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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.3 Belo Horizonte June 2000

https://doi.org/10.1590/S0102-09352000000300001 

Determinação da velocidade de condução nervosa motora dos nervos radial e ulnar de cães clinicamente sadios

[Determination of the motor nerve conduction velocity of the radial and ulnar nerves in clinically normal dogs]

 

M.M. Feitosa1, M.H.M.A. Larsson2, W.S. Ushikoshi3, S.H.V. Perri1

1Universidade Estadual Paulista - Campus de Araçatuba
R. Clóvis Pestana, 793
16050-680 - Araçatuba, SP
2Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Universidade de São Paulo
3Pós-graduando - FMVZ – USP

 

Recebido para publicação, após modificações, em 9 de setembro de 1999
E-mail: feitosam@fmva.unesp.br

 

 

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo a padronização dos valores de referência de velocidade de condução nervosa motora dos nervos radial e ulnar em cães clinicamente sadios. Para tanto, foram utilizados 30 cães, 11 machos e 19 fêmeas, sem raça definida, com idade entre dois e seis anos. Os valores médios das medidas do potencial muscular produzidos por meio de estimulação proximal e distal do nervo radial foram, respectivamente: latência inicial, 2,46+0,72ms e 1,58+0,62ms, amplitude de pico a pico, 8,79+2,26mV e 9,52+2,42mV e duração, 2,85+0,76ms e 2,71+0,75ms. Os respectivos valores do nervo ulnar foram: latência inicial, 4,17+0,53ms e 2,67+0,38ms; amplitude de pico a pico, 10,72+2,60mV e 11,72+2,81mV e duração, 2,23+0,38ms e 2,04+0,35ms. Os valores médios das medidas de velocidade de condução nervosa motora dos nervos radial e ulnar foram, respectivamente, 66,18+7,26m/s e 60,50+7,86m/s.

Palavras-chave: Cão, eletroneurografia, velocidade de condução nervosa motora

 

ABSTRACT

The radial and ulnar nerves were examined electrophysiologically in 30 normal mongrel dogs, 11 males and 19 females, aged between two and six years. The proximal and distal evoked muscle potentials of motor stimulation of the radial nerve had an average latency of 2.46+0.72ms and 1.58+0.62ms, an average amplitude of 8.79+2.26mV and 9.52+2.42mV, and an average duration of 2.85+0.76ms and 2.71+0.75ms, respectively. The proximal and distal evoked muscle potentials of motor stimulation of the ulnar nerve had an average latency of 4.17+0.53ms and 2.67+0.38ms, an average amplitude of 10.72+2.60mV and 11.72+2.81mV, and an average duration of 2.23+0.38ms and 2.04+0.35ms, respectively. The average motor conduction velocity was 66.18+7.26m/s for the radial nerve and 60.50+7.86m/s for the ulnar nerve.

Keywords: Dog, electroneurography, motor nerve conduction velocity

 

 

INTRODUÇÃO

A maior parte das doenças musculares e do sistema nervoso periférico apresentam sinais clínicos relacionados à musculatura esquelética. No entanto, nem sempre é possível ao clínico determinar se as alterações musculares são primárias ou secundárias. Da mesma forma, a confirmação da ocorrência de uma lesão em um determinado nervo motor é muitas vezes uma tarefa difícil, já que o exame clínico permite a determinação de uma disfunção neurológica periférica, mas não determina, por exemplo, qual parte da unidade motora está afetada, isto é, se o neurônio motor, a junção neuromuscular ou a fibra muscular. Para tanto, os testes eletrodiagnósticos podem melhorar a capacidade de avaliação do examinador, complementando o exame clínico e auxiliando a localizar a lesão. Em muitos casos, os resultados destes procedimentos fornecem informações que não poderiam ser obtidas por outros métodos (Chrisman, 1975a,b; NES, 1986; Niederhauser & Holliday, 1989; Chrisman, 1991; Chrisman & Clemmons, 1993). Além disso, tais avaliações permitem determinar a distribuição e severidade das lesões, estipular um prognóstico e determinar a necessidade de realização de outros exames, tais como biópsias musculares e de nervos (Niederhauser & Holliday, 1989).

Quando fibras nervosas motoras de um nervo periférico são ativadas por um estímulo elétrico, o potencial de ação é conduzido ao longo delas e de uma fibra muscular. O potencial de ação na fibra muscular inicia-se antes da contração e, quando muitas fibras são ativadas simultaneamente, registra-se um potencial de ação muscular composto, também chamado de resposta muscular ou onda M (Bowen, 1974; Niederhauser & Holliday, 1989; Scott-Moncrieff et al., 1990).

Velocidade de condução nervosa é definida como a distância que um impulso percorre ao longo do nervo por unidade de tempo (Lee & Bowen, 1970; Walker et al., 1979; Chrisman, 1991; Chrisman & Clemmons, 1993). A determinação da velocidade de condução nervosa pode diferenciar se uma lesão está na raiz nervosa, no nervo periférico ou na junção neuromuscular. A falta de resposta em um ou mais músculos supridos pelo nervo estimulado significa que a lesão existe no ramo ou na raiz nervosa que o supre. Isso pode fornecer valiosas informações quanto à localização da lesão. A velocidade de condução nervosa é normal em miopatias e diminuída nas neuropatias (Chrisman et al., 1972; Chrisman, 1975a; Smorto & Basmajian, 1979; Scott-Moncrieff et al., 1990; Chrisman, 1991).

A velocidade de condução nervosa motora não é constante ao longo de todo o nervo pois o impulso se alentece à medida que atinge a porção distal, onde existem ramos terminais não mielinizados e a junção neuromuscular. Além disso, cerca de 0,5ms é consumido entre o início da despolarização da fibra muscular e sua contração (Lee & Bowen, 1970; Walker et al., 1979; Nes, 1986; Chrisman, 1991; Chrisman & Clemmons, 1993; Pinto, 1996). Para se determinar a velocidade de condução nervosa eliminando-se este retardo, conhecido como latência residual, o nervo motor pode ser consecutivamente estimulado em dois pontos. Após as estimulações, obtêm-se dois potenciais de ação. O tempo decorrido entre o estímulo do nervo e o aparecimento do potencial de ação é o tempo de condução ou tempo de latência. A diferença entre os dois tempos obtidos é o tempo gasto para o impulso percorrer a distância entre os dois pontos estimulados. A fórmula para determinar a velocidade de condução nervosa em metros por segundo é a distância em milímetros dividida pelo tempo em milisegundos. O comprimento desse segmento (mm) dividido pela diferença nos tempos (ms) fornece a velocidade de condução nervosa em metros por segundo (m/s) (Lee & Bowen, 1970; Smorto & Basmajian, 1979; Nes, 1986; Chrisman, 1989, 1991; Chrisman & Clemmons, 1993 ).

Período de latência representa o tempo necessário para a condução através do axônio, da junção neuromuscular e do músculo (Chrisman, 1991; Chrisman & Clemmons, 1993). Além da latência, analisam-se, durante a realização do exame, a amplitude e a duração das respostas. A duração é medida do início do potencial até o ponto em que sua deflexão retorna à linha isoelétrica. A amplitude do potencial é a medida do seu pico negativo ao seu pico positivo. A amplitude do potencial serve para determinar se existe ou não diminuição do número de axônios funcionais, uma vez que ela está relacionada com o número de unidades motoras ativadas. Essa é uma característica importante e deve ser cuidadosamente avaliada porque permite uma estimativa da porcentagem de fibras motoras sobreviventes após lesões. A amplitude depende também do tamanho do músculo escolhido e da posição e tipo de eletrodo (Chrisman et al., 1972; Smorto & Basmajian, 1979; Duncan, 1980; Sims, 1983; Chrisman, 1989; Pinto, 1996).

A duração é a característica mais utilizada nas respostas motoras. Ela informa sobre a integridade das fibras de condução lenta, enquanto a latência informa sobre a integridade das fibras de condução rápida. Fibras nervosas isoladas variam consideravelmente em diâmetro e, portanto, na velocidade de condução. Essa variação na velocidade de condução resulta em diferenças no tempo em que um impulso demora para chegar ao eletrodo registrador, o que resulta numa dispersão temporal do potencial de ação, isto é, em sua duração. Em outras palavras, a duração da onda M é um reflexo da sincronia com que as fibras musculares sofrem descargas no tempo. Assim, retardos de latência podem indicar comprometimento de fibras rápidas e o aumento na duração pode indicar comprometimento de fibras lentas (Griffiths & Duncan, 1978; Pinto, 1996).

A velocidade de condução nervosa é o maior auxílio no diagnóstico e monitorização de neuropatias periféricas. Nas neuropatias desmielinizantes a perda da mielina afeta diretamente a condução nervosa, observando-se alentecimento ou bloqueio na condução (Griffiths et al., 1973; Chrisman, 1975a; Nes, 1986; Chrisman, 1991; Pinto, 1996).

O trabalho teve por objetivo padronizar os valores de referência de velocidade de condução nervosa motora nos nervos radial e ulnar em cães clinicamente sadios.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 30 cães clinicamente sadios, com idades entre dois e seis anos, sem raça definida, sendo 11 machos e 19 fêmeas, com pesos entre 7 e 14kg. Os cães foram submetidos a exame físico geral e a exame neurológico completo.

Inicialmente os cães foram submetidos a pré-anestesia com acepromazina (acepran 0,2%) na dose de 0,055 mg/kg por via intravenosa, seguida, 15 minutos depois, de indução e manutenção anestésica com pentobarbital sódico (hypnol 3%) na dose de 15 mg/kg por via intravenosa. Para a realização dos testes eletrodiagnósticos utilizou-se um equipamento de eletromiografia e potenciais evocados LBM-3 (BIO-LOGIC Systems Corporation, Neuro Diagnostics, Inc), avaliando-se as seguintes medidas: latência, amplitude e duração do potencial de ação e da velocidade de condução nervosa. As medidas de latência, amplitude e duração do potencial foram automaticamente calculadas pelo aparelho. A velocidade de condução nervosa foi calculada pelo aparelho e apresentada em metros por segundo. A distância entre os pontos de estimulação e captação foi medida com fita métrica inelástica, sempre com o membro estendido. Os eletrodos utilizados para a obtenção do potencial foram os mesmos para os dois nervos. O eletrodo estimulador era manual, com duas barras fixas (um cátodo e um ânodo) separadas por uma distância de 3cm, sendo o controle da intensidade do estímulo feito no próprio eletrodo, numa escala de zero a dez, o que corresponde a uma intensidade máxima de estimulação de 375V. Os eletrodos registrador, referência e terra eram do tipo jacaré.

Para o estudo do nervo radial, o eletrodo registrador foi colocado na face dorsal da articulação carpo-radial, próximo à emergência dos ramos dorsais digitais comuns, sobre o músculo extensor digital comum; o eletrodo referência foi colocado a uma distância de cerca de 3cm distal ao registrador, sobre os ossos do carpo ou das falanges proximais, dependendo do tamanho do animal; e o eletrodo terra foi colocado sobre a face medial do membro entre o estimulador e o registrador.

Foram utilizados dois sítios de estimulação: o proximal, sobre a face cranial da articulação úmero-rádio-ulnar e o distal, sobre o terço médio do rádio, em sua face cranial, próximo à veia cefálica. O nervo ulnar teve como sítio de estimulação proximal a face medial da articulação úmero-rádio-ulnar, e de estimulação distal um ponto situado no terço distal da ulna, em sua face caudal. O eletrodo de captação foi colocado sobre os músculos interósseos palmares, o eletrodo referência cerca de 3cm do captador, sobre uma falange do quarto dedo e o eletrodo terra entre o registrador e o captador, sobre o osso acessório do carpo.

Para a análise dos resultados utilizou-se o teste t para duas amostras não independentes, com o objetivo de comparar os lados direito e esquerdo, em relação aos valores de amplitude, latência, duração e velocidade de condução motora. Em todos os testes foi fixado em 5% o nível para rejeição da hipótese de nulidade (Zar, 1984).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados da estimulação motora dos nervos radial e ulnar são apresentados nas Tab. 1, 2 e 3. Como não foram constatadas diferenças significativas entre as medidas dos potenciais produzidos e das velocidades de condução nervosa dos lados direito e esquerdo, são apresentadas as médias combinadas dos dois lados.

 

 

 

 

 

 

Durante o experimento deparou-se com grande dificuldade na execução dos testes eletrodiagnósticos no nervo radial, principalmente no que diz respeito à localização dos pontos de inserção dos eletrodos estimuladores. Pôde-se verificar também uma escassez de informações sobre o assunto na literatura. A maioria dos autores não utiliza o nervo radial na rotina eletrodiagnóstica, provavelmente pela dificuldade de localização anatômica de seus pontos de estimulação. No entanto, insistiu-se na execução dos testes nesse nervo por acreditar que na clínica neurológica veterinária as lesões do nervo radial constituem eventos relativamente freqüentes.

Os valores de latência, por si só, não possuem grande importância clínica devido ao alentecimento na condução do impulso nos ramos terminais dos nervos e na junção neuromuscular, e ao tempo consumido entre o início da despolarização da fibra muscular e sua contração, por este motivo utiliza-se como medida a velocidade de condução nervosa.

Foi possível verificar que durante a neurocondução motora a média das amplitudes obtidas nos sítios de estimulação proximal foi menor do que aquela obtida nos sítios de estimulação distal, conforme relataram Lee & Bowen (1970), Sims (1983) e Malik et al. (1989). Essa diferença nos valores de amplitude proximal e distal reflete um maior número de unidades motoras ativadas, sincronicamente, quando de uma estimulação mais próxima do músculo. As amplitudes médias do potencial muscular produzido por meio de estimulação proximal e distal do nervo radial, 8,79+2,26mV e 9,52+2,42mV, respectivamente, encontram-se dentro dos limites propostos por Sims (1983), isto é, de 3 a 60mV, e por Chrisman (1991) e Chrisman & Clemmons (1993), de 1 a 15mV. As amplitudes médias após estimulação proximal e distal do nervo ulnar, 10,72+2,60mV e 11,72+2,81mV, respectivamente, são menores do que as observadas por Bowen (1974), Walker et al. (1979) e Takakura & Inada (1983), mas próximas daquelas obtidas por Malik et al. (1989). No entanto, todos esses autores trabalharam com uma estimulação distal sobre os ossos do carpo, enquanto que neste experimento o sítio de estimulação foi um pouco acima, isto é, no terço distal da tíbia, o que justificaria a ocorrência de amplitudes um pouco menores. Optou-se por essa localização devido ao tipo de eletrodo estimulador utilizado que, por se tratar de uma barra fixa, apresentava maior facilidade de colocação nesse ponto. Em nenhum animal estudado obtiveram-se valores tão baixos quanto os descritos por Chrisman (1975b), que afirmou que a amplitude do potencial varia de 1 a 3mV.

De acordo com Lee & Bowen (1970), Sims (1983) e Malik et al. (1989), quanto maior a distância de condução de um estímulo, maior a dispersão temporal do potencial evocado, fato que pôde ser verificado quando da observação das médias obtidas por estimulação motora dos nervos radial e ulnar. Não foram constatadas diferenças estatisticamente significativas entre a duração do potencial dos lados direito e esquerdo, após estimulação motora dos nervos, confirmando as observações de Sims & Redding (1979) e Takakura & Inada (1983). A duração média do potencial muscular produzido por meio de estimulação proximal e distal do nervo radial, 2,85+0,76ms e 2,71+0,75ms, respectivamente, encontra-se dentro dos limites propostos por Sims & Redding (1980), isto é, de 2 a 10ms. Já os valores médios de duração do potencial produzido, obtidos por estimulação proximal e distal do nervo ulnar, 2,23+0,38ms e 2,04+0,35ms, respectivamente, foram menores que os descritos por Bowen (1974), Sims & Redding (1979), Walker et al. (1979) e Takakura & Inada (1983), refletindo, provavelmente, o tipo de eletrodo utilizado. Em quase todos os sítios de estimulação motora, os potenciais produzidos foram bifásicos, confirmando os relatos de Chrisman (1991) e Chrisman & Clemmons (1993).

Não foram constatadas diferenças estatisticamente significativas e ntre os valores de velocidade de condução nervosa motora dos lados direito e esquerdo nos dois nervos estudados, confirmando as observações de Lee & Bowen (1970), Sims & Redding (1979) e Nafe & Lee (1983). Os valores de velocidade de condução nervosa motora radial variaram de 50,5 a 80,5m/s, com média combinada dos dois lados de 66,18+7,26m/s, um pouco abaixo da determinada por Walker et al. (1979). Já a velocidade de condução nervosa motora ulnar apresentou média de 60,50+7,86m/s, menor do que a descrita por Nafe & Lee (1983), mas semelhante aos achados de Swallow & Griffiths (1977), Braund et al. (1979), Nes & Brom (1986), Malik et al. (1989) e Chrisman & Clemmons (1993). Os valores individuais variaram de 45,0 a 77,3 m/s. Por meio da análise de variância das velocidades de condução nervosa motora, seguida da realização do teste de Tukey, pôde-se determinar que existe uma diferença significativa entre os nervos, isto é, a neurocondução radial é maior que a ulnar.

 

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