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Food Science and Technology (Campinas)

On-line version ISSN 1678-457X

Ciênc. Tecnol. Aliment. vol.19 n.2 Campinas May/Aug. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-20611999000200006 

Efeito de tipo de óleo adicionado à dieta, sobre o teor de colesterol em partes da carcaça de frangos de corte de acordo com sexo e linhagem1

 

J.M. FERREIRA2,*, R.V. SOUSA3, M.S. BRAGA4, E.C. VIEIRA5, E.J. CAMPOS6

 

 


RESUMO

Foi conduzido um experimento com o objetivo de avaliar níveis de energia metabolizável normalmente utilizado nas rações de frangos de corte, obtidos pela inclusão de óleos vegetais (soja, canola e palma) e seus efeitos sobre o teor de colesterol da pele e músculos da coxa e peito, levando-se em consideração a linhagem e sexo. Foram utilizados 2.400 pintos de 1 dia, das linhagens comerciais Hubbard e Avian Farms, em igual quantidade de machos e fêmeas. As aves receberam uma ração inicial e outra final, com níveis de energia metabolizável de 3.050 e 3.150 kcal, respectivamente, obtidos pela inclusão de óleos vegetais, fornecedores de ácidos graxos, inclusive "w-3". Como ração controle, foi utilizada uma à base de milho e soja, sem a inclusão de óleos, com níveis de energia metabolizável de 2.900 e 3.000 kcal, respectivamente. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância em um delineamento inteiramente ao acaso em um arranjo fatorial de tratamentos, sendo que as diferenças significativas entre tratamentos foram detectadas pelo teste de DMS. Houve efeito significativo devido à inclusão de óleos quanto aos teores de colesterol nas partes das carcaças estudadas.

Palavras-chave: Óleos, ácidos graxos, carcaça, gordura, colesterol, "w-3".


SUMMARY

Effect of oil type added to diet on cholesterol content in broiler’s carcass according to sex and strain. An experiment was carried out with the aim of evaluating metabolizable energy level normally used in broiler’s rations, obtained by inclusion of vegetable oils (soybean, canola, and palm) and its effects on cholesterol contents of skin and thigh and breast muscles, taking into consideration strain and sex. 2400 one day old chicks, belonging to commercial strains Hubbard and Avian Farms were employed. Fowls were given an initial ration and other final, with metabolizable energy level of 3,050 and 3,150 kcal, respectively, obtained by inclusion of vegetable oils, sources of fatty acids, including "w-3". The control ration was based on corn and soybean, without oils inclusion, with metabolizable energy levels of 2,900 to 3,000, respectively. The obtained data were submitted to statistical analysis as a completely randomized design with factorial treatments arrangement, and significative differences among treatments were detected by SMD test. There was significant effect of oils inclusion in food on cholesterol levels in the studied carcass parts.

Keywords: Oils, fatty acids, carcass, fat, cholesterol, "w-3".


 

 

1 – INTRODUÇÃO

A evolução do conhecimento científico, assim como a influência da mídia sobre o comportamento da sociedade moderna, muito tem contribuído para uma maior conscientização das pessoas, as quais passaram a demonstrar mais preocupação com a saúde e até mesmo um certo "culto" ao próprio corpo. Tal fato se traduz kna procura mais acentuada por alimentos adequados, saudáveis e com baixos níveis de alguns componentes, particularmente gorduras e colesterol. Segundo HARGIS & VAN ELSWYK (9), essa atitude do consumidor renovou o interesse na modificação da composição lipídica da carne de frango. Enquanto as pesquisas envolvendo a redução do colesterol no ovo comercial têm conseguido pouco sucesso, a modificação do perfil da gordura dietética vem provando ser um método viável de se adicionar valor aos alimentos [8, 2, 13]. A ingestão de colesterol e o desenvolvimento de lesões nas paredes das artérias ocasionando a formação de placas ateromatosas há muito tempo vem sendo estudada. HORLICK & KATZ [11], estudando a formação de ateroma nas artérias de galos, concluíram que a quantidade de colesterol adicionado à ração, bem como a duração do tempo em que a dieta foi oferecida, tiveram efeito direto na formação da aterosclerose e na elevação dos níveis de colesterol sangüíneo desses animais.

Pesquisas mais recentes, correlacionando a composição em ácidos graxos e a ocorrência de lesões vasculares no homem, demonstram que a substituição de uma dieta com gorduras saturadas por uma mais insaturada, pode significar uma medida preventiva contra os transtornos tromboembólicos. Este efeito preventivo pode ser induzido pelos compostos derivados dos ácidos graxos poliinsaturados como o a-linolênico "w-3", por exemplo: prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanas. As sementes de canola e a linhaça quando incorporadas à ração de frangos, servem como fonte de energia e proteína além de excelentes fontes de ácido a-linolênico, cujos teores variam, respectivamente, de 8 a 12% e 48 a 58% [14,15,21]. Segundo HARGIS & VAN ELSWYK [9], tanto a farinha quanto o óleo de peixe constituem fontes ricas em ácido eicosapentaenóico (EPA, 20:5n-3) e docosahexaenóico (DHA, 22:6n-3) ambos também da série "w-3".

A ênfase atual em nutrição humana é no sentido de uma ingestão reduzida de gorduras e ácidos graxos saturados, assim como uma ingestão moderada de ácidos graxos "w-3". Estas substâncias apresentam propriedades que podem retardar o processo de agregação das plaquetas, prorrogando assim o tempo de coagulação sangüínea e consequentemente dificultando a formação de trombos na circulação [6].O efeito da adição do óleo de milho, toucinho e óleo de côco à ração de frangos, relacionados à formação de colesterol na carcaça, foram estudados por MICKELBERRY [17]. A absorção diferencial do colesterol endógeno e exógeno através das várias partes do intestino de frangos foi analisada por SKLAN et al .[23]. Segundo esses autores a fração endógena foi absorvida mais completa e rapidamente que a fração exógena. MARION & WOODROOF [16] encontraram níveis de 361 mg de colesterol e 111mg de éster de colesterol por 100g de pele de frango. BOVENKAMP & KATAN [4] dosaram o colesterol na pele e concluíram que o nível encontrado foi bem mais baixo, ou seja: 71mg/100g de tecido. MOL et al. [19] trataram seis grupos de aves por seis semanas, um grupo recebeu dieta comercial e o outro dieta comercial mais colesterol; os quatro grupos restantes receberam uma dieta semipurificada contendo caseína, caseína mais colesterol, caseína mais arginina e proteína de soja. Nenhuma alteração na concentração de colesterol no soro foi observada nas aves submetidas à dieta sem colesterol adicionado. Quando o colesterol foi adicionado às dietas, houve um aumento significativo da concentração do mesmo. SUTTON et al. [24], correlacionando o efeito da dieta rica em colesterol com o do genótipo no metabolismo do colesterol em galos, observaram que a linhagem de alto consumo de oxigênio (alto desempenho) apresentou maior concentração de colesterol no plasma enquanto a linhagem de baixo consumo (baixo desempenho) acumulou mais colesterol no fígado. HAMM & ANG [8], por meio da cromatografia gasosa, concluíram não haver diferenças significativas quanto ao efeito do sexo e idade sobre a concentração de colesterol em carcaças de frangos com idades de sete a 12 semanas. BASILIO & VARGAS [3], trabalhando com óleo de coco, óleo de milho e toucinho, observaram que o grau de saturação da dieta não afetou significativamente o padrão de colesterol ligado às lipoproteínas do plasma de frangos.

RADCLIFFE & TRAMPOSCH [22], pesquisando a formação de aterosclerose em codornas, forneceram uma dieta com proteína de soja (35%), sebo de boi (10%) e glicose (4,6%), sendo a dieta aterogênica preparada pela substituição da glicose por 0,25; 0,5 e 1,0% de colesterol. Os pesquisadores relataram que o colesterol hepático e o plasmático aumentaram com a elevação do colesterol na dieta. Devido à rapidez com que as codornas da linhagem SEA (Susceptible to Experimental Atherosclerosis) desenvolveram a aterosclerose, esses autores sugeriram-na como modelo apropriado para os estudos dessa doença no homem. AJUYAH et al. [1], trabalhando com cromatografia gasosa utilizando dois níveis (10 e 20%) de semente de canola ou linhaça e dois níveis (3,5 e 7,0%) de óleo de canola em combinação com farelo de linhaça ou de canola, concluíram que a canola ou linhaça e o óleo de canola modularam significativamente a composição de ácidos graxos da carcaça, assim como reduziram também os níveis de lípides totais e colesterol na carcaça de frangos.

Por outro lado, comparando a adição de óleo de atum, gordura de boi, óleo de açafrão e óleo de linhaça à ração de codornas, HOOD [10] observou que as aves tratadas com óleo de atum apresentaram os mais baixos índices de colesterol no sangue, sendo que aquelas tratadas com óleo de açafrão e óleo de linhaça apresentaram concentrações intermediárias; aves que receberam gordura de boi na dieta revelaram os mais altos índices de colesterol no sangue. VALENCIA et al. [25] concluíram que quando se elevaram os níveis de óleo de palma refinado e óleo de frango na dieta, reduziram-se os níveis de ácidos graxos saturados e elevaram-se os de poliinsaturados, mantendo-se inalterados os de monoinsaturados no tecido adiposo das aves estudadas. Contudo, quando se elevaram os níveis do óleo de palma bruto, houve redução dos mono e poliinsaturados e elevação dos saturados (láurico e mirístico). Trabalhando com 3% de alho e 250mg de cobre na ração, PESTI [21] observou uma redução significativa de colesterol no plasma, fígado, peito e coxa das aves tratadas.

Tendo em vista esta exposição, este estudo teve como finalidade avaliar o efeito de linhagens, do sexo e da adição de diferentes fontes de energia como óleo de soja, óleo de canola e óleo de palma na formação do colesterol na pele, peito e coxa de frangos de corte.

 

2 – MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado na fazenda experimental "Prof. Hélio Barbosa" de propriedade da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, localizada no município de Igarapé, MG.

Foram utilizados 2400 pintos de um dia, provenientes de duas linhagens comerciais (L1 = HUBBARD e L2 = AVIAN FARMS), especializadas na produção de frangos de corte, divididos em números iguais de machos e fêmeas sendo que somente 96 aves foram analisadas.

As aves foram distribuídas ao acaso em um galpão experimental de estrutura metálica dividido em 32 compartimentos iguais (2,5 x 4,0m), sendo 16 em cada lado, providos de cama de cepilho de madeira, campânulas de aquecimento com lâmpadas de infra-vermelho, comedouros tubulares e bebedouros pendulares com válvulas.

Em cada compartimento foram alojados 75 pintos, constituindo uma repetição para cada tratamento.

De acordo com os objetivos propostos, pretendeu-se verificar os efeitos de três tipos de óleos, soja, canola e palma, adicionados às rações visando atingir o nível de energia metabolizável comumente utilizado pelas explorações comerciais.

Como controle, foram utilizadas rações sem óleo, com níveis de energia metabolizável mais baixos. Apenas dois tipos de rações foram oferecidos às aves ou seja: ração inicial até três semanas de idade e ração final até o fim do experimento, após seis semanas. Rações e água foram fornecidas à vontade. A composição das rações experimentais encontram-se nas Tabelas 1 e 2.

 

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As aves foram vacinadas contra doença de Newcastle, bronquite infecciosa e Gumboro. Semanalmente, pesavam-se as aves e as rações.

Ao completarem 42 dias, três aves de cada compartimento, constituindo uma unidade experimental, foram separadas, pesadas, abatidas, evisceradas, cortadas em partes (peito, coxa e pele) e congeladas. Em seguida, destas partes oriundas das aves que faziam parte da unidade experimental foram retiradas sub-amostras que em conjunto foram trituradas para a constituição da amostra de carne do peito, coxa e pele, que foram colocadas em placas de "Petri" e posteriormente congeladas e submetidas as análises químicas.

As amostras de tecidos da pele, peito e coxa principalmente as da última, foram profundamente dissecadas, tendo-se o cuidado para que nenhuma gordura residual permanecesse junto ao material coletado.

A extração da gordura foi realizada pelo método "Goldfisch" utilizado por VERSTRATE et al. [26]. As amostras de carne do peito e da coxa, previamente moídas e desidratadas por 48 horas a 65ºC foram desengorduradas por um período de seis horas.

Os níveis de colesterol do peito, coxa e pele foram determinados segundo o método colorimétrico empregado no trabalho de BRAGAGNOLO & RODRIGUEZ AMAYA [5].

A escolha do método deveu-se ao fato do mesmo apresentar resultados similares ao da cromatografia gasosa, e também pelo seu baixo custo. O delineamento experimental empregado, foi do tipo inteiramente ao acaso com um arranjo fatorial de 16 tratamentos (4 rações x 2 sexos x 2 linhagens) e duas repetições constituindo assim 32 observações. Foi utilizado o programa Sistema de Análises Estatísticas Genéticas - SAEG [7]. Para detectar diferenças significativas entre os tratamentos utilizou-se o teste de t. Não foi arrolado o desvio padrão de cada grupo experimental (16 grupos) devido ao número reduzido de repetições (n=2), que poderia conduzir a valores distoantes, devido a eventualidades fortuitas possíveis de ocorrer com um "n" tão reduzido. No caso, à avaliação da S2 do erro na análise de variância (16 graus de liberdade) é a maneira mais eficiente de estimar aquele valor.

 

3 – RESULTADOS E DISCUSSÃO

As médias dos níveis de colesterol do peito, coxa e da pele, de acordo com a fonte de energia (tipo de óleo), sexo e linhagem encontram-se nas Tabelas 3, 4 e 5.

 

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No peito as aves que receberam ração com óleo de canola apresentaram níveis mais baixos de colesterol, comparado com as aves que receberam rações com as outras fontes (Tabela 3), sendo essas diferenças significativas (P<0,0l). Analisando estes dados, observa-se que os níveis de colesterol nessa parte da carcaça, encontram-se um pouco acima daqueles relatados por MICKELBERRY et al. [17], MARION & WOODROOF [16], MICKELBERRY et al. [18] e HAMN & ANG [8]. Por outro lado, utilizando semente e óleo de canola na ração, AJUYAH et al. [1], detectaram no peito de frango níveis de colesterol superiores aos encontrados neste estudo, provavelmente, a linhagem estudada e/ou o nível de óleo na ração tenham sido os responsáveis por essa diferença.

As aves que receberam rações com óleo de soja e óleo de canola apresentaram na coxa, níveis significativamente (P<0,01) mais elevados de colesterol, quando comparados com aquelas que receberam ração sem óleo e ração com óleo de palma (Tabela 3).

Na pele, as aves que receberam ração contendo óleo de palma apresentaram teores de colesterol mais baixos em relação àquelas que receberam ração com outros tipos de óleos e ração sem óleo (Tabela 3). As diferenças foram altamente significativas (P<0,01). BOVENKAMP & KATAN [4] obtiveram valores de 71mg/100g de colesterol na pele de frangos, valores estes inferiores aos encontrados neste estudo, porém sem especificar o tipo de óleo utilizado na ração. Contudo, bem acima dos resultados deste trabalho estão os de MARION & WOODROOF [16], que detectaram níveis de 361mg/100g de pele, porém, sendo um dos trabalhos pioneiros, não foi estudado nenhum efeito de fontes ou níveis de energia metabolizável nas aves.

Não houve diferença significativa nos níveis de colesterol para as três partes estudadas da carcaça entre as duas linhagens (Tabela 4).

Não houve diferenças significativas entre machos e fêmeas quanto aos níveis de colesterol do peito, coxa e pele.

Os tratamentos relacionados com a linhagem 1 sem óleo, linhagem 1 com óleo de soja e linhagem 2 com óleo de canola foram os responsáveis pela significância das interações (Tabela 6), sendo mais acentuados os efeitos dos tratamentos Linhagem 1 - Óleo soja e Linhagem 2 - Óleo canola.

 

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4 – CONCLUSÕES

Tendo como base os resultados obtidos e nas condições em que o experimento foi realizado, pode-se concluir que os níveis de energia empregados nas rações de frangos de corte obtidos pela inclusão de óleos vegetais, alteraram os teores de colesterol encontrados nas partes estudadas. Os óleos de canola e palma embora sendo o último mais saturado, de um modo geral tenderam à uma menor formação de colesterol.

 

5 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Recebido para publicação em 20/06/98. Aceito para publicação em 04/05/99.

2 Depto. de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal - Escola de Veterinária-UFMG – CP 567 - 30161- 970 - Belo Horizonte – MG.

3 Depto. de Medicina Veterinária - Universidade Federal de Lavras – MG.

4 Médico Veterinário - Belo Horizonte – MG.

5 Depto. de Bioquímica do ICB-UFMG - Belo Horizonte.

6 Depto. de Zootecnia - Escola de Veterinária da UFMG, Pesquisador CNPq - Belo Horizonte.

* A quem a correspondência deve ser enviada.