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Archives of Clinical Psychiatry

Print version ISSN 0101-6083

Rev. psiquiatr. clín. vol.37 no.1 São Paulo Jan. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832010000100005 

ARTIGO ORIGINAL

 

Queixas de memória de idosos e sua relação com escolaridade, desempenho cognitivo e sintomas de depressão e ansiedade

 

 

Débora Lee Vianna PauloI; Mônica Sanches YassudaII

IGraduanda em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), São Paulo, SP
IIProfessora doutora do curso de Gerontologia da EACH-USP, pesquisadora colaboradora no LIM-27, Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, São Paulo, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

CONTEXTO: Idosos que apresentam prejuízo mnemônico, em tese, podem queixar-se da memória com mais frequência. A queixa pode ser mais comum entre idosos de baixa escolaridade em razão de maior vulnerabilidade para o declínio cognitivo.
OBJETIVOS: Investigar se as queixas mnemônicas do idoso variam de acordo com sua escolaridade e avaliar se essas queixas estão associadas a seu desempenho cognitivo e a sintomas de depressão e ansiedade.
MÉTODOS: Sessenta e sete idosos, com idades entre 60 e 75 anos, foram subdivididos em três grupos: 1-4 anos de escolaridade (n = 23), 4-8 anos (n = 20) e 9 anos ou mais (n = 24). O protocolo incluiu o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), a Bateria Cognitiva Breve (BCB) – memorização de 10 figuras, Fluência Verbal Categoria Animais (FV), Teste do Desenho do Relógio (TDR) –, um questionário de frequência de esquecimentos, o Questionário de Queixas de Memória (MAC-Q), a Escala de Depressão Geriátrica (GDS) e a Escala Beck de Ansiedade (BAI).
RESULTADOS: Observou-se diferença significativa entre os três grupos para o MEEM, para o reconhecimento das 10 figuras, para FV e TDR, e não foram detectadas diferenças significativas para frequência de esquecimentos e MAC-Q. Também não houve associação entre queixas e desempenho cognitivo nem entre queixas e sintomas de depressão, mas a correlação entre frequência de esquecimentos e sintomas de ansiedade foi significativa.
CONCLUSÃO: As queixas de memória não se associaram a escolaridade, desempenho cognitivo nem a sintomas depressivos, mas estiveram associadas a sintomas de ansiedade.

Palavras-chave: Queixas de memória, envelhecimento, escolaridade, idosos, depressão, ansiedade.


 

 

Introdução

O processo de envelhecimento é acompanhado de declínio em algumas habilidades cognitivas, como a memória episódica e as funções executivas. Entretanto, apenas em alguns casos o declínio cognitivo evolui para a demência1,2. O idoso que apresenta algum prejuízo mnemônico, mesmo que não patológico, em tese, pode queixar-se da memória com maior frequência.

As queixas de memória também podem ser consideradas parte do conceito de metamemória, visto que refletem percepções e autoavaliações da memória3. Têm sido utilizadas, por alguns autores, como um dos critérios para a identificação de prejuízos cognitivos em idosos4,5. Estudos apontam que as queixas podem indicar uma real dificuldade cognitiva6-9, entretanto, outros sugerem que as queixas estão mais associadas a fatores psicológicos, como ansiedade, depressão e alta exigência pessoal10-13.

Alguns pesquisadores6 ressaltam que essas queixas podem predizer demência em idosos que apresentam alterações cognitivas quando acompanhados por, no mínimo, dois anos. Os autores destacam, ainda, a possibilidade de as queixas serem fator preditivo para a demência em indivíduos com alta escolaridade, mesmo quando não são identificados prejuízos cognitivos em avaliações breves. Estudo longitudinal recente14 destacou a importância da queixa de memória entre idosos altamente escolarizados para a detecção precoce do declínio cognitivo.

Pesquisas longitudinais15,16 sugerem que as queixas subjetivas de memória entre idosos sem demência não são apenas secundárias à depressão, mas refletem o status cognitivo e expressam, em parte, uma percepção realística de declínio cognitivo. Além disso, existem sugestões de que as novas queixas, sobretudo em indivíduos mais velhos e entre os que apresentam status cognitivo inicial mais baixo, possam expressar a presença de prejuízo cognitivo significativo8 e maior risco de evolução para a demência9.

Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar se as queixas de memória variam entre indivíduos de diferentes faixas de escolaridade e se estas possuem relação com desempenho cognitivo, sintomas de depressão e de ansiedade. A pesquisa justifica-se pela necessidade de se ampliar a compreensão atual sobre as variáveis que podem modular as queixas de memória, visto que possuem relevância para decisões clínicas no contexto do envelhecimento.

 

Metodologia

Participantes

Participantes do presente estudo eram idosos que frequentavam o Centro de Referência da Cidadania do Idoso (Creci). Este é um serviço de referência e de qualificação institucional em atenção ao idoso que oferta atenção individual e encontros em pequenos e grandes grupos, com opções de atividades de leitura, entretenimento, apresentações culturais e educativas, realização de eventos, mostras, entre outros. Cerca de 1.500 idosos frequentam a instituição mensalmente. Eles foram convidados a participar durante a realização de atividades físicas. Os idosos interessados deixavam seu nome e telefone na secretaria da instituição.

Foram entrevistados 71 idosos com idades entre 60 e 75 anos. Destes, um idoso foi excluído da amostra por apresentar pontuação acima da nota de corte na Escala de Depressão Geriátrica (GDS) – 6 pontos ou mais17 –, outro por apresentar pontuação abaixo da nota de corte no MEEM adequado à escolaridade18 e dois por apresentarem pontuação baixa no MEEM e elevada na GDS. A amostra final foi de 67 idosos.

Para se determinar a nota de corte do MEEM, foram utilizadas as médias propostas por Brucki et al.18 para as diversas faixas de escolaridade, menos um desvio-padrão. Para 1 a 4 anos de escolaridade foi utilizada a nota 22, para 5 a 8 anos, a nota 24, e para mais de 9 anos de escolaridade, a nota 26. Não foram recrutados idosos iletrados nem portadores de déficits sensoriais, pois impossibilitariam a aplicação dos instrumentos. O protocolo de pesquisa incluiu uma questão sobre a presença de doenças que revelou a presença de condições crônicas como diabetes e hipertensão em alguns participantes. Não foram realizadas avaliações clínicas.

De acordo com essas faixas de escolaridade, foram formados três grupos: o grupo 1, formado de indivíduos com 1 a 4 anos de escolaridade (n = 23), o grupo 2, com 4 a 8 anos de escolaridade (n = 20) e o grupo 3, acima de 9 anos de escolaridade (n = 24).

Instrumentos

O protocolo foi composto por questionário sociodemográfico, Mini-Exame do Estado Mental (MEEM)18, Bateria Cognitiva Breve (BCB)19, Questionário de Queixas de Memória (Memory Complaint Questionnaire – MAC-Q)20, questionário sobre a frequência de esquecimentos21, Escala de Depressão Geriátrica (Geriatric Depression Scale – GDS)22 e Escala Beck de Ansiedade (BAI)23. O questionário sobre a frequência de esquecimentos adaptado para o português inclui 15 perguntas sobre diferentes situações que caracterizam falhas de memória, nas quais o participante indica em escala Likert (0-3) a frequência em que estas ocorrem. A pontuação varia entre 0 e 45 pontos, e a maior pontuação indica maior frequência de esquecimentos.

Procedimentos

O estudo foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e todos os participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, baseado na resolução 196/96 do Ministério da Saúde. As entrevistas foram realizadas individualmente em sala isolada e duraram aproximadamente 40 minutos cada.

Análises estatísticas

Os dados coletados foram analisados pelo programa SPSS, versão 9.0. Foram feitas análises com o teste de Kolmogorov-Smirnov para avaliar se as variáveis seguiam distribuição normal.

As variáveis Nomeação (BCB), Reconhecimento (BCB) e Teste do Desenho do Relógio (TDR) não apresentaram distribuição normal e foram analisadas por testes não paramétricos. Análises de Variância (Anovas) foram realizadas para se comparar as três faixas de educação em relação às variáveis sociodemográficas, cognitivas, de queixas, de depressão e de ansiedade. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para se comparar os três grupos quanto às variáveis que não seguiam distribuição normal. Foram realizadas análises de correlação de Pearson entre as variáveis de queixas e as variáveis de desempenho cognitivo e de sintomas de depressão e de ansiedade. Essas análises envolvendo as variáveis sem distribuição normal foram repetidas com a correlação de Spearman.

 

Resultados

A tabela 1 apresenta o perfil sociodemográfico dos participantes nas três faixas de escolaridade. Observou-se diferença significativa quanto a idade, escolaridade e renda. O grupo mais escolarizado (3) apresentou renda superior à do grupo 1, que é significativamente mais idoso que o grupo 3.

 

 

No grupo 1, a amostra incluiu 21 mulheres (91,30%), no grupo 2, 17 mulheres (85%) e, no grupo 3, 22 mulheres (91,66%).

A tabela 2 apresenta as médias e os desvios-padrão para as variáveis cognitivas, de queixas e de sintomas de depressão e de ansiedade. Observou-se diferença significativa entre os três grupos para o MEEM (p < 0,001), reconhecimento das figuras (p = 0,02), fluência verbal (p = 0,006) e TDR (p = 0,046). Os testes post hoc indicaram que o grupo 1 (menos escolarizado) teve pontuação significativamente inferior à dos grupos 2 e 3 no MEEM e apresentou reconhecimento das figuras e fluência verbal inferiores ao grupo 3 (mais escolarizado).

 

 

Para o TDR, o grupo 3 apresentou desempenho marginalmente melhor que o 2. Para a GDS, houve diferença marginalmente significativa (p = 0,049), tendo o grupo 2 apresentado pontuação ligeiramente acima dos outros grupos.

Para as variáveis de queixa de memória (frequência de esquecimentos e MAC-Q), não foram detectadas diferenças significativas entre os três níveis de escolaridade, assim como não foram encontradas diferenças para sintomas de ansiedade.

Para a nomeação e o reconhecimento das figuras da BCB e para o TDR, foi repetida a análise com o teste não paramétrico Kruskal-Wallis, e os resultados se mantiveram inalterados.

Foram realizadas análises de correlação de Pearson entre as variáveis estudadas utilizando-se a amostra total. A relação entre as variáveis sociodemográficas, os sintomas depressivos e de ansiedade e as queixas não foi significativa. Porém, observou-se importante associação entre a frequência de episódios de esquecimento relatados e os sintomas de ansiedade (BAI) (r = 0, 48, p < 0,001).

Não foi detectada correlação entre as variáveis cognitivas e de queixas. Houve associação modesta e positiva (não antecipada) entre o desempenho no MEEM e a frequência de esquecimento (r = 0,25, p = 0,41) e associação significativa entre sintomas de depressão e de ansiedade (r = 0,54, p < 0,001).

Na matriz de correlações, houve associações significativas entre a frequência de esquecimentos e o MAC-Q (r = 0,58, p < 0,001), fato que era esperado em razão de estes instrumentos avaliarem percepções sobre a memória.

Houve correlação significativa entre as diversas variáveis cognitivas, como entre as medidas de memória episódica (r entre 0,81 e 0,54, p < 0,001). A fluência verbal associou-se com memória imediata (r = 0,30, p = 0,014) e aprendizado (r = 0,31, p = 0,01). Verificou-se relação significativa, porém modesta, entre o desempenho em fluência verbal e o TDR (r = 0,32, p = 0,008). O MEEM associou-se positivamente a diversas variáveis cognitivas e à escolaridade e à renda.

 

Discussão

Esta pesquisa teve por objetivo investigar a relação entre as queixas de memória de idosos, faixa de escolaridade e desempenho cognitivo. Adicionalmente, investigou-se se existe relação entre queixa de memória e presença de sintomas de depressão e de ansiedade.

Os resultados atuais sugerem que as queixas não variam de acordo com as faixas de escolaridade e não apontam associação significativa entre queixas e desempenho cognitivo. Entretanto, a frequência de esquecimentos relatados esteve associada a sintomas de ansiedade e, modestamente, ao desempenho no MEEM, com um desempenho cognitivo melhor associado a uma frequência de esquecimentos maior, contrariamente à hipótese inicial do estudo. Nessa amostra, também não houve relação entre a queixa de memória e as variáveis cognitivas.

Os resultados do presente estudo reafirmam a tese de pesquisadores de que a percepção subjetiva de perda de memória estaria mais associada à depressão7,10,11,24 e a traços da personalidade12 que ao desempenho objetivo nos testes neuropsicológicos. Entretanto, nessa amostra, as queixas não se associaram a sintomas depressivos, mas a sintomas de ansiedade. Os resultados sugerem que quanto maior a frequência de esquecimentos relatados mais frequentes são os sintomas de ansiedade.

O desenho experimental não permite conclusões sobre a direção de causalidade dessa relação, que poderia ser investigada em estudos longitudinais. É possível que as pessoas mais ansiosas intensifiquem os relatos sobre os esquecimentos ou que se esqueçam com maior frequência. Também é plausível que pessoas com maior frequência de esquecimentos desenvolvam sintomas de ansiedade associados ao temor de desenvolver demência.

Pesquisadores25 documentaram que pacientes diagnosticados com depressão maior podem apresentar comprometimento em várias habilidades cognitivas, entre elas, a psicomotricidade, a memória, a compreensão da leitura, a fluência verbal e as funções executivas. Assim, é possível que, na presença de depressão, o desempenho cognitivo inferior seja acompanhado de queixas cognitivas.

Outros estudos sugerem que o desempenho de memória e a metamemória não estão fortemente relacionados26,27. Alinhadas a essa proposição, pesquisas documentam que a melhora objetiva no desempenho mnemônico não leva a um menor número de queixas e não se traduz em autoavaliações mais positivas28-30. Em contrapartida, pesquisas indicam que intervenções que focam a metamemória e as estratégias mnemônicas podem melhorar simultaneamente a memória objetiva (desempenho) e subjetiva (crenças e atitudes)31-34.

Apesar de os resultados atuais não sugerirem relação entre escolaridade e queixas cognitivas, é possível que ela exista de forma modesta, sendo detectável apenas por meio de estudos longitudinais, com amostras maiores. Em análise realizada no estudo de Rotterdam14, por exemplo, concluiu-se que o risco para desenvolvimento da doença de Alzheimer era maior em pessoas com queixas subjetivas de memória quando elas apresentavam escolaridade elevada, e, entre estas, nas que obtêm bom desempenho em testes cognitivos formais, a queixa de memória pode ser o primeiro sinal da doença de Alzheimer. A queixa de memória era menos preditiva de doença de Alzheimer entre pessoas de baixa escolaridade.

É interessante ressaltar que não houve diferença significativa entre as três faixas de escolaridade nos testes de memória da BCB. Esse resultado confirma que essa bateria é menos influenciada pela escolaridade do que outras provas de memória, como apontou estudo anterior19. Neste estudo, iletrados e letrados diferiram significativamente no MEEM, FV, nomeação de Boston, TDR e no teste de memória de palavras da bateria (CERAD), entretanto, não diferiram nas tarefas de memória da BCB (memória imediata e tardia). Nessa amostra, também foram encontradas diferenças entre os três grupos analisados no MEEM, no reconhecimento das figuras, na fluência verbal e no TDR, mas não na memorização de figuras da BCB.

 

Conclusão

Concluiu-se, com base nesta amostra, que não houve relação entre a queixa de memória e o grau de escolaridade do idoso. As queixas mnemônicas não refletiram possíveis déficits cognitivos associadas ao envelhecimento. Adicionalmente, não se encontrou relação significativa entre queixas e sintomas depressivos, mas associação positiva com os sintomas de ansiedade.

Este estudo apresentou algumas limitações a serem superadas por pesquisas posteriores. A amostra estudada foi relativamente pequena, com potencial viés de seleção a favor de idosos saudáveis, visto que se constituiu de idosos ativos que podem não ser representativos da população idosa brasileira e, adicionalmente, a pesquisa foi realizada em um corte transversal. Assim, sugere-se que pesquisas futuras sobre o tema incluam idosos de variadas situações socioeconômicas, levando-se em conta a heterogeneidade dos idosos no Brasil.

 

Agradecimento

Agradecemos o apoio financeiro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP).

 

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Endereço para correspondência:
Mônica Sanches Yassuda
Gerontologia. Escola de Artes, Ciências e Humanidades - USP
Av. Arlindo Bettio, 1.000, sala 345j
Ermelino Matarazzo – 03828-000– São Paulo, SP
E-mail: yassuda@usp.br

Recebido: 17/12/2008
Aceito: 1/4/2009