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Revista Brasileira de Ciências do Esporte

Print version ISSN 0101-3289On-line version ISSN 2179-3255

Rev. Bras. Ciênc. Esporte vol.36 no.4 Porto Alegre Oct./Dec. 2014

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbce.2014.11.009 

Artigos originais

A busca continuada pela qualidade, visibilidade, interatividade e popularização do conhecimento: o caso da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

The continued seeking for quality, visibility, interactivity and popularization of knowledge: the case of Brazilian Journal of Physical Education and Sport

La búsqueda continua de la calidad, la visibilidad, la interactividad y la popularización del conocimiento: el caso de la Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

Alexandre Moreira a   b  

aDepartamento de Esporte, Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil

bEditor-chefe da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, SP, Brasil


RESUMO

Na tarefa de guiar a RBEFE para caminhos cada vez mais promissores, cabe ao Editor Responsável, Editores de seção e equipe Editorial, definir, traçar, redefinir estratégias e ações, e implementar processos e procedimentos para melhorar cada vez mais a qualidade da Revista. Para um melhor entendimento deste contexto e da gestão da RBEFE, serão apresentadas, nesse artigo, algumas considerações acerca da gestão da RBEFE, bem como abordados os aspectos norteadores da política de desenvolvimento e qualificação da RBEFE, os indicadores e métricas utilizados para o monitoramento e avaliação da percepção da qualidade da RBEFE pela comunidade, e reflexões acerca da tríade autor-editor de seção-revisor. Além disso, serão descritas as ações e estratégias adotadas pela RBEFE no tocante ao processo de indexação, submissão, editoração e acessibilidade.

Palavras-Chave: Gestão; Indexação; Editoração; Acessibilidade

ABSTRACT

The task of guiding the RBEFE through increasingly promising paths is a responsibility of Editor-in-Chief, section Editors, and Editorial team, who need to taking actions such as setting and redefining strategies, as well as implementing processes and procedures aiming to improve the quality of the Journal. In this article, some considerations regarding the management of the RBEFE will be presented to improve the understanding of readers and scientific community about this context. Moreover, the main features of the politics of development, the indicators and measures used by RBEFE to monitoring and assessing the perception of the quality, and considerations concerning the author-editor-reviewer triad will be presented. In addition, the adopted actions and strategies for indexing, submission, publishing, and accessing will be also described.

Key words: Management; Indexing; Publishing; Accessibility

RESUMEN

La tarea de guiar la RBEFE para caminos a cada vez más prometedores, le corresponde al editor, editores de la sección y el equipo editorial. Estrategias, acciones, implementaciones de los procesos y procedimientos deben ser realizadas para mejorar aún más la calidad de la revista. Para una mejor comprensión de este contexto será presentado en este artículo, algunas consideraciones sobre la gestión de la RBEFE y abordado los aspectos orientadores del desarrollo y calificación de las políticas de la RBEFE, indicadores y métricas utilizadas para el seguimiento y evaluación de la calidad percibida de la RBEFE, y reflexiones sobre la tríada autor-editor-revisor. Además, se describirán las acciones y estrategias adoptadas por RBEFE respecto a la indexación, publicación y proceso de accesibilidad.

Palabras-clave: Gestión; Indexación; Edición; Accesibilidad

Considerações acerca da gestão na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

A atividade e tarefas dos editores dos periódicos Científicos Brasileiros são reconhecidamente complexas e, na maioria das vezes, contribuições voluntárias, dependentes de grande dispêndio de energia e de tempo, norteadas por objetivos comuns voltados para o crescimento, desenvolvimento e consolidação das áreas contempladas pelo escopo das respectivas Revistas.

Este trabalho e sua inerente natureza faz com que o mesmo se realize, em grande parte, de forma "invisível" e até certo ponto anônima, tanto no que se refere ao reconhecimento de seus pares e comunidade acadêmica, como, evidentemente, em relação a outras comunidades científicas, ou mesmo, no que tange aos profissionais da área com a qual a produção científica do periódico em questão possa de algum modo estar associada.

Neste trabalho "invisível" e quase anônimo, o grande prazer do editor é enviar a carta de aceite - de um artigo de grande importância e apropriado para a Revista - para seus respectivos autores, e quase que, ao mesmo tempo, imaginar a satisfação destes ao receberem a notícia. Porém, por outro lado, a comunicação de uma rejeição é sempre realizada com extrema dificuldade. Como bem pontuando anteriormente por Barrett (2011), aqueles que pensam que o editor tem alguma satisfação na rejeição, estão completamente equivocados.

Enquanto que o resultado de todo um processo é resumido de forma muito simplista em uma "variável binária", aceito ou rejeitado, o processo em si, os critérios para se chegar ao resultado, os procedimentos, ações e interações, se distanciam da noção de simplicidade e estabilidade, e conferem enorme complexidade para o sistema. Na dimensão do "invisível", o papel do Editor é tornar este sistema o mais eficiente possível.

Evidentemente, o desfecho primário que interessa aos autores é a publicação do seu artigo. No entanto, para que isto ocorra, ou ainda para que ao menos seja tomada uma decisão pelo conselho editorial em relação ao artigo submetido, inúmeras ações, procedimentos, tomadas de decisão, e processos, são realizados, desde os relacionados às soluções de questões pragmáticas e operacionais do dia-a-dia, até a reflexão, elaboração, organização e implementação de procedimentos com objetivos concretos que estejam alinhados com as metas e política da Revista, tanto em médio, quanto em longo prazo. Este é o cenário em que o Editor e seu conselho editorial na RBEFE estão inseridos.

Durante estes constantes desafios, diferentes "atores" se envolvem - mais ou menos - na dinâmica do sistema, o qual, por sua vez, tem a configuração emergente resultante de um processo adaptativo e complexo que inclui diferentes graus de liberdade, tendo estes, independência para variar no tempo e no espaço. Esses graus de liberdade, do nível mais inferior ao superior (do micro ao macro), estão em constante interação, trocando energia com o ambiente, influenciando-o, e sendo influenciados por ele.

Entre os "atores" ou "graus de liberdade" do sistema, destaco, não em ordem hierárquica, os seguintes: a) os autores que enviam suas contribuições para a RBEFE, b) os Editores de seção e equipe editorial, c) os revisores e assessores, d) os leitores, e) os órgãos de fomento com respectivas políticas de apoio aos pesquisadores, f) o sistema de pós-graduação e as exigências, normas, regimentos e diretrizes dos programas vinculados, g) os comitês de assessoramento e de área da CAPES e do CNPq, estes também com respectivas políticas de fomento e apoio, h) o sistema SciELO e outros indexadores com hierarquia definida e baseada na abrangência de suas bases de dados e rigor de análise.

Estes "graus de liberdade" do sistema, reconhecidos como "restritores", delimitando as possíveis configurações de padrões emergentes, estão em interação constante e, portanto, conduzem o sistema à oscilação, influenciado desta maneira a trajetória, o desenvolvimento, a política, as ações e as estratégias dos Periódicos Científicos do Brasil. Reconhecemos estes restritores e buscamos, constantemente, informações decorrentes desta interação para o direcionamento de nossas ações e tomadas de decisão na RBEFE.

Por exemplo, é pertinente aceitar que o resultado dinâmico e adaptativo desta interação, por conta da variação "no tempo e no espaço" destes restritores, irá influenciar as políticas de publicação, as opções de submissão dos artigos por parte dos autores, e inclusive, a própria avaliação dos Periódicos pelos comitês competentes, e determinação de respectivos valores pela comunidade científica.

É neste universo, e ancorado pelo desafio de entendê-lo em uma perspectiva adaptativa e complexa, que a RBEFE vem trabalhando; reconhecendo seu papel neste contexto e atentando-se ao fluxo de informações, diante da aceitação de uma visão sistêmica para um melhor entendimento do papel e lugar da RBEFE. Na tarefa de guiá-la para caminhos cada vez mais promissores, cabe ao Editor Responsável, Editores de seção e equipe Editorial, definir, traçar, redefinir estratégias e ações, e implementar processos e procedimentos para melhorar cada vez mais a qualidade da Revista.

Aspectos norteadores da política de desenvolvimento e qualificação da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

Liderar um Periódico, aceitando a existência e coexistência de um sistema complexo, dinâmico e adaptativo, com uma quantidade expressiva de restritores, implica em buscar um melhor entendimento dos padrões emergentes, configurados pelas informações do ambiente e pela interação destes diversos graus de liberdade, com respectivos níveis e contribuição para o sistema. Nesse sentido, a ancoragem em determinados aspectos, considerados norteadores do processo, se faz necessária.

Os aspectos centrais inerentes a uma política de desenvolvimento e qualificação que vem sendo considerados na RBEFE podem ser sintetizados, em uma perspectiva de gerenciamento racional, em categorias, que por sua vez, são formadas por diversos itens ou variáveis, que norteiam o estabelecimento das nossas ações, estratégias e adoção de procedimentos; oferecendo desta forma, a possibilidade da avaliação dos resultados decorrentes das práticas adotadas. Entre as principais categorias que ancoram nossos procedimentos, destacam-se:

  1. A busca pelo aumento do interesse dos autores para o envio de artigos de qualidade.

  2. Qualificação da sistemática de avaliação, tanto no que se refere à agilidade, quanto no que concerne a qualidade desta avaliação.

  3. Consolidação de políticas para publicação dos artigos, com um consequente aumento no interesse dos leitores, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, profissionais das áreas afins.

  4. Oferecimento de ampla acessibilidade, ampliação dos horizontes, alcance e comunicação da Revista com a comunidade.

  5. Popularização da produção científica disponível.

  6. Utilização de diferentes métricas para medir e avaliar as respostas para as ações, de curto, médio e longo prazo.

Melhorar a qualidade, como conceitua Tani (2007), significa obter reconhecimento da comunidade científica. O reconhecimento desta comunidade, apesar de, em geral, ser orientado por distintos critérios, é determinado em grande parte pela indexação e abrangência do periódico, que por sua vez, se relaciona de algum modo (não necessariamente em uma relação perfeita!) à qualidade dos artigos publicados e pelo processo como um todo, ou seja: "submissão-avaliação-devolução-aceite-publicação-acessocitação".

Portanto, o estabelecimento de "categorias" de metas com suas respectivas variáveis inerentes, delimitando e definindo a direção do gerenciamento e dos processos da RBEFE, tem como objetivo central a qualificação constante do Periódico e o consequente reconhecimento da comunidade e sociedade no que concerne a qualidade da Revista.

Indicadores e métricas para o monitoramento e avaliação da percepção da qualidade da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte pela comunidade

Uma avaliação negativa da comunidade, por sua vez, pode levar inclusive à falência da Revista, comprometendo até a sua própria sobrevivência. Cabe ao Editor e sua equipe, identificar possíveis oscilações que podem causar estados de transição, conduzindo o sistema para um novo padrão. Tomadas de decisão devem então ser realizadas para que isto, de fato, não ocorra.

Para tanto, alguns sinais e sintomas devem ser considerados. Entre eles, temos buscado reconhecer:

  1. Se o processo de submissão apresenta tendência de diminuição do número de artigos submetidos em determinados espaços de tempo.

  2. Se há tendência de queda do número de artigos de qualidade submetidos para a Revista.

  3. O grau de dificuldade dos Editores de seção durante o processo de avaliação - comumente associado pelo não engajamento dos pares quando na função de avaliadores.

  4. O tempo entre a entrada dos artigos, resposta da Revista e publicação.

Considerar estes indicadores, em conjunto, é antecipar um efeito cascata que poderia impactar, por exemplo, na regularidade de publicação dos números anuais do Periódico. Uma tendência positiva associada aos indicadores supracitados, ao contrário, pode estar sinalizando para o alcance das metas estabelecidas, associadas à busca da melhoria da qualidade.

Portanto, ao passo que a qualidade tem sido avaliada por critérios bem definidos pela comunidade científica e, na maioria das vezes, o critério é a indexação e seus respectivos níveis qualitativos determinados pela abrangência e rigor de avaliação, compete ao Editor e equipe Editorial, estabelecer outros critérios que contemplem particularmente a avaliação do processo. Tal procedimento permite que o estabelecimento da meta de indexação em níveis cada vez mais elevados seja algo estrategicamente delineado e não somente um ato de fé e perseverança.

Na busca pela melhora da qualidade, no sentido amplo e ao mesmo tempo condicionado pelos conceitos anteriormente expostos, atenção especial deve ser dada ao Conselho Editorial, Editores de seção, periodicidade, regularidade, diagramação, comunicação com a comunidade, acessibilidade, agilidade e transparência no processo como um todo.

A tríade autor, editor de seção e revisor: um subsistema com papel central para qualidade da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

A despeito do problema de base epistemológica da área de Educação Física e Esporte (EFE), ainda merecedor de maiores e melhores discussões, e o envolvimento dos Periódicos com a "grande área" na qual a RBEFE está inserida, também carecendo de discussões mais aprofundadas, reconhecemos a pluralidade da produção do conhecimento na RBEFE, o que implica em desafios ainda maiores para o Editor e equipe Editorial, revisores, e até mesmo para os comitês de avaliação da qualidade dos Periódicos.

Uma política bem definida de produção de conhecimento em cada subárea da RBEFE, considerando as características e particularidades destas subáreas, é fundamental para o processo de constante busca pelo aumento da qualidade dos artigos publicados na RBEFE, entretanto, confere também, um grau elevado de desafio e obstáculos a serem superados.

Para lidar com essa pluralidade, a RBEFE estabeleceu e delimitou subáreas para a publicação do conhecimento gerado pela comunidade científica. Cada subárea, com seus respectivos Editores de seção, propicia a escolha de revisores com maior conhecimento e entendimento de área, aumentando assim, a possibilidade de uma melhor comunicação entre autor-editor-revisor, acarretando, em consequência, em incremento da agilidade, transparência e qualidade.

Nesse sentido, a RBEFE consolidou a atuação dos Editores de seção, favorecendo a agilidade e estreitando a comunicação e o diálogo entre autor-editor-revisor. Esta tarefa de cumplicidade entre as partes envolvidas possibilita a melhora da qualidade do artigo durante o próprio processo de submissão.

O entendimento de que a melhora da qualidade do artigo com potencial durante o processo de submissão deva ser o ponto central desta tríade, ainda precisa ser mais bem elaborado e refletido por toda a nossa comunidade. O revisor, quando atua neste papel, deve fazê-lo no sentido da identificação do potencial de publicação daquele artigo, possibilitando, portanto, com suas sugestões e comentários, a evolução e qualificação do mesmo; o Editor, no papel de catalizador do processo, deverá mediar a comunicação, interagindo neste diálogo, tendo como finalidade e interesse maior, a efetivação da publicação de material de qualidade para a Revista.

Vale lembrar que o revisor neste cenário, "está" revisor. Pois, é evidente que este se torna autor em outra situação. Reconhecer esta dualidade é essencial para evoluirmos no sentido de qualificar esta tríade, que em última instância, ocasionará a evolução de todo o processo, aumento da qualidade dos artigos publicados na Revista e o desenvolvimento da área na qual aquele artigo está inserido. O comprometimento dos revisores tem papel de destaque neste desenvolvimento, que por sua vez, contribuirá para a consolidação de suas próprias áreas de concentração.

A cumplicidade, com ética na avaliação e foco na evolução do processo, alinhados a um maior entendimento de que todos estes atores interagindo no sistema poderão auxiliar no desenvolvimento da própria área, tendo a Revista como instrumento para tanto é condição-chave para este amadurecimento. A figura do Editor de seção na RBEFE tem oportunizado estas reflexões e gerado o entendimento de que o desafio para o futuro é melhorar ainda mais a comunicação, agilidade e tornar o revisor-colaborador ainda mais comprometido com todo o processo.

Um aspecto que deve ser ressaltado na interação desta tríade, é a Ética. A priori, é de responsabilidade dos autores demonstrar que o seu trabalho é "ético". Um Comitê de Ética analisa os projetos de pesquisa e infere sobre os aspectos éticos, notadamente no que se refere à proteção e salvaguarda dos sujeitos e procedimentos que serão utilizados. Os autores devem considerar o encaminhamento de seus projetos de pesquisa antes do início da coleta de dados, independentemente da natureza e tipo de pesquisa.

Sem o suporte ético de um Comitê, como comentado por Lane (2012), um artigo submetido para a Revista deve então ser questionado no processo de avaliação, requerendo que o corpo editorial haja como um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). De acordo com Lane (2012), se o artigo não apresenta a aprovação de um CEP, o mesmo poderá ser devolvido ao autor com a solicitação de envio da aprovação, ou ainda, com um pedido de explicação da ausência da aprovação do trabalho por parte de um CEP. É razoável admitirmos que essa explicação seja sempre muito difícil de encontrar sustentação consistente e, portanto, poderá não somente atrasar o processo de avaliação, mas também, inviabilizar a continuidade do mesmo.

Assim, a RBEFE recomenda fortemente que os autores atentem-se a esta questão, evidentemente, muito antes do início do experimento, para que, durante o processo de submissão, este empecilho não seja determinante para a rejeição da própria avaliação.

Indexação, processo de submissão, editoração e acessibilidade: ações e estratégias adotadas pela Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

No final de 2012, completamos um ano de submissão, avaliação e editoração realizadas eletronicamente (http://submission.scielo.br/index.php/rbefe/login). Neste curto período de indexação na base SciELO, constatamos um elevado número de acessos aos artigos da RBEFE, refletindo o alcance da Revista e o interesse dos leitores e da comunidade pelos trabalhos publicados. Esta constatação corrobora o reconhecimento de que a comunidade científica compartilha o entendimento sobre a qualidade de um periódico, fundamentalmente, a partir de sua indexação nas bases de dados com abrangência e rigor estabelecidos.

Os números, publicamente acessíveis, relativos ao interesse da comunidade pela RBEFE, podem ser vistos no link "estatísticas", na página da RBEFE, na base de dados SciELO. Estes números denotam também a ampliação da visibilidade da RBEFE e a qualidade dos artigos, dois aspectos que têm sido considerados como prioridades e norteado nossas ações. Vale ressaltar que a RBEFE está atualmente indexada nas bases SciELO, LILACS, SPORTDISCUS, PORTAL DAS REVISTAS USP, e encontra-se em processo de indexação na CABI (Global Health e CAB abstracts) e SCOPUS. Estas indexações garantem a possibilidade do livre acesso e ampliam o alcance do conteúdo publicado, impactando na avaliação da qualidade da Revista.

Dando continuidade às ações de fortalecimento da RBEFE, adotamos em 2013 o sistema AHEAD-OF-PRINT, a fim de acelerar o processo de publicação e disponibilizar os artigos antes mesmo destes serem incluídos nos números regulares da Revista e alteramos as normas para elaboração dos artigos submetidos para a RBEFE.

Seguindo esta política no sentido do aumento da visibilidade e disponibilidade do conteúdo, as notícias sobre a RBEFE e outros assuntos pertinentes à comunidade científico-acadêmica podem agora ser acessadas através das redes sociais e do nosso Blog <http://rbefe.blogspot.com.br>.

O uso de redes sociais para a publicação científica tem sido estimulado e fomentado em todo o mundo e discutido em fóruns nacionais e internacionais impulsionados pelas demandas e tendências de popularização da ciência, disponibilização de conteúdo científico e utilização de diferentes métricas de impacto.

Van Eperen e Marincola (2011), por exemplo, reconhecem que a capacidade de se comunicar com as massas via redes sociais é critica para distribuir informação científica entre os profissionais da área e para a população em geral. As mídias sociais podem auxiliar na comunicação dos resultados de pesquisa, ainda habitualmente delimitados e limitados à comunidade acadêmica, e particularmente para grupos específicos interessados em determinados assuntos e área de conhecimento.

Apesar deste crescente interesse e movimento no sentido da popularização da ciência e melhoria da comunicação entre pesquisadores e população em geral, exposta por Anderson (2008), muitos pesquisadores ainda percebem mídias sociais, como o facebook ou twitter, por exemplo, como plataformas "não profissionais" que podem comprometer ou ameaçar suas pesquisas; porém, por outro lado, de acordo Anderson (2008), 77% dos pesquisadores na área de Ciências da vida participam de algum tipo de mídia social e 85% acreditam que as mídias sociais afetam suas tomadas de decisão.

Entretanto, como destacado por Van Eperen e Marincola (2011) "houve um tempo quando a mídia social era considerada supérflua, uma ferramenta meramente voltada para a distração dos eventos e discussões reais". Devemos superar esse estigma a reconhecer o potencial da mídia social para a comunicação dos avanços no campo científico pelo entendimento que o sucesso da comunicação somente poder ser alcançado com a utilização de canais através dos quais o público em geral é efetivamente engajado.

A RBEFE tem buscado alinhar as demandas e tendências de popularização da ciência, disponibilização do conhecimento científico, mantendo a qualidade e estimulando a internacionalização. As métricas com as quais temos lidado regularmente vêm comprovando este efetivo engajamento, não somente do público em geral, mas também, da própria comunidade acadêmica, hoje, como parte da sociedade, utilizando os recursos e canais de comunicação para o acesso à produção científica.

Em menos de seis meses de adoção e disponibilização de canais de comunicação, como o blog da RBEFE, a página no Facebook, entre outras redes sociais, notamos o crescimento substancial de acessos à revista, o que nos permite prognosticar que o alcance, acessibilidade, impacto e visibilidade da RBEFE têm suas chances de maximização aumentadas.

As tabelas 1 e 2 permitem visualizar alguns números que ilustram este cenário e comprovam a tendência de incremento dos acessos e ampliação do alcance da RBEFE. O número de seguidores da RBEFE e visualização da Revista apresenta forte tendência para o crescimento. Como uma ação inovadora é passível de resistência por muitos na comunidade, é plausível admitir que haja considerável espaço para um crescimento ainda maior, na medida em que esta comunicação e os meios para a divulgação e interação sejam cada vez mais utilizados e reconhecidos por nossa comunidade.

Tabela 1 Seguidores da RBEFE nas redes sociais. 

Rede Social Nov-Dez/12 Jan/13 Fev/13 Mar/13 Abr/13
LinkedIn 22 574 984 1.261 1.692
Facebook 264 383 541 678 810
Mendeley 1 49 79 89 96
Twitter 23 29 30 36 37

Tabela 2 Visualizações de página no Blog RBEFE. 

  Nov-Dez/12 Jan/13 Fev/13 Mar/13 Abr/13
Início 1.848 2.364 3.298 4.612 6.604
Entrevistas 105 114 134 152 163
RBEFE (Sobre a revista) 98 130 156 201 251
Edição Atual 81 199 260 349 651
Edições Anteriores 68 74 125 223 352
Corpo Editorial 65 73 95 126 159
Redação Científica/Tutoriais 60 74 92 201 305
Normas 39 46 156 204 295

Período de 01/11/12 a 30/04/13.

Fonte: Blog RBEFE, São Paulo, 2013.

Em conclusão, percebe-se que apesar da tarefa quase inglória e invisível do Editor e equipe, estes devem elaborar estratégias para uma continuada elevação da qualidade do Periódico, e ainda possibilitar o acompanhamento e avaliação do processo de forma regular e sistemática, podendo "mensurar" a efetividade do processo concernente ao alcance das metas estabelecidas e respostas inerentes às ações estabelecidas.

Iniciativas e ações para a manutenção e elevação da qualidade dos artigos disponibilizados devem continuar no centro das atenções da RBEFE, paralelamente às estratégias de melhora da comunicação, interação e acesso à RBEFE, possibilitando assim, como resultado esperado, o alcance de indexações de maior abrangência e o consequente reconhecimento da qualidade ampliada da RBEFE pela comunidade acadêmica.

Agradecimentos

Agradeço aos Editores de seção da RBEFE, Prof. Dr. Hamilton Roschel (Biodinâmica), Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermann (Sociocultural) e Prof. Dr. Luciano Basso (Pedagógica e Comportamental), pela parceria e contribuição que vem dando a nossa Revista, não medindo esforços para o constante aprimoramento e desenvolvimento da RBEFE. Agradeço também pelas críticas e sugestões na elaboração deste artigo. A toda equipe Editorial da RBEFE, em particular Maria Lúcia Vieira Franco e Solange Alves Santana, pela revisão do texto e pelo apoio irrestrito e dedicação para com a RBEFE.

Referências

Anderson, K. Scientists use social media. The Scholarly Kitchen, Wheat Ridge, 2008. [ Links ]

Barrett, L. What editors want: a must-read for writers submitting to literary magazines. The Review Review, Somerville, 2011. Disponível em http://www.thereviewreview.net/publishing-tips/what-editors-want-must-read-writers-submitti. [ Links ]

Lane, A. M. Psychology and the Journal of Sports Science: getting published. Journal of Sports Sciences, London, v. 30, n. 13, p. 1325-1327, 2012. [ Links ]

Tani, G. Educação física: por uma política de publicação visando à qualidade dos periódicos. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 29, n. 1, p. 9-22, 2007. [ Links ]

Van Eperen, L.; Marincola, F. M. How scientists use social media to communicate their research. Journal of Translational Medicine, London, v. 9, p. 199, 2011. [ Links ]

Recebido: 28 de Junho de 2013; Aceito: 13 de Outubro de 2013

E-mail: alemoreira@usp.br

Conflitos de interesse

O autor declara não haver conflitos de interesse.

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