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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 no.3 Belo Horizonte June 1999

https://doi.org/10.1590/S0102-09351999000300010 

Regressão luteal e dinâmica folicular após luteólise natural ou induzida por cloprostenol em vacas da raça Gir

(Luteal regression and follicular dynamic after spontaneous or cloprostenol induced luteolysis in Gir cattle)

 

J.H.M. Viana1, A.M. Ferreira2, W.F. 2, L.S.A. Camargo2

1Médico Veterinário, bolsista do CNPq
  2Pesquisador da Embrapa – Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Leite 
Rua Eugênio do Nascimento, 610, 
Bairro Dom Bosco 36038-330 - Juiz de Fora, MG

 

Recebido para publicação em 10 de dezembro de 1998.
Apoio financeiro: CNPq e FAPEMIG
E-mail: jhmviana@cnpgl.embrapa.br

 

 

RESUMO

A regressão luteal e a dinâmica folicular foram avaliadas durante o período de regressão luteal natural (n=14) ou após a indução artificial da luteólise pela aplicação de 500 g de cloprostenol (n=13), utilizando-se um aparelho portátil de ultra-som. Após a indução da luteólise foi detectada maior taxa de regressão luteal em 24 (0,89± 0,13´0,24± 0,17cm2/dia; P<0,05) e 48 horas (0,78±0,15´0,36±0,07cm2/dia P<0,05), porém a redução na concentração de progesterona foi semelhante (P>0,05). Não houve diferença (P>0,05) nas características da dinâmica folicular entre os dois grupos. No momento da luteólise, quando havia um folículo dominante funcional, observou-se redução na duração do crescimento folicular (3,71±0,56´5,26±0,34 dias; P<0,05) e no intervalo luteólise–estro (85,71±14,68´121,33±8,34 horas; P<0,05). Os resultados demonstram que a regressão funcional do corpo lúteo e a dinâmica folicular são semelhantes após a luteólise natural ou induzida em vacas da raça Gir, e que o fator determinante no intervalo luteólise-estro é o estádio fisiológico dos folículos presentes.

Palavras-chave: Bovino, Gir, dinâmica folicular, luteólise

 

ABSTRACT

The luteal regression and the follicular dynamic were evaluated during the natural luteal regression period (n=14) or after induction of luteolysis by the administration of 500 g of cloprostenol (n=13), using a portable ultrasound device. Luteolysis induction increased luteal regression over 24 (0.89±0.13´0.24±0.17cm2/day; P<0.05) and 48 hours period (0.78±0.15´0.36±0.07cm2/day; P<0.05), but the reduction of progesterone concentration was similar (P>0.05). There was no difference (P>0.05) in follicular dynamic between the two groups. Cows in which the largest follicle during luteolysis was the ovulatory follicle presented shorter periods of follicular growth (3.71±0.56´5.26±0.34 days; P<0.05) and luteolysis to estrous intervals (85.71±14.68´121.33±8.34 hours; P<0.05). This study shows that functional (but not morphological) regression of corpus luteum and follicular dynamics after spontaneous or induced luteolysis are similar in Gir cattle.

Keywords: Cattle, Gir, follicular dynamic, luteolysis

 

 

INTRODUÇÃO

A cada ciclo estral, com a regressão luteal, ocorre o desenvolvimento final e a maturação de um folículo e a sua ovulação, criando uma nova oportunidade de concepção (Pate, 1994). A descoberta de que a PGF2 é o agente luteolítico em várias espécies domésticas, incluindo bovinos (Knickerbocker et al., 1988), possibilitou a manipulação do ciclo estral pela redução da fase luteal. O corpo lúteo é sensível à ação luteolítica da PGF2a ou de seus análogos sintéticos, conforme seu estágio de desenvolvimento e maturação (Tanabe & Hann, 1984), e esta propriedade tem sido largamente utilizada na sincronização de estro em bovinos (Larson & Ball, 1992), principalmente em rebanhos que utilizam técnicas como inseminação artificial ou transferência de embriões.

A indução artificial da luteólise, mesmo quando eficiente, pode resultar em baixo grau de sincronização (inferior a 65%), com manifestações de estro até 130 horas após o tratamento (Viana et al., 1997). A caracterização do padrão de crescimento folicular ao longo do ciclo estral possibilitou a compreensão de parte da variação no intervalo da luteólise ao estro (Quirk et al., 1986; Sirois & Fortune, 1988). O crescimento folicular, em bovinos, ocorre em ondas sucessivas, durante as quais há o estabelecimento e posterior atresia de um folículo dominante (Sirois & Fortune, 1988; Taylor & Rajamahendran, 1991; Ginther et al., 1996). Caso a luteólise ocorra na presença de um folículo dominante funcional (FDF), este será o folículo ovulatório (Kastelic et al., 1990).

O intervalo da luteólise ao estro depende do estádio de desenvolvimento do folículo ovulatório nesse período. A dinâmica folicular foi bem caracterizada em bovinos de raças taurinas (Bos taurus taurus), porém o número de estudos em raças zebuínas (Bos taurus indicus), largamente utilizadas na pecuária nacional, é limitado (Figueiredo et al., 1997). O desenvolvimento folicular nessas raças também ocorre em ondas sucessivas de crescimento (Barros et al., 1995), porém, características como diâmetro máximo e taxa de crescimento do folículo dominante apresentam diferenças (Barros et al., 1998) e podem determinar variações na dinâmica folicular no período de luteólise. O trabalho teve por objetivo caracterizar e comparar a função luteal e a dinâmica folicular após a luteólise natural ou induzida artificialmente em vacas da raça Gir.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Este estudo foi realizado no Campo Experimental Fazenda Santa Mônica, pertencente à Embrapa Gado de Leite, localizado no Município de Valença, RJ. Foram utilizadas 27 vacas da raça Gir, multíparas, não-lactantes, com escore de condição corporal entre 3 e 5 (segundo Ferreira & Torres, 1993) e peso entre 357 e 515kg. Todos os animais foram previamente submetidos a exame clínico e ginecológico, sendo utilizados aqueles sem qualquer alteração clínica ou reprodutiva. Os animais receberam suplementação volumosa constituída de silagem de milho para manter a condição corporal inicial ou obter um balanço energético positivo durante o período experimental (julho a setembro). A manifestação de estro foi monitorada diariamente, com o auxílio de rufiões.

Os animais foram divididos aleatoriamente em dois grupos: luteólise espontânea (n=14) e luteólise induzida artificialmente (n=13) pela aplicação intramuscular de 500 g de cloprostenol1  entre os dias 10 e 14 do ciclo estral (o dia da ovulação que precedeu o ciclo foi considerado como dia zero). A dinâmica folicular foi monitorada diariamente, entre o 12º dia do ciclo e a ovulação (grupo I) ou entre 72 horas antes da aplicação do lúteolítico e a ovulação (grupo II). As avaliações foram realizadas utilizando-se um aparelho portátil de ultra-som, equipado com um transdutor linear bifreqüencial de 5/7,5 MHz2, segundo os procedimentos básicos descritos na literatura (Reeves et al., 1984; Pierson & Ginther, 1988). O diâmetro folicular (cm) e a área da seção transversal (cm2) do corpo lúteo foram determinados por meio de dispositivos do próprio aparelho. As imagens obtidas e de maior representatividade foram congeladas e gravadas em videocassete, conforme a conveniência. A atividade luteal foi monitorada pela determinação da concentração plasmática de progesterona. Amostras de sangue foram obtidas diariamente durante o período experimental por meio de punção da artéria coccígea, utilizando-se tubos vacuolizados com 15 l de heparina3. Imediatamente após a colheita, as amostras foram centrifugadas a 2.000rpm por 20 minutos, e o plasma obtido identificado e armazenado a –20oC. As análises foram realizadas pela técnica do radioimunoensaio, utilizando-se um kit comercial4  para determinação de progesterona por I125, no Laboratório de Radioimunoensaio da Embrapa Gado de Leite.

Utilizou-se a análise de variância para estudar o momento da luteólise natural, o efeito do dia sobre a área da seção transversal do corpo lúteo e sobre a concentração plasmática de progesterona entre os dias 12 e 21, e as diferenças entre dias foram avaliadas pelo teste de Tukey. O momento da luteólise foi considerado o dia anterior à primeira redução significativa na concentração de progesterona. Os dados relativos à dinâmica folicular e regressão luteal foram analisados tomando-se como referência o dia da luteólise. As taxas de regressão luteal e de redução na concentração de progesterona foram calculadas pela diferença entre o respectivo valor no momento da luteólise e 24 ou 48 horas após. Diferenças entre os grupos (luteólise natural ou induzida) foram avaliadas pelo teste F.

O monitoramento da dinâmica folicular permitiu caracterizar se o maior folículo presente no momento da luteólise seria ou não o folículo ovulatório. As variáveis diâmetro do maior folículo presente, diâmetro do folículo dominante funcional, taxa de crescimento, duração do crescimento e diâmetro do folículo ovulatório, intervalo luteólise-estro e taxa de atresia do maior folículo não ovulatório foram estudadas por meio de um delineamento em parcelas subdivididas, no qual a regressão luteal (natural ou induzida) constituiu a parcela e a característica do folículo dominante (funcional ou não funcional) a subparcela. Diferenças entre os grupos foram avaliadas pelo teste F. Nos casos em que não se observou diferença significativa entre a regressão natural ou induzida, os dados foram agrupados para a avaliação do efeito da presença de um folículo dominante funcional. A relação entre diâmetro do maior folículo presente e intervalo luteólise–estro foi analisada pelo método da correlação de Pearson. As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o programa SAEG (Euclides, 1982).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A luteólise foi induzida nos dias 10 (33,3%), 11 (25,0%), 12 (25%) e 14 (16,6%) do ciclo, ou ocorreu naturalmente no dia 16,43±0,42 (P<0,05). Um animal apresentou falha na resposta à luteólise induzida, caracterizada por uma queda inicial transitória na concentração de progesterona, e permanência de níveis de progesterona superiores a 2,0ng/ml até 120 horas após a luteólise, sendo excluído das análises. Esse animal apresentou persistência do folículo dominante (não ovulação após 120 horas da luteólise), de maneira semelhante à observada quando são utilizados implantes com baixas concentrações de progesterona (Taylor et al., 1993). Falhas semelhantes na indução da luteólise foram observadas por Pinheiro et al. (1998) em vacas zebuínas.

Observou-se efeito significativo do dia da luteólise sobre a área da seção transversal do corpo lúteo (P<0,0001) e sobre a concentração de progesterona (P<0,0001), conforme mostrado nas Fig. 1 e 2. Nas vacas em que a regressão luteal foi natural, observou-se redução significativa na área do corpo lúteo apenas 48 horas após a luteólise, contra 24 horas naquelas em que a regressão foi induzida (P<0,05). A queda na concentração de progesterona, porém, ocorreu de maneira semelhante entre os dois grupos, resultando em redução significativa após 24 horas. De fato, a regressão funcional do corpo lúteo precede a regressão morfológica (Niswender et al., 1994). A PGF2a apresenta ação anti-esteroidogênica direta, aumentando o catabolismo e reduzindo a síntese de progesterona, e esta ação independe da ação lúteolítica que envolve a apoptose das células luteais e o remodelamento tecidual (Niswender et al., 1994; Pate, 1994). O cloprostenol, na dose utilizada neste experimento (500 mg), é capaz de mimetizar a ação da PGF2a endometrial (Larson & Ball, 1992). Os resultados obtidos no presente estudo indicam que o cloprostenol e a PGF2a endometrial apresentam ação anti-esteroidogênica similar, porém o primeiro, na concentração utilizada, foi mais efetivo na indução da regressão tecidual. A área da seção transversal do corpo lúteo e as taxas de regressão luteal e de redução na concentração de progesterona 24 e 48 horas após a luteólise estão apresentadas na Tab. 1.

 

 

 

 

A indução da luteólise pela aplicação de cloprostenol não afetou (P>0,05) as características da dinâmica folicular estudadas no período pré-ovulatório (Fig. 3 e 4). Resultados semelhantes foram obtidos por Quirk et al. (1986). A presença de um corpo lúteo ativo reduz, pelo feed-back negativo exercido pela progesterona, a freqüência dos pulsos de liberação de LH necessária para o crescimento e maturação dos folículos (Roche & Boland, 1991). A indução artificial da luteólise resultou em redução na concentração de progesterona semelhante à observada na luteólise natural (Fig. 1), mesmo com maior taxa de regressão do tecido luteal (Fig. 2). Dessa forma, o crescimento folicular após a luteólise natural ou induzida ocorreu sob as mesmas condições endócrinas. A taxa de crescimento do folículo ovulatório observada nos grupos com luteólise natural ou induzida (1,08±0,09´1,19±0,09mm/dia; P>0,05) foi semelhantes àquelas observadas por Figueiredo et al. (1997) em vacas da raça Nelore (1,06±0,07mm/dia), e por Rhodes et al. (1995) em vacas da raça Brahman (1,20±0,10mm/dia). Essas taxas de crescimento, associadas ao pequeno tamanho do folículo dominante no momento da luteólise natural ou induzida (0,69±0,06´0,78±0,05cm; P>0,05), resultaram em maior período de crescimento folicular e, conseqüentemente, no maior intervalo médio luteólise-estro observado neste trabalho (127,38± 11,33´94,00±8,59 horas; P>0,05) em relação ao observado em raças taurinas (Tanabe & Hann, 1984). O tamanho médio final do folículo ovulatório (1,26±0,04´1,27±0,05cm; P>0,05) foi semelhante ao observado por Figueiredo et al. (1997) em vacas da raça Nelore (de 1,16±0,25 a 1,20±0,29cm, conforme o número de ondas de crescimento), e coerente com a diferença normalmente observada entre zebuínos e taurinos (Barros et al.,1995).

 

 

 

Parte da variação observada no intervalo da luteólise ao estro é devida à presença de um folículo dominante funcional no momento da luteólise (Kastelic et al., 1990). O maior folículo presente no momento da luteólise foi o folículo ovulatório em 28,57% e 25,00% dos animais nos quais a luteólise foi natural e induzida, respectivamente (P>0,05). A luteólise natural, mesmo tendo ocorrido em um momento mais avançado do ciclo (dia 16,43±0,42) quando comparada à luteólise induzida (dias 10 a 14), não aumentou a chance de que o maior folículo fosse um folículo dominante funcional (FDF). A ocorrência de ciclos com três ou quatro ondas de crescimento folicular pode retardar o estabelecimento do folículo ovulatório (Sirois & Fortune, 1988; Zeitoun et al., 1996). O percentual de animais nos quais o maior folículo presente tornou-se o folículo ovulatório aumentou para 42,86% e 58,33% após 24 horas, e para 71,43% e 75,00% após 48 horas, e demonstra a impossibilidade de se caracterizar o folículo ovulatório com precisão antes do estro com base em um único exame ultra-sonográfico. Da mesma forma, não houve diferença no diâmetro do maior folículo presente ou no diâmetro do folículo ovulatório no momento da luteólise (P>0,05) entre os animais nos quais o maior folículo era ou não um FDF. Estes resultados são coerentes com a impossibilidade de se determinar o "status" funcional de um folículo com base em uma única avaliação morfológica (Bungartz & Niemann, 1994).

A correta identificação da presença de um folículo dominante funcional constitui um desafio para os pesquisadores, em especial quando se objetiva a sincronização de estro ou a superovulação (Armstrong, 1993). Vários critérios morfológicos têm sido propostos para a caracterização morfológica da dominância folicular com base em exames ultra-sonográficos sucessivos (Guilbault et a., 1991; Rouillier et al., 1996). A caracterização do folículo dominante funcional pela presença de um folículo com diâmetro superior a 9mm, em fase de crescimento ou em fase de estabilização por menos de quatro dias (segundo critério proposto por Guilbault et al., 1991), resultou em 73,08% de acerto na determinação do folículo ovulatório. A baixa eficiência do critério utilizado neste trabalho pode estar relacionada ao menor diâmetro e à menor persistência do folículo dominante em zebuínos (Rhodes et al., 1995; Figueiredo et al., 1997), e folículos no final da fase de crescimento ou em início de estabilização poderiam estar iniciando um processo de atresia, sendo incorretamente classificados como funcionais, uma vez que alterações endócrinas e histológicas nas camadas funcionais da parede folicular precedem mudanças morfológicas detectáveis pela ultra-sonografia.

Nos animais em que o maior folículo presente no momento da luteólise era um folículo dominante funcional, a duração do crescimento folicular e o intervalo luteólise–estro foram menores (P<0,05), conforme mostrado na Tab. 2. A correlação entre diâmetro do folículo ovulatório no momento da luteólise, mas não do maior folículo presente, e duração do crescimento do folículo ovulatório e intervalo luteólise-estro foi negativa (P<0,01; Tab. 3). Tanabe & Hann (1984) observaram em animais que receberam PGF2a no meio do diestro maior dispersão na manifestação de estro, devido provavelmente à maior variação no estágio de desenvolvimento folicular. Após o surgimento da primeira onda de crescimento folicular, a alternância dos folículos dominantes resultou na presença de folículos de grande diâmetro durante todo o ciclo, independente do seu "status" funcional (Viana et al., 1997).

 

 

 

CONCLUSÕES

A regressão funcional do corpo lúteo e a dinâmica folicular no período pré-ovulatório foram semelhantes após a luteólise natural ou induzida em vacas da raça Gir. A principal fonte de variação no intervalo da luteólise à manifestação de estro foi a presença ou não de um folículo dominante funcional no momento da luteólise.

 

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NOTAS

1 Ciosin, Coopers.

2 Concept LC, Dynamic Imaging.

3 Liquemine, Roche.

4 Coat-a-Count, Medlab.

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