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História (São Paulo)

On-line version ISSN 1980-4369

História vol.24 no.1 Franca  2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-90742005000100010 

ARTIGOS

 

Contribuições da Epigrafia para o estudo do cotidiano dos gladiadores romanos no início do Principado

 

Contribution of Epigraphy to the study of Roman gladiators during the Early Empire

 

 

Renata Senna Garraffoni1

 

 


RESUMO

O presente artigo visa a destacar a importância do estudo das inscrições (lápides funerárias e grafites) para discutir aspectos da vida cotidiana dos gladiadores. Estes registros fornecem uma nova perspectiva de análise deste tipo de espetáculo romano e também pode nos ajudar a repensar nas relações entre os gladiadores e a sociedade romana do início do Principado, a partir de interpretações mais plurais do passado romano.

Palavras-chave: História Antiga; Epigrafia; gladiadores.


ABSTRACT

In this paper I will explore the relevance of Epigraphy (gladiators' tombstones and graffiti from Pompeii) to discuss some images of the daily lives of gladiators. Archaeological Epigraphic evidence can provide us different approaches to this particular kind of Roman entertainment; it can also help us to rethink the relationship between gladiators and Roman society during the Early Empire and to propose more pluralist approaches to the Roman past.

keywords: Ancient History, Epigraphy, gladiators.


 

 

OS GLADIADORES NA HISTORIOGRAFIA

As lutas de gladiadores sempre se apresentaram como um fenômeno ímpar diante dos estudiosos do mundo clássico. Desde o século XIX classicistas tentam compreender este fenômeno que ocorreu em várias partes do território romano, durante longos períodos. Dentro deste contexto, muitas teorias e conceitos foram propostos para explicar este tipo tão particular de espetáculo.

Talvez a interpretação mais conhecida, que transpôs os limites da academia e se cristalizou no imaginário coletivo, seja a idéia da "plebe ociosa" que vivia de pão e circo. Junto a ela, a teoria da Romanização, pela qual os anfiteatros eram entendidos como símbolos de poder romano, também dominou por décadas os cenários interpretativos dos combates. Nascidas em contextos colonialistas do século XIX, estas duas interpretações ainda seguem com vida, seja na mídia (cinema e revistas de grande circulação), seja em publicações acadêmicas recentes.2

Após a II Guerra Mundial, muitos pesquisadores assimilaram a noção da "plebe ociosa" a questão da violência implícita nos espetáculos, pouco comentada até então.3 Esta nova possibilidade de análise difundiu um outro conceito muito arraigado na historiografia sobre os combates: a idéia de que as arquibancadas romanas eram freqüentadas por uma população pobre, desocupada, fascinada por espetáculos cruéis e sangrentos.

Esses discursos foram muito criticados após os anos de 1960. Veyne, por exemplo, nos anos de 1970 escreveu O Pão e o Circo, uma obra de grande fôlego, e discutiu os espetáculos a partir de uma nova perspectiva: em vez de considerar a plebe romana uma massa apolítica e violenta, Veyne argumenta que o anfiteatro era um lugar onde povo e imperador se defrontavam e lutavam por seus interesses.4

Seu modelo interpretativo, baseado em uma perspectiva sociológica, permitiu ao estudioso explicar a função da arena: o contato com a ideologia dominante e os jogos de poder implícitos. Neste sentido, embora Veyne tenha descrito o ambiente do anfiteatro como monolítico, o fato de o estudioso destacar os interesses da elite e da plebe fez com que muitos classicistas, estrangeiros e brasileiros, adotassem esta perspectiva de análise.5

Durante os anos de 1980 e 1990, muitos estudiosos optaram por desenvolver o modelo proposto por Veyne, e embora a grande maioria aceitasse seus pressupostos, houve aqueles que expandiram o campo de compreensão deste fenômeno, destacando não somente suas implicações políticas, como também enfatizaram seus significados culturais. Neste contexto, ocorreu um deslocamento do foco de atenção e a ênfase no contexto histórico em que os combates ocorriam, isto é, uma sociedade escrava, altamente militarizada, passou a ter um importante peso nos argumentos desenvolvidos.6

Apesar da particularidade de cada estudo, grande parte destes autores ressaltou o valor pedagógico dos combates de gladiadores. As arenas romanas tornaram-se, então, um local simbólico em que valores como bravura, força, disciplina e punição aos crimes eram expostos e reafirmados.

Embora tenha resumido aqui um debate historiográfico muito mais complexo, optei por apresentar este recorte para ressaltar uma característica comum entre os estudos que se referem aos combates de gladiadores: em sua grande maioria as interpretações estão fundadas em fontes literárias e nas visões das elites romanas sobre os espetáculos, dispensando, portanto, pouca atenção às concepções e anseios dos espectadores das camadas populares e dos próprios gladiadores, além de criar uma imagem nem sempre favorável dos combates.

Muitos podem argumentar que é difícil recuperar as opiniões destas camadas da população romana, pois as fontes foram escritas por membros da elite. Se por um lado a literatura restringe a busca pelas opiniões dos populares ou comentários dos próprios gladiadores, por outro a Epigrafia constitui um rico campo a ser explorado. Lápides funerárias erguidas por amigos ou parentes dos gladiadores que pereceram e os milhares de grafites parietais rabiscados nas diferentes cidades romanas são dois exemplos de expressão popular que podem ajudar a compor quadros interpretativos distintos dos produzidos por uma historiografia mais tradicional.

Neste sentido, acredito que seja importante tecer alguns comentários sobre estas duas categorias distintas de fontes epigráficas e explorar, mesmo que brevemente, suas potencialidades para uma análise mais plural — tanto das visões sobre os combates de gladiadores como para o estudo da vida cotidiana de lutadores profissionais que treinavam e se esforçavam ao máximo para a realização do espetáculo.

 

OS GRAFITES PARIETAIS

Os grafites são pequenas inscrições sulcadas nas paredes com um estilete (em latim graphium) e produziam uma relação específica com o público: eram pessoais e o leitor tinha que se aproximar da parede para poder enxergá-los.

Impulsivo, imediato e espontâneo, o grafite é um registro singular que marca um momento específico ou uma necessidade pessoal de deixar registrada uma insatisfação, uma piada ou uma declaração de amor, tornando-se, portanto, uma fonte de inestimável valor para o estudo dos anseios e paixões cotidianas de homens e mulheres que viveram em tempos romanos.7 Embora a grande maioria tenha sido retirada das paredes de Pompéia, cidade situada ao sul da península Itálica e soterrada pelo Vesúvio em meados do século I d. C., estes pequenos rabiscos foram encontrados em diferentes regiões do Império.

Há uma grande variedade de grafites sobre os combates de gladiadores. Alguns são desenhos de armamentos, outros de gladiadores em posição de ataque ou lutando (tabelas 1, 2, 3 e 4). Eles podem conter ou não inscrições, mas o interessante é que retratam momentos específicos das lutas e, às vezes, em toda a sua dramaticidade, pois muitos apresentam o sangue do derrotado.8

 

 

 

 

 

 

 

 

Seguindo a proposta de Langner9 e outros especialistas que admitem que os grafites constituam um sistema iconográfico próprio, é possível afirmar que no caso das cenas de combates de gladiadores encontramos a representação de momentos distintos do munus: o combate propriamente dito e o final da luta, com vencedores e perdedores, sendo que estes são, em geral, poupados. Os vencedores estão, quase sempre, envolvidos por coroas e palmas (símbolos da vitória) ou em posição ereta com suas armas. Já os perdedores aparecem envoltos por sangue, deitados, de joelhos ou em fuga, com suas armas depostas (Tabela 4).

Além disso, um aspecto perceptível nestes grafites são os detalhes na sua elaboração: nomes, número de vitórias, as habilidades são sempre destacadas. Estas inscrições, ao lado dos desenhos, formam conjuntos epigráficos mais complexos com diferentes tipos de informações.

Observemos, como exemplo, os grafites 1.039 e 1.040 da tabela 4. Estes grafites, além de possuírem os elementos imagéticos, trazem nas suas frases uma série de elementos que também podem ser interpretados. O primeiro grafite, 1.039, nos apresenta Myrinio e Inacrio, dois gladiadores da escola Iuliana, uma das mais antigas da região da Campânia. Embora derrotado, Inacrio foi perdoado (missus). Já no grafite número 1.040 temos Prisco, da escola Neroniana que funcionou durante o reinado de Nero, e Herennio, um gladiador liberto que perdeu o combate e foi condenado à morte (periit). Estas considerações são interessantes na medida em que apresentam diferentes situações de lutas: escravos combatendo com libertos, gladiadores treinados em diferentes escolas, além de ressaltar que nem todos morriam ao final do espetáculo.

Outro aspecto que gostaria de destacar nestas representações é a ênfase na individualidade do gladiador, reforçada pelas inscrições de seus nomes que acompanham muitos destes desenhos: Galerii, M. Sita, Sabidia/Abonius, Matuutinus ou Matias Attius (difícil leitura, não está claro), Rar(us) entre outros.10 Em alguns casos, estes nomes se repetem com uma certa freqüência em meio a representações de palmas e coroas, o que nos leva a pensar na popularidade dos indivíduos vencedores ali representados.

Estas particularidades na constituição do desenho destacam a figura do gladiador e enfatizam sua vitória ou derrota. Na simplicidade de seus traços, os grafites produzidos por membros das camadas populares realçam as habilidades dos gladiadores, a alegria da vitória ou a dor da derrota, marcam seus nomes e imortalizam seus corpos. Em outras palavras, a partir da leitura destas fontes epigráficas percebe-se uma ênfase no cotidiano do gladiador, seus treinos e lutas, vitórias ou derrotas, uma imagem viva e cheia de sentimentos que raramente surge em modelos que se fundamentam somente nas fontes escritas.

 

AS LÁPIDES FUNERÁRIAS

As lápides funerárias dos gladiadores nos proporcionam outros caminhos a explorar. O estudo desta categoria de documentos apresenta algumas dificuldades, mas também pode fornecer luzes sobre diversos aspectos do cotidiano desses guerreiros. Entre as dificuldades destacamos os problemas com a datação, que muitas vezes não é precisa. Em muitos casos estipula-se o século em que foi produzida, mas nem sempre o ano exato. Além disso, o local em que foram encontradas também é difícil de precisar. Muitas lápides estão quebradas e outras foram removidas do lugar de origem para os museus sem a devida anotação, ou reaproveitadas na Idade Média em outros contextos.

Mesmo assim, seu estudo em conjunto traz resultados satisfatórios e, em alguns casos, surpreendentes. Como já destacava Sabbatini Tumolesi no início dos anos de 1980, as lápides são importantes fontes epigráficas porque elas se referem ao gladiador como pessoa, diferentemente dos anúncios de espetáculos, por exemplo, que sempre falavam em quantidades de combatentes ou dos grupos aos quais faziam parte.11

Mas que tipos de dados tais lápides de gladiadores podem nos fornecer sobre suas vidas? Muitas das lápides apresentam letras que não estão dispostas regularmente, o que indica que foram realizadas por pessoas de origem popular. Embora haja variações, na maioria dos casos registrados encontramos a dedicação aos deuses, o nome do gladiador, o tipo de arma que usava, sua idade, local de nascimento, número de lutas e vitórias, escola em que treinou e quem dedicou a homenagem póstuma (veja as tabelas 5 e 6). São raras as lápides com desenhos ou esculturas, e sua simplicidade de estilo levou Gregori a compará-las com epitáfios de soldados romanos mortos em campos de batalhas, pois eram feitas por amigos em terras distantes lembrando os feitos daquele que faleceu.12

 

 

 

 

Para ressaltar a importância destes dados, tomemos como exemplo a lápide número 2 da tabela 6. De acordo com o catálogo de García y Bellido,13 temos os seguintes dizeres:

Mur(millo). Cerinthus. Ner(onianus). II. Nat(ione) graecus.
An(norum) XXV. Rome Coniunx bene merenti de suo posit. T(e)
R(ogo) P(raeteriens) D(icas) S(it) T(ibi) T(erra) L(euis)

[Mirmilhão Cerinto, neroniano, lutou 2 vezes, grego.
Morreu com 25 anos. Rome, sua esposa, pagou esta lápide.
Passante, te peço, digas que a terra seja leve.]

Esta lápide foi encontrada na região de Córdoba, Hispania, datada como do século I d.C. e apresenta várias informações a serem exploradas. Cerinto era um gladiador tipo mirmilhão, da escola neroniana e origem grega. Como no caso de outras lápides selecionadas nas tabelas 5 e 6, Cerinto é apresentado como um gladiador que circulou em diversas regiões. Sua condição de escravo pode ter influenciado esta mobilidade, sendo vendido em várias ocasiões. Morreu aos vinte cinco anos e deixou uma esposa, Rome, também escrava, que pagou sua lápide.

García y Bellido chama a atenção para o emprego do termo coniunx para designar sua companheira, pois não era comum entre os escravos. Além desta particularidade, uma outra deve ser ressaltada: o fato de Rome registrar que a lápide foi paga com seu próprio pecúlio (Rome coniunx bene merenti de suo posit). Esta ressalva faz-se importante, uma vez que indica que o casal deveria ter dinheiro próprio e não recorreu aos collegia, atitude comum entre aqueles que não possuía recursos. Além disso, a partir do desenho que consta no catálogo de García y Bellido, e a descrição que ele apresenta do tamanho e regularidade das letras, é possível afirmar que Rome tenha recorrido a um serviço profissional, diferentemente da grande maioria das lápides que possuem as letras irregulares, indicando que foram feitas de improviso por um parente ou amigo.

Embora tenha destacado aqui somente um exemplo, dados como estes, por mais fragmentados que sejam, ao serem analisados em conjunto com os outros a que temos acesso podem fornecer indícios para pensarmos na mobilidade dos gladiadores pelo Império e nos diferentes meios em que circulavam, sua condição social e jurídica, suas relações afetivas, familiares e amizades, suas habilidades, além da imagem que desejavam criar junto ao passante que eventualmente se deparasse com o epitáfio. Tais dados possibilitam, inclusive, um repensar nas interpretações acerca da figura do gladiador, freqüentemente tratado pela historiografia como ser apáticos, pária social atirado à própria sorte nas arenas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muitas vezes, quando pensamos nos gladiadores, a primeira imagem que nos vem à mente é a da luta na arena, e raramente paramos para refletir que este é apenas um momento de suas vidas. Esquecemos que estes profissionais viveram e, por viverem, tinham desejos, paixões e sonhos.

Os grafites parietais, assim como as lápides, constituem categorias documentais ímpares para capturarmos fragmentos destes fenômenos efêmeros e, além disso, nos fazem refletir sobre a importância do papel da Epigrafia no estudo dos combates de gladiadores. A análise de tais documentos fornece dados interessantes para repensarmos em modelos interpretativos mais tradicionais, fundamentados somente nas fontes escritas, em que os gladiadores e os espectadores são mostrados como uma massa amorfa e sem vontade própria.

Os exemplos aqui comentados, mesmo que en passant, representam a complexidade e heterogeneidade de visões sobre os espetáculos, bem como abrem caminhos para explorarmos o cotidiano dos gladiadores a partir de seus próprios registros ou de pessoas bem próximas a eles. Neste sentido, a Epigrafia nos desafia e encoraja a ouvir as vozes das camadas populares e a repensarem abordagens que, muitas vezes, apresentam suas vidas de maneira homogênea e monolítica.

Agradecimentos: agradeço aos seguintes colegas pelo apoio e discussões de idéias em diferentes momentos: André Leonardo Chevitarese, Gabriele Cornelli, Lourdes Feitosa, Nanci Vieira de Oliveira, Paulo Vasconcelos, Andrés Zarankin e Priscila Nucci. Em especial agradeço a Pedro Paulo Funari pela orientação da tese de doutorado que originou esta comunicação. Este trabalho foi possível, também, graças ao financiamento da Fapesp de março de 2000 a fevereiro de 2004, e ao apoio institucional do NEE e CPA, ambos da Unicamp, além do CEIPAC, da Universidad de Barcelona, dirigido por Jose Remesal, e ao Seminar für Alte Geschichte, da Universität Heidelberg, dirigido por Geza Alföldy. A responsabilidade das idéias aqui expressas recai apenas na autora.

 

NOTAS

1 Doutora em História pela Unicamp e professora de História Antiga, no Departamento de História da Universidade Federal do Paraná — UFPR. Pesquisadora associada do NEE/UNICAMP e CPA/UNICAMP. CEP 80060-000 e-mail: resenna93@hotmail.com; resenna@lycos.com.
O presente texto, com pequenas alterações foi apresentado no XII Congresso da FIEC (Federação Internacional de Estudos Clássicos) em 27/8/04, no Centro de Convenções da UFOP — Ouro Preto-MG.
2 Lembramos, por exemplo, as interpretações de MOMMSEN, T. El mundo de los Cesares. Madrid: Fondo de Cultura Econômica, 1983;         [ Links ] e FRIEDLÄNDER, L. 'Los espectáculos', In: La sociedad romana — Historia de las costumbres en Roma, desde Augusto hasta los Antoninos. Madrid: Fondo de Cultura Econômica, 1947, p.497-519, 546-606;         [ Links ] ambas primeiras edições do século XIX. Já no século XX temos os seguintes trabalhos: CARCOPINO, J. Roma no apogeu do Império. São Paulo: Cia das Letras, 1990;         [ Links ] GRIMAL, P. A vida em Romana Antigüidade. Portugal: Publicações Europa-América, 1981;         [ Links ] MANCIOLI, D. Giochi e Spettacoli. Rome: Edizioni Quasar, 1987;         [ Links ] ROBERT, J-N. Os prazeres de Roma. São Paulo: Martins Fontes, 1995;         [ Links ] POTTER, D.S.; MATTINGLY, D.J. (eds.), Life, death and Entertainment in the Roman. Michigan: The University of Michigan Press, 1999.         [ Links ] Para novas abordagens sobre a teoria da Romanização e combates de gladiadores, cf., por exemplo: GUNDERSON, E. The ideology of the arena. Classical Antiquity, v.15, n.1, p.113-151, 1996;         [ Links ] FUTREL, A. Blood in the arena: the spectacle of Roman Power. Austin: University of Texas Press, 1997;         [ Links ] POTTER, D.S.; MATTINGLY, D.J. (eds.) Op. cit.; GOLVIN, J-C. L'Amphiteatre Romain — Essai sur la théorisation de sa forme et de ses fonctions. Paris: Publications du Centre Pierre, 1988.         [ Links ]
3 GRANT, M. El Mundo Romano. Madrid: Guadarrama, 1960;         [ Links ] ______. Gladiators. London: The Trinity Press, 1967;         [ Links ] AUGUET, R. Crueldad y civilización: los juegos romanos. Barcelona: Orbis, 1985.         [ Links ]
4 VEYNE, P. Bread and circus: Historical Sociology and political pluralism. London: The Penguin Press, 1990.         [ Links ]
5 WEEBER, K.-W. Panem et circenses: Massenunterhaltung als Politik im antiken Rom, Mainz am Rhein: Philipp von Zabern, 1994;         [ Links ] WIEDEMANN, T. Emperors and Gladiators. London: Routledge, 1995;         [ Links ] GUNDERSON, E. (1996) 'The ideology of the arena'. Classical Antiquity, v.15, n.1, p.113-151, 1996;         [ Links ] ALMEIDA, L.S. Poder e política nos espetáculos oficiais de Roma Imperial. Clássica, n.9/10, p.132-141, 2000;         [ Links ] CORASSIN, M.L. Edifícios de espetáculos em Roma. Clássica, n.9/10, p.119-131, 2000.         [ Links ]
6 BARTON, C. A. The sorrows of the Ancient Roman; the gladiator and the monster. New Jersey: Princeton University Press, 1993;         [ Links ] FUTREL, A. Op. cit.; HOPKINS, K. Death and Renewal — sociological studies in Roman History. Cambridge: Cambridge University Press, 1983;         [ Links ] PLASS, P. The game of death in Ancient Rome — Arena sport and political suicide. Wisconsin: The University of Wisconsin Press, 1995;         [ Links ] WIEDEMANN, T. Op. cit.; WISTRAND, M. Violence and entertainment in Seneca the Younger. Eranos, n.88, p.31-46, 1990;         [ Links ] ______. Entertainment and violence in ancient Rome — the attitudes of Roman writers of the first century AD, Sweden, 1992.         [ Links ]
7 Sobre os grafites e sua importância para o estudo das camadas populares, cf. FUNARI, P. P. A. Cultura(s) dominante(s) e cultura(s) subalterna(s) em Pompéia: da vertical da cidade ao horizonte do possível. Revista Brasileira de História, n.7, p.33-48, 1986;         [ Links ] ______. La cultura popular en la Antigüedad Clásica. Espanha: Gráficas Sol, 1989;         [ Links ] ______. El carácter popular de la caricatura pompeyana. Gerión, n.11, p.153-173, 1993;         [ Links ] FUNARI, P.P.A. Graphic caricature and the ethos of ordinary people at Pompeii. Journal of European Archaeology, v.1, n.2, p.133-150, 1993;         [ Links ] ______. Apotropaic Symbolism at Pompeii: a Reading of the Graffiti Evidence. Revista de História, n.132, p.9-17, 1995.         [ Links ] ______. Riso e poder nas paredes pompeianas: palavras, desenhos e críticas. In: BENOIT, H; FUNARI, P. P. A. (eds.). Ética e política no Mundo Antigo, p.117-132, Campinas: IFCH, 2001.         [ Links ]
8 Destaca-se aqui, também, a ocorrência de grafites que são constituídos somente de inscrições e sem desenhos. No caso deste artigo em específico, optamos por explorar os que apresentam as imagens. Para outras referências acerca dos grafites de gladiadores e a sua importância para diferentes visões dos espetáculos, cf. GARRAFFONI, R.S., Gladiadores na Roma Antiga: dos Combates às paixões cotidianas. Ed. Annablume, no prelo.         [ Links ]
9 LANGNER, M. (2001) Antike Graffitizeichnungen — Motive, Gestaltung und Bedeutung, Wiesbaden, 2001.         [ Links ]
10 Como as imagens foram retiradas do catálogo de Langner, não há os nomes representados, estes aparecem somente em notas de seu livro.
11 SABBATINI TUMOLESI, P.L. Epigrafia anfiteatrali dell'Occidente Romano I — Roma. Rome: Edizioni Quasar, 1980, p.150.         [ Links ]
12 GREGORI, G.L. Aspetti sociali della gladiatura romana. In: LA REGINA, A. (ed.). Sangue e Arena, Rome: Electa, 2001, p.15-27.         [ Links ]
13 GARCÍA Y BELLIDO, A. Lapidas funerarias de gladiadores de Hispania. Archivio Español de Arqueologia, 33, 1960, p.127-128.         [ Links ]

 

 

Artigo recebido em 04/2005. Aprovado em 06/2005.

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