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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 no.4 Belo Horizonte Aug. 1999

https://doi.org/10.1590/S0102-09351999000400017 

Efeito de níveis de vitamina E na dieta sobre o desempenho e concentração de a-tocoferol na carne de frangos de corte

(Effect of dietary vitamin E on performance and a-tocoferol concentration in meat of broiler)

 

S.L.T. Barreto1, W.M. Ferreira1*, T. Moraes2

1Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais
Caixa Postal 567
30123-970 – Belo Horizonte, MG
2Universidade Federal de Lavras

 

Recebido para publicação em 15 de julho de 1998.
*Autor para correspondência
E-mail: waltermf@vet.ufmg.br

 

 

RESUMO

Este experimento foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito da suplementação de diferentes níveis de vitamina E (NVE) na dieta sobre o desempenho de frangos de corte de um a 42 dias de idade, e sobre a concentração de a-tocoferol (AT) na carne de peito das aves aos 45 dias de idade. Foram alojados 480 pintos de um dia, da linhagem Ross, em 16 boxes de 3,00 ´ 2,20m, com 30 aves de ambos os sexos em cada boxe. A ração e a água foram fornecidas ad libitum. As aves receberam uma dieta inicial (1 a 21 dias), com 21,2% de PB e 2934kcal de EM/kg, e uma dieta de crescimento (22 a 42 dias), com 18% de PB e 3035kcal de EM/kg. Ambas as dietas foram suplementadas com quatro NVE: 25, 250, 500 e 750mg/kg. O delineamento experimental foi o inteiramente ao acaso, constituído de quatro tratamentos (NVE), com quatro repetições, cada uma com 30 aves. Verificou-se que o peso corporal, o ganho de peso e a conversão alimentar aos 42 dias de idade foram significativamente influenciados (P<0,05) pelos NVE utilizados na dieta. Houve aumento linear para peso e ganho de peso, e melhoria linear da conversão alimentar à medida que se elevou o nível da suplementação de vitamina E (VE) da dieta. O consumo de ração e a viabilidade não foram influenciados (P>0,05) pelos NVE. Observou-se efeito quadrático (P<0,05) do NVE na dieta sobre a deposição de AT na carne de peito das aves, sem diferença entre sexos. Máxima concentração de AT foi verificada na carne de peito de aves que foram alimentadas com dieta de 500mg de VE/kg. Desse modo, conclui-se que para cada aumento de 25mg de VE/kg na dieta, espera-se um aumento de 5,49g no peso corporal, melhoria de 0,0038 pontos na conversão alimentar, e um aumento de 8,57mg de AT/g de carne de peito de frangos de corte.

Palavras-chave: Frango de corte, vitamina E, a-tocoferol

 

ABSTRACT

This experiment was carried out with the objective of evaluating the effect of different supplementation of vitamin E (VE) levels in diet on broilers performance during 42 days of age and on the a-tocoferol (AT) concentration in the breast meat of broilers at 45 days of age. Thus, 480 one-day Ross chicks were distributed in 16 floor pens, containing 30 birds of both sexes in each one. Broilers had free access to feed and water at all time. The birds were fed start diet (1-to-21 day), containing 21,2% CP and 2934kcal ME/kg, and growing diet (22-to-42 day), with 18,6% CP and 3035kcal ME/kg. Both diets were supplemented with four VE levels: 25, 250, 500 and 750mg/kg. The experimental design had four treatments (VE levels), and each one was represented by four repetitions, with 30 birds in each one. The body weight, body weight gain and feed conversion at 42 days of age were significant effected (P<0,05) by the VE levels used in the diet, showing linear increases (P<0.05) for these parameters with the increase of VE supplementation in the diet. The feed intake and viability were not affected (P>0,05) by VE levels in the diet. Quadratic effect (P<0,05) of diet was observed on the AT deposition in breast meat of broilers, showing no difference between sexes. Greater AT concentration was detected in breast meat of broilers witch were fed with diet containing 500mg VE/kg. Thus, it can be concluded that from each increase in the diet of 25mg VE/kg, it can be expected an increase of 5,49g on body weight, an amelioration of 0,0038 on feed conversion, and an increase of 8,57mg AT/g of breast meat at slaughter age.

Keywords: Broiler, vitamin E, a-tocoferol

 

 

INTRODUÇÃO

Nutricionalmente, o a-tocoferol (AT) é o representante mais importante do grupo de compostos com atividade de vitamina E (VE). Apresenta maior atividade biológica quando comparado aos demais, maior índice de absorção intestinal, maior deposição nos tecidos e menor excreção fecal, além de ser oxidado mais lentamente (Green,1972; Machlin, 1991).

Sabe-se que a VE, como antioxidante celular, intervém na estabilização dos ácidos graxos poliinsaturados da fração lipídica das membranas celulares, evitando a formação de lipoperóxidos tóxicos, impedindo a formação de lesões nos vasos sangüíneos e alterações na permeabilidade capilar. Também exerce resistência ao peróxido de hidrogênio e apresenta capacidade em destruir peróxidos formados (Asghar et al., 1990; Machlin, 1991; Combs,1992).

O Nutrient... (1994) sugere a exigência de 10mg de VE/kg de dieta para frangos de corte durante todo o período de criação. No entanto, a suplementação de níveis de vitamina E (NVE) na dieta em até 20 a 25 vezes maiores do que a exigência sugerida pelo Nutrient... (1994) tem sido mencionada nos trabalhos para o período inicial ou para toda a fase de criação das aves, ou ainda na fase que antecede ao abate, com objetivo de prevenir a encefalomalacia, maximizar a resposta imune (Tengerdy & Nockels, 1973; Colnagno et al., 1984), reduzir a mortalidade das aves por ascite (Enkevetchakul et al., 1993), elevar a concentração de AT nos tecidos (Marusich et al., 1975; Jackobsen et al., 1995) e manter a qualidade e a estabilidade da carcaça, durante e após o armazenamento (Sklan et al., 1983; Lin et al., 1989; Sheehy et al., 1991).

Este trabalho teve como objetivo estudar os efeitos da suplementação de diferentes NVE na dieta sobre o desempenho zootécnico e sobre a concentração de AT na carne de peito de frangos de corte à idade de abate.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 480 pintos de um dia de idade, de ambos os sexos, da linhagem Ross, sendo distribuídos em 16 boxes com 30 pintos cada.

As aves receberam aquecimento até o 15° dia de idade. A ração e a água foram fornecidas ad libitum durante toda a fase de criação. Nos primeiros 15 dias a ração foi fornecida em comedouro tipo bandeja e a água, em bebedouro tipo copo durante a primeira semana. O período experimental teve a duração de 42 dias.

As exigências nutricionais utilizadas para a formulação das dietas foram baseadas nas recomendações de Rostagno et al. (1994). A composição percentual e os valores nutricionais das dietas encontram-se na Tab.1. Todas as aves receberam a mesma dieta experimental, sendo uma inicial (1 a 21 dias) e a outra de crescimento (22 a 42 dias), constituídas das dietas básicas (Tab.1) que foram suplementadas com quatro NVE (25, 250, 500 e 750mg/kg). Com isso, os tratamentos foram definidos de acordo com o NVE suplementado nas dietas, conforme apresentado na Tab.2.

 

 

 

Para avaliação do efeito do NVE na dieta das aves, foram analisadas as seguintes características: peso corporal inicial e final, ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar e viabilidade aos 42 dias, e concentração de AT na carne de peito das aves, segundo o sexo, aos 45 dias de idade.

Para avaliação da concentração de AT na carne do peito, quatro aves, duas de cada sexo e de cada repetição, foram abatidas aos 45 dias de idade, após um período de jejum de 12 horas. Em seguida, procedeu-se à extração de cada peito da carcaça. Os peitos foram empacotados, identificados segundo o sexo e o tratamento, e armazenados a –18° C até a realização da análise de VE.

No momento da análise, os peitos foram semidescongelados em temperatura ambiente, e com o auxílio de um coletor de seção cilíndrica foram retiradas duas amostras internas em cada lado do peito de cada ave. Após as extrações foi feito um "pool" entre as amostras das aves do mesmo sexo em cada repetição.

As amostras foram maceradas separadamente para o procedimento da análise de VE. A concentração de AT na carne de peito, em cada sexo de cada repetição, foi analisada em duplicatas e estimada em mg/g de amostra, segundo a metodologia proposta por Ueda & Igarashi (1990).

Os cálculos de área de pico das amostras foram realizados por um integrador/processador, modelo C-R6A, da marca Schimadzu, acoplado a um cromatógrafo líquido (HPLC), de fase reversa, modelo 5000, da marca Waters. O pico de área do AT foi identificado pela comparação com um padrão de acetato de dl-a-tocoferol (C31H52O3) da marca Merck, o qual teve o mesmo procedimento das amostras analisadas, e o cálculo da concentração de AT de cada amostra foi feito pela comparação com o padrão.

O sistema de HPLC incluía: uma bomba injetora com fluxo de 1,0ml/min; uma coluna C18, 39´150mm, da marca Waters; e um "lopp" com capacidade de 5ml. O comprimento de onda utilizado foi 295nm, segundo Ueda & Igarashi (1990).

O delineamento experimental foi o inteiramente ao acaso, sendo constituído de quatro tratamentos (25, 250, 500 e 750mg de VE/kg de dieta) e de quatro repetições.

Para análise de variância utilizou-se o programa estatístico SAS (1985). No caso de efeito significativo de tratamento, a comparação de médias foi realizada por meio do teste Stutent-Newman-Keuls (SNK), ao nível de 5% de probabilidade. Para análise de regressão foram considerados somente os modelos linear e quadrático.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados referentes ao peso inicial e final, ao ganho de peso, ao consumo de ração, à conversão alimentar e à viabilidade das aves, de acordo com os diferentes NVE suplementados na dieta, encontram-se na Tab. 3.

 

 

A análise de variância do peso inicial das aves (P>0,05) mostra que houve uniformidade entre as unidades experimentais, evitando, assim, arranjos sistemáticos e diminuindo a independência de erros experimentais na montagem e execução do experimento.

O aumento da suplementação de VE na dieta de frangos de corte resultou em melhoria significativa (P<0,05) no ganho e no peso das aves aos 42 dias de idade. Verificou-se que as dietas com 250, 500 e 750mg de VE/kg proporcionaram maior ganho de peso (1 a 42 dias) e maior peso das aves aos 42 dias de idade, embora a diferença no ganho e no peso das aves alimentadas com dieta com 25 ou 250mg de VE/kg não tenha sido significativa (P>0,05).

A análise de regressão (P<0,05) mostrou que o modelo linear foi o que melhor se ajustou aos dados para o peso corporal, Y=2021,4193+0,2194X; R2=0,88, e para o ganho de peso, Y=2069,0707+0,2182 X; R2=0,88, com o aumento da suplementação de VE na dieta, onde X representa o NVE da dieta e Y, o peso e o ganho de peso das aves, respectivamente. As equações de regressão revelam que, dentro dos limites estudados, espera-se um aumento médio de 0,22g no peso das aves aos 42 dias de idade para cada aumento de 1mg de VE/kg de dieta.

Os NVE utilizados na dieta não exerceram efeitos (P>0,05) sobre o consumo de ração e sobre a viabilidade das aves, porém, efeito significativo (P<0,05) foi observado para conversão alimentar. As aves alimentadas com dieta com 750mg de VE/kg obtiveram melhor conversão (P<0,05) quando comparadas às aves que receberam dieta com 25mg de VE/kg, apresentando esta 6,5% menos de eficiência. A conversão alimentar foi semelhante (P>0,05) nas aves que receberam dieta com 25, 250 e 500, e semelhante nas que receberam 250, 500 e 750mg de VE/kg.

A análise de regressão mostra que houve melhoria linear (P<0,01) na conversão alimentar das aves com o aumento da suplementação de VE na dieta: Y=1,87129–0,000153X; R2=0,84, indicando em média melhoria de 0,0038 pontos na conversão para cada aumento de 25mg de VE/kg de dieta, dentro dos limites estudados.

Kennedy et al. (1992) também observaram aumento significativo de 1,3% no ganho de peso e melhoria na conversão alimentar das aves que receberam dieta com l63mg de VE/kg, ao serem comparadas com as que receberam dieta com 44mg de VE/kg. No presente trabalho o aumento foi de 4%.

Avaliando o desempenho de frangos de corte até o 49º dia de idade, alimentados com dieta com nível de VE abaixo da exigência proposta pelo Nutrient... (1994), ou nível normal de VE (20mg/kg), ou ainda nível de VE considerado excessivo (300mg/kg de dieta), Raza et al. (1997) verificaram melhor conversão alimentar e maior peso corporal para as aves que foram alimentadas com 300mg de VE/kg de dieta, sendo essas 12,2% mais pesadas que as aves que receberam 20mg de VE/kg de dieta. Desse modo, os resultados obtidos para o ganho de peso e para conversão alimentar neste trabalho concordam com os encontrados por Raza et al. (1997).

Com o objetivo de estudar o efeito de dois NVE (100 e 500mg/kg de dieta) e de dois tipos de VE (sintética e natural), Jakobsen et al. (1995) não verificaram aumento no consumo e melhoria no ganho de peso das aves em função do nível e do tipo de VE utilizados na dieta.

Ao contrário do observado neste trabalho, Sell et al. (1994) e Frigg et al. (1992), utilizando níveis máximos de 300 e 500mg de VE/kg de dieta, respectivamente, não encontraram efeitos dos tratamentos sobre o desempenho de frangos de corte e perus.

Segundo Nockels et al. (1976), a suplementação de 8000mg de VE/kg de dieta reduziu consideravelmente o peso corporal de frangos, e níveis maiores do que 4000mg de VE/kg, resultaram em redução da pigmentação da pele e do bico, provavelmente por ter interferido na absorção de carotenóides no organismo.

Com relação aos resultados obtidos para concentração de AT na carne de peito das aves (Tab. 4), a interação NVE ´ sexo das aves não foi significativa (P>0,05) sobre essa característica. Porém, houve efeito do NVE, independente do sexo, sobre a concentração de AT na carne de peito, sendo esta significativamente (P<0,05) menor em aves que receberam a dieta com o menor NVE utilizado. No entanto, as concentrações de AT na carne do peito não diferiram (P>0,05) nas aves que consumiram dieta com 250, 500 ou 750mg de VE/kg, sendo em média 7,23 vezes superiores à concentração de AT na carne de peito das aves alimentadas com menor NVE (25mg/kg).

 

 

Pela regressão, verificou-se que o modelo quadrático (P<0,05) foi o que melhor se ajustou aos dados observados para a concentração de AT na carne de peito das aves: Y=10,179718+0,35078X; R2=0,80, sendo X o NVE na dieta e Y a concentração de AT na carne do peito. Essa equação mostra que máxima concentração de AT na carne do peito foi obtida com 550mg de VE/kg, determinando-se o ponto crítico da curva.

O aumento da suplementação de VE na dieta das aves tem sido utilizado em várias pesquisas com o objetivo de aumentar a concentração de AT nos tecidos e conseqüentemente, de retardar o início da oxidação dos lipídeos da carcaça durante a fase de criação das aves e, principalmente após o abate, garantir melhor conservação das características organolépticas do produto e prolongamento do período de armazenamento da carcaça (Marusich et al., 1975; Bartov et al., 1983). No entanto, a concentração de AT na carne das aves depende da concentração de VE na dieta e, também, do período de tempo em que a suplementação de VE é utilizada na dieta (Marusich et al.,1975; Sheldon, 1984).

Embora não tenha sido avaliada neste trabalho a concentração de malonil dialdeídos (peróxidos) na carne de peito das aves, McKnight & Coelho (1996) mencionam que o fornecimento de dieta para frangos de corte suplementada com 300mg de VE/kg resultou em maior deposição de AT nos tecidos e em melhoria na conservação das características organolépticas da carcaça das aves durante o seu período de armazenamento, ao serem comparadas com aquelas de aves que receberam dietas suplementadas com 100 e 200mg de VE/kg durante o período de criação.

Para Jensen et al. (1995), níveis de 200mg de VE/kg de dieta foram necessários para assegurar menor número possível de peróxidos formados durante o armazenamento da carcaça num período de seis meses. Do mesmo modo, Morrissey et al. (1997) recomendam que 200mg de VE/kg de dieta devam ser suplementados na dieta de frangos de corte no período de pelo menos quatro semanas que antecede ao abate, com o objetivo de otimizar a concentração de VE na carcaça, e garantir adequada estabilidade da carne contra a peroxidação dos lipídeos.

A exigência dietética de VE necessária para melhorar a qualidade da carne e a sua estabilidade durante o período de armazenamento parece ser bem mais elevada do que os níveis dietéticos recomendados de VE para atender à exigência biológica (Jackobsen et al., 1995).

 

CONCLUSÃO

Para cada aumento na suplementação de 25mg de VE/kg de dieta, dentro dos limites estudados, espera-se um aumento de 5,49g no peso corporal, uma melhoria de 0,0038 pontos na conversão alimentar, e um aumento de 8,57mg de AT/g de carne de peito de frangos de corte à idade de abate.

 

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