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Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material

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An. mus. paul. vol.1 no.1 São Paulo  1993

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-47141993000100002 

DEBATES

 

Imagem, história e semiótica

 

Image, history and semiotics

 

 

Eduardo Neiva

University of Alabama at Bipningham Universidade Federal Fluminense

 

 


RESUMO

Se para entender a imagem é preciso considerá-la não apenas em sua dimensão presente de uso, mas a partir de sua perspectiva histórica, devemos examinar criticamente os pressupostos das teorias de cunho histórico. Para tal, esse texto considera o que há de implícito na mais influente teoria histórica da imagem, a Iconologia de Erwin Panofsky, situando-a na tradição cognitiva neo-kantiana que confere à linguagem humana o papel de sistema modela dor básico para as configurações visuais. Verifica-se, então, que existe no neo-kantismo em suas variações uma teoria dos signos convencionalistas que por estar subjacente é vista e entendida,como inescapável, ao preço de um empobrecimento do entendimento das imagens. E, portanto, necessário que se postule uma teoria dos signos que abarque a dimensão convencionalista, mas que a transcenda, aproximando representações e experiência, graças a um modelo teórico relaciona I e triádico. O modelo proposto define a imagem como pré-convencional, sendo uma construção hipotética de aspiração analógica, fundada em nossa biologia. Devemos enfrentar o desafio de uma teoria de fundamentação biológica sem a qual inexiste memória e também história das imagens.

Unitermos: iconologia, Semiótica e História.


ABSTRACT

To understand an image requires not only the present dimension of its use, but also a historical perspective. If that is so, we must examine critically the assumptions of theories that uphold a historical methodology. Therefore, this paper will consider what is implicit in the make-up of one of the most influential historical theory of images, Erwin Panofsky's iconology, placing it in the neo-kantian cogniliye tradition that reserves for human language the roles of a basic modulator system dealing with visual configurations. This paper sustains that neo-kantian theories are underlined by a conventionalist theory of signs. Conventionalism impoverishes our understanding of images. Only a triadic mOdel of a relational nature, as opposed to the dyadic structure of conventionalism, could face this problem and tnen diminish the gap between representation and experience. The image will therefore be definea as pre-conventional being a hypothetical construction with analogical aspirations sprung trom what is biologically given. It is our task to address the challenge of a theory of image derived from our biological foundation without which there would be no memory and no historyof images.

Uniterms: iconology, Semiotics and History.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

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