ao tipo de contagem – cada perfilho é contado como uma planta; o menor número de indivíduos ocorrentes na área de cultivo de pupunheira pode estar associado à produção de biomassa desta espécie, que propicia maior cobertura do solo, dificultando a emergência de plantas daninhas.

 

LITERATURA CITADA

BROCKI, E. Sistemas agroflorestais de cultivo e pousio: etnoconhecimento de agricultores familiares do Lago do Paru (Manacapuru, AM). 2001. 166 f. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas) – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Universidade do Amazonas, Manaus, 2001.         [ Links ]

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Recebido para publicação em 29.7.2002 e na forma revisada em 11.8.2003