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Revista Brasileira de Zoologia

Print version ISSN 0101-8175

Rev. Bras. Zool. vol.20 no.4 Curitiba Dec. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-81752003000400003 

Distribuição espacial e temporal de Cetengraulis edentulus (Cuvier) (Actinopterygii, Engraulidae) na Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro, Brasil

 

Spatial and temporal distribution of Cetengraulis edentulus (Cuvier) (Actinopterygii-Engraulidae) in the Sepetiba Bay, Rio de Janeiro, Brazil

 

 

Márcio de Araújo Silva; Francisco G. Araújo; Márcia C. Costa de Azevedo; Pablo Mendonça

Laboratório de Ecologia de Peixes, Posto de Aqüicultura, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Antiga Rodovia Rio-São Paulo, Km 47, 23851970 Seropédica, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: marciobio@ig.com.br; gerson@ufrrj.br

 

 


ABSTRACT

Anchovies are members of the Engraulidae family, characterized to present coastal pelagic habits, concentrating in large schoolings distributed among the continental shelf and semi-closed environment, like bays, where they are target of heavy fisheries. The present study aims to describe spatial and temporal distribution of Cetengraulis edentulous (Cuvier, 1828) in the Sepetiba bay (22º54'-23º04'S, 43º34'-44º10'W) and to assess influences of environmental variables on fish occurrence. A monthly sampling programme was carried out between October 1998 and September 1999, to take both, fish and environmental information on temperature, salinity and depth. Three bay zones were established based on spatial gradient of salinity and depth. Adults C. edentulus were more abundant in the inner bay zone; seasonally, larger size groups (total length > 16 cm) occurred in spring/summer. Significant negative correlations were found between fish abundance and salinity and depth. The close relationship of this species to innermost areas in bays, and the absence of juveniles in sandy beaches, suggest that young-of-the-year use mangrove areas as recruitment sites.

Key words: Anchovies, coastal fishes, distritubion, Engraulidae, Sepetiba bay.


 

 

Os peixes da família Engraulidae, vulgarmente conhecidos como manjubas e sardinhas boca-torta, apresentam ampla distribuição geográfica, sendo encontrados predominantemente em águas tropicais e sub-tropicais das Américas (MCGOWAN & BERRY 1983). São abundantes em regiões costeiras semi-abertas, como baías, que funcionam como áreas de criação nas primeiras fases de vida. A desova em geral ocorre nas zonas costeiras da plataforma com os ovos e formas larvais sendo transportados para baías onde encontram melhores condições de proteção e disponibilidade de alimento (COTO et al. 1988, MACGREGOR & HOUDE 1996), apresentam ciclo de vida relativamente curto e, quando adultos, realizam movimentos de curta extensão entre a plataforma interna adjacente e o interior de baías. Desempenham importante papel na cadeia alimentar dos oceanos, servindo de forragem a muitas espécies de peixes e aves marinhas (HILDEBRAND 1963), e sendo um dos principais contribuintes do fluxo de energia ao longo da cadeia alimentar, visto que são os maiores consumidores de zooplancton entre os peixes (BAIRD & ULANOWICZ 1989).

As pescarias de Engraulidae na plataforma continental assumem grande importância em termos de produção. O Peru destaca-se por apresentar uma das maiores pescarias do mundo, baseada principalmente na produção de Engraulis ringens Jenyns, 1842. Em 1972 foram capturados 12 milhões de toneladas desta espécie, equivalente a 22% das capturas mundiais (VALENTIN 1994). Cita-se que outras espécies do gênero Engraulis Cuvier, 1816 também apresentam grande importância comercial, como Engraulis anchoita Hubbs & Marini, 1935 na costa do Uruguai e da Argentina (SANCHEZ & DE-CIECHOMSKI 1995), Engraulis mordax Girard, 1854 no norte e nordeste do México e Cetengraulis edentulus (Cuvier, 1828) no leste da Venezuela (COTO et al. 1988). FISCHER (1978 apud SILVA & ARAÚJO 2000) relatou uma captura total de 1226 t de C. edentulus em 1975 em toda área de pesca 31 da FAO (Atlântico – centro oeste). No Brasil, pescarias de Anchoviella Fowler, 1911 são comuns em estuários e trechos baixos dos rios Ribeira de Iguape e no estuário de São Vicente, ambientes utilizados por este gênero para desova (BENDAZOLI et al. 1990, PAIVA-FILHO et al. 1986, 1990). No Rio Paraíba do Sul também é realizada uma pesca intensiva de Anchoviella lepidentostole (Fowler, 1911) no trecho baixo, próximo à localidade a São Fidelis (ARAÚJO 1996). Na Baía de Sepetiba a pesca da manjuba é feita basicamente sobre Anchoa tricolor (Agassiz, 1829) e C. edentulus.

O ciclo de vida de A. tricolor foi descrito por SILVA & ARAÚJO (2000), porém pouco se sabe sobre C. edentulus, que vem sofrendo intensiva pesca nos últimos anos devido ao incentivo do Governo Federal para captura de exemplares que são industrializados e comercializados no Nordeste do Brasil, visando suprir as deficiências da pesca da sardinha. Diferentemente das espécies do gênero Anchoa Jordan & Evermann, 1927, jovens do ano de C. edentulus não recrutam nas praias arenosas da Baía de Sepetiba, conforme registros da década de 90; nos anos 80 apenas registros ocasionais foram feitos para esta espécie na área (SERGIPENSE & SAZIMA 1995).

A Baía de Sepetiba tem sido reportada como importante área de recrutamento e desenvolvimento dos Engraulidae, especialmente nas praias arenosas da zona de maior influência do mar (ARAÚJO et al. 1997, 1998, PESSANHA et al. 2000). Mecanismos de coexistência de populações visando evitar a exclusão competitiva são basicamente a separação trófica, espacial ou temporal (ROSS 1986). No caso de peixes caracteristicamente planctônicos como os Engraulideos, grupos que não se segregam espacialmente, apresentam diferentes preferências alimentares. SERGIPENSE et al. (1999) encontraram que Anchoa januaria (Steindachner, 1879) e C. edentulus, que são comuns nas áreas mais internas da Baía de Sepetiba, apresentam formas distintas de obtenção do alimento, com a primeira espécie sendo predominantemente zooplanctófaga e a segunda, fitoplanctófaga. Uma segregação espacial entre juvenis de A. januaria e A. tricolor, espécies dominantes nas praias, foi detectada por SILVA & ARAÚJO (2000). Diferenças na abundância relativa das espécies de Engraulidae tem sido encontrado nos diferentes tipos de amostragens (arrasto de praia, arrasto de fundo e cerco de meia água) por ARAÚJO et al. 2002. C. edentulus é reportada como único representante de Engraulidae a apresentar contribuição relevante nos arrastos de fundo, estando praticamente ausente nos cercos de meia água praticados na zona externa da Baía ou nos arrastos de praia, realizados ao longo de toda a margem continental da Baía. O presente trabalho visa determinar a distribuição espacial e temporal de C. edentulus na Baía de Sepetiba com base nos arrastos de fundo, além de verificar as possíveis influências das variáveis ambientais na sua distribuição.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudos

A Baía de Sepetiba (Fig. 1) apresenta forma alongada, limitando-se a norte e a leste pelo continente, ao sul pela Restinga de Marambaia e a oeste pela Baía de Ilha Grande. A bacia hidrográfica ocupa uma área de cerca de 2500 km2, e o espelho d'água apresenta uma área de 520 km2. A baía apresenta sedimentos de origem fluvial, de canais de maré e de manguezal. Em termos geológicos ela é caracterizada como bacia semiconfinada, tendendo ao fechamento (BARROSO 1989). Verifica-se a presença de duas áreas distintas na baía, uma mais interna, que sofre grande influência dos rios e canais de marés, outra externa, com maior influência das águas marinhas. O clima enquadra-se no grupo A da Classificação de Köeppen, definido como Clima Tropical, diferenciando-se em função do contraste de topografia entre a área plana da baixada e as encostas que a envolvem. O tipo Aw caracterizado por verão úmido e inverno seco dominam a área plana da baixada. As maiores intensidades de chuvas são em dezembro-janeiro, alongando-se por vezes até março. O período seco é de maio a setembro (BARBIÉRE & KRONEMBERGER 1994).

 

 

Programa de amostragem

Foram estabelecidas três zonas na Baía em função de um gradiente de profundidade e salinidade: 1) Zona interna, com profundidade inferior a 5 m, localizando-se na região mais interna da Baía, com influência de aporte de rios e canais de maré; 2) Zona central, com profundidade entre 5 e 10 m e; 3) Zona externa, com profundidade maior que 10 m, localizando-se na área mais externa da Baía, com maior influência de águas oceânicas. Foram, selecionados três locais aleatoriamente em cada zona, onde foram utilizados mensalmente nos arrastos de fundo com auxílio de barco com 12 m de comprimento, provido com rede de arrasto de portas com: tralha superior = 10,5 m; tralha inferior = 12,0 m; e nas asas malha de 25 mm entre nós e de 15 mm no ensacador. As amostragens foram realizadas no período diurno, com duração de 20 minutos, a uma velocidade de dois nós, cobrindo uma extensão de aproximadamente 1,5 Km. Em todas as amostras foram aferidas a temperatura e a salinidade de fundo e a profundidade.

Análise de dados

A captura por unidade de esforço-CPUE (número de peixes/arrasto) foi utilizada como indicador da abundância relativa. Comparações espaciais e sazonais (outono: março/maio; inverno: junho/agosto; primavera: setembro/novembro; e verão dezembro/fevereiro) foram feitos para as CPUEs e para as variáveis ambientais, utilizando a ANOVA Bi-fatorial Modelo 2, com os dados brutos tendo sido previamente logaritimizados (Log10 X + 1) para atender os requisitos de ANOVA. CPUEs por intervalos de classe de temperatura da água, de salinidade e profundidade também foram comparadas (Tab. I). O teste de diferenças de médias de Student-Newman-Keuls (SNK) foi utilizado sempre que a Hipótese Nula foi rejeitada (SOKAL & ROHLF 1981).

 

 

RESULTADOS

Composição da captura. Cetengraulis edentulus foi à espécie de Engraulidae mais capturada, com 1568 indivíduos amostrados nas 107 amostragens de arrasto de fundo, o que representou 88,63% desta família. Os indivíduos foram basicamente subadultos e adultos e apresentaram tamanhos variando entre 7 e 20 cm de comprimento total.

Distribuição espacial. Diferenças significativas (p < 0,05) foram apresentadas nas CPUEs com maiores valores na zona interna; nas zonas central e externa estes peixes foram registrados apenas ocasionalmente (Tab. II).

 

 

Distribuição sazonal. Não foram detectadas diferenças sazonais significativas nas CPUEs quando consideradas todas as amostras em conjunto. Um forte gradiente temporal, no entanto foi possível de ser observado na estrutura de tamanho ao longo dos meses amostrados, com indivíduos de maior tamanho (CT > 16 cm) ocorrendo em grande abundância entre outubro e janeiro; nos demais meses as abundâncias relativas foram bem menores e os indivíduos apresentaram menor tamanho (CT < 16 cm) (Fig. 2).

 

 

Influência das Variáveis Ambientais. Diferenças significativas nas CPUEs em relação à salinidade foram registradas, com maiores valores nas menores faixas (Tab. II). Para a temperatura e a profundidade não foram verificadas diferenças nas CPUEs por intervalo de classe destes parâmetros. Significativa correlação foi detectada entre as CPUEs e a profundidade e a salinidade, de acordo com r-Spearman; não foi observada correlação significativa entre as CPUEs e a temperatura (Tab. III).

 

 

DISCUSSÃO

Cetengraulis edentulus é uma espécie que utiliza a coluna d'água, mais especificamente aquela mais próxima ao fundo, concentrando-se em elevadas abundâncias na parte mais interna da Baía de Sepetiba, a qual é caracterizada por menores profundidades e salinidades. A presença desta espécie quase que exclusivamente nesta área mais interior da Baía, coincide com o indicado por FIGUEIREDO & MENEZES (1978) que apontam a ocorrência destes peixes em áreas de baixa salinidade e até mesmo em ambientes dulcícolas. Diferentemente da maioria das espécies de Engraulidae, especialmente do gênero dominante Anchoa, esta espécie não usa as praias arenosas da zona externa da Baía como áreas de recrutamento (SILVA & ARAÚJO 2000).

O ciclo de vida de C. edentulus, especialmente os locais de reprodução e de recrutamento, é desconhecido. MAZETTI (1983 apud SERGIPENSE & SAZIMA 1995) comenta que apesar da presença de pequena quantidade de formas juvenis dessa espécie na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, a presença de ovos é um indício de que todo seu ciclo vital ocorra nesta área. O autor também destacou a ocorrência de C. edentulus na Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro, próximo de áreas de manguezais, leva a supor que parte do ciclo de vida desta espécie ocorra nestas áreas. GAY et al. (2000) verificaram a presença de indivíduos adultos e pós-larvas, com ausência de ovos na laguna de Itaipu. No presente trabalho foi verificado uma grande abundância de adultos no interior da Baía, enquanto os juvenis foram raros, um padrão semelhante ao encontrado na Baía de Guanabara por MAZETTI (1983 apud SERGIPENSE & SAZIMA 1995), sugerindo que os juvenis não utilizam as praias arenosas da Baía para o desenvolvimento inicial. Outras áreas como as lagunas e manguezais poderiam servir de recrutamento para estes peixes que é característico de fundo de Baías, onde adultos destas espécies são abundantes.

Adultos de C. edentulus são os representantes mais abundantes nos arrasto de fundo da zona mais interna da Baía de Sepetiba, uma região que apresenta extensas formações de manguezais em sua zona mais interna, uma indicação de que esta área provavelmente pode ser usada como local de recrutamento desta espécie, embora amostragens não tenham sido realizadas nesses locais, visando comprovar tal hipótese. GAY et al. (2000) mostrou que a distribuição desta espécie na laguna de Itaipu foi associada ao fundo tipicamente lodoso.

A separação espacial de outras espécies da família Engraulidae observada na Baía de Sepetiba, pode ser reflexo de adaptação às diferenças condições ambientais entre as zonas da Baía ou uma estratégia para evitar competição. Neste escopo, C. edentulus é a espécie mais eurióica, com adaptações às condições mais variáveis de fundo de Baía, onde o ambiente é mais estressante, tirando proveito da mais elevada produtividade desta área que recebe maior aporte de matéria orgânica, trazida pela drenagem continental, resultando em mais densas formações de fitoplancton. SERGIPENSE & SAZIMA (1995) relataram que C. edentulus se diferencia de Anchoa januaria, a segunda mais abundante espécie na zona interna da Baía de Sepetiba, por separação trófica, com A. januaria alimentando-se de zooplancton enquanto que C. edentulus utiliza o fitoplancton. No manguezal de Itacorubi, SC, é atribuída à ocorrência de fundo lodoso a elevada abundância desta espécie (CLEZAR et al. 1993). As poucas ocorrências de recrutas de C. edentulus na Baia de Sepetiba, foram registradas para praias lamosas da zona interna da Baía como Ponta Grossa e Pedra de Guaratiba, ainda na década de 80 (SERGIPENSE & SAZIMA 1995). Apenas adultos de C. edentulus foram capturados nos arrastos de fundo, visto que esta espécie é comum nos fundos lamosos. SILVA & ARAÚJO (2000) reportaram apenas registros ocasionais de C. edentulus em programas de amostragens de praia (margem continental) e cerco (zona central e externa da Baia, próxima das ilhas), quando comparada com A. tricolor e A. januaria, mostrando desta forma a segregação do habitat pelas espécies de manjubas na Baía.

Sazonalmente, adultos formam densos grupos entre outubro e janeiro, na zona interna da Baía em profundidades inferiores a 5 m, enquanto indivíduos de menores tamanhos (CT < 16 cm) em menor abundância ocorrem nos demais meses, o que nos leva a sugerir que o grupo de maior tamanho penetrou na Baía de Sepetiba por necessidades reprodutivas/alimentares, já que indivíduos de menores tamanhos só irão aparecer na Baía entre os meses de abril e agosto. SERGIPENSE & SAZIMA (1995) reportaram que C. edentulus ocorre predominantemente no período frio (abril a setembro), na laguna de Itaipu, o que não coincidiu com as variações sazonais observadas neste trabalho. Estas maiores ocorrências são provavelmente constituídas por indivíduos juvenis, haja vista que o período reprodutivo desta espécie parece ser primavera/verão. A sazonalidade dos grupos adultos verificados neste trabalho leva a supor que esta espécie é freqüentadora sazonal dos fundos lodosos de baías, que utiliza como áreas de alimentação. As áreas de reprodução e recrutamento são ainda desconhecidas, necessitando que se investiguem novos locais de prováveis usos, principalmente os manguezais de fundo de baía, que poderiam servir de recrutamento, já que exemplares desta espécie, diferentemente de outras espécies de Engraulidae, não utiliza praias arenosas como locais de recrutamento.

 

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Recebido em 05.XII.2002; aceito em 07.X.2003.

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