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Revista Brasileira de Sementes

Print version ISSN 0101-3122

Rev. bras. sementes vol.24 no.1 Londrina  2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31222002000100025 

Germinação de sementes de Mimosa caesalpiniaefolia Benth. em diferentes substratos e temperaturas

 

Germination of Mimosa caesalpiniaefolia Benth. seeds under different substrates and temperatures

 

 

Edna Ursulino AlvesI; Rinaldo Cesar PaulaII; Ademar Pereira OliveiraIII; Riselane Lucena Alcântara BrunoIII; Adriana Araújo DinizIV

IAluna do Curso de Pós-graduação em Agronomia, FCAV/UNESP, Jaboticabal-SP; Prof. do Depto. do Depto. de Fitotecnia do CCA/UFPB; e-mail: ednau@mailbr.com.br
IIProf., Dr. do Depto. de Produção Vegetal da FCAV/UNESP, Jaboticabal; Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, 14884-900, Jaboticabal-SP; e-mail: rcpaula@fcav.unesp.br
IIIProfes. Drs. Adjuntos do Depto. de Fitotecnia do CCA/UFPB, Cx. Postal 02, 58397-000, Areia-PB; e-mail: ademar@cca.ufpb.br; lane@cca.ufpb.br
IVAluna do curso de graduação em Agronomia do CCA/UFPB

 

 


RESUMO

A Mimosa caesalpiniaefolia Benth. é uma espécie nativa da região Nordeste, que vem sendo progressivamente cultivada do Maranhão ao Rio de Janeiro. A planta apresenta grande potencial para arborização, cerca viva e produção de madeira. O presente trabalho teve como objetivo definir o tipo de substrato, a temperatura, o tempo médio e a frequência relativa de germinação, para auxiliar a condução de testes de germinação e vigor em sementes de Mimosa caesalpiniaefolia. Para tanto, realizou-se um experimento no Laboratório de Análise de Sementes do CCA-UFPB, em Areia-PB, em delineamento inteiramente casualizado com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial 4x4, com os fatores temperaturas (20, 25, 30ºC constantes e 20-30ºC alternadas) e substratos (entre papel, sobre papel, entre areia e entre vermiculita), em quatro repetições de 25 sementes. Foram analisados os seguintes parâmetros: porcentagem de germinação e de plântulas anormais, primeira contagem da germinação e velocidade de germinação, tempo médio e frequência relativa de germinação, massa fresca e massa seca de plântulas. A temperatura de 25ºC mostrou-se mais adequada para a condução dos testes de germinação e vigor em sementes de Mimosa caesalpiniaefolia, independentemente do substrato utilizado. O substrato entre papel foi o mais apropriado para avaliação da qualidade fisiológica das sementes e a sincronização do processo germinativo foi maior no substrato entre papel, independentemente da temperatura empregada.

Termos para indexação: Mimosa caesalpiniaefolia, substrato, temperatura, germinação, vigor.


ABSTRACT

Mimosa caesalpiniaefolia Benth. is a native species from Northeast region, Brazil, which is cultivated progressively from Maranhão to Rio de Janeiro States. Its presents great potential for arborization, it surrounds it lives and wood production. The present work was realizated with Mimosa caesalpiniaefolia seeds with the objective to determine the substratum type, temperature, the middle time and the relative frequency of germination, for use as a pattern in the conduction of germination and vigor tests. It took place an experiment in the Laboratório de Análise de Sementes do CCA-UFPB, in Areia-PB, in completely randomized design with the treatments distributed in outline factorial 4x4, temperatures (constant of 20, 25 and 30ºC and alternate of 20-30ºC) and substrate (seeds cowered by paper shits, seeds on paper sheets, seeds into sand and seeds into vermiculite) in four replications of 25 seeds. The following parameters were analyzed: germination and of abnormal seedlings (%) first germination count, germination speed, medium time and relative frequency of germination, fresh matter and weight of dry matter of seedlings. According the results in all substrates the temperature of 25ºC was most adequate for conduction of germination and vigor tests for Mimosa caesalpiniaefolia seeds. For all temperatures utilized the best germination was observed when the seed were sowed covered bay paper shits.

Index terms: Mimosa caesalpiniaefolia, substrate, temperature, germination, vigor.


 

 

INTRODUÇÃO

A temperatura e o substrato são dois fatores importantes que afetam o comportamento germinativo das sementes. O substrato é o suporte onde se condicionam as sementes para germinar, cuja função é manter as condições adequadas para germinação e desenvolvimento das plântulas (Piña-Rodrigues & Vieira, 1988 e Figliolia et al., 1993). Os tipos mais utilizados, descritos e prescritos em Brasil (1992) são: pano, papel toalha, papel de filtro, papel mata borrão, terra vegetal e areia, devendo estar adequadamente úmidos para que forneçam às sementes a quantidade de água necessária à germinação.

Para sementes de espécies florestais, muitos substratos têm sido testados na condução de testes de germinação, tais como carvão, esfagnum, vermiculita, pano, papel toalha, papel de filtro, papel mata borrão, terra vegetal-areia, entre outros (Torres & Mello, 1994; Bilia et al., 1998; Albuquerque et al., 1998 e Andrade et al., 1999).

As características do substrato (aeração, estrutura, capacidade de retenção de água, infestação por patógenos, etc.) influenciam no processo germinativo, podendo favorecer ou prejudicar a germinação das sementes (Barbosa et al., 1985). O substrato deve manter a disponibilidade de água e a aeração em proporções adequadas (Popinigis, 1985), para evitar a formação de uma película de água envolta da semente, o que restringiria a entrada de oxigênio (Villagomez et al., 1979).

Com relação à temperatura, as sementes apresentam comportamento variável, pois não há uma temperatura ótima e uniforme de germinação para todas as espécies (Borges & Rena, 1993). Os limites extremos de temperatura de germinação fornecem informações de interesse biológico e ecológico, onde as sementes de diferentes espécies apresentam faixas distintas de temperatura para germinação (Labouriau & Pacheco, 1978), podendo, dentro dessas faixas, ser considerada como temperatura ótima, aquela em que a maior porcentagem de germinação é obtida, dentro do menor espaço de tempo. Seriam consideradas ainda a mínima e a máxima, respectivamente, como a mais baixa e mais alta temperatura onde a germinação não ocorre (Labouriau & Pacheco, 1978 e Malavasi, 1988).

De forma geral, a temperatura máxima para a germinação de muitas sementes, encontra-se entre 35 e 40ºC (Copeland, 1976 e Marcos-Filho, 1986) e a temperatura ótima entre 15 e 30ºC (Copeland, 1976). No entanto, Marcos-Filho (1986) e Borges & Rena (1993) observaram que, a faixa de 20 a 30ºC têm se mostrado como adequada para a germinação das espécies tropicais e subtropicais e, para Albrecht et al. (1986), a temperatura mais adequada para a germinação da maioria das espécies encontra-se entre 26,5 e 35ºC. Cavalcante & Perez (1995) estudaram o efeito da temperatura na germinação de sementes de Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit. e verificaram que a faixa de máxima germinação foi de 20 a 35ºC. Dentro desta faixa, determinaram 30ºC como sendo a temperatura ótima de germinação e, 10 e 45ºC, os extremos mínimo e máximo, respectivamente.

Quanto à influência de baixas temperaturas na germinação das sementes de muitas espécies, Mayer & Poljakoff-Mayber (1989) relataram que as razões são obscuras. No entanto, várias explicações foram sugeridas, tais como inativação de enzimas ou processos de mudanças de fase. Hendricks & Taylorson (1976) também sugeriram que as baixas temperaturas podem reduzir as taxas metabólicas até que as vias essenciais para o início da germinação não possam mais operar.

Vários estudos também têm demonstrado, ainda, que a temperatura interage com hormônios vegetais, de forma a alterar seus níveis endógenos e por conseguinte influenciar e regular o processo germinativo (Bewley & Black, 1985). Alguns reguladores de crescimento têm a propriedade de modificar as exigências de temperatura e induzir a germinação de sementes de algumas espécies (Reynolds & Thompson, 1973). Dessa forma, os autores acrescentam que a falta de germinação pode ser devida à presença de inibidor(es) ativo(s) e/ou deficiência de promotor(es) essencial (ais) nessas sementes. Davies (1988) relatou que um estimulador de germinação, como a temperatura ou o hormônio pode induzir a germinação por redução do conteúdo de inibidor(es) e/ou por aumento do conteúdo de promotor(es).

O objetivo do presente trabalho foi definir o tipo de subs-trato, a temperatura, o tempo médio de germinação e a frequên-cia relativa para auxiliar na condução dos testes de germinação e vigor em sementes de Mimosa caesalpiniaefolia Benth.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no Laboratório de Análise de Sementes do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, entre agosto e setembro de 2001, com sementes de Mimosa caesalpiniaefolia, colhidas em dez árvores no município de Areia-PB., em novembro de 2000. Os frutos, de coloração café, segundo a carta de cores de Muñoz et al. (1993) foram colhidos diretamente das árvores e beneficiados manualmente. O beneficiamento constou da abertura dos mesmos para obtenção das sementes, com eliminação daquelas mal formadas. A sementes foram armazenadas em latas de alumínio fechadas hermeticamente e deixadas em câmara fria com temperatura em torno de 10ºC e umidade relativa do ar de 60%. A umidade inicial das sementes era de 8% e não verificou-se variações no momento de instalação dos testes.

O teste de germinação foi instalado com os substratos sobre papel e entre papel "germitest", entre areia, com granulometria em torno de 0,5-1,0mm e entre vermiculita, nas temperaturas constantes de 20, 25 e 30ºC e alternadas de 20-30ºC, em caixa plástica transparente de 11x11x3cm, com tampa, em quatro repetições de 25 sementes e fotoperíodo de oito horas. O papel foi umedecido com água destilada na quantidade equivalente a 2,5 vezes o seu peso seco e o substrato areia (cerca de 500g) e vermiculita (cerca de 200g) com 80ml de água destilada. As contagens foram feitas diariamente, considerando germinadas as sementes cuja raiz primária rompeu o tegumento e atingiu pelo menos 2cm de comprimento. De posse do número de sementes germinadas diariamente, avaliou-se as seguintes características: primeira contagem da germinação - correspondente a porcentagem acumulada de sementes germinadas até o terceiro dia após o início do teste conforme Martins et al. (1992); índice de velocidade de germinação (IVG) - determinado de acordo com a fórmula apresentada por Maguire (1962); germinação - considerou-se, ao final do teste (oito dias), as plântulas normais que apresentavam as estruturas essenciais perfeitas (Brasil, 1992); plântulas anormais - determinada de acordo com Carvalho & Nakagawa (2000); tempo médio e frequência relativa de germinação - de acordo com Labouriau & Valadares (1976); massa fresca e massa seca de plântulas - submetendo-se as plântulas normais a pesagem imediata, após a contagem no teste de germinação e a secagem em estufa regulada a 80ºC por 24 horas, respectivamente, sendo os resultados expressos em massas fresca e seca (g) por repetição, conforme recomendações de Vieira & Carvalho (1994).

A análise estatística dos dados foi realizada, segundo o delineamento experimental inteiramente casualizado, com os tratamentos distribuídos em esquema fatorial 4x4, com os fatores temperaturas (constantes de 20, 25 e 30ºC e alternadas de 20-30ºC) e substratos (sobre papel e entre papel "germitest", entre areia e vermiculita) e foram submetidos à análise de variância, sem transformações e as médias comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade, quando houve significância no teste F.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As médias da porcentagem de germinação e das plântulas anormais, encontram-se nas Tabelas 1 e 2, onde se verificam as interações significativas entre substrato e temperatura, indicando que existe pelo menos uma combinação ideal entre estes dois fatores, que otimiza a porcentagem de germinação e a porcentagem das plântulas anormais. Essas interações são importantes, já que a capacidade de retenção de água e a quantidade de luz que o substrato permite chegar à semente podem ser responsáveis por diferentes respostas germinativas, até para a mesma temperatura (Figliolia et al., 1993). Estes resultados corroboram com aqueles obtidos com sementes de Cedrela fissilis Vell. e Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. ex Steud. (Alcalay & Amaral, 1981), Torresia acreana Ducke (Albrecht et al., 1986), Bixa orellana L. (Gomes & Bruno, 1992), Cedrela odorata L. (Andrade & Pereira, 1994), Acacia mangium Willd (Lima & Garcia, 1996), Ocotea corymbosa (Meissn.) Mez (Bilia et al., 1998), Colubrina glandulosa Perk (Albuquerque et al., 1998) e Sebastiania commersoniana (Baill.) Smith. & Downs(Santos & Aguiar, 2000) e discordam dos resultados de Pereira & Andrade (1994), com sementes de Psidium guajava L e Passiflora edulis Sims. e de Andrade et al. (1999) com sementes de Euterpe edulis Mart.

 

 

 

As maiores porcentagens de germinação de sementes de Mimosa caesalpiniaefolia ocorreram na temperatura de 25ºC, com os substratos sobre papel e entre vermiculita; a 25 e a 30ºC, entre papel; a 25, 30 e 20-30ºC entre areia. Contudo, a 25ºC não houve diferença estatística entre os substratos. A 20 e a 30ºC, os melhores substratos foram entre papel e entre areia e, na temperatura alternada de 20-30ºC, o substrato entre areia mostrou-se superior aos demais. Trabalhando com sementes de Mimosa caesalpiniaefolia, provenientes de Petrolina-PE, Torres et al. (1994) verificaram que a temperatura de 20-30ºC e o uso do substrato sobre papel mata borrão foram responsáveis pelas maiores porcentagens de germinação, também Gonçalves et al. (2000) recomendam as temperaturas de 27 ou 20-30ºC como adequadas para geminação de sementes da mesma espécie, oriundas de Tatuí-SP. A temperatura de 20-30ºC e o uso do rolo de papel como substrato também foram recomendados por Santos et al. (1999) para sementes de Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg. e Medeiros et al. (2001) para sementes de Aegiphila sellowiana Cham.Resultados estes corroborados por Santos & Aguiar (2000) que também obtiveram os melhores resultados de germinação de sementes de Sebastiania commersoniana (Baill.) Smith. & Downsna temperatura alternada de 20-30ºC e com o substrato sobre areia.

A faixa de temperatura de 20ºC mostrou-se adequada para a condução dos testes de germinação de sementes de Callistephus chinensis Nees. (Carneiro, 1996) e Ocotea catharinensis Mez (Silva & Aguiar, 1998); de 25ºC para sementes de Stevia rebaudiana (Bert.) Bertoni (Randi, 1981; Carneiro et al., 1987 e Takahashi et al., 1996), Gmelinaarborea Roxb. (Cavallari et al., 1992), Euterpeedulis Mart. (Andrade et al., 1999) e Seguieria langsdorffii Moq. (Rêgo et al., 2001c); de 30ºC para sementes de sementes de Stevia rebaudiana (Bert.) Bertoni (Sakaguchi & Kan, 1982), Ocotea corymbosa (Meissn.) Mez. (Bilia et al., 1998), Desmodium incanum DC. (Baseggio & Franke, 1998) e Maquira sclerophylla (Ducke) C.C.Berg. (Miranda & Ferraz, 1999); de 25, 20-30 e 30ºC para sementes de Colubrina glandulosa Perk (Albuquerque et al., 1998) e de 25-35ºC para sementes de Tabebuia chrysotricha (Mart.ex DC.) Standl(Nogueira, 2001).

Independentemente do substrato utilizado, em geral, a temperatura de 25ºC proporcionou as menores porcentagens de plântulas anormais. Contudo, quando foi utilizado o substrato entre areia, os resultados obtidos a 25, 30 e 20-30ºC, foram estatisticamente iguais. A 20ºC as menores porcentagens de plântulas anormais foram encontradas nos substratos entre papel e entre areia e, a 30 e a 20-30ºC, o substrato entre areia proporcionou os menores valores. À semelhança do que foi observado para a germinação, a 25ºC não houve diferença entre os substratos para porcentagem de plântulas anormais. Resultados semelhantes foram obtidos por Miranda & Ferraz (1999) com sementes de Maquira sclerophylla (Ducke) C.C. Berg. ao verificarem as menores porcentagens de plântulas anormais nas temperaturas de 10, 20, 25 e 30ºC. Eles comentam que a 15 e 35ºC ocorreu a formação de plântulas anormais (raiz primária pouco desenvolvida com extremidade necrosada, pouca ou nenhuma raiz secundária, epicótilo atrofiado, eófilos reduzidos e/ou necrosados).

Estudos realizados por Figueiredo & Popinigis (1980) indicaram que a 30ºC ocorreram as menores porcentagens de plântulas anormais de Urena lobata L. Semelhantemente, Braga et al. (1999) observaram que as temperaturas de 20, 30 e 30-35ºC foram responsáveis pelas menores porcentagens de plântulas anormais de Borojoa sorbilis (Duque) Cuatre, sendo as maiores constatadas a 25 e 30-35ºC.

Nas Tabelas 3 e 4, estão as comparações entre as médias da primeira contagem e do índice de velocidade de germinação de sementes submetidas a diferentes substratos e temperaturas. Para os dados da primeira contagem da germinação, os maiores valores ocorreram nas temperaturas de 20 e 25ºC e o uso do substrato sobre papel; no substrato entre papel ocorreram, em geral, os maiores valores da primeira contagem, não havendo, porém, diferenças entre as temperaturas; para os substratos entre areia e entre vermiculita a temperatura de 25ºC proporcionou os melhores resultados. Avaliando-se o efeito dos substratos, em cada uma das temperaturas, observa-se que a 20ºC, os maiores valores da primeira contagem ocorreram sobre papel e entre papel; a 25ºC e entre vermi-culita, foi observado o pior resultado; a 30ºC e a 20-30ºC, o substrato entre papel proporcionou resultados superiores aos demais. Tais resultados concordam com os obtidos por Andrade & Pereira (1994) com sementes de Cedrela odorata L. que recomendam os substratos sobre papel a 25ºC ou rolo de papel a 30ºC.

 

 

Carneiro et al. (1996) trabalhando com sementes de Callistephus chinensis Nees constataram que a temperatura de 25ºC e os substratos sobre solo arenoso ou papel germitest foram responsáveis pelos maiores valores da primeira contagem da germinação, semelhantemente, Andrade & Pereira (1994) verificaram que os melhores resultados da primeira contagem de sementes de Cedrela odorata L. foram com os substratos sobre papel a 25ºC ou rolo de papel a 30ºC. Em sementes de Acacia mangium Willd., Lima & Garcia (1996) observaram que o substrato rolo de papel proporcionou os melhores valores da primeira contagem da germinação, independentemente da temperatura (25, 25-35 e 35ºC) utilizada.

O índice de velocidade de germinação (IVG) foi maior quando se utilizou o substrato entre papel, a 20ºC, entre papel e sobre papel, a 25ºC, e entre papel a 30 e 20-30ºC. Em geral, dentro de cada substrato, a temperatura de 25ºC proporcionou os maiores valores de IVG, exceto quando o subs-trato utilizado foi entre papel, situação na qual não foi observada diferença entre as temperaturas. De forma semelhante, Carneiro (1996) observou que a temperatura de 20ºC foi responsável pelos maiores valores de IVG de sementes de Callistephus chinensis Nees, enquanto Andrade et al. (1999) verificaram que os maiores valores de IVG em sementes de Euterpeedulis Mart. foi a 20-30ºC e 25ºC e usando o substrato entre vermiculita. Para sementes de Cariniana legalis Mart. (Rêgo et al., 2001a) foi a temperatura de 20-30ºC e os substratos solo de floresta, solo comercial, vermiculita e rolo de papel e a mesma temperatura com o substrato solo de floresta para sementes de Dalbergia nigra Vellozo (Rêgo et al., 2001b).

Andrade & Pereira (1994) verificaram que os melhores resultados de IVE em sementes de Cedrela odorata L. com o uso dos substratos sobre papel foi a 25ºC ou rolo de papel a 30ºC. Figueiredo & Popinigis (1980) relataram que a maior velocidade de crescimento das plântulas de Urena lobata L. foi a 30ºC, entretanto, em sementes de Acacia mangium Willd., Lima & Garcia (1996) observaram que o substrato rolo de papel a 35ºC proporcionou maior velocidade de germinação.

A germinação das sementes se distribui de forma diferente, nas temperaturas e nos substratos, ao longo do tempo (Figura 1). Os polígonos de frequência relativa são claramente unimodais para os substratos entre e sobre papel, nas quatro temperaturas utilizadas, como também para os substratos entre areia e entre vermiculita na temperatura de 25ºC. Nos demais substratos, incluindo sobre papel na temperatura de 30ºC, tornam-se claramente polimodais. Resultados semelhantes foram obtidos por Fanti & Perez (1999) com sementes de Adenanthera pavonina L., onde o substrato papel também proporcionou distribuição unimodal de frequência.

Observa-se um desvio do tempo de germinação à esquerda da moda principal da distribuição das frequências nos substratos entre areia, nas temperaturas de 20 e 20-30ºC e entre vermiculita, na temperatura de 30ºC e a direita para os demais substratos, independentemente da temperatura utilizada. A assimetria da distribuição pode mostrar que a hetero-geneidade é devida a demora ou a uma rapidez na germinação das sementes, ou a ambos os casos, dependendo da temperatura e do substrato empregado. Desvios de tempo de germinação para a esquerda foram relatados por Cavalcante & Perez (1995) e para a direita por Perez et al. (1998) e Fanti & Perez (1999).

Nassif & Perez (2000) estudaram os efeitos de diferentes temperaturas (de 9ºC até 45ºC, com intervalos de 30ºC) na germinação de sementes de Pterogyne nitens Tull. e observaram que a distribuição da frequência ocorreu de forma diferenciada, com desvio do tempo de germinação para a direita da moda principal. Para outras espécies como Prosopis juliflora (Sw.) DC. (Perez & Moraes, 1990), Adenanthera pavonina L. (Zpevak, 1994), Stryphnodendron polyphyllum Mart. (Tambelini, 1994), Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit (Cavalcante & Perez, 1995) e Pterogyne nitens Tul. (Nassif & Perez, 2000), os polígonos de frequência também não apresentaram distribuição normal.

As médias de massa fresca e de massa seca de plântulas, encontram-se nas Tabelas 5 e 6. A massa fresca de plântulas de Mimosa caesalpiniaefolia foi maior na temperatura de 25ºC, independente do substrato utilizado, comparativamente às outras temperaturas. Os substratos entre areia e entre vermiculita proporcionaram os maiores valores de massa fresca, tanto a 20 quanto a 25ºC e nas temperaturas de 30 e 20-30ºC, o melhor substrato foi entre areia. Lima & Garcia (1996) observaram plântulas de Acacia mangium Willd. bem desenvolvidas com o uso do substrato rolo de papel nas temperaturas de 25, 25-35 e 35ºC. Em estudos realizados por Santos et al. (1994) com substratos e profundidades de semeadura, com sementes de Mimosa caesalpiniaefolia,concluíram que os melhores resultados de pesos verde da parte aérea e da raiz foram obtidos com o substrato areia, em todas as profundidades de semeadura (1,0; 2,0 e 3,0cm).

 

 

O substrato entre papel proporcionou os maiores valores de massa seca a 20ºC; a 25ºC não houve diferença entre os substratos, e a 30e 20-30ºC, entre papel e entre areia foram os responsáveis pelos maiores valores de massa seca. O substrato areia também foi responsável pelos maiores valores do peso seco da parte aérea e da raiz das plântulas de Mimosa caesalpiniaefolia quando Santos et al. (1994), avaliaram a influência dos substratos e da profundidade de semeadura no desempenho germinativo e no vigor destas sementes. As temperaturas de 30 ou 35ºC proporcionaram maior peso seco dos cotilédones nas plântulas de Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) Schum. (Garcia, 1994).

 

CONCLUSÕES

♦ A temperatura de 25ºC mostrou-se a mais adequada para condução de testes de germinação e vigor em sementes de Mimosa caesalpiniaefolia Benth., independentemente do substrato utilizado;
♦ o substrato entre papel foi o mais apropriado para avaliação da qualidade fisiológica das sementes;
♦ a sincronização do processo germinativo é maior no substrato entre papel, independentemente da temperatura utilizada.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores expressam seus agradecimentos a Professora Sheila Costa de Farias e ao professor Egberto Araújo pela correção do Abstract, ao Engº Agrº Antônio Alves de Lima e aos Laboratoristas Pedro Francisco da Silva, Rui Barbosa da Silva e Severino Francisco dos Santos que viabilizaram e execução deste trabalho.

 

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Aceito para publicação em 30.12.2001.

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