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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 n.6 Belo Horizonte Dec. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09351999000600010 

Estudo da população microbiana e da liberação de amônia da cama de frangos tratada com gesso agrícola

(Study of the microbial population and ammonia release of treated broiler litter with agricultural gypsum)

 

M.A.P.M. Sampaio1, R.P. Schocken-Iturrino2, A.A.M. Sampaio2, S.C.P. Berchielli2, A. Biondi2

1Colégio Técnico Agrícola - FCAVJ/UNESP
Rod. Carlos Tonanni, km 5
14870-000 - Jaboticabal, SP
2Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP-Jaboticabal

 

Recebido para publicação, após modificação, em 13 de agosto de 1999.

 

 

RESUMO

O presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a população microbiana (contagem padrão) e a liberação de amônia da cama de frangos de maravalha tratada com gesso agrícola, durante o ciclo de criação das aves. Foram utilizados 1440 pintos de um dia para corte, criados em galpão convencional dividido em boxes, sob densidade de nove aves/m2. Os dados das variáveis analisadas foram coletados no início, no 25º dia e ao final do experimento (49º dia de vida). O delineamento experimental adotado foi o inteiramente ao acaso, com a distribuição de nove tratamentos em esquema fatorial 4 ´ 2 + 1 (níveis de gesso ´ formas de aplicação), com quatro repetições e 40 aves por parcela. Os resultados evidenciaram a capacidade inibidora do gesso na volatilização de amônia da cama de frangos no 25º dia e ao final do experimento, principalmente para a aplicação parcelada, implicando no decréscimo da contagem padrão de microrganismos.

Palavras-Chave: Frango, cama de frango, amônia, população microbiana

 

ABSTRACT

The present work was carried out with the objective of evaluating the microbial population (total bacterial counts) and ammonia release from wood shaving broiler litter treated with gypsum, during the rearing cycle. A total of 1440 one-day chicks were used conventionally, housed under a density of nine birds per m2. Data were collected at the beginning, on the 25th day and at the end of the experiment (49th day). The experimental design was a completely randomized, in a 4´ 2+1 factorial scheme (gypsum levels ´ applications forms) with nine treatments, four replications and 40 birds per experimental unit. It was showed the inhibiting capacity of gypsum over ammonia volatilization, from broiler litter, during a period of 25 days and at the end of the experiment, mainly with the application in parcels, favouring a decrease of the total bacterial counts.

Keywords: Broiler, broiler litter, ammonia, microbial population

 

 

INTRODUÇÃO

O esterco avícola é rico em microrganismos, podendo apresentar variações no teor de umidade, produção de amônia e população de coliformes, dependendo do material usado como cama e de seu manejo (Jorge et al., 1996).

A utilização de aditivos na cama de frangos é, ainda, um assunto pouco explorado e a principal função do gesso agrícola misturado à cama seria a de evitar a perda de grandes quantidades de nitrogênio pela volatilização de amônia das dejeções das aves. Teuscher & Adler (1985) citaram a reação ocorrida entre o carbonato de amônio e o sulfato de cálcio como a responsável pelo mecanismo de fixação do nitrogênio: (NH4)2 CO3 + CaSO4 ® (NH4)2 SO4 + CaCO3.

Delgado (1998), analisando a composição químico-bromatológica da cama de frangos com a aplicação única de 30% do gesso, concluiu que o aditivo melhorou a composição químico-bromatológica da cama e que o subproduto avícola demonstrou ser um alimento viável para suplementação de ruminantes. Em outro estudo, Marin (1998) determinou a composição químico-bromatológica de três tipos de cama (casca de arroz, maravalha e casca de amendoim) sem e com gesso (15kg gesso/35kg material absorvente), sob duas formas de estocagem (amontoada e ensilada). Os resultados demonstraram que a adição de gesso às camas reduziu os teores de FDA (fibra em detergente ácido) e FDN (fibra em detergente neutro), elevou os teores de MM (matéria mineral) e de N-NH3, e melhorou sua qualidade.

Em condições de estresse, as aves não têm o desempenho máximo permitido pelo seu potencial genético. Na avicultura industrial, o ambiente artificial predispõe as aves às enfermidades, particularmente de origem respiratória (Drummond et al., 1978). Nas patogenias de doenças do trato respiratório em pintos, agravadas pela presença de E. coli, a bactéria inalada com a poeira contaminada é o modo de infecção mais freqüente e afeta a mucosa respiratória, levando ao aparecimento da aerossaculite, responsável por boa parte da condenação de carcaças nos abatedouros (Gross, 1984). A amônia que se desprende da cama de frangos pode se tornar problemática, principalmente nos meses de inverno, sob condições de umidade excessiva da cama, propiciando o crescimento de agentes patogênicos (Avila et al., 1992).

Com a finalidade de inibir as perdas de amônia no manuseio do esterco avícola, Malavolta et al. (1979) salientaram a eficácia do gesso agrícola para esse propósito, aliada ao seu baixo custo.

Estudos sobre o desempenho das aves criadas em camas tratadas com gesso agrícola têm demonstrado não haver efeito negativo no seu desempenho produtivo (Bruno, 1997; Neme, 1997).

Assim, os objetivos desta pesquisa foram verificar a contagem padrão de microrganismos e a liberação de amônia da cama de frangos tratada com gesso agrícola, durante o ciclo de criação das aves.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 1440 pintos de um dia para corte (machos e fêmeas), de linhagem comercial, alojados em um galpão convencional de alvenaria, dividido em 36 boxes experimentais de 1,40´ 3,20m, sendo cada parcela constituída por 40 aves sob densidade de nove aves/m2/box. Ração comercial e água foram administradas ad libitum e procedeu-se às vacinações contra bouba, Gumboro e Newcastle.

Os tratamentos envolvendo diferentes níveis e formas de aplicação do gesso, são apresentados na Tab. 1. A aplicação única do gesso foi feita na véspera de chegada das aves. Na parcelada, incorporou-se metade do gesso no início e o restante, no 25º dia do experimento, após a segunda colheita das amostras de cama. O material escolhido como cama foi a maravalha e a espessura da cama variou em função dos tratamentos (Tab. 2).

 

 

 

 

As colheitas de amostras para as análises de laboratório foram realizadas na véspera de chegada das aves, no 25º dia do experimento (aves com 24 dias de idade) e ao final do experimento (aves com 49 dias de idade). As amostras de cama foram retiradas de seis locais fixos de cada boxe, estrategicamente escolhidos, de forma a ficarem afastados de comedouros e bebedouros, envolvendo toda a espessura da cama, formando as amostras simples, as quais originaram as amostras compostas para cada tratamento. Cada local amostrado foi envolvido por um cano de PVC, com 10cm de diâmetro e 12cm de altura, a fim de isolar corretamente a amostra e facilitar a colheita.

Para a contagem padrão de microrganismos, as amostras foram acondicionadas em embalagens de papel kraft, cuja abertura foi fechada por simples dobradura, para minimizar o acúmulo de amônia em seu interior. O material (25g para cada repetição) foi previamente pesado e colocado em frascos esterilizados contendo água peptonada, sendo submetido à homogeneização por cinco minutos e um minuto de repouso. Em seguida, procederam-se às diluições seriadas em solução salina fisiológica (pH 7,0) esterilizada. Posteriormente, as amostras foram semeadas em duplicatas, pelo método pour plate em placas de ágar para contagem padrão (Plate Count Agar), sendo incubadas a 37ºC por 24-48 horas aerobicamente (Lanara, 1981). Após o tempo de incubação, as placas que continham entre 30 e 300 colônias foram submetidas à contagem, com auxílio de um contador digital eletrônico, marca Phoenix, obtendo-se as médias das duplicatas e multiplicando-se pelo fator de diluição, sendo os resultados expressos em unidades formadoras de colônias (UFC/g).

Para determinar a amônia liberada pela cama desenvolveu-se uma metodologia baseada na adaptação do método proposto por Barreto et al. (1987). Ela constou de: a) um recipiente plástico cortado ao meio e vedado com fita adesiva (garrafa de água mineral, capaz de conter o volume de um litro), onde foi colocada a amostra de cama de frangos (50 g); b) na boca do recipiente acoplou-se um tubo de ensaio (2,5cm de diâmetro por 25cm de comprimento), onde foi inserido o papel de filtro Whatman (nº 40), impregnado de quantidade conhecida de solução padronizada de ácido sulfúrico (1N) que teve por função a retenção da amônia liberada. A principal característica dessa metodologia, além do baixo custo, foi a de não utilizar pressão negativa ou positiva dentro do recipiente, de forma que as trocas gasosas com o exterior se processassem normalmente e com pressão idêntica dentro e fora do sistema, através de orifício existente no recipiente coletor, onde foi colocada uma mangueira de silicone (5mm de diâmetro por 25cm de comprimento), conforme ilustra a Fig. 1. A base com o material em estudo e o recipiente coletor com o papel de filtro impregnado com solução de ácido sulfúrico foram mantidos unidos, vedados com fita adesiva. Após o tempo estabelecido para o estudo das perdas (72h), retirou-se a parte superior do recipiente plástico, acrescentando-se hidróxido de potássio (2N) e água destilada, destilando-se e recolhendo o destilado em uma solução de ácido bórico saturada a 2%. Procedeu-se à titulação com ácido clorídrico (0,01N) usando-se como indicador uma solução mista de bromocresol-verde e vermelho-de-metila. Adotou-se o procedimento descrito em cada repetição. Os dados foram obtidos pelo cálculo: volume de HCl gasto na titulação ´ 0,18, expressando-se os resultados em mg/72h.

 

 

O delineamento experimental foi o inteiramente ao acaso, com a distribuição de nove tratamentos em esquema fatorial 4´ 2+1, sendo estudados os fatores nível de gesso (10, 20, 30 e 40%) e formas de aplicação (única e parcelada) mais o grupo controle, com quatro repetições e 40 aves por parcela.

A comparação entre as médias foi feita pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade (Steel & Torrie, 1980).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os valores médios da liberação de amônia da cama de frangos para os diferentes níveis e formas de aplicação do gesso agrícola, nos períodos experimentais considerados, são apresentados na Tab. 3.

 

 

Constatou-se que a adição de níveis crescentes de gesso à cama promoveu diminuição significativa (P<0,05) da quantidade de amônia liberada no 25º dia e ao final do experimento. Isso mostrou a capacidade de retenção do nitrogênio da cama exercida pelo gesso, concordando com outros pesquisadores (Malavolta et al., 1979; Sobih & Dosoky, 1990). A forma de aplicação do produto também influenciou significativamente (P<0,05) a liberação de amônia nas fases de crescimento e engorda das aves, obtendo-se menores valores na aplicação parcelada do produto. Com o mesmo propósito e trabalhando com cal (óxido de cálcio), Wildey (1984) constatou que a retenção do nitrogênio na cama de frangos durou duas semanas, necessitando de nova aplicação após esse período. Em outro estudo, com adição de cal à cama, Bandel et al. (1972) verificaram maior retenção de nitrogênio nos meses de inverno.

A amônia, mesmo presente na cama, conforme constatação olfativa, apresentou concentração no ambiente inferior a 15 a 20ppm, descritos como níveis máximos permitidos para as aves (Carlile, 1984). Desse modo, pode-se afirmar, que o efeito do gesso agrícola aliado às condições de umidade relativa do ar diminuíram a quantidade de amônia liberada pela cama. A umidade relativa do ar declinou no 25º dia (73,9%) e ao final do experimento (54,5%), contribuindo para a detecção de menores valores de volatilização de amônia.

Na Tab. 4 são apresentados os dados médios da contagem padrão de microrganismos (UFC/g) para os diferentes níveis e formas de aplicação do gesso, nos períodos experimentais considerados.

 

 

Verificou-se no 25º dia e ao final do experimento decréscimo na contagem padrão de microrganismos com a adição de níveis crescentes do gesso agrícola à cama, sendo essa tendência (P<0,05) mais acentuada ao final do experimento. A forma de aplicação parcelada também promoveu de modo significativo (P<0,05) diminuição da contagem padrão de microrganismos em ambos os períodos experimentais. Esse fato, provavelmente, está relacionado à alcalinização do meio, devido ao acúmulo de massa fecal e, principalmente, à menor quantidade da amônia liberada pela cama proporcionada pela incorporação do gesso. A relação entre volatilização de amônia e contagem padrão de microrganismos é ilustrada nas Fig. 2 e 3, mostrando a significativa diminuição da contagem padrão em função do decréscimo da volatilização.

 

 

 

 

Os resultados comprovam a influência da amônia sobre a população bacteriana contida na cama de frango. Alguns pesquisadores estudaram a sobrevivência de diferentes gêneros e espécies de bactérias de interesse na cama de frango (Harry & Hemsley, 1964; Ivos et al., 1966; Tucker, 1967; Alexander et al., 1968). Mais recentemente, Jorge et al. (1996), ao estudarem a presença de coliformes em cinco tipos de cama de frangos não tratadas, obtiveram títulos mais elevados (107,94 e 108,69 nos períodos chuvoso e seco, respectivamente) entre o 17º e 24º dias de criação e concluíram que a população de coliformes dependeu, em maior escala, da massa fecal e da umidade acumuladas do que propriamente do material empregado.

 

CONCLUSÃO

Nas condições experimentais os resultados permitiram concluir que o gesso agrícola mostrou efeito inibidor da volatilização de amônia da cama de frangos com a adição de até 40% do produto, sob a forma parcelada, e a menor quantidade de amônia liberada pela cama em função da adição crescente de gesso promoveu decréscimo na contagem padrão de microrganismos, principalmente quando da aplicação parcelada do produto.

 

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