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Archives of Clinical Psychiatry

Print version ISSN 0101-6083

Rev. psiquiatr. clín. vol.37 no.5 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832010000500002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Adaptação transcultural para o idioma português do Cocaine Craving Questionnaire – Brief

 

Transcultural adaptation into Portuguese language of the Cocaine Craving Questionnaire – Brief

 

 

Renata Brasil AraujoI; Rosemeri Siqueira PedrosoII; Maria da Graça Tanori de CastroIII

IDoutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
IIPsicóloga, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-RS
IIIPsiquiatra, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-RS

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

CONTEXTO: A avaliação do craving (ou fissura) é muito importante no tratamento de dependentes de cocaína, sendo necessárias adaptações transculturais de escalas para aumentar a efetividade na avaliação e no tratamento dessa clientela.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi traduzir, adaptar culturalmente e verificar a equivalência semântica do Cocaine Craving Questionnaire – Brief (CCQ-Brief), o qual avalia o craving (fissura) por cocaína.
MÉTODO: O CCQ-Brief foi traduzido do inglês para o português, aplicado em 10 sujeitos e submetido ao brainstorming em um grupo de 4 sujeitos para reprodução individual e verbal, item a item. Realizou-se o backtranslation da primeira tradução e do brainstorming. Logo após, traduziu-se novamente para o português. Todo o processo foi analisado por um comitê de juízes especialistas, os quais emitiram pareceres com as observações pertinentes.
RESULTADOS: Considerando-se os pareceres dos especialistas e um último estudo piloto, construiu-se a versão final brasileira do CCQ-Brief e uma versão adaptada dessa escala para usuários de crack.
CONCLUSÃO: Os resultados indicaram uma equivalência semântica satisfatória entre as versões, podendo o CCQ-Brief ser útil no tratamento de dependentes de cocaína.

Palavras-chave: Estudos de validação, cocaína, cocaína crack.


ABSTRACT

BACKGROUND: The evaluation of craving is very important to treatment of cocaine dependence and the cross-cultural adaptations of scales are needed for increase effectiveness in the evaluation and treatment of them.
OBJECTIVE: The objective of this study was to translate, to adapt culturally and verify the semantic equivalence of the Cocaine Craving Questionnaire – Brief (CCQ-Brief), which evaluates the craving for cocaine.
METHOD: The CCQ-Brief was translated from English to Portuguese, administered to 10 persons, and then submitted to brainstorming in a group of 4 persons for individual and verbal reproduction, item by item. Backtranslation was executed based on first translation and from brainstorming to the origin language. Soon after, it was translated again into Portuguese. All the process was analyzed by a committee of specialists, which emitted a decision and the pertinent comments.
RESULTS: Considering the decision of the specialists and one last Pilot study, was constructed of the final Brazilian version of the CCQ-Brief and the version adapted that scale for crack users.
DISCUSSION: Results indicated a satisfactory semantic equivalence between versions and the CCQ-Brief that may be important in the treatment of the cocaine dependents.

Keywords: Validation studies, cocaine, crack cocaine.


 

 

Introdução

O craving ou "fissura" é um conceito controverso na literatura científica1. Alguns autores defendem a definição mais comum de que ele é um intenso desejo de utilizar uma determinada substância2-5, outros, no entanto, consideram importante entendê-lo de forma multidimensional, que inclui nesse conceito não só o desejo pelo uso da droga, mas também a capacidade de essa substância aliviar os sintomas de abstinência ou o afeto negativo, a expectativa de resultado positivo, a intenção de usar1,6-9 e a perda de controle a respeito desse desejo10.

Pelo fato de o craving ser uma variável fundamental no tratamento de dependentes químicos, houve uma preocupação da comunidade científica com a elaboração e a validação de instrumentos para mensurá-lo6-9,11,12. O CCQ-Brief, desenvolvido por Sussner et al.13, é uma escala de 10 questões elaborada a partir das 45 questões do Cocaine Craving Questionnaire Now, elaborado por Tiffany et al.10, o qual foi validado no Brasil por Silveira et al.14. O CCQ-Brief é uma escala likert de 7 pontos, que vai de "discordo totalmente" até "concordo totalmente". Na versão de 45 itens (CCQ), a escala foi dividida em cinco categorias: Desejo de usar cocaína, Antecipação de resultado positivo, Alívio dos sintomas da abstinência ou afeto negativo, Intenção e Planejamento para o uso da cocaína e Falta de controle desse uso; no entanto, a escala abreviada não obteve essa subdivisão. O escore do CCQ-Brief é obtido a partir da soma de pontos de cada questão, sendo um escore total.

A validação psicométrica do CCQ-Brief foi realizada com uma amostra de 247 indivíduos internados para tratar a dependência química, que preenchiam critérios para abuso ou dependência de cocaína de acordo com o DSM-IV. Na verificação da consistência interna da escala, obteve-se um valor de = 0,90, tendo sido encontrada uma correlação positiva do CCQ-Brief com a versão longa da escala, o CCQ-Now13, demonstrando que esse é um instrumento adequado para mensurar o craving.

O craving é, sem dúvida alguma, uma das variáveis que dificulta a manutenção da abstinência em dependentes químicos e deve ser estudado para que sejam diminuídas as altas taxas de recaída dessa clientela6,15,16. Assim, o objetivo deste estudo é apresentar a adaptação transcultural para o português do CCQ-Brief13 para a avaliação do craving pela cocaína e pelo crack.

 

Método

Após a autorização dos autores da versão em inglês da escala CCQ-Brief13, foi iniciado o processo de sua adaptação transcultural para o português, a qual foi norteada por estudos anteriores como os de Araujo et al.6,7, Mattos et al.17 e Pedroso et al.18,19.

As etapas do processo de validação foram:

Etapa 1: Tradução do CCQ-Brief da língua inglesa para a língua portuguesa, realizada por uma professora de inglês, com bacharelado em Letras, habilitada na língua inglesa e conhecedora do objetivo da tradução.

Etapa 2: Aplicação do instrumento traduzido a 10 sujeitos, dependentes de cocaína inalada, de acordo com a CID-1020, abstinentes desta substância há pelo menos um mês, em tratamento em um ambulatório especializado em dependência química, com o objetivo de analisar se as questões eram de fácil compreensão, levantando possíveis dúvidas.

Etapa 3: Brainstorming – foram reunidos 5 sujeitos, profissionais que trabalhavam com dependência química, os quais deveriam reproduzir verbalmente cada questão que compõe o instrumento, sendo investigada a compreensão delas.

Etapa 4: Backtranslation – a primeira tradução dos instrumentos foi revertida para o idioma de origem (inglês) por um nativo de língua inglesa, fluente na língua portuguesa e que não conhecia o objetivo da tradução.

Etapa 5: Tradução do instrumento – a partir do backtranslation, as duas versões foram novamente traduzidas para a língua portuguesa por uma psicóloga, brasileira, com fluência na língua inglesa e que conhecia a finalidade da tradução.

Etapa 6: Nesta fase da validação, foi composto um comitê de 3 juízes – 3 psiquiatras, todos com formação teórica e prática em dependência química. O trabalho desses profissionais consistia em comparar as versões dos instrumentos, verificando se os itens dos questionários referiam-se ou não ao tema "craving", bem como opinar a respeito de quais itens das duas versões traduzidas para a língua portuguesa eram mais adequados à finalidade dos instrumentos. Os resultados devolvidos pelos membros do comitê foram levantados, sendo produzidas as versões finais dos instrumentos.

Etapa 7: Estudo piloto – a versão final em português foi aplicada a uma amostra composta por 20 pacientes dependentes de cocaína internados para desintoxicação em uma unidade masculina especializada em dependência química, sendo o diagnóstico realizado segundo os critérios da CID-1020. Desses, 10 faziam uso de cocaína fumada (crack), 5, de cocaína inalada, e 5, de injetável. Era critério de exclusão apresentar sintomas psicóticos ou ser analfabeto.

O objetivo desta aplicação foi verificar, do ponto de vista desses pacientes, se o instrumento estava adequado e se era de fácil compreensão.

Etapa 8: A partir do resultado da etapa 7, foi observado que a escala, com algumas modificações relativas à forma do enunciado, estava adequada para quem utilizava a cocaína pela via inalada e injetável, mas que não era tão clara para os que a utilizavam pela via fumada (crack). Assim, foi decidido manter essa versão da tradução (apenas com as mudanças no enunciado), mas também adaptá-la para a mensuração do craving pelo crack.

Etapa 9: Adaptação da versão em português do CCQ-Brief para aplicação em usuários de crack por uma psicóloga que trabalha com dependentes de crack e correção dessa versão por uma professora de língua portuguesa, com licenciatura em Letras.

Etapa 10: Aplicação da versão para usuários de crack da escala a 10 dependentes de crack e da versão final da escala original a 10 dependentes de cocaína inalada, diagnosticados de acordo com o CID-1020. Todos estavam no sétimo dia de abstinência dessa substância e deveriam avaliar se os instrumentos estavam adequados tanto em termos de compreensão quanto de funcionalidade.

 

Aspectos éticos

O início do processo de validação do CCQ-Brief13 ocorreu a partir do envio do instrumento e da autorização dos autores para esta pesquisa, via correio eletrônico.

Somente após o projeto de pesquisa ser aprovado pelo Comitê de ética em Pesquisa do Hospital Psiquiátrico São Pedro, foi iniciada a parte da adaptação transcultural que incluía aplicação do instrumento a pacientes ou a outros seres humanos. Antes de cada indivíduo aceitar fazer parte da pesquisa, foi explicada a finalidade dela, sendo fornecido um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, cuja assinatura era uma pré-condição para a participação.

 

Resultados

Nas etapas 1, 2 e 3, pode-se observar que a escala foi compreendida, não sendo levantadas dúvidas pelos dependentes nem pelos profissionais. Os comentários foram positivos e foi salientada a rapidez de sua aplicação (média de 4 minutos).

Um exemplo das etapas 1, 4 e 5 – o processo de tradução do enunciado da escala – pode ser observado na tabela 1.

Após a etapa 6, analisando os comentários dos juízes, foi decidido:

- Manter o nome original da escala, acrescentando suas iniciais – CCQ-B –, e a expressão "Versão Brasileira" no final, para facilitar a busca em bancos de dados internacionais. Também se optou por utilizar o enunciado da tradução da versão original, já que houve consenso dos 3 juízes com relação a esse aspecto.

- A questão 1, que na versão original foi traduzida como: "Quero tanto cocaína que quase posso prová-la", seria substituída por "Eu desejo tanto usar cocaína que quase posso sentir o seu gosto". As autoras substituíram "quero" por "desejo" para dar mais a ideia de craving, que é o objetivo da questão, acrescentaram o verbo "usar", por não ser comum o uso dessa frase sem verbo pelos usuários de cocaína, e trocaram "prová-la" por "sentir seu gosto", porque, na tradução, a primeira frase dá ideia de ação, o que não é o objetivo da questão. A escolha por "sentir o gosto" tem relação com esta ser uma expressão muito usada por dependentes de cocaína no Brasil e que se assemelha ao sentido que os autores quiseram dar à questão.

- Na questão 2, a expressão "desejo muito grande" foi substituída por "desejo muito forte".

- As questões 3, 6, 7 e 9 permaneceram iguais às da tradução do original, conforme consenso dos juízes, e as questões 4 e 10 foram modificadas apenas na troca da gíria "coca" da americana para o termo "cocaína" na versão brasileira. Na questão 5 também foi feita essa última troca, mas a expressão "Tenho fissura por coca agora" foi substituída por "Eu estou com fissura por cocaína agora". A troca de "coca" por "cocaína" foi sugerida por 2 juízes, e as autoras, por considerarem "coca" uma gíria que pode sofrer influências regionais, decidiram acatar essa sugestão.

- Na questão 8, a expressão "Usar cocaína agora faria com que as coisas parecessem perfeitas" na tradução da versão original foi substituída por "Usar cocaína agora faria as coisas parecerem perfeitas".

- Na etapa 7 – o estudo piloto –, os dependentes demonstraram ter alguma dificuldade (o que não havia ocorrido na etapa 2) com o enunciado da escala, pois ela apresentava, em cada questão, 7 traços separados por dois pontos entre concordo totalmente e discordo totalmente, o que causava confusão para alguns (Tabela 1). Por isso, as autoras preferiram, na etapa 8, colocar em cima dos traços em branco números que corresponderiam ao grau de craving, facilitando, assim, sua compreensão. Essa versão final foi adaptada para seu uso em dependentes de crack, na etapa 9, em virtude das dúvidas dos sujeitos durante a aplicação, durante a qual, frequentemente, perguntavam se "cocaína queria dizer crack".

- As duas versões da escala, na etapa 10, foram entendidas sem dificuldade por todos os sujeitos, sendo o tempo médio de aplicação o de 3 minutos, um pouco inferior ao da etapa 1, talvez por causa da mudança no enunciado.

- Na adaptação para os usuários de crack, na versão final, foram substituídos os termos "cocaína" por "crack", ou a expressão "usar cocaína" por "fumar crack", sendo também substituída a preposição "por" (como no exemplo: desejo "por" cocaína) pela contração "pelo" (desejo "pelo" crack), segundo sugestão da professora de língua portuguesa. No nome da escala foi acrescentado "Versão Brasileira": "Adaptada para o Crack". As versões finais dos instrumentos estão dispostas nas tabelas 2 e 3.

 

 

 

 

Discussão

O craving é um dos determinantes mais importantes da recaída em dependentes de substâncias psicoativas21, entre elas, a cocaína1; assim, elaborar e validar instrumentos mais fidedignos para avaliá-lo é de fundamental relevância na área clínica6,7,9,11,12,14. O cuidado metodológico neste processo, objetivando a validação semântica e psicométrica dos instrumentos, é de extrema importância para a obtenção de métodos fidedignos para a avaliação de diferentes variáveis17-19,22.

O entendimento do craving como um construto multidimensional torna o uso de instrumentos unidimensionais, como as escalas analógico-visuais que mensuram "desejo" como único fator, uma forma muito simplificada para explicar esse fenômeno1. Assim, a adaptação transcultural do CCQ-Brief13, em um momento em que se observa aumento da prevalência de dependentes de crack/cocaí­na em amostras clínicas23,24, pode ser muito útil ao ser delineado o plano terapêutico dessa clientela, com vistas a monitorar uma variável que, se controlada, pode aumentar as taxas de manutenção da abstinência6,15,16. O CCQ-Brief – Versão Brasileira e sua versão adaptada para o crack obtiveram um excelente nível de equivalência semântica com a escala original em língua inglesa. As maiores dificuldades encontradas foram quanto à compreensão do enunciado e à sua adaptação para usuários de crack, o que foi corrigido a partir da construção de duas versões distintas.

As autoras procuraram não utilizar gírias nas escalas por estas sofrerem influências regionais e poderem ser modificadas com o passar do tempo, algo tão comum nas expressões usadas por dependentes químicos.

Pode-se observar o quanto foi importante, no processo de adaptação transcultural, as aplicações da escala a sujeitos dependentes de cocaína/crack para uma avaliação mais precisa de seu nível de objetividade e clareza para mensurar o craving.

Deve-se ressaltar que a adaptação transcultural é o primeiro passo de todo o processo de validação de uma escala22 e que já foi iniciada pelas autoras, em uma amostra de pacientes internados para desintoxicação, a validação psicométrica das versões brasileiras do CCQ-Brief, sendo importante que os leitores tenham cautela, antes da publicação destes resultados, na aplicação delas.

 

Agradecimentos

Ao Dr. Bradley Sussner e ao Dr. Stephen Tiffany, pela permissão de apresentar o CCQ-Brief Versão Brasileira e o CCQ-Brief – Versão Brasileira Adaptada para o Crack neste artigo. Ao referir-se às versões brasileiras do CCQ-Brief, solicitamos que sejam citados os artigos Tiffany et al.10 e Sussner et al.13 encontrados nas referências deste artigo.

 

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Endereço para correspondência:
Renata Brasil Araujo
Cognitá– Clínica de Terapia Cognitivo-Comportamental.
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Telefone: (51) 3019-3560.
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Recebido: 3/8/2009
Aceito: 30/9/2009