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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.52 n.5 Belo Horizonte Oct. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352000000500011 

Detecção de subfertilidade em vacas leiteiras por meio de medidas anatômicas da região pélvica e do aparelho genital

[Evaluation of subfertility in dairy cows by measuring the pelvis and the genital tract]

 

J.L.M. Vasconcelos1, C.R. Esper2, R.M. Santos3, C.G.C. Vasconcelos3, F.S. Wechsler1

1Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da UNESP
Caixa Postal 560
18618-000 - Botucatu, SP
2Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP – Jaboticabal
3Médica veterinária autônoma

 

Recebido para publicação, após modificação, em 11 de abril de 2000.
E-mail: vasconcelos@fca.unesp.br

 

 

RESUMO

O objetivo deste estudo foi mensurar as regiões que compõem a garupa da vaca leiteira, com aparelho desenvolvido para esse fim, e avaliar o efeito dessas variáveis na contaminação intra-uterina e na eficiência reprodutiva (intervalos parto-primeiro cio e parto-primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço). Foram usadas 252 vacas Holandesas, paridas há mais de 30 dias e não inseminadas. Realizaram-se medidas anatômicas da região pélvica e do aparelho genital e cultivo bacteriológico de material uterino. A influência das variáveis independentes (mensurações) sobre a presença de contaminantes intra-uterinos foi analisada por meio de regressão logística, a da presença de contaminantes intra-uterinos sobre a eficiência reprodutiva, por análise de variância, e a das variáveis independentes (mensurações) sobre a eficiência reprodutiva por meio de regressão linear múltipla. A presença de contaminantes intra-uterinos não foi influenciada por nenhuma das variáveis. Staphylococcus sp. (29,6%) foi o microrganismo mais encontrado no material uterino, seguido por Actinomyces pyogenes (26,0%), Streptococcus sp. (22,2%) e coliformes (22,2%), porém essa contaminação não teve efeito negativo nos índices reprodutivos. Das medidas anatômicas avaliadas, as que influenciaram as características reprodutivas foram: abertura do ílio (maior abertura menor eficiência reprodutiva), localização do óstio cranial da cérvice (quanto mais abdominal, piores os índices reprodutivos) e presença de urovagina (influência negativa na taxa de concepção).

Palavras-chave: Vaca de leite, infeção uterina, infertilidade, garupa

 

ABSTRACT

The objective of this study was to measure the dairy cow rump with an equipment especially developed for this purpose, and to evaluate the effect of these variables on intrauterine contamination and reproductive efficiency (intervals parturition-first estrus and parturition-first AI, services per conception and days open). Lactating Holstein cows (n=252) with more than 30 days post-partum were used in this study. Anatomical measurements of the pelvic region and reproductive tract, and bacteriological tests of uterine material were done. The influence of the independent variables (measurements) on the presence of intra-uterine contamination was analyzed through logistic regression, the effect of intra-uterine contamination on reproductive traits through analysis of variance, and the effect of independent variables (measurements) on reproductive traits was analyzed through multiple linear regression. The presence of intra-uterine contamination was not influenced by any variable. Staphylococcus sp. (29.6%) was the most important microorganism found in the uterine material, followed by Actinomyces pyogenes (26.0%), Streptococcus sp. (22.0%) and coliforms (22.0%). However, this contamination did not have negative effect on reproductive efficiency. The reproductive traits were influenced by some of the following anatomic variables: ilium opening (wider thurl then poorer reproductive efficiency), cervix front opening localization (the more abdominal, the poorer was the efficiency) and presence of urovagina (negative influence on conception rate).

Keywords: Dairy cow, uterus infection, infertility, rump

 

 

INTRODUÇÃO

A condição do útero no pós-parto constitui um dos principais fatores que influenciam a fertilidade das vacas. A involução uterina pós-parto tem sido estudada (Marion et al., 1968; Vasconcelos et al., 1993), e tem-se usado o diâmetro do útero como indicador da involução do aparelho genital e sua conseqüente volta à normalidade. Vasconcelos et al. (1993) verificaram que a taxa de involução uterina pós-parto era rápida e uniforme até o 30º dia após o parto, a partir do qual se podia considerar completa, e as modificações do seu diâmetro eram mais acentuadas e detectáveis do que as que ocorriam na cérvice. Vasconcelos et al. (1989) verificaram rápido decréscimo na porcentagem de infeções detectáveis no útero após o parto (78,4% no 5º dia, 72% no 15º, 39% no 25º e 19% no 35º), mostrando que os índices de contaminação diminuíam com a involução uterina.

A Associação Americana de Gado Holandês preconiza que o tipo ideal de vaca em relação à fertilidade deve apresentar ísquios ligeiramente inferiores aos ílios, vulva o mais próximo possível da posição vertical, quando vista de lado, e garupa longa e ampla. Sieber et al. (1987) observaram que vacas com desnível entre o ílio e o ísquio eram mantidas por mais tempo no rebanho, provavelmente por efeito direto do ângulo da garupa no desempenho reprodutivo. Vacas com garupa "escorrida" apresentaram menor número de serviços por concepção, provavelmente devido à melhor drenagem dos fluidos uterinos (Randal, 1980). Por outro lado, Dadati et al. (1986) observaram correlações fenotípicas entre características de tipo e intervalo entre partos próximos de zero e Burnside et al. (1984), apud Dadati et al. (1986), encontraram baixas correlações fenotípicas entre medidas corporais externas e período de serviço.

O objetivo do presente trabalho foi mensurar as regiões que compõem a garupa da vaca leiteira mediante aparelho desenvolvido para esse fim, e avaliar o efeito de alguma dessas variáveis na contaminação intra-uterina e na eficiência reprodutiva.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi desenvolvido em quatro propriedades leiteiras localizadas na região de São Carlos, SP, de 24/3/95 a 17/8/95.

Foram usadas 252 vacas da raça Holandesa, paridas há mais de 30 dias e não inseminadas que, de acordo com Vasconcelos et al. (1993), já deveriam estar com o aparelho genital involuído.

As medidas tomadas com o aparelho desenvolvido para esse fim foram as seguintes: abertura de ílio (cm), aberturas de ísquio superior e inferior (cm), desnível entre ílio e ísquio (cm), posição do aparelho genital em relação à pelve: óstio cranial da cérvice, óstio caudal da cérvice e útero (pélvico: 1, pélvico-abdominal: 2 e abdominal: 3), comprimento interno da pelve (cm), posição da vulva em relação ao púbis (< 1/4 acima: 1, 1/2: 2 e > 3/4 acima: 3) e presença ou ausência de urovagina (presença de urina na vagina). Todas as aferições foram feitas pelo mesmo técnico.

A avaliação da condição corporal foi feita de acordo com Edmondson et al. (1989). A avaliação da contaminação intra-uterina pós-parto foi realizada mediante colheita de material uterino com pipeta de inseminação e seringa estéreis, por meio de infusão e posterior aspiração de 20ml de solução fisiológica, seguida de cultivo bacteriológico do aspirado em meio de ágar sangue e ágar MacConkey, incubados a 37ºC por 48h em aerobiose. A avaliação da eficiência reprodutiva foi obtida pelos dados da data de primeiro cio, data da primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço.

A influência das variáveis independentes (dias decorridos do parto até a colheita do material uterino, condição corporal e medidas da garupa) sobre a presença de contaminantes intra-uterinos foi analisada por meio de regressão logística, usando-se o programa LOGISTIC do SAS (1989). Manteve-se no modelo o efeito de fazenda, e as demais variáveis foram incluídas ou não consoante a técnica de regressão passo-a-passo.

A influência da presença de contaminantes intra-uterinos sobre a eficiência reprodutiva (dias decorridos do parto ao primeiro cio e do parto à primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço) foi avaliada por análise de variância, por meio do programa GLM do SAS (1989). A influência das variáveis independentes (dia do exame, condição corporal e medidas da garupa) sobre a eficiência reprodutiva (dias decorridos do parto ao primeiro cio e do parto à primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço) foi analisada por meio do programa REG do SAS (1989). Mantiveram-se os efeitos de fazenda e pico de produção de leite no modelo estatístico, e as demais variáveis foram incluídas ou não consoante a técnica de regressão passo-a-passo.

As médias e erros-padrão das variáveis dependentes e as correlações entre elas foram calculadas por meio dos programas MEANS e CORR do SAS (1989).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As médias, erros-padrão e valores mínimos e máximos das características estudadas estão na Tab. 1.

 

Tabela 1. Média e erro-padrão de características reprodutivas e de conformação em 252 vacas da raça Holandesa

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1Posição da vulva em relação ao púbis (< 1/4 acima: 1, 1/2: 2 e > 3/4 acima: 3); posição do aparelho genital em relação à pelve: óstio cranial da cérvice; óstio caudal da cérvice e útero (pélvico= 1, pélvico-abdominal= 2 e abdominal= 3 ).

 

A porcentagem de vacas com contaminação intra-uterina e o gênero da bactéria são apresentados na Tab. 2. Os dados em relação a dias pós-parto da colheita (18,5% entre 30 e 45 dias, 12,2% entre 46 e 60 dias e 21,4% após 60 dias) estão de acordo com os resultados obtidos por Vasconcelos et al. (1989) (19% no 35º dia pós-parto), porém os valores são mais elevados que os de Elliot et al. (1968), que observaram maior tendência de diminuição dos índices de contaminação com a involução uterina (93% entre 3 e 15 dias, 78% entre 16 e 30 dias, 50% entre 31 e 45 dias e somente 9% entre 45 e 60 dias).

 

Tabela 2. Média e erro-padrão do intervalo parto-colheita de material uterino (dias) por agente bacteriano contaminante e por ausência ou presença de contaminação intra-uterina em vacas da raça Holandesa.

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O útero no pós-parto oferece condições ideais para crescimento de bactérias que, entretanto, sob condições normais, são eliminadas em poucos dias ou semanas (Griffin et al., 1974). Elas são eliminadas pelas contrações do miométrio, forçando a saída do lóquio através da cérvice (Griffin et al., 1974), pela atividade fagocítica dos leucócitos nos fluidos uterinos e no endométrio (Vandeplassche, 1984) e pelas substâncias antibacterianas produzidas pelas glândulas uterinas (Gunnink, 1973, apud Paisley et al., 1986). Entre as bactérias contaminantes, o Staphylococcus sp. foi o microrganismo mais freqüentemente isolado do material intra-uterino, seguido de Actinomyces pyogenes, Streptococcus sp. e coliformes. As bactérias encontradas estão de acordo com os achados de Bane (1980), porém a freqüência de isolamento foi diferente da encontrada por Vasconcelos et al. (1989), provavelmente pela fase pós-parto. Messier et al. (1984) verificaram predominância de bactérias Gram-negativas (coliformes) no início do pós-parto enquanto as Gram-positivas (Streptococcus sp., Actinomyces pyogenes, Staphylococcus sp.) apareciam em maior freqüência posteriormente. Stefan et al. (1984) afirmaram que o exame detalhado do trato genital de bovinos deveria ser feito entre 30 e 40 dias pós-parto para evitar tratamentos antecipados e desnecessários em vacas com tendência a recuperação espontânea e prevenir infecções graves que poderiam atrasar a concepção.

A Tab. 3 mostra que não foi detectado efeito da presença de contaminação intra-uterina nos índices reprodutivos analisados, provavelmente por serem as características reprodutivas muito influenciadas pelo meio (Maijala, 1976), tornando difícil a detecção do efeito da contaminação intra-uterina na eficiência reprodutiva. Outrossim, muitas vacas foram examinadas com menos de 60 dias pós-parto, podendo, de acordo com Elliot et al. (1968) e Stefan et al. (1984), ainda se recuperarem e, conseqüentemente, não sofrerem influência negativa sobre a futura eficiência reprodutiva.

 

Tabela 3. Intervalo parto-primeiro cio, intervalo parto-primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço segundo a contaminação intra-uterina em vacas da raça Holandesa.

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EP = erro-padrão da média
Valores seguidos por letras iguais na mesma coluna não diferem entre si (P>0,10)

 

De acordo com a Tab. 4, das medidas da garupa e do sistema genital, somente a abertura de ílio, a posição do óstio cranial da cérvice em relação à localização na pelve e a presença de urovagina apresentaram alguma influência sobre os índices reprodutivos analisados. Esses resultados diferem do padrão ideal de tipo em relação à fertilidade descrito por Castro (1985), que recomendou que os ísquios deveriam ser ligeiramente mais baixos que os ílios, a vulva o mais próximo possível da posição vertical, quando vista de lado, e a garupa longa e ampla sendo que o seu nivelamento deveria ter uma relação direta com o desempenho reprodutivo da vaca, permitindo ou não uma drenagem adequada do útero, influenciando a incidência de infecções uterinas pós-parto. Randal (1980) verificou que vacas com garupa "escorrida" apresentavam menor número de serviços por concepção, provavelmente devido à melhor drenagem dos fluidos uterinos. Honnette et al. (1980), Sieber et al. (1987) e Pedron et al. (1989) observaram que a conformação da garupa estava relacionada com a eficiência reprodutiva, e que vacas com garupa "escorrida" apresentavam menor intervalo entre partos. Os resultados encontrados estão de acordo com os de Dadati et al. (1986), que verificaram correlações fenotípicas próximas de zero entre características de tipo e intervalo entre partos e os de Burnside et al. (1984), apud Dadati et al.(1986), que relataram baixas correlações fenotípicas entre medidas corporais externas e período de serviço.

 

Tabela 4. Coeficientes de regressão e de determinação de variáveis incluídas no modelo, e que influenciaram o intervalo parto-primeiro cio, intervalo parto-primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço.

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A correlação entre os intervalos parto-primeiro cio e parto-primeira inseminação foi positiva (0,71; P<0,01), e ambas foram influenciadas principalmente (Tab. 4) pela condição corporal da vaca no dia do exame, isto é, menor a condição corporal, maior a tendência para aumentar os intervalos. A condição corporal no dia do exame e o pico de produção de leite apresentaram correlação negativa (–0,13; P<0,05) ou seja, vacas com maior pico de produção de leite apresentaram menor condição corporal no dia do exame, provavelmente devido ao balanço energético negativo ter sido mais intenso nas vacas de maior produção de leite. Esses resultados são semelhantes aos de Staples et al. (1990), os quais verificaram que vacas com balanço energético negativo mais intenso no pós-parto apresentavam maior incidência de anestro e, conseqüentemente, maior intervalo parto-primeiro cio, e aos de Britt (1992), que verificou que as vacas de maior produção eram mais propensas a apresentar anestro.

O número de serviços por concepção e o período de serviço apresentaram correlação positiva (0,83; P< 0,01). O período de serviço foi altamente influenciado pelo pico de produção de leite. Estudos têm mostrado que a taxa de concepção em vacas leiteiras tem decrescido com o aumento da produção de leite (Nebel & McGilliard, 1993). Vasconcelos (1998) verificou que a produção de leite reduzia a concentração sérica de progesterona. A redução da concentração de progesterona em vacas de maior produção pode ser devida ao aumento do metabolismo da progesterona. Em vacas leiteiras, a correlação entre produção de leite e ingestão de matéria seca é alta e positiva (0,88; Harrison et al., 1990). Uma possível explicação para o efeito da produção de leite sobre o número de serviços por concepção e, conseqüentemente, sobre o período de serviço, é que a concentração nutricional da dieta tem relação inversa com a concentração sérica de progesterona (Parr et al., 1987); a redução na concentração sérica de progesterona pode dever-se ao aumento do fluxo sangüíneo para o fígado em animais com maior ingestão de matéria seca (Parr et al., 1993a), combinado com a alta eficiência do fígado (96%) em metabolizar a progesterona (Parr et al., 1993b). Folman et al. (1973) e Fonseca et al. (1983) observaram menor taxa de concepção em vacas que apresentaram menor concentração plasmática de progesterona pré-IA. A condição corporal da vaca no dia do exame não influenciou (P>0,10) o número de serviços por concepção e o período de serviço, e uma possível explicação é que o dia médio da avaliação da condição corporal foi 61,7± 3,3 dias, enquanto que o intervalo parto-concepção foi de 160,7± 5,57 dias, período suficiente para possibilitar a recuperação dos animais e, conseqüentemente, não ser possível detectar efeito da condição corporal sobre as características avaliadas.

Abertura do ílio e pico da produção de leite apresentaram correlação positiva (0,14; P<0,01) ou seja, os efeitos de abertura de ílio sobre os intervalos parto-primeiro cio e parto-primeira inseminação, número de serviços por concepção e período de serviço, provavelmente, estão associados aos efeitos negativos da produção de leite nessas características, isto é, quanto maior a abertura do ílio maiores os intervalos parto-primeiro cio e parto-primeira inseminação, o número de serviços por concepção e o período de serviço.

A posição do óstio cranial da cérvice em relação à localização na pelve não influenciou o intervalo parto-primeiro cio porém aumentou o intervalo parto-primeira inseminação (P<0,10), o número de serviços por concepção (P<0,05), e o período de serviço (P<0,01), e esse efeito provavelmente foi devido à pior drenagem dos fluidos uterinos em vacas com cérvice mais abdominal (Randal, 1980). A presença de urovagina aumentou o número de serviços por concepção provavelmente pela predisposição das vacas portadoras à endometrites.

 

CONCLUSÕES

Pode-se concluir que das medidas anatômicas da região pélvica e do sistema genital as que influenciaram os índices reprodutivos foram: abertura do ílio (maior abertura associada a menor eficiência reprodutiva), localização do óstio cranial da cérvice (quanto mais abdominal, piores tenderam a ser os índices reprodutivos) e presença de urovagina (influência negativa na taxa de concepção). Essas características devem ser utilizadas visando detectar antecipadamente animais que, provavelmente, apresentarão problemas reprodutivos, além de sugerir acasalamentos direcionados visando à correção da garupa.

 

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