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Revista Brasileira de Sementes

Print version ISSN 0101-3122

Rev. bras. sementes vol.27 no.2 Pelotas Dec. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31222005000200014 

a14v27n2

Enzimas removedoras de radicais livres e proteínas lea associadas à tolerância de sementes milho à alta temperatura de secagem

 

Free radical-scavenging enzymes an lea proteins associated to maize seed tolerance to high drying temperature

 

 

Sttela Dellyzete Veiga Franco da RosaI; Édila Vilela Resende Von PinhoII; Elisa Serra Negra VieiraIII; Ruben Delly VeigaIV; Adriano Delly VeigaV

IPesquisador Dr., Embrapa Café, CEPECAFÉ, UFLA/DAG, CP 37, CEP 37.200-000, Lavras, MG. sttelaveiga@ufla.br
IIProfessor Dr., UFLA, Departamento de Agricultura, CP 37, CEP 37200-000, Lavras, MG. edila@ufla.br
IIIAgrônoma Dr., COODETEC, Dep. de Biotecnologia, Cascavel, PR. esnegra@coodetec.com.br
IVProfessor Dr., UFLA, Departamento de Ciências Exatas, CP 37, CEP 37.200-000, Lavras, MG
VEstudante do curso de Agronomia da Universidade Federal de Lavras

 

 


RESUMO

Sementes de milho tornam-se tolerantes à dessecação à medida que secam naturalmente no campo e, após a maturidade fisiológica, pré-secagem a 35ºC pode induzir tolerância à temperatura de secagem de 50ºC. Nesse trabalho, sementes da cultivar BRS-3060, colhidas com teor de água de 42,2%, submetidas a períodos crescentes de pré-condicionamento apresentaram tolerância crescenteà temperatura de 50ºC, até atingirem o teor de água de 25,9%, quando exibiram o máximo desempenho fisiológico, avaliado por meio de testes de germinação, vigor e atividade de enzimas a-amilase. O presente trabalho teve o objetivo de investigar o padrão eletroforético de enzimas removedoras de radicais livres e de proteínas lea, em sementes tolerantes e intolerantes a alta temperatura de secagem. As atividades das enzimas removedoras superóxido dismutase, peroxidase e catalase, foram detectadas em hipocótilos de plântulas após cinco dias de germinação e a atividade de proteínas lea detectada em eixos embrionários. Os resultados permitiram concluir que a tolerância de sementes de milho à temperatura de 50ºC está associada à atividade da enzima catalase e pouco relacionada à atividade das enzimas superóxido dismutase e peroxidase. Proteínas lea estavam ausentes em sementes de milho intolerantes e sua presença foi associada ao desempenho fisiológico das sementes tolerantes.

Termos para indexação: Zea mays, tolerância à dessecação, peroxidase, superoxidase, catalase.


ABSTRACT

Maize seeds assume desiccation tolerance as they dry naturally during maturation and pre drying at 35ºC after their physiological maturity can induce tolerance to artificial drying at 50ºC. Seeds of 'BRS-3060' harvested with 42,2% water content and submitted to increased periods of pre-conditioning, showed enhanced tolerance to 50ºC until 25,9% water content when they reached maximum physiological performance. Seed quality was evaluated by germination and vigor tests and a-amilase enzyme activity. Seeds tolerant and not-tolerant to drying at 50ºC were investigated by means of electrophoretic standards of free radical-scavenging enzymes and lea proteins. The scavenger activity enzyme superoxide dismutase, peroxidase and catalase was detected in 5-day old seedling hypocotyl and lea protein was detected in embryonic axes. The results showed that maize seeds tolerant to 50ºC are associated to catalase enzyme activity but are less related to superoxide dismutase and peroxidase enzymes activities. Lea proteins were not present in maize seeds non tolerant to desiccation and their presence was associated to the physiological performance of tolerant seeds.

Index terms: Zea mays, desiccation tolerance, peroxidase, superoxidase, catalase.


 

 

INTRODUÇÃO

Sementes ortodoxas de angiospermas adquirem tolerância à dessecação no final do processo de maturação, quando seu teor de água é reduzido e o embrião sobrevive num estado de quiescência metabólica por um período variável com a espécie (Bewley e Black,1985). A sensibilidade à dessecação é um fenômeno fisiológico complexo e envolve uma série de mecanismos deletérios e/ou protetores dependendo das condições da dessecação (Li e Sun, 1999). Diversas alterações podem ocorrer nas sementes durante a dessecação, tais como, mudanças na composição relativa de fosfolipídios de membranas (Chen e Burris, 1991; Wolkers et al., 1998), acúmulo de carboidratos solúveis como sacarose e oligossacarídeos (Bochicchio et al., 1994 e 1996; Horbowicz e Obendorf, 1994; Vertucci e Farrant, 1995; Brenac et al., 1997; Wolkers et al., 1998; Rosa, 2000), síntese de proteínas lea (late embryogeneses accumulated) (Blackman et al., 1991; Blackman et al., 1992; Thomann et al., 1992; Leprince et al., 1993; Blackman et al., 1995) e a habilidade para prevenir, tolerar ou reparar ataque de radicais livres (Leprince et al., 1990a, 1990b, 1993, 1994a, 1994b e 1995; Sun e Leopold, 1997; Nkang et al., 2000; Greggains et al., 2001). Estas mudanças podem conferir graus variados de tolerância à dessecação nas sementes, em função da intensidade com que os mecanismos de proteção são impostos.

Tem sido sugerido que a perda de viabilidade durante a secagem de diversas sementes sensíveis à dessecação é acompanhada por um aumento na peroxidação de lipídios e acúmulo de radicais livres (Seranatna et al., 1987; Leprince et al., 1990a; Hendry, 1993; Finch-Savage et al., 1996; Finch-Savage et al., 1994). Esses radicais livres podem reagir com peróxidos de hidrogênio, produzindo oxigênio singleto e radical hidroxil (OH-), tóxicos às células (Hendry, 1993) e capazes de danificar constituintes celulares, tais como, proteínas, DNA's e membranas (Hoekstra et al., 1996).

Os radicais livres acumulam porque sistemas removedores não são efetivos em organismos desidratados (Hendry, 1993). Segundo Hoekstra et al. (1996), a atividade de radicais livres pode ser atenuada por removedores e pela presença do citoplasma no estado vítreo em sementes. As sementes, de uma maneira geral, são bem providas de moléculas antioxidantes e sistemas removedores, tais como, os solúveis em lipídios (isômeros de tocoferol-vitamina E e b-caroteno) ou os solúveis em água (ácido ascórbico-vitamina C e glutatione).

Segundo Nkang et al. (2000), é possível que a atividade e estrutura de certas enzimas ou proteínas estruturais, em sementes sensíveis à dessecação, sejam permanentemente alteradas pela secagem, resultando em perda de atividade biológica. Enzimas removedoras de radicais livres, como glutatione redutase, superóxido dismutase, catalase e peroxidase podem reduzir os produtos tóxicos resultantes do ataque de radicais livres, antes que os danos possam ocorrer, segundo os mesmos autores.

Em estudos sobre tolerância à dessecação de sementes de Telfairia occidentalis, cucurbitacea sensível à dessecação, Nkang et al. (2000), concluíram que um aumento no nível de hidroperóxidos pode estar associado ao declínio da viabilidade das sementes e que a peroxidação pode ocorrer com a desidratação das sementes, sendo afetada pela temperatura de secagem e taxa de dessecação. Li e Sun (1999), investigando a sensibilidade à dessecação e atividade de enzimas removedoras de radicais livres em sementes de Theobroma cacao, também sensíveis à dessecação, encontraram altas correlações negativas entre a atividade de superóxido dismutase e a viabilidade das sementes.

Em sementes de milho, o acúmulo de radicais livres bem como a intensificação da peroxidação de lipídios e de-esterificação de fosfolipídios foram associadas à perda de tolerância à dessecação (Leprince et al., 1994a, 1994b e 1995). Juntamente com o decréscimo de tolerância à dessecação, os autores observaram decréscimo do antioxidante tocoferol e da atividade enzimática de superoxido dismutase, glutatione redutase e peroxidase; a atividade da catalase foi discretamente detectada nos tratamentos.

A produção da enzima a-amilase, essencial na hidrólise do amido, também ocorre em resposta à dessecação das sementes de cereais. Estas enzimas são produzidas pela camada de aleurona em resposta à síntese do ácido giberélico (GA3), após a redução do conteúdo do ácido giberélicose, quando a semente é submetida à secagem, seja natural na fase pós-maturação ou artificial, em estádios mais precoces do desenvolvimento (Evans et al., 1975; Armstrong et al., 1982). Em sementes de trigo (Triticum sativum L.), a sensibilidade da camada de aleurona ao hormônio GA3 não é obtida antes que ocorra a secagem das sementes até um teor de água de 25% (Armstrong et al., 1982). Segundo os autores, a secagem reduz o conteúdo do hormônio de crescimento ácido abscísico (ABA) e confere à camada de aleurona, sensibilidade ao GA3.

Comparando a resposta de sementes de milho à secagem prematura e à aplicação de fluridone, um inibidor da síntese ABA, Oishi e Bewley (1990) concluíram que fluridone e secagem causaram o decréscimo no conteúdo de ABA nas sementes, mas o declínio deste hormônio, embora permitisse a germinação, sozinho não foi suficiente para permitir o aumento da atividade enzimática, necessária ao crescimento do embrião. Portanto, segundo eles, a secagem é necessária para sensibilizar a camada de aleurona ao GA3 e, então, ativar a síntese de a-amilase. E, para que a camada de aleurona obtenha seu completo potencial para produzir as enzimas necessárias ao crescimento do embrião, ela deve estar livre dos efeitos inibidores do ABA e estar sensível para responder ao GA3. O tratamento de secagem imposto prematuramente ou como ocorre nas fases finais do desenvolvimento de sementes de milho, age como um sinal para o estímulo à síntese de a-amilase (Oishi e Bewley, 1990; Rosa, 2000). Embora a função de proteínas lea ainda não esteja bem esclarecida, sua estabilidade, afinidade com moléculas de água e abundância em organismos que toleram a desidratação, sugerem a importância de seu papel para a aquisição de tolerância à dessecação (Blackman et al., 1991). Proteínas lea, moduladas por ácido abscísico, acumulam em embriões de sementes de milho e cevada, durante os estádios mais tardios do desenvolvimento, em fase correspondente à aquisição de tolerância à dessecação (Bostock e Quatrano, citados por Leprince et al., 1993), e a sua expressão cessa rapidamente após embebição (Blackman et al., 1991; Blackman et al., 1992). Segundo Thomann et al. (1992), proteínas lea, moduladas por ABA, acumulam em embriões de sementes de milho, durante a secagem lenta, em fase correspondente à aquisição de tolerância à dessecação. Workers et al. (1998) observaram que embriões imaturos de milho, tolerantes à dessecação, submetidos à secagem lenta, apresentam padrões de proteínas semelhantes aos das proteinas lea presentes em sementes maduras e tolerantes à dessecação.

Primeiramente descobertas em embriões de algodão, as proteínas lea foram detectadas em várias outras espécies, como ervilha, soja, colza, cenoura, mamona, Arabdopsis, beterraba (Koornneef et al., 1989; Blackman et al., 1995; Capron et al., 2000), em estádios tolerantes à dessecação, durante o desenvolvimento das sementes ou após o início de embebição.

Sementes de milho apresentam redução gradativa da sensibilidade à dessecação após a maturidade e, quando submetidas a uma secagem prévia em baixa temperatura (35ºC), adquirem tolerância à secagem a 50ºC (Herter e Burris, 1989; Rosa, 2000). Nessas sementes ocorreu indução de tolerância à alta temperatura, em decorrência da ativação de mecanismos de defesa contra os efeitos danosos da retirada de água, como aqueles observados por Chen e Burris (1991) e Borowisk et al. (1995). Mao et. al. (1995) verificaram que mutantes de milho, intolerantes à dessecação e que não produzem ácido abscísico e nem proteínas lea após a imposição do estresse de água, o fazem em resposta à aplicação exógena do ácido abscísico.

O objetivo do presente trabalho foi investigar o padrão eletroforético de enzimas removedoras de radicais livres, de enzimas a-amilase e de proteínas lea, em sementes de milho intolerantes e tolerantes à alta temperatura de secagem.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG) e no Laboratório de Análises de Sementes da Universidade Federal de Lavras (MG). Utilizaram-se sementes de milho do híbrido triplo BRS-3060, colhidas com 42,2% de água e submetidas ao processo de indução de tolerância à alta temperatura de secagem. As sementes foram expostas a períodos crescentes de secagem a 35ºC (pré-condicionamento) antes de serem transferidas para a temperatura de 50ºC, em secadores de pequena escala, construídos de acordo com Navratil e Burris (1982). As transferências foram efetuadas após 0, 4, 8, 16, 24, 32, 40, 48 e 56 horas de secagem a 35ºC, quando as sementes apresentaram teores de água de 42,3; 40,4; 38,1; 33,6; 25,9; 21,4; 17,7; 15,9 e 12,2%, respectivamente e, crescentes graus de tolerância à secagem sob temperatura de 50ºC, até atingirem 12% de teor de água, confirmados nos experimentos realizados por Rosa (2000). Amostras de sementes foram tomadas após cada período de pré-condicionamento para determinação dos teores de água, realizada pelo método da estufa a 105 ± 3ºC, durante 24 horas, com duas subamostras de 50g, segundo as RAS (Brasil, 1992). Foi mantida uma testemunha cujas sementes foram colhidas juntamente com as demais e secadas à sombra até atingirem teor de água próximo a 12,0%.

Ao final da secagem e após 8 meses de armazenamento, as sementes foram avaliadas quanto à sua tolerância à temperatura de 50ºC, mediante testes de germinação, vigor, atividade enzimática de a-amilase, atividade de enzimas removedoras de radicais livres e análise eletroforética de proteínas lea.

Teste de germinação - realizado com quatro subamostras de 50 sementes por lote, distribuídas em papel toalha, umedecido com quantidade de água equivalente a duas vezes e meia o peso do substrato seco e colocadas para germinar a 25ºC; as avaliações foram realizadas no sétimo dia após a semeadura, segundo as Regras para Análise de Sementes - RAS (Brasil, 1992) e, os resultados, expressos em porcentagem de plântulas normais; primeira contagem de germinação - realizado aos quatro dias do início do teste de germinação, computando-se como plântulas normais, as que apresentavam pelo menos duas raízes seminais e parte aérea com pelo menos dois centímetros de comprimento, os resultados foram expressos em porcentagem; teste de frio - realizado conforme metodologia proposta por Dias e Barros (1995), com quatro subamostras de 50 sementes distribuídas em caixas plásticas de 467x302x110mm, contendo mistura de areia e terra recentemente cultivada com milho, na proporção de 2:1, com umidade ajustada para 70% da capacidade de retenção; as caixas foram mantidas a 10ºC, em câmara fria, por sete dias e, então, transferidas para câmaras de crescimento a 25ºC e a contagem de plântulas emersas foi feita no sétimo dia; teste de crescimento de plântulas - realizado de acordo com Dias e Barros (1995), com quatro repetições de 10 sementes previamente classificadas (peneira 20), distribuídas sobre duas folhas de papel toalha, umedecidos com quantidade de água equivalente a duas vezes e meia o peso do substrato seco e colocadas para germinar a temperatura de 25ºC, durante quatro dias; as sementes foram distribuídas em uma linha traçada a oito centímetros da margem superior do papel, com as radículas voltadas para baixo; após o período no germinador, foram computados os comprimentos das plântulas, em cm; massa seca de plântulas ao final do teste de crescimento, todas as plântulas foram colocadas em sacos de papel, secadas em estufa de circulação forçada, a 65ºC, até atingirem peso constante e o peso médio da matéria seca das plântulas foi obtido dividindo-se o peso total pelo número de plântulas obtidas e, os resultados, expressos em mg; teste de condutividade elétrica realizado de acordo com Dias e Barros (1995), com quatro subamostras de 25 sementes em copos plásticos contendo 75mL de água deionizada, cuja condutividade não excedeu 3µmho; as leituras de condutividade foram realizadas após 24 horas de embebição a 25ºC, com o condutivímetro Digimed, modelo CD-21, e os resultados expressos em µmho.cm-1.g-1 de sementes; atividade da enzima alfa-amilase - as sementes foram submetidas ao teste de germinação por 70 horas (Rood e Larsen, 1988), quando as plântulas foram retiradas, liofilizadas, trituradas a frio em moinho refrigerado e guardadas em congelador, a -80ºC, em recipiente contendo sílica gel, até o momento das análises; a extração da enzima se processou pela adição de 200mL de tampão de extração Tris-HCl, 0,2Mol.L-1, pH 8,0 a 0,1g do pó relativo a cada tratamento; o homogeneizado foi mantido por 12 horas em geladeira a uma temperatura de 5ºC, centrifugado a 16.000xg, a 4ºC, por 60 minutos e, volumes de 40mL do extrato protéico foram aplicados aos géis de policrilamida a 7,5% (gel separador-contendo amido) e 4,5% (gel concentrador); o sistema tampão gel/eletrodo utilizado foi Tris-Glicina pH 8,9 e as corridas eletroforéticas foram efetuadas a 12mA no gel concentrador e 24mA no gel separador; os géis foram revelados para o sistema a-amilase, em solução tampão de acetato de sódio 50mMol.L-1, pH 5,6 e solução de iodo 10mMol.L-1, contendo KI, 14mMol.L-1, segundo Alfenas (1998); após o tratamento com iodo, avalia-se as bandas claras em fundo azulado (revelação negativa), devido à reação com a amilose; atividade de enzimas removedoras de radicais livres: realizadas com 100mg de hipocótilo de plântulas resultantes de sementes colocadas para germinar a 25ºC, por cinco dias; os hipocótilos foram macerados sobre gelo com 2,5 vezes o seu peso de tampão de extração (Tris-HCl 0,2M + 0,001% de b-mercaptoetanol pH 8), tampão fosfato (0,034M de fosfato de sódio bi-básico; 0,2M de sacarose; 2,56% de PVP40; 3M de DTT; 5,7mML ácido ascórbico; 2,5mM de borato de sódio; 1% de PEG 6000, 0,002% de b-mercaptoetanol) e 2g do antioxidante PVP 40 (polivinilpirrolidone); o tampão fosfato foi utilizado somente para a extração da enzima peroxidase; após a maceração, as amostras foram deixadas a uma temperatura de 4ºC por uma noite e então centrifugadas a 16.000 xg por 30 minutos a 4ºC, sendo, em seguida aplicados 100mL do sobrenadante de cada amostra em gel de poliacrilamida 7,5% (gel separador) e 4,5% (gel concentrador); o tampão de corrida utilizado foi Tris-glicina pH 8,9 e a corrida eletroforética foi realizada a 4ºC por quatro horas a uma voltagem de 150V, após a qual, os géis foram revelados para os sistemas enzimáticos peroxidase (PO-EC 1.11.1.7), seguindo as prescrições de Tanksley (1983), e para os sistemas superóxido dismutase (SOD-EC 1.15.1.1) e catalase (CAT-EC 1.11.1.6), seguindo as prescrições de Alfenas (1998); a avaliação dos géis foi realizada sobre transluminador, sendo considerada a presença e ausência das bandas; análise eletroforética de proteínas lea: realizada pelo método SDS-PAGE e procedimentos de extração recomendados por Blackman et al. (1991), com 100mg de eixos embrionários macerados em 1mL de tampão de extração (50Mm de Tris-HCl pH 7,5; 500mM NaCl; 5mM de MgCl2; 1mM de PMSF); as amostras foram centrifugadas a 16000 xg por 30 minutos a 4ºC, o sobrenadante incubado em banho-Maria a 85ºC por 15 minutos e novamente centrifugado como anteriormente; o sobrenadante foi vertido em tubos novos e o pellet descartado; antes da aplicação no gel, 40mL de tampão da amostra (2,5mL de glicerol; 0,46g de SDS; 20mg de azul de Bromofenol; Tris-HCl pH 7,5) foram adicionados em 70mL de cada extrato, seguindo-se uma incubação em banho-Maria com água em ebulição por cinco minutos; em seguida foram aplicados 50mL de cada amostra em gel de poliacrilamida 12,5% (gel separador) e 6% (gel concentrador); o tampão de corrida utilizado foi Tris-glicina + SDS pH 8,9 e a corrida eletroforética foi realizada em sistema vertical, à temperatura ambiente e voltagem constante de 150V por quatro horas; após a corrida, os géis foram corados em solução de Coomassie Brilliant Blue a 0,05% por 24 horas e descorados em solução de etanol 5%, ácido acético 10% e água 85%, conforme Alfenas (1998); a avaliação dos géis foi realizada sobre transluminador, sendo considerada a variação de intensidade das bandas.

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com 4 repetições e as comparações de médias realizadas pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade, transformando-se os dados em percentagem em [(arc sen X.100-1/2) + 0,5]. A análise dos dados foi realizada através do SAS-System for Windows.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados de qualidade fisiológica das sementes utilizadas neste experimento estão apresentados na Tabela 1. A secagem contínua a 50ºC (sem pré-condicionamento) de sementes de milho, colhidas com teor de água de 42,3%, resultou em consideráveis danos. No entanto, à medida que as sementes foram submetidas aos períodos crescentes de secagem a 35ºC (processo de indução de tolerância à temperatura de 50ºC), os danos causados pela alta temperatura diminuíram gradativamente até que as sementes atingiram seu melhor desempenho fisiológico, comparado à testemunha, com 24 horas de secagem a 35ºC, quando as sementes alcançaram 26,0% de teor de água e não mais apresentaram ganhos significativos na qualidade fisiológica.

 

 

Após oito meses de armazenamento, pode-se constatar pela Figura 1, que todas as sementes apresentaram decréscimo no desempenho fisiológico, indicando deterioração natural, mas esse desempenho das sementes submetidas ao período de 24 horas de pré-condicionamento, requerido para a aquisição da tolerância a 50ºC, não foi alterado. No entanto, as sementes intolerantes à secagem sob temperatura de 50ºC até 12%, apresentaram maiores reduções nos valores de germinação e de vigor, relativamente àquelas que não sofreram danos causados pela alta temperatura. Este fato indica que as mudanças proporcionadas às sementes, pela lenta secagem, durante o pré-condicionamento, parecem ter dotado as sementes daqueles mecanismos que as protegem no estado seco (Herter e Burris, 1989; Bernal-Lugo e Leopold, 1992; Kigel e Galili, 1995; Borowski et al., 1995, Hoekstra et al., 1996; Workers et al., 1998; Rosa, 2000). Chen e Burris (1991) observaram que sementes de milho pré-condicionadas a baixa temperatura, tiveram seus sistemas de membranas preservados, apresentando baixos valores de condutividade elétrica. Os autores concluíram que o pré-condicionamento provocou alterações na composição molecular dos fosfolipídeos e mudanças na composição de ácidos graxos, para uma composição mais saturada (de ácido linoleico-18:2, para ácido oleico-18:1), o que representa um papel importante da secagem lenta, na preservação da funcionalidade das membranas, após dessecação a alta temperatura. Radicais livres podem causar oxidação de ácidos graxos insaturados, causando danos em membranas.

 

 

Diferenças entre sementes tolerantes e intolerantes à secagem sob temperatura de 50ºC até 12%, também foram observadas nos resultados da análise eletroforética da enzima a-amilase (Figura 2). Observou-se atividade crescente da enzima a-amilase (evidenciado pela intensidade das bandas claras em fundo azulado devidas à reação do iodo com a amilose (revelação negativa), à medida que as sementes adquiriram tolerância à secagem sob temperatura de 50ºC até 12%, indicando que os danos causados às sementes, em estádios intolerantes, também estão relacionados à menor síntese das enzimas necessárias à degradação do amido para o crescimento do embrião. Sabe-se que há necessidade da redução no teor de água em sementes de milho, para que ocorra a síntese de enzimas a-amilase, permitindo o início do processo germinativo após a reidratação (Oishi e Bewley, 1990; Rosa, 2000). Embora as sementes secadas continuamente a 50ºC tenham sofrido redução do teor de água até próximo de 12%, não apresentaram a mesma atividade enzimática daquelas que já haviam adquirido tolerância à alta temperatura, evidenciando danos neste sistema enzimático. Com referência à atividade das enzimas removedoras de radicais livres estudadas, as enzimas superóxido dismutase e peroxidase não apresentaram diferenças detectáveis entre os tratamentos de pré-condicionamento (Figura 3 e 5), ou seja, tanto as sementes tolerantes à secagem sob temperatura de 50ºC até 12%, quanto as intolerantes, apresentaram atividades semelhantes. Quanto às enzimas catalase (Figuras 4), essas apresentaram um aumento de atividade enzimática nas sementes tolerantes à secagem a 50ºC, as quais foram submetidas aos períodos de pré-condicionamento iguais ou superiores a 24 horas, evidenciado pela maior intensidade das bandas e uma tendência de maior polimorfismo. Provavelmente, a enzima catalase tenha removido peróxidos de hidrogênios produzidos por outras enzimas como a superóxido dismutase, protegendo as células destes compostos tóxicos, nas sementes tolerantes. Nota-se que as sementes intolerantes a 50ºC, principalmente aquelas submetidas a poucas horas de pré-condicionamentos (zero e quatro), as quais apresentaram baixo desempenho fisiológico (Figura 1), também apresentaram menor intensidade de atividade da enzima catalase.

 

 

 


 

 


 

 


 

Trabalhando com embriões de milho Leprince et al. (1990a), observaram uma diminuição na atividade das enzimas superóxido dismutase e peroxidase, durante o processo de embebição, em estágios de intolerância à dessecação. Esses autores, não detectaram aumento na atividade da enzima catalase, a qual se comportou como a peroxidase, ou seja, apresentou uma atividade crescente ao longo do processo de aquisição de tolerância à alta temperatura de secagem. Já Nkang et al. (2000) observaram um decréscimo em atividades de catalase e superóxido dismutase, importantes mecanismos de defesa celular, associados com aumentos em níveis de hidroperóxidos, durante o processo de secagem de sementes de Telfairia occidentalis, sensíveis à dessecação. Li e Sun (1999) observaram aumentos em peroxidação de lipídios em eixos embrionários de Theobroma cacao, durante dessecação e um associado decréscimo em sistemas enzimáticos de proteção. Segundo os autores, estes resultados sugerem um aumento no teor de radicais livres oxidativos, embora não quantificados, os quais podem causar danos em membranas, confirmados pelo aumento em lixiviação de eletrólitos e perda de viabilidade das sementes intolerantes, resultados dos danos oxidativos. No presente trabalho, as sementes intolerantes a 50ºC também apresentaram aumentos nos valores de condutividade elétrica e baixa viabilidade (Figura 1).

A Figura 6 mostra o resultado das análises eletroforéticas de proteínas lea das sementes tolerantes e intolerantes à altas temperaturas de secagem. Nota-se uma tendência de aumento de intensidade das bandas a partir de 16 horas de pré-condicionamento a 35ºC. Sabe-se que as proteínas lea são sintetizadas nos processos finais da maturação das sementes e, tendo sido a colheita realizada com alto de água das sementes, pode-se inferir que durante o pré-condicionamento à baixa temperatura, houve condições propícias para a síntese dessas proteínas, induzindo tolerância à secagem sob temperaturas mais elevadas. Thomann et al. (1992), estudando o efeito de secagem lenta durante o desenvolvimento de sementes de milho, verificaram acúmulo de proteínas lea, moduladas por ABA nos embriões, em fase correspondente à aquisição de tolerância à dessecação. O aparecimento dessas proteínas tem sido bem associado à aquisição de tolerância à dessecação durante o final da fase de maturação, com o início da secagem ou após a embebição (Blackman et al., 1991e 1992).

 

 

De uma maneira geral, os resultados das avaliações de enzimas removedoras de radicais livres e proteínas lea, realizadas em sementes de milho tolerantes e intolerantes à secagem sob alta temperatura até 12% de teor de água, permitem afirmar que estes sistemas protéicos podem ser considerados como atuantes mecanismos de proteção celular contra os efeitos danosos da perda de água em sementes de milho sob altas temperaturas. Além disto, outro sistema protéico, o das enzimas a-amilase, de fundamental importância no processo de germinação de sementes de milho, também podem ser danificados por altas temperaturas de secagem. Portanto, estes resultados ajudam no entendimento das causas dos danos que podem ocorrer em decorrência da secagem mal conduzida de sementes de milho e, enfatizam os cuidados que devem ser tomados durante a secagem de sementes, quando estas são colhidas com altos teores de água. Herter e Burris (1989) já haviam detectado que sementes de milho, com altos teores de água, podem ser secadas com segurança à baixas temperaturas e temperaturas mais altas podem ser utilizadas quando as sementes são colhidas com teores de água variando entre 20 e 25%. Os resultados das análises dos sistemas protéicos aqui apresentados corroboram esta afirmativa.

Desta forma, pode-se afirmar que sementes de milho podem ser colhidas em espigas, com altos teores de água, desde que sejam submetidas a uma pré-secagem sob 35ºC até atingirem valores próximos de 24%, quando sistemas protéicos associados à tolerância à dessecação encontram-se atuantes nessas sementes.

 

CONCLUSÕES

Em sementes de milho, a aquisição de tolerância à secagem sob alta temperatura é associada à atividade da enzima catalase e pouco associada à atividade das enzimas superoxido dismutase e peroxidase.

Sementes de milho tolerantes à alta temperatura de secagem apresentam maior quantidade de proteínas lea, bem como maior síntese de enzimas a-amilase, do que sementes intolerantes.

 

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Submetido em 08/03/2004. Aceito para publicação em 10/09/2004.