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Planta Daninha

Print version ISSN 0100-8358On-line version ISSN 1806-9681

Planta daninha vol.26 no.3 Viçosa  2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-83582008000300023 

ARTIGOS

 

Eficiência e seletividade dos herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron em função da tecnologia de aplicação e do manejo mecânico da palha de cana-de-açúcar na linha de plantio

 

Efficiency and selectivity of trifloxysulfuron sodium + ametryne and hexazinone + diuron herbicide as a result of application technology and mechanical management of sugarcane straw in the crop row

 

 

Maciel, C.D.G.I; Velini, E.D.II; Constantin, J.III; Jardim, C.E.IV; Bernardo, R.S.IV; Fonseca, P.P.M.V; Barela, J.D.V; Oliveira, J.S.V

IProf., Dr., Dep. de Ciências Biológicas e Fitossanitárias, Escola Superior de Agronomia de Paraguaçu Paulista - FUNGE/ESAPP, Paraguaçu Paulista-SP, Caixa Postal 88, 19700-000, <macielconsultoria@hotmail.com>
IIProf. Assistente Dr., do Dep. de Produção Vegetal, UNESP/FCA, Botucatu-SP
IIIProf. Adjunto, Dr., Dep. de Agronomia, Universidade Estadual de Maringá - UEM, Maringá-PR
IVAlunos do curso de Agronomia da FUNGE/ESAPP - Paraguaçu Paulista-SP
VFuncionários da Empresa Destilaria Parálcool S/A

 

 


RESUMO

Com objetivo de otimizar a utilização de trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron em função da adoção de diferentes pontas de pulverização e manejo mecânico da palha de cana-de-açúcar na linha de plantio, dois experimentos foram conduzidos na Destilaria Parálcool S/A, localizada em Paraguaçu Paulista/SP. No experimento 1, 12 tratamentos foram estudados em esquema fatorial 2 x 2 x 3, com quatro repetições, contrastando a presença e ausência de palha da cana na linha de plantio; dos herbicidas trifloxysulfuron sodium + ametryne (37 + 1.463 g i.a. ha -1 e 0,2% v/v de Aterbane®) e hexazinone + diuron (330 + 1.170 g i.a. ha -1 e 0,2% v/v de Aterbane®) e das pontas de pulverização XR11002-VS (128 L ha-1), AI11002-VS (200 L ha-1) e TF-VP5 (310 L ha-1). No experimento 2, a deposição da calda de pulverização nas plantas de cana-de-açúcar e Digitaria horizontalis, gerada pelas interações entre herbicidas e pontas, foi monitorada utilizando-se solução traçadora constituída por corante FDC-1 + herbicida. Os resultados sugerem que a presença da palhada da cultura proporcionou controle excelente das espécies infestantes mesmo na ausência do tratamento herbicida. O controle químico de D. horizontalis (6 folhas até 1-2 perfilhos) e Brachiaria decumbens (2 a 6 folhas) apresentou-se eficiente (> 91%) nas linhas sem palha a partir dos 14 DAA (dias após aplicação) para os herbicidas e pontas de pulverização estudados. D. horizontalis foi mais rapidamente controlada aos 7 DAA pelo trifloxysulfuron-sodium + ametryne com a ponta AI11002-VS. Houve toxicidade até os 21 DAA, sendo esta mais intensa para os tratamentos com hexazinone + diuron associado com as pontas AI11002-VS e TF-VP5, em decorrência da maior deposição do herbicida nas folhas da cultura.

Palavras-chave: Saccharum spp., manejo da palha, herbicida, pontas de pulverização.


ABSTRACT

Aiming to optimize the use of trifloxysulfuron sodium + ametryne and hexazinone + diuron following adoption of different spray nozzles and sugarcane straw management in the crop row, two experiments were conducted at Parálcool Sugar Mill S/A in Paraguaçu Paulista/SP. In Experiment 1, twelve treatments arranged in a 2 x 2 x 3 factorial scheme were performed, with four replications to evaluate the presence and absence of sugarcane straw in the crop row, and use of the herbicides trifloxysulfuron sodium + ametryne (37 + 1463 g ha-1 and 0.2% v/v of Aterbaneâ) and diuron + hexazinone (330 + 1170 g ha-1 and 0.2% v/v of Aterbaneâ) and spray nozzles XR11002-VS (128 L ha-1), AI11002-VS (200 L ha-1) and TF-VP5 (310 L ha 1). In Experiment 2, The application of spraying solution on sugarcane and Digitaria horizontalis plants, generated by the combination of the herbicides and the spray nozzles, was monitored by using a tracer solution constituted by coloring FDC-1 + herbicide. The results suggest that the crop straw provided excellent control of the infesting species, even in the absence of herbicide treatment. For D. horizontalis (6 leaves to 1-2 tillers) and Brachiaria decumbens (2 to 6 leaves) chemical control was efficient (>91%) in the rows without straw, after 14 DAA (days after application) for the herbicides and spray nozzles studied. D. horizontalis was more quickly controlled at 7 DAA by using trifloxysulfuron sodium + ametryne with AI11002-VS spray nozzle. Crop injury was observed up to 21 DAA, becoming more intense when diuron + hexazinone combinedwith AI11002-VS and TF-VP5 nozzle were used, due to higher herbicide deposition on the crop leaves.

Keywords: sugarcane, mulch management, herbicide, spray nozzles.


 

 

INTRODUÇÃO

A cultura da cana-de-açúcar (Saccharum spp.) ocupa posição de destaque no cenário agrícola nacional, colaborando com o suprimento energético do País em matéria-prima para obtenção de álcool e como fonte de divisas na produção de açúcar exportado para vários países (Constantin, 1996). Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial, destacando-se o Estado de São Paulo, responsável por 53,3% da produção nacional (FNP, 2008).

A competição por recursos do meio gerada pelas plantas daninhas acarreta redução significativa no rendimento na cultura da cana-de-açúcar (Rolim & Christoffoleti, 1982; Lorenzi et al., 1988; Graciano, 1989; Constantin et al., 1993; Coleti et al., 1997; Kuva et al., 2000, 2001, 2003), assim como proporciona outros aspectos negativos, como decréscimo da longevidade do canavial, redução da qualidade industrial da matéria-prima e dificuldade nas operações de colheita e transporte (Pitelli, 1985; Procópio et al., 2003). Dessa forma, é evidente a necessidade de estratégias eficientes no controle das comunidades infestantes para a cultura em questão.

No contexto de manejo de plantas daninhas, a aplicação de herbicidas em pós-emergência é uma prática bastante comum nos diferentes sistemas produtivos de cana-de-açúcar. Mais recentemente, em sistemas de cana crua, em que a quantidade de palha depositada sobre a superfície do solo pode superar 20 t ha-1, essa modalidade de aplicação tem sido predominante em razão da dificuldade de utilização de herbicidas de pré-emergência e da necessidade de adaptação de diversas tecnologias (Velini & Negrisoli, 2000).

Ao contrário do benefício gerado pela preservação da palha em relação à germinação de plantas daninhas, devido às alterações físicas e químicas nas entrelinhas e linhas das culturas (Taylorson & Borthwick, 1969; Fener, 1980; Lorenzi, 1993; Zimdahl, 1993; Martins et al., 1999), algumas situações têm sido estudadas, em que a remoção mecânica da palhada é efetuada somente sobre a linha de plantio da cana-de-açúcar. Nesse sentido, a retirada da palha localizada sobre a linha de plantio visa melhorar a brotação e o crescimento das diferentes variedades em condição de cana-soca, assim como, provavelmente, otimizar o uso de adubos nitrogenados e reduzir o ataque de pragas.

No entanto, a retirada da palha somente sobre a linha de plantio condicionará a necessidade do controle efetivo e localizado da infestação apenas na linha de plantio. Essa situação, provavelmente, permite vantagem no manejo da infestação para a maioria dos casos em condição de cana crua, desde que haja interação positiva entre herbicidas de pós-emergência e a tecnologia da ponta de pulverização, objetivando minimizar o efeito "guarda-chuva" em condições de perfilhamento mais vigoroso.

Dessa forma, o presente trabalho teve por objetivo otimizar a eficiência e seletividade dos herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne (Krismat®) e hexazinone + diuron (Velpar K®), em função da adoção de diferentes pontas de pulverização, associadas ao manejo mecânico da palha de cana-de-açúcar na linha de plantio.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi constituído de dois experimentos conduzidos a campo em área pertencente à Destilaria Parálcool S/A, localizada no município de Paraguaçu Paulista/SP, utilizando a variedade SP 80 1842, com espaçamento entre linhas de 1,4 m e em condição de soca de terceiro ano.

O solo da área experimental foi classificado como Latossolo distrófico de textura arenosa, sendo constituído por 86,4% de areia total, 7,4% de argila e 6,2% de silte, com as seguintes características químicas: pH (CaCl2) = 5,1; MO = 12,0 g dm-3; P = 6,0 mg dm-3; H++Al3+ = 10,0 cmolc dm-3; K+ = 1,9 cmolc dm-3; Ca++ = 14,0 cmolc dm-3; Mg++ = 5,0 cmolc dm-3; SB = 20,0; CTC = 35,0; e V% = 57.

No primeiro experimento, 12 tratamentos foram estudados em esquema fatorial 2 x 2 x 3, com quatro repetições, apresentando como variáveis a presença ou ausência de palhada da cana na linha de plantio, os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne (37 + 1.463 g i.a. ha -1 e 0,2% de v/v de Aterbane®) e hexazinone + diuron (330 + 1.170 g i.a. ha -1 e 0,2% de v/v de Aterbane®) e as pontas de pulverização XR11002-VS, AI11002-VS e TF-VP5. A retirada da palha na linha de plantio, representada por 9.150 kg de matéria seca por hectare, foi efetuada logo no início da emissão dos primeiros perfilhos da cultura, rastelando-se a palhada de aproximadamente 50,0 cm da largura total da linha para a entrelinha, simulando a operação mecanizada de manejo.

O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições, sendo a condição de presença e ausência de palhada na linha de plantio alocada em parcelas principais de 4,2 x 35,0 m (147,0 m2), onde as combinações para cada herbicida estudado e pontas de pulverização e uma testemunha, em subparcelas constituídas por quatro linhas da cultura e dimensão de 4,2 x 5,0 m (21,0 m2). Nessa etapa, foram avaliados a toxicidade à cultura da cana-de-açúcar e o controle da infestação constituída por Digitaria horizontalis e Brachiaria decumbens aos 7, 14, 21, 28 e 63 dias após a aplicação (DAA). Além disso, também foram analisados o controle geral da infestação, representado por todas as espécies de plantas daninhas, e, para a cultura da cana-de-açúcar, as variáveis altura da distância entre o solo até a região auricular da folha +1 (Dillewijn, 1952), número de perfilhos por metro linear e diâmetro mediano de colmos, todos aos 90 DAA. Para o controle da infestação, notas visuais foram atribuídas aos efeitos dos tratamentos, em que 0% correspondeu à "ausência de controle" e 100% ao "controle total" (SBCPD, 1995). De forma semelhante ao controle da infestação, a fitotoxicidade na cultura também foi avaliada através de escala percentual de notas da EWRC (1964), em que 0% correspondeu à ausência de injúrias e 100% à morte das plantas.

No segundo experimento, as deposições da calda de pulverização nas folhas de cana-de-açúcar e capim-colchão, resultantes de todos os tratamentos estudados no primeiro experimento, foram monitoradas com auxílio do corante FDC-1. Para isso, soluções traçantes de FDC-1, na concentração de 3.000 ppm, foram pulverizadas em associação aos herbicidas estudados. As repetições foram constituídas de 20 perfilhos de cana com cinco a sete folhas, 30 plântulas de capim-colchão com três a cinco folhas e cinco lâminas de vidro com área de 19,76 cm2, posicionadas nas entrelinhas da cultura. As folhas e lâminas de vidro serviram como aparato, em que o corante depositado foi posteriormente recuperado e quantificado, através da lavagem dos alvos, com auxílio de sacos plásticos e volume de água destilada previamente estipulado.

A determinação da quantidade depositada do corante FDC-1, por meio das soluções recuperadas nos alvos, foi feita utilizando-se um espectrofotômetro nos laboratórios do NuPAM/UNESP/FCA, cujos resultados da leitura em absorbância no comprimento de onda de 630 nm proporcionaram a definição da sua concentração (mg L-1), de acordo com os coeficientes angulares das curvas-padrão (R2 > 0,99998). Os valores de depósito foram posteriormente transformados em µL planta-1 e µL cm-2, conforme metodologia descrita por Palladini (2000) e Souza (2002).

Nos dois experimentos, as aplicações foram realizadas em pós-emergência, nos dias 26/9/2003 e 27/9/2003. O estádio de desenvolvimento de D. horizontalis variou de 6 folhas a 1-2 perfilhos (plantas pequenas) até 6 a 10 perfilhos (plantas grandes). Para B. decumbens, entre 2 e 6 folhas (plantas pequenas) até 6 a 8 perfilhos (plantas grandes). Essas plantas foram encontradas apenas na região da linha de plantio, onde a palhada havia sido manejada. A cultura da cana-de-açúcar apresentava-se em perfilhamento, com 5 a 7 folhas e altura de aproximadamente 50 cm. Na aplicação, o número médio de infestantes nas linhas das testemunhas onde a palha foi manejada foi de, respectivamente, 14 e 9 plantas de D. horizontalis e B. decumbens por metro quadrado.

As pulverizações dos herbicidas nos experimentos foram realizadas no final da tarde, utilizando-se um pulverizador costal de CO2, mantido em pressão constante e com os seguintes consumos de calda e pontas de pulverização: 128 L ha-1 (XR11002-VS), 200 L ha-1 (AI11002-VS) e 310 L ha-1 (TF-VP5). O solo apresentava-se úmido e as condições climáticas registradas no momento das aplicações foram, respectivamente, para o primeiro e segundo experimentos: temperatura do ar de 24 e 28 ºC, umidade relativa do ar de 66 e 60% e ventos de 4,0 e 5,8 km h-1. As precipitações e temperaturas médias diárias registradas no período compreendido entre setembro/2003 e dezembro/2003 encontram-se na Figura 1.

 

 

No primeiro experimento, os resultados foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as suas médias comparadas pelo teste "t" a 5% de probabilidade. No segundo, os dados referentes aos depósitos foram ajustados pelo modelo de Gompertz (F = e^ (a - e^(-b c * X))), sendo representadas as freqüências acumuladas da deposição da calda pulverizada, em porcentagem. Adotou-se o valor de 4,60517 para o parâmetro "a" do modelo, o qual representa a assíntota máxima da curva, em que "eª" = 100, conforme modelo ajustado por Velini (1995).

Os valores de média, moda e mediana também foram estabelecidos no trabalho. A precisão do ajuste dos dados do modelo de Gompertz foi avaliada pelos coeficientes de determinação (R2) e pelas somas dos quadrados de resíduos das equações.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A comunidade infestante, constituída pelas gramíneas D. horizontalis e B. decumbens, foi eficientemente controlada pela presença da palhada sobre a superfície do solo, ou seja, na ausência do manejo da palha sobre a linha de plantio. Dessa forma, no momento da aplicação dos tratamentos químicos não houve a presença de infestação para a condição de cana crua sem manejo da palha na linha de plantio, mas ainda assim foram avaliados os efeitos de toxicidade sobre a cultura da cana-de-açúcar.

Para D. horizontalis com 6 folhas até 1 a 2 perfilhos (plantas pequenas), apenas o herbicida trifloxysulfuron-sodium + ametryne (37 + 1.463 g i.a. ha -1 e 0,2% de v/v de Aterbane®) aplicado com a ponta de pulverização AI1002-VS apresentou controle satisfatório aos 7 DAA, embora não tenham sido constatadas diferenças significativas em relação às pontas XR11002-VS e TF-VP5 (Tabela 1). Nessa avaliação, o herbicida hexazinone + diuron (330 + 1.170 g i.a. ha-1 e 0,2% de v/v de Aterbane®) não atingiu o controle mínimo aceitável (> 80,0%) de D. horizontalis, sendo seu desempenho inferior a 71,0%, para todas as pontas avaliadas. Aos 14 DAA, os tratamentos trifloxysulfuron-sodium + ametryne com os três tipos de pontas de pulverização apresentaram controle eficiente (> 90,0%) de D. horizontalis, não diferindo significativamente entre si. Entretanto, para hexazinone + diuron o controle de D. horizontalis foi apenas satisfatório para as três pontas de pulverização, apesar de não ter ocorrido interação significativa entre as variáveis herbicida e pontas de pulverização aos 14 DAA. Dessa forma, a mistura trifloxysulfuron-sodium + ametryne exerceu controle mais eficiente de D. horizontalis, em relação a hexazinone + diuron, nas aplicações desenvolvidas com a ponta modelo AI11002-VS, apenas aos 7 DAA. A partir dos 21 DAA, os herbicidas estudados nas diferentes modalidades de aplicação apresentaram controle eficiente de D. horizontalis (plantas pequenas), atingindo níveis excelentes e superiores a 98,7% aos 63 DAA (Tabela 1). Resultados de controle de D. horizontalis em estádio inicial de desenvolvimento com trifloxysulfuron-sodium + ametrine e hexazinone + diuron, semelhantes aos do presente trabalho, foram constatados por Soares et al. (2000) e Barros & Leonel (2001).

 

 

Os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametrine e hexazinone + diuron não controlaram satisfatoriamente D. horizontalis em estádio de 6 a 10 perfilhos (plantas grandes) até os 14 DAA (Tabela 2), apesar de ter ocorrido interação entre herbicida e ponta de pulverização, com destaque para a ponta TF-VP5. Aos 21 e 28 DAA, somente as combinações dos herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron com a ponta TF-VP5 e hexazinone + diuron com a ponta AI11002-VS controlaram satisfatoriamente D. horizontalis (plantas grandes) em níveis de 82,0, 85,0 e 80,0%, respectivamente, não diferindo significativamente entre si. Entretanto, aos 63 DAA, algumas plantas que escaparam ao controle ou ainda estavam sob o efeito supressivo dos herbicidas começaram a desenvolver rebrotações. Assim, apenas o hexazinone + diuron, em que foi utilizada a ponta TF-VP5, apresentou controle satisfatório (84,0%), diferindo significativamente do trifloxysulfuron-sodium + ametryne, em que foi utilizada a ponta TF-VP5 (70,0%), assim como dos demais tratamentos.

 

 

Os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne (37 + 1.463 g i.a. ha -1 e 0,2% de v/v de Aterbane®) e hexazinone + diuron (330 + 1.170 g i.a. ha-1 e 0,2% de v/v de Aterbane®) controlaram eficientemente (> 92,75%) B. decumbens com 2 a 6 folhas (plantas pequenas) em todas as modalidades de pulverização estudadas (Tabela 3). A partir dos 21 DAA, o controle estabilizou-se em nível excelente (> 98,0%) e persistiu até o início do fechamento da cultura (63 DAA), não havendo diferenças significativas entre herbicidas e modalidades de pulverização.

 

 

De forma semelhante aos resultados obtidos para D. horizontalis (plantas grandes), apenas os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron combinados à ponta TF-VP5 controlam satisfatoriamente B. decumbens com 6 a 8 perfilhos (plantas grandes) aos 7 DAA (Tabela 4), alcançando níveis de 86,2 e 82,5%, respectivamente. As pontas AI11002-VS e XR11002-VS combinadas aos herbicidas estudados proporcionaram desempenho inferior ao da ponta TF-VP5, não sendo significativamente diferentes entre si. A partir dos 14 DAA, os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron, aplicados com a ponta TF-VP5, apresentaram-se eficientes, proporcionando controle de B. decumbens (plantas grandes) de 91,2% e 92,5%, respectivamente. Essa eficácia foi mantida até o início do fechamento da cultura, com evidente superioridade em relação aos demais tratamentos.

 

 

O trifloxysulfuron-sodium + ametryne, aplicado com a ponta AI11002-VS, apresentou níveis satisfatórios de controle a partir dos 21 DAA (Tabela 4), não diferindo estatisticamente do hexazinone + diuron, mas com desempenho prejudicado aos 63 DAA, em razão do surgimento de novas rebrotas da infestação. Os tratamentos com a ponta XR11002-VS controlaram insatisfatoriamente B. decumbens (plantas grandes), proporcionando, aos 63 DAA, níveis inferiores a 56%. Esses resultados corroboram os obtidos por Schumm & Braz (2002), os quais, estudando o controle em pós-emergência tardia de B. decumbens e D. horizontalis (3 a 6 perfilhos), não verificaram boa eficiência do trifloxysufuron-sodium + ametryne, a não ser quando utilizado em mistura com MSMA.

Aos 7 DAA, os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron, nas diferentes modalidades de pulverização, promoveram níveis de injúria acentuados na parte aérea das plantas de cana-de-açúcar, nas duas condições de manejo de palha (Tabelas 5 e 6). Os sintomas de clorose e bronzeamento seguidos de necrose das pontas e bordas das folhas foram danos visuais provocados de forma mais intensa até 14 DAA. Nesse período, os herbicidas com as pontas TF-VP5 e AI11002-VS apresentaram as maiores porcentagens de injúrias visuais à cultura, tendo o trifloxysulfuron-sodium + ametryne sido mais seletivo que o hexazinone + diuron. A partir dos 21 DAA, os danos não foram mais verificados nas folhas mais novas da cultura, porém ainda persistiram nas folhas intermediárias até os 28 DAA, nas duas modalidades de manejo de palha. Aos 63 DAA, os efeitos de toxidez visual à cultura não foram mais observados. Resultados semelhantes foram relatados por Terra (2003), em estudo de seletividade, mencionando a persistência das injúrias dos herbicidas à base de ametryne e sua mistura com trifloxysulfuron-sodium, influenciando diretamente a atribuição das notas de toxicidade.

 

 

 

 

Nas Tabelas 7 e 8 encontram-se os resultados de controle geral da infestação e de alguns parâmetros culturais aos 90 DAA, considerando as condições de palhada manejada ou cana crua. Os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron, aplicados em palhada manejada, proporcionaram controle geral eficiente ( 91,25%) com a ponta TF-VP5 e satisfatório com a ponta AI11002-VS (80,0 e 88,7%), aos 90 DAA (Tabela 7). A ponta XR11002-VS, combinada aos herbicidas estudados em palhada manejada, apresentou-se deficiente no controle total da infestação. Na condição de cana crua sem retirada da palha da linha da plantio, todos os tratamentos apresentaram controle excelente de B. decumbens e D. horizontalis, provavelmente devido à presença da palha na superfície do solo. Esses resultados concordam com os obtidos por Gravena et al. (2002) e Negrisoli et al. (2002).

 

 

 

 

Quanto às variáveis altura da cana, número de perfilhos e diâmetro de colmos aos 90 DAA, não houve diferenças significativas nas duas condições de manejo de palha (Tabelas 7 e 8). Para os parâmetros altura da cana, número de perfilhos e diâmetro de colmos aos 90 DAA, não houve diferenças significativas nas duas condições de manejo de palha (Tabelas 7 e 8). Entretanto, em palhada retirada da linha de plantio, a altura das plantas de cana-de-açúcar submetidas à aplicação de trifloxysulfuron-sodium + ametryne com as pontas AI11002-VS e TF-VP5 apresentou-se significativamente superior à daquelas submetidas ao herbicida hexazinone + diuron. Para hexazinone + diuron aplicado com a ponta XR 110.02-VS, também foi constatado que a altura das plantas de cana-de-açúcar foi superior aos modelos AI11002-VS e TF-VP5.

No segundo experimento, as curvas da freqüência acumulada (%) dos depósitos da calda de pulverização (µL cm-2) ajustaram-se satisfatoriamente ao modelo de Gompertz, apresentando elevados coeficientes de determinação (R2 entre 0,9698 e 0,9936), independentemente da calda de pulverização utilizada (Figura 2).

 


 

Os dados originais demonstram que as relações entre o maior e o menor depósito sobre as plântulas de D. horizontalis, utilizando-se as pontas XR11002-VS, AI11002-VS e TF-VP5, foram de aproximadamente 10,4, 18,6 e 8,6 vezes para a calda com FDC-1 + trifloxysulfuron sodium + ametryne e de 5,1, 11,42 e 8,5 vezes para a calda com FDC-1 + hexazinone + diuron, respectivamente. Entretanto, na Figura 2 (Aa e Ba) as curvas das freqüências acumuladas (%) indicam que a uniformidade de deposição das caldas dos herbicidas em D. horizontalis apresentou-se bastante semelhante para as três pontas de pulverização quando se utilizaram as soluções de FDC-1 + trifloxysulfuron-sodium + ametryne e FDC-1 + hexazinone + diuron. Esse fato é pela similaridade na inclinação das curvas, comparado-se as pontas iguais para as caldas de herbicidas diferentes, ou ainda pelos valores do parâmetro "c" do modelo de Gompertz (Tabela 9), em que os maiores valores de "c" indicam as menores inclinações das curvas e, conseqüentemente, a maior uniformidade dos depósitos da calda de pulverização.

 

 

Com base nos resultados obtidos, pode-se exemplificar que, se a dose mínima necessária para matar as plantas de D. horizontalis estivesse contida em 0,5 µL cm-2, haveria apenas 23,5 e 0,5%; 20,3 e 15,6%; e 5,6 e 7,1% de escape de controle para as pontas XR11002-VS, AI11002-VS e TF-VP5, utilizando-se os herbicidas trifloxysulfuron-sodium + ametryne e hexazinone + diuron, respectivamente (Figura 2 Aa e Ba). Apesar da ineficiência de controle do trifloxysulfuron-sodium + ametryne com a ponta XR11002-VS, em comparação ao hexazinone + diuron, ao confrontar os dados de deposição e controle (Figura 9 e Tabela 1), observa-se que o controle apresentou-se semelhante para ambos os produtos, apesar de sua menor homogeneidade de deposição.

 

 

Além disso, ainda na Tabela 9, pode-se constatar através da moda (maior freqüência dos valores) o menor valor de depósito de FDC-1 + trifloxysulfuron-sodium + ametryne em D. horizontalis para a ponta XR11002-VS, quando comparada com as outras pontas, fato esse que coincide com os menores níveis de controle obtidos no primeiro experimento. O contrário ocorreu com a calda FDC-1 + hexazinone + diuron, na qual as pontas de pulverização apresentaram entre si menores valores modais da deposição em D. horizontalis e, conseqüentemente, eficácia de controle similar entre elas, no primeiro experimento.

A variação de deposição da calda de FDC-1 + trifloxysulfuron-sodium + ametryne na cana-de-açúcar apresentou-se menos homogênea em relação a FDC-1 + hexazinone + diuron, para todas as pontas de pulverização (Figura 2 Cb e Db). As pontas TF-VP5 e AI11002-VS, utilizadas com FDC-1 + trifloxysulfuron-sodium + ametryne, proporcionaram os maiores valores médios, modais e medianos (Tabela 9); entretanto, não foram os tratamentos que proporcionaram os maiores níveis de injúrias à cana-de-açúcar no primeiro experimento. Esse fato pode ser justificado pela habilidade diferenciada de desintoxificação da cultura, uma vez que a variedade estudada aparentemente apresentou-se mais sensível ao herbicida hexazinone + diuron.

Na Figura 3 encontram-se os valores médios do comportamento dos depósitos pulverizados no solo, os quais foram monitorados através de alvos artificiais, representados por lâminas de vidro dispostas nas entrelinhas da cultura. Os dados sugerem valores progressivos de deposição conforme os volumes de calda utilizados; cada 1 µL cm-2 de depósito nas lâminas corresponde a 100 L ha-1 da calda de pulverização. Os herbicidas estudados apresentam efeito de ação combinada de pré e pós-emergência em suas formulações e, nesse sentido, a persistência do efeito residual é função da quantidade a ser depositada no solo.

É importante ressaltar que as pontas de pulverização estudadas apresentam comportamentos distintos de formação de gotas e volume de calda, as quais influenciam diretamente o comportamento da pulverização e, conseqüentemente, a eficiência biológica. Dessa forma, nas condições estudadas, observou-se que o estádio de desenvolvimento da infestação foi parâmetro fundamental para o desempenho dos produtos, sendo possível administrar a eficiência de controle com economia e ganho em logística operacional apenas em função da escolha adequada da ponta de pulverização.

 

LITERATURA CITADA

BARROS, C. A.; LEONEL, D. M. Eficácia e seletividade da mistura trifloxysulfuron-sodium/ametryne para o controle de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar. R. Bras. Herbic., v. 2, n. 3, p. 93-97, 2001.         [ Links ]

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Recebido para publicação em 3.6.2007 e na forma revisada em 6.2.2008.

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