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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 n.6 Belo Horizonte Dec. 1999

https://doi.org/10.1590/S0102-09351999000600013 

Silagem de sorgo de porte baixo, com diferentes teores de tanino e de umidade no colmo. IV- Influência dos taninos sobre a digestibilidade in vitro da matéria seca

(Forage sorghum silages with different tannin concentrations and moisture stem. IV - Tannin effect on in vitro dry matter digestibility)

 

N.M. Rodriguez1, A.L.C.C. Borges1*, F.S. Nogueira2, L.C. Gonçalves1, I. Borges1

1Escola de Veterinária da UFMG
Caixa Postal 567
30123-970 – Belo Horizonte, MG
2Méd.Vet., MZ, Belo Horizonte, MG

 

Recebido para publicação em 2 de março de 1999.
Colaborador: C.P.
Zago
*Autor para correspondência.
E-mail: anaglaub@vet.ufmg.br 

 

 

RESUMO

Foram estudadas silagens de quatro híbridos de sorgo, com diferentes teores de umidade no colmo combinados com teor alto ou baixo de tanino, feitas em silos de tubos "PVC" em laboratório, lacrados com fita crepe e dotados de uma válvula tipo Bunsen. Usaram-se 24 tratamentos com 4 repetições cada, sendo 4 híbridos (T1=colmo suculento e baixo tanino, T2=colmo seco e baixo tanino, T3=colmo seco e alto tanino, T4= colmo suculento e alto tanino) combinados com 6 tempos para abertura do silo, sendo o primeiro tempos antes de ensilar (P1), seguido de 1, 7, 14, 28 e 56 dias de ensilagem. Os teores de matéria seca, tanino, componentes da parede celular e de digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) foram determinados nas silagens e nas forragens antes de ensilar (P1), após pré-secagem e moagem. Utilizou-se o teste de Tukey para comparação entre médias. A ensilagem provocou redução significativa nos teores de tanino, apesar de não ter essa diminuição resultado em aumento na digestibilidade in vitro da matéria seca. Ao contrário do que se esperava, a presença de taninos não reduziu a digestibilidade in vitro da matéria seca.

Palavras-Chave: Silagem, sorgo, tanino, digestibilidade da matéria seca.

 

ABSTRACT

Four hybrid forage sorghums with different tannin concentrations and moisture in the stem were ensiled in laboratory silos made of "PVC" tubes. The silos were opened 1 (P2), 7 (P3), 14 (P4), 28 (P5) e 56 (P6) days after ensiling, in order to evaluate fermentation patterns and other silage characteristics. Twenty-four treatments were used, with four repetitions each: four hybrids (T1=moist stem/low tannin, T2=not moist stem/low tannin, T3=not moist stem/high tannin, T4= moist stem/high tannin) and with six periods, since the forages before ensiling (P1) were also studied. Dry matter content (DM), cell wall content, tannin concentrations and in vitro dry matter digestibility (IVDMD) were determined. Data were evaluated by analysis of variance, with mean separation achieved using Tukey statistical test. Tannin concentration was reduced as silage fermentation developed, although the IVDMD was not increased.

Keywords: Silage, sorghum, tannin, dry matter digestibility.

 

 

INTRODUÇÃO

O termo tanino refere-se a uma variedade de combinações de compostos fenólicos divididos em dois grupos: os taninos condensados e os taninos hidrolisáveis (Bate-Smith, 1975). Nas espécies vegetais, e particularmente no sorgo, os taninos são principalmente do tipo condensado (Makkar & Singh, 1992), oligômeros de flavan-3-ols. Devido a sua propensão à despolimerização em solução ácida para a produção de antocianidina, os taninos condensados são também classificados como proantocianidina. Certos monômeros como flavan-3,4-diols e flavan-4-ols também podem dar origem à antocianidina, mas são diferenciados dos oligômeros flavan-3-ols pelo nome leucoantocianidina (Watterson & Butler, 1983).

Watterson & Buttler (1983) encontraram leucoantocianidina no tecido foliar em 12 das 43 linhagens estudadas. No entanto, proantocianidina não foi encontrada no tecido foliar em nenhuma das linhagens.

As ligações entre os radicais fenólicos dos taninos e os substratos se dão por meio de pontes de hidrogênio. A afinidade e a conseqüente estabilidade das ligações são determinadas pelo peso molecular e pela configuração do fenol. Essas pontes de hidrogênio explicam a reversibilidade e a não especificidade dessas ligações. A estabilidade dessas ligações não é alterada pelo pH na faixa de 3,0 a 8,0 (McLeod, 1974).

Dentre os efeitos biológicos dos taninos que podem interferir no processo fermentativo estão a redução na degrabilidade da proteína (Robbins et al., 1987), a inibição de enzimas bacterianas celulolíticas e ureolíticas (Kumar & Singh, 1984, Marinho, 1984) e alterações na relação entre os ácidos na fermentação ruminal (Nuñez-Hernandez et al., 1991, Van Hoven & Furstenburg, 1992).

Os efeitos dos taninos na digestibilidade "in situ" parecem ser menos pronunciados que "in vitro" (Hibberd, 1985), pelo fato de os ruminantes possuírem alguns mecanismos para minimizar os efeitos antinutricionais dos taninos, quer seja por secreção de proteínas salivares com grande afinidade por taninos (Robbins et al., 1987) ou de tanases (McLeod, 1974), quer seja pela ação de enzimas digestivas gástricas ou entéricas (Van Soest et al., 1994).

Malossini et al. (1988) encontraram altas correlações entre teores de tanino e digestibilidade in vitro da matéria seca, da mesma forma que Cummins (1971) e Garrido et al. (1991). Por outro lado, processos fermentativos diminuem a concentração de taninos condensados (Madacsi et al., 1988, Nguz et al., 1994, Borges, 1995, Gonçalves et al., 1998), aumentando a disponibilidade de nutrientes em grãos de sorgo (Mitaru et al., 1983., Madacsi et al., 1988). O mesmo pode ocorrer durante o processo de ensilagem do sorgo (Borges, 1995, Gonçalves et al., 1998). Cummins (1971) observou menores concentrações de taninos e maiores coeficientes de digestibilidade in vitro da matéria seca para silagens de sorgo quando comparadas com a forragem fresca. Observou ainda que o aumento na digestibilidade in vitro da matéria seca com a ensilagem foi mais acentuado para o sorgo com tanino. O mesmo foi observado por Borges (1995) e Gonçalves et al. (1998).

O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência dos teores de tanino sobre a digestibilidade in vitro da matéria seca de silagens de sorgos híbridos de porte baixo, com altos e baixos teores de suculência no colmo, combinados com altos e baixos teores de tanino, mediante o estudo das curvas de fermentação, em condições de laboratório.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O material utilizado e o processo de coleta de amostras foram descritos por Rodriguez et al. (1999). As amostras pré-secas foram moídas em moinho estacionário "Thomas-Wiley", modelo 4, utilizando-se peneira de 1mm. Em seguida, foram guardadas em vidros com tampa para as demais determinações de laboratório. Nas amostras pré-secas, determinaram-se a matéria seca em estufa a 105oC (Official..., 1980), a digestibilidade in vitro da matéria seca (Tilley & Terry, 1963), os taninos (Watterson & Butler, 1983) sem a utilização de PVD (polivinilpirrolidona) e os componentes da parede celular pelo método seqüencial (Van Soest, 1994), utilizando-se 2ml por amostra de uma solução a 1% de amilase (Termamyl 120 L 1% - Laboratório Nono Nordisk) na determinação da fibra em detergente neutro .

Os híbridos (tratamentos) divididos em quatro grupos, de acordo com o teor de tanino e de suculência do colmo utilizando-se seis tempos para a abertura dos silos e as análises estatísticas foram descritos por Rodriguez et al. (1999).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As concentrações de taninos obtidas pela metodologia utilizada estão expostas na Tab. 1 e encontram-se próximas às relatadas por Malossini et al. (1988), Madacsi et al. (1988) e Streeter et al. (1990) em grãos de sorgo, e por Borges (1995) e Gonçalves et al. (1998) em silagens de sorgo.

 

 

Watterson & Buttler (1983) alertam para a influência da clorofila e de outros pigmentos nas determinações de taninos nas folhas e caules e propõem o uso de PVP (polivinilpirrolidona) como meio para diminuir essa interferência, adsorvendo os taninos condensados e purificando-os para posterior leitura em espectrofotometria.

No entanto, a mesma técnica descrita por Watterson & Butler (1983) tem sido usada com sucesso para a determinação de concentrações de polifenóis na planta inteira, sem o uso de PVP (polivinilpirrolidona) (Gonçalves et al., 1998).

As concentrações de tanino foram diferentes entre os tempos (P<0,05) para todos os tratamentos. O efeito de processos fermentativos sobre as concentrações de tanino no grão de sorgo foi relatado por Mitaru et al. (1983), Russell & Lolley (1989) e Nguz et al. (1994). Esses autores observaram diminuição das concentrações de tanino com melhoria das características nutricionais do grão. Cummins (1971) relatou a diminuição das concentrações de tanino em silagens de sorgo como conseqüência dos processos fermentativos. Segundo esse pesquisador, apenas os taninos dos grãos diminuíram com a ensilagem. No caule e principalmente nas folhas não houve alteração nas concentrações de tanino. Provavelmente isso se deveu ao fato de que os taninos das folhas (leucoantocianidinas) são de um grupo diferente dos taninos dos grãos (proantocianidinas), e possuem comportamentos diferentes. Entretanto, Gonçalves et al. (1998), ao trabalharem com silagens de sorgo de porte alto, com diferentes teores de tanino, observaram redução significativa nas concentrações desse último com o avançar do tempo de ensilagem. Esse efeito foi mais pronunciado nos híbridos com maiores teores de tanino.

Os valores encontrados para a digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) expostos na Tab. 2 estão próximos aos 58,4 a 61,7% obtidos por White et al. (1991) para silagens de cinco híbridos forrageiros. Montgomery et al. (1986) encontraram valores médios de 57,3% para híbridos com altos teores de tanino e de 62% para híbridos com baixos teores de tanino.

 

 

A DIVMS foi menor (P<0,05) para os híbridos com alto tanino quando comparados com híbridos de baixo tanino. A diminuição na DIVMS em grãos, causada pelo tanino, foi também observada por vários autores, entre eles Malossini et al. (1988) e Nuñez-Hernandez et al. (1991). Esse fato também foi estudado por Cummins (1971) em silagens de sorgo, separadamente para grãos, caules e folhas. Embora a DIVMS do grão tenha aumentado tanto para sorgos com alto tanino (de 50% para 66%) quanto para sorgo com baixo tanino (de 65% para 70%), não houve melhoria nos coeficientes de digestibilidade das folhas e caules, nem redução das concentrações de taninos nessas partes. Dessa forma, quando se aumentou a proporção de grãos, notou-se uma melhoria na DIVMS com a ensilagem.

Embora as concentrações de tanino tenham diminuído com a ensilagem e os híbridos estudados sejam graníferos, não houve aumento da DIVMS dos híbridos pesquisados. Resultados semelhantes foram obtidos por Gonçalves et al. (1998) que, trabalhando com silagens de sorgo de porte alto, não obtiveram aumento da DIVMS com a ensilagem, apesar de ter ocorrido queda nos valores de tanino com a fermentação. Os híbridos com alto teor de tanino, T3 e T4, não apresentaram menores valores de digestibilidade do que os híbridos T1 e T2, de baixo tanino. O mesmo foi observado por Gonçalves et al. (1998).

Segundo Hibberd (1985), a digestibilidade dos sorgos com altos e baixos teores de tanino é mais inibida nos sistemas in vitro do que no ambiente ruminal, o que justifica os resultados encontrados neste trabalho e por Gonçalves et al. (1998).

Correlações negativas foram observadas entre DIVMS e as concentrações de celulose (–0,36, P<0,0005), fibra detergente ácido (–0,45, P<0,0001), lignina (–0,39, P<0,0001) e taninos (–0,30, P<0,01). Essas correlações também foram descritas por Malossini et al. (1988) em grãos de sorgo, e por Van Soest (1994).

As relações entre as concentrações de celulose e lignina são propostas como forma primária de verificação das relações entre as frações disponíveis e indisponíveis, e também como forma de explicar as altas correlações entre celulose e DIVMS. Foi feita análise laboratorial da parede celular das silagens no P6, a fim de verificar sua relação com a digestibilidade. Embora as concentrações de celulose no P6 não demonstrem relações bem definidas com a DIVMS, nota-se na Tab.3 uma relação mais clara entre a razão celulose/lignina e DIVMS.

 

 

Está clara também a influência da lignina nos coeficientes de DIVMS. Nota-se que os híbridos com menores concentrações de lignina tiveram maiores coeficientes de digestibilidade. No entanto, a diferença na concentração de lignina entre os tratamentos 1 e 2 não foi suficiente para aumentar a DIVMS.

Malossini et al. (1988), ao descreverem altas correlações entre taninos, lignina, FDA e DIVMS, observaram que o efeito da porção fibrosa sobre a digestibilidade foi em alguns casos suplantado pelo efeito dos taninos. Assim sendo, os autores concluíram que, embora os teores de FDA e lignina influenciem a disponibilidade dos nutrientes, os taninos foram o fator determinante da digestibilidade dos grãos de sorgo.

Embora Hunt et al. (1993) tenham utilizado com sucesso as concentrações de FDA e lignina para estimar a digestibilidade da planta inteira do sorgo, e da mesma forma Malossini et al. (1988) as concentrações de tanino, as interações entre as concentrações de celulose, FDA, taninos e lignina dificultam a determinação de um ou outro fator como único responsável pelos coeficientes de digestibilidade.

As correlações entre FDA e a DIVMS encontradas foram maiores, em números absolutos, que as correlações entre a lignina, taninos, celulose e a DIVMS. Sendo assim, os resultados desse estudo demonstram que os coeficientes de DIVMS das silagens variaram em função das concentrações de lignina, celulose, FDA e taninos, e suas interações, o que está de acordo com Van Soest (1994).

 

CONCLUSÕES

A ensilagem provocou redução significativa nos teores de tanino, apesar de não ter essa diminuição resultado em aumento na digestibilidade in vitro da matéria seca. Ao contrário do que se esperava, a presença de taninos não reduziu a digestibilidade in vitro da matéria seca. As correlações entre FDA e a DIVMS encontradas foram maiores, em números absolutos, que as correlações entre lignina, taninos, celulose e DIVMS.

 

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