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Revista Brasileira de Ciências do Esporte

Print version ISSN 0101-3289

Rev. Bras. Ciênc. Esporte vol.33 no.4 Porto Alegre Oct./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-32892011000400014 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Análise da organização ofensiva dos levantadores campeões da superliga de voleibol1

 

Offensive organization assessment of winners of brazilian Volleyball Superleague setters

 

Análisis de la organización ofensiva de los colocadores campeones de la Superliga de Voleibol

 

 

Ms. Cristino Julio Alves da Silva MatiasI; Dr. Pablo Juan GrecoII

IMestrado/Doutorando em Ciências do Esporte - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Membro do Centro de Estudos de Cognição e Ação - UFMG (Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil). E-mail: crismatias@gmail.com
IIPós-Doutorado em Ciências do Movimento Humano (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Docente do Departamento de Esportes: Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (UFMG), Docente do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências do Esporte (UFMG) e Coordenador do Centro de Estudos de Cognição e Ação - UFMG (Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil). E-mail: grecopj@ufmg.br

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Avaliou-se a organização ofensiva efetuada por dois levantadores (um de cada sexo) de alto nível do voleibol brasileiro. Estes levantadores culminaram com o título de campeão nacional. Houve uma dependência (associação) significativa abrangente da condição de levantamento e de finalização com o número de atacantes mobilizados, o tempo e a área de ataque. O efeito de ataque não apresentou a mesma dependência com estas três variáveis. A dependência entre condição de levantamento, condição de finalização e efeito da solução teve maior evidência entre a condição de levantamento e finalização. O estudo indica o alto nível dos levantadores brasileiros ao organizarem taticamente o sistema ofensivo, confirmando o conceito clássico do levantador em ser o cérebro de uma equipe de voleibol.

Palavras-chave: Decisão; levantador; distribuição; voleibol.


ABSTRACT

It was evaluated the offensive organization performed by of two setter's (one of each sex) in elite of volleyball (champion's at Brazilian National Championship: Superliga). It was observed a significantly large dependence (association) among the setting's conditions and the attack's conditions with the number of striker's involved, the time of attack and area of attack. The solution's effect did not show the same dependence on with these three variables. The association among setting's condition, the attack's conditions and solution's effect was more evidence of the setting's condition and the attack's conditions. This study suggests high level of Brazilian setter's to organize tactically offensive system, confirming the classical concept of setter to be the brains of a volleyball team.

Keywords: Decision; setter; distribution; volleyball.


RESUMEN

Se evaluó la organización ofensiva efectuada por dos colocadores (uno de cada sexo) de alto nivel del voleibol brasileño. Ambos fueron campeones nacionales (Superliga). Fue encontrada dependencia (asociación) significativa amplia en la condición de toque y de finalización con el número de atacantes movilizados, el tiempo y el área de ataque. El efecto de ataque no presentó la misma dependencia con estas tres variables. La dependencia entre la condición del toque, la condición de finalización y el efecto de la solución presentó mayor evidencia entre la condición toque y finalización. El estudio señala el alto nivel de los colocadores brasileños al organizar tácticamente el sistema ofensivo, confirmando el concepto clásico de que el colocador es el cerebro de un equipo de voleibol.

Palabras clave: Decisión; colocador; distribución; voleibol.


 

 

INTRODUÇÃO

O levantador, assim como o armador de basketball e o de futebol, é o responsável pela dinâmica ofensiva da sua equipe (MATIAS; GRECO, 2009). O basketball e o futebol brasileiro já tiveram gênios nesta função, no transcorrer da história mundial destes esportes, tais como Magic Paula e Ronaldinho Gaúcho, respectivamente. Igualmente, o Brasil conta com os melhores levantadores da história mundial do voleibol: William Carvalho, Mauricio Lima, Ricardo Garcia (Ricardinho), Hélia de Souza (Fofão) e Fernanda Venturini (RESENDE, 1995; VALPORTO, 2007). A criatividade desses atletas é de certo modo a aspiração do ser humano à eternidade. Sendo assim, à margem da vitória ou da derrota, existem passes, lances e jogadas realizadas de modo exclusivo por alguns Cruff's, Kiraly's, Magic's, Platini's, Venturini's e Jordan's, dos Jogos Esportivos Coletivos, que escrevem a História do Esporte (LACERDA, 2007).

Na proposição de um levantador ideal, diversos estudos convergem ao descreverem as qualidades peculiares desse jogador (KRÖGER, 1990; RESENDE, 1995; PAOLINI, 2001; RIZOLA, 2003; PALAO; SANTOS; UREÑA, 2004, 2005; CLEMENS, 2005; MATIAS; SILVA; GRECO, 2005; QUEIROGA, 2005; MATIAS, 2009; MATIAS; GRECO, 2009; QUEIROGA et al., 2010). Entre tais qualidades o levantador deve: ser preciso, de tal modo o atacante saberá com antecipação que as ações de levantamento são realizadas com um direcionamento regular no espaço-tempo; apresentar de modo estável o mesmo gesto técnico, independente do local da quadra em que se encontra para executar a sua ação, assim poderá não demonstrar antecipadamente o destino do próprio levantamento; criar condições para que possa usar o maior número possível de setores da quadra (posições: 1, 6, 5, 4, 3 e 2); não concentrar os levantamentos em um único atacante; efetuar o levantamento em suspensão (saltar ao levantar) para dar maior velocidade ao ataque; dar velocidade ao ataque por meio de manobras ofensivas combinadas com os atacantes; ter a pretensão de construir condições ofensivas com velocidade, mesmo que haja inferioridade na qualidade da ação anterior ao do próprio levantador; ser criativo, tal criatividade se manifesta no sentido de algo inesperado, inédito ou fora dos padrões normais de ação, assim o levantador aspira arquitetar ações ofensivas fora da expectativa do sistema defensivo adversário (bloqueio/defesa); conhecer e raciocinar constantemente em relação ao bloqueio adversário; não deixar que suas emoções interfiram negativamente nas suas decisões ao organizar o ataque; ser um líder da equipe, por meio da busca do rendimento máximo dos seus companheiros; avaliar com o técnico o padrão de jogo e saber reavaliar dentro do próprio jogo o padrão propício; conhecer antecipadamente o adversário; ter uma altura igual ou superior a dos atacantes, para contribuir com a defesa da sua equipe, por meio de um bloqueio de elevado alcance.

Em Matias, Silva e Greco (2005) foram traçadas características notórias relativas a cada escalão. A precisão foi descrita pelos autores como uma característica peculiar do levantador no infanto, no juvenil foi a maior variação na organização ofensiva e no adulto foi a criatividade superior em relação aos demais escalões, fruto da experiência adquirida. A precisão foi descrita como fundamental em todos os escalões, seja na fase de ataque (side-out), engloba a recepção do saque adversário, o levantamento e o ataque, ou no contra-ataque (transition), engloba a defesa do ataque adversário e/ou a recuperação de um ataque da própria equipe que foi bloqueado, o levantamento e o ataque. Ressalta-se que, na fase de contra-ataque, é ainda mais primordial a precisão e a regularidade da mesma, uma vez que o levantador não possui constantemente a bola em condições ideais (local, altura e velocidade) para execução da sua ação. Com tal precisão, o atacante não terá sua condição ofensiva limitada, pois não será necessária a correção do levantamento errado no espaço-tempo. Logo, o atacante poderá tomar a decisão ofensiva final sem estar restrito pela ação antecedente, tendo unicamente o sistema defensivo (sobretudo o bloqueio) como fator de obstrução.

O levantador é considerado por especialistas da modalidade como um jogador fundamental na constituição e na estruturação de rendimento de uma equipe (KRÖGER, 1990; RESENDE, 1995; QUEIROGA, 2005). Este jogador assume uma função central no desenvolvimento do jogo e por conseqüência na eficácia ofensiva da própria equipe (PAOLINI, 2001; MESQUITA; GRAÇA, 2002; MOUTINHO; MARQUES; MAIA, 2003; CLEMENS, 2005; MATIAS, 2009). Dentro de tal importância, o levantador emerge como jogador determinante para o rendimento da equipe quando a sua atuação preenche as condições de distribuição de jogo (organização ofensiva ou distribuição tático-estratégica). De acordo com Motinho, Marques e Maia (2003) estas condições, que se interagem, estão contempladas quando: a Condição de Levantamento (qualidade de recepção e/ou defesa) não está significativamente relacionada com a Condição de Finalização [relação atacante/bloqueador(es)]; a Condição de Finalização [relação atacante/bloqueador(es)] está significativamente relacionada com o Efeito da Solução (resultado da ação do atacante: ponto, erro, defesa do adversário, bloqueio e recuperação da própria equipe); a Condição de Levantamento (qualidade da recepção e/ou defesa) não estão significativamente relacionada com o Efeito da Solução. O mesmo é salientado por Ramos et al. (2004), ao entenderem que um levantador qualificado como bom em suas ações é o que transforma más condições iniciais (recepção/defesa) em boas condições de finalização, cooperando desde modo com o sucesso ofensivo da própria equipe.

Em relação a este contexto, o presente manuscrito aborda uma questão pertinente do voleibol, modalidade esportiva na qual o Brasil tem inúmeras conquistas de relevância no cenário contemporâneo internacional. Nestas conquistas os levantadores brasileiros, de diferentes escalões e sexo, constantemente são classificados entre os melhores do mundo, em decorrência da eficácia das suas ações de organização ofensiva (QUEIROGA, 2005). Mediante isto, busca-se investigar a distribuição de jogo com um sistema de observação validado (Sistema de Observação e Avaliação do Levantador: SOS-vgs) e que possui aspectos como qualidade do primeiro toque e composição do bloqueio adversário. Revela-se pertinente a realização de pesquisa nesse âmbito: intervenção dos levantadores no jogo ofensivo. Colaborando, assim, com informação relevante relativa ao Treinamento Esportivo. Logo, fornecendo um indicativo a respeito da distribuição de jogo, seja para a formação de profissionais, para a pesquisa científica ou então para os profissionais que atuam neste processo de treinamento.

Neste sentido, o objetivo deste estudo foi analisar a estrutura interna das ações referentes ao levantamento, das equipes masculinas e femininas de voleibol, em um dos jogos correspondentes a final da Superliga. De tal modo, foram relacionadas: as condições de levantamento, as condições de finalização, o efeito da solução, o número de atacantes, o tempo de ataque e a área de ataque.

 

MÉTODOS

CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

O Estudo de Caso Explanatório foi a estratégia empregada, já que focaliza uma questão de pesquisa da forma "como" e "por que", ao mesmo tempo que enfoca acontecimentos contemporâneos, à luz da compreensão de fenômenos complexos (YIN, 1994, 2005).

 

CUIDADOS ÉTICOS

Este estudo respeitou as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional em Saúde, sobre pesquisas envolvendo seres humanos, sendo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): parecer nº ETIC 165/08.

 

SUJEITOS

Dois levantadores tiveram as suas ações de distribuição de jogo avaliadas, em seus jogos nas finais da Superliga de Voleibol (nome fantasia do Campeonato Brasileiro Adulto de Clubes organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol, Ramos et al., 2004), masculino e feminino, jogos em que ambos foram vitoriosos e assim conquistaram o título de campeões deste relevante campeonato.

Na Tabela 1 visualiza-se a Idade, o Tempo de Prática de Voleibol e o Tempo de Prática como Levantador de Voleibol. Na Tabela 2 observa-se a caracterização dos dois jogos finais analisados, que representam oito sets avaliados, sendo registradas as ações das duas equipes em cada um dos jogos que determinou o campeão da Superliga Nacional de Voleibol. Na realização da análise de jogo foram efetuados ao todo 4040 registros referentes a cada um dos cenários de distribuição de jogo. Foram 505 ações exclusivas do levantador, este mesmo total pode ser descrito como cenários e/ou situações de jogo.

 

INSTRUMENTO

A avaliação da distribuição do levantador foi realizada por meio do emprego do SOS-vgs (Quadro 1). O SOS-vgs é um instrumento de observação e avaliação da distribuição do levantador em situação real de jogo (via abordagem quantitativa). O seu constructo baseia-se em princípios de compreensão tática do voleibol. O SOS-vgs utiliza três variáveis para avaliação das ações de levantamento. São consideradas as variáveis que interferem diretamente na eficácia do levantamento (MOUTINHO; MAIA; MARQUES, 2003; RAMOS et al., 2004; RAMOS; NASCIMENTO; COLLET, 2009): Condição de Levantamento (CL); Condição de Finalização (CF); Efeito da Solução (EF).

A variável Condição de Levantamento consiste na avaliação das condições anteriores ao contato do levantador com a bola; Condição de Finalização consiste na avaliação da relação quantitativa atacante/bloqueador(es), composição esta de bloqueio que o levantador constrói e proporciona ao atacante; Efeito da Solução consiste na avaliação do efeito do procedimento ofensivo final. É pressuposto desta variável que a ação de distribuição não se esgota na Condição de Finalização. A responsabilidade do efeito que a sua decisão teve no jogo também deve ser caracterizada. Assim, é avaliado o efeito do ataque realizado pelo jogador que o levantador escolheu como produto da sua ação de distribuição.

O SOS-vgs foi construído pelo professor Dr. Carlos Moutinho no ano de 1993, em seu mestrado na Faculdade de Ciências do Desporto, na Universidade do Porto em Portugal e aplicado nos estudos do próprio, no ano de 2000, no seu doutorado na mesma instituição (MOUTINHO, 1993; 2000). Usufruíram também deste instrumento os estudos de Moutinho, Marques e Maia (2003), Ramos et al. (2004) e Ramos, Nascimento e Collet (2009). A aplicabilidade prática do SOS-vgs demonstra a preocupação que o professor Dr. Carlos Moutinho tinha em aliar o conhecimento acadêmico ao do treinador (MESQUITA, 2004).

Em conjunto com as variáveis do SOS-vgs foi inserido e registrado no Simi Scout (MATIAS; GRECO, 2009), versão 1.5 Master, a fase de jogo (ataque e contra-ataque), o número de atacantes mobilizados (um, dois, três, quatro e cinco), o tempo de ataque [velocidade do levantamento-ataque: 1º, 2º, e 3º tempo (MATIAS; GRECO, 2009)] e a área de ataque (posição: um, dois três, quatro, cinco e seis), assim como no estudo de Moutinho, Marques e Maia (2003), Pereira e Mesquita (2004) e Ramos et al. (2004).

 

COLETA DE DADOS

As duas finais gravadas em mini-dvd (com a filmadora posicionada de modo fixo atrás da área de jogo, da zona de defesa, com registro de toda quadra de voleibol) foram digitalizadas para o formato MPG, por meio do acoplamento da filmadora de mini-dv Canon ZR-300 ao computador, por meio da conexão firewire. A análise de jogo foi iniciada no Simi Scout, após a captura do vídeo, por meio do SOS-vgs. Realizou-se assim a criação do banco de dados. A descrição (análise de jogo e/ou observação de jogo) da distribuição do levantador, por meio do SOS-vgs, foi feita com a visualização da imagem em vídeo, no formato MPG, no próprio Simi Scout. Tal ação foi efetuada pelo pesquisador deste trabalho, em uma das salas do Centro de Estudos de Cognição e Ação [CECA (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional - UFMG)], em um ambiente silencioso e sem interrupções.

 

PROCEDIMENTOS

O pesquisador responsável por este trabalho verificou 20% das ações registradas, após quinze dias da concretização da análise completa dos dois jogos finais, em cada uma das partidas analisadas (intra-observação). Em seguida, dois treinadores da Superliga verificaram o mesmo índice de ações registradas em cada um dos jogos (inter-observação). Tal índice é superior ao de 10% estipulado pela literatura (TABACHINICK; FIDELL, 1989). Deste modo, foi feita a fiabilidade da observação, por meio dos processos de inter e a intra-observação, com um percentual de acordos superior ao índice recomendado de 80% (Quadro 2) (VAN DER MARS, 1989). Abaixo está a fórmula usada na apuração desta fiabilidade (Quadro 3).

 

ANÁLISE DOS DADOS

Os dados descritivos são apresentados por meio da freqüência absoluta. Para verificar a existência de dependência entre as variáveis empregou-se o teste Exato de Fisher. Neste teste usa-se o teste Qui-Quadrado, nos casos em que os registros dos valores pertencentes a uma variável é inferior a cinco, com correção de Monte Carlo (PAGANO; GAUVREAU, 2004; TRIOLA, 2008). O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05%). O software utilizado para análise dos dados foi o SPSS for Windows versão 17.0.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir deste ponto serão apresentadas as tabelas descritivas e os elementos textuais sucintos correspondentes as tais. Logo após haverá a exposição de tabelas contendo o tratamento estatístico, acompanhada da descrição dos resultados apurados e de uma respectiva discussão sobre os mesmos.

Nas Tabelas 3, 4 e 5 consta a freqüência absoluta dos dados referentes as variáveis do SOS-vgs e há também as variáveis Número de Atacantes, Tempo de Ataque e Área do Ataque. Na Tabela 3 estão as CL, CF e ES interligadas a NaM, TeA e ArA, com tal conteúdo sendo relativo a fase de ataque. Na tabela subseqüente estão às mesmas variáveis, contudo são referentes à fase de contra-ataque. Já na última destas tabelas há unicamente as variáveis integrantes ao SOS-vgs.

Verifica-se, em um cenário relativo às variáveis máximas (00) e sub-máximas (01) do SOS-vgs, a ocorrência de uma maior mobilização de atacantes (três e/ou quatro). Esta maior mobilização gerou o ponto de ataque e/ou a construção do próprio contra-ataque, em decorrência da impossibilidade da organização ofensiva do adversário. Desse modo, o levantador interveio na composição do bloqueio adversário (Tabela 3 e 4). O levantador buscou organizar ofensivamente a equipe com jogadas de velocidade, nas mesmas condições apresentadas em relação às variáveis do SOS-vgs, tal organização proporcionou situações com bloqueio simples e/ou sem existência do mesmo. Ilustra-se, nestas mesmas tabelas e condições, um equilíbrio no número de levantamentos efetuados para a zona de ataque (posição: 02, 03 e 04), sobretudo no side-out. Além disto, foi observado que o levantador imprimiu velocidade em suas ações, mesmo em certas circunstâncias na qual o primeiro toque se caracterizava por uma qualidade mediana.

Em menção a Tabela 5, destaca-se a limitação que o saque adversário concebeu a recepção e, por conseguinte na distribuição de jogo, uma vez que os passes com uma qualidade intermediária ou baixa foram transformados poucas vezes pelo levantador em situações favoráveis ao atacante (bloqueio simples). Contudo, apesar desta limitação, o levantador construiu algumas poucas situações favoráveis. Tais situações provavelmente foram um facilitador para o atacante (e equipe) na superação de momentos de pressão inerentes a disputa de uma final de Superliga. Ressalta-se que o levantador construiu regularmente situações apropriadas para uma melhor eficácia do atacante a partir do primeiro toque com qualidade máxima ou sub-máxima.

De acordo com estudo de Domínguez et al. (2005), Queiroga (2005), Matias (2009), Queiroga et al. (2010) e Costa et al. 2011, entre outros, a qualidade positiva do primeiro toque é essencial para a eficácia ofensiva, sendo evidente a contribuição dela no rendimento ao transcorrer do jogo. Como descrito antes, o levantador emerge como jogador basilar na distribuição de jogo quando a Condição de Levantamento (qualidade de recepção e/ou defesa) não está significativamente relacionada com a Condição de Finalização [relação atacante/bloqueador(es)] (MOUTINHO, MARQUES; MAIA, 2003). Isto, entre outras condições já referidas anteriormente. Distingue-se, assim, a importância do levantador no núcleo da distribuição de jogo. Tal intervenção na distribuição de jogo, em relação às condições anteriores e posteriores ao levantamento, foi exposta por Paiement (1992) em relação à conquista brasileira da Olimpíada de Barcelona' 1992. Nesta edição dos Jogos Olímpicos o Brasil foi a seleção pior classificada no raking de recepção da Federação Internacional de Voleibol. Todavia, o sucesso e a conquista do lugar mais alto no pódio foi fruto das ações do levantador, que contemplaram as condições de distribuição de jogo expostas por Moutinho, Marques e Maia (2003).

Na Tabela 6 é observado que existiu dependência da Condição de Levantamento com o Número de Atacantes Mobilizados, com Tempo de Ataque e a Área de Ataque, respectivamente, na fase de ataque e contra-ataque, no masculino e feminino. A qualidade do primeiro toque demonstra ser determinante no uso de um maior número de atacantes, no uso de tempos de ataques com diferentes velocidades e no levantamento para diversos setores da quadra (QUEIROGA, 2005; AFONSO; MESQUITA; MARCELINO, 2008; QUEIROGA et al., 2010). No estudo de Rocha e Barbanti (2004), que teve como amostra jogos da Superliga Feminina, a Condição de Levantamento foi determinante para a qualidade de distribuição do levantador, pois teve influência no resultado do ataque.

Houve dependência da Condição de Finalização com o Número de Atacantes Mobilizados, com Tempo de Ataque e a Área de Ataque, respectivamente, na fase de ataque e contra-ataque, no masculino e feminino (Tabela 6). Assim, o levantador consegue construir situações ofensivas com desequilíbrio no bloqueio (inexistência de bloqueio, bloqueio simples ou bloqueio duplo descompactado) ao usar um maior número de atacantes, ao dar uma maior velocidade aos próprios levantamentos e ao ativar um maior número de setores da quadra para execução do ataque (PALAO; SANTOS; URENÃ, 2004, 2005; CASTRO; MESQUITA, 2008; MATIAS; GRECO, 2009).

Segundo Bizzocchi (2000), o bloqueio leva grande desvantagem em relação ao ataque. Isto, pois, não é possível determinar antecipadamente e precisamente as ações do levantador, principalmente com condições ideais de primeiro toque. Além disto, contra os bloqueadores há previamente três, quatro ou até cinco atacantes, sendo que a velocidade do levantamento-ataque pode ser superior ao deslocamento dos bloqueadores. Ademais jogadores no ataque possuem pleno controle da bola, com a opção de escolher qual ação realizar no final da ação ofensiva da equipe.

Observa-se que não existiu dependência do Efeito da Solução com o Número de Atacantes Mobilizados, com o Tempo de ataque e a Área de Ataque, respectivamente, na fase de ataque e contra-ataque, no masculino e feminino (Tabela 6). Desde modo, evidencia-se que os atacantes de alto nível estão aptos ao confronto com os bloqueadores, mesmo que o levantador não construa situações de desequilíbrio no bloqueio, por meio da sua decisão tática referente ao número de atacantes, ao tempo de ataque e a área de ataque (CÉSAR; MESQUITA, 2006. ROCHA; BARBANTI, 2004, 2007).

De acordo com Bizzocchi (2000), Paula (2000), Kudo e Kayamori (2001), Rocha e Barbanti (2004) e Rizola (2003) o ataque é a ação decisiva no voleibol. Em conseqüência desta relevância do ataque verifica-se o aumento da estatura dos jogadores de voleibol (GOMES; RODRIGUES, 2002) e a combinação deste aspecto com a força explosiva no ato de atacar a bola (BIZZOCCHI, 2000; RIZOLA, 2003; COSTA et al., 2010). Assim, a busca de jovens para o voleibol de competição tem se apoiado no conceito de selecionar indivíduos com uma altura superior a média da faixa etária. Logo, no momento do jogo, é possível ter atletas com maiores chances de sucesso no ataque e no bloqueio (BIZZOCCHI, 2000; ANFILO; SHIGUNOV, 2004). A triagem dos atletas que concorrem a uma participação nas Seleções Brasileiras Infanto e/ou Juvenil é realizada tendo como primeiro parâmetro a altura, depois a capacidade de salto, a velocidade e, por conseguinte a condição técnico-tática (ANFILO; SHIGUNOV, 2004). O estudo complementa que o biótipo é importante, mas não é decisivo, pois o jogador convocado deve ter o domínio técnico-tático da função para o qual foi convocado. Tal aspecto, referente ao biótipo das Seleções Brasileiras de Base, é descrito de modo equivalente por Lerbarch e Lima (1998).

Foi constatada a dependência da Condição de Levantamento com a Condição de Finalização na fase de contra-ataque, no feminino e masculino (Tabela 6). Já no ataque ocorreu dependência no masculino. Isto demonstra que a qualidade do primeiro toque influência a organização ofensiva do levantador. A qualidade da recepção ou da defesa é um facilitador ou dificultador ao se almejar a construção de situações ofensivas favoráveis ao atacante (bloqueio em desequilíbrio). Mesmo em situações na qual a qualidade do primeiro toque é de baixa eficácia, o levantador busca construir situações ofensivas favoráveis ao atacante. Ainda mesmo que a precisão do levantamento tenha um maior grau de dificuldade decorrente da baixa eficácia da recepção ou da defesa, pois assim poderá impedir que o bloqueio antecipe a sua distribuição de jogo, contrariando a expectativa do adversário referente a este contexto ofensivo (QUEIROGA, 2005; MATIAS, GRECO, 2009; MATIAS, 2009; QUEIROGA et al., 2010).

No estudo de Moutinho, Marques e Maia (2003), que teve como amostra os jogos das equipes melhores classificadas no Campeonato Europeu, no Campeonato Português e no Campeonato Mundial, ocorreu dependência entre a Condição de Levantamento e as Condição de Finalização na fase de ataque e contra-ataque. De acordo com os autores, a condição inicial de distribuição influenciou de forma significativa a relação atacante/bloqueador(es), sendo o levantamento dependente da recepção do saque e da defesa do ataque adversário. Já no estudo de Ramos et al. (2004) não foi encontrado dependência entre a Condição de Levantamento e a Condição de Finalização. Tal achado demonstra a importância do levantador em ter que transformar situações desfavoráveis de recepção e defesa em possibilidades de sucesso ofensivo, mediante o desequilíbrio da composição do bloqueio adversário.

Não houve dependência entre a Condição de Levantamento e o Efeito da Solução, em ambos os sexos, seja no ataque ou no contra-ataque (Tabela 3). Portanto, é essencial para o fluxo ofensivo do ataque que as ações do levantador sejam formatadas com o máximo de precisão, sobretudo quando há um maior empecilho para a precisão em conseqüência da baixa eficácia na qualidade do primeiro toque. Caso contrário o atacante não poderá exercer a sua função com plenitude. Em seqüela da imprecisão do levantamento no espaço-tempo, o atacante efetuará a sua ação ofensiva de forma limitada (RESENDE, 1995; QUEIROGA, 2005; MATIAS, GRECO, 2009; MATIAS, 2009; QUEIROGA et al., 2010).

Foi constatada dependência da Condição de Levantamento e do Efeito da Solução, no trabalho de Moutinho, Marques e Maia (2003), em todos os campeonatos, na fase de ataque e contra-ataque. Contudo, no estudo de Ramos et al. (2004) não foi encontrado relação de dependência entre a Condição de Levantamento e o Efeito da Solução. O resultado de Ramos et al. (2004) demonstra que o levantador consegue dar condições ideais para o atacante exercer sua função ofensiva de modo eficaz mesmo com passes, de recepção e defesa, não tendo condições ideais.

Existiu dependência entre a Condição de Finalização e o Efeito da Solução unicamente no masculino, na fase de ataque (Tabela 3). Logo, ao procurar construir situações ofensivas favoráveis aos atacantes, o levantador nem sempre impedirá que o sistema defensivo adversário, por meio do bloqueio, consiga uma posição equilibrada (1x2 ou 1x3, bloqueio duplo ou triplo, respectivamente) para obstrução do ataque e/ou obtenção do ponto. Assim, o atacante deverá usufruir da própria inteligência e criatividade tática, (GRECO, 2004; 2006a; 2006b; MATIAS; GRECO, 2010) para que a sua ação não seja interrompida pelo bloqueio. Para isto é preciso conquistar o ponto ou ao menos garantir a continuidade do jogo, com o intuito da obtenção posteriori do ponto, seja por meio do bloqueio do contra-ataque do adversário ou pelo contra-ataque da própria equipe.

No estudo de Moutinho, Marques e Maia (2003) não houve uma dependência totalmente evidente entre a Condição de Finalização e o Efeito da Solução, pois cada campeonato e cada fase do jogo apresentaram resultados diferentes. Todavia, no estudo de Ramos et al. (2004) foi encontrado relação de dependência entre a Condição de Finalização e o Efeito da Solução. O resultado de Ramos et al. (2004) confirma a expectativa de Moutinho, Marques e Maia (2003), que é o sucesso ofensivo propiciado pela distribuição do levantador, decorrente do desequilibro na composição do bloqueio adversário.

Ficou evidenciado que o levantador é um interventor direto no fluxo de jogo ofensivo, no contínuo recepção/defesa-levantamento-ataque, com a responsabilidade de maximização da eficácia do primeiro toque e do ataque, por meio das suas ações intermediárias de levantamento. Sendo o elemento impar no núcleo da distribuição de jogo. Além disto, este estudo revela que os levantadores brasileiros de alto nível são aptos a elaborar decisões táticas ao agir de modo contrário a previsibilidade ou ao se adaptar a imprevisibilidade inerente ao voleibol, indo ao encontro das investigações de Ramos et al. (2004), Queiroga (2005) e Matias (2009). Logo, pode-se salientar que os levantadores elaboram decisões táticas com cunho de inteligência e criatividade. Ao ressalvar o estudo de Ramos et al. (2004) denota-se a contribuição das ações relativas a distribuição para o sucesso competitivo. Isto, uma vez que, o levantador integrante da equipe campeã apresentou melhores índices de desempenho em comparação ao da equipe vice-campeã.

 

CONCLUSÕES

A partir dos resultados apurados, dentre as limitações metodológicas desta investigação, averigua-se que foi possível confirmar o SOS-vgs como um instrumento que engloba as ações de organização ofensiva do levantador de voleibol e permite a avaliação tática desta organização em situação real de jogo. De modo geral, há evidências que sustentam que o levantador consegue intervir na composição do bloqueio adversário, isto ao manipular taticamente variáveis ofensivas, tais como, o número de atacantes, o tempo de ataque e a área de ataque, inclusive em alguns cenários com carência de qualidade no primeiro toque. Sugere-se que no futuro sejam realizados estudos com um número maior de equipes, o emprego da análise seqüencial, o uso da abordagem qualitativa de pesquisa e a validação de sistemas de observação para funcionalidades distintas ao do levantador.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência
Cristino Julio Alves da Silva Matias
Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Centro de Estudos de Cognição e Ação
Av. Antônio Carlos, 6627, Campus UFMG / Pampulha
Belo Horizonte - MG
CEP: 31270-901

Recebido: 30 abr. 2010
Aprovado: 01 jun. 2011

 

1 Pesquisa apoiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq / Processo: 485989/2007-7).

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