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Brazilian Journal of Botany

On-line version ISSN 1806-9959

Rev. bras. Bot. vol. 21 n. 2 São Paulo Aug. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-84041998000200010 

Fungos zoospóricos (Mastigomycotina) da mata atlântica da Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, município de Santo André, SP1

 

IRACEMA HELENA SCHOENLEIN-CRUSIUS2 e ADAUTO IVO MILANEZ2

 

(recebido em 15/05/96; aceito em 07/10/97)

 

 

ABSTRACT - (Zoosporic fungi (Mastigomycotina) from the atlantic rainforest in the "Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba", municipality of Santo André, SP). A total of 316 occurrences of 20 taxa of Mastigomycotina (zoosporic fungi) was isolated from leaves of Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. located in the terrestrial and aquatic environment, in samples of soil and stream water, collected monthly from July, 1988 to May, 1990. Among the 13 taxa of Chytridiomycetes and seven of Oomycetes, the most common species were: Karlingia rosea (De Bary & Woronin) Johanson (35 occurrences), Polychytrium aggregatum Ajello (32 occurrences), Rhizophydium elyensis Sparrow (34 occurrences), and Nowakowskiella elegans (Nowak.) Schroeter (32 occurrences). Karlingiomyces sp., Phlyctochytrium sp. and Rhizophydium chitinophyllum Sparrow are reported from the first time to the atlantic rainforest.

RESUMO - (Fungos zoospóricos (Mastigomycotina) da mata atlântica da Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, município de Santo André, SP). Trezentas e dezesseis ocorrências de 20 táxons de Mastigomycotina (fungos zoospóricos) foram registradas em folhas de Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. colocadas em ambientes terrestre e aquático, em amostras de solo e de água de riacho coletadas mensalmente de julho de 1988 a maio de 1990. Entre os 13 táxons de Chytridiomycetes e sete de Oomycetes, as espécies com maior ocorrência foram: Karlingia rosea (De Bary & Woronin) Johanson (35 ocorrências), Polychytrium aggregatum Ajello (32 ocorrências), Rhizophydium elyensis Sparrow (34 ocorrências) e Nowakowskiella elegans (Nowak.) Schroeter (32 ocorrências). São citados pela primeira vez para a mata atlântica: Karlingiomyces sp., Phlyctochytrium sp. e Rhizophydium chitinophyllum Sparrow.

Key words - Zoosporic fungi, Mastigomycotina, atlantic rainforest

 

 

Introdução

Os fungos zoospóricos (Mastigomycotina) diferem dos demais fungos pela produção de esporos flagelados especializados para a vida aquática (Milanez 1984; Pires-Zottarelli 1990).

Na mata atlântica, definida como a vegetação que se desenvolveu sobre toda a cadeia montanhosa justamarítima e de planalto, que se estende desde o Rio Grande do Sul até o extremo nordeste (Rizzini 1979), foi constatado que somente 49 táxons desse amplo grupo taxonômico eram conhecidos até 1993 no estado de São Paulo (Milanez et al. 1993). Alguns representantes de Mastigomycotina foram encontrados em amostras de água e solo por Rogers et al. (1970) na Reserva de Paranapiacaba e em diversas coletas esporádicas realizadas no mesmo local (Milanez et al. 1994).

Fungos zoospóricos foram isolados durante a sucessão fúngica em folhas de Ficus microcarpa L.f. (Schoenlein-Crusius & Milanez 1989) e nas de Quercus robur L. (Schoenlein-Crusius et al. 1990), submersas em lagos situados, respectivamente, no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga e no município de Itapecerica da Serra, SP. Esses fungos, juntamente com Hyphomycetes aquáticos, foram comparados (Schoenlein-Crusius et al. 1992) e quantificados (Pires-Zottarelli et al. 1993) em folhas de Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg., Quercus robur L. e Ficus microcarpa L.f. submersas em um riacho em Paranapiacaba. Na mesma área, Antunes et al. (1993) isolaram representantes de Mastigomycotina entre a micota obtida de solo, submetido a queimada acidental.

A micota zoospórica, embora conhecida há mais tempo do que a de Hyphomycetes aquáticos, tem sido menos estudada nos últimos anos, possivelmente pela falta de utilização do método de iscagem, para a obtenção desses fungos a partir de substratos naturais. Atualmente tem sido dado maior ênfase ao papel dos fungos zoospóricos como parasitas de peixes (Kitancharoen et al. 1995) e de fitoplâncton (Bruning et al. 1992) do que como decompositores de substratos alóctones. No entanto, a atividade desses fungos na decomposição de substratos submersos, com papel decisivo na sucessão fúngica, tem sido cada vez mais evidenciada (Schoenlein-Crusius & Milanez 1989, Schoenlein-Crusius et al. 1990, 1992), justificando a importância do conhecimento de sua diversidade e distribuição nos ecossistemas tropicais. Nesse sentido foi conduzido o levantamento de fungos zoospóricos em diversos locais no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, SP, contribuindo para o conhecimento de mais de 30 táxons novos nesta área (Milanez et al. 1994, 1995; Pires-Zottarelli et al. 1995; 1996 a;b).

Para conhecer melhor a micota de trecho da mata atlântica, foram isolados fungos presentes na decomposição de folhas submersas e colocadas sobre o solo, além dos representantes nativos terrestres e da água de um riacho na Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, abordando aspectos da diversidade e interações com alguns fatores abióticos dos ambientes investigados (Schoenlein-Crusius 1993).

O presente artigo apresenta a diversidade e ocorrência dos representantes de Mastigomycotina (fungos zoospóricos) nas folhas em decomposição de A. triplinervia colocadas nos ambientes aquático e terrestre, no solo e no riacho na Reserva de Paranapiacaba.

 

Material e métodos

As coletas foram conduzidas na Reserva Biológica de Paranapiacaba, localizada no município de Santo André, SP. Cinco áreas de 50 m2 representaram o ambiente terrestre e cinco pontos marcados localizados ao longo de um riacho delimitaram o ambiente aquático.

Mensalmente, de julho de 1988 a maio de 1990, os fungos zoospóricos foram isolados pelo método de iscagem de cinco amostras (500 ml) de água de riacho, de cinco amostras (300 g) de solo, de 10 amostras de folhas de A. triplinervia confinadas em sacos de tela de náilon (malha com 1 mm diâm.) colocadas no ambiente terrestre (dispostas sobre o solo) e de 10 amostras de folhas coletadas no ambiente aquático (submersas no riacho).

As amostras de folhas submersas e as dispostas sobre o solo foram coletadas mensalmente e submetidas à técnica de lavagem de discos de folhas (Pugh et al. 1972). Esta técnica consiste em lavar os discos com diâmetro de 5 mm (500 unidades no presente estudo), trocando-se a água de lavagem (50 ml de água destilada esterilizada) 30 vezes para eliminar eventuais propágulos aderidos. Vinte discos de folhas foram incubados em água destilada esterilizada contendo iscas (Milanez 1984) para fungos quitinofílicos (iscas de ecdise de cobra e exoesqueleto de camarão), queratinofílicos (iscas de fios de cabelo loiro) e celulolíticos (iscas de palha de milho e celofane). Para fungos zoospóricos que apresentam afinidade por substâncias de reserva foram utilizados grãos de pólen de Pinus sp. e para o isolamento dos Oomycetes os discos de folhas foram colocados em contato com sementes de sorgo, partidas ao meio, previamente fervidas (Milanez 1984). Foram preparadas cinco placas de Petri contendo os substratos com os discos de folhas coletadas do solo e cinco com os discos de folhas submersas.

As iscas quitínicas, queratínicas e celulósicas foram colocadas em cinco placas de Petri contendo 10 ml de cada uma das amostras de água do riacho e em placas de Petri contendo 1 g de solo de cada amostra dissolvido em 10 ml de água destilada esterilizada.

As iscas começaram a ser observadas ao microscópio óptico após o quinto dia de crescimento. Os substratos colonizados por fungos zoospóricos foram transferidos para placas de Petri contendo água destilada esterilizada e novos substratos. No caso das colônias de Oomycetes desenvolvidas nas sementes, fragmentos das hifas foram transferidos para meio de maltose pentosada - MP5 (Beneke & Rogers 1962) para purificação e identificação.

Para identificação de Chytridiomycetes foram utilizadas as chaves de classificação de Sparrow (1960), Karling (1977), Milanez (1967) e Pires-Zottarelli (1990). Os táxons de Oomycetes foram identificados utilizando-se as chaves de Johnson (1956) e Seymour (1970).

Após as identificações, as colônias foram repicadas para tubos contendo meios de cultura específicos para cada grupo e armazenados em geladeira a 4oC na Coleção de Culturas da Seção de Micologia e Liquenologia do Instituto de Botânica de São Paulo.

 

Resultados e Discussão

Foram encontrados 20 táxons de Mastigomycotina, divididos em 13 Chytridiomycetes e sete Oomycetes. Entre os fungos zoospóricos as espécies com maior índice de ocorrência foram, pela ordem, Karlingia rosea, Rhizophydium elyensis, Nowakowskiella elegans e Polychytrium aggregatum. Os gêneros que apresentaram maior diversidade em espécies foram Rhizophydium, Achlya e Saprolegnia.

As espécies de Achlya aqui mencionadas foram observadas anteriormente no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, SP. A. radiosa foi isolada quatro vezes por Rogers & Beneke (1962) em um lago e juntamente com A. flagellata foi reencontrada por Rogers et al. (1970) e Ninomiya et al. (1993). Pires-Zottarelli et al. (1996a) também isolaram esses táxons, incluindo A. dubia no mesmo local. Nas folhas de Ficus microcarpa submersas, A. dubia e A. flagellata foram observadas durante toda a sucessão fúngica (Schoenlein-Crusius & Milanez 1989). A. radiosa foi isolada com freqüência em folhas submersas de Quercus robur submersas em um lago no município de Itapecerica da Serra, SP (Schoenlein-Crusius et al. 1990) e nas folhas de Quercus robur, Ficus microcarpa e Alchornea triplinervia submersas em um riacho na mata atlântica (Schoenlein-Crusius et al. 1992). Antunes et al. (1993) encontraram A. radiosa e A. flagellata no solo, em Paranapiacaba, com elevada freqüência.

Dictyuchus sp., que no presente estudo foi isolado sete vezes exclusivamente das folhas submersas de A. triplinervia (tabela 1), foi encontrado anteriormente em amostras de solo e água coletadas esporadicamente na mata atlântica (Milanez et al. 1994) e no estudo comparativo de três tipos de folhas submersas no riacho da Reserva de Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992).

 

Tabela 1. Ocorrência de fungos zoospóricos (Mastigomycotina) isolados de amostras de água de riacho (A), do solo (S), de folhas de Alchornea triplinervia colocadas no ambiente aquático (FA) e no ambiente terrestre (FS) na Reserva Biológica de Paranapiacaba, SP, de julho de 1988 a maio de 1990.

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Pythium sp. foi freqüentemente registrado em amostras de solo e água coletadas esporadicamente na mata atlântica (Milanez et al. 1993) e nas folhas de Quercus robur submersas em um lago no município de Itapecerica da Serra (Schoenlein-Crusius et al. 1990). Também foi citado no estudo comparativo da micota decompositora presente em três tipos de folhas submersas em um riacho em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992). Diversas espécies de Pythium foram isoladas e descritas em levantamento realizado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo (Pires-Zottarelli et al. 1995).

O gênero Saprolegnia, representado pelas espécies S. ferax e S. parasitica, foi mais comumente isolado em folhas de A. triplinervia submersas (14 ocorrências) do que em outros ambientes. É a primeira vez que S. ferax é isolada de folhas em decomposição na mata atlântica, porém há citação da espécie para o solo de Paranapiacaba (Antunes et al. 1993) e em amostras de água e solo no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pires-Zottarelli et al. 1996a). S. parasitica já foi isolada de amostras de solo e de água por Beneke & Rogers (1962), por Ninomiya et al. (1993) e por Pires-Zotarelli (1996a). Também foi isolada de folhas de Quercus robur submersas no riacho em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992).

Entre os táxons de Chytridiomycetes, Catenophlyctis variabilis foi observada 15 vezes no ambiente aquático em Paranapiacaba (tabela 1). Este táxon foi observado em amostras de água e solo coletadas na mata atlântica (Milanez et al. 1993) e em amostras de solo do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Ninomiya et al. 1993). Também foi observado em folhas de A. triplinervia, Q. robur e F. microcarpa submersas em riacho em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992).

Cladochytrium replicatum foi isolado anteriormente de amostras de água coletadas em Paranapiacaba (Rogers et al.1970), observado nas folhas submersas de Quercus robur (Schoenlein-Crusius et al. 1990) e nas amostras de água coletadas no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pires-Zottarelli et al. 1996b).

Karlingia rosea predominou nas folhas de A. triplinervia colocadas sobre o solo (tabela 1) tendo sido, anteriormente, isolada de solo submetido a queimada acidental (Antunes et al. 1993) e das folhas de A. triplinervia e F. microcarpa submersas em um riacho em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992). Também foi isolada de folhas de F. microcarpa submersas em um lago artificial (Schoenlein-Crusius & Milanez 1989), no solo afetado por excrementos de avifauna (Ninomiya et al. 1993) e no solo do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pires-Zottarelli et al. 1996b). A resistência ao dessecamento e a produção de enzimas celulolíticas (Willoughby 1961) podem justificar o freqüente isolamento de K. rosea no ambiente terrestre.

De forma semelhante a C. replicatum, Karlingiomyces sp. foi observado três vezes somente nas folhas de A. triplinervia submersas no riacho (tabela 1). É a primeira vez que este táxon é citado para a mata atlântica.

Nowakowskiella elegans, que apresentou elevado número de ocorrências (32 no total), tem sido considerado fungo aquático muito comum nas folhas submersas em decomposição. Esta espécie foi encontrada em folhas de F. microcarpa no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Schoenlein-Crusius & Milanez 1989) e de Q. robur submersas em um lago no município de Itapecerica da Serra (Schoenlein-Crusius et al. 1990). Também foi encontrada nas folhas de F. microcarpa, Q. robur e A. triplinervia submersas no riacho em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius 1993). No Parque Estadual das Fontes do Ipiranga foi encontrada em amostras de água e solo (Pires-Zottarelli et al. 1996b) e em solo de áreas afetadas pelos excrementos de avifauna (Ninomiya et al. 1993).

Na tabela 1 verifica-se que Phlyctochytrium sp. foi isolado somente no ambiente aquático, nas amostras de água do riacho (duas ocorrências) e nas folhas submersas (três ocorrências). A identificação deste fungo foi dificultada pela lentidão do crescimento das colônias em comparação com outros fungos, como Polychytrium aggregatum. Por esta razão, a sua atividade decompositora parece ser muito limitada. É a primeira vez que o táxon foi isolado na mata atlântica.

Polychytrium aggregatum foi encontrado em todos os ambientes, crescendo de modo exuberante nos substratos celulósicos (palha de milho e celofane) e nas folhas submersas. A presença de P. aggregatum foi anteriormente observada em amostras de água de Paranapiacaba colocadas em contato com iscas de ecdise de camarão (Rogers et al. 1970). Também foi abundantemente isolada do solo (Antunes et al. 1993), de diversos tipos de folhas na mata atlântica (Schoenlein-Crusius et al. 1992) e de amostras de água e solo coletadas no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pires-Zottarelli et al. 1996b).

Rhizidium chitinophylum normalmente está associado à degradação de quitina, sendo por isto isolado a partir de fios de cabelo (Karling 1977). Embora não tenha sido comprovada no presente estudo, sua presença nas folhas de A. triplinervia, provavelmente possa estar ligado à decomposição de compostos oriundos de outros microrganismos que, após a sua morte, podem ter-se transformado em fontes de quitina e queratina para esse fungo zoospórico. É a primeira vez que este táxon é isolado na mata atlântica.

Rhizophlyctis sp. ocorreu somente nas folhas submersas de A. triplinervia (tabela 1) e já havia sido isolado de folhas de Quercus robur submersas em um lago no município de Itapecerica da Serra, SP (Schoenlein-Crusius et al. 1990), do solo (Antunes et al. 1993) e de diversos tipos de folhas submersas em um riacho em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992).

No solo e nas folhas colocadas no ambiente terrestre foram registradas somente as ocorrências de Rhizophydium elyensis e R. stipitatum. Por outro lado, R. chitinophylum e R. sphaerotheca ocorreram somente no ambiente aquático (tabela 1). Rhizophydium elyensis, R. sphaerotheca e R. stipitatum foram anteriormente encontrados no estudo comparativo das micotas em três tipos de folhas submersas em Paranapiacaba (Schoenlein-Crusius et al. 1992). As duas primeiras espécies também foram encontradas em amostras de solo e água coletadas no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (Pires-Zottarelli 1996b).

Os resultados demonstram que a diversidade de fungos zoospóricos pode ser elevada na mata atlântica, justificando a continuidade dos levantamentos de Mastigomycotina na região para ampliar os conhecimentos sobre a sistemática e ecologia dos mesmos.

 

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1. Parte da tese de doutorado de I. H. Schoenlein-Crusius.

2. Instituto de Botânica, Caixa Postal 4005, 01061-970 São Paulo, SP, Brasil.