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Horticultura Brasileira

versão impressa ISSN 0102-0536

Hortic. Bras. vol.33 no.2 Vitoria da Conquista abr./jun. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-053620150000200010 

Pesquisa

Caracterização morfológica de fontes de resistência de meloeiro a Rhizoctonia solani

Reaction of melon accessions to Rhizoctonia solani

Rui Sales Júnior 1  

Glauber HS Nunes 1  

Katchen JP Silva 1  

Gabriel G Costa 1  

Izabel M Guimarães 1  

Sami J Michereff 2  

1UFERSA, Depto. Ciências Vegetais, C. Postal 137, 59625-900 Mossoró-RN;jrrui@hotmail.com;glauber@ufersa.edu.br;katchenjulliany@hotmail.com;izabelmguimaraes@hotmail.com

2UFRPE, Depto. Agronomia, Av. Dom Manoel de Medeiros s/n, 52171-900 Recife-PE;sami@depa.ufrpe.br

RESUMO

A rizoctoniose, ocasionada pelo fungo Rhizoctonia solani, é uma doença frequente em áreas cultivadas, intensivamente com melão (Cucumis melo) no nordeste brasileiro. O objetivo do presente trabalho foi identificar e caracterizar morfologicamente fontes de resistência de meloeiro a R. solani. No primeiro ensaio foi avaliado o nível de resistência de 22 acessos de meloeiro coletados no nordeste brasileiro, frente ao isolado RS-21. Os acessos resistentes do primeiro experimento juntamente com 13 linhagens do cruzamento ACP x AF-646 foram avaliados para reação aos isolados RS-22 e RS-23 em um segundo ensaio. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições. Foram identificados como fontes de resistência os acessos T-A-08, T-A-09, T-A-19 e a linhagem ACP-AF-06. Nos dois ensaios de inoculação, as sementes foram plantadas em solo infestado com o patógeno pela incorporação de 50 mg de substrato (grãos de arroz) colonizado/kg de solo. A avaliação dos acessos foi realizada após 45 dias, com o auxílio de escala de notas de 0 a 4, para agrupamento de cada genótipo em cinco classes. As fontes de resistência foram caracterizadas morfologicamente em um ensaio em blocos casualizados com três repetições. A caracterização identificou os acessos T-A-08 e T-A-19 como sendo pertencentes à variedade botânica momordica e o acesso T-A-09 e a linhagem ACP-AF-06, pertencentes às variedades acidulus e inodorus, respectivamente. As fontes de resistência poderão ser utilizadas em futuros programas de melhoramento genético visando obter genótipos (linhagens e híbridos simples) resistentes a R. solani.

Palavras-Chave: Cucumis melo; rizoctoniose; germoplasma; resistência genética.

ABSTRACT

ABSTRACT Rhizoctonia root rot, caused by Rhizoctonia solani, is a common disease in areas intensively cultivated with melon (Cucumis melo) in the Northeastern Brazil. The objective of this study was to identify and characterize morphologically resistance sources of melon to R. solani. In the first trial, twenty-two melon accessions collected in the Northeastern Brazil were evaluated for their reaction to the isolate RS-21, in an experiment with the completely randomized design and five replications. The resistant accessions of the first experiment and 13 inbred lines of the ACP x AF -646 cross were evaluated for their reaction to the RS-22 and RS-23 isolates on a second trial carried out in a randomized design with five replications. The accessions T-A-08, T-A-09, T-A-19 and the line ACP-AF-06 were identified as sources of resistance. In both inoculation trials, seeds were planted in infested soil (50 mg of colonized rice grains/1.0 kg of soil). The evaluation of accessions was performed after 45 days, with a score scale from 0.0 to 4.0 to cluster genotypes in five classes. Resistance sources were characterized morphologically in an essay carried out in randomized block design with three replications. The characterization identified the T-A-08 and T-A-19 accessions as belonging to the botanical variety momordica and the T-A-09 accession and the ACP-AF-06 inbred line as belonging to the varieties acidulus and inodorus, respectively. Resistance sources may be used in future breeding programs aiming to obtain genotypes (inbred lines and hybrids) resistant to R. solani.

Key words: Cucumis melo; rhizoctonia root rot; germplasm; genetic resistance.

Inúmeras doenças radiculares afetam o meloeiro (Cucumis melo) nas principais áreas produtoras de melão nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará (Andrade et al., 2005a). Dentre estas, a rizoctoniose, causada pelo fungo Rhizoctonia solani, vem se destacando como uma das mais importantes (Andrade et al., 2005a). Os sintomas da rizoctoniose apresentam-se como tombamento de plântulas, cancros nos talos, podridão de raízes e frutos, tendo como consequência o declínio ou colapso de ramas, o que reflete diretamente na produtividade e/ou qualidade dos frutos (García-Jiménez et al., 2000).

A espécie R. solani é um habitante natural do solo e apresenta uma ampla gama de hospedeiros, sendo extremamente difícil realizar seu controle (Sitterly & Keinath, 1996). Até o momento, medidas de controle químico têm sido pouco efetivas e no Brasil não existem produtos registrados para o controle do patógeno em meloeiro (Agrofit, 2014). O controle cultural tem se mostrado pouco eficiente devido à grande longevidade das estruturas de resistência do patógeno (escleródios) no solo e à ampla gama de hospedeiros suscetíveis, o que vem a dificultar a rotação de culturas (Andrade et al., 2005b; Michereff et al., 2008).

A utilização de cultivares resistentes constitui uma medida estratégica no manejo integrado de doenças uma vez que é de fácil adoção por parte do produtor, compatível com outros métodos de controle, e conveniente do ponto de vista ecológico, pois não traz danos ao homem e ao meio ambiente. Dentro desse contexto, uma primeira ação é a identificação de fontes de resistência no germoplasma disponível para ser incorporado em linhagens elite em etapas subsequentes do programa visando resistência genética a determinado patógeno.

A busca de fontes de resistência deve ser feita no germoplasma primário da cultura. No caso específico da espécie Cucumis melo, considerada a mais polimórfica dentro do gênero Cucumis (Luan et al., 2010), mesmo tendo seu centro de origem, domesticação primária e secundária em regiões distantes do Brasil, possui variedades tradicionais adaptadas às diferentes condições edafo-climáticas nacionais. As variedades tradicionais de melão, introduzidas a partir do século XVI pela imigração, ainda estão presentes devido ao processo de seleção realizado ao longo dos anos pela agricultura familiar. Essas variedades vêm sendo coletadas junto aos agricultores do Nordeste brasileiro, bem como em outros estados da Federação (Delwing et al., 2007).

Ressalta-se que o trabalho de coleta, multiplicação e caracterização de acessos tem grande importância por dois aspectos. O primeiro está relacionado com a própria preservação da variabilidade genética existente na agricultura tradicional. A intenção é manter essa variabilidade presente nas propriedades, conservando-a em bancos de germoplasma ou mesmo in loco, evitando, por conseguinte, a erosão genética pela introdução de cultivares melhoradas. Um segundo aspecto está relacionado com os programas de melhoramento genético, pois as variedades tradicionais são importantes, principalmente, por se constituírem em fontes de alelos. Com efeito, as informações geradas na caracterização podem auxiliar o melhorista na identificação de genitores com fenótipos desejáveis como resistência aos principais patógenos da cultura, alto teor de sólidos solúveis e longa vida pós-colheita (Torres Filho et al., 2010).

Não obstante, mesmo com a coleta do germoplasma, são escassos os trabalhos de caracterização morfológica em meloeiro, sendo necessária, portanto, uma maior quantidade de informações (Neitzke et al., 2009; Aragão et al., 2013). Por outro lado, são inexistentes relatos sobre a reação de acessos coletados no nordeste do Brasil à R. solani. Esses dois fatos motivaram a realização do presente trabalho visando a caracterização morfológica e a reação de acessos e linhagens de meloeiro à R. solani.

MATERIAL E MÉTODOS

Material genético - No primeiro experimento foram avaliados 22 acessos de meloeiro coletados no nordeste brasileiro (Tabela 1).

Tabela 1. Reação de acessos de meloeiro coletados no nordeste do Brasil a Rhizoctonia solani (RS) {reaction of accessions of melon collected in the Northeastern Brazil to Rhizoctonia solani (RS)}. Mossoró, UFERSA, 2007. 

CR= classe de reação a R. solani (reaction class to R. solani) (Michereff et al., 2008); χ2= valor de qui-quadrado significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Kruskal-Wallis (chi-square value significant at 5% by Kruskal-Wallis test); IM= semelhante a imune (like immune); AR= altamente resistente (highly resistant); MR= moderadamente resistente (moderately resistant); SU= suscetível (susceptible); AS= altamente suscetível (highly susceptible).

No segundo experimento foram avaliados sete acessos T-A-08, T-A-09, T-A-10, T-A-13, T-A-17, T-A-19 e T-A-20, doze linhagens oriundas do cruzamento ACP x AF-646, seus genitores e os híbridos Sancho, AF-646 e AF-682 (Tabela 2). O híbrido ACP tem fruto pequeno (1,0 kg), casca amarela, lisa, polpa esverdeada, alto teor de sólidos solúveis (13ºBrix) e apresentou resistência ao fungo R. solani em observações anteriores. O híbrido AF-646 possui casca amarela, polpa branca e teor de sólidos solúveis na faixa de 9 a 12ºBrix. Todos são híbridos simples e andromonóicos. O avanço das gerações de autofecundação foi realizado pelo método descendente de uma semente ou SSD (Single Seed Descendent). As linhagens foram avaliadas em campo, em três locais, e selecionadas para produtividade e qualidade de frutos (firmeza da polpa, cavidade interna, teor de sólidos solúveis e espessura da polpa). Durante a realização deste trabalho as linhagens encontravam-se na geração S10.

Tabela 2. Reação de acessos e linhagens de meloeiro coletados no Nordeste a dois isolados de Rhizoctonia solani (RS) {reaction of melon accessions collected in the Northeastern Brazil to two isolates of Rhizoctonia solani (RS)}. Mossoró, UFERSA, 2011. 

CR= classe de reação a R. solani (reaction class to R. solani) (Michereff et al., 2008); χ 2= valor de qui-quadrado significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Kruskal-Wallis (chi-square value significant at 5% by Kruskal-Wallis test); IM= semelhante a imune (like immune); AR= altamente resistente (highly resistant); MR= moderadamente resistente (moderately resistant); SU= suscetível (susceptible); AS= altamente suscetível (highly susceptible).

Isolado e preparação do inóculo - No primeiro experimento foi utilizado o isolado RS-21 obtido de raízes de meloeiro, 'Vereda', proveniente do campo de produção de Baraúna-RN. No segundo experimento foram utilizados os isolados RS-22 e RS-23 coletados de raízes de meloeiro, 'Sancho', provenientes da horta didática do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró.

O inóculo de R. solani foi preparado em Erlenmeyers contendo 50 g de substrato de casca de arroz e 30 mL de água destilada, sendo estes autoclavados (120°C, 30 min, 1 atm). O fungo foi cultivado em meio de cultura batata-dextrose ágar (BDA) durante sete dias. Após esse período, três discos de cultura com 5 mm de diâmetro foram transferidos para cada recipiente que continha o substrato esterilizado. Em seguida foram incubados em câmaras tipo B.O.D. com 25±2°C e luminosidade contínua durante 10 dias. O substrato colonizado pelo patógeno foi acondicionado em sacos de papel e colocado para secar em condições de laboratório, por 48 horas (Noronha et al., 1995). Após esse período, o substrato foi triturado e pesado, obtendo-se amostras de 50 mg/kg de solo (Andrade et al, 2005a).

Foi utilizado um solo areno-argiloso, classificado como Argissolo Vermelho Amarelo, conforme Embrapa (1999), previamente esterilizado em autoclave (120°C, 1 hora, 1 atm). Os resultados da análise química do solo foram: pH (água 1:2,5)= 6,74; Ca= 2,23 cmolc/kg; Mg= 0,52 cmolc/kg; Al= 0,0 cmolc/kg; (H + Al)= 0,26; P= 202 mg/kg; K= 60 mg/g; Na= 31 mg/kg e condutividade elétrica do extrato (1:5 dS/m)= 0,031. Não houve necessidade de correção do solo por calagem ou adubação.

Avaliações - Ambos experimentos foram conduzidos em casa-de-vegetação, sendo o primeiro realizado no período de outubro a novembro de 2008, enquanto o segundo se deu no período de março a abril de 2011. Os valores de temperatura do ar variaram entre 26-29°C e a umidade relativa entre 45-65% no primeiro experimento, enquanto no segundo experimento foram de 25-33ºC e 59-63%, respectivamente.

Nos dois experimentos, as sementes dos acessos e linhagens foram desinfestadas com NaClO (1,5%) por dois minutos, lavadas em água corrente, e postas para secar por 45 minutos em câmara séptica. O semeio foi feito em bandejas de poliestireno expandido com 128 células contendo o substrato Plantmax(r), e aos 14 dias deste foi realizado o transplantio das plântulas para vasos plásticos contendo 2 L de solo infestado artificialmente, momento antes do transplantio das mudas, pela incorporação de substrato colonizado com R. solani (50 mg/kg de solo).

Os experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições, sendo cada unidade experimental constituída por um vaso contendo quatro plantas. As plantas foram regadas diariamente de forma manual.

Os acessos foram avaliados aos 45 dias após o transplantio quanto aos níveis de severidade da rizoctoniose, com o auxílio de uma escala de notas de 0 a 4 (Noronha et al., 1995), adaptada para as raízes de meloeiro, onde 0= ausência de sintomas; 1= hipocótilo com pequenas lesões; 2= hipocótilo com grandes lesões sem constrição; 3= hipocótilo totalmente constrito, mostrando tombamento; e 4= tombamento de plântulas e/ou morte total das mesmas. A severidade média da doença foi utilizada para agrupar os acessos nas seguintes classes de resistência: 0= similar a imune (SI); 0,1-1,0= altamente resistente (AR); 1,1-2,0= moderadamente resistente (MR); 2,1-3,0= suscetível (SU) e 3,1-4,0= altamente suscetível (AS).

Análises estatísticas - Os resultados de severidade foram submetidos ao teste não paramétrico de Kruskal-Wallis com nível nominal de significância de 5% de probabilidade (α= 0,05). As análises foram processadas no Software R, Versão 2.10.1. (R Core Team, 2013).

Caracterização morfológica dos acessos/linhagens resistentes - A caracterização dos acessos foi realizada em um delineamento em blocos casualizados com três repetições. A unidade experimental correspondeu a uma linha composta por dez plantas no espaçamento 2,0x0,3 m. Os caracteres qualitativos utilizados foram cor do epicarpo, cor do mesocarpo, rachadura de fruto, expressão sexual, abscisão do pedúnculo e aroma (IPGRI, 2003). As avaliações foram feitas pela observação visual das características. Os caracteres quantitativos avaliados foram número de frutos por planta (razão entre o número total de frutos e o número de plantas total da parcela); massa média do fruto {todos os frutos da amostra foram pesados com uso de uma balança, expressa em gramas (g)}; índice de formato (obtido pela relação entre diâmetro longitudinal e diâmetro transversal, medido na região equatorial do fruto com auxílio de um paquímetro); espessura da polpa {utilizando um paquímetro foi tomada na região equatorial, a partir dos frutos seccionados transversalmente, a parte do fruto que contém o início da cavidade placentária até o início da formação da casca, expressa em milímetros (mm)}; firmeza da polpa {após corte transversal do fruto, foram tomadas três leituras por fruto em cada lado da polpa, na região equatorial, equidistantes em relação ao comprimento e à espessura da polpa, foi utilizado um penetrômetro modelo Wagner(r) com pluncher de ponta cônica de 8,0 mm (Fruit Pressure Tester - FT 011. MOD) para medir a resistência na polpa, os resultados foram expressos em Newton (N)}; sólidos solúveis {foi retirada uma amostra de aproximadamente 2/3 da espessura da polpa na região equatorial do fruto, no sentido da cavidade; a amostra foi pressionada manualmente até que uma parte do suco fosse depositada em um refratômetro digital (Digital Refractometer Palette 100), e os resultados foram expressos em ºBrix}.

Para os caracteres quantitativos realizou-se a análise de variância em um modelo composto pelo efeito de blocos como aleatório e o efeito de acesso como fixo. O agrupamento dos acessos foi realizado pelo método de Scott & Knott (1974). Todas as análises foram processadas no programa Sisvar Versão 5.3 (Build 77) (Ferreira, 2011).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em estudos que têm como objetivo a identificação de fontes de resistência a um determinado patógeno é importante que a qualidade do inóculo, o método de inoculação e as condições ambientais proporcionem uma boa discriminação evitando escape ou a classificação errônea dos genótipos. Nesse sentido, considerando que o método de inoculação empregado foi validado em outras oportunidades, mostrando-se eficiente (Michereff et al., 2008), que as condições ambientais observadas no presente trabalho (temperatura média = 28,6°C ± 3,0 e umidade relativa média = 37,23%) estão dentro da faixa ideal para que ocorra infecção de R. solani (Booy et al., 1987) e que os genótipos suscetíveis exibiram sintomas extremamente severos, permitindo a discriminação dos acessos conforme verificado nas Tabelas 1 e 2, infere-se que o inóculo produzido foi ativo e de boa qualidade.

No primeiro ensaio, observou-se efeito significativo de acessos para reação a R. solani2 = 30,18; p<0,05) (Tabela 1). Os acessos foram agrupados em quatro classes de resistência, sendo a maioria (63,64%) classificada como moderadamente resistente (MR) (63,64%), sendo estes: T-A-01, T-A-02, T-A-04, T-A-05, T-A-07, T-A-10, T-A-11, T-A-12, T-A-14, T-A-15, T-A-16, T-A-18, T-A-21 e T-A-22. Os acessos T-A-03, T-A-06 e T-A-13 foram classificados como suscetíveis (SU), totalizando 13,64%. Por outro lado, os acessos T-A-08, T-A-09, T-A-17, T-A-19 e T-A-20 se destacaram com valores médios inferiores à nota 1,0 (Tabela 1). Entre estes, os acessos A-08, A-09 e A-20 foram altamente resistentes (AR) e os acessos T-A-9 e T-A-17 não apresentaram sintomas da doença, sendo considerados imunes (IM) ao patógeno.

Os acessos T-A-08, T-A-09, T-A-17, T-A-19 e T-A-20 que se destacaram no primeiro ensaio quanto à reação ao isolado RS-21 mais o acesso T-A-13 foram inoculados com outros dois isolados de R. solani. Além desses materiais foram avaliadas linhagens do Tipo Amarelo e os seus genitores ACP e AF-646. Observou-se efeito significativo de acessos/linhagens para reação aos dois isolados de R. solani2 = 44,05; p<0,05) (Tabela 2).

Constatou-se que os acessos T-A-09 e T-A-19 foram altamente resistentes aos isolados RS-22 e RS-23 (Tabela 2). O acesso T-A-08 foi classificado como medianamente resistente ao isolado RS-22 e altamente resistente ao isolado RS-23. Esses resultados confirmam a estabilidade da resistência destes materiais frente ao patógeno em estudo. Por outro lado, os acessos T-A-20 e T-A-17 anteriormente classificados, respectivamente, como altamente resistente e imune ao isolado RS-21 (Tabela 1) foram altamente suscetíveis aos isolados RS-22 e RS-23.

Os acessos T-A-10 e T-A-13 classificados como medianamente resistente e suscetível no primeiro ensaio, respectivamente, foram altamente suscetíveis aos isolados RS-22 e RS-23 (Tabela 2). Em observações realizadas a campo, tem se verificado a suscetibilidade do acesso T-A-13 nessas ocasiões.

Outro aspecto a ser ressaltado é que os resultados envolvendo os acessos avaliados nos dois ensaios evidenciam heterogeneidade fitopatogênica entre os isolados, confirmando a variabilidade na população de R. solani. Alguns trabalhos têm demonstrado a grande variabilidade de R. solani (Meinhardt et al., 2002; Mahmoudi et al., 2005 ; Sartorato et al., 2006).

Concernente às linhagens, verificou-se que somente a linhagem ACP-AF-06 foi altamente resistente aos isolados RS-22 e RS-23. As demais linhagens foram altamente suscetíveis ou suscetíveis a ambos os isolados (Tabela 2). A resistência da linhagem ACP-AF-06 foi provavelmente herdada pelo seu genitor 'ACP' uma vez que referida cultivar mostrou-se resistente em ensaios anteriores (observações de campo, dados não publicados).

Os trabalhos realizados visando a identificação de fontes de resistência do meloeiro à R. solani são raros no Brasil. O único trabalho encontrado na literatura que aborda a reação de genótipos de meloeiro a R. solani foi realizado por Michereff et al. (2008). Esses autores avaliaram a reação de híbridos simples de vários tipos de melão a dois isolados do fungo. Foi verificado que, quando considerados os dois isolados do patógeno, simultaneamente, os híbridos Sancho, AF-1805, Athenas, AF-682, Torreon e Galileo comportaram-se como altamente resistentes. Contudo, no presente trabalho não se confirmou a resistência dos híbridos Sancho e AF-682 (Tabela 2). Uma provável explicação para as diferenças verificadas entre os dois trabalhos pode ser decorrente da variabilidade genética inerente ao patógeno, tendo em vista que foram utilizados isolados diferentes nos dois estudos.

Outro trabalho visando a identificação de fontes de resistência de genótipos de meloeiro a R. solani foi realizado por Salari et al. (2012). Avaliando 18 cultivares iranianos em dois experimentos, os referidos autores identificaram como medianamente resistentes as cultivares Ghandak, Sfidak khatdar e Sfidak bekhat. Este fato evidencia a dificuldade em se identificar fontes de resistência a R. solani. Fato também verificado no presente trabalho, uma vez que foram identificados apenas três entre 22 acessos e uma linhagem entre doze avaliadas (Tabelas 1 e 2).

A caracterização do germoplasma disponível quanto à reação aos patógenos de interesse é importante, pois estabelece um elo entre as informações disponíveis em bancos de germoplasma e o melhorista. Além disso, para o meloeiro, é importante que as fontes de resistência identificadas sejam caracterizadas para variáveis qualitativas e quantitativas relacionadas ao fruto, produto comercial desta cucurbitácea.

A caracterização morfológica evidenciou heterogeneidade entre os acessos/linhagens resistentes e híbridos para todas as variáveis qualitativas e quantitativas avaliadas nos frutos (Tabela 3).

Tabela 3. Caracterização morfológica de acessos de melão coletados no nordeste do Brasil (morphologic characterization of accessions of melon collected in the Northeastern Brazil). Mossoró, UFERSA, 2011. 

1= cantaloupensis; 2= inodorus; 3= momordica; 4= acidulus; Ve= verde (green); Am= amarelo (yellow); Br= branco (white); Cr= creme (cream); La= laranja (orange); Bv= branco-esverdeada (greenish-white); Vr= verde-rajada (green-stripped); GB= grupo botânico (botanic group); CC= cor da casca (rind color); CP= cor da polpa (pulp color); NF= número de frutos por planta (number of fruits per plant); MF= massa média do fruto, kg (average fruit weight, kg); IF= índice de formato (format index); EP= espessura da polpa, cm (flesh thickness, cm); FP= firmeza da polpa, em N; SS (flesh firmness): SS= sólidos solúveis totais, % (soluble solids, %); médias seguidas pela mesma letra pertencem ao mesmo grupo pelo agrupamento de Scott-Knott (means followed by the same letter belong to the same group by Scott-Knott method).

Os acessos/linhagens diferiram quanto ao número de frutos por planta, com uma amplitude de 12,2 frutos por planta. O acesso T-A-09 foi o mais prolífico com 13,3; seguido dos acessos T-A- e T-A-19 com 2,7 e 2,6 frutos por planta, respectivamente (Tabela 3). Os acessos foram mais prolíficos em relação à linhagem resistente e aos híbridos. Em cultivos comerciais de melão no nordeste brasileiro, o número médio de frutos por planta é 1,2. Com efeito, todos os acessos podem ser utilizados em programas de melhoramento.

Houve variação quanto à massa média do fruto, com valores de 0,9 a 3,1 kg (Tabela 1). Conforme a lista dos descritores do meloeiro publicada pelo IPGRI (2003), no presente estudo, os frutos do acesso T-A-09 foram classificados de pequenos a intermediários (@ 0,9 kg). Os frutos dos híbridos Sancho, AF-682, Torreon e Galia, bem como da linhagem ACP-AF-06 foram considerados intermediários (1,0-1,3 kg), enquanto os frutos dos acessos T-A-08 e T-A-19 e do híbrido Sancho são considerados muito grandes (>2,6 kg). O mercado externo prefere híbridos com frutos de tamanho intermediário, com exceção do tipo Pele de Sapo (Esteras et al., 2013). Nesse sentido, os acessos T-A-08 e T-A-19 não se encaixam no perfil do consumidor quanto a esta característica.

Os frutos variaram quanto ao índice de formato, definido como a relação entre o comprimento longitudinal e o transversal, com valores entre 1,0 e 2,5 (Tabela 3). Segundo Paiva (2000), frutos com forma esférica têm índice de formato inferior ou igual a 1,0; com forma oval, têm índice de formato entre 1,01-1,50 e comprido têm valor superior a 1,5. Considerando essa classificação, os acessos T-A-08 e T-A-19 e o híbrido Sancho possuem frutos com formato comprido. O híbrido Galia é considerado esférico e os demais ovais (Tabela 3).

Concernente à espessura da polpa, o menor valor foi observado no acesso T-A-09 (2,7 cm) e o maior valor foi verificado no híbrido Sancho (Tabela 3). Os acessos apresentaram menor espessura da polpa em relação àquelas verificadas em genótipos melhorados (híbridos e linhagens) (Tabela 3).

A maior firmeza de polpa foi observada no acesso T-A-09, enquanto os menores valores foram constatados nos acessos T-A-08 e T-A-19 (Tabela 3). A maior firmeza da polpa no acesso T-A-09 era esperada pelo fato de frutos da variedade botânica acidulus serem extremamente rígidos (Fergany et al., 2011). Por outro lado, a menor firmeza da polpa dos frutos foi observada nos acessos T-A-08 e T-A-19, sendo a textura com característica farinácea, característica de melões indianos do grupo momordica (Dhillon et al., 2007, 2009). Os materiais melhorados (híbridos e linhagens) devem ter firmeza acima do valor mínimo exigido (22,0 N) para que cheguem aos mercados da Europa e Estados Unidos com qualidade apropriada para consumo.

Quanto ao teor de sólidos solúveis, os resultados variaram de 4,1 (T-A-08) a 12,3ºBrix 'Sancho' (Tabela 3). Observou-se que os acessos possuíam baixos valores para esse descritor, contrastando com os valores superiores dos materiais melhorados (híbridos e linhagem). O teor de sólidos solúveis é um dos principais caracteres relacionados à qualidade do fruto do meloeiro. Frutos com valores próximos a 9,0ºBrix são aceitos para comercialização. Estudando a qualidade de vários tipos de melão exportados pelo porto de Natal, Sales Júnior et al. (2006) constataram que frutos com valores entre 9 e 13ºBrix são comercializados no mercado europeu.

De um modo geral, a caracterização evidenciou que os acessos identificados como resistentes a R. solani possuem maior prolificidade e menor qualidade de frutos, ou seja, menor espessura da polpa e baixos valores de sólidos solúveis (Tabela 3). Todavia, os acessos resistentes têm potencial para serem utilizados em programas de melhoramento visando resistência a R. solani.

Com relação à classificação quanto à variedade botânica das fontes de resistência a R. solani identificadas, verificou-se que os acessos T-A-08 e T-A-19 pertencem ao grupo botânico momordica, enquanto o acesso T-A-09 pertence à variedade botânica acidulus. A linhagem ACP-AF-06 pertence ao grupo inodorus, por ter genitores deste mesmo grupo.

Os melões momordica (Cucumis melo Grupo momordica), também denominados de snapmelo, são nativos da Índia e são utilizados em saladas. A principal utilidade em programas de melhoramento genético do meloeiro é sua utilização como fonte de resistência genética a doenças e pragas como, Fusarium oxysporum sp. melonis, Podosphaera xanthii, Pseudoperonospora cubensis e Aphis gossypii (Dhillon et al., 2011). Os acessos T-A-08 e T-A-19 apresentaram todas as características marcantes da variedade momordica. Esse tipo de melão é cultivado por pequenos produtores da região Nordeste (Dantas et al., 2012). No Rio Grande do Norte é comercializado em feiras e supermercados, sendo consumidos com açúcar após as refeições ou em sucos em razão de seu baixo teor de sólidos solúveis. Uma característica indesejável observada nestes acessos foi o surgimento de rachaduras nos frutos durante a fase de maturação.

Frutos da variedade botânica acidulus são nativos dos trópicos úmidos do Sul da Índia. Os frutos são monóicos, ovais ou elípticos, casca lisa de coloração amarela brilhante e polpa extremamente rígida e de coloração branca ou creme. Possuem baixo sólidos solúveis e ausência de aroma. São consumidos em saladas e pratos típicos da Índia como o 'Sambhar', um ensopado vegetal com tamarindo (Tamarindus indica) (Fergany et al., 2011). As características descritas para frutos da variedade acidulus foram observadas no acesso T-A-09. Este tipo de melão é consumido em salada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

A linhagem ACP-AF-06 é do tipo Amarelo, o de maior aceitação pelo mercado externo. Os frutos possuem boa conservação pós-colheita, elevado nível de sólidos solúveis (>10-13ºBrix) e ausência de aroma. Essas características permitem que acessos deste tipo de meloeiro possam ser incluídos imediatamente em cruzamentos que visem melhorar a resistência a R. solani, reduzindo o tempo gasto para o desenvolvimento de novos materiais, dependendo, entretando, do método de seleção aplicado para se chegar ao referido propósito.

Os resultados obtidos no presente trabalho são relevantes pelo fato deste ser o primeiro relato de fontes de resistência a R. solani em germoplasma cultivado por agricultores brasileiros. A identificação dos três acessos resistentes proporciona alternativas de genitores para o trabalho contínuo contra a rizoctoniose do meloeiro. Mesmo com a baixa qualidade dos frutos, os acessos resistentes podem ser utilizados como fontes de resistência genética em programas de melhoramento genético visando obter genótipos (linhagens e híbridos simples) resistentes ao referido patógeno.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)pela concessão de recursos para a realização desse trabalho.

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Recebido: 23 de Maio de 2014; Aceito: 22 de Dezembro de 2014

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