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Educação & Sociedade

Print version ISSN 0101-7330On-line version ISSN 1678-4626

Educ. Soc. vol.39 no.143 Campinas Apr./June 2018

http://dx.doi.org/10.1590/es0101-73302018200082 

40 ANOS: EDUCAÇÃO & SOCIEDADE. SEÇÃO COMEMORATIVA

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E A FORMAÇÃO ON-LINE: O CENÁRIO DAS PESQUISAS, METODOLOGIAS E TENDÊNCIAS

The distance education and online formation: background of researches, methodologies and trends

L’Enseignement à Distance et la formation en ligne: le scénario des recherches, méthodologies et tendances

Katia Morosov Alonso1 
http://orcid.org/0000-0002-7125-664X

Danilo Garcia da Silva1 
http://orcid.org/0000-0003-0477-3097

1Universidade Federal de Mato Grosso, Instituto de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação - Cuiabá (MT), Brasil. E-mails: katia.ufmt@gmail.com danilogsilvas@gmail.com

RESUMO:

O artigo evidencia cenários das pesquisas em educação a distância (EaD), ambientes virtuais de aprendizagem, formação on-line e metodologias em constituição na cibercultura. Trata-se de metanálise resultante de revisão bibliográfica, estabelecendo estado do conhecimento. O estudo aponta fragmentação e composição frágil de um campo de conhecimentos na EaD, implicando a modalidade ao uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Os trabalhos aludem ao uso instrumental das TIC nos contextos de formação. Sobre as metodologias, existe tendência multifacetada de abordagens com destaque às qualitativas. Por fim, a ideia da cultura digital, correlacionada à formação, denota movimento contrário à polarização do presencial, não presencial, a distância e/ou on-line, convergindo para a ideia de hibridizações.

Palavras-chave: Educação a distância; Formação on-line; Tecnologias da informação e comunicação; Estado do conhecimento

ABSTRACT:

The article reveals what is behind the researches in distant education, virtual learning environments, online formation and methodologies in constitution in cyberculture. It is a meta-analysis resulting from a bibliographic review, characterizing a state of knowledge. The study indicates the fragmentation and fragile composition of a field of knowledge in distant education, implying the modality to the use of information and communication technology (ICT). Investigations suggest the instrumental use of ICTs in formation contexts. On the methodologies, there is a multifaceted tendency of approaches mainly to the qualitative ones. Finally, the idea of digital culture, which is close to formation, demonstrates a movement contrary to the division between presential, not-presential, distance and/or online, converging to the idea of hybridizations.

Keywords: Distance education; Online formation; Information and communication technology; State of knowledge

RESUMÉ:

Cette article met en évidence les scénarios des recherches sur l’Enseignement à Distance (EaD), Environnements Virtuels d’Apprentissage (EVA), formation en ligne et des méthodologies en constitution dans la cyberculture. C’est une méta-analyse issue d’une révision bibliographique, caractérisant un « état de la connaissance ». L’étude indique la fragmentation et composition fragile d’un champ de connaissances en EaD, en impliquant la « modalité » à l’utilisation des Technologies de l’Information et la Communication (TIC). Les recherches indiquent une utilisation instrumentale des TIC dans les contextes de formation. En ce qui concerne les méthodologies, il y a une tendance multiforme d’approches en mettant l’accent sur les approches qualitatives. Enfin, l’idée de culture numérique, rapprochée de la formation, dénote un mouvement contraire à la segmentation entre présentiel, non-présentiel, à distante et/ou en ligne, convergeant vers l’idée d’hybridations.

Mots-clés: L’enseignement à distance; Formation en ligne; TIC; L’état de la connaissance

A constituição de cenários

Antes de adentrar ao trabalho propriamente dito, importante ressaltar a relevância da produção de 40 anos da Revista Educação & Sociedade nos cenários nacional e internacional da pesquisa em educação. O periódico foi um dos primeiros em nosso país a valorizar e publicar trabalhos relacionados às tecnologias da informação e comunicação (TIC), bem como os relacionados à temática da educação a distância (EaD), no sentido de problematizar, propor reflexões, debater e trazer objetos ainda em constituição nas pesquisas sobre educação. Já na comemoração dos 30 anos da revista, em seu volume 29, número 104, foi apresentado debate sobre tecnologia e educação, conformando referência densa sobre o assunto. No ano de 2010, na revista temática Educação, Estado e regulação, foram publicados artigos elaborados a partir dos textos apresentados no II Seminário de Educação Brasileira (II SEB), entre eles alguns sobre a EaD, discutindo, após cinco anos da criação do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), os desafios que se colocavam neste âmbito. A menção a tais publicações exemplifica algumas das contribuições que o debate, aberto e democrático, promovido pela Educação & Sociedade, traz para nós, pesquisadores(as). Participar, portanto, da seção comemorativa dos 40 anos da revista, propondo trabalho que busca sistematizar as pesquisas sobre a EaD, compondo cenário sobre este campo, faz compreender como a dinâmica inovadora e renovadora se faz presente naquilo que a sustenta, propondo dossiês, números temáticos, seções e objetos que fundam o reconhecimento daqueles(as) que dão o “tom” às publicações. Em tempos, então, da cultura digital e expansão do uso das TIC na educação, sobretudo por meio da EaD, é que o presente trabalho foi desenvolvido, fundamentado, sem dúvida, naquilo que é a base da revista: o debate.

Diante disso, pensar a cultura, os praticantes, os artefatos, os conhecimentos e, sobretudo, as relações que se estabelecem entre esses elementos insinuam um deslocamento dinâmico do campo de ações na sociedade atual. Nesse sentido, as mudanças ocasionadas nos processos formativos têm implicado fenômenos que apontam as TIC (KERCKHOVE, 2009) como principal expoente dessas transformações. É fato que na história da humanidade se tem, pela primeira vez, possibilidade de comunicação e de trocas em tempo real. Quando as TIC permitiram a superação da disjunção espaço-tempo (THOMPSON, 2008), novas e outras formas de comunicação, interação e relações surgiram, impactando diversas áreas da produção de conhecimentos e das relações sociais.

Valendo-se disso, das emergentes possibilidades que as TIC engendram aos processos formativos, presencia-se, nos últimos anos, vertiginosa expansão da oferta de formação por meio da EaD, com uso mais intenso dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e, mais recentemente, das redes sociais (RS) implicadas em processos de aprendizagem ou de constituição de espaços de práticas culturais da cultura digital no espaço escolar. Diante isso, surge proporcionalmente um campo promissor de pesquisas, porém pouco conhecido, a exigir mais reflexões/compreensões sobre ele.

Assim, é necessário um olhar para as pesquisas em EaD, estejam elas em panoramas mais globais ou mais nacionais. Com tal entendimento, propôs-se o presente trabalho, revelando a ideia de que, após vários anos de criação do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e de intensa popularização do uso dos AVA, foi possível consolidar um corpus de trabalho que em seu conjunto aponta o que se tem denominado de estado do conhecimento. Tal corpus teve por base levantamento bibliográfico de estudos na área de EaD que acabaram por subsidiar entendimento fundado no uso intensivo de tecnologias. Daí a verificação da estreita relação entre educação e tecnologias, implicando o campo do não presencial intrinsecamente àquele binômio.

Tanto a recorrência desse binômio se intensifica quanto mais os estudos avançam no campo da educação, comunicação e tecnologias. Com base nas pesquisas que compõem o corpus antes mencionado, percebe-se que, no fim do século XX e início do século XXI, ocorre muitas vezes sobreposição de campos e terminologias, variando entre EaD, e-learning, formação on-line, emprego mais intensivo de TIC e AVA, entre outros, denotando uma pluralidade terminológica e de diferentes usos de tecnologias, mas que, no limite, indicam processos de formação consolidados em utilização mais intensa das TIC.

Tal fato acarreta não só a sobreposição aqui citada, porém, principalmente, de entendimento sobre o tema. Isso tem levado a compreensões que desvelam que o uso mais intenso das TIC seria o campo da EaD e vice-versa. Ainda que essa assertiva não seja de todo verdadeira, isso é indício importante, já que essa sobreposição vem sendo ratificada pelos estudos. Por vezes, entre as primeiras palavras-chave das pesquisas, despontam educação e tecnologias e EaD como quase sinonímicas. Essas palavras-chave revelam entendimentos que retratam a estreita relação entre educação e tecnologias como EaD, sugerindo ser esta um campo de experimentação de tecnologias, um campo estereotipado de uso de tecnologias, ou um campo de uso intensivo de tecnologias.

Para atingir o intento proposto, o trabalho estrutura-se em cinco tópicos:

  1. corpus sobre o qual se delineou o estado do conhecimento;

  2. cenário das pesquisas;

  3. metodologias de pesquisa;

  4. metodologias em constituição;

  5. o presencial e o não presencial e hibridização.

Tendo isso exposto, importante considerar que o trabalho em pauta é parte de levantamento amplo e complexo e que os dados aqui apresentados tratam do essencial e de metanálise sobre o que foi coletado.

O corpus da pesquisa: a base em que se constituíram os cenários

O corpus que subsidia o trabalho apoia-se nas pesquisas de Zawacki-Richter (2009), Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009), Barreto (2006), Araújo (2008) e Moraes (2016).

Zawacki-Richter (2009) sistematizou, num panorama global, um conjunto de trabalhos da área de EaD do tipo revisão de literatura e estado de conhecimento que, em linhas gerais, se situavam até idos do ano de 1999. Com esse levantamento, o autor buscou ampliar os estudos existentes até então, partindo da revisão de literatura e de estudo Delphi aplicado a membros dos conselhos editoriais de quatro grandes editores de periódicos internacionais da área de EaD e a professores/pesquisadores especialistas da área em 11 diferentes países. Desse trabalho, surgiram uma primeira identificação e classificação das áreas de pesquisa em EaD e, ainda, vertentes sobre pesquisas mais importantes para o campo, bem como sobre os objetos ali negligenciados.

Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009) procederam à análise de publicações das pesquisas em EaD e à identificação das áreas de inserção das pesquisas, dos tipos de pesquisas e das tendências de publicações dos periódicos da área.

Com base na classificação validada das áreas de pesquisa em EaD mapeadas por Zawacki-Richter (2009) e Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009), tem-se a análise de 695 artigos publicados nos periódicos: Open Learning (OL), Distance Education (DE), American Journal of Distance Education (AJDE), Journal of Distance Education (JDE) e International Review of Research in Open and Distance Learning (IRRODL) no período de 2000 a 2008.

Entre os resultados obtidos, os autores observaram que 80% das publicações eram oriundas de cinco países - Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e China - e que 50% dos trabalhos se concentravam no nível micro do processo de formação, tratando do ensino-aprendizagem na EaD mais do que em outros elementos ou aspectos da formação. Num segundo plano, destacaram-se estudos sobre interação e comunicação em comunidades de aprendizagem e características dos alunos. Com relação à natureza das pesquisas, os autores evidenciaram que 49% delas tinham base em estudos empíricos, 38,1% em estudos descritivos e 12,9% em estudos com métodos mistos/triangulação.

No panorama nacional, as pesquisas de Barreto (2006), Araújo (2008) e Moraes (2016) compilaram trabalhos no interstício de 1996 a 2013, assim distribuídos: Barreto (2006), de 1996 a 2002; Araújo (2008), de 1997 a 2007; e Moraes (2016), de 2008 a 2013.

As investigações realizadas pelas autoras antes citadas possuem pontos que as aproximam:

  • pesquisas que tratam da relação entre educação e tecnologias;

  • pesquisas que buscam o estabelecimento de estado de conhecimento;

  • pesquisas que se caracterizam pela progressão/pelo diálogo naquilo que têm de complementaridade, resguardados os limites e as especificidades dos estudos.

Barreto (2006) analisou um universo de 331 trabalhos entre teses, dissertações e periódicos durante os anos de 1996 a 2002. Sempre com o foco na relação entre educação e tecnologias, a autora observou diferentes dimensões das pesquisas,

desde a abordagem das questões macropolíticas até a focalização das tecnologias aplicadas a áreas de estudo e disciplinas específicas, passando pelas análises das aplicações das tecnologias ao contexto escolar globalmente considerado, bem como da sua incorporação às diferentes propostas de educação a distância e de e-learning (BARRETO, 2006, p. 11-12).

Relevante é que em grande parte dos trabalhos analisados emergiu a ênfase nos estudos do uso das TIC na EaD, com recorrência das palavras-chave educação a distância e ambientes de aprendizagem. Quanto aos aspectos metodológicos, Barreto (2006) aponta que o tipo de pesquisa predominante foi o estudo de caso, correspondendo a 138 deles (41,69%).

Araújo (2008) analisou 107 artigos publicados em periódicos entre os anos de 1997 e 2002 com foco na relação entre educação e tecnologias, especificamente no que tange ao uso do computador na educação. No universo pesquisado, a autora constatou uma série de temáticas recursivas, majoritariamente a EaD, seguida da temática utilização do computador nos processos de ensino-aprendizagem. Quanto à última temática, o uso do computador como recurso didático-pedagógico e como artefato tecnológico aparece enquanto elemento secundário ao escopo do presente trabalho. Pertinente a essa temática, peculiar ao corpus da pesquisa de Araújo (2008), é a identificação de Pierre Lévy como teórico mais referenciado nos artigos, principalmente nos que tratavam de internet e educação e da EaD. Sobre esta, Lévy trouxe conceitos e ideias para sustentar a compreensão do processo de aprendizagem por meio das TIC na EaD.

Moraes (2016) examinou 44 teses entre os anos de 2008 e 2013 com foco, também, na relação entre educação e tecnologias. No corpus de sua investigação, a autora identificou que a temática mais expressiva se referia à EaD com presente hegemonia nas discussões sobre computador, internet, AVA, redes e/ou mídias sociais. Entre outras observações postas por Moraes (2016), o termo educação a distância foi o mais empregado para designar tecnologia e, por consequência, a palavra-chave mais frequente, seguida de formação de professores e AVA.

Um ponto peculiar que aproxima os trabalhos de Araújo (2008) e Moraes (2016) é a identificação de Lévy como principal referência teórica nos trabalhos analisados, embora o autor não tenha forte vinculação com o campo da educação.

No ano de 2016, o grupo de pesquisa denominado de Laboratório de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação (LêTECE) fez um levantamento sobre a produção no âmbito da EaD. O levantamento buscou trabalhos publicados entre os anos de 2010 e 2015, no banco de dissertações e teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), além de artigos publicados no período. Tendo por descritores educação a distância + formação, educação a distância + formação de professores e educação a distância + tecnologias da informação e comunicação, chegou-se ao total de 419 trabalhos: 235 dissertações e teses e 184 artigos. Na leitura dos resumos foram selecionadas 189 publicações que convergiam especificamente para a EaD. Da mesma maneira, apontavam para o antes mencionado: EaD como sinônimo de uso das TIC ou vice-versa, fragmentação, experimentações com uso de AVA, softwares e tecnologias assistivas.

Após a identificação do que seria o corpus do texto em tela, é conveniente marcar o que se propõe como estado do conhecimento, implicando possibilidades e limites do aqui inscrito.

Diferentemente do estado da arte, o estado do conhecimento intenta, por meio de levantamento de fontes mais restritas, problematizar e identificar aspectos que mapeiam o existente sobre determinado assunto:

Embora recentes, os estudos de Estado da Arte que objetivam a sistematização da produção numa determinada área do conhecimento já se tornaram imprescindíveis para apreender a amplitude do que vem sendo produzido. Os estudos realizados a partir de uma sistematização de dados, denominada Estado da Arte, recebem esta denominação quando abrangem toda uma área do conhecimento, nos diferentes aspectos que geraram produções. Por exemplo: para realizar um Estado da Arte sobre Formação de Professores no Brasil não basta apenas estudar os resumos de dissertações e teses, são necessários estudos sobre as produções em congressos na área, estudos sobre as publicações em periódicos da área. O estudo que aborda apenas um setor das publicações sobre o tema estudado vem sendo denominado de Estado do Conhecimento (ROMANOWSKI; ENS, 2006, p. 4).

Seguindo, pois, tal entendimento, a análise em pauta teve por escopo a produção eminentemente acadêmica e de revisões já realizadas de modo a conformar corpus que pudesse identificar áreas, objetos e tipos de pesquisa relacionados ao objeto EaD. O que a busca revelou nesse contexto, num primeiro momento, foram sobreposições que implicam reconhecer que a pesquisa no âmbito da denominada EaD apresenta uma série de intersecções que esclarecem pouco suas características ou especificidades.

Educação a distância, ambientes virtuais de aprendizagem, formação on-line e redes sociais: um campo de pesquisa em construção ou sobre fragmentação e experimentações

As pesquisas no âmbito da EaD e, por consequência, AVA, uso de TIC e de formação on-line vêm crescendo no decurso dos últimos anos, como antes verificado. No embalo desse crescimento surge uma diversidade de trabalhos que sinalizam rumos e projeções das investigações, nesse caso, sobre a EaD. Nesta primeira parte do trabalho, objetivou-se identificar e/ou caracterizar possíveis tendências postas nesses estudos.

No conjunto dos autores e investigações empreendidas, configurou-se a possibilidade de constituir uma linha cronológica e sistematizada das pesquisas em EaD subsidiando, além disso, perspectivas de caráter mais global e nacional.

Em um primeiro plano, Zawacki-Richter (2009) postula classificação validada de áreas de pesquisa em EaD, identificando as áreas de pesquisa mais importantes e as mais negligenciadas para o caso. O autor referencia diversos trabalhos, como os de Holmberg (1985), Scriven (1991), Panda (1992), Jegede (1994), Koble e Bunker (1997), Mishra (1997), Berge e Morozowski (2001), Rourke e Szabo (2002) e Lee, Driscoll e Nelson (2004) (apudZAWACKI-RICHTER, 2009), trazendo um grande espectro de investigações realizadas ao longo dos anos 1987-2001. Nesses trabalhos, Zawacki-Richter (2009) buscou:

  • estabelecer esquemas de categorização e/ou mapear áreas de pesquisas na EaD;

  • aplicá-las na revisão das pesquisas na área da EaD.

A proposta foi desenvolver, mediante a técnica de Delphi realizada com especialistas no assunto, quadro das áreas comuns que são ou deveriam ser abordadas nas pesquisas em EaD.

Algumas constatações foram evidenciadas pelo autor. Entre as principais, estão o fato de que as questões de pesquisa da área estavam, raramente, inseridas em quadro teórico sólido e a ausência de uma metaestrutura validada de áreas de pesquisa, considerando que a EaD é, ainda, um campo de pesquisa em constituição. Disso resultaram três grandes metaníveis em que as áreas de pesquisas em EaD se estabeleciam: o macro, o meso e o micro. O primeiro nível dizia respeito aos sistemas e às teorias de EaD; o segundo, à gestão, organização e tecnologia; e, na sequência, vinham o ensino e a aprendizagem na EaD. Sistematizados os metaníveis nesses três níveis, foram categorizadas 15 áreas de pesquisa (ZAWACKI-RICHTER, 2009).

Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009) analisaram, por sua vez, publicações sobre EaD em periódicos especializados, ampliando o trabalho de Zawacki-Richter (2009), identificando assim áreas de inserção das publicações, bem como os tipos de pesquisa e as tendências que apareciam no corpus analisado.

No plano nacional, considerando então Barreto (2006), Araújo (2008) e Moraes (2016), foi possível configurar certa cronologia das pesquisas, constituindo o corpus antes mencionado. Esses trabalhos apresentam elementos convergentes que possibilitam percebê-los como pesquisas em continuum, pelo caráter de complementaridade, progressão e dialogicidade que compartilham entre si.

Como anunciado anteriormente, os trabalhos analisados identificam o despontamento da palavra-chave educação a distância, sugerindo aumento expressivo de ofertas de formação na modalidade e de equívocos terminológicos oriundos, também, dos documentos oficiais - políticas, decretos, programas e projetos.

Em outros trabalhos (ALONSO, 2008) já se assinalava a relação entre o uso das TIC e a educação como algo inerente à “modalidade a distância”, considerada enquanto processo em que as relações didático-pedagógicas com uso das TIC estariam restritas à EaD, compreendendo experimentações e estereótipos no e para com uso dessas tecnologias.

Por outro lado, mesmo mais recentemente, quando a EaD foi tomada como referência no uso das TIC, as TIC surgiram, essencialmente, apartadas das práticas e de seus praticantes sociais, de modo que seu uso ficou entendido como algo específico ao escolar, compreendido aqui como espaço institucional da formação. No entanto, as TIC congregariam propriedades que perpassam atualmente as atividades humanas, cabendo, portanto, um olhar mais apurado, situando-as histórica, social e culturalmente.

Retomando as pesquisas no plano nacional, foi possível observar que elas se inserem em um campo recente no contexto brasileiro. Logo, necessitam de melhor entendimento e de investigações que justifiquem o aumento de investidura na área, no âmbito das políticas públicas, de financiamento e da própria pesquisa. Assim, serão superadas situações em que a EaD seja contemplada em referências polarizadas ou como oferta de educação estigmatizada, com valores secundários e de formação de baixa qualidade, ou espaço de grande projeção e possibilidades educacionais amplas, democráticas, flexíveis e de qualidade.

Longe dessa dualidade, é importante trazer aquilo que as pesquisas, tanto as de caráter mais global como as nacionais, indicam: a complexidade que envolve as propostas educacionais que sustentam seus processos formativos em relações didático-pedagógicas, majoritariamente, por meio das TIC. Nesse cenário, as pesquisas evidenciam outras características e atribuições constituindo significados que convergem, mais recentemente, para práticas socioculturais dos praticantes culturais na cibercultura (MORAES, 2016).

As pesquisas retratam, ainda, descompasso entre as práticas com o uso das TIC em situações diversas, em contrassenso àquelas cujos espaços de formação lidam com o que é caracterizado como mais “tradicional”, embora não se caracterize consensualmente o significado disso (BARRETO, 2006).

Nos contextos antes mencionados, os autores marcam a fragmentação das pesquisas, bem como a forma “ensaística” em que se desenvolvem, atribuindo isso ao fato de ser um campo de pesquisa ainda em constituição (ZAWACKI-RICHTER; BÄCKER; VOGT, 2009) e por ser também um campo de experimentações, marcado por projetos e ações pontuais, decorrentes da pouca compreensão da lógica pelas quais se estruturam as TIC e do modo pelo qual os praticantes culturais com elas trabalham (ALONSO, 2014).

As pesquisas esclarecem que as tecnologias e, nesse contexto, a EaD têm sido compreendidas, prioritariamente, por seu caráter instrumental e tecnocêntrico, de fragmentação e em perspectiva micro quanto à abrangência, por se limitarem a processos formativos pontuais, desconectados das práticas sociais. As autoras referenciam a falta de articulação entre pesquisas que incidem em discussões sobre os aspectos externos e internos da escola; poucas pesquisas transcendem as polarizações entre o presencial, o não presencial, o semipresencial, o a distância e o on-line, sugerindo pouco aprofundamento nos estudos nessas perspectivas (BARRETO, 2006; ARAÚJO, 2008; MORAES, 2016).

Não diferentemente, Zawacki-Richter (2009) e Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009) evidenciam que os especialistas da área de EaD identificam a falta de evidências empíricas sobre as oportunidades pedagógicas que as aplicações web 2.0, dispositivos móveis e ferramentas síncronas permitem ao ensino, à aprendizagem e à avaliação. Consideram-nos como elementos negligenciados nas e pelas pesquisas ou com baixa inserção nos estudos, tangenciando discussões sobre concepções de aprendizagem, objetivos de ensino ou mesmo conteúdos curriculares ao utilizarem conteúdos e recursos digitais. Por outro lado e da mesma maneira, são poucas as reflexões sobre conteúdos curriculares, objetivos educacionais fundamentados em uma teoria educacional.

O fato é que, no panorama das pesquisas conforme corpus indicado anteriormente, é necessário pensar/trabalhar/significar a pesquisa em EaD e, por consequência, o uso das TIC com base em teorias educacionais, de aprendizagem e de compreensão da cibercultura que façam ultrapassar as barreiras aqui mencionadas: fragmentações, estudos localizados, visão instrumental e tecnocêntrica.

As metodologias de pesquisa na cibercultura e a transposição do tradicional para um novo pouco conhecido: problematizações sobre o virtual

Além dos trabalhos indicados até aqui, outros podem ser correlacionados por convergirem para o campo de investigação da EaD, tendo em conta o estado do conhecimento. Mesmo não se tratando de um corpus como o antes constituído, há pesquisas que ajudam a pensar e a correlacionar a produção ao contexto aqui trabalhado. Hernandes (2017), Moraes (2016), Sabbatini (2016) e Matos (2016) buscaram caracterizar pesquisas conforme sua natureza ou perspectiva investigativa, organizando-as em correlações temáticas, tentando estabelecer premissas conceituais e possíveis tendências que o objeto EaD teria no contexto da formação. Também aqui se expressam a fragmentação e a experimentação.

Com a compreensão de que a sociedade atual constitui, mais e mais, práticas culturais com base nas TIC, há um campo promissor que impõe refletir sobre os elementos que têm subsidiado aquilo que podemos denominar de “cultural digital”. Se as tecnologias são expressões desses fazeres, e os sujeitos praticantes dessa “cultural digital”, constituintes e constituídos por essa cultura, a educação com tecnologias nada mais é que um desses campos humanos em que as relações estão alicerçadas em práticas culturais digitais. Assim, formações que se pautam em relações e práticas com tecnologias são formações típicas dessa cultura.

Não diferentemente desse ponto de vista, algumas reflexões podem ser consideradas haja vista os trabalhos de Zawacki-Richter (2009) e Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009), os quais observam que as áreas em que se situam pesquisas sobre ensino-aprendizagem na EaD, caracterizadas por eles como de nível micro, têm concentrado a maior representatividade das investigações, totalizando 50% delas. Nesse nível, os autores identificam algumas peculiaridades, como, por exemplo, o fato de as áreas de interação e comunicação em comunidades de aprendizagem e características dos alunos aparecerem no topo delas.

Sobre isso, é importante pensar que as outras formas de interação e comunicação como as originadas pelo uso das TIC foram temas recorrentes nas pesquisas desde os primórdios do que se tem como internet, ou a comunicação em rede. O potencial agregado às formas de estabelecer relações criou, ao mesmo tempo, um campo fértil para debates que tomaram o “real” e o “virtual” de maneira polarizada. Real e virtual são, portanto, temas frequentes nas pesquisas com e sobre a internet.

Não obstante, os trabalhos até aproximadamente os anos de 1990 tinham características mais ensaísticas e filosóficas. Tais características atribuíam, conforme os autores, certo tom “visionário” às publicações, que evidenciavam novas formas de comunicação, interação e divulgação de informações. Daí as discussões em que ora se exaltavam discursos “tecnofílicos”, ora discursos “tecnofóbicos”.

Afastando as visões mais parciais e polarizadas e com olhar mais amplo e crítico, pode-se considerar que hoje as compreensões mais consistentes sobre as TIC e seus recursos são aquelas sustentadas na ideia de “artefatos culturais”, procurando entendimentos que possam pensá-los para e em contextos menos instrumentais. Esses entendimentos vêm sendo postulados nas pesquisas pós-anos 2000, buscando romper com o caráter descritivo e localizado das pesquisas anteriores.

Ao olhar para as pesquisas que versam sobre EaD, cumpre questionar de que espaço e cultura se trata quando, especialmente, se referem acerca da efetivação de processos formativos. Ou, de outro modo, de que espaço e de que cultura os autores e as pesquisas tratam. Em tempos de cultura digital, quais práticas naturalizam o uso das TIC nos diversos campos do saber humano e de presença marcante no cotidiano de parcela considerável da população? Nesse fluxo, importa observar que o ciberespaço não se restringe àquilo que se tem como “da rede”; transcende-o, envolvendo praticantes e práticas culturais em ocorrência no dia a dia, incluindo aí espaços de formação.

O que se tem, então, diante disso, é a emersão de metodologias de pesquisa na cibercultura que caminham, muitas vezes, para a transposição do tradicional em direção a um novo pouco conhecido. Logo, a forma pela qual a pesquisa se constitui é afetada na/pela cultura digital e por seus praticantes, implicando outras lógicas que fazem ampliar o universo das metodologias clássicas nas diversas áreas do conhecimento humano, afetando, sobremaneira, o campo em constituição da pesquisa em EaD, embora a distinção educação versus EaD seja questionada.

Com o corpus anteriormente definido, além das outras pesquisas antes indicadas, é difícil precisar, mesmo em grandes extratos, as metodologias que apoiaram os estudos. Eles sugerem naturezas e perspectivas de investigação bastante pulverizadas, abarcando temas, sentidos e significados que, no universo da EaD, AVA e formação on-line, se incluídos no espectro da cultura digital, fazem saltar pluralidade, refletindo a complexidade que envolvem questões sobre a área. De certa maneira, isso confere mais amplitude e abrangência ao contexto das pesquisas que privilegiam perspectivas que se alinham ao político, econômico, social, tecnológico e educacional, desempenhando descobertas importantes de contexto em constantes mudanças, impondo pensar “caminhos” investigativos que transbordem o já estabelecido (SILVA, 2015). De toda maneira, no cenário global, segundo Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009), há preponderância das metodologias qualitativas com ênfase no denominado estudo de caso, o mesmo ocorrendo no cenário nacional, segundo Araújo (2008) e Moraes (2016).

Metodologias em constituição: a etnografia virtual/netnografia, a pesquisa formação e a perspectiva de intersecção de diferentes campos do conhecimento na/sobre a compreensão da formação on-line

Zawacki-Richter, Bäcker e Vogt (2009) revelam que na EaD as pesquisas apresentavam estudos empíricos em 49% do universo que investigaram, além de características bastante descritivas em 38,1% delas. Outro fator importante foram os trabalhos com uso de métodos mistos/triangulação, representando 12,9% deles.

Como mencionado há pouco, tem-se forte presença de investigações com abordagem qualitativa. Outrossim, quando se fez o estudo tendo por referência os periódicos e conforme linha editorial deles, surgiram estudos de caráter mais descritivo e quantitativo e baseados em métodos mistos (63,4%).

De todo modo, as metodologias que se constituem, pouco a pouco, no campo das TIC e formação agregam novas possibilidades, tratando de pensá-las, sobretudo, no âmbito da cultura digital. Essa proposição põe-se atualmente como preocupação para os pesquisadores da área. Segundo Fragoso, Recuero e Amaral (2011), trabalhar com mesclas, hibridizações, mixagens etc. traz à tona desafios no sentido de repensar estratégias e técnicas diante da configuração de outros e novos problemas no campo educacional. Os primeiros passos relacionados a esse entorno contemplam um cenário difuso e volátil.

Um dos principais elementos que um campo em constituição revela é a multiplicidade de termos, terminologias, recriações e aproximações; há um tempo de decantação importante para aquilo que se põe como novo e, nesse caso, não seria diferente.

Nos anos 2000, Christine Hine (2004) propôs trabalhar com as RS na perspectiva de “etnografia virtual”, compreendendo que as redes seriam espaço de práticas culturais, portanto, expressão mesmo de uma cultura digital, enquanto abordagem que possibilitaria estudar práticas comunicacionais em relações ao on-line e off-line, identidades subculturais, blogs, chats, audiovisuais, fotografias, mundos virtuais, entre outros. Antes disso, ainda na década de 1990, Robert Kozinets, ao estudar marketing e consumo nas redes, havia sugerido o que denominou de netnografia, entendendo também a rede como expressão de cultura. Daí resultaram trabalhos que indicaram caminhos metodológicos com base em webnetnografia, webnografia, netnografia virtual, etnografia digital, etnografia virtual, ciberantropologia etc.

Essas perspectivas metodológicas surgem como possibilidade de lidar com um universo pouco conhecido e com traços de efemeridade, volatilidade e inconstância, caracterizado por fluidez e transformações.

Os processos formativos que se realizam na EaD e com o uso mais intenso das TIC/AVA e, mais recentemente, de RS implicadas em processos, espaços e/ou práticas culturais da cultura digital inauguram um campo promissor de pesquisas pouco conhecido e que exige mais reflexões/compreensões sobre ele. As pesquisas têm tateado perspectivas e abordagens metodológicas sem instituir, contudo, definição estrita que contemple esse universo. O que se observa são metodologias em constituição que versam sobre os objetos citados, incluindo a formação on-line na cultura digital, pretendendo dar conta das complexidades e intersecções com diferentes campos do conhecimento.

Da mesma maneira, lidar com situações que extrapolam o on-line em transposições, mesclas ou hibridizações nas relações estabelecidas socialmente, mas convergentes aos diversos espaços em que os praticantes culturais se inserem, implica pensar nos fluxos que nelas se estabelecem. Entre os desafios das metodologias que tentam lidar com esse novo, estão os espaços das relações, da quantidade indefinida de informação que geram, reclamando mais amplitude de análises e dos conhecimentos e modos com os quais os sujeitos vivem e convivem. Nesse caso, as relações sociais tornam-se mais dinâmicas e múltiplas em constantes reconfigurações e, conforme Thompson (2008), em permanente ressignificação.

Presencial, não presencial, a distância ou on-line? Nem um, nem outro... Ou sobre a hibridização

Haja vista a ideia de modalidade relacionada à EaD não caber no contexto de formação com uso intenso das TIC, a sobreposição entre educação, comunicação e tecnologias sugere problematizações que transcendem, em muito, um modo de organizar os processos de ensino e aprendizagem, bem como das relações que se estabelecem nesse âmbito.

Os estudos aqui evidenciados convidam a pensar sobre transformações que influenciam os processos formativos, aditando outras perspectivas que incidem sobre a aprendizagem, envolvendo mobilização e convergências que implicam a díade educação e tecnologias, superando alguns limites e antagonismos no constituindo-se, em que se coloca a pesquisa nesse contexto. Ao que parece, nem um, nem outro explicam nem esclarecem as mesclas nem as hibridizações decorrentes das práticas de formação na cultura digital.

Mais do que reforçar a ideia de polarizações entre EaD, formação on-line, e-learning, presencial, não presencial, entre as várias terminologias expressas nos estudos que compuseram o corpus do presente trabalho, é oportuno lançar outro olhar: aquele que discuta, problematize, aprofunde e faça convergir oportunidades educacionais que, de fato, democratizem o acesso com qualidade à população, bem como aos diferentes níveis de formação. Se o debate sobre as pesquisas que tratam da EaD e da educação e tecnologias permitir pensar alternativas que tenham esse foco, que sejam bem-vindas suas contribuições.

Enquanto um campo de pesquisa em constituição, seria factível agregar valores que consideram democratização, qualidade e gratuidade nesse caminho? O alerta, anteriormente posto pelos pesquisadores, sobre a necessidade de trazer à discussão teorias educacionais e de aprendizagem evoca esta última: quais valores e princípios são necessários postular no desenvolvimento das pesquisas no cenário aqui trabalhado? Essa questão está em aberto, ao menos em relação ao que foi possível levantar para este escrito.

Finalmente, o olhar sobre as pesquisas incentiva a reflexão e a recriação de teorias educacionais/pedagógicas que possam dar conta das estruturas e das organizações mais e mais complexas que a cultura digital tem provocado. Ao capturar áreas de conhecimento que permitem criar ambientes de aprendizagem que recombinam, remixam, mesclam espaços de trabalhos colaborativos dispostos e acessíveis em lugares e tempos que se combinam, é plausível a ideia de uma educação mais aberta e extensa.

A cada transição entre campos e áreas de conhecimento surgem tendências de reconstruções e ressignificações do pensado, especialmente no campo educacional. Embora ainda com delineamento difuso, as pesquisas sobre as TIC compõem cenário, ao que parece, instigante, ao propor outros e novos problemas, solicitando que pesquisadores, professores e alunos possam, juntos, compreender melhor o trabalho pedagógico em tempos de cultura digital.

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Recebido: 20 de Maio de 2018; Aceito: 24 de Maio de 2018

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