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Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo)

versão impressa ISSN 0101-6083versão On-line ISSN 1806-938X

Rev. psiquiatr. clín. v.31 n.5 São Paulo  2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832004000500007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Estimulação magnética transcraniana de baixa freqüência no tratamento da depressão

 

Low frequency transcranial magnetic stimulation for treatment of depression

 

 

Raphael Boechat-Barros

Psiquiatra, doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília - UnB

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Este artigo descreve aspectos neurofisiológicos e clínicos do uso da estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr), especialmente a de baixa freqüência. Técnicas de neuroimagem e hipóteses sobre o funcionamento da EMTr em longo prazo são abordados. Alguns resultados de estudos que envolvem EMTr de baixa freqüência no tratamento da depressão são citados, especialmente um estudo realizado na Universidade de Brasília usando a aplicação da EMTr de baixa freqüência (0,5Hz), duas vezes por semana, durante quatro semanas, em dez pacientes. Neste estudo utilizando a escala de Hamilton de 17 itens, os pacientes foram analisados em três momentos: T-0, T-1 e T-2, respectivamente, início, meio e final das aplicações. Como resultado se observou um decréscimo significativo (p < 0,01) nas suas pontuações, quando comparados os três momentos, utilizando-se o teste x2 de Friedman. As possíveis vantagens desta técnica são discutidas.

Palavras-chave: Estimulação magnética transcraniana, baixa freqüência, depressão.


ABSTRACT

This article describes neurophysiological and clinical aspects of repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS), especially low frequency rTMS. Neuroimaging techniques and hypothesis about long term actions of rTMS are discussed. Some results of low frequency rTMS on the treatment of depression are mentioned, especially one study in the University of Brasilia using low frequency rTMS twice a week, during 4 weeks in 10 patients. In this study, using the 17 item Hamilton scale, patients were scored at three different moments: T-0, T-1 and T-2, respectively, at the beginning, at the middle and at the end of the treatment. According to x2 Friedman´s test there was a significant decrease (p < 0,01) in depression scores. When the three moments were compared. Possible advantages of this technique are discussed.

Keywords: Transcranial magnetic stimulation, low frequency, depression.


 

 

A estimulação magnética transcraniana (EMT) pode ser de pulsos únicos ou repetitivos. Em relação ao número de pulsos por unidade de tempo, existem dois tipos de estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr): baixa freqüência (< 1 Hz) e alta freqüência (> 1 Hz), com efeitos opostos. O uso da estimulação magnética de alta freqüência aumenta o fluxo sangüíneo cerebral na área, com conseqüente aumento da atividade cerebral. A estimulação de baixa freqüência, por outro lado, diminui a atividade cerebral (Speer et al., 2000).

Existem duas possibilidades de aplicação da EMTr no tratamento da depressão. Inicialmente, George et al. (1995) e logo em seguida Pascual-Leone et al. (1996) propuseram utilizar alta freqüência aplicada sobre o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, com intuito de aumentar a atividade daquela área que estaria hipofuncionante na depressão. Posteriormente, Menkes et al. (1999) sugeriam que a depressão maior deva ser resultado de uma diminuição da função do lobo frontal esquerdo em relação ao direito. Baseados nesta hipótese propuseram o tratamento com a estimulação magnética transcraniana de baixa freqüência sobre o córtex pré-frontal dorsolateral direito, com intuito de diminuição da atividade naquela área.

 

Técnicas de neuroimagem e EMTr

Em contraste com o rápido crescimento da literatura sobre os efeitos clínicos da EMTr, ainda são poucos os estudos sobre os mecanismos neurobiológicos envolvidos (Li et al., 2004).

Estudos com indivíduos saudáveis durante ou imediatamente após a aplicação da EMTr, envolvendo ressonância nuclear magnética funcional (fMRI), tomografia por emissão de pósitrons (PET) e tomografia por emissão de fóton único (SPECT), têm demonstrado que ela seria capaz de produzir mudanças na atividade tanto em regiões corticais abaixo da bobina, como em regiões corticais e subcorticais. Assim, os efeitos da EMTr não são apenas na área cortical atingida diretamente pelo campo magnético; uma série de circuitos e conexões cerebrais encarregam-se de levá-lo a áreas distantes no cérebro (Keck, 2003).

O primeiro estudo que envolveu uma mensuração dos efeitos da EMTr, através do PET, foi conduzido por George et al. (1995), sugerindo que, após duas semanas de tratamento diário de EMTr, ocorreria um aumento do metabolismo cerebral em algumas áreas. Teneback et al., em 1999, demonstraram, utilizando o SPECT, que os pacientes deprimidos que responderam ao tratamento de dez dias de EMTr, comparados aos não-respondedores, apresentaram um aumento na atividade no lobo frontal inferior, bem como áreas do sistema límbico.

A maioria dos estudos de neuroimagem que envolvem a aplicação de EMTr em pacientes deprimidos demonstra os resultados após algumas semanas da aplicação, os quais tendem a sugerir uma ativação frontal bilateral em regiões límbicas e paralímbicas (Li X et al., 2004).

Loo et al. (2003), utilizando o SPECT, demonstraram que EMTr a 1 Hz aplicada sobre o córtex pré-frontal leva a um aumento imediato do fluxo sangüíneo cerebral no cíngulo anterior direito, córtex parietal bilateral e ínsula, além do cerebelo esquerdo.

Recentemente, Li et al. (2004), utilizando EMTr de 1 Hz sobre o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo observaram, através da fMRI, um aumento imediato da atividade no local da aplicação, bem como em conexões límbicas: córtex pré-frontal medial bilateral, córtex frontal orbital direito, hipocampo esquerdo, núcleo mediodorsal do tálamo, putâmen bilateral, ínsula bilateral e giro temporal bilateral. Estas informações sugerem que não apenas o córtex pré-frontal estaria envolvido na resposta terapêutica de pacientes deprimidos à EMTr, mas regiões límbicas, que sabidamente estão relacionadas com a depressão, também podem ter seu funcionamento alterado. Embora a maioria dos estudos sugira uma ativação local no momento da aplicação da EMTr, alguns poucos demonstram resultados opostos; isto pode ser explicado pela diferença nas populações e parâmetros utilizados (Li et al., 2004).

Nadeau et al. (2002), estudando o fluxo sangüíneo através do SPECT em pacientes deprimidos, antes e após aplicação de EMTr, sugerem que existem diferentes padrões de atividade cerebral na depressão, mensuráveis pelo fluxo sangüíneo, bem como diferentes padrões de resposta ao tratamento. Pode existir mais de um estado de depressão, ou a depressão pode estar relacionada com mais de um modelo neurofisiológico, com grande variedade interpessoal de acordo com as vivências pessoais.

 

EMTr, plasticidade neuronal e efeitos em longo prazo

Pascual-Leone et al. (1994), aplicando freqüências de 1, 3, 5, 10, 20 e 25 Hz, demonstraram que, quanto maior a freqüência da EMTr, maior seria o aumento da excitabilidade cortical, mensurado por um aumento da amplitude do potencial motor evocado (MEP) e aumento na probabilidade de produzir-se MEPs em músculos alvos com EMT de pulso único, em uma intensidade que tinha sido sublimiar antes da estimulação. Por outro lado, Chen et al., em 1997, estimulando o córtex motor esquerdo de pacientes saudáveis a 0,9 Hz (baixa freqüência), por 15 minutos, demonstraram uma diminuição média na amplitude do MEP quando comparada ao período anterior à estimulação. Este efeito permaneceu por 15 minutos após a estimulação ter terminado.

Pascual-Leone et al., em1998, demonstraram que quando a EMTr é aplicada sobre uma área, a excitabilidade cortical pode ser alterada e mantida, sendo dependente dos parâmetros da estimulação, principalmente, freqüência e intensidade. O local exato no sistema motor em que a alteração na excitabilidade ocorre ainda não é certo, podendo resultar em uma diminuição da eficácia das sinapses corticocorticais ou em uma alteração na excitabilidade do neurônio pós-sináptico corticoespinhal. Chen et al. sugerem que a explicação para os mecanismos ligados à manutenção da mudança na excitabilidade motora é que a EMTr pode induzir a LTP (long-term potentiation) ou LTD (long-term depression) em sinapses corticais, embora ainda não se tenha uma evidência disto. Todavia, já existem bons motivos para supor que a EMTr tem efeitos na plasticidade sináptica, e pesquisas futuras devem ajudar a elucidar os mecanismos moleculares da EMTr (Lappin e Ebmeier, 2002). Aplicada em áreas não-motoras corticais, a EMTr costuma exercer efeitos modulatórios sobre a excitabilidade cortical similares àqueles das áreas motoras corticais (Pascual-leone et al., 1998). A EMTr tem sido demonstrada como indutora de efeitos de longa duração em vários processos cognitivos, incluindo performance motora e memória. É importante notar a grande variedade interindividual destes efeitos da EMTr sobre a excitabilidade cortical. Algumas diferenças individuais basais em relação à excitabilidade cortical ou na configuração do córtex podem explicar a variabilidade nos efeitos da EMTr; entretanto, o mecanismo exato permanece incerto (Lappin e Ebmeier, 2002).

A EMTr de baixa freqüência está associada a uma diminuição da excitabilidade cortical (Chen et al., 1997). Supondo que essa diminuição da excitabilidade cortical possa ser por mecanismos de LTD, em recente estudo, Iyer et al. (2003) conduziram uma nova forma de aplicação de EMTr; é sabido que, in vitro, pode-se aumentar os efeitos de LTD com uma pré-estimulação de alta freqüência. Assim sendo, eles compararam dois grupos de voluntários saudáveis, um com uma pré-estimulação de 6 Hz (alta freqüência) antes da estimulação de 1 Hz (baixa freqüência) e outro com uma estimulação falsa antes da de 1 Hz. Nos 60 minutos seguintes, a estimulação foi medindo, a cada dez segundos, o potencial motor evocado, que demonstrou um aumento significativamente maior da depressão cortical no grupo que teve a pré-estimulação de alta freqüência comparado com o grupo da pré-estimulação falsa. Os autores concluem sugerindo que este modelo deva ser testado em aplicações clínicas.

 

Estudos envolvendo EMTr de baixa freqüência no tratamento da depressão

O primeiro estudo com EMTr aplicada em pacientes deprimidos foi em 1993, por Höflich et al., no qual se descreveram resultados pobres em dois pacientes resistentes às drogas; porém, neste estudo foi utilizada uma estimulação de 0,3 Hz aplicada sobre o vértex e, por isso, ambos os córtices eram estimulados.

Os primeiros pesquisadores a utilizarem EMTr aplicada sobre um dos córtices apenas foram George et al. em 1995. Nesse estudo, eles mostraram que a estimulação de alta freqüência sobre o córtex pré-frontal esquerdo melhorava os sintomas depressivos em seis pacientes resistentes à terapêutica com medicações e, o mais importante, em um desses pacientes, os efeitos clínicos da EMTr estavam associados com a normalização do hipometabolismo pré-frontal, demonstrado pelo PET.

Em 1996, Pascual-Leone et al. publicaram um importante artigo no Lancet, sendo o primeiro grupo a desenhar um estudo randomizado, controlado com placebo, em 17 pacientes, demonstrando melhora significativa das pontuações pela escala de Hamilton e inventário de Beck.

Recentemente, foi publicado um artigo que demonstra resultados semelhantes entre a EMTr de alta e baixa freqüência (Fitzgerald et al., 2003).

Em uma grande metanálise (Burt et al., 2002) que consistiu em comparações entre nove estudos abertos, 23 estudos controlados e três comparações com ECT, os autores sugerem que tanto a EMTr de alta quanto a de baixa freqüência têm efeitos antidepressivos; entretanto, a significância clínica ainda é incerta. Nos 23 estudos controlados analisados, os autores concluem que tanto a EMTr de baixa quanto a de alta freqüência têm efeitos antidepressivos estatisticamente superiores aos do grupo-controle, com estimulação falsa. Além disso, sugerem que a alta freqüência pode não ser necessária para aumentar os efeitos antidepressivos.

 

Resultados obtidos com a aplicação de EMTr de baixa freqüência duas vezes por semana em pacientes deprimidos

Em estudo realizado pelo nosso grupo na Universidade de Brasília (Boechat-Barros e Brasil-Neto, 2004), foram avaliados dez pacientes, sendo oito mulheres e dois homens, com diagnóstico de episódio depressivo maior segundo o DSM — IV (Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Americana de Psiquiatria) (American Psychiatric Association, 1994), considerados de difícil tratamento por seus psiquiatras clínicos, seja devido à falta de resposta, seja pela intolerância medicamentosa. Este é um estudo aberto, ou seja, não controlado com bobina inativa e sem encaminhamento aleatório, utilizando-se de série de casos.

Em cada paciente, foram aplicadas oito sessões de estimulação magnética transcraniana de baixa freqüência — 0,5 Hz —, sendo duas por semana, com um intervalo mínimo de três dias entre elas. Cada sessão contava com cinco séries de vinte estímulos, com um intervalo de um minuto entre cada série, aplicados sobre o córtex pré-frontal dorsolateral direito. Em todos os pacientes, foi aplicada a escala Hamilton de 17 itens em três momentos: T-0 - antes da primeira aplicação; T-1 - na metade do estudo; e T-2 - no final deste, com o objetivo de quantificar uma possível melhora.

A média da pontuação obtida pelos pacientes em T0, T1 e T2 foram respectivamente: 24,6, 15 e 12,8. A porcentagem média de melhora entre T0 e T2 foi de 50,45%.

Para análise estatística, utilizou-se a dupla análise de variância por postos (x2 de Friedman), que evidenciou os resultados significativos (p < 0,01). Foram colocados os escores da escala de Hamilton correspondentes aos momentos T0, T1 e T2 e testada a hipótese nula de que não haveria diferenças significativas entre os escores obtidos no início, meio e fim do tratamento. Com dois graus de liberdade, o x2 obtido foi superior ao x2 crítico, sendo rejeitada a hipótese nula.

Considerando as quatro semanas de tratamento, observamos um padrão considerado como resposta, isto é, melhora > 50% na pontuação da escala de Hamilton em cinco pacientes. Já um padrão considerado como remissão, com pontuação menor do que oito (Roffman e Stern, 2004), nessa mesma escala, aconteceu em três pacientes.

A EMTr de baixa freqüência apresenta duas importantes vantagens em relação à de alta: segurança e custo. Em relação à segurança, não existem casos de crises convulsivas com a aplicação da EMTr de baixa freqüência, ao contrário da alta, em que existem sete casos descritos (Wasserman, 1996). Note-se que, a despeito do aumento exponencial de publicações no campo da EMTr, não existem relatos publicados de convulsões desde 1996, quando foram publicadas as normas de segurança para sua utilização. Quanto ao custo, o aparelho de EMTr de baixa freqüência é bem mais barato do que o de alta, além de não ser necessário todo o aparato de suporte a uma possível crise convulsiva.

Este estudo sugere que a EMTr de baixa freqüência é uma técnica segura e pode trazer efeitos benéficos adicionais aos pacientes deprimidos que estão em uso de antidepressivos sem uma resposta clínica satisfatória. Entretanto, os resultados deste estudo necessitam de replicação, por se tratar de protocolo não-controlado, com pequeno número de observações, em um grupo de pacientes distribuídos heterogeneamente no que concerne à utilização de medicações antidepressivas.

 

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Endereço para correspondência
Laboratório de Neurociências e Comportamento
Instituto de Biologia, ICC Sul, Módulo 8
Universidade de Brasília, Asa Norte, 70910-100, Brasília, DF
Fone: (61) 346-1870
e-mail: boechat@unb.br

Recebido: 12/09/2004 - Aceito: 01/10/2004

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