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Brazilian Journal of Botany

Print version ISSN 0100-8404On-line version ISSN 1806-9959

Rev. bras. Bot. vol.25 no.1 São Paulo Mar. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-84042002000100004 

Melastomataceae do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil1

 

ROSANA ROMERO2, 4 e ANGELA B. MARTINS3

 

(recebido: 22 de novembro de 2000; aceito: 26 de setembro de 2001)

 

 

ABSTRACT – (Melastomataceae from Serra da Canastra National Park, Minas Gerais, Brazil). The Serra da Canastra National Park is located in southwestern Minas Gerais State, southeast Brazil. The floristic inventory was carried out from February 1994 to January 1998, covering 24 field trips, including all vegetational types. The Melastomataceae is one of the most important families in the Park with 95 species and 17 genera. Miconia (21) and Microlicia (19) are the genera with the largest number of species, followed by Tibouchina (13) and Leandra (12). Cambessedesia and Trembleya are made up of four species, and Siphanthera and Lavoisiera are represented by three species each and Chaetostoma and Ossaea by two. The genera Clidemia, Macairea, Marcetia, Microlepis, Pterolepis and Rhynchanthera are represented by a single species each. Only Svitramia with six species in the Park is endemic from the southwestern portion of Minas Gerais, occurring mainly in "campos rupestres". The comparative analysis of the Melastomataceae species from Serra da Canastra were done with other localities from Minas Gerais, Goiás and Bahia.

RESUMO – (Melastomataceae do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil). O Parque Nacional da Serra da Canastra localiza-se no sudoeste do estado de Minas Gerais. O inventário florístico foi realizado de fevereiro de 1994 a janeiro 1998, totalizando 24 expedições, cobrindo todos os tipos fisionômicos de vegetação. As Melastomataceae são bastante representativas no Parque, com 95 espécies e 17 gêneros. Os gêneros mais numerosos são Miconia e Microlicia, com 21 e 19 espécies respectivamente, seguidos por Tibouchina, com 13, e Leandra, com 12 espécies. Cambessedesia e Trembleya apresentam quatro espécies, enquanto Siphanthera e Lavoisiera estão representados por três espécies cada, e Chaetostoma e Ossaea por duas. Os gêneros Clidemia, Macairea, Marcetia, Microlepis, Pterolepis e Rhynchanthera apresentam uma única espécie cada. Svitramia, com seis espécies no Parque, é o único gênero endêmico de Minas Gerais, ocorrendo exclusivamente na porção sudoeste do estado. A análise comparativa das espécies de Melastomataceae da Serra da Canastra foi feita com outras áreas de Minas Gerais, Goiás e Bahia.

 

Key words - Melastomataceae, floristic survey, campo rupestre, Serra da Canastra, Minas Gerais

 

 

Introdução

A família Melastomataceae é constituída de 166 gêneros e aproximadamente 4.500 espécies, concentradas no Novo Mundo, onde são conhecidas cerca de 2.950 espécies (Renner 1993).

No Brasil é a sexta maior família de Angiospermas com 68 gêneros e mais de 1.500 espécies, que se distribuem desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul, estando presente em praticamente todas as formações vegetacionais com um número variável de espécies. As espécies apresentam grande diversidade de hábitos, desde herbáceo até arbustivo, ocorrendo muito comumente espécies arbóreas, e mais raramente trepadeiras e epífitas, que permitem a ocupação de ambientes distintos e diversificados.

A família encontra-se bem representada nas formações rupestres do Brasil com alguns gêneros restritos a determinadas regiões. Os seus representantes são prontamente reconhecidos, principalmente, pelas folhas decussadas com nervação acródroma, estames geralmente falciformes e anteras poricidas.

O Parque Nacional da Serra da Canastra, a segunda maior unidade de conservação de Minas Gerais, vem tendo sua flora investigada detalhadamente nos últimos seis anos, uma vez que o conhecimento da região estava restrito a algumas coleções botânicas realizadas esporadicamente (Romero & Nakajima 1999). O presente estudo tem como objetivo apresentar uma lista das espécies de Melastomataceae que ocorrem no Parque e fornecer uma análise comparativa com outras localidades de Minas Gerais, Goiás e Bahia, com formações vegetais semelhantes, para um melhor conhecimento da distribuição geográfica destas espécies.

 

Material e métodos

O Parque Nacional da Serra da Canastra, situado na porção sudoeste do estado de Minas Gerais nos municípios de São Roque de Minas, Delfinópolis e Sacramento (20º00'-20º30' S; 46º15'-47º00' W), apresenta área de 71.525 ha e altitudes entre 800-1.400 m, com um máximo de 1.496 m na Serra Brava. As principais fitofisionomias encontradas são as florestas mesófilas de encosta, capões, cerradão, cerrado, campo cerrado, campo limpo e campo rupestre (IBDF 1981).

O levantamento florístico foi realizado de fevereiro de 1994 a janeiro de 1998 totalizando 24 expedições de uma semana, em intervalos de dois meses, cobrindo todos os tipos fisionômicos de vegetação. Foram percorridas a estrada principal que atravessa o Parque, as de acesso à cachoeira Casca d'Anta e Cachoeira dos Rolinhos, bem como estradas abandonadas. Áreas mais distantes da estrada foram visitadas através de caminhadas aleatórias. Durante o levantamento florístico realizado no Parque Nacional da Serra da Canastra, várias áreas foram visitadas periodicamente. No entanto, devido às dificuldades de acesso, não foram realizadas coletas em alguns locais como, por exemplo, a Serra do Cemitério. Também as áreas próximas ao Riacho dos Currais, o Vale dos Cândidos e parte da Serra das Sete Voltas foram visitadas apenas uma ou duas vezes.

As coleções estão depositadas no herbário da Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais, (HUFU), com duplicatas nos herbários BHCB, F, K, MBM, NY, R, RB, UEC e US.

A identificação dos táxons foi feita com base em Cogniaux (1883-1885, 1886-1888, 1891), em revisões taxonômicas (Martins 1984, 1989, Renner 1989, 1994, Guimarães 1997, Martins 1997, Souza 1998), nas descrições originais, nos tipos, quando possível, e na maior parte das vezes, nas fotografias de tipos, bem como nas coleções examinadas dos herbários BHCB, CAS, ESA, F, HRCB, HUFU, IAC, K, NY, P, R, RB, SP, SPF, UEC, OUPR e US.

A comparação das espécies de Melastomataceae que ocorrem na Serra da Canastra com outras áreas foi feita utilizando-se Semir et al. (1987), Baumgratz et al. (1995), Munhoz & Proença (1998) e Matsumoto (1999). As áreas foram escolhidas por apresentarem formações vegetacionais semelhantes às do Parque Nacional da Serra da Canastra.

 

Resultados e Discussão

As espécies de Melastomataceae podem ser encontradas em praticamente todas as fitofisionomias do Parque Nacional da Serra da Canastra, com um número variável de espécies, porém, um maior número ocorre nos campos rupestres e formações associadas.

A família Melastomataceae está representada no Parque Nacional da Serra da Canastra por 95 espécies e 17 gêneros (tabela 1). Os gêneros mais numerosos são Miconia e Microlicia, com 21 e 19 táxons respectivamente, seguidos por Tibouchina, com 13, e Leandra, com 12 espécies. Cambessedesia e Trembleya apresentam quatro espécies, enquanto Siphanthera e Lavoisiera estão representados por três espécies cada, e Chaetostoma e Ossaea por duas. Os gêneros Clidemia, Macairea, Marcetia, Microlepis, Pterolepis e Rhynchanthera apresentam uma única espécie cada. Svitramia, com seis espécies no Parque, é o único gênero endêmico de Minas Gerais, ocorrendo exclusivamente na porção sudoeste do estado. Apenas quatro coleções não foram determinadas em nível de espécie (Lavoisiera sp., Leandra sp., Microlicia sp. e Trembleya sp.).

 

 

Durante o levantamento florístico foram encontradas nove espécies novas de Melastomataceae, pertencentes aos gêneros Chaetostoma (uma espécie), Miconia (uma espécie), Microlicia (uma espécie), Svitramia (quatro espécies) e Tibouchina (uma espécie). Chaetostoma canastrense (Romero & Martins 1999), Miconia angelana (Romero & Goldenberg 1999) e Microlicia flava (Romero 2000) foram descritas recentemente.

A maior parte do Parque é coberta por vegetação campestre, representada pelos campos limpos e campos rupestres, que apresentam um alto índice de endemismo (Harley & Simmons 1986, Giulietti et al. 1987, Pirani et al. 1994, Harley 1995), uma vez que ocorrem em locais de condições ecológicas muito particulares. Na Serra da Canastra foram estabelecidos 17 locais de endemismo com base na distribuição de 45 espécies de diversas famílias (Romero & Nakajima 1999). A família Melastomataceae contribui com 10 espécies endêmicas (Chaetostoma canastrense, Miconia angelana, Microlicia canastrensis, M. flava, Microlicia sp. nov., Svitramia sp. nov. 1, Svitramia sp. nov. 2, Svitramia sp. nov. 3, Svitramia sp. nov. 4, Tibouchina sp. nov.) todas com ocorrência restrita aos campos rupestres.

Os cerrados e as matas de encosta ocorrem em menor escala quando comparados com as formações campestres. O lado oeste e sudoeste do Parque é marcado pela presença de manchas de cerrado, campo cerrado e campo sujo e abrigam um grande número de espécies com distribuição ampla.

As florestas ao longo dos maiores cursos d'água formam as matas de galeria, ao passo que nos córregos menores, vertentes d'água e enclaves rochosos, formam pequenas manchas ou capões isolados. Estas florestas representam áreas de intrusão de mata atlântica (Oliveira-Filho & Ratter 1995) e contém várias espécies típicas desta formação, tais como Leandra acutiflora, L. melastomoides, L. reversa, Miconia cubatanensis, Ossaea amygdaloides e Tibouchina estrellensis.

A flora de Melastomataceae pode ser dividida em dois grupos, o primeiro é formado por Cambessedesia, Chaetostoma, Lavoisiera, Marcetia, Microlicia, Trembleya e Svitramia, gêneros restritos às cadeias de montanhas do Brasil Central, que têm espécies também com distribuição restrita. Neste grupo está a maioria das espécies com grande expressividade na flora dos campos rupestres e que constitui elemento fortemente característico desta formação vegetacional. O outro grupo é formado por Leandra, Miconia, Ossaea, Tibouchina e outros, todos com distribuição mais ampla, e cuja maioria das espécies apresenta distribuição também mais ampla. Este grupo é formado pelas espécies típicas de cerrado e florestas. Este padrão também é encontrado em espécies brasileiras de Eriope (Labiatae), cujas espécies originárias dos campos rupestres tendem a apresentar distribuição restrita, enquanto que aquelas que ocorrem em cerrados ou florestas mostram maior amplitude na sua distribuição geográfica (Harley 1988). O mesmo também foi verificado por Giulietti et al. (1987) para espécies da Serra do Cipó.

Cada levantamento utilizado nas comparações florísticas apresenta particularidades com relação à metodologia empregada, principalmente no que diz respeito ao período de coletas e ao tamanho da área amostrada, dificultando a comparação dos resultados. Apesar disso, as informações obtidas pela análise florística mostram-se relevantes.

O Parque Nacional da Serra da Canastra possui o maior número de espécies de Melastomataceae encontrado em uma única localidade. Das áreas citadas acima, o município de Carrancas é a localidade que apresenta o maior número de espécies em comum com a Serra da Canastra, com 33 espécies, seguido pela Serra do Cipó, com 30 espécies, Chapada dos Veadeiros, com 25 espécies e Pico das Almas, com 20 espécies em comum (tabela 1).

A maior similaridade com Carrancas é devida principalmente à proximidade entre estas duas regiões (figura 1), uma vez que a distribuição das espécies que estão restritas ao sul e sudeste de Minas Gerais aparentemente está correlacionada com a ocorrência das escarpas e maciços modelados em rochas pré-cambrianas do complexo cristalino nesta região, conhecida como Planalto Sul de Minas Gerais (Moreira & Camelier 1977).

 

 

A Serra da Canastra se situa como um entroncamento entre a Serra do Espinhaço e as Serras de Goiás, sendo que a grande maioria das espécies de Melastomataceae comuns às estas serras é típica de cerrado e campo rupestre. O pequeno número de espécies em comum com a Serra do Cipó (31%), Pico das Almas (21%) e Chapada dos Veadeiros (26%) mostra que pelo menos com relação às Melastomataceae, as formações vegetacionais existentes em cada uma destas localidades são diferentes entre si apresentando uma flora bastante peculiar.

 

Agradecimentos - A primeira autora agradece à Diretoria de Pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia, MG, pelo apoio financeiro para as viagens de coletas, a Wagner de Lima Moreira, Diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, pelo apoio logístico e facilidades proporcionadas, a Augusta Rosa Gonçalves, da Diretoria de Ecossistemas do IBAMA, DF, pela autorização concedida (processo 020015000086/9337), ao Smithisonian Institution pela concessão da bolsa de estudos para examinar as coleções do Museu Nacional de História Natural (US) e ao CNPq pela bolsa de doutorado realizado no Departamento de Botânica da Universidade de Campinas. As autoras agradecem a Jimi Naoki Nakajima, coordenador do levantamento florístico, ao Departamento de Botânica da Universidade de Campinas, pela utilização do Herbário UEC.

 

Referências bibliográficas

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1. Parte da Tese de doutorado de R. Romero.

2. Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Biologia, Caixa Postal 593, 38400-902 Uberlândia, MG, Brasil.

3. Universidade Estadual de Campinas, Departamento de Botânica, Caixa Postal 6109, 13083-970 Campinas, SP, Brasil.

4. Autor para correspondência: romero@ras.ufu.br

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