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Revista Brasileira de Ciências do Esporte

Print version ISSN 0101-3289On-line version ISSN 2179-3255

Rev. Bras. Ciênc. Esporte vol.36 no.3 Porto Alegre July/Sept. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/2179-325520143630016 

Artigos originais

Treinamento em corrida de baixa intensidade: propriedades estruturais e mecânicas da epífise proximal do fêmur de ratas osteopênicas

Low-intensity running training: structural and mechanical properties of the proximal femoral epiphysis in osteopenic female rats

Entrenamiento en carrera de baja intensidade: propriedades estructurales y mecánicas de la epífisis proximal femoral de ratas osteopénicas

Bárbara Braga Fernandes Maiaa  * 

Ricardo Junqueira Del Carlob 

Lucas Rios Drummondc 

Maria do Carmo Gouveia Pelúziod 

Carlos Henrique Osório Silvae 

Mário Jefferson Quirino Louzadaf 

Judson Fonseca Quintão Juniorg 

Victor Neiva Lavoratog 

Regiane Maria Soares Ramosg 

Antônio José Natalig 

aPrograma de Pós-Graduação em Biologia Celular e Estrutural, Departamento de Biologia Geral, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil

bDepartamento de Veterinária, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil

cPrograma de Pós-Graduação Associado em Educação Física, Departamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil

dDepartamento de Nutrição e Saúde, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais, Brasil

eDepartamento de Estatística, Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil

fDepartamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araçatuba, SP, Brasil

gDepartamento de Educação Física, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil

RESUMO

Este estudo investigou os efeitos do treinamento em corrida de baixa intensidade (TCBI) sobre propriedades estruturais e mecânicas da epífise proximal do fêmur de ratas osteopênicas. Ratas Wistar [idade = 20 semanas; massa corporal = 271,42 ± 17,6 g] foram submetidas à ovariectomia (OVX) ou laparotomia (SHAM) e alocadas em quatro grupos: corrida OVX (CO, n = 12), controle OVX (CONO, n = 12), corrida SHAM (CS, n = 12) e controle SHAM (CONS, n = 12). Quinze dias pós-cirurgia, os grupos CO e CS foram submetidos ao TCBI em esteira (16 m/min, 60 min/dia, cinco dias/semana) por 10 semanas. O TCBI não alterou os efeitos deletérios da osteopenia induzida por ovariectomia sobre a densidade mineral do fêmur, a quantidade de osso trabecular no trocanter e colo do fêmur, a tenacidade e a força máxima de fratura do colo do fêmur de ratas.

Palavras-Chave: Atividade física; Ovariectomia; Osteoporose; Propriedades ósseas

ABSTRACT

This study investigated the effects of low-intensity running training (LIRT) on the structural and mechanical properties of the proximal femoral epiphysis in osteopenic female rats. Female Wistar rats [age = 20 weeks, body mass = 271.42 ± 17.6 g] were subjected to ovariectomy (OVX) or laparotomy (SHAM) and divided into four groups: running OVX (RO, n = 12), control OVX (CO, n = 12), running SHAM (RS, n = 12) and control SHAM (CS, n = 12). Two weeks after surgery RO and RS groups were submitted to a progressive LITR on a treadmill (60 min / day, 5 days / week) for 10 weeks. The LIRT did not alter the deleterious effects induced by ovariectomy on the femoral bone mineral density, the quantity of trabecular bone in the femoral great trocanter and neck, and femoral neck tenacity and resistance to fracture in female rats.

Key words: Physical activity; Ovariectomy; Osteoporosis; Bone properties

RESUMEN

Este estudio investigó los efectos del entrenamiento en carera de baja intensidad (ECBI) en las propiedades estructurales y mecánicas de la epífisis proximal femoral de ratas osteopénicas. Ratas Wistar con edad de 20 semanas (peso corporal: 271.42 ± 17,6 g) fueran sometidas a ooforectomía (OVX) o laparotomía (SHAM) y asignados en cuatro grupos: carera OVX (CO, n = 12), control OVX (CONO, n = 12), carera SHAM (CS, n = 12) y control SHAM (CONS, n = 12). Quince días después de la cirugía los grupos CO y CS fueran sometidos al ECBI (16 m/ min; 60 min/día, 5 dias/semana) durante 10 semanas. El ECBI no cambió los efectos deletéreos de la osteopenia inducida por ooforectomía sobre la densidad mineral del fémur, la cantidad de hueso trabecular en el trocánter y cuello del fémur, la tenacidad y la resistencia ósea a la fractura del cuello del fémur de ratas.

Palabras-clave: Actividad física; Ooforectomía; Osteoporosis; Propiedades del hueso

Introdução

A osteoporose é caracterizada por perda gradual de massa óssea, que enfraquece os ossos por deterioração da microarquitetura tecidual, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Estima-se que uma em cada duas mulheres e um em cada quatro homens com mais de 50 anos de idade terá alguma experiência de fratura relacionada à osteoporose (Iwamoto et al., 2005; Tosteson et al., 2008; Gammage et al., 2009). Na população osteoporótica, 53% das fraturas de quadril ocorrem no colo do fêmur (Thorngren et al., 2002). No Brasil, a incidência de fraturas no colo do fêmur é de 72,5% em mulheres e de 27,4% em homens (Mesquita et al., 2009).

Fatores diversos, como a predisposição genética, o sedentarismo, o consumo de álcool e cafeína, a deficiência de vitamina D, as disfunções tireoidianas e a deficiência de estrogênio após a menopausa induzem ao declínio na densidade mineral óssea (DMO) e aumentam o risco de desenvolvimento de osteoporose (Cohen; Roe, 2000; Hart et al., 2001; Gammage et al., 2009; Maddalozzo et al., 2009). A deficiência de estrogênio provoca importantes alterações no metabolismo lipídico e na distribuição da gordura corporal (Saengsirisuwan et al., 2009).

Todavia, esta doença pode ser prevenida ou retardada com a maximização do pico de massa óssea por meio de modificações no estilo de vida, como a dieta e a atividade física (Soot et al., 2005; Bergmann et al., 2011). As forças de tensão, compressão e cisalhamento geradas pelo suporte da massa corporal e pelas contrações musculares durante o exercício físico constituem estímulos importantes para a formação óssea (Bergmann et al., 2011) e desempenham papel importante para minimizar a perda óssea em mulheres pós-menopausa (Chien et al., 2000; Von Stengel et al., 2011) e em ratas ovariectomizadas (Barengolts et al., 1994; Honda et al., 2003; Ocarino et al., 2007).

Estudos demonstraram que o exercício físico aumenta a DMO e a massa e a força ósseas em humanos (Chien et al., 2000; Bergström et al., 2008) e animais jovens (Iwamoto et al., 1999; Hart et al., 2001; Honda et al., 2003; Iwamoto et al., 2004; Huang et al., 2008; Chen et al., 2011). As alterações nas propriedades estruturais e mecânicas no osso trabecular ocorrem em consequência da tensão e da força mecânica exercidas pelas contrações musculares causadas durante o exercício (Swift et al., 2011).

Tanto os exercícios aeróbicos, como a caminhada, a corrida (Borer et al., 2007; Huang et al., 2008) e a natação (Huang et al., 2003; Melton et al., 2004), quanto exercícios resistidos (Bennell et al., 2000; Notomi et al., 2000; Leite et al., 2010), saltos verticais (Honda et al., 2003; Umemura et al., 2008) e escalada (Notomi et al., 2001) promovem estímulos osteogênicos. Todavia, não há consenso sobre o modelo e a intensidade do exercício a ser utilizado na prevenção e tratamento da perda de massa óssea associada à menopausa. Alguns estudos demonstraram que os exercícios aeróbicos de moderada intensidade e com sobrecarga são os mais efetivos (Tromp et al., 2006; Bonnet et al., 2007); outros afirmaram que o exercício de alto impacto tem um significativo efeito na massa óssea (Honda et al., 2003; Nagasawa et al., 2008). Porém, o tipo de exercício mais acessível para pacientes com osteopenia são os contínuos de baixa intensidade. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a influência de um programa de corrida de baixa intensidade sobre propriedades estruturais e mecânicas da epífise proximal do fêmur de ratas com osteopenia induzida por ovariectomia.

Materiais e métodos

Animais

Ratas Wistar adultas (idade: 20 semanas; massa corporal média: 271,42 ± 17,6 g) foram alojadas em sala com temperatura de 22 ± 2ºC, umidade relativa de aproximadamente 60% e fotoperíodo invertido de 12 horas claro/ escuro. Os animais permaneceram em gaiolas individuais e receberam, diariamente, 18 a 20g de ração comercial e água ad libitum. Todos os procedimentos foram realizados de acordo com os princípios éticos na experimentação animal e aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade Federal de Viçosa (parecer nº 02/2009).

Vinte e quatro ratas foram submetidas à ovariectomia (OVX), e outras vinte e quatro, à laparotomia, sem a retirada dos ovários (SHAM). Para os procedimentos, as ratas foram anestesiadas (cetamina, 20mg/kg e xilazina, 2,71mg/kg IM) e, após a cirurgia, receberam uma dose de anti-inflamatório (flunixina meglumina, 0,68mg/kg IM) e outra de antibiótico (enrofloxacina, 2,71mg/kg IM). Em seguida, as ratas OVX foram divididas aleatoriamente em dois grupos: grupo corrida OVX (CO, n = 12) e grupo controle OVX (CONO, n = 12); e as ratas SHAM foram divididas aleatoriamente em dois grupos: grupo corrida SHAM (CS, n = 12) e grupo controle SHAM (CONS, n = 12).

Protocolo de exercício

Quinze dias após as cirurgias, os animais dos grupos CO e CS foram submetidos, por 10 semanas, a um programa progressivo de corrida em esteira rolante elétrica (Esteira Insight Instrumentos - Ribeirão Preto, SP, Brasil; adaptado de Iwamoto et al., 2004) (tabela 1).

Tabela 1 Protocolo de corrida em esteira. 

Semana Velocidade (m/min) Inclinação (graus) Duração (min)
10m/min 0 30
15m/min 0 50
16m/min 0 60
16m/min 0 60
16m/min 0 60
16m/min 0 60
16m/min 0 60
16m/min 0 60
16m/min 10 60
10ª 16m/min 10 60

Avaliação do desempenho físico dos animais

Para avaliar a eficiência do treinamento na melhora do desempenho físico das ratas, todas foram submetidas a um teste de resistência a corrida 48 horas após a última sessão de treino. Após período de adaptação, os animais foram colocados na esteira e correram à velocidade de 10m/min, com inclinação de 15º na esteira (adaptado de Hussain et al., 2001) o maior tempo possível, até a exaustão. A velocidade da esteira foi aumentada em 1 m/min a cada 2 min. A exaustão foi identificada quando o animal não mais conseguia correr e ficava apoiado na esteira por mais de cinco segundos. O tempo máximo de corrida foi adotado como desempenho físico para a corrida.

Determinação da fosfatase alcalina óssea

Quarenta e oito horas após o teste de desempenho na esteira, os animais sofreram eutanásia, e uma amostra de sangue (2mL) foi coletada por punção cardíaca, transferida para tubo de ensaio e centrifugada. O soro foi armazenado em freezer (-80º C) para posterior análise da concentração sérica de fosfatase alcalina óssea, um marcador de formação óssea. Esta análise foi realizada por meio da técnica de quimioluminescênia indireta (Access® - EUA), a partir da curva padrão de 6 pontos, usando-se kit comercial (Ostase®, Beckman Coulter - EUA). Os resultados foram expressos em picograma/mililitro (pg/mL).

Determinação da densidade mineral óssea

Para o procedimento, após a eutanásia, o fêmur direito foi removido, e o osso, livre dos tecidos moles, foi envolvido em gaze embebida em solução salina e armazenado em freezer (-20ºC). No dia da análise da densidade mineral óssea (DMO), o osso foi descongelado em temperatura ambiente por aproximadamente duas horas antes da mensuração, para a qual foi utilizado um densitômetro ósseo de raios-X (LUNAR DPX-ALPHA®- EUA) equipado com software para pequenos animais. A DMO foi obtida após a mensuração da área e do conteúdo mineral ósseo (CMO) do fêmur, usandose a equação DMO (g/cm2) = CMO (g)/área (cm2).

Histomorfometria óssea

As análises histomorfométricas foram realizadas no fêmur esquerdo, que foi removido após eutanásia e, livre dos tecidos moles, fixado em formol tamponado. Posteriormente, o fêmur foi colocado em cuba descalcificadora contendo solução com citrato de sódio, água destilada e ácido fórmico. Após a descalcificação, foram feitos cortes transversais e longitudinais, removendo-se o trocanter maior e o colo, junto com a cabeça do fêmur. Esses fragmentos foram colocados novamente na cuba descalcificadora, agora armazenados em cassetes. Posteriormente, os fragmentos foram colocados em álcool 70%, 80% e 90%, em álcool absoluto e xilol em partes iguais e xilol absoluto, para posterior inclusão em parafina. Em seguida, foram obtidos cortes de 5 μm de espessura, que foram montados em lâminas histológicas e corados com Hematoxilina e Eosina.

A análise histomorfométrica dos cortes histológicos foi feita usando o sistema para análises Image-Pro Plus, versão 4.5.0.29. As imagens foram digitalizadas por meio de um fotomicroscópio (Olympus BiologicalCX31), com ocular de 10x e objetiva de 20x para análise do osso trabecular (programa analySIS®getIT). Para a quantificação do osso trabecular no trocanter maior e colo do fêmur, foram feitas cinco imagens por animal, em campos distintos, para garantir maior fidelidade dos resultados encontrados. Foram contados 100 pontos por imagem capturada, distribuídos sobre o tecido ósseo e outros componentes (tecido mieloide). Foi mensurada toda a região que continha o tecido ósseo, e utilizada a média simples dos pontos como resultado.

Determinação da resistência óssea a fratura

A resistência do colo do fêmur a fratura foi realizada no fêmur direito após a determinação da DMO, conforme Vicentini et al. (2007). O colo do fêmur foi submetido ao ensaio mecânico em máquina universal de ensaio (EMIC®, modelo DL 3000*), com carga aplicada a uma velocidade de 5mm/min. A amostra foi fixada em posição vertical por um aparato mecânico, e um sistema computadorizado acoplado ao aparelho registrou a força (carga) e o deslocamento, sendo possível controlar todos os parâmetros do ensaio mecânico (força de fratura e tenacidade) e obter o valor da força referente a cada deslocamento. A aquisição desses pontos foi realizada em intervalos padronizados de tempos definidos pelo programa. Os dados da tenacidade e da força máxima de fratura do colo do fêmur foram normalizados pela massa corporal e estão apresentados em J/g e N/g, respectivamente.

Análise estatística

A pressuposição de homogeneidade de variâncias entre os grupos foi checada (Kolmogorov-Smirnov) e, quando não atendida, optou-se pelo procedimento não paramétrico de Kruskal-Wallis, seguido do teste de Dunn. Para o procedimento paramétrico, adotou-se a ANOVA de duas entradas, seguida do teste de Tukey. Adotou-se o nível de significância de até 5%. Todas as análises foram implementadas no software SAS (Statistical Analysis System, SAS Institute Inc., Cary, NC, EUA - versão 9.2), licenciado para a Universidade Federal de Viçosa (UFV) em 2011.

Resultados

Desempenho físico dos animais

As ratas OVX treinadas em corrida apresentaram maior (p < 0,05) tempo de corrida até a exaustão (desempenho físico) em relação às respectivas controles (CO = 18,0 ± 7,3 min vs. CONO = 5,0 ± 1,4 min). Nas ratas SHAM, a diferença nos tempos máximos de corrida não foi estatisticamente diferente (CS = 18,8 ± 6,3 min vs. CONS = 13,8 ± 6,6 min; p > 0.05).

Massa corporal

No início do experimento, não houve diferença de massa corporal entre os animais dos quatro grupos (tabela 2). Porém, ao final do experimento, os animais OVX apresentaram maior (p < 0,05) massa corporal em relação aos SHAM (335,93 ± 23,70 g vs 299,28 ± 23,40 g, respectivamente), independentemente do fator exercício. Não foi observado efeito do exercício (CORRIDA = 312,61 ± 20,91 g vs CONTROLE = 322,52 ± 36,50 g) e não houve interação entre os fatores cirurgia e exercício para a massa corporal final (p > 0,05).

Tabela 2 Massa corporal. 

  CO (n = 12) CS (n = 12) CONO (n = 12) CONS (n = 12)
Inicial (g) 269,70 ± 19,31 271,80 ± 16,91 272,00 ± 17,80 271,10 ± 18,11
Final (g) 324,6 ± 15,81 300,60 ± 18,61 347,31 ± 25,50 297,80 ± 28,22

Dados expressos em média ± desvio padrão. CO, corrida OVX; CS, corrida SHAM; CONO, controle OVX; CONS, controle SHAM; n, número de animais. ANOVA de duas entradas, seguida do teste de Tukey.

Ostase sérica e densidade mineral óssea

As ratas OVX apresentaram menores (p < 0,05) níveis de ostase em relação aos animais SHAM (20,82 pg/mL vs 53,01 pg/mL, respectivamente), independentemente do fator exercício. Entretanto, não foi observado efeito do exercício (CORRIDA = 29,00 pg/mL vs CONTROLE = 27,86 pg/mL) e não houve interação entre os fatores cirurgia e exercício (p > 0,05; tabela 3).

Tabela 3 Ostase sérica e densidade mineral óssea do fêmur. 

Grupos Ostase (pg/mL) DMO (g/cm2)
CO (n = 12) 14,40 0,227 ± 0,008
CS (n = 12) 53,01 0,237 ± 0,015
CONO (n = 12) 22,63 0,225 ± 0,012
CONS (n = 12) 55,37 0,229 ± 0,018

Dados da ostase expressos em mediana (Kruskal-Wallis, seguido do teste de Dunn). Dados da densidade mineral óssea (DMO) expressos em média ± desvio padrão (ANOVA de duas entradas, seguida do teste de Tukey). CO, corrida OVX; CS, corrida SHAM; CONO, controle OVX; CONS, controle SHAM; n, número de animais.

As ratas OVX apresentarem DMO reduzida em comparação com as SHAM (0,226 ± 0,010 g/cm2 vs 0,234 ± 0,017 g/ cm2, respectivamente), independentemente do fator exercício; porém, essa redução não atingiu significância estatística ao nível de 5% (p = 0,08). Não foi observado efeito do fator exercício (CORRIDA = 0,233 ± 0,013 g/cm2 vs CONTRO-LE = 0,227 ± 0,016 g/cm2), e não houve interação entre os fatores cirurgia e exercício (p > 0,05; tabela 3).

Histomorfometria do fêmur

As ratas OVX apresentaram menos (p < 0,05) osso trabecular que as SHAM, tanto no trocanter (213,58 ± 53,68 pontos vs 266,73 ± 41,25 pontos, respectivamente) como no colo do fêmur (235,42 ± 29,57 pontos vs 293 ± 44,36 pontos, respectivamente), independentemente do fator exercício (p > 0,05; tabela 4). Entretanto, não foram observados efeitos do fator exercício no trocanter (CORRIDA = 242,09 ± 55,81 pontos vs CONTROLE = 236,17 ± 55,24 pontos) e no colo do fêmur (CORRIDA= 276,17 ± 51,85 pontos vs CONTROLE = 252,25 ± 40,64 pontos), e não houve interação entre os fatores cirurgia e exercício.

Tabela 4 Quantidade de osso trabecular em diferentes regiões do fêmur. 

Grupos Trocanter (pontos) Colo (pontos)
CO (n = 12) 200,3 ± 34,72 237,2 ± 33,20
CS (n = 12) 292,2 ± 22,94 315,2 ± 34,07
CONO (n = 12) 226,8 ± 68,64 233,7 ± 28,53
CONS (n = 12) 245,5 ± 42,35 270,8 ± 44,61

Dados expressos em média ± desvio padrão. CO, corrida OVX; CS, corrida SHAM; CONO, controle OVX; CONS, controle SHAM. ANOVA de duas entradas, seguida do teste de Tukey-Kramer.

Resistência óssea à fratura

As ratas OVX apresentaram menor (p < 0,05) tenacidade no colo do fêmur, em comparação com as SHAM (0,191 ± 0,053 10-3 J/g vs 0,225 ± 0,062 10-3 J/g, respectivamente), independentemente do fator exercício. Todavia, não foi observado efeito do fator exercício (CORRIDA = 0,204 ± 0,061 10-3 J/g vs CONTROLE = 0,212 ± 0,059 10-3 J/g) e não houve interação entre os fatores cirurgia e exercício (p > 0,05; tabela 5).

Tabela 5 Tenacidade e força máxima de fratura no colo do fêmur. 

Grupos Tenacidade (10-3 J/g) Força máxima (N/g)
CO (n = 12) 0,176 ± 0,046 0,436 ± 0,099
CS (n = 12) 0,233 ± 0,061 0,584 ± 0,020
CONO (n = 12) 0,207 ± 0,057 0,458 ± 0,019
CONS (n = 12) 0,217 ± 0,063 0,646 ± 0, 201

Dados expressos em média ± desvio padrão. CO, corrida OVX; CS, corrida SHAM; CONO, controle OVX; CONS, controle SHAM; n, número de animais. ANOVA de duas entradas, seguida do teste de Tukey.

Da mesma forma, as ratas OVX apresentaram menor (p < 0,05) força máxima de fratura no colo do fêmur que as SHAM (0,447 ± 0,148 N/g vs 0,615 ± 0,200 N/g, respectivamente), independentemente do fator exercício. Porém, não foi observado efeito do fator exercício (CORRIDA = 0,510 ± 0,172 N/g vs CONTROLE = 0,552 ± 0,214 N/g) e não houve interação entre os fatores cirurgia e exercício (p > 0,05; tabela 5).

Discussão

Este estudo foi desenhado para investigar os efeitos de um programa de corrida de baixa intensidade sobre propriedades estruturais e mecânicas do colo do fêmur de ratas com osteopenia induzida por ovariectomia.

Inicialmente, destaca-se a eficiência do modelo usado na indução da osteopenia. As ratas OVX apresentaram menores valores de fosfatase alcalina óssea que as SHAM. A maior concentração deste marcador nas ratas SHAM demonstra que estas apresentaram maior taxa de formação óssea em relação às OVX. A deficiência de estrogênio em ratas OVX resulta em formação óssea diminuída e deixa a atividade de reabsorção óssea temporariamente sem contraposição, o que resulta em osteopenia (Tromp et al., 2006; Bonnet et al., 2007; Fuchs et al., 2007; D'Amelio et al., 2008). Como consequência da deficiência de estrogênio, as ratas OVX apresentaram maior massa corporal em relação às ratas SHAM. O maior ganho de massa corporal ocorre em resposta a alterações no metabolismo lipídico provocadas pela deficiência de estrogênio (Shinoda et al., 2002; Saengsirisuwan et al., 2009). Todavia, esse aumento da massa corporal não interferiu nas propriedades ósseas analisadas no presente estudo.

A deficiência de estrogênio induzida pela ovariectomia não afetou significativamente a DMO ao exame de densitometria, provavelmente porque o tempo em que o fêmur ficou sob influência de baixos níveis de estrogênio não foi suficiente para causar redução importante na DMO. Houve, porém, uma tendência (p = 0,08) entre as ratas OVX de apresentarem DMO reduzida em relação às SHAM, o que reflete uma taxa de formação óssea menos expressiva nas ratas OVX no tempo testado. A deficiência de estrogênio acelera a reabsorção óssea e resulta em rápida perda óssea, com aumento do turnover ósseo (Tromp et al., 2006). O treinamento em corrida de baixa intensidade aplicado, por sua vez, não afetou a DMO total do fêmur das ratas ovariectomizadas. Nossos resultados estão de acordo com outros e sugerem que a influência positiva do treinamento de corrida de baixa a moderada intensidade na DMO ocorre em locais específicos - aqueles onde predomina a sustentação do peso (Iwamoto, et al., 1999; Iwamoto et al., 2004; Chang et al., 2010).

Apesar de melhorar o desempenho físico das ratas, o programa de corrida utilizado não foi capaz de atenuar a perda de osso trabecular no trocanter e colo do fêmur observada nas ratas OVX. A deficiência de estrogênio exerce papel relevante na reabsorção óssea e na ação de osteoclastos em mulheres osteoporóticas (D'Amelio et al., 2008). A ausência de efeito do programa pode ter ocorrido porque a resposta do osso trabecular ao exercício difere de acordo com a carga mecânica sofrida pelo osso (Iwamoto et al., 1998; Gala et al., 2001; Chang et al., 2010).

Em relação às propriedades mecânicas, as ratas OVX apresentaram menor força máxima de fratura e tenacidade no colo do fêmur que as SHAM. Os achados refletem a menor quantidade de osso trabecular na região nas ratas OVX. Os animais SHAM, em razão da presença dos ovários e da manutenção dos níveis de estrogênio, apresentaram maiores tenacidade e força máxima de fratura do colo do fêmur do que os OVX. Esses resultados confirmam achados anteriores de que a deficiência de estrogênio acelera a perda de massa e aumenta a fragilidade óssea, induzindo à osteoporose e aumentando o risco de fraturas (Huang et al., 2008; Park et al., 2008). Outros estudos com ratas Sprague-Dawley (Dai et al., 2008) e Wistar (Huang et al., 2008) relataram que a OVX reduziu a resistência óssea à fratura, quando comparada aos animais SHAM, após seis meses de cirurgia.

Do mesmo modo, nas propriedades mecânicas estudadas, o programa de corrida aplicado não atenuou os efeitos deletérios promovidos pela osteopenia induzida por ovariectomia. Esses resultados refletem os anteriores relativos à menor quantidade de osso trabecular e confirmam que o treinamento de corrida usado não trouxe nenhum benefício para o aumento da força e da massa óssea nas ratas ovariectomizadas.

Novos estudos devem ser realizados para verificar se existem relações entre o exercício de corrida e a idade, o tempo pós-ovariectomia e o local do esqueleto, observando a interferência deste em diferentes aspectos.

Por fim, o presente estudo apresenta uma limitação. Não foi possível determinar os níveis de estrogênio nos animais, pois esta medida serviria para confirmar a deficiência do hormônio neste modelo, assim como sua relação com a osteopenia. Todavia, o impacto da deficiência de estrogênio foi verificado pelos baixos níveis de ostase nas ratas ovariectomizadas.

Conclusão

O treinamento em corrida de baixa intensidade em esteira não altera os efeitos deletérios da osteopenia induzida por ovariectomia sobre propriedades estruturais e mecânicas da epífise proximal do fêmur de ratas.

Financiamento

O presente trabalho contou com financiamento da Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

Referências

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Received: July 02, 2012; Accepted: July 05, 2013

* Autor para correspondência. E-mail: Barbara_bbf@yahoo.com.br (B.B.F. Maia).

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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