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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.2 Belo Horizonte Apr. 2000

https://doi.org/10.1590/S0102-09352000000200017 

Fatores de ajustamento da produção de leite e de gordura na raça Holandesa para idade e núcleo de controle leiteiro

[Age of calving and region adjustment factors for milk and fat yields for graded and purebred Holstein in Minas Gerais State, Brazil]

 

M.C. Durães1, A.F. Freitas1, N.M. Teixeira1, R.B. Barra2

1Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Leite – CNPGL - EMBRAPA
Rua Eugênio do Nascimento, 610 – Bairro dom Bosco
36038-330 – Juiz de Fora, MG
2Associação de Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais – Juiz de Fora, MG

 

Recebido para publicação, após modificações, em 4 de fevereiro de 2000.
E-mail: dcm075@cnpgl.embrapa.br

 

 

RESUMO

Foram estimados fatores de ajustamento para produção de leite e de gordura em rebanhos da raça Holandesa do Estado de Minas Gerais, segundo a idade da vaca ao parto, a composição racial e o núcleo de controle leiteiro onde ocorreu o parto. Utilizou-se a metodologia dos modelos mistos, usando-se a máxima verossimilhança restrita em um modelo animal com os efeitos fixos de rebanho-ano, época do parto e classes idade–composição racial–núcleo de controle leiteiro, e os efeitos aleatórios de animal e resíduo. Utilizaram-se 46.971 lactações de 26.822 vacas, sendo 17.354 vacas puras por cruzamento (PC) e 9.468 puras de origem (PO). Nos cinco núcleos regionais, denominados 1545, 2585, 5565, 35 e 75, formaram-se 21 classes de idade, sendo a menor constituída de vacas que pariram com menos de 24 meses e a maior pelas vacas com mais de 99 meses de idade. Para as vacas PO, os fatores para ajustamento da produção de leite e de gordura tenderam a ser menores do que os correspondentes valores estimados para as vacas PC; todavia, a variabilidade foi maior nas vacas PO em relação às PC nos núcleos 75, 2585 e 5565. Os fatores para vacas jovens foram maiores do que para vacas de maior idade. Os fatores de ajustamento para produção de gordura foram maiores que os correspondentes para produção de leite. É recomendável utilizar fatores específicos para o ajustamento da produção de leite e de gordura em cada núcleo e grupo racial.

Palavras-chave: Bovino, Holandês, produção de leite, produção de gordura, idade, núcleo regional

 

ABSTRACT

Adjustment factors were estimated for milk and fat yields for Holstein herds according to age of cow at calving, genetic group (purebred or graded cows) and region of recorded milk yield (nucleus) in Minas Gerais State. Statistical analyses used mixed model methodologies by restricted maximum likelihood using animal model. Herd-year, season of calving, age of cow classes, genetic group, and region of recorded milk records were used as fixed effects, and cows and residuals as random effects. Analyses used 46,971 records of 26,822 cows being 17,354 classified as graded Holstein and 9,468 as purebred. In five regional nuclei, namely 1545, 2585, 5565, 35 and 75, cows were grouped in 21 age classes. The youngest one was formed by cows with less than 24 months and the oldest one by cows with 99 months of age or more. For purebred cows the age adjustment factors for milk and fat yields were lower than the correspondent ones for graded cows; however, the variability were higher for purebred cows compared to those of graded cows in 75, 2585 and 5565 regional nuclei. The age adjustment factors for young cows were higher than the correspondent factors for older cows. The fat yield adjustment factors were higher than milk yield adjustment factors in both purebred and graded cows. It is recommended to use specific factors for milk and fat yields estimated within nucleus and within genetic group.

Keywords: Cattle, Holstein, milk yield, fat yield, genetic group, age factor, regional nucleus

 

 

INTRODUÇÃO

Os fatores de ajustamento para idade ao parto têm sido, em geral, estimados de acordo com a raça e a região de um país e, usualmente, são comparados dentro de subclasses rebanho-ano-estação, de tal maneira que os seus efeitos sejam removidos das lactações a serem avaliadas. Todavia, se os fatores não forem atualizados periodicamente, tornam-se inadequados para se obter estimativas de produção de uma vaca à idade adulta em virtude de mudanças que podem ocorrer ao longo do tempo nas diversas regiões.

Até a década de 70, nos Estados Unidos, os mesmos fatores multiplicativos eram usados tanto para o grupo de vacas não registradas quanto para as registradas (McDaniel, 1973). Miller et al. (1970) informaram que os fatores de ajustamento foram inicialmente utilizados nos rebanhos do Estado de Nova York, por volta de 1966, quando se detectou que as provas de touros eram severamente viciadas, quando todas as filhas de um touro pariam em uma mesma época do ano. Os fatores de ajustamento para época do parto e idade foram então calculados para reduzir os efeitos da flutuação sazonal nessas provas. Posteriormente, Miller (1973) e Keown & Everett (1985) reestimaram os fatores de ajustamento para produção de leite, de gordura e de proteína para a região Leste dos Estados Unidos, e observaram que os fatores para gordura foram maiores que os correspondentes para leite. Verificaram também que a interação dos efeitos da idade ´ mês de parto assume maior importância quando a vaca se aproxima da idade adulta.

De acordo com Schutz (1996), a inclusão dos efeitos de ordem de parto e idade da vaca dentro da ordem de parto no modelo animal melhora as avaliações genéticas; todavia, não elimina a necessidade do uso de fatores de ajustamento. A inclusão do efeito no modelo de avaliação é um ajustamento aditivo. Entretanto, os fatores aditivos para padronização de registros de produção ajustam a média, mas não ajustam as variâncias. Porém, utilizando-se fatores multiplicativos, a média e a variância são ajustadas por causa da relação entre esses dois parâmetros. Portanto, o autor alerta sobre a necessidade de se fazer algum ajustamento multiplicativo. À medida que a vaca se aproxima da idade adulta, a média de produção aumenta, bem como a variância.

Martinez et al. (1990) informaram que os fatores de ajustamento para idade, obtidos pelo método da máxima verossimilhança, foram praticamente idênticos quando o valor da repetibilidade utilizada variou de 0,2 a 0,8. O estudo mostrou que esse método é bastante eficiente quanto ao uso de diferentes valores para repetibilidade. Martinez (1991), utilizando 60.257 lactações de 27.842 vacas da raça Holandesa, distribuídas em 549 rebanhos no Brasil, estimou fatores de ajustamento, pelo método da máxima verossimilhança (MV), levando-se em conta os efeitos simultâneos da idade e estação de parto sobre a produção de leite, para três níveis de produção: baixo (3660kg), médio (4690kg) e alto (5369kg). Independentemente do nível de produção, a idade de maior produção ocorreu entre sete e nove anos.

Durães & Keown (1991) estimaram os fatores de ajustamento para produção de leite, de gordura e de proteína de vacas Holandesa (registradas e não registradas), em rebanhos americanos localizados em nove estados do meio-oeste, com o objetivo de atualizar os fatores de ajustamento utilizados na avaliação de touros.

O propósito do presente estudo é estimar os fatores de ajustamento da idade-núcleo-composição racial para a produção de leite e de gordura para os rebanhos da raça Holandesa no Estado de Minas Gerais.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados dados coletados de 1988 a 1997 pelo Serviço de Controle Leiteiro dos núcleos regionais ligados à Associação de Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais (ACGHMG).

Foram eliminadas todas as lactações das vacas com idade ao parto menor que 600 dias, todas as lactações com causas de encerramentos anormais e todas as lactações em andamento, não se utilizando fatores de extensão de lactação. Dessa forma, foram excluídos 23,93% do total dos dados (67.073 lactações). Também foram eliminadas as classes de rebanho-ano de parto com menos de cinco lactações, numa tentativa de se eliminar os efeitos de controle leiteiro seletivo, havendo com isso uma redução adicional de 2,64% dos dados. As lactações que tiveram controle leiteiro baseado em três ordenhas foram ajustadas para duas.

Após a edição dos dados, utilizaram-se 46.971 lactações de 26.822 vacas mantidas em 380 rebanhos. As vacas foram agrupadas, segundo sua composição racial, em puras por cruzamento (PC) e puras de origem (PO), cada grupo constituído, respectivamente, de 17.354 e 9.468 vacas.

Em virtude do reduzido número de dados e das semelhanças climáticas e de topografia regionais, houve o agrupamento de alguns núcleos: o 15, NUGHOMARJ de Juiz de Fora, com o 45, NUGHOBAR de Barbacena, formaram o núcleo 1545; o 25, NUARG de Lavras, com o 85, NUGHOMAN de Itanhandu, formaram o núcleo 2585 e o 55, AGRILEITE de Patrocínio, com o 65, NUGHOTRIM de Uberlândia, formaram o núcleo 5565. Os outros dois núcleos foram: 35, ACRISU de Carmo de Rio Claro e 75, AGRICOM de Belo Horizonte.

Foram consideradas duas estações do ano: seca (abril-setembro) e águas (outubro-março). As idades ao parto foram distribuídas nas seguintes classes: menor que 24, e subseqüentes de três em três meses até os 63 meses de idade, e daí em diante, de seis em seis meses até 99 meses, o restante dos dados, formaram uma única classe, acima de 99 meses, perfazendo um total de 21 classes.

As análises estatísticas foram realizadas por meio da metodologia dos modelos mistos, usando a máxima verossimilhança restrita (REML), adotando o seguinte modelo animal:

Y= Hh + Za + Zp + e , em que

Y é o vetor das observações da produção de leite ou de gordura, em até 305 dias, H é a matriz de incidência dos efeitos fixos de classes de rebanho-ano, época de parto, e idade-composição racial-núcleo, Z é a matriz de incidência dos efeitos aleatórios, e é o vetor de efeitos residuais, h é o vetor dos efeitos fixos, a é o vetor de efeitos aleatórios de animal e p é o vetor dos efeitos permanentes aleatórios inerentes à repetição das observações de cada vaca.

Para se obter os fatores, foi feita a suavização das constantes para cada idade ao parto-composição racial-núcleo regional, levando-se em conta o modelo: c = a + b1x + b2x2 + b3x3 , em que x, x2 e x3 representam os efeitos linear, quadrático e cúbico da idade sobre as constantes a, b1, b2 e b3, os parâmetros do polinônimo. Os fatores multiplicativos de ajustamentos da produção de leite e de gordura para classe de idade ao parto-composição racial-núcleo regional foram obtidos das constantes estimadas para cada classe somadas à média geral m para se obter média de produção para cada classe, segundo a composição genética do rebanho (PO e PC). O fator foi calculado pela seguinte fórmula: fc = (m + ya) / (m + yc), em que m representa a média geral, ya é a constante idade-época para as vacas que pariram na estação das águas com idade entre 69 e 75 meses, e yc é a estimativa do efeito da idade-época para determinada classe de idade em cada uma das estações de parto.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As médias de produção de leite e de gordura para a mesma classe de idade foram consistentemente maiores para as vacas PO em relação às vacas PC. A amplitude de variação das médias ajustadas para produção de leite foi menor no grupo PC (4539,5 a 6299kg) do que para as PO (5005,8 a 7110,8kg). Para a produção de gordura foi observada a mesma tendência para as vacas PC cuja amplitude de variação foi de 155,0 a 209,2, enquanto para as vacas PO foi de 169,8 a 232,3kg.

A média geral estimada foi de 5.865,54kg de leite em 305 dias, duas ordenhas diárias e 196,85kg para gordura.

Na Tab. 1 podem ser observados os valores das médias da produção de leite e de gordura e os respectivos erros-padrão, por núcleo e por composição racial. A maior média de produção de leite ocorreu no núcleo 35 em vacas puras de origem e a menor no núcleo 1545 em vacas Holandesas PC. A produção de gordura foi maior nos rebanhos dos núcleos de maior produção de leite. Grandes oscilações ocorreram nos núcleos 35 e 2585 cujas produções máxima e mínima foram 15.247kg e 1649kg e 15.513 e 1861kg, respectivamente. A produção máxima no núcleo 5565 foi de 11.920kg, menor que as observadas nos outros núcleos. A menor e a maior produção observada foi de 1509kg, no núcleo 1545 e de 16.608kg, no núcleo 75. A média de produção de gordura foi de 213,4kg, a maior no núcleo 35 em vacas puras de origem, 234,5kg, e a menor no núcleo 1545 em vacas puras por cruza, 184,1kg.

 

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A produção de leite verificada por Martinez (1991) em rebanhos do Brasil foi mais variável, levando-o a subdividir o conjunto de dados em três subconjuntos de produções baixa, média e alta. Para o subconjunto com produção mais alta, a média foi de 5369kg, inferior à observada no presente trabalho. A diferença na média de produção entre os valores observados por Martinez (1991) e os resultados do presente trabalho, possivelmente, ocorreu em virtude de os criadores do Estado de Minas Gerais manterem condições mais uniformes de manejo e alimentação, como também pela melhoria genética ocorrida em anos mais recentes. Neste trabalho foram utilizadas lactações encerradas entre 1988 e 1997, enquanto Martinez (1991) utilizou dados mais antigos, coletados entre 1975 e 1987 em diversos rebanhos de diferentes estados do Brasil.

Atualmente, tem-se observado maior padronização na alimentação dos rebanhos, representada pelo uso de silagem e feno no período de seca. Ante o interesse de fazer maior quota de produção na seca, os produtores de leite procuram alimentar as vacas de acordo com a faixa de produção, independentemente do grau de sangue. As diferenças de produção de leite entre vacas PC e PO para a mesma idade ao parto, possivelmente, podem ser explicadas pela melhor qualidade genética das vacas PO. Usualmente, o criador compra o sêmen de touros provados, reservando aquele de touros considerados superiores para as melhores vacas. Entretanto, Powell & Norman (1986), nos Estados Unidos, observaram que as vacas "graded", equivalentes ao grupo PC, tiveram produções de leite e gordura semelhantes às vacas registradas, equivalentes ao grupo PO no Brasil, com ligeira vantagem para as "graded", fato não observado no Brasil.

A produção máxima é usualmente alcançada quando os animais atingem a idade adulta. Martinez (1991) descreveu essa idade, para vacas que pariram no período das águas, como sendo de 85 a 96 meses. No presente trabalho, observou-se que a produção também aumentou até as vacas alcançarem a produção máxima, o que ocorreu entre 69 e 75 meses de idade.

Fatores de ajustamento das produções de leite e de gordura para as classes de idade-núcleo-composição racial encontram-se nas Tab. 2 e 3.

 

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As análises de regressão das constantes para produção de leite sobre a idade possibilitaram identificar efeitos linear e quadrático para os partos ocorridos nos rebanhos dos diferentes núcleos. Contudo, para a produção de gordura foram observados efeitos linear, quadrático e cúbico. Isso implica na necessidade de se fazer o ajustamento levando-se em conta fatores específicos para cada classe de idade ao parto-núcleo-composição racial. O coeficiente de determinação, R2 ajustado, variou de 0,91 a 0,99, valores bastante elevados, demonstrando a precisão do modelo usado. Esses valores são superiores aos relatados por Martinez (1991). O núcleo 1545 apresentou o maior valor de R2 ajustado (0,99) e o núcleo 5565, o menor (0,91).

O núcleo 5565 apresentou, para produção de leite, os menores fatores de ajustamento, 0,98 a 1,24 para as vacas PO e 1,02 a 1,27 para as PC, enquanto o núcleo 2585 foi o que apresentou maior variabilidade (Tab. 2), 0,99 a 1,37 e 1,04 a 1,34, na mesma ordem de citação anterior. Os fatores de ajustamento para leite e gordura diferem entre si, sugerindo o uso de fatores específicos para cada característica. Os fatores de ajustamento para as vacas PO foram maiores nos núcleos 1545 e 2585. A mesma tendência foi observada quanto aos fatores para ajustamento da produção de gordura (Tab. 3).

Para vacas mais novas e de mesma idade os fatores tenderam a ser mais baixos entre abril e julho, e mais elevados nas outras épocas do ano. De maneira geral, os fatores calculados foram menores para os partos ocorridos no período da seca, praticamente para todas as classes de idade. Apesar da diferença ser mínima, cerca de 2%, os fatores para as vacas PO foram menores que os das vacas PC.

Os fatores de agrupamento apresentados na Tab. 2 foram menores que os descritos por Martinez (1991) para a raça Holandesa no Brasil e similares aos relatados por Keown & Everett (1985) e por Durães & Keown (1991), esses últimos ao utilizarem 419.860 lactações, coletadas em nove estados do meio-oeste dos EUA. Os fatores de ajustamento para produção de leite em vacas mais jovens, menos de 30 meses, foram similares aos descritos por Cooper & Hargrove (1982) e por Durães & Keown (1991).

As Fig. 1 e 2 ilustram a magnitude das diferenças entre os fatores de ajustamento para leite e gordura para vacas PO e PC, de acordo com a faixa de idade e núcleos regionais de controle leiteiro no Estado de Minas Gerais. Eles se reduzem gradativamente até a idade adulta, para, em seguida, apresentarem ligeira tendência de crescimento. Houve tendência de fatores de ajustamento para a produção de gordura (Tab. 3) serem maiores que os fatores estimados para produção de leite (Tab. 2), semelhante ao que foi observado por Keown & Everett (1985).

 

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Os fatores de ajustamento para gordura, foram maiores nos núcleos 1545 e 2585. Eles chegam até 59% para se ajustarem à produção de gordura das vacas de primeira cria para a produção na idade adulta.

 

CONCLUSÕES

Variações no manejo sugerem o uso de modelos para avaliação genética que levem em conta, simultaneamente, os efeitos da idade e núcleo (região), segundo cada grupamento racial. O uso de fatores sem o ajustamento apropriado pode causar superestimação na produção de leite e de gordura na idade adulta. Os fatores de ajustamento são maiores para vacas jovens, decrescendo à medida que as vacas envelhecem. Há tendência de as vacas PO produzirem mais leite e gordura do que as vacas PC. Portanto, é recomendável utilizar fatores específicos para cada núcleo para se obter melhores estimativas de produção de leite e de gordura à idade adulta.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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