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Serviço Social & Sociedade

versão impressa ISSN 0101-6628

Serv. Soc. Soc.  no.107 São Paulo jul./set. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-66282011000300001 

Editorial

 

 

A revista Serviço Social & Sociedade apresenta aos seus leitores neste número a centralidade da discussão, em momentos sombrios, sobre manifestações no mundo do trabalho enfatizando conteúdos que tratam da crise estrutural que convivemos com modelo de produção capitalista, enfatizando a dimensão inovada da informalidade no trabalho. Este cenário dá substância para seguirmos nossas leituras a respeito de outras dimensões nas relações de emprego e profissão.

A relação da atividade do exercício profissional é apresentada em diferentes situações: em primeiro momento abrimos a discussão com a condição histórica e atual do trabalhador em assistente social enquanto assalariado. No exercício profissional apresentamos a prática de alguns trabalhadores assistentes sociais que desenvolvem atividades relacionadas ao processo do capitalismo em criar política de qualificação profissional, respondendo às demandas de mercado. Na mesma direção da reflexão, porém com aspectos críticos, os leitores terão a oportunidade de apreciar a situação dos trabalhadores no que se refere à saúde em detrimento à relação estabelecida diariamente entre capital-trabalho.

Pautando o cotidiano dos trabalhadores Assistentes Sociais a Revista dá a oportunidade de acessarmos as discussões que envolvem o exercício profissional na área de gestão. Uma atividade desenvolvida historicamente pelos profissionais, porém, devido às novas demandas colocadas à profissão, esta área tem expressado reflexões significativas aos enfrentamentos teóricos, técnicos, políticos e éticos em diferentes situações. Nesta mesma trilha de conteúdos, temos a oportunidade em conhecer uma experiência de profissionais em seus cotidianos em contextos hospitalares. Diferenciando, mas não distanciando do pensar e fazer profissional trazemos a discussão sobre o crime em diferentes momentos do processo que envolve aqueles que cumprem suas penas, bem como este movimento institucional constitui um processo de permanência viciada, ou seja, crime-prisão-liberdade-crime. Finalizando este conjunto de textos que refletem e refrata o pensar-fazer profissional, a experiência socioeducativa no campo da institucionalização também criminal revela os limites e possibilidades que convivemos em nossos exercícios profissionais nos relacionarmos de forma direta com os usuários e familiares que envolvem as políticas em questão, bem como o Estado em suas diferentes representações.

Para finalizar os textos-artigos que ora apresentamos, temos a oportunidade em acompanhar a luta diária das instâncias representativas da profissão, em conjunto com inúmeros profissionais em diferentes Estados e áreas de trabalho, para efetivar no campo legal e real a lei que garante aos assistentes sociais a jornada semanal de 30 horas de trabalho.

Nesta oportunidade a revista presenteia seus leitores com as resenhas que tratam das obras Trabalho e desgaste mental: o direito de ser dono de si mesmo, Edna Maria Goulart Joazeiro e A dimensão ética do trabalho profissional nos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, Fátima Grave Ortiz.

Mas, não poderíamos de deixar de fechar este número com os textos que fazem materializar a história viva do Serviço Social em processo. Por um lado festejamos e agradecemos à professora Dilséia A. Bonetti pela contribuição construída com laços profundos de comprometimento na trajetória do Serviço Social Brasileiro. Assim destacamos esta homenagem como alguém muito especial presente entre nós. Mas, damos adeus à Nobuco Kameyama. Uma mulher conhecida entre todos pela sua vida pessoal e profissional. Em sua mansidão física, mostrou à sociedade o seu poder em lutar pela construção de outra sociedade humana. Seus passos foram profundos e certeiros. Mas na profissão, agarrou com todas as forças as premissas que coloca-nos no projeto que exercitamos e defendemos como horizonte de partida e de chegada e, numa simples frase podemos afirmar que Nobuco jamais se serviu do Serviço Social, mas sim, sem medir esforços, sempre serviu ao Serviço Social.