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Horticultura Brasileira

Print version ISSN 0102-0536

Hortic. Bras. vol.25 no.2 Brasília Apr./June 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-05362007000200009 

PESQUISA

 

Produção de biomassa e óleo essencial de elixir-paregórico em função do corte das inflorescências e épocas de colheita

 

Biomass and essential oil production of Ocimum selloi as affected by cutting of inflorescences and harvest times

 

 

Larissa CB CostaI; José Eduardo BP PintoII; Suzan KV BertolucciII; Maria G CardosoIII

IUniversidade Estadual de Santa Cruz, Depto. Ciências Biológicas, 45662-000 Ilhéus-BA
IIUFLA, Depto.Agricultura, C. Postal 3037, 37200-000 Lavras-MG
IIIUFLA, Depto.Química; larissacbc@uol.com.br

 

 


RESUMO

Avaliou-se a produção de biomassa e óleo essencial de plantas de elixir-paregórico (Ocimum selloi), em função do corte das inflorescências e épocas de colheita. O experimento foi realizado em campo, em blocos ao acaso, com os tratamentos dispostos em fatorial 2 x 8, sendo dois sistemas de manejo (com e sem corte de inflorescências) e oito épocas de colheita (45; 60; 75; 90; 105; 120; 135 e 150 dias após o transplante das mudas), com quatro repetições. Avaliaram-se as características altura de planta, massa seca de caule (MSC), folhas (MSF) e inflorescências (MSI) e teor e rendimento de óleo essencial destilado de folhas. O corte das inflorescências não afetou a altura das plantas. Plantas intactas apresentaram uma média de altura de 51,8 cm, enquanto aquelas que tiveram suas inflorescências cortadas atingiram em média 53,2 cm de altura. O crescimento das plantas apresentou resposta quadrática em relação às épocas de colheita, com a altura máxima estimada de 65,9 cm, 139 dias após o transplante (DAT). As plantas cujas inflorescências foram cortadas produziram maior MSC (51,8 g planta-1) e MSF (27,9 g planta-1), em relação às plantas sem corte (MSC = 42,4; MSF = 21,3 g planta-1) e, assim como MSI, apresentaram ajuste quadrático para os dois sistemas de manejo, ao longo das épocas de colheita. O teor de óleo essencial das folhas não foi afetado pelo sistema de manejo, mas apresentou resposta quadrática às épocas de colheita. Entretanto, o rendimento médio de óleo essencial das folhas das plantas cuja inflorescência foi cortada foi significativamente maior (1,60 g planta-1) do que nas plantas que não sofreram o corte (1,18 g planta-1). Para as plantas que tiveram as suas inflorescências cortadas, o rendimento de óleo máximo estimado foi de 2,36 g planta-1, obtido 135 DAT, enquanto nas plantas que não foram cortadas o rendimento de óleo máximo estimado foi de 1,65 g planta-1, obtido 114 DAP.

Palavras-chave: Ocimum selloi, planta medicinal e aromática, época de colheita, sistema de manejo.


ABSTRACT

Biomass and essential oil production of Ocimum selloi were evaluated, as a result of cutting of inflorescences and harvest times. The experiment was conducted in the field, in randomized blocks, with treatments distributed in a 2 x 8 factorial scheme, corresponding to two management systems (with and without inflorescence cutting) and eight harvest dates (45; 60; 75; 90; 105; 120; 135, and 150 days after seedling transplant), with four replications. Plant height and stems (SDW), leaves (LDW), and inflorescences dry weight (IDW), as well as essential oil content and yield were evaluated. Inflorescence cutting did not interfere with plant height. Intact plants were 51.8 cm tall in average, while those in which inflorescences were cut reached 53.2 cm as average height. Harvest times induced a quadratic plant growth, with the estimate of 65.9 cm as maximum height, to be achieved 139 days after the transplant (DAT). Plants in which inflorescences were cut produced larger SDW (51.8 g plant-1) and LDW (27.9 g plant-1) than intact plants (SDW = 42.4; LDW = 21.3 g plant-1) and, like IDW, SDW and LDW presented quadratic adjustment for the two management systems during the harvesting period. Essential oil content of dry leaves was not affected by management systems, but presented a quadratic answer to harvest times. Nevertheless, the average essential oil yield in plants in which inflorescences were cut was significantly higher (1.60 g plant-1) than in intact plants (1.18 g plant-1). Maximum essential oil yield estimated for plants in which inflorescences were cut was 2.36 g plant-1, to be obtained 135 DAT, while in intact plants, it was estimated to be 1.65 g plant-1, to be reached at 114 DAP.

Keywords: Ocimum selloi, medicinal and aromatic plant, harvest time, management system.


 

 

O gênero Ocimum contém cerca de 30 espécies nativas dos trópicos e subtrópicos, algumas delas também encontradas em regiões temperadas (Vieira & Simon, 2000). Ocimum selloi Benth. é um subarbusto perene, pertencente à família Lamiaceae, nativo das regiões sudeste e sul do Brasil (Lorenzi & Matos, 2002). Esta espécie conhecida popularmente como elixir-paregórico nos estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, como alfavaquinha ou anis em Minas Gerais e, como atroveran, em São Paulo, tem largo uso popular, como antidiarréico, antiespasmódico e antiinflamatório (Lorenzi & Matos, 2002), além de ter comprovada atividade como repelente de insetos (Paula et al., 2003). Estudos da composição química do óleo essencial vêm apresentando variações dos constituintes majoritários: metil chavicol, metil eugenol (Martins, 1998) e trans-anetol com metil chavicol (Moraes et al., 2002), o que comprova a existência de diferentes quimiotipos nesta espécie.

Pesquisas agronômicas direcionadas ao estabelecimento de técnicas de cultivo organizado de plantas medicinais, além de incrementarem o seu potencial produtivo, tornam-se um instrumento indireto, mas muito importante para a preservação das nossas espécies nativas. O interesse na domesticação de plantas do gênero Ocimum é bastante recente e tem sido direcionado principalmente às pesquisas com germinação de sementes (Moraes et al., 2003a, Fonseca et al., 2003), produção de mudas (Santos Neto et al., 2001, Moraes et al., 2003b), adubação química (Rodrigues et al., 2003) e orgânica das plantas (Chaves et al., 2001), competição de cultivares (Camêlo et al., 2005) e definição de horário de colheita, temperatura e tempo de secagem (Carvalho et al., 2006).

Para a obtenção de drogas vegetais de qualidade desejável, a produção de plantas medicinais deve ser controlada desde o seu plantio até a colheita (Martins et al., 1995). Na obtenção da matéria-prima, as técnicas de cultivo da espécie selecionada devem atender ao objetivo de aumentar a produção de biomassa por área, sem comprometer o valor terapêutico da planta (Castro et al., 2004). Neste aspecto, um fator crítico é a definição da época ideal de colheita, que deve proporcionar a coincidência entre os momentos de maior concentração do fármaco e de maior biomassa vegetal (Mattos, 1996). Para estabelecer o manejo adequado do elixir-paregórico, torna-se necessário conhecer a sua fenologia (Shiroma et al., 2003), bem como estudar o desenvolvimento de práticas culturais que possam incrementar a produção de óleo. Em O. basilicum o corte das inflorescências pode estimular o crescimento e as ramificações laterais da planta (Simon, 2006), além de aumentar a concentração de óleo essencial nas folhas remanescentes (Hertwig, 1991).

De acordo com Mattos (1996), a poda da florada de algumas plantas, como o basilicão e a manjerona, é uma prática freqüente em aromáticas com a finalidade de exaltar a folhagem, incrementar o aroma das folhas e aumentar o número de colheitas. Porém, não se tem conhecimento do efeito desta prática sobre o elixir-paregórico. Além disso, não há pesquisas que apontem o intervalo mais apropriado de colheita das folhas e indiquem o impacto da poda da florada sobre o rendimento de óleo essencial.

Esse trabalho objetivou avaliar a produção de biomassa e óleo essencial de plantas de elixir-paregórico em função do corte das inflorescências e épocas de colheita.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no Horto de Plantas Medicinais da UFLA, de dezembro de 2004 a maio de 2005. O solo predominante na área é classificado como Latossolo Vermelho Distroférrico, com topografia ondulada, textura argilosa e boa drenagem. As amostras de solo foram analisadas em laboratório da UFLA, apresentando os resultados: pH em água = 6,2; P e K (mg dm-3) = 43,4 e 44; Ca2+, Mg2+, Al3+, H+Al (cmolc dm-3) = 4,1; 0,9; 0,0; 3,2; saturação de bases (%) = 61,5; matéria orgânica (dag kg-1) = 3,8; Zn, Fe, Mn, Cu, B e S (mg dm-3) = 22,6; 51,6; 51,8; 4,1; 0,2 e 25,5.

Sementes de elixir-paregórico (depósito herbário ESAL n° 7474) foram plantadas em bandejas de poliestireno expandido preenchido com substrato comercial e mantidas em casa-de-vegetação, sob nebulização intermitente, por 60 dias. As mudas foram transplantadas para o campo em 02/12/04. A área havia sido previamente arada e adubada com 0,5 L de esterco de gado curtido por cova, em espaçamento 1,0 x 1,0 m. A análise do esterco bovino apresentou os seguintes valores de macro e micronutrientes: N, P, K, Ca, Mg e S (g kg-1) = 5,0; 0,67; 24,98; 5,32; 4,06 e 0,51; B, Cu, Fe, Mn e Zn (mg kg-1) = 18,33; 22,06; 12.052,99; 223,47 e 58,52). Foi mantida irrigação diária, por aspersão, até 31/03/05. Foram realizadas capinas conforme a necessidade. O delineamento estatístico utilizado foi blocos ao acaso, em fatorial 2 x 8, sendo dois sistemas de manejo (com e sem corte das inflorescências) e oito épocas de colheita (45; 60; 75; 90; 105; 120; 135 e 150 dias após o transplante das mudas), com quatro repetições. Cada parcela foi composta por duas plantas, totalizando 128 plantas úteis, contornadas por uma linha de bordadura.

Nas avaliações, toda a parte aérea das plantas foi colhida às 08 horas da manhã (Carvalho et al., 2006), sendo o corte feito rente ao solo. O material coletado foi conduzido imediatamente ao laboratório da UFLA, onde cada planta foi separada em caule, folhas e inflorescências, individualmente embaladas em sacos de papel kraft e secas em estufa com circulação de ar forçada, a 35ºC, até peso constante. O corte das inflorescências começou a ser realizado quando se confirmou visualmente o surgimento das primeiras gemas floríferas, com cerca de 0,5 cm, o que ocorreu em 10/02/05. Posteriormente, o corte das inflorescências foi realizado semanalmente, independente do seu tamanho. As características estudadas foram altura da planta (cm) e massa seca (g) de caule, folhas e inflorescências (nos tratamentos sem corte).

Para a avaliação do teor e rendimento, o óleo essencial foi extraído, em quatro repetições, pelo processo de hidrodestilação em aparelho de Clevenger modificado, utilizando balões de 1 L com 40 g de massa seca de folhas, em 500 mL de água destilada, por 90 minutos (Martins, 1996). Em seguida, realizou-se uma partição líquido-líquido, em funil de separação, onde foi adicionado diclorometano ao hidrolato, para a purificação do óleo. À fração orgânica obtida, adicionou-se sulfato de magnésio anidro em excesso para retirar possíveis resíduos de umidade. Após alguns minutos em repouso, a solução foi filtrada e armazenada à temperatura ambiente, em frascos escuros parcialmente tampados, até a completa evaporação do solvente. Determinou-se, então, o teor de óleo essencial através de pesagem, avaliando-se o teor de óleo essencial (g 100 g-1 MS) e o rendimento de óleo essencial (g planta-1).

Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística por meio do software SISVAR® (Ferreira, 2000), utilizando comparação de médias através do teste F a 5% de probabilidade para o corte e, análise de regressão, para a época de corte.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Crescimento e produção de biomassa

O sistema de manejo de corte das inflorescências não afetou a altura das plantas. Plantas intactas apresentaram uma média de 51,8 cm durante o período avaliado, enquanto aquelas que tiveram suas inflorescências cortadas atingiram 53,2 cm de altura, confirmando resultados de Gonçalves (2001), que obteve uma altura média de 50 cm em plantas de elixir-paregórico cultivadas sob radiação solar plena. O crescimento das plantas apresentou uma resposta quadrática em relação às épocas de colheita, com a altura máxima estimada de 65,9 cm, 139 dias após o transplante (DAT) (Tabela 1). O crescimento mais intenso ocorreu até 90 DAT, período que coincidiu com o auge da floração (que iniciou 75 DAT), diferentemente do que foi observado por Shiroma et al. (2003), que relatam que o crescimento ocorreu de forma mais intensa da quarta à oitava semana após o transplante, período imediatamente anterior à floração. Esta diferença pode ter sido verificada em virtude do local, época e forma de plantio. As diferentes condições climáticas, fotoperíodo e a disponibilidade prolongada de nutrientes no perfil do solo no cultivo a campo possivelmente contribuíram para o alongamento do ciclo reprodutivo da planta.

 

 

O corte das inflorescências influenciou significativamente o rendimento de massa seca de caule (MSC) e massa seca de folhas (MSF), ao longo das épocas de colheita (Tabela 1). As plantas cujas inflorescências foram cortadas produziram maior quantidade média de MSC (51,8 g planta-1) e MSF (27,9 g planta-1), em relação às plantas sem corte, que produziram 42,4 g planta-1 e 21,3 g planta-1, respectivamente, confirmando as informações de Simon (2006) para Ocimum basilicum. Comportamento semelhante foi encontrado com tanchagem (Plantago major L.), onde a supressão das inflorescências proporcionou incrementos significativos para as características de biomassa estudadas, com exceção da altura da planta (Blanco, 1998).

A MSC apresentou um ajuste quadrático para os dois sistemas de manejo, ao longo das épocas de colheita (Tabela 1). A partir de 75 dias DAT, época de início da floração e conseqüentemente do corte das inflorescências as plantas desprovidas de inflorescências apresentaram maior acúmulo de MSC do que as plantas que não sofreram o corte, atingindo 26,5% a mais de massa seca até o final do período estudado.

A MSF também apresentou uma resposta quadrática nos dois sistemas de manejo, ao longo das épocas de colheita (Tabela 1). Nas plantas cujas inflorescências foram cortadas, a produção máxima estimada de MSF (45,5 g planta-1) foi obtida 149 DAT, enquanto nas plantas que não tiveram as suas inflorescências cortadas, a produção máxima estimada foi menor (31,5 g planta-1) e ocorreu mais cedo (115 DAT), sendo seguida por um declínio. Esta diferença de comportamento pode ser explicada pelo fato de que, com o florescimento ocorre a translocação de fotoassimilados das regiões de síntese (folhas) para os locais onde serão consumidos, no caso as inflorescências e os frutos em formação (Larcher, 2000), enquanto nas plantas cujas inflorescências foram cortadas, os fotossintatos foram direcionados para a produção de mais folhas.

A formação de inflorescências pela planta foi muito intensa e teve início 75 DAT. A matéria seca das inflorescências (MSI) mostrou um ajuste quadrático para as épocas de colheita (Tabela 1), sendo que o período avaliado não foi suficiente para determinar a sua produção máxima, considerando que o elixir-paregórico é uma espécie perene (Lorenzi & Matos, 2002). Ao final do experimento notou-se que as plantas que não tiveram suas inflorescências cortadas apresentaram um aspecto geral senescente, com muitas folhas amareladas. Por outro lado, as plantas cujas inflorescências foram cortadas apresentaram-se mais vigorosas e com folhas de coloração verde mais intensa. Segundo Hertwig (1991), a supressão das flores evita o envelhecimento precoce das plantas, porque elimina o dreno de fotossimilados.

Produção de óleo essencial

O teor de óleo essencial das folhas de elixir-paregórico não foi afetado pelo sistema de manejo, mas apresentou uma resposta quadrática às épocas de colheita, com produção máxima estimada de 2,93 g 100 g-1 MSF, 117 DAT, após o qual tendeu a estabilizar (Tabela 1). A variação do teor de óleo em função da idade da planta parece ser um fator que varia com a espécie, pois para Ocimum gratissimum a maior produção de óleo essencial, 1,25%, ocorreu com 83 dias (Rocha et al., 2005), enquanto para Cymbopogon citratus foi observado um decréscimo gradual do teor de óleo com a idade da planta (Leal et al., 2003). O teor médio de óleo essencial de elixir-paregórico obtido neste trabalho foi superior aos valores encontrados por Gonçalves (2001) e Martins (1996), possivelmente em virtude de diferenças entre os materiais genéticos, época e local de cultivo e colheita, além do método de extração utilizando folhas frescas e outros solventes orgânicos, como pentano e éter dietílico, respectivamente.

A interação entre o corte e a época de colheita teve efeito significativo sobre o rendimento de óleo essencial da planta, resultando em ajustes quadráticos (Tabela 1). A média de rendimento de óleo essencial obtido das folhas das plantas cujas inflorescências foram cortadas apresentou-se significativamente maior (1,60 g planta-1) do que nas plantas que não sofreram o corte (1,18 g planta-1). Para as plantas que tiveram as suas inflorescências cortadas o rendimento de óleo máximo estimado foi de 2,36 g planta-1, obtido 135 DAT, enquanto nas plantas que não foram cortadas o rendimento de óleo máximo estimado foi de 1,65 g planta-1, obtido 114 DAP (Tabela 1). O corte das inflorescências proporcionou um aumento médio de 26,25% no rendimento de óleo essencial em relação às plantas não cortadas.

Nas plantas em que se cortaram as inflorescências semanalmente, aparentemente a translocação dos fotoassimilados ficou direcionada para a produção de maior quantidade de massa foliar. Desta forma, apesar do corte das inflorescências não ter apresentado efeito sobre o teor de óleo essencial na planta, verificou-se que o aumento do rendimento de óleo ocorreu em função do incremento de massa seca de folhas de elixir-paregórico, como observado em Cymbopogon citratus, onde apesar do teor de óleo essencial ter diminuído com a idade da planta, o rendimento final aumentou, compensado pela maior quantidade da biomassa seca produzida (Leal et al., 2003).

Em conclusão, o corte das inflorescências de O. selloi não interfere na altura da planta e no teor de óleo essencial, mas proporciona um aumento da produção de caules e folhas, bem como, no rendimento final de óleo essencial. A época ideal de colheita ficou em torno de 135 DAT para o manejo que utilizou corte semanal das inflorescências e 114 DAT para o manejo que manteve as inflorescências intactas.

 

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Recebido para publicação em 31 de outubro de 2005; aceito em 18 de abril de 2007