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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 no.2 Belo Horizonte Apr. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09351999000200013 

Composição em ácidos graxos da gordura na carcaça de frangos de corte sob dietas com diferentes fontes de energia

(Carcass fatty acid composition of broiler fed different sources of energy)

 

J.M. Ferreira1, M.S. Braga2*, R.V. Sousa3, E.J. Campos1, E.C. Vieira4

1Escola de Veterinária, UFMG
Caixa Postal 567
30123-970 - Belo Horizonte -MG
2Mestrando em Medicina Veterinária - UFMG
3Universidade Federal de Lavras
4Instituto de Ciências Biológicas - UFMG

 

Recebido para publicação, após modificação em 3 de novembro de 1998.
E-mail: ferreijm@vet.ufmg.br
*Bolsista CNPq

 

 

RESUMO

Avaliaram-se os níveis de energia metabolizável normalmente utilizados nas rações de frangos de corte, obtidos pela inclusão de óleos vegetais (soja, canola e palma) e seus efeitos sobre o perfil de ácidos graxos da pele e dos músculos da coxa e do peito, levando-se em consideração a linhagem e o sexo. Foram utilizados 2400 pintos de um dia, machos e fêmeas, das linhagens comerciais Hubbard e Avian Farms. As aves receberam ração inicial e final com níveis de energia metabolizável de 3050 e 3150kcal/kg, respectivamente, obtidos pela inclusão dos óleos vegetais, fornecedores de ácidos graxos, inclusive "w-3". Utilizou-se um delineamento inteiramente ao acaso em um arranjo fatorial com 16 tratamentos (4 rações ´ 2 sexos ´ 2 linhagens) com duas repetições cada. Diferenças entre médias foram testadas pela dms. Não houve efeito significativo da inclusão de óleos na ração sobre o perfil de ácidos graxos na carcaça. O mesmo ocorreu quanto ao efeito de sexo e de linhagem.

Palavras-Chave: Frango de corte, ácido graxo, carcaça, óleo vegetal

 

ABSTRACT

An experiment was carried out with the objective of evaluating the effect of metabolizable energy levels, normally utilized in ration for broilers by addition of vegetable oils (soybean, rapeseed, and palm), on the profiles of fatty acids of the skin and meat of breast and thigh according sex and lineage, based on 2,400 one-day-old chicks, males and females, from Hubbard and Avian Farms. The fowls were given initial and finisher rations with metabolizable energy levels of 3,050 and 3,150kcal/kg, respectively, obtained by the inclusion of vegetable oils, which provided fatty acids, including "w-3". The initial and finisher control rations were based on corn and soybean, without oil inclusion, with metabolizable energy levels of 2,900 and 3,000, respectively. A completely randomized design with factorial arrangement (4 rations ´ 2 sexes ´ 2 lines) and SMD test were used. No effects of sex, lineage and oil inclusion on carcass fatty acid profiles were observed.

Keywords: Broiler, vegetable oil, fatty acid, carcass

 

 

INTRODUÇÃO

A atual demanda por produtos de melhor qualidade tem revelado grande interesse em modificar a composição lipídica da carne de frango. Os ácidos graxos de cadeia longa, assim como o ácido linolênico e derivados têm sido associados com a redução das doenças coronarianas. Ocorre que essas substâncias atuam na dinâmica da coagulação do sangue prevenindo a formação de ateromas.

Marion & Woodroof (1963) investigaram os efeitos de uma dieta com óleo de milho (poliinsaturado) e uma outra com sebo (saturado) na composição em ácidos graxos do peito, coxa e pele. Cada uma das partes analisadas exibiu uma composição em ácidos graxos semelhantes àquela da dieta, mas essa composição diferiu significativamente entre o músculo e o tecido adiposo. Do mesmo modo, Salmon & O´Heil (1973), ao incorporarem níveis de 0,2 e 11,4% de óleo de canola (colza) e de óleo de palma à ração de perus de um dia, observaram que as aves do lote-controle depositaram ácidos palmítico, palmitoléico, esteárico e oléico em proporções maiores do que a contida na dieta.

Ao estudar o efeito de várias fontes energéticas na composição das gorduras depositadas em carcaças de frangos, Edwards et al. (1973) encontraram grandes diferenças na composição corporal entre machos e fêmeas. Posteriormente, Edwards & Denman (1975) comprovaram haver diferenças significativas entre linhagens com relação à composição da gordura das aves alimentadas com rações de diferentes níveis de energia e de proteína.

Diferenças na composição da gordura nas carcaças de frangos foram descritas por Alao & Balnave (1984), quando as aves foram alimentadas com rações que continham óleo de girassol e óleo de oliva como meio de variar a concentração do ácido linoléico.

Adicionando gordura de frango, sebo de boi e banha de porco, combinadas ou não com óleo de canola, Hulan et al. (1984) demonstraram que os lipídios totais não foram significativamente afetados pelos tratamentos.

Hulan et al. (1989), trabalhando com três níveis de farinha de peixe na ração, (0, 4, 8 e 12%), concluíram que os frangos tratados com o último nível poderiam contribuir com 197mg de w-3 em cada 100g de carne.

Porcentagens elevadas de ácidos graxos linoléico e linolênico (18:2w-6; 18:3w-3) foram obtidas por Nwokolo & Sim (1989) em carcaças de frangos de corte, machos e fêmeas, tratados durante sete semanas com ração suplementada com 10% de semente de canola bruta.

Ajuyah et al. (1991a), estudando o efeito físico de várias fontes energéticas sobre a composição dos ácidos graxos em peito e em coxa de frango, utilizaram semente de canola crua, semente de canola aquecida, farinha de canola mais óleo de canola, farinha de canola mais sebo animal, semente de linhaça crua, semente de linhaça aquecida, farinha de linhaça mais óleo de linhaça e farinha de linhaça mais sebo animal, observando não haver diferenças significativas quanto a tratamento físico da semente (crua ´ aquecida). Em outro trabalho, Ajuyah et al. (1991b), utilizando dois níveis (10 e 20%) de semente de canola ou linhaça e dois níveis (3,5 e 7,0%) de óleo de canola em combinação com farinha de linhaça ou de canola, concluíram que a semente de canola, linhaça e óleo de canola modularam significativamente a composição de ácidos graxos da carcaça, assim como reduziram os níveis de lípides totais e de colesterol.

Suplementando as rações com óleo de milho, óleo de linhaça e óleo de peixe (arenque), cada um em três níveis (1,0, 2,5 e 5,0%), Chanmugan et al. (1992) verificaram que as aves que receberam o óleo de linhaça apresentaram significativamente níveis mais altos de ácidos graxos w-3 em relação àquelas suplementadas com os mesmos níveis de óleo de peixe.

Valência et al. (1993) concluíram que, quando se elevaram os níveis de óleo de palma refinado e óleo de frango, reduziram-se os níveis de ácidos graxos saturados e elevaram-se os de poliinsaturados, mantendo-se inalterados os de monoinsaturados na carne. Contudo, quando se elevaram os níveis do óleo de palma bruto, houve redução dos mono e dos poliinsaturados e elevação dos saturados (láurico e mirístico).

Esta pesquisa teve como finalidade estudar o efeito da linhagem, do sexo e da adição de óleos de soja, de canola e de palma sobre a composição em ácidos graxos da gordura depositada em carcaças de frangos de corte.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado na Fazenda Experimental "Prof. Hélio Barbosa" da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, localizada no município de Igarapé, MG. Foram utilizados 2400 pintos de um dia, de duas linhagens comerciais de corte (L1, Hubbard e L2, Avian Farms), divididos em números iguais de machos e fêmeas.

As aves foram distribuídas ao acaso em um galinheiro experimental de estrutura metálica dividido em 32 compartimentos iguais (2,5 ´ 4,0m), sendo 16 em cada lado, providos de cama de cepilho de madeira, compânulas de aquecimento com lâmpadas infravermelhas, comedouros tubulares e bebedouros pendulares com válvulas. Em cada compartimento foram alojados 75 pintos, constituindo uma repetição para cada tratamento.

Verificaram-se os efeitos de três tipos de óleos, soja, canola e palma, adicionados às rações visando atingir o nível de energia metabolizável comumente utilizado pelas explorações comerciais. Como controle, foram utilizadas rações sem óleo, com níveis de energia metabolizável mais baixos. Foram oferecidos às aves dois tipos de rações, inicial até três semanas de idade e final até o fim do experimento, às seis semanas. Rações e água foram fornecidas à vontade. A composição das rações experimentais encontra-se nas Tab. 1 e 2, as concentrações analisadas dos ácidos graxos principais nas rações na Tab. 3 e a composição em ácidos graxos dos óleos utilizados nas rações, na Tab. 4.

 

 

 

 

 

As aves foram vacinadas contra doença de Newcastle, bronquite infecciosa e doença de Gumboro. Semanalmente, pesavam-se as aves e as rações.

Ao completarem 42 dias, três aves de cada repetição foram separadas, pesadas, abatidas, evisceradas, cortadas e resfriadas. Partes da carcaça (peito, coxas e pele) foram congeladas para posteriores análises químicas.

As amostras da pele, peito e coxa, principalmente as das últimas, foram profundamente dissecadas, tendo-se o cuidado para que nenhuma gordura residual permanecesse junto ao material coletado.

A metodologia adotada quanto à extração e à esterificação dos lipídeos foi aquela descrita por Hulan et al. (1989). Após a obtenção dos ésteres, estes foram analisados em um cromatógrafo gasoso GC-17A Shimadzu, dotado de detector de ionização em chama de injeção manual, coluna capilar (CARBOVAX), sendo utilizado H2 como gás de arraste. Os cálculos foram feitos por integração com um computador ligado ao detector. Os picos dos ácidos graxos foram identificados pela comparação com um padrão de composição conhecida.

O delineamento experimental aplicado foi o inteiramente ao acaso com arranjo fatorial de 16 tratamentos (4 rações ´ 2 sexos ´ 2 linhagens) com duas repetições. Utilizou-se o programa SAEG (Euclides, 1993). Utilizou-se o teste t para se detectarem diferenças entre as médias dos tratamentos.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A composição em ácidos graxos no peito, na coxa e na pele dos frangos de corte, de acordo com as fontes de óleo, encontram-se nas Tab. 5, 6 e 7.

 

 

 

 

De modo geral, pode-se afirmar que os níveis que compuseram o perfil dos ácidos graxos da pele não foram influenciados pelos tipos de óleos. Apenas o ácido esteárico, na carne do peito, e o ácido linoléico, na pele, foram afetados significativamente (P£0,05) pelo tipo de óleo utilizado nas rações. Esses resultados são semelhantes aos de Edward & Denman (1975). Os níveis ligeiramente aumentados do ácido linolênico na pele podem ser explicados pela maior concentração do ácido nos óleos de soja e de canola.

A maioria dos autores apresenta resultados divergentes em relação aos encontrados neste trabalho. Diferentes fontes e níveis de energia tiveram efeitos significativos no perfil dos ácidos graxos do peito, da coxa e da pele, segundo Marion & Woodroof (1963) e Salmon & O’neil (1973). Ressalte-se, porém, que os níveis de óleos acrescentados nas rações foram bastante superiores aos utilizados neste experimento. O mesmo ocorreu com Edwards et al. (1973) e Edwards & Denman (1975) que descreveram efeitos significativos das fontes adicionadas às rações no perfil dos ácidos graxos, especialmente os ácidos palmítico, palmitoléico, esteárico, linoléico e linolênico. Resultados divergentes também foram encontrados por Alao & Balnave (1984), os quais afirmaram haver efeito do tipo de óleo da ração sobre a composição dos ácidos graxos na carcaça. A composição dos ácidos graxos da dieta refletiu-se na composição da gordura da carcaça, segundo Hulan et al. (1984), Hulan et al. (1989) e Ajuyah et al. (1991a,b).

A suplementação da ração com altos níveis de óleo de linhaça, rico em ácido linolênico, propiciou deposição significativa desse óleo na carcaça (Chanmugan et al., 1992) e a de óleo de palma, deposição elevada de ácidos graxos saturados (Valência et al., 1993). As variações nos resultados encontrados com os da literatura podem ser parcialmente explicadas levando-se em conta as várias fontes e os altos níveis de gorduras. Os níveis apresentados foram realmente menores. Uma explicação para esse fato, em parte, poderia também ser dada pela localização da gordura do frango que se encontra depositada na região subcutânea. Ocorre que a metodologia utilizada nesta pesquisa, quando da dissecação dos tecidos para a extração da gordura, previa eliminar toda a gordura excedente objetivando puramente a analise do músculo. Como isto não foi feito, a técnica poderia ter influenciado e alterado quantitativamente a composição em ácidos graxos das partes estudadas da carcaça.

Deve-se observar o conteúdo em fosfolipídeos nas massas musculares (peito e coxas) em relação aos lípides neutros (triglicerídeos, ésteres de colesterol ou colesterol livre). De acordo com Yaqoob et al. (1995), o perfil dos ácidos graxos presentes nos fosfolipídios é menos susceptível a modificações nas fontes lipídicas dietéticas. Isto pode ocorrer principalmente em órgãos como coração e cérebro, onde esses fosfolipídios são relativamente constantes, visto que exercem funções fisiológicas importantes.

A inclusão da pele no estudo do perfil dos ácidos graxos prendeu-se ao fato de apresentar esta parte da carcaça maior nível de gordura. Desse modo, ela serviu de comparação entre partes com níveis baixos e médios de gordura como o peito e a coxa. Quanto ao grupo-controle, apesar da não inclusão de óleos e do menor nível energético, estranha-se a concentração de ácidos graxos ligeiramente maior em relação aos demais tratamentos. Talvez a presença do milho, componente da dieta, justifique esses resultados.

O perfil de ácidos graxos segundo as linhagens encontra-se na Tab. 8. Não houve efeito significativo (P³0,05) dos vários tratamentos.

 

 

Segundo Edwards & Denman (1975), o efeito da linhagem do frango sobre a composição dos ácidos graxos mirístico, palmitoléico e linoléico na carcaça foi significativo.

O perfil dos ácidos graxos da pele mostra que as concentrações aparecem em valores triplicados, explicados pela maior quantidade de gordura encontrada na pele.

O perfil de ácidos graxos segundo o sexo encontra-se na Tab. 9. Tal como ocorreu em relação às linhagens, não houve efeito significativo (P³0,05) do sexo sobre o perfil de ácidos graxos no peito, na coxa e na pele.

 

 

Os resultados são semelhantes aos de Edwards et al. (1973), Edwards & Denman (1975), Nwokolo & Sim (1989) e Hulan et al. (1989).

 

CONCLUSÃO

Com base nas condições nas quais o experimento foi realizado, pode-se concluir que os níveis de energia empregados nas rações de frangos de corte, obtidos pela inclusão de óleos vegetais, não apresentaram efeito significativo sobre a composição dos ácidos graxos da gordura do peito, da coxa e da pele de frangos. O mesmo pode-se afirmar em relação aos sexos e às linhagens.

 

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