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Horticultura Brasileira

Print version ISSN 0102-0536On-line version ISSN 1806-9991

Hortic. Bras. vol.25 no.2 Brasília Apr./June 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-05362007000200019 

PESQUISA

 

Rendimento da alface e atributos químicos de um Latossolo em função da aplicação de biofertilizantes de rochas com fósforo e potássio

 

Lettuce yield and chemical attributes of an Oxisol by application of biofertilizers from phosphate and potash rocks

 

 

Rita de Cássia Matias de Lima; Newton Pereira Stamford; Carolina Etienne de Rosália e Silva Santos; Silvio Henrique Lino Dias

UFRPE, Depto. Agronomia, 52171-900 Recife-PE; newtonps@depa.ufrpe.br

 

 


RESUMO

A produção de biofertilizantes a partir de rochas é um processo prático que reduz o consumo de energia e aumenta a disponibilidade de nutrientes no solo. Realizou-se um experimento em campo, para avaliar a eficiência e o poder residual de biofertilizantes de rochas com fósforo (BP) e com potássio (BK) mais enxofre inoculado com Acidithiobacillus, aplicados em diferentes doses, para comparação com os fertilizantes minerais superfosfato simples (SFS) e cloreto de potássio (KCl), no rendimento da alface (cv. Crespa-Grand Rapids), em dois plantios consecutivos, e em alguns atributos químicos do solo (pH, Ca, Mg trocável, P e K disponível). Nos dois ciclos houve efeito dos biofertilizantes BP, BK, e dos fertilizantes solúveis SFS e do KCl no rendimento da alface. Os melhores resultados no 1º ciclo foram com os tratamentos SFS700 BK90, SFS700 BK60, e no 2º ciclo com BP700 BK90, SFS700 BK60, e com SFS700 BK90. Observou-se efeito residual quando aplicados os tratamentos BP1050 BK90 No pH do solo não houve efeito dos biofertilizantes, aplicados em mistura com húmus de minhoca, e verificou-se significativo aumento no P e K disponíveis no solo, especialmente para P no 2º ciclo. Concluiu-se que os biofertilizantes de rochas com P e K, em mistura com húmus de minhoca, podem ser usados como alternativa a fertilizantes minerais solúveis.

Palavras-chave: Lactuca sativa, apatita, biotita, disponibilidade de PK, oxidação do enxofre.


ABSTRACT

Production of rock biofertilizers is a practical process which reduces energy consumption and increases nutrients availability in soils. A field experiment was carried out applying phosphate biofertilizer (PB) and potash biofertilizer (KB) from rocks plus sulfur with Acidithiobacillus, applied in different rates, comparing with the mineral fertilizers simple superphosphate (SFS) and potassium chloride (KCl), on yield of lettuce (cv. Crespa-Grand Rapids), in two consecutive crops and in soil chemical attributes (pH, and available P and K). A control treatment was added without P and K (P0K0). In the two consecutive crops the biofertilizers BP, BK, and chemical fertilizers SFS and KCl were effective on lettuce yield. In the first crop the best results were obtained with the treatments SFS700 BK90, SFS700 BK60, and in the consecutive crop applying the treatments BP700 BK90, SFS700 BK60 and SFS700 BK90. In the two crops the positive response of the PK biofertilizers and PK mineral fertilizers was evident. Residual effect was observed when the treatment BP1050 BK90 was applied. Soil pH was not affected by application of PK biofertilizers plus worm-compound, increasing available P and K, especially for available P in the consecutive crop. The PK rock biofertilizers, plus worm-compound, may be applied as an alternative to PK mineral soluble fertilizers.

Keywords: Lactuca sativa L., apatite, available P and K, biotite, sulfur oxidation.


 

 

No Brasil, o cultivo de alface em escala comercial vem crescendo de forma rápida, sendo uma hortaliça de grande expressão na economia brasileira. A utilização de técnicas de cultivo sem uso de produtos tóxicos vem representando um aspecto considerável tanto para o consumidor como para o meio ambiente. Assim, o fornecimento adequado de nutrientes está diretamente relacionado com a fertilização, e torna-se de especial importância verificar a disponibilidade dos elementos essenciais no solo, principalmente com relação ao fósforo e potássio, em plantas de ciclo curto como a alface (Lal, 2000).

O desenvolvimento e aplicação de um manejo integrado de nutrientes, com vista a produtividade e sustentabilidade agrícola implica na redução do uso de fertilizantes solúveis e incremento de fontes não tradicionais de nutrientes, como adubação orgânica, fixação biológica do N2, biofertilizantes, e a reciclagem de resíduos (FAO, 1995).

Para a produção de fertilizantes fosfatados solúveis é necessário apreciável gasto de energia e mão de obra especializada. A utilização direta dos fertilizantes naturais é muito restrita, principalmente devido à sua baixa solubilidade, sendo mais usados em misturas com os fertilizantes solúveis (Oliveira et al.1977). Dentre os fertilizantes, o potássio é o segundo mais utilizado no Brasil, sendo quase inteiramente atendido por importação, que chega a mais de 6 milhões de t, e o País tem como produção atual apenas cerca de 650 mil toneladas (Roberts, 2004).

O uso de microrganismos na solubilização de nutrientes de rocha vem recebendo a atenção dos pesquisadores em programas de interação com diferentes microrganismos (Ballestero et al., 1996; Nahas, 1999). Na solubilização de rochas vêm sendo utilizadas bactérias oxidantes do enxofre do gênero Thiobacillus, atualmente classificadas como Acidithiobacillus (Kelly & Wood, 2000), as quais podem ocorrer naturalmente nos solos agrícolas. Poucos trabalhos realizados com adição de enxofre sem a inoculação com a bactéria específica mostraram solubilização lenta e resultados bastante variáveis (Lombardi et al. 1981). Por outro lado, a adição da bactéria em concentração conhecida, e aplicada diretamente no enxofre, deverá promover ação mais rápida e eficiente, favorecendo o desenvolvimento das plantas (Stamford et al., 2003, 2004, 2005 e 2006).

O objetivo do presente trabalho foi verificar a eficiência de biofertilizantes produzidos com rocha fosfatada (apatita) e com rocha potássica (biotita xisto), mais enxofre inoculado com Acidithiobacillus, em mistura com vermicomposto de minhoca, comparando com os fertilizantes minerais solúveis, no rendimento da alface e em alguns atributos químicos do solo, em dois cultivos consecutivos.

 

MATERIAL E MÉTODOS

No experimento aplicou-se biofertilizante de rocha fosfatada (Irecê, Bahia) e de rocha potássica (biotita xisto, Paraíba), produzidos com adição de enxofre elementar inoculado com a bactéria oxidante do enxofre Acidithiobacillus. Os biofertilizantes foram produzidos em condições de campo, na horta experimental da UFRPE, utilizando canteiros com 10 m de comprimento, 1 m de largura e 0,5 m de profundidade, seguindo a metodologia descrita em detalhes por Stamford et al. (2006a).

O experimento foi conduzido na Escola Agrotécnica Federal de Crato, Ceará, em solo com baixo teor de P disponível e médio teor de K disponível, representativo da região do Cariri, classificado como Latossolo Amarelo húmico, textura média argilosa, fase floresta tropical, sub-perenifolia, com relevo suavemente ondulado, geograficamente localizado na latitude W. Gr. 390 25' e latitude S 70 14', com altitude de 422 m, na faixa de clima quente sub-úmido, com temperaturas máximas de 350C, mínima de 220C e média de 270C, com pluviosidade média de 800 mm anuais. A determinação de alguns atributos químicos do solo, na camada de 0–20 cm, de acordo com a metodologia da Embrapa (1997), apresentou: pH (H2O) 6,2; cations trocáveis (cmolc dm-3) Ca2+ 2,0; Mg2+ 0,8; K+ 0,2; Al3+ 0,0; P (mg dm-3) 0,6 e M.O. (g kg-1) 26.

Utilizou-se a alface (cv. Crespa Grand Rapids-TBR) como planta teste e, vermicomposto de minhoca na adubação orgânica básica, na quantidade de 600g m-2, conforme quadro de utilização do húmus para hortaliças da empresa Febra Húmus que contém 0,5 g kg-1 de N; 2 mg kg-1 de P; 5 mg kg-1 de K, e pH 7,9. Foram realizadas duas aplicações, sendo a primeira no plantio (300 g m-2), e 15 dias após o transplante das mudas foi feita a segunda aplicação (300 g m-2).

O delineamento experimental adotado foi de blocos casualizados, com quatro repetições, em esquema fatorial 52, sendo dois nutrientes: fósforo (P) e potássio (K). Como fontes de P foram adicionadas: 1) SFS700, quantidade de SFS (700 kg ha-1), calculada com base na recomendação para alface (IPA, 1998), de acordo com a análise do solo; 2) Biofertilizante BP350, correspondente à metade de SFS700; 3) Biofertilizante BP700 biofertilizante, equivalente à quantidade recomendada como SFS; 4) Biofertilizante BP1050 biofertilizante (BP3) 1,5 vez a quantidade calculada para SFS); e 5) controle, sem adição de P (P0). Como fontes de K usou-se: KCl60, quantidade de KCl (30 kg ha-1), calculada com base na recomendação para alface (IPA, 1998), de acordo com a análise do solo; 2) Biofertilizante BK30, correspondente à metade de KCl60; 3) Biofertilizante BK60 biofertilizante, equivalente à quantidade de KCl recomendada; 4) Biofertilizante BK90 biofertilizante equivalente a 1,5 vez a quantidade calculada como KCl); e 5) controle, sem adição de K (K0).

Os tratamentos com P e K foram adicionados juntamente com a primeira aplicação do vermicomposto de minhoca (300 g m-2), após homogeneização manual, para facilitar a distribuição dos fertilizantes, com adição a lanço. A solubilidade dos fertilizantes e dos biofertilizantes foi feita em água, citrato de amônio (C.N.A.), em ácido cítrico a 2%, e com o extrator Mehlich 1 (Embrapa, 1997) e pelo método biológico com Aspergillus sidowii (Dias et al. 2005), sendo os teores de fósforo e potássio total apresentados na tabela 1.

 

 

As mudas de alface foram produzidas em bandejas de polietileno de 128 células, preenchidas com o substrato "Plantmax". O transplante foi realizado quando as plantas atingiram a altura de 8 a 10 cm e com 5 a 6 folhas definitivas (cerca de 30 dias), O espaçamento adotado foi de 0,25 x 0,25 m, compreendendo 5 plantas por fileira e 25 plantas por parcela. As plantas foram irrigadas duas vezes ao dia por microaspersão. Através de determinações em amostras de solo, observou-se que a umidade ficou próxima da capacidade de campo, durante a fase experimental. Foram feitos dois plantios consecutivos (ciclo 1 e ciclo 2), sendo o segundo cultivo realizado 15 dias após a colheita do primeiro ciclo, sem fertilização com P e K, para verificação do efeito residual. Não houve necessidade de aplicação de inseticidas nem fungicidas, nos dois cultivos.

Em amostragem com coleta de 4 plantas parcela1, foi feita a determinação da matéria seca (MS) da parte aérea por pé (cabeça). O sistema radicular foi coletado junto com a parte aérea, e, após lavagem em água corrente, a parte aérea foi separada das raízes, e conduzidas para secagem em estufa de circulação de ar forçada (700 C), sendo, posteriormente, determinada a matéria seca da parte aérea (MS). Foram retiradas amostras compostas de solo (6 sub amostras por parcela), com coleta de 0-15 cm, e após secagem ao ar e peneiramento (peneira de 2 mm) foi procedida a determinação de: pH, cations trocáveis (Ca e Mg) e P e K disponíveis, seguindo a metodologia da Embrapa (1997).

A análise estatística foi realizada utilizando o programa SAS (1999), para identificação da necessidade de transformação dos dados e adequação aos requisitos da análise de variância. A comparação de médias foi procedida pelo teste de Tukey (p d" 0,05).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na Tabela 2 são apresentados os dados obtidos para a biomassa seca da parte aérea da alface. Verifica-se que houve efeito da fertilização com P e K, na produção de biomassa seca da alface, em relação ao tratamento controle (P0K0). Os biofertilizantes mostraram efeitos semelhantes ao tratamento com aplicação dos fertilizantes minerais solúveis SFS e KCl, nos dois ciclos. Todavia, no 1° ciclo foram obtidos melhores resultados quando aplicados os tratamentos SFS700 BK30 e SFS700 BK60, e no 2º ciclo BP700 BK90, SFS700 BK90, e BP1050BK60. De maneira geral os tratamentos com P apresentaram maiores biomassa seca com SFS700 e com BP1050, e os tratamentos com K foram com BK30 e BK60. Os tratamentos que apresentaram os resultados mais baixos na biomassa seca no 1º ciclo foram: BP0 BK30, BP2 BK0, e no 2º ciclo BP0 BK30, BP700 BK0, BP700 BK0, BP1050 KCl60.

 

 

Moura (2006), trabalhando para avaliar o efeito de biofertilizantes de rochas fosfatadas e potássicas na matéria seca da parte aérea de melão cultivado em Argissolo do vale do São Francisco, e Stamford et al. (2006a) com cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) em solo de tabuleiro da Zona da Mata de Pernambuco, encontraram resultados semelhantes aos obtidos no presente trabalho.

De maneira geral não houve efeito residual evidenciado, ou seja, com aumento da produção no 2º ciclo, todavia, observa-se que o tratamento BP700 BK90 e SFS700 BK90 mantiveram o aumento na biomassa seca da parte aérea, apresentando os maiores incrementos em comparação com o tratamento controle, o que evidencia o efeito residual. Dias et al. (2005) também constataram efeito residual com aplicação de biofertilizantes de rochas com P e K, na produtividade do caupi (Vigna unguiculata), em solo de tabuleiro da Zona da Mata de Pernambuco.

As temperaturas máximas registradas durante o cultivo foram consideradas elevadas, o que pode ter influenciado o desenvolvimento da planta, pois a maioria das cultivares de alface prefere temperaturas amenas sem grandes variações, sendo que uma amplitude de 10 a 240C é satisfatória para a maior parte das espécies cultivadas na região (Douglas, 1987).

Os dados de pH obtidos em função da aplicação dos tratamentos de fertilização (Tabela 3) revelaram que, de maneira geral, não houve redução no pH, e a variação observada não teve efeito negativo no desenvolvimento da planta, além do que deve ser considerado que foram obtidas satisfatórias produtividades da alface nos níveis calculados com base na recomendação da análise de solo, tanto para os biofertilizantes como para os fertilizantes minerais. A aplicação de níveis elevados de biofertilizantes de rochas com P e K inoculadas com Acidithiobacillus não promoveu redução significativa no pH do solo, provavelmente devido à adição conjunta com vermicomposto de minhoca que tem pH médio de 7,8.

 

 

Resultados obtidos por Ernani et al. (2001) mostram que o pH do solo é afetado pela aplicação de tratamentos fosfatados, sem prejuízo no desenvolvimento das plantas. He et al. (1996) relatam que a acidez é um fator de grande importância na solubilidade de fosfatos naturais e Stamford et al. (2002), usando S inoculado com Acidithiobacillus na recuperação de solos salinos sódicos, observaram que a produção de H2SO4 continua a ocorrer até o consumo total do S adicionado, chegando a promover a acidificação do solo com redução do pH inicial 8,2 para 4,5 com adição de 1,8 t ha-1 de S.

Para P disponível no solo verifica-se que houve efeito da fertilização com P e K, no P disponível no solo, com maior aumento quando aplicados BP1050 e SFS700 (Tabela 4). Observa-se efeito residual no 2º ciclo, especialmente para os tratamentos BP700 BK90 e SFS700 BK60, provavelmente devido à menor utilização pela alface no primeiro ciclo, e no caso do biofertilizante pela atuação da bactéria oxidante do enxofre que continua disponibilizando P no solo.

 

 

Stamford et al. (2005), em experimento com um Espodossolo da Zona da Mata de Pernambuco cultivado com sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), relatam que a utilização de fosfato natural revestido com enxofre inoculado com Acidithiobacillus teve efeito significativo e com resposta mais evidenciada do que com aplicação de superfosfato triplo. Moura (2003) trabalhando com as leguminosas jacatupé (Pachyrhizus erosus) e caupi relata que o fosfato natural em mistura com S inoculado com Acidithiobacillus aumenta a disponibilidade de P.

Lombardi et al. (1981) afirmam que devido aos baixos teores de enxofre nos solos, a população de Acidithiobacillus é limitada, mas, por outro lado, com a adição desse elemento no solo, pode ocorrer a multiplicação das bactérias oxidantes do enxofre, resultando em melhor aproveitamento do fósforo pelas plantas. Stamford et al. (2005) observaram efeito positivo do fosfato natural de Gafsa com adição de S inoculado com Acidithiobacillus no P disponível em solo cultivado com sabiá.

Para K disponível verificou-se que houve efeito da fertilização com P e K no 1° ciclo (Tabela 5), sendo obtidos os melhores resultados com os tratamentos BP0 KCl60 e BP1050 KCl60. No 2º ciclo não se observou efeito residual, sendo que o tratamento com maior disponibilidade de K no solo foi com aplicação de BP0 BK60 e de BP1050 KCl60, provavelmente porque estes tratamentos não promoveram bom crescimento da planta no 1° ciclo, e o K permaneceu disponível no solo.

 

 

A ausência de efeito residual (2º ciclo) para os biofertilizantes com P e K é justificada pela diferença no teor de K2O solúvel, tendo em vista que na biotita xisto, utilizada para a produção do biofertilizante potássico possui em média 10% de K2O, e no KCl é em torno de 58% de K2O. O potássio do KCl encontra-se prontamente disponível, e pode ter sido lixiviado, o que pode ser observado, inclusive no tratamento com os fertilizantes solúveis (superfosfato simples e cloreto de potássio).

De acordo com Malavolta (1989) a alface é muito sensível à falta de potássio, e com deficiência do nutriente a planta mostra aparência seca, crestamento nas bordas das folhas, e superfícies foliares desigualmente cloróticas, todavia a sintomatologia característica de deficiência de potássio não foi observada no presente trabalho.

O efeito dos biofertilizantes, de forma similar aos fertilizantes minerais solúveis, também pode ser explicado levando em consideração que no solo ocorrem bactérias oxidantes do enxofre, além de Acidithiobacillus, e fungos que produzem fosfatases, quitina e quitosana, como Aspergillus e Cunninghamela (Franco et al., 2005), os quais podem atuar na solubilização de P e K dos biofertilizantes, e, portanto, podem participar efetivamente no aumento da disponibilidade de P e de K para as plantas.

De acordo com Raij (1986) é recomendável o uso de fontes alternativas de P como fosfato de rocha, quando são obtidos rendimentos de 80% a 90% em comparação com o apresentado pela fonte solúvel. Conclui-se que os biofertilizantes de rochas com fósforo e com potássio além de enxofre inoculado com Acidithiobacillus, em mistura com vermicomposto de minhoca, podem ser aplicados como fonte alternativa em substituição a fertilizantes minerais solúveis, sem afetar o pH e a produtividade da alface. A fertilização com P e K mostra efeito residual, especialmente quando aplicados os biofertilizantes com P e K de rochas, com maior aumento para o P disponível.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao CNPq pelas bolsas de produtividade e de Iniciação Científica (PIBIC) e pelo apoio concedido à pesquisa.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação em 11 de julho de 2006; aceito em 2 de abril de 2007

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