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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.1 Belo Horizonte Feb. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352000000100005 

COMUNICAÇÃO

(Communication)

Mixoma de vulva em cão

(Vulvar myxoma in a dog)

 

E.F. Nascimento, C. Malm, R. Serakides, F.J.F. Sant’Ana, C. Martins

Escola de Veterinária da UFMG
Caixa Postal 567
30123-970 – Belo Horizonte/MG

 

 

Na cadela, as neoplasias primárias da vulva são predominantemente de origem mesenquimal, embora o tumor venéreo transmissível (TVT) e os tumores de origem epitelial também ocorram com certa freqüência. Na espécie canina, os tumores de vulva aparentemente são pouco comuns (Tracher & Bradley, 1983). O mixoma é uma neoplasia benigna, rara, constituída por tecido conjuntivo embrionário, contendo mucina em sua matriz intercelular (Santos, 1988; Moulton, 1990). Todas as espécies domésticas podem ser acometidas dessa neoplasia, usualmente animais velhos, sem haver contudo predisposição de raça ou de sexo. No cão, este tumor ocorre com maior freqüência na pele (Moulton, 1990). Tracher & Bradley (1983) descreveram apenas um caso de mixoma em 99 neoplasias vaginais e vulvares em cadelas. O presente relato tem por objetivo descrever os achados anatomopatológicos de mixoma de vulva em uma cadela da raça Pastor Alemão, de sete anos de idade. O animal foi atendido no Hospital da Escola de Veterinária da UFMG com histórico de crescimento de um pequeno nódulo na vulva há alguns meses e aumento acentuado do volume no último mês. Ao exame clínico, observou-se uma massa pedunculada localizada na face externa da comissura dorsal da vulva, medindo aproximadamente 15cm de diâmetro, de consistência firme. Não foi realizado nenhum exame complementar, e o animal foi encaminhado à cirurgia para exérese da massa tumoral. O exame macroscópico revelou um tecido esbranquiçado, pouco vascularizado, firme, contendo algumas cavidades com líquido viscoso amarelado no seu interior. Fragmentos da massa tumoral foram fixados em formalina neutra e tamponada a 10%. Após o processamento pelas técnicas rotineiras de inclusão em parafina, os cortes foram submetidos à coloração por hematoxilina-eosina e pelo azul de metileno (Luna, 1968). Microscopicamente, observaram-se células neoplásicas fusiformes, alongadas, de citoplasma fracamente acidófilo, contendo núcleos alongados hipercromáticos, localizadas na lâmina própria da mucosa vulvar (Figs. 1 e 2). Figuras de mitose não eram freqüentes. Pela técnica de azul de metileno, as células blastomatosas estavam sustentadas por um estroma regularmente vascularizado, e nos espaços intercelulares havia grande quantidade de mucina. Com base nos achados histopatológicos, firmou-se o diagnóstico de mixoma.

 

 

 

 

Palavras-chave: Cão, mixoma, vulva

 

ABSTRACT

This report describes the pathological findings of a myxoma in the vulva of a seven-year-old German Shepherd bitch, with history of mass increase in the vulva. After surgery, tipical and microscopic aspects were detected.

Keywords: Dog, myxoma, vulva

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LUNA, L.G. Manual of the histologic staining methods of the Armed Forces Institute of Pathology. 3.ed. New York: McGraw Hill, 1968.        [ Links ]

MOULTON, J.E. Tumours of domestic animals. 3.ed. Berkeley: Univ. California Press, 1990, 672p.        [ Links ]

SANTOS, J.A. Patologia geral dos animais domésticos (mamíferos e aves). 3.ed., Rio de Janeiro: Guanabara, 1988, 409p.        [ Links ]

TRACHER, C., BRADLEY, R.L. Vulvar and vaginal tumors in the dog: a restrospective study. J. Am. Vet. Med. Assoc., v.183, p.690-692, 1983.        [ Links ]