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Revista Brasileira de Coloproctologia

On-line version ISSN 0101-9880

Rev bras. colo-proctol. vol.28 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0101-98802008000400006 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Processo inflamatório em mucosa de reservatórios ileais de doentes assintomáticos

 

Inflammatory activity of pelvic ileal pouches mucosa in asymptomatic patients

 

 

Raquel Franco LealI; Maria de Lourdes Setsuko AyrizonoII; Marciane MilanskiIII; João José FagundesIV; Andressa CoopeIII; Sandro Nunes ÂngeloV; Lício Augusto VellosoVI; Cláudio Saddy Rodrigues CoyIV

IMestre em Cirurgia, Residência Médica em Coloproctologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
IIProfessor Doutor, Grupo de Coloproctologia - DMAD -UNICAMP
III
Pós-graduação em Clínica Médica pela UNICAMP
IVProfessor Livre Docente, Grupo de Coloproctologia, DMAD-UNICAMP
V
Mestre em Cirurgia - Grupo de Coloproctologia, DMAD - UNICAMP
VIProfessor Associado, Departamento de Clínica Médica, FCM-UNICAMP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A inflamação inespecífica do reservatório ileal (RI) após retocolectomia total é a complicação pós-operatória mais comum nos doentes operados por retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI). Os mecanismos imunológicos envolvidos na etiologia não são totalmente conhecidos.
OBJETIVO: Avaliar a ativação de STAT-1 e a expressão da citocina INF-γ em mucosa de RI endoscópica e histologicamente normal, de doentes operados por RCUI e PAF, assintomáticos.
CASUISTICA E MÉTODOS: Estudou-se 18 doentes submetidos à retocolectomia total com RI em "J", sendo nove com RCUI e nove com polipose adenomatosa familiar (PAF). Realizou-se biópsias da mucosa dos RI e de íleo terminal. As expressões de INF-γ e a ativação de STAT-1 foram avaliadas por meio de imunoblot de extrato protéico total.
RESULTADOS
: A ativação de STAT-1 foi maior em mucosa de RI de doentes operados por RCUI, quando comparada aos grupos PAF e Controle (p<0.05). A expressão de INF-γ foi maior no grupo RCUI quando comparada ao grupo Controle (p<0.05), mas não em relação ao grupo PAF (p>0.05).
CONCLUSÃO: Estes achados podem justificar a maior susceptibilidade dos doentes com RCUI à inflamação inespecífica do RI quando comparados aos portadores de PAF, sendo a principal via inflamatória similar à verificada na RCUI.

Descritores: Retocolite ulcerativa; polipose adenomatosa familiar; reservatório ileal; bolsa ileal; bolsite; citocinas.


ABSTRACT

Pouchitis after total retocolectomy is the most common complication in ulcerative colitis (UC). The immunological mechanisms involved in the genesis of pouchitis are unclear.
PURPOSE: To evaluate STAT-1 activation and IFN-ã expression in normal ileal pouch mucosa.
METHODS: Eighteen asymptomatic patients submitted to total retocolectomy and J pouch, were evaluated, being nine with UC and nine with FAP. The activation of STAT-1 and expressions of the cytokine were determined by immunoblot of total protein extracts from pouch mucosal biopsies.
RESULTS: STAT-1 activation was increased in UC, when compared to FAP and controls. Higher levels of IFN-γ expression were observed in UC when compared to control group, but was similar to FAP.
CONCLUSIONS: These findings could explain a higher susceptibility to this inflammatory complication in UC when compared to FAP, which may be similar to UC disease.

Key Words: Ulcerative colitis; familial adenomatous polyposis, ileal pouch, pouchitis, cytokines.


 

 

INTRODUÇÃO

Retocolectomia total com confecção do reservatório ileal (RI) é o procedimento de escolha para doentes com retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI) com intratabilidade clínica, e para aqueles com polipose adenomatosa familiar (PAF) que apresentam, em geral, mais que vinte pólipos retais.1,2,3,4,5,6 Entretanto, a inflamação inespecífica primária do RI ("bolsite") é uma das complicações mais comuns após este procedimento principalmente em RCUI, atingindo até 60% de ocorrência, enquanto que apenas 5% dos portadores de PAF a apresentam.7,8,9,10,11 A etiologia não é totalmente esclarecida e o diagnóstico é clínico, porém deve ser confirmado pelos achados endoscópicos e histológicos.12-22

A diferença da incidência de "bolsite" entre os doentes com RCUI e PAF tem levado alguns autores à hipótese de que possa haver similaridade entre esta complicação e a própria doença inflamatória intestinal de base. 23,24

As citocinas pró-inflamatórias e as vias de sinalização celular envolvendo o grupo de proteínas ativadoras de transcrição nuclear (STAT) apresentam papel importante na etiopatogenia da RCUI. Especificamente, níveis elevados de Interferon-ã (INF-γ) e STAT-1 foram detectados em amostras de mucosa intestinal de doentes portadores de doença inflamatória intestinal, particularmente em RCUI.25-30 No entanto, poucos estudos têm avaliado o processo inflamatório em mucosa de RI com ileíte do reservatório e nas condições de doentes assintomáticos7,31-37, e determinado se há correlação com a RCUI.38-42

Assim, com a finalidade de avaliar o processo inflamatório em mucosa de RI de doentes operados por RCUI e PAF com o trânsito íleoanal reconstruído, assintomáticos, determinou-se a expressão da citocina pró-inflamatória IFN-γ e do fator de transcrição nuclear do TNF-α, STAT-1, comparando-os nas condições de doença acima citadas, e em grupo controle.

 

CASUISTICA E MÉTODOS

Biópsias de mucosa de RI foram obtidas de nove doentes portadores de RCUI assintomáticos, com média de idade de 48,7 (31-63) anos, sendo 55,6% do sexo feminino, e de nove portadores de PAF, também assintomáticos com média de idade de 33,8 (21-59) anos e 55,6% do sexo feminino. O tempo de seguimento pós-operatório foi de 73,1 (24-168) meses. Os reservatórios ileais foram do tipo "J", e a arcada vascular do cólon direito foi preservada como complementação à irrigação sanguínea do íleo terminal.43 A mucosectomia foi realizada e a anastomose íleo-anal foi confeccionada manualmente. Os pacientes haviam sido submetidos à reconstrução de trânsito, com fechamento da ileostomia de proteção há mais de um ano. A ausência de ileíte do RI foi observada clinicamente, além da análise endoscópica e histológica realizada de acordo com o Índice de Atividade da Ileíte do RI, proposto por Sandborn e col 20. O grupo controle foi composto por nove indivíduos com íleo-colonoscopia normal, sendo a média de idade de 40,9 (26-58) anos e 55,6% do sexo feminino. As biópsias foram obtidas do íleo distal.

O estudo foi realizado pelo Grupo de Coloproctologia e Laboratório de Sinalização Celular da Universidade Estadual de Campinas e aprovado pelo comitê de ética local registrado sob nº 543/2005 com adendo em 2007. Todos os pacientes assinaram o termo de consentimento informado.

Fragmentos de íleo do RI e de íleo terminal foram congelados em nitrogênio líquido, e armazenados a -80ºC, no Laboratório de Sinalização Celular - FCM UNICAMP, para posterior homogeneização em tampão de imunoprecipitado contendo 1% de Triton X 100, 100mM de Tris (ph 7,4), 100mM de pirofosfato de sódio, 100mM de fluoreto de sódio, 10mM de EDTA, 10mM de vanadato de sódio, 2mM de PMSF e 0,1mg/ml de aprotinina a 40C. O homogeneizado foi então centrifugado à 11.000 rpm por 20 minutos. No sobrenadante foi determinada a concentração de proteína utilizando o método de Bradford 44, e posteriormente preparou-se amostra contendo 100ìg para separação por SDS-PAGE. As amostras foram diluídas em tampão de Laemmli, contendo 100mmol/L de DTT. Após rápida fervura, foram aplicadas em gel de poliacrilamida para separação por eletroforese (SDS-PAGE). As proteínas separadas em SDS-PAGE foram transferidas para membrana de nitrocelulose, em aparelho de transferência da BIO-RAD. A membrana de nitrocelulose foi incubada "overnight" com 10ìl de anticorpo específico (anti-IFN-γ, anti-STAT-1). A ligação do anticorpo a proteínas não-específicas foi minimizada pela pré-incubação da membrana de nitrocelulose com tampão de bloqueio (5% de leite em pó desnatado; 10 mmol/L de Tris; 150 mmol/L de NaCl; 0,02% de Tween 20) por 1,5 hora.45,46

Os reagentes para separação das proteínas em gel de poliacrilamida e imunoblot foram da Bio-Rad Laboratories (Richmond, CA). Aprotinina, Triton X-100, Tween 20, glicerol foram adquiridos da Sigma (St. Louis, MO). O papel de nitrocelulose (BA85, 0.2ìm) foi da Amersham (Aylesbury, UK). Os anticorpos anti-phospho-STAT-1 (sc-7988, goat policlonal) e anti-IFN-ã (sc-9344, goat policlonal) foram adquiridos da Santa Cruz Biotechnology, Inc. (Santa Cruz, CA).

O sinal foi detectado por meio de reação de quimioluminescência utilizando os reagentes da SuperSignal®West Pico Chemiluminescent Substrate da Pierce Biothecnology, Inc. Rockford. As bandas autoradiografadas foram quantificadas por meio de densitometria óptica (Gel-Pro Analyzer 3.1 software - Exon-Intron Inc., Farrell, MD).

Os resultados foram notificados como média com variação do erro padrão. Utilizou-se análise de variância, seguida de teste de Tukey-Kramer para comparações múltiplas de médias. Nível de significância de p<0,05.

 

RESULTADOS

A análise das bandas auto-radiografadas por meio de densitometria óptica mostrou os seguintes dados arbitrários em relação à expressão de IFN-γ; e à ativação de STAT-1 nos diferentes grupos (RCUI, PAF e Grupo Controle), conforme as figuras ao lado.

 

 

 

 

A expressão da ativação de STAT-1 foi significativamente maior nos reservatórios ileais dos doentes portadores de RCUI quando comparada a dos Grupos PAF e Controle (p<0,05). Além disso, os doentes com RCUI apresentaram maior expressão de IFN-γ na mucosa do RI, quando comparados ao Grupo Controle (p<0,05). Apesar de haver uma tendência da expressão de IFN-γ ser maior no Grupo RCUI que em PAF, foi considerada similar pelos testes estatísticos (p>0.05).

 

DISCUSSÃO

A etiologia da ileíte primária do reservatório permanece ainda desconhecida e de certa forma, este fato interfere no aprimoramento e desenvolvimento da profilaxia e tratamento apropriados para esta importante complicação do pós-operatório da cirurgia do RI, principalmente em doentes com RCUI.47,48 O diagnóstico prévio de RCUI parece ser fator de risco, uma vez que a freqüência da "bolsite" é maior entre os doentes portadores de RCUI, quando comparada aos de PAF.37 Permanece tópico de discussão se a inflamação da mucosa do RI representa recidiva da RCUI no reservatório, ou seria uma nova forma de doença inflamatória intestinal. 35,38

A inflamação da mucosa cólica em RCUI envolve elevados níveis de citocinas pró-inflamatórias como IFN-γ e de ativadores da transcrição nuclear de TNF-α, como STAT-1.26,28,49

As expressões de IFN-γ e STAT-1 têm sido verificadas em doenças inflamatórias intestinais, especialmente em RCUI. No entanto, poucos estudos avaliam a atividade imunológica no RI e se há tendência à ativação de vias inflamatórias específicas em mucosa de RI de doentes assintomáticos. Relata-se na literatura, que o desenvolvimento da íleite do RI está relacionado com níveis locais elevados de TNF-α, IL-1beta, IL-6 e IL-8.31,32,33,35,36,42 Pacientes com PAF, entretanto, demonstram menor expressão de citocinas pró-inflamatórias, correlacionando com a menor incidência desta complicação pós-operatória neste grupo de doentes.7

Apesar da citocina pró-inflamatória TNF-α apresentar importante papel nas vias inflamatórias das doenças inflamatórias intestinais, IFN-γ parece estar envolvido de forma mais específica na RCUI. Além disso, STAT-1 e não NF-KB (fator nuclear KB) tem sido associado à principal via responsável de transcrição nuclear do TNF-α em RCUI, sendo ativado pelo IFN-γ.28,30,50,51 Devido a estes fatos, alguns autores têm estudado a expressão de IFN-γ e STAT-1 em RI, determinando níveis elevados destas proteínas nas condições de ileíte do RI em portadores de RCUI.37-40 Porém, somente um estudo reportou a expressão de IFN-γ em RI de PAF.41 Nenhum avaliou STAT-1 em PAF.

No presente estudo, avaliou-se a expressão de IFN-γ e a ativação do fator de transcrição STAT-1 em mucosa ileal normal de RI de doentes com RCUI e PAF. Observou-se expressão de IFN-γ aumentada nos doentes com RCUI quando comparada ao controle de íleo distal normal. Corroborando este achado, a expressão de STAT-1, dependente da citocina IFN-γ para sua ativação, foi também maior em RCUI. Este dado é extremamente interessante, pois mesmo em condições clínicas favoráveis, os níveis locais de IFN-γ e STAT-1? no RI foram maiores nos portadores de RCUI, quando se comparou à PAF. IFN-γ, juntamente com TNF-α, são conhecidos como citocinas responsáveis pelas fases iniciais de instalação do processo inflamatório, recrutando e ativando monócitos, desta forma, induzindo à expressão de outras citocinas pró-inflamatórias. O fato da expressão de IFN-γ não ter sido diferente estatisticamente entre RCUI e PAF, poderia ser explicado pelos doentes serem assintomáticos neste estudo. Além disso, a diferença entre as expressões poderia não ser detectada na ausência de inflamação endoscópica e histológica. Desta forma, constatou-se uma tendência à inflamação nos RI de portadores de RCUI, sendo a via envolvida similar à encontrada na RCUI ativa, podendo explicar a ocorrência maior de "bolsite" nestes casos.

 

CONCLUSÃO

Por fim, pode-se demonstrar que apesar das condições clínicas, histológicas e endoscópicas não inflamatórias, os doentes portadores de RCUI operados apresentam atividade inflamatória subclínica nos RI, que é semelhante ao verificado em mucosa cólica de RCUI. Além disso, comparando dois grupos de doentes que se diferenciam quanto à ocorrência de ileíte do RI, pode-se observar as diferenças moleculares no que se refere ao processo inflamatório específico envolvido, aprimorando o conhecimento destas complexas doenças.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecimentos à enfermeira A. L. N. Domingues do Ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais - Grupo de Coloproctologia, UNICAMP pelo auxílio técnico, e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e ao Fundo de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão da UNICAMP pelo auxílio financeiro.

 

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Endereço para correspondência:
Raquel Franco Leal
Rua Patativa, nº170, apto 24C
Bonfim - CEP 13034-810
Campinas, São Paulo
Tel. -19-32844803
raquelleal@mpc.com.br
ccoy@terra.com.br

Recebido em 17/09/2008
Aceito para publicação em 29/10/2008

 

 

Trabalho realizado pelo Grupo de Coloproctologia, Disciplina de Moléstias do Aparelho Digestório, (DMAD), Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, São Paulo, Brasil. Laboratório de Sinalização Celular, Departamento de Medicina Interna, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, São Paulo, Brasil.

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