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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 n.6 Belo Horizonte Dec. 1999

https://doi.org/10.1590/S0102-09351999000600006 

Cloridrato de tiletamina associado com cloridrato de zolazepam na tranqüilização e anestesia de calitriquídeos (Mammalia, Primates)

(Tiletamine hydrochloride in association with zolazepam hydrochloride for the tranquilization and anesthesia of callitrichids)

 

F.G.A. Santos*, E.R. Salas, J.C. Bicca-Marques, C.Clegaro-Marques, E.M.P. Farias

Universidade Federal do Acre - Rio Branco - AC

 

Recebido para publicação em 11 de maio de 1999.
Colaboradores: M.A.O. Azevedo, A.E.R.F. Almeida
*Endereço para correspondência:
Dep. de Patologia Geral – ICB-UFMG
Caixa Postal 2486
31270-Belo Horizonte, MG
E-mail: glauco@icb.ufmg.br 

 

 

RESUMO

Utilizou-se a associação de cloridrato de tiletamina (125mg) e cloridrato de zolazepam (125mg) diluídos em água destilada (10ml) como tranqüilizante e anestésico em 38 animais pertencentes às espécies Saguinus imperator imperator (N= 21), Saguinus fuscicollis weddeli (N= 15) e Cebuella pygmea (N=2). Indivíduos de ambos os sexos, com pesos entre 130 e 520g, receberam doses de 0,02ml (1,11mg/kg) a 0,15ml (8,33mg/kg) pela via intramuscular. Na maioria dos casos ocorreu anestesia. Os animais foram libertados no mesmo dia da captura, após recuperação pós-anestésica. Não ocorreu efeito colateral aparente sobre os fetos de duas fêmeas gestantes. Apesar da morte de um animal jovem, os resultados foram considerados satisfatórios na tranqüilização e anestesia de calitriquídeos.

Palavras-Chave: Primata, calitriquídeos, tiletamina, zolazepam, anestesia, Acre

 

ABSTRACT

Tiletamine hydrochloride (125mg) in association with zolazepam hydrochloride (125mg) diluted in distilled water (10ml) were used as tranquilizer and anesthetic in 38 individuals of three species of callitrichids: 21 black-chinned emperor tamarins (Saguinus imperator imperator), 15 saddleback tamarins (Saguinus fuscicollis weddeli) and 2 pygmy marmosets (Cebuella pygmea). Individuals of both sexes that had weighed between 130g and 520g received doses of 0.02ml (1.11mg/kg) to 0.15ml (8.33mg/kg). In most of the cases anesthesia occurred. Marmosets were liberated in the same day of the capture, after we had verified the animal’s rehabilitation. Side effects were not apparent in the fetus of the two pregnant females. Despite the death of an young individual, the results were considered satisfactory to produce tranquillity and anesthesia in callitrichids

Key words: Primate, callitrichid, tiletamine, zolazepam, anesthesia, Acre-Brazil.

 

 

INTRODUÇÃO

Os tranqüilizantes ou ataráxicos são usados, rotineiramente, em medicina veterinária com a finalidade de acalmar ou conter os animais e evitar suas reações. Além disso, os tranqüilizantes proporcionam analgesia pré e pós-operatória e reduzem os efeitos colaterais indesejáveis dos agentes anestésicos, permitindo o uso de anestésicos locais para realização de pequenas cirurgias (Correa et al., 1984; Fialho, 1986; Klemm, 1988; Silva & Ferreira, 1994).

A agressividade, o estresse, a dificuldade na captura e a contenção de animais silvestres (como os primatas), bem como na clínica de pequenos animais, têm exigido pesquisas e cuidados na escolha de um fármaco que apresente propriedades ideais que facilitem e favoreçam um estado ótimo de tranqüilização ou anestesia dos indivíduos (Fialho, 1986; Silva & Ferreira, 1994).

A anestesia de primatas neotropicais capturados na natureza tem sido comumente realizada com o uso de drogas como Ketalar e Rompun (Scott et al., 1976; Wagner, 1978; Glander et al., 1991; Agoramoorthy & Rudran, 1994; Müller & Schildger, 1994).

Atualmente, diversas pesquisas têm sido realizadas com o intuito de se descobrir o tranqüilizante e o anestésico ideais, dotados de menor poder de toxicidade e que possam ser usado em indivíduos de idade avançada, debilitados, facilmente estressáveis e, ainda, que sejam de baixo custo e de fácil aquisição. Esses fármacos devem apresentar como característica desejável a facilidade de aplicação e proporcionar resultados satisfatórios na contenção e manipulação dos pacientes, sem os grandes inconvenientes dos efeitos colaterais (Silva & Ferreira, 1994).

Dessa forma, as associações anestésicas ganharam popularidade entre os anestesistas por oferecerem algumas vantagens sobre os anestésicos tradicionais, podendo-se ressaltar a diminuição da dose, o retorno mais rápido, a fácil administração e, principalmente, sua indicação para os pacientes idosos (Sampaio & Bernis, 1973). Por possuir ações decorrentes das propriedades conjugadas dos seus componentes, tais como catalepsia, analgesia e rápida anestesia sem agitação, seguidas de um relaxamento muscular com a conservação dos reflexos faríngeos, laríngeos e palpebrais, sem depressão bulbar e despertar calmo, a combinação do cloridrato de tiletamina (anestésico) e cloridrato de zolazepam (tranqüilizante) é recomendada para atividades de contenção e manipulação de animais na natureza (Jones et al., 1983; Thurmon et al., 1996).

Este trabalho relata uma experiência com o uso de cloridrato de tiletamina e de cloridrato de zolazepam na tranqüilização e anestesia de calitriquídeos capturados em ambiente natural.

 

MATERIAL E MÉTODO

O trabalho foi conduzido no Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre, Rio Branco-AC, área de 100ha caracterizada pela predominância de floresta secundária em diferentes estágios sucessionais, onde se estimou uma densidade de cerca de 10 grupos de Saguinus imperator imperator e oito grupos de Saguinus fuscicollis weddeli (Azevedo et al., 1994). A definição do número de grupos de Cebuella pygmea permanece em estudo. Neste trabalho foram capturados cinco grupos de Saguinus imperator imperator, três grupos de Saguinus fuscicollis weddeli e dois indivíduos da espécie Cebuella pygmea.

Entre os meses de abril de 1994 e fevereiro de 1995, 38 indivíduos pertencentes às espécies Cebuella pygmea- leãozinho-da-taboca (n= 2) (Fig. 1A), Saguinus fuscicollis weddelli- soim (n= 15) (Fig. 1B) e Saguinus imperator imperator- bigodeiro (n= 21) (Fig. 1C), foram capturados em armadilha tipo "Saguinus" (Encarnación et al., 1990) e tranqüilizados ou anestesiados com a associação cloridrato de tiletamina e cloridrato de zolazepam (Zoletil 50, Virbac do Brasil Indústria e Comércio Ltda, São Paulo- SP). Os animais, com peso variando entre 130 e 520g, receberam doses tranqüilizantes ou anestésicas de 0,02ml (1,11mg/kg) a 0,15ml (8,33mg/kg), pela via intramuscular (IM). A dose inicial foi calculada tomando-se por base o peso médio de 450g para adultos de ambos os sexos do gênero Saguinus (250-650 g) (Snowdon & Soini, 1988). A idade dos animais foi estabelecida de acordo com Azevedo et al. (1994).

 

 

Foram registradas as doses empregadas, o tempo de indução da tranqüilização/anestesia e os períodos de recuperação inicial e final. Também foram anotados sexo, peso e o resultado da morfometria realizada em cada indivíduo.

O período de indução da tranqüilização ou da anestesia foi definido como o tempo entre a inoculação do fármaco e a facilidade de manuseio do animal com ou sem perda da consciência (Agoramoorthy & Rudran, 1994).

O período de recuperação inicial foi definido como o tempo decorrido entre a diminuição e a recuperação dos movimentos ou perda da consciência e retorno dos primeiros reflexos palpebral e podal. O período de recuperação final foi definido como o lapso de tempo compreendido entre o retorno lento dos reflexos e a total habilidade para caminhar e subir nas árvores. O tempo total de recuperação foi um somatório do tempo de recuperação inicial e tempo de recuperação final (Agoramoorthy & Rudran, 1994), considerado como o tempo ideal para liberação dos animais.

A dose, o peso, o sexo, tempo de indução da anestesia, duração da anestesia e a liberação dos animais nas espécies Saguinus fuscicollis weddeli e Saguinus imperator imperator foram submetidas à análise de variância, com verificação de significância a 5% pelo teste t de Student.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As doses entre 1,11 e 8,33mg/kg (X= 5,44; DP= 1,7) empregadas em animais com pesos entre 130 e 520g (X= 348,78; DP= 98,26) (Tab. 1) produziram, na maioria dos casos, um estado de tranqüilização ou de anestesia, o que permitiu a realização de morfometria e identificação sexo-etária com segurança, aspectos já abordados por Wagner (1978), em experimentos com sagüinos.

 

 

A indução anestésica ocorreu de forma suave, sem excitação, um a cinco minutos após a administração do fármaco (X= 2,05; DP= 0,9702). Tempo mais longo de indução, com apenas uma discreta tranqüilização, foi devido à doses com 1,11mg/kg, inferior a da indução anestésica. O período de anestesia variou de 9 a 181 minutos (X= 45,22; DP= 34,2897) e a volta à normalidade ocorreu de 114 a 387 minutos (X= 272,054; DP= 78,463), o que está de acordo com Glander et al. (1991) e Thurmon et al. (1996), em pesquisas realizadas com primatas. Não ocorreu diferença estatística significativa quanto à dose, sexo, tempo de indução da anestesia, duração da anestesia e liberação dos animais na mesma espécie, nem entre espécies (Saguinus fuscicollis weddeli ´ Saguinus imperator imperator). Os Saguinus imperator imperator apresentaram média de peso superior à média dos Saguinus fuscicollis weddeli (P< 0,05), apesar de estarem dentro dos valores previstos por Snowdon & Soini (1988), para as espécies do gênero Saguinus (Tab. 2).

 

 

Foi observada discreta agitação em um animal da espécie Saguinus imperator imperator, com excitação, sem no entanto causar dificuldade em sua contenção, fato já relatado por Klemm (1988), em experiências clínicas comuns em animais. Geralmente, os indivíduos foram libertados no mesmo dia da captura, após sua recuperação. Glander et al. (1991) utilizaram doses médias de 14,8 e 22,1mg/kg de Telazol (fármaco à base de cloridrato de tiletamina e cloridrato de zolazepam) para imobilizar, respetivamente, guaribas (Alouatta palliata) e macacos-aranha (Ateles geoffroyi), e Agoramoorthy & Rudran (1994), trabalhando com Alouatta seniculus, utilizaram 22,4 e 22,5mg/kg de Telazol em adultos machos e fêmeas, respectivamente, e 30,5mg/kg em animais jovens, valores relativamente superiores às doses administradas neste estudo, que resultaram em maior tempo de recuperação dos animais.

Doses fracionadas, quando administradas em pequenos intervalos, induziram à tranqüilização ou anestesia, dependendo do número de vezes ou da quantidade inoculada, mesmo quando administrada 1/3 ou mesmo 1/2 da dose inicial. Elas foram administradas a sete indivíduos da espécie Saguinus imperator imperator, com a finalidade de induzir ou prolongar o efeito tranqüilizante ou anestésico (Tab. 3). Esse fato ocorreu no início do experimento, quando as doses foram estimadas, uma vez que os animais só poderiam ser pesados após estarem tranqüilizados ou anestesiados. Verificou-se que a administração de doses suplementares são necessárias, mesmo em populações estudadas e conhecidas, em função de variações individuais, precisão na dose anestésica administrada, forma de administração do fármaco e duração da anestesia, conforme experimentos conduzidos por Glander et al. (1991).

 

 

Um espécime de Saguinus fuscicollis weddeli, três de Saguinus imperator imperator e dois de Cebuella pygmea não responderam à anestesia (Tab. 2), mas apenas à tranqüilização. A dose adequada para produzir tal estado foi estabelecida por estimativa, em função da experiência adquirida com o tempo de trabalho com essas espécies de macaco. Dessa forma, empregando os efeitos conhecidos das propriedades destes fármacos, foi possível induzir tranqüilização ou anestesia. Esses efeitos práticos e desejáveis foram abordados por Correa et al. (1984), Fialho (1986) e Silva & Ferreira (1994) na clínica e cirurgia de pequenos animais domésticos.

Um ponto importante considerado na anestesia de primatas neotropicais na natureza é o registro do tempo de indução, nível e duração, bem como do efeito tóxico para o animal, aspectos já abordados por Scott et al. (1976), Wagner (1978), Glander et al. (1991) e Müller & Schildger (1994). Nas duas fêmeas em início de gestação não se observou aborto e, ao nascerem, os filhotes apresentaram aparente bom estado de saúde, não tendo sido detectado qualquer efeito teratogênico ou tóxico decorrente do emprego da anestesia, o que está de acordo com o trabalho realizado por Sampaio & Bernis (1973) em cães.

Foram observados tremores musculares em três espécimes de Saguinus imperator imperator. Esses efeitos colaterais estão associados às propriedades da tiletamina, conforme abordado por Jones et al. (1983).

Foi registrada a morte de uma fêmea jovem de S. i. imperator, provavelmente, causada por estresse devida à falta de ventilação, pelo calor excessivo no dia da captura, e susceptibilidade devido à pouca idade. Deve-se considerar que se os procedimentos preconizados por Glander et al. (1991) e Agoramoorthy & Rudran (1994) tivessem sido adotados para socorrer o animal, talvez este quadro pudesse ter sido revertido.

 

CONCLUSÕES

1. As doses seguras da associação do cloridrato de tiletamina e cloridrato de zolazepam, pela via intramuscular, em calitriquídeos, variam segundo o peso do animal. Como tranqüilizante elas foram de 1,11 a 4,44mg/kg e como anestesia de 2,22 a 5,55mg/kg de peso vivo em animais com pesos de 130 a 480g; 2. As doses proporcionaram retorno suave e progressivo da consciência, sem efeitos colaterais inconvenientes; 3. Doses maiores prolongaram o período de tranqüilização e induziram anestesia, obrigando maiores cuidados no acompanhamento do animal; 4. Doses inferiores às preconizadas, quando administradas em intervalos regulares em somatório potencializam-se e induzem fenômenos catalépticos, com efeito mais profundos àqueles observados neste trabalho, para tranqüilização ou anestesia de acordo com o número de vezes ou quantidade inoculada.

 

AGRADECIMENTOS

Este trabalho foi realizado junto ao " Projeto Bigodeiro " ("Ecologia e interações sociais de Saguinus imperator imperator Goeldi, 1907 (Primates, Callitrichidae) no Estado do Acre, Brasil"), com apoio logístico e financeiro da Universidade Federal do Acre, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e da SOS Amazônia, aos quais agradecemos. Aos professores Anilton César Vasconcelos e Luciana Moro (ICB- UFMG) pela ajuda na tradução e correção dos textos e tabelas em inglês. Ao professor Alan Lanne de Melo (ICB- UFMG) pelas valiosas sugestões e observações.

 

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