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Brazilian Journal of Botany

On-line version ISSN 1806-9959

Rev. bras. Bot. vol. 21 n. 2 São Paulo Aug. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-84041998000200001 

Composição florística da vegetação de carrasco, Novo Oriente, CE

 

FRANCISCA SOARES DE ARAÚJO1, EVERARDO V. S. B. SAMPAIO2, MARIA ANGÉLICA FIGUEIREDO1, MARIA JESUS NOGUEIRA RODAL3 e AFRÂNIO GOMES FERNANDES1

 

(recebido em 13/02/96; aceito em 04/09/97)

 

 

ABSTRACT - (Floristic composition of the carrasco vegetation at Novo Oriente, CE, Brazil). The floristic composition of the vegetation in the southern part of the Ibiapaba plateau was studied at Novo Oriente, Ceará - Brazil (5°28’ - 5°43’S and 40°52’ - 40º55’W ; 750-850 m altitude). A total of 184 species in 52 families was collected, including herbs, vines, shrubs and trees. Families with the highest number of species were Caesalpiniaceae (17 species), Fabaceae (16 species), Euphorbiaceae (15 species), Myrtaceae (11 species), Bignoniaceae (10 species) and Mimosaceae (9 species). Of 102 shrub and tree species in the area, 24 occurred in both caatinga and cerrado, 29 in cerrado, 17 in caatinga, one in forest and 31 only in carrasco. It is not yet possible to define whether carrasco is a degraded cerradão or a type vegetation on its own. Surveys in other carrasco areas are necessary in order to contribute to solve this problem.

RESUMO - (Composição florística da vegetação de carrasco, Novo Oriente, CE). Foi caracterizada a composição florística da vegetação de carrasco do sul do planalto da Ibiapaba em Novo Oriente, Ceará (5°28’ - 5°43’S e 40°52’ - 40º55’W ; 750-850 m de altitude), ocorrendo em Areias Quartzosas profundas. Foram coletadas 184 espécies, incluindo ervas, cipós, subarbustos, arbustos e árvores, distribuídas em 52 famílias. As famílias com maior número de espécies foram Caesalpiniaceae (17), Fabaceae (16), Euphorbiaceae (15), Myrtaceae (11), Bignoniaceae (10) e Mimosaceae (9). De 102 espécies arbustivas e arbóreas da área estudada, 24 ocorreram em áreas de caatingas e cerrados, 29 em cerrados, 17 em caatinga, uma espécie em mata e 31 foram exclusivas do carrasco. Não foi possível definir se o carrasco é um cerradão degradado ou um tipo próprio de vegetação, sendo necessária para isso a realização de levantamentos em outras áreas similares.

Key words - Carrasco, vascular flora, vegetation

 

 

Introdução

A vasta extensão territorial da região nordeste (1.540.827 km2) apresenta grandes variações no relevo, predominando altitudes inferiores a 500 m (depressão sertaneja), enquanto alguns setores atingem as cotas de 900 a 1000 m no planalto da Ibiapaba, chapada do Araripe e planalto da Borborema e de 1200 m na chapada Diamantina. Na região sobrepõem-se diversos sistemas de circulação atmosférica, que ocasionam diferenças de continentalidade e de maritimidade. Por tudo isso, as condições climáticas da região são bastante complexas (Nimer 1966, 1972) e suas variações refletem-se na presença de grande variedade de tipos vegetacionais.

Entre os tipos vegetacionais da área semi-árida, a vegetação de caatinga constitui a feição dominante, apresentando variações na fisionomia e composição florística (Luetzelburg 1922/23, Egler 1951, Andrade-Lima 1966, 1981, Fernandes & Bezerra 1990).

Andrade-Lima (1978) referiu-se a um outro tipo vegetacional xerófilo, chamado carrasco ou catanduva, ocorrendo em solos arenosos sobre chapadas contíguas à vegetação das caatingas, na bacia do rio Parnaíba (Piauí). Segundo o autor, o carrasco, pela caducifolia, seria um tipo de caatinga, mas, pela maior densidade dos indivíduos, a uniestratificação aparente e a quase ausência de cactáceas e bromeliáceas, poderia ser reconhecido como uma entidade própria. Fernandes (1990) e Fernandes & Bezerra (1990) afirmaram ser o carrasco procedente da destruição ou devastação parcial do cerradão, assumindo o aspecto de uma capoeira densa, ocorrendo nos níveis elevados e tabulares do reverso do planalto da Ibiapaba e chapada do Araripe, parecendo ocorrer também em algumas áreas na circunvizinhança da chapada Diamantina, na Bahia. Já Figueiredo (1986, 1991) referiu-se àquela vegetação como uma comunidade xerófila, arbustiva densa, com indivíduos de caules finos e muitas vezes cespitosos e alguns arbóreos, formada por espécies próprias, mas também de cerrado, de caatinga e de mata. Estas definições foram baseadas principalmente em observações fisionômicas.

O termo carrasco tem sido usado para designar diferentes tipos de vegetação do nordeste do Brasil e fora dele, abrangendo caatingas arbustivas de solos pedregosos, capoeiras (vegetação secundária) e áreas de vegetação aberta com arbustos de pequeno porte, que ocorrem nas chapadas de Minas Gerais. Meguro et al. (1994) e Pirani et al. (1994) referiram-se ao termo carrasco para designar uma vegetação com arbustos raquíticos bastante ramificados, agregados, formando moitas, variando de uma fisionomia aberta a densa, em áreas com declividade suave e deposição de areia, ocorrendo em torno de 800 a 1200 m de altitude na Serra do Ambrósio, um braço da cadeia do Espinhaço em Minas Gerais. Mas sua fisionomia e composição florística não são as mesmas do carrasco ocorrente no planalto da Ibiapaba e chapada do Araripe.

Visando a contribuir para o conhecimento da composição florística e definição do carrasco do planalto da Ibiapaba foi realizado o levantamento da flora da área de carrasco que ocorre no município de Novo Oriente, Ceará.

 

Material e métodos

Foi realizado o levantamento da flora de carrasco, no município de Novo Oriente, CE, ocorrendo em Areias Quartzosas em altitudes de 750 m a 850 m, principalmente nas localidades de Baixa Fria, Carrasco e Estrondo. O município está localizado entre as coordenadas 5°28' - 5°43’S e 40°52' - 40°55’W, situado ao sul do planalto da Ibiapaba, que se estende de norte a sul na divisa entre Ceará e Piauí (figura 1).

 

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Figura 1. Localização da área de carrasco estudada no município de Novo Oriente, Ceará.

 

O levantamento florístico consistiu de coletas mensais de material botânico de ervas, cipós, subarbustos, arbustos e árvores, no período de julho de 1989 a setembro de 1991. As exsicatas encontram-se depositadas no Herbário EAC - Prisco Bezerra da Universidade Federal do Ceará.

Foi analisada a ocorrência de 102 táxons arbustivos e arbóreos, identificados em nível específico, em listagens florísticas de 23 trabalhos de caatinga e cinco trabalhos de cerrado, sendo quatro realizados no nordeste do Brasil e a listagem geral de cerrado para o Brasil apresentada por Castro (1994). Quando o taxon não foi registrado nos trabalhos de caatinga e cerrado, verificou-se a ocorrência de registros nos herbários EAC da Universidade Federal do Ceará e IPA da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária em Recife, Pernambuco.

 

Resultados e Discussão

A flora do carrasco em Novo Oriente foi representada por 184 espécies, distribuídas em 52 famílias (tabela 1). Deste total, 122 espécies pertencentes a 41 famílias, incluindo cipós, arbustos e árvores, apresentaram indivíduos com diâmetro do caule no nível do solo ³ 3 cm e, destas, 14 espécies (11%) representaram cipós. Do total de 184 espécies, 157 (85%) foram identificadas no nível específico, 25 (14%) apenas no nível genérico e duas (1%) apenas no nível de família. Caesalpiniaceae com 17 espécies, Fabaceae com 16, Euphorbiaceae com 15, Myrtaceae com 11, Bignoniaceae com 10 e Mimosaceae com 9 foram as famílias que mais se destacaram em número de espécies. Vinte e três famílias (44%) foram representadas por apenas uma espécie. As famílias com maior número de gêneros foram Fabaceae (13), Caesalpiniaceae (7), Euphorbiaceae (8), Bignoniaceae e Rubiaceae (7 cada uma), Asteraceae (6), Mimosaceae (5), Myrtaceae e Sapindaceae (4 cada uma). Trinta e duas famílias (62%) apresentaram apenas um gênero. Entre os gêneros que mais se destacaram em número de espécies estavam: Croton (7), Bauhinia, Solanum e Eugenia (5 cada uma), Cordia e Senna (4 cada). Do total de 126 gêneros identificados, 98 (78%) apresentaram apenas uma espécie (tabela 1).

 

Tabela 1. Lista das famílias e espécies coletadas na vegetação de carrasco, Novo Oriente - CE, com os respectivos números de coleta de Araújo, F.S., tipos de vegetação e referências bibliográficas onde foram registradas as espécies arbustivas e arbóreas, em 23 trabalhos de caatinga, cinco trabalhos de cerrado e consultas aos herbários EAC e IPA: caatinga (ca), cerrado (ce), mata seca (ms), mata (ma). (*espécies escandentes, subarbustivas ou arbustivas com diâmetro do caule no nível do solo < 3 cm. Trabalhos em caatinga: 1. Andrade-Lima (1960); 2. Tavares et al. (1969a); 3. Tavares et al. (1969b); 4. Tavares et al. (1970); 5. Tavares et al. (1974); 6. Carvalho (1971); 7. Andrade-Lima (1975); 8. Lira (1979); 9. Lyra (1982); 10. Rodal (1983); 11. Souza (1983); 12. Lima (1984); 13. Gomes & Fernandes (1985); 14. Sales & Lima (1985); 15. Silva (1985); 16. Figueiredo (1987); 17. Moura (1987), 18. Santos (1987); 19. Oliveira et al. (1988); 20. Fonseca (1991); 21. Rodal (1992); 22. Alcoforado Filho (1993); 23. Araújo et al. (1995). Trabalhos em cerrado: 24. Castro (1984); 25. Figueiredo & Fernandes (1987); 26. Figueiredo (1989); 27. Goergen (1986) e 28. Castro (1994).

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Analisando a distribuição de 102 espécies arbustivas e arbóreas nos levantamentos de caatingas, cerrados e herbários, verificou-se que 12 espécies ocorreram em mata, caatinga e cerrado; 12 espécies foram registradas tanto em áreas de caatinga quanto de cerrado; quatro espécies em caatinga e mata, sete espécies em cerrado e mata, enquanto 22 apenas nas áreas de cerrado e 13 espécies apenas nas áreas de caatinga. A espécie Lindackeria ovata (Benth.) Gilg foi registrada apenas em mata. Trinta e uma espécies foram exclusivas para o carrasco (tabela 1). Considerando apenas os registros das espécies em cerrado e caatinga, 24 ocorreram nos dois tipos de vegetação, 29 apenas em cerrado e 17 apenas em caatinga. Excluindo-se os registros de herbário, 17 foram registradas tanto nos levantamentos de caatinga quanto nos de cerrado, 27 apenas nos levantamentos de cerrado, 13 espécies apenas nos levantamentos de caatinga, totalizando 44 registros no cerrado, 30 na caatinga e 45 exclusivos para o carrasco.

Para a caatinga, os trabalhos que apresentaram maior número de espécies em comum com o carrasco foram os de Oliveira et al. (1988) com 15, Rodal (1983) e Alcoforado-Filho (1993) com 14, Gomes & Fernandes (1985) e Figueiredo (1987) com 13, Lima (1984), Silva (1985), Rodal (1992) e Araújo et al. (1995) com 10 espécies. Os trabalhos de Oliveira et al. (1988) e Gomes & Fernandes (1985) abrangeram áreas de caatinga próximas da área de carrasco do planalto da Ibiapaba, enquanto Figueiredo (1987), Lima (1984), Silva (1985) e Rodal (1983, 1992) realizaram levantamentos englobando vegetação em áreas sedimentares, ocorrendo em solos arenosos e profundos. Segundo Fernandes (1982), as paisagens típicas de caatinga são encontradas em terrenos cristalinos. O trabalho de Araújo et al. (1995) está entre os que apresentaram maior número de espécies, por englobar listagem de três áreas de caatinga. Quanto ao restante dos trabalhos de caatinga, o número de espécies em comum com o carrasco foi inferior a 10.

Das 31 espécies registradas nos 23 trabalhos de caatinga, as de maior ocorrência foram: Myracrodruon urundeuva Allemão, presentes em todos os 23 trabalhos e Commiphora leptophloeos (Mart.) Gillett presentes em 22 trabalhos e também na listagem geral de cerrado apresentada por Castro (1994), seguidas por Cereus jamacaru DC. em 19, Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud. em 14, Capparis flexuosa (L.) L. em 12, Croton sonderianus Müll. Arg. em 10 e Piptadenia moniliformis Benth. em nove trabalhos. As espécies de menor ocorrência foram: Acacia glomerosa Benth., Croton zehntneri Pax & Roffm., Manihot palmata Müll. Arg., Pseudobombax marginatum (A.St.-Hil.) A. Robyns e Senna macranthera var. pudibunda (Benth.) H.S. Irvin & Barneby, presentes em apenas dois trabalhos, e Bauhinia acuruana Moric., Croton jacobinensis Müll. Arg., Jacaranda jasminoides (Tunb.) Sandwith, Platipodium elegans Vog., Sapium aff. arguta (Müll. Arg.) Huber, Senna trachypus (Benth.) H.S. Irwin & Barneby e Tocoyena formosa (Schum. & Schlecht) Schum., em apenas um trabalho. As espécies Jacaranda jasminoides (Tunb.) Sandwith, Senna macranthera var. pudibunda (Benth.) H.S. Irvin & Barneby, Senna trachypus (Benth.) H.S. Irwin & Barneby, Platipodium elegans Vog., Pseudobombax marginatum (A.St.-Hil.) A. Robyns e Tocoyena formosa (Schum. & Schlecht) Schum. também foram registradas para cerrado.

A espécie Piptadenia moniliformis Benth. que, segundo Andrade-Lima (1978), é comum nos ambientes onde ocorre o carrasco foi registrada em nove trabalhos de caatinga, predominantemente nos levantamentos em áreas sobre solos arenosos e também em cerrados. Esta espécie, segundo Bigarella et al. (1975), é típica de quase todas as caatingas de solos arenosos, não demasiadamente secas e dos depósitos costeiros do Grupo Barreiras, entretanto sua área de distribuição inclui os" llanos" venezuelanos.

As espécies Miracrodruon urundeuva Allemão e Commiphora leptophloeos (Mart.) Gillett foram registradas apenas na localidade Carrasco, com apenas um indivíduo. Além de ocorrer amplamente na caatinga, Miracrodruon urundeuva Allemão ocorre em áreas isoladas de cerrado do pantanal mato-grossense e até na flora tucumano-boliviano (Prado & Gibbs 1993). Portanto, não é um bom indicador de caatinga. Cereus jamacaru DC. também foi pouco representado no carrasco, ocorrendo apenas com duas plantas. A presença destas três espécies na área de carrasco estudada deve-se, aparentemente, ao contato do carrasco com a caatinga.

Das 44 espécies de carrasco encontradas nos cinco trabalhos de cerrado, todas foram registradas na listagem geral de cerrado apresentada por Castro (1994) e 18 espécies foram comuns a uma área de cerradão situada sobre a Chapada Grande no Piauí Central (Goergen 1986). Os outros três trabalhos apresentaram menos de sete espécies comuns ao carrasco.

Foi baseado na presença de espécies como Parkia platycephala Benth., Thiloa glaucocarpa (Mart.) Eichler, Terminalia fagifolia Mart., Hymenaea velutina Ducke e Piptadenia moniliformis Benth. que Fernandes (1990) e Fernandes & Bezerra (1990) caracterizaram o carrasco como sendo procedente da destruição parcial do cerradão, assumindo o aspecto de uma capoeira densa. No carrasco estudado, foram registradas apenas as espécies Thiloa glaucocarpa (Mart.) Eichler, Hymenaea velutina Ducke e Piptadenia moniliformis Benth., sendo que as espécies Thiloa glaucocarpa (Mart.) Eichler e Piptadenia moniliformis Benth. também foram registradas em trabalhos de caatinga.

Conforme o levantamento da distribuição das espécies nos herbários EAC e IPA, verificou-se que Helicteres muscosa Mart. e Senna splendida (Vog.) H.S. Irwin & Barneby foram registradas em áreas de caatinga, cerrado e carrasco. As espécies Acacia langsdorffii Benth., Eugenia tapacumensis O. Berg, Solanum paniculatum L., Pavonia glazioviana Gürke e Turnera blanchetiana Urb. foram registradas para caatinga e carrasco, enquanto Byrsonima gardneriana A. Juss. foi registrada para carrasco e cerrado, e outros locais sem especificação do tipo de vegetação. Cordia verbenacea DC. foi registrada em caatinga e mata. As espécies Calliandra umbelifera Benth., Erythroxylum barbatum O.E. Schultz, Piriqueta sidifolia Urb., Vernonia obscura Less. e Xylosma ciliatifolium Eichler foram verificadas nos dois herbários, mas sem especificação do tipo de vegetação em que ocorriam. Chrysophyllum ebenaceum Mart. e Zanthoxylum stelligerum Turcz. foram registradas apenas para carrasco. A espécie Ocotea duartei Vattimo só foi registrada na chapada do Araripe, principalmente em carrasco (Barreto 1985).

Só pela ocorrência de espécies em um ou outro tipo de vegetação não foi possível avaliar se o carrasco seria uma vegetação ecotonal entre a caatinga e o cerrado, ou um plagioclímax resultante da degradação do cerradão, ou uma vegetação fóssil, representante de condições ambientais passadas. Estes questionamentos só poderão ser respondidos após a realização de outros levantamentos florísticos em carrasco.

 

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1. Departamento de Biologia, Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará - UFC, Campus do Pici, Caixa Postal 12191, 60455-760 Fortaleza, CE.

2. Departamento de Energia Nuclear, UFPE, 50740-540 Recife, PE.

3. Departamento de Biologia, UFRPE, 52171-030 Recife, PE.