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Serviço Social & Sociedade

versão impressa ISSN 0101-6628versão On-line ISSN 2317-6318

Serv. Soc. Soc.  no.136 São Paulo set./dez. 2019  Epub 23-Set-2019

https://doi.org/10.1590/0101-6628.192 

ARTIGO

40 anos da virada e a contribuição da Serviço Social & Sociedade na disseminação da produção intelectual*

40 years of the turn and the contribution of Serviço Social & Sociedade in the dissemination of the intellectual production

Esther Luíza de Souza Lemosa 
http://orcid.org/0000-0002-7154-1475

aUniversidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus de Toledo/PR, Brasil.


Resumo:

Na historicidade dos últimos quarenta anos do Serviço Social brasileiro, objetiva-se apreender a produção intelectual publicada na revista Serviço Social & Sociedade e os nexos orgânicos que dão sustentação à direção ético-política do projeto profissional, tendo a pesquisa e a produção do conhecimento como mediação estratégica. Contextualiza os atuais ataques à produção de conhecimento, à autonomia universitária e ao pensamento crítico na universidade pública brasileira, bem como os desafios postos à ABEPSS.

Palavras-chave: Produção intelectual; Revista Serviço Social & Sociedade; ABEPSS

Abstract:

In the historicity of the last 40 years of the Brazilian Social Service, the objective is to understand the intellectual production published in the Social Work and Society Journal and the organic links that give support to the ethical-political direction of the professional project, having the research and production of knowledge as mediation strategy. It contextualizes the current attacks on knowledge production, university autonomy and critical thinking in the Brazilian public university and the challenges posed to ABEPSS.

Keywords: Intellectual production; Social Work and Society Journal; ABEPSS

“É certo que a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas, que o poder material tem de ser derrubado pelo poder material, mas a teoria converte-se em força material quando penetra nas massas”

(Karl Marx)

No marco dos quarenta anos do Congresso da Virada realizado em São Paulo (SP), da Assembleia da ABEPSS realizada no mesmo ano em Natal (RN) e dos quarenta anos da revista Serviço Social & Sociedade, parabenizo a Cortez Editora e sua equipe, que, ao longo dos anos, têm mantido o compromisso com uma linha editorial que expressa o rigor teórico-metodológico na análise crítica da realidade, ao longo do tempo implantando inovações tanto no layout quanto na inserção em 2010 no universo on-line a partir do seu número 101, elevando assim a qualidade de sua circulação e respectivos indexadores nacionais e internacionais, permitindo atualmente amplo e gratuito acesso. Ressalto que a Cortez Editora tem contribuído para a elevação da qualidade da socialização e disseminação da produção do conhecimento na área de Serviço Social, tornando-a reconhecida no âmbito das ciências sociais e das humanidades e classificada no estrato A1 do Sistema QUALIS Periódicos da Capes/MEC, conferindo-lhe caráter acadêmico-científico mesmo não sendo uma editora universitária.

O compromisso com a ciência e a socialização do conhecimento como patrimônio cultural da sociedade e para a sociedade é absolutamente fundamental e relevante, especialmente na conjuntura atual de “indigência intelectual” que ronda o país. A capacidade humana do uso da razão no deciframento do mundo e respeito às diferenças, na democratização do conhecimento, no exercício do debate de ideias e do livre-pensamento, tem sido hostilizada e criminalizada. Sendo uma coluna que se ergueu a muitas mãos na construção da razão dialética, a revista Serviço Social & Sociedade nesses quarenta anos consolidou-se como instrumento de resistência e da luta democrática. Tem cumprido, e desejamos que continue cumprindo, esse sentido para a sociedade brasileira, ampliando seu alcance para demais países de língua portuguesa e espanhola. Parabéns a todas(os) que dedicaram e dedicam seu trabalho à revista: editoras, membros do comitê editorial, autoras(es) e trabalhadoras(es) diretos que fazem a sua existência.

As reflexões aqui apresentadas são fruto da participação como expositora, representando a ABEPSS, no 12. Seminário Anual de Serviço Social da Cortez Editora (2019) e tem como objetivo, a partir da historicidade dos últimos quarenta anos, construir um caminho de volta na produção intelectual da área publicada na revista por significativas(os) pesquisadoras(es) assistentes sociais, para evidenciar e apreender os nexos da pesquisa e da produção do conhecimento como forma de resistência e ruptura com o conservadorismo construído pela categoria, transformando a revista em polo disseminador e parte da mediação estratégica na efetivação do projeto ético-político profissional, tanto no trabalho quanto na formação profissional em Serviço Social, no país e além de suas fronteiras.

A Abepss e os desafios postos à formação profissional e à pesquisa

A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - Abepss, nascida em 1946 como Associação Brasileira de Escolas de Serviço Social - Abess, entidade de natureza acadêmico-científica e organização da categoria mais antiga em atuação no Brasil, historicamente tem como finalidade propor e coordenar a política de formação profissional na área, articulando graduação e pós-graduação na efetivação do ensino, pesquisa e extensão. Sendo assim, a Abess/Abepss historicamente constituiu-se como espaço coletivo entre diferentes gerações profissionais e formação de novos quadros.

Ao longo de sua existência, as diferentes gestões da Abepss enfrentaram desafios conjunturais e estruturais próprios da dinâmica do capitalismo e seus impactos na vida social. Atualmente, uma das estratégias construídas coletivamente nesse enfrentamento é o “Fórum Nacional em Defesa do Trabalho e da Formação Profissional com Qualidade em Serviço Social” como espaço de articulação com o Conselho Federal e conselhos regionais de Serviço Social - CFESS/CRESS e Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social - ENESSO, buscando seu enraizamento regional frente à intensificação dos processos de precarização em curso. No atual contexto marcado pela regressão de direitos e acirramento dos ataques às universidades públicas, foi lançada no dia 8 de maio de 2019 a campanha “Formação com qualidade é educação com direitos para você! Graduação em Serviço Social: só se for legal, crítica e ética”.

Além de investir no fortalecimento político-administrativo por meio de uma gestão democrática e participativa, temos o desafio de representar a área na defesa do patrimônio profissional acumulado particularmente no projeto de formação profissional expresso nas diretrizes curriculares aprovadas na assembleia geral da então Abess em 1996 e no seu reconhecimento como área de produção do conhecimento.

A atual gestão também objetiva intensificar a articulação entre os grupos Temáticos de Pesquisa - GTPs, fortalecendo a interlocução de pesquisadores e criação de redes de pesquisa; fomentar a campanha “Sou assistente social e supervisiono estágio”; dar continuidade ao projeto Abepss Itinerante; potencializar o espaço das oficinas regionais e da oficina nacional da Abepss, além de garantir a realização do Encontro Nacional de Pesquisadoras(es) em Serviço Social - Enpess.

No marco dos últimos quarenta anos de construção coletiva, em nome da gestão da Abepss - “Resistir e avançar, na ousadia de lutar” -, agradeço a solidariedade manifesta na ocorrência de inundação da sede da Abepss na Universidade de Brasília - UnB no último dia 21 de abril de 2019. Com as fortes chuvas, a sala chegou a ter dois metros de água, afetando todos os materiais e gerando a perda de grande parte do acervo histórico, nosso maior patrimônio. Conseguimos reaver parte dos documentos históricos, e uma equipe está trabalhando na recuperação.

Com o objetivo de resguardar a memória e o patrimônio da categoria, lançaremos uma campanha nacional para a recomposição do acervo. Convidamos a todas(os) que ao longo destes 73 anos tiverem documentos, registros fotográficos, cartazes de atividades realizadas, que separem o respectivo material para oportunamente enviarem à Abepss. Estamos com uma equipe trabalhando na catalogação e registro dos documentos históricos visando fomentar, de forma qualificada, a pesquisa histórica na área.

A conjuntura brasileira e internacional na atual quadra histórica expressa profunda regressão de conquistas sociais e civilizatórias, colocadas em xeque no Brasil, a partir de 2019, pelo (des)governo de Jair Bolsonaro e do grande capital a serviço dos interesses do imperialismo estadunidense. Tem aplicado contrarreformas neoliberais que incidem diretamente na regressão de direitos conquistados. Em nome de “Deus”, trata-se de travestir a jovem democracia brasileira em plutocracia e entregar as riquezas nacionais à voracidade da acumulação capitalista cujos representantes governamentais tornaram-se classe dirigente do Estado, aniquilando formas de participação e expressão crítica que possam ameaçar o projeto conservador e ultraneoliberal em curso.

Os desafios postos à formação e ao trabalho profissional no Serviço Social na atualidade se expressam concretamente nas relações sociais vivenciadas tanto individualmente, por profissionais e estudantes como parte da classe trabalhadora, quanto coletivamente, como categoria representada nas organizações profissionais. Tais desafios projetam a profissão para o futuro, exigindo, no presente, a análise das determinações do passado que permitiram a construção da direção social do projeto ético-político profissional nos últimos anos.

Um dos mais severos ataques que quero destacar é dirigido à concepção de ciência e produção de conhecimento que o projeto conservador em curso incorpora. A atual quadra história tem substituído o conhecimento científico pelo fundamentalismo religioso e a tecnocracia, impactando particularmente o campo das ciências humanas e sociais. As declarações do atual governo de “descentralizar” investimentos nos cursos de sociologia e filosofia frente a outras áreas é um exemplo concreto do ataque vivido pelas ciências humanas e sociais, áreas que permitem a apreensão dos fundamentos teórico-metodológicos de explicação e interpretação da sociedade e das relações sociais a partir do uso da razão dialética.

Simultaneamente a esse processo, segue o ataque às universidades públicas no país e seu desfinanciamento, impactando diretamente nas condições de trabalho docente tanto no espaço público quanto no privado. O corte de 30% das verbas das universidades públicas federais efetuado pelo Ministério da Educação no último dia 30 de abril irá inviabilizar seu funcionamento no segundo semestre deste ano, forjando o caminho de sua privatização. Mesmo alegando que sua prioridade é a educação básica, o mesmo contingenciou recursos do Fundo Nacional da Educação Básica, evidenciando seu fiel compromisso com o capital rentista e com o rebaixamento das possibilidades civilizatórias permitidas pela educação pública, laica, presencial, democrática, socialmente referenciada e de qualidade. Seguindo seu “pacote de maldades”, o ministro da Educação anunciou o corte de bolsas de pesquisadores dos níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado, incidindo diretamente nas condições objetivas de permanência e continuidade das pesquisas em curso e futuras. Tal medida, planejada e implementada pelo (des)governo Bolsonaro, colapsa a produção de conhecimento em todas as áreas, afetando particularmente as ciências humanas e sociais.

As consequências para a formação profissional e a pesquisa em Serviço Social são imediatas e deletérias, na medida em que se criam condições objetivas para a derruição do sentido próprio do conhecimento, do ensino, da pesquisa e da extensão com autonomia, bem como da produção do conhecimento na área.

Os ataques à universidade como espaço de exercício do pluralismo, uma das condições históricas que condicionaram a possibilidade da “virada” na formação e no trabalho profissional, impõem novos desafios e enfrentamentos coletivos.

Atualmente o direito à liberdade de cátedra, de ensino e de pensamento, garantidos constitucionalmente, tem sido reivindicado pelo movimento docente nas diferentes áreas, como reação à perseguição e assédio moral direcionada às(aos) professoras(es) que, na sua autonomia didático-pedagógica e exercício profissional, sofrem censura por seus posicionamentos. O perfil docente e discente necessário ao mercado requer a domesticação e a colonização das mentes e dos corpos, sendo incompatível com a democracia, o pluralismo e o exercício da liberdade substantiva. Ousar continuar lutando por esses princípios é uma exigência do tempo presente.

Outro ataque sofrido tem sido a transformação do direito à educação em negócio. A política de educação é hoje um nicho mercantil transnacional no processo de acumulação capitalista, afetando todos os níveis de formação e todas as áreas de conhecimento. O déficit educacional no Brasil tornou-se um grande mercado, e a expansão da educação como negócio incrementado pelo uso das tecnologias da informação se intensifica no crescente mercado da modalidade do Ensino à Distância - EAD, recentemente também aprovado pelo MEC na pós-graduação stricto sensu, nos cursos de mestrado e doutorado. A tendência de o capital transformar tudo em mercadoria chegou à área de educação, produzindo as contradições mais agudas e de consequências severas para a classe trabalhadora. As organizações da categoria e pesquisadoras(es) têm denunciado tais ataques que expressam processos da contrarreforma da educação, impactando diretamente a formação profissional em Serviço Social (Behring e Ramos, 2009).

Como enfrentarmos tamanhas contradições no tempo presente? Esta questão tem sido feita por aqueles e aquelas que, com a consciência do significado social da profissão, respondem com seu trabalho profissional reafirmando o projeto ético-político construído pelo Serviço Social brasileiro, atuando tanto na política de educação superior, por meio do trabalho docente, quanto nas demais políticas setoriais no âmbito público e privado, fazendo a virada acontecer todos os dias.

Somos sujeitos da história e construímos a resistência e as estratégias de ação em condições objetivas e subjetivas concretas. Como assistentes sociais, temos a consciência teórica e política de que somos classe trabalhadora. Temos um legado construído pela geração que nos antecedeu e um caminho percorrido pelo trabalho realizado individual e coletivamente no enfrentamento e ruptura com o conservadorismo, incidindo no movimento da luta de classes no nosso país.

Uma das mediações estratégicas construídas historicamente pela categoria foi a mediação da pesquisa, investindo nos programas de pós-graduação; incidindo nas agências oficiais de fomento à pesquisa no país; criando uma revista acadêmica, inicialmente o Cadernos Abess e hoje a revista Temporalis; construindo a articulação interna via nossa auto-organização por meio do Centro de Documentação e Pesquisa em Política Social e Serviço Social - Cedepss, criado em 1987; integrando essa organização na natureza da então Abess, passando a denominar-se Abepss a partir da assembleia de 1998; realizando seminários e posteriormente encontros nacionais de pesquisa e pesquisadores, tendo realizado em 2018 o XVI Enpess. Enfim, uma série de mediações foram engendradas coletivamente e desencadeadas por meio da coordenação das diferentes gestões da Abepss, a qual reconhecemos e agradecemos o legado construído.

A pesquisa e a produção do conhecimento são mediações coletivas e cumulativas. Na sua disseminação no Brasil, a revista Serviço Social & Sociedade, desde 1979, ao longo dos últimos quarenta anos, protagonizou junto com a categoria profissional uma história de luta e resistência.

Por ocasião dos vinte e dos trinta anos da revista foram publicados artigos demarcando sua contribuição (Silva, 2009). A seguir, evidenciaremos a partir da produção intelectual publicada na revista em forma de artigos (individuais e coletivos) e documentos de autoria das entidades da categoria, alguns nexos orgânicos que dão sustentação à direção ético-política ao projeto profissional nos últimos quarenta anos.

A contribuição da revista Serviço Social & Sociedade na disseminação da produção intelectual na área

No sentido de responder à questão colocada e considerando o patrimônio construído pela categoria a partir da riqueza do trabalho intelectual acumulado no enfrentamento das contradições vividas no modo de produção capitalista na particularidade brasileira, construí um caminho que tem como referência a produção do conhecimento na área e sua disseminação através da revista Serviço Social & Sociedade.

O caminho que escolhi para abordar a presente reflexão visa trazer à memória conteúdos que foram construídos pela categoria profissional ao longo da história para nos fortalecer no enfrentamento do tempo presente e na construção das mediações que nos orientem para o futuro. Destaquei artigos publicados por assistentes sociais desde a primeira edição da revista e apresento aqui a aproximação aos seus conteúdos para evidenciar o fato de que ao longo do tempo, em diferentes conjunturas, enfrentamos as contradições frente a frente e optamos pela arma da crítica baseada na razão dialética, tendo como referência a ontologia marxiana e a tradição marxista. Tal opção possibilitou a produção de um conhecimento científico orientado por princípios ético-políticos que permitiram construir mediações concretas no fazer profissional, qualificando nossa presença na sociedade brasileira e latino-americana.

A primeira edição da revista demarcou o tom, o ritmo e o compasso no qual trilhou esses quarenta anos. Como um espaço de socialização, tanto de pesquisas quanto de posicionamentos das organizações da categoria, no “calor dos acontecimentos”, sempre esteve sintonizada com o movimento da realidade e com a direção social vinculada às entidades da categoria. O documento do então Conselho Federal de Assistentes Sociais - CFAS, “Pela prática dos direitos sociais”, elaborado por um grupo de assistentes sociais a convite do próprio conselho, expressa que era “indeclinável explicitar seu posicionamento face à conjuntura nacional, movidos pelos valores que presidem a sua prática diária nas relações com os grandes segmentos sem voz da população” (CFAS, 1979, p. 5). A virada também ocorreu no âmbito da estrutura jurídico-normativa do conselho de fiscalização profissional expressando-se em documentos assinados pelo Conselho Federal que foram publicados na Revista ao longo desses quarenta anos (CFESS, 1996, 2008, 2011a, 2011b).

Partindo da análise da realidade brasileira e construindo as primeiras aproximações teórico-metodológicas, o artigo “Elementos para a crítica da ação profissional sob o pressuposto da participação social” (Abramides et al., 1979), construído coletivamente por diferentes profissionais, foi um marco na expressão da intenção de ruptura e renovação da profissão, junto com a problematização sobre o trabalho profissional nas instituições (Faleiros, 1979). A dimensão ético-política da virada de 1979 teve na revista Serviço Social & Sociedade a possibilidade de publicização e disseminação, nascendo junto com a categoria em movimento.

Evidenciando que a radicalidade democrática e o compromisso com o projeto profissional expresso no Congresso da Virada não eram enunciados abstratos, na segunda edição da revista foi publicado o documento “Demissão em massa: fim de um trabalho social comprometido?” (Silva et al., 1980), registrado pela equipe técnica que trabalhou no Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais - Inocoop-SP.

Emergindo em plena transição democrática e afloramento das expressões da “questão social”, a revista aborda o tema da política social e sua relação com a profissão, por exemplo, nos textos de Teixeira (1979 e 1980), Pereira (1986) e Pereira e Paiva (1981), problematizando o trabalho profissional bem como o Estado de bem-estar. Desde a gênese da revista, a temática da política social foi pautada, sendo central nas publicações ao longo desses quarenta anos, qualificando a formação e o trabalho profissional, adensando a produção de conhecimento sobre e na realidade brasileira e aprofundando os fundamentos teórico-metodológicos na apreensão da crítica da economia política e busca da superação do economicismo e do politicismo presentes nos estudos.

As pesquisas que fundamentaram trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado tiveram historicamente a possibilidade e o incentivo para serem publicadas na revista. O vigor inicial da produção intelectual de mestrandas(os), com a ampliação dos programas de pós-graduação em Serviço Social, de doutorandas(os), trouxe à categoria a possibilidade de acesso, na língua portuguesa, a conteúdos atualizados, com densidade teórica e construídos a partir da realidade nacional.

A revista se tornou um instrumento na crítica ao Serviço Social tradicional e disseminação do conhecimento produzido à luz da influência do Movimento de Reconceituação do Serviço Social na América Latina. Os estudos sobre a profissão bem como o Movimento de Reconceituação como objeto de estudo foram publicados, destacando-se Junqueira (1980), Netto (1981 e 2005), Faleiros (1987 e 2005).

A presença brasileira na estrutura da Alaets/Celats comparece na revista tanto na divulgação sistemática dos seminários promovidos pela entidade quanto na publicação de documentos e no registro histórico de Lopes (1989). A articulação no âmbito das relações internacionais na conjuntura dos anos 1990 também ganhou visibilidade com a publicação de Behring (2004).

Desde a década de 1980 a temática da política de seguridade social e particularmente da política de assistência social foi problematizada, tendo centralidade no debate da produção intelectual e sua incidência nas ações governamentais nas diferentes conjunturas. Nesse contexto o trabalho profissional também foi problematizado, havendo grande volume de produção intelectual nessa temática como Yazbek et al. (1985), Martinelli e Koumrouyan (1994), Sposati (1995), Yazbek (2004 e 2014), Yazbek et al. (1995), Abreu (2004), Netto (2004), Boschetti (2004 e 2015), Guerra (2007), Raichelis (2011), Couto (2015), Mota (2014 e 2017).

A tensão entre as requisições institucionais nos diferentes espaços sócio-ocupacionais e a construção das repostas profissionais nas condições concretas de realização de trabalho profissional historicamente foi pautada pelas(os) pesquisadoras(es). Colocar o Serviço Social como objeto de estudo e apreendê-lo numa perspectiva histórico-crítica superando o endogenismo característico das influências iniciais da profissão foi um desafio enfrentado na produção intelectual na área, colocando-a, para além de área interventiva, como área de produção do conhecimento.

O debate da ética comparece com especial vigor a partir da década de 1990, porém, pela sua influência, carece ampliar o número de pesquisadores, tendo em Barroco (1992, 1993, 2004 e 2015) a principal interlocução.

No debate da formação profissional, a contribuição da revista se expressou tanto na publicação de artigos individuais quanto na publicação de documentos históricos que foram e são marcos da virada na formação profissional em Serviço Social na graduação e na pós-graduação.

Destaco, com a indicação da importante e necessária apreensão dessas experiências pelas novas gerações de profissionais especialmente inseridas no trabalho docente, a publicação do documento “Projeto de revisão curricular da Faculdade de Serviço Social PUC-SP” (Yazbek, 1984), o “Projeto de investigação: a formação profissional do assistente social” (Iamamoto, Carvalho e Bonetti, 1984), a “Análise dos cursos de graduação: relatório da área de Serviço Social” (Lopes, Faleiros, Bonetti, 1985), o “Relatório Avaliativo da área de pós-graduação em Serviço Social (período 1987/1989)” (Iamamoto, Karsch, Araújo, 1992); a “Proposta básica para o projeto de formação profissional”(Abepss/Cedepss, 1996), que socializa seu conteúdo e publiciza a discussão, antecedendo a aprovação das Diretrizes Curriculares na Assembleia Geral da Abess realizada em 8 de novembro de 1996. Além desses documentos, destaco os artigos sobre os desafios postos nas diferentes conjunturas à formação profissional como Guerra (1997 e 2010), Abepss (2004 e 2008), Boschetti (2008). Historicamente, o protagonismo do movimento estudantil em Serviço Social foi determinante, sendo registrado em Braz e Matos (2008).

Para finalizar este breve percurso no caminho de volta à produção intelectual da área disseminada na revista, destaco o marco analítico e prospectivo à época, porém absolutamente atual, da publicação de Netto (1996). Esta nos permite, a partir da problematização de Mendes e Almeida (2014), fazer a análise das recentes tendências da pesquisa na área a partir das propostas submetidas pelos pesquisadores ao CNPq. Permanece a centralidade e a necessidade de ampliar o acúmulo da produção intelectual que colocou a profissão como objeto de estudo sintetizada em dois artigos de Iamamoto (2014 e 2017) e que permitiu à categoria enfrentar conjunturas adversas com “a certeza na frente e a história na mão”!

A história é construída por sujeitos! Nós somos sujeitos da história! Nem todos têm a possibilidade de publicar artigos na revista Serviço Social & Sociedade! A partir da expansão dos programas de pós-graduação no país, tivemos a expansão de periódicos na área que precisam ser alimentados com a produção e a apropriação intelectual dos mesmos, incentivando-se a submissão de trabalhos e a qualificação dos comitês editoriais.

Ao longo desses quarenta anos, quando os artigos aqui destacados foram publicados, ninguém sabia o que viria a ser o futuro. Nós não sabemos! O conhecimento, como nos ensina Lukács, é post festum. Mas podemos aprender com o passado e vivermos no presente com a capacidade teleológica de construir, pela mediação do nosso trabalho, o futuro.

A pesquisa e a produção de conhecimento como arma da crítica

Com esta consciência, convido a nos reconhecermos como sujeitos da história a partir do nosso lugar como trabalhadoras(es), a nos unificarmos com a luta histórica da classe trabalhadora e com o patrimônio que herdamos, pois precisamos nos apropriar dele! Somos uma categoria majoritariamente de mulheres trabalhadoras, mulheres negras trabalhadoras. Avançamos, mas ainda temos um grande desafio na apropriação das relações de gênero e da particularidade étnico-racial, nos reconhecendo como sujeitos históricos na articulação com movimentos sociais.

Convido a valorizarmos a pesquisa histórica e investirmos nas pesquisas que possam recuperar essa dimensão e assim, com o legado que recebemos, deixarmos um legado para as próximas gerações.

Nos últimos quarenta anos as organizações políticas da categoria, que representam e fazem representar a profissão no país e no âmbito internacional, respeitando a autonomia e a natureza de cada uma, assumiram conjuntamente um projeto profissional cuja direção social compromete-se com princípios éticos incompatíveis com os valores fomentados pela ordem burguesa. Reconhecendo o significado social da profissão e sua natureza contraditória, ao longo dos últimos anos temos construído mediações estratégicas que fizeram a área avançar no país tanto como campo da intervenção profissional quanto de produção do conhecimento.

Vivemos um momento de transição geracional. O tempo presente demarca o fim de um ciclo histórico no país. Precisamos fazer o caminho de volta e nos recompormos para a luta! A arma da crítica tem potencialidade e precisa ser fortalecida! Não é sem razão os ataques que o pensamento crítico tem sofrido na universidade brasileira. A arma da crítica tem poder!

Neste sentido, a formação profissional em Serviço Social é uma linha de frente, e a Abepss é nosso espaço organizativo com o conjunto CFESS/Cress e a Enesso no âmbito nacional; a Associação Latino-Americana de Ensino e Pesquisa em Serviço Social - Alaeits, Federação Internacional de Trabalhadores Sociais - FITS e Comitê Latino-Americano e Caribenho de Organizações Profissionais de Trabalho Social - Colacats, no âmbito latino-americano e internacional.

Mais do que nunca, a produção, a disseminação e a apropriação do conhecimento crítico é RESISTÊNCIA! Nos nossos locais de trabalho temos a possibilidade de nos organizarmos coletivamente e mobilizarmos o conhecimento da realidade, desmistificando suas contradições e tirando o véu que encobre sua essência. Precisamos voltar ao estudo dos clássicos, à dinâmica dos grupos de pesquisa e de extensão, ao debate democrático e participativo. Os quarenta anos da virada e a trajetória da revista Serviço Social & Sociedade nos revelam possibilidades.

Concluo esta breve exposição com a esperança de Drummond expressa em “A flor e a náusea”, desejando que nos próximos quarenta anos continuemos semeando, plantando flores, cultivando-as e vendo-as desabrochar.

Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.

Suas pétalas não se abrem.

Seu nome não está nos livros.

É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde

e lentamente passo a mão nessa forma insegura.

Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

*O presente texto tem como base a participação no 12º Seminário Anual de Serviço Social da Cortez Editora, realizado na cidade de São Paulo (SP) no dia 6 de maio de 2014 com o tema “Renovação e os 40 anos da ‘virada’ do Serviço Social brasileiro: memória, história e desafios contemporâneos”.

1É fundamental apreendermos esse processo que se evidencia com nova particularidade na conjuntura brasileira. Lembremos que “A constituição da razão moderna é um processo imbricado na profunda socialização da sociedade que é comportada pela ordem burguesa [...]. O generalizado processo de reificação das relações sociais, peculiar à ordem burguesa e que se irradia da universalização da mercadoria (Marx, 1983, I, I, I, 4; Lukács, 1965), não responde somente pela pseudo-objetividade com que reveste a processualidade social (Kosik, 1969); responde, ainda, pela extensão da racionalidade analítica ao domínio das relações sociais. Correlatamente, a consolidação da ordem burguesa tende a identificar razão com razão analítica, tende a reduzir a racionalidade à intelecção” (Netto, 1994, p. 31-32). Uma chave intelectiva nos é dada por Netto (1994, p. 40): “O aparente paradoxo (porque de aparência se trata) tem revelada a sua lógica: quanto mais a razão, à falta de fundação ontológica, se empobrece na analítica formal, mais avulta o que parece ser irracional”.

3A agenda política da atual gestão da Abepss (2019-20), “Resistir e avançar, na ousadia de lutar!” encontra-se disponível do site da entidade. Ver http://www.abepss.org.br/noticias.html.

4Após manifestação, diferentes entidades emitiram posicionamento contrário, conforme matéria publicada em 26 de abril de 2019 pelo Andes Sindicato Nacional, disponível em: http://www.andes.org.br/conteudos/noticia/bolsonaro-anuncia-ataque-aos-cursos-de-filosofia1. Acesso em: 20 maio 2019.

5Conforme medida anunciada pelo MEC disponível em: https://www.dw.com/pt-br/mec-anuncia-corte-de-30-nos-repasses-a-todas-as-universidades-federais/a-48566198. Acesso em: 20 maio 2019.

7A Abepss emitiu posicionamento e, juntamente com trabalhadores da Educação e estudantes, manifestou-se nas ruas no dia 15 de maio de 2019 em defesa da educação e contra os cortes na área. Ver posicionamentos em http://www.abepss.org.br/noticias/nao-ao-corte-de-verbas-316 e http://www.abepss.org.br/noticias/15-de-maio-dia-de-luta-e-de-esistncia-317. Acesso em: 20 maio 2019.

8Conforme noticiado pela própria Capes em seu site. Disponível em: https://www.capes.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/9279-regulamentacao-de-pos-graduacao-stricto-sensu-a-distancia. Acesso em: 5 maio 2019.

9Em 2006 a Associação Latino-Americana de Escolas de Trabalho Social - Alaets foi refundada, passando a denominar-se Associação Latino-Americana de Ensino e Pesquisa em Serviço Social — Alaeits, organização na qual o Abepss é filiada. O órgão acadêmico da Alaets era o Centro Latino-Americano de Trabalho Social - Celats, criado em 1975. Teve grande influência no continente e, particularmente no Brasil, no âmbito da formação político-organizativa e de fomento à pesquisa e produção do conhecimento a partir da influência do Movimento de Reconceituação.

Referências

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Recebido: 20 de Maio de 2019; Aceito: 29 de Maio de 2019

Esther Luíza de Souza Lemos - Assistente social, doutora em Serviço Social, docente do Curso de Serviço Social da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE); presidente da Abepss (gestão 2019-20). E-mail: estherlemos@gmail.com

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